segunda-feira, 7 de novembro de 2011

vasco lourenço coronel-capitão e o estado (português) de pré-sítio














vasco lourenço esteve com o 25 de abril de 74. relembremos um todo nada um ou outro tópico visto que existe muito boa gente que não tem conhecimento histórico e muito má gente que torpedeou a revolução que derrubou o regime salazarista. este caracterizava-se por ser uma aliança entre o estado e a ancilosada igreja católica, bufa e verdadeiro atraso de vida. que o digam, por exemplo, as mulheres que foram vítimas de perseguição e discriminização. estas eram proibidas de sair para o estrangeiro sem licença do seu marido ou proprietário. não podiam votar. quando cometiam adultério (devido ao muito tesão que também possuem) podiam ser assassinadas em pleno acto satisfatório que o criminoso (conhecido por corno na gíria de outros cornos que não sabiam que o eram) não apanhava penas de prisão. e se algum caso chocasse a merdosa opinião pública da altura (a de hoje está no mesmo plano) os juízes para lhe calar a boca despachavam-no com uns esticados três anitos... de pena suspensa (ao homicida). não se podia ler livros europeus a não ser os que falavam sobre a santa teresinha do menino jesus e outras balelas para entreter este povo que de estúpido tem ainda muito. quem criticava o estado novo no café tinha a pide à perna. era um regime de lambe cus, falsos beatos e beatas. gente que não prestava. aproveitava-se alguém? sim, em todos os tempos há gente com dignidade! ah, porra, lá me ia esquecendo. havia em todas as cidades do país as chamadas casas de passe. as tão conhecidas casas de putas. estas eram uma espécie de funcionárias do serviço de saúde pública. tinham no bilhete de identidade esparrachada a profissão e eram assistidas pelos delegados de saúde semanalmente, tendo em conta que tratar doenças venéreas saía muito caro ao erário público, havia que as ter saudáveis para o acto. mais ou menos aquilo que passos coelho procura fazer do serviço nacional de saúde. com as devidas distâncias, claro. havia coisas positivas no estado novo? havia, certamente. havia ordem. havia liberdade de passear na rua a qualquer hora do dia e da noite. a autoridade era respeitada. as hierarquias mantinham tudo em ordem. até os ladrões eram pessoas respeitáveis, cumprimentadores e raramante fugiam das casas de reclusão. lembro-me de ver um preso que esteve detido por anos num quarto tipo jaula que se situava nos baixos do edifício camarário (vila franca do campo). eu sempre que por lá passava ponha-me a espreitá-lo. era o preso. depois a gente habitua-se. aquilo era um bocado escuro. eu estou cada vez pior. queria debruçar-me sobre os últimos arrufos do coronel-capitão e dei por mim a descrever minhoquices. bem. o coronel vasco lourenço pertence às forças armadas. tudo o que disser arrasta-as consigo salvo se aquelas se distanciarem. vou interpretar o que disse aquele militar. e se for longe demais, que me desculpem se quiserem. convulsões sociais espreitam nas camadas mais desfavorecidas da população. as forças armadas não apoiam este regime que está a empobrecer o povo (mais pobres do que os pobres já são, acho difícil). o coronel desdobrou-se em afirmações. quando questionado pela sempre gostosa flor pedroso retocou um tudo nada algumas das suas palavras mais agrestes. no público, já estava muito diplomático para o meu gosto e para quem está habituado a ouvi-lo sazonalmente. diga-se que com o desgaste da classe política e de alguns aldrabões que desviaram as primeiras directrizes dos anos da libertação, o nosso coronel foi catapultado - e muito bem - para um lugar de respeito. devemos-lhe hoje, face às suas posições em nome do humanismo, a consideração que merece. bem, adiante. limpinho da faúlha - como dizem na minha parvónia aquática - as forças armadas só terão duas saídas presentemente: ou mantêm-se atentas ao desaforo que a politicagem está a fazer à constituição ou transformam-se numa espécie de suporte a este regime supracapitalista. o mesmo seria compará-las às tropas fiéis a ... pinochet. portanto, ou reagem como espinha da nação obrigando a que se respeite a nossa história, a nossa constituição e o que resta da nossa independência - as forças armadas a juraram! ou, amanhã, estarão nas ruas a apoiar as polícias na repressão contra os que se revoltarão contra passos e todos os comerciantes que se infiltraram no cadeirão do poder para nos tranformarem numa grande superfície comercial. a neutralidade das froças armadas não é para aqui chamada. ela só se dá quando existe o respeito pela vontade do povo expressa pelo acto de votar.o povo votou engnado pelas falsas promessas. o coronel não pode ficar de fora e pertencer a umas forças armadas imagináveis. que se saiba ele nunca foi um lírico.







mmbento

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