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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Dizem que há um general na prisão e outras coisas do Portugal Louco

As notícias sobre a prisão de um general das Forças Armadas, as jantaradas no Panteão, as reportagens sobre espancamentos  inclusive a de agentes policiais e as de elementos da Guarda Nacional Republicana, a invasão da bactéria Legionella, a violência  à porta de estabelecimentos de diversão nocturna são - como se costuma dizer - o que está a dar. 
a)
A situação do general é algo assombroso. Não há notícia - que eu saiba - que até hoje se  tivesse aplicado a medida de prisão preventiva a um oficial general das Forças Armadas pela simples  acusação  de corrupção. E digo simples porque se trata de coisas de caserna relativas a "comes e bebes". As Forças Armadas estão a ser constantemente  feridas de morte após o 25 de Abril e isso nota-se pela descaracterização a que estão sujeitas através da ação dos que têm dirigido a política nacional. Temos militares em todos os palcos de guerra deste planeta enquanto cá dentro "não servem para nada". Acabada a Guerra Colonial ei-las a fazer cobertura a provocações levadas a cabo pelas América e Inglaterra a povos cujo crime é possuir petróleo. Não teria havido no Código Penal uma saída, isto é, uma interpretação como a de acusação aguardando julgamento em liberdade? Não é assim que a Justiça Democrática costuma interpretar a Constituição em casos que não oferecem perigosidade e perturbação social? O último "estripador" de polícias que perturba pacíficos cidadãos depois de ter espancado pela quinta vez agentes policiais foi levado à Justiça Portuguesa tendo ficado a aguardar julgamento em liberdade. Imaginemos que a Justiça Portuguesa aplicava a prisão preventiva a um bispo da nossa Igreja Católica por ter utilizado canais ilegais para transportar para Roma dinheiro à revelia da Autoridade Tributária? Não me parece que houvesse um Juiz de Instrução que não lesse o código senão pela ranhura do "aguarda julgamento em liberdade". As beatas e Nossa Senhora de Fátima, grande angariadora de fundos, de certo não gostariam, o que poderia ser interpretado como perturbação social...

b)
As jantaradas no Panteão são uma norma. Além de estarem autorizadas as festas naquele recinto por despacho de Ministério  ou Secretaria de Estado de Cultura são uma maneira de realizar algum (capital). No Panteão encontram-se os ossos de portugueses que se distinguiram em diversas atividades como por exemplo, desporto, música, poesia, descobertas marítimas, política, etc. Houve quem só agora se apercebesse do despautério que era comes e bebes acompanhados pelas charangas convidadas para o efeito ao lado dos que depois de desaparecer "se foram da lei da morte libertando" . Vejamos o seguinte: quantas pessoas tem em suas casas as cinzas dos seus antepassados? Muitas! No entanto, não deixam de comer, beber, fornicar, fazer a barba, etc. É tudo uma questão de estômago e de sensibilidade. Qual era o problema de estarmos num banquete e termos a uns metros de distância os ossos de Vasco da Gama? Ossos antigos... No entanto, no Panteão, estão pessoas que ainda há pouco tempo ouvimos e aplaudimos. Aqui é que a coisa pode ferir suscetibilidades. Há que respeitar! Por isso, depois deste levante todo, há que salvaguardar certos espaços para negócios. Não há é pachorra para ficarmos mais um mês ou dois a ouvir gemer constantemente pelo leite derramado. Safa!

c)
Os espancamentos na via pública vão obrigar a que meia dúzia de políticos intervenham a quente, o que dará origem a alterações da lei. Não dá para prender - como estão a pedir alguns inconscientes - os que se "defendam" fisicamente de agentes de autoridade. E isto porque poderá atribuir às Forças Policiais um poder quase absoluto, pois bastaria uma simples acusação para que fossem para a cadeia a aguardar julgamento aqueles que os polícias indicassem. Num Estado de Direito as polícias devem estar preparadas para a prevenção e não para a repressão. Para isso é  necessário mudar os treinos a que estão sujeitos os agentes. Desarmar um agressor e manietá-lo é obrigação de um agente bem preparado. Ver polícias a jogar ao boxe na via pública com energúmenos, bem, só em Portugal.

d)

Invasão de bactérias: Não passa pela cabeça de ninguém que enquanto se está a combater este flagelo epidémico que mata os mais fragilizados esteja uma caterva de idiotas, com tempo de antena, a fazer acusações sem credibilidade que só servem para criar um clima de medo generalizado. Até o ministro da tutela dos hospitais de tão apertado pelas más línguas veio pedir desculpa. Desculpa de quê?  Há fogo! Demita-se a ministra. Há Legionella em Vila Franca de Xira! Demita-se o ministro do Ambiente (no caso Jorge Moreira da Silva-2014). Há Legionella no Hospital de São Francisco! Demita-se o ministro da Saúde. Quer dizer, os ministros estão sujeitos a serem demitidos consoante se as bactérias preferem este ou aquele pedaço de terra. Mas que pedaço! 

e)
Há zonas de Lisboa em certas horas que não convém atravessar ou pensar ficar lá um tempinho. Há gente violenta pronta a espancar por dá cá aquela palha. Não há morro em Lisboa como os há no Rio de Janeiro onde quem manda é marginal, mas há planície onde se mata impunemente. O jovem açoriano que desapareceu à porta de um estabelecimento de diversão nocturna, há um ano, leva-nos a pensar em vingadores da noite. O Estado não está ainda capaz de dar resposta a uma  violência generalizada e constante. As várias instituições do Estado estão numa do cada um por si. Peço desculpa ou demito-me! É o que está a dar...


domingo, 5 de novembro de 2017

O que aconteceria se os jornalistas resolvessem fazer greve indeterminada?

Sem hipótese de usar os Meios de Comunicação Social  que papel estaria reservado às instituições? Afogar-se-iam? Criariam meios próprios...

                                            XXX

Não é fácil imaginar o que seria. A informação circularia, quando muito, através das redes sociais. As investigações judiciais/policiais e as sentenças dos tribunais, por exemplo, estariam abafadas até que os novos "rede-jornalistas" conseguissem publicar os esclarecimentos das "autoridades". Este tipo de jornalismo atafulharia e entupiria os novos canais de informação, porque haveria mais destes "videojornalistas" por metro quadrado que ovas de esturjão do Mar Negro. O desinteresse instalar-se-ia. Sem videos da violência quotidiana (que é o que mais vende) a informação cairia no desinteresse geral. Sem um jornalismo "condicionado" pelas redações afetas a este ou aquele grupo económico e político desapareceriam os comentadores. Sem relatos de futebol que empolam os mitos humanos lá se iam os milhões que circulam pelos futebóis. As atuais estrelas do desporto valeriam meia dose de pó de anjo quando muito. Os políticos teriam de descer permanentemente à rua para falarem cara a cara com aqueles a quem mentem nos actos eleitorais para se manter nos seus "empregos". Caso contrário cairiam no anonimato. Sem intermediários qualificados ideologicamente como são os jornalistas de hoje, a moda retornaria para as mãos dos alfaiates e costureiras desconhecidas. As modelos rebolantes que ficam famosas a transportar trapos e cedas ficariam tão isoladas do social que para sobreviver teriam de fazer horas extras fora das passadeiras. Os párocos do púlpito e a mando dos seus bispos restaurariam o poder de programar mentes servíveis do alto. O acto sexual regrediria na prática aos primórdios e as mulheres perderiam o ar atual de satisfação que conquistaram à custa do remeter as leis da Bíblia para o calhau dos bikinis. A Felicia Cabrita serviria hambúrgeres nos intervalos da sua atividade de caçadora de cabeças poderosas. Os paparazzi morreriam de fome e a apanha de um rabo de fora de fêmea-figura-pública não valeria mais do que uma vela de oráculo da Cova de Iria. O "sexta às 9" e a nossa Sandra Felgueiras nunca mais mexiam na caixa de Pandora. Sem jornalistas para interpretar a realidade, seríamos incapazes de pensar. Não haveria factos e sem factos o cérebro vegeta. Sem jornalismo a DECO passaria a bater de porta em porta à procura de queixas domésticas. Sem jornalistas as polícias nem um camundongo apanhariam de dia. Sem jornalistas que fazem parte do trabalho policial os agentes teriam de vir para a rua (o que não era mau) e não estariam  refastelados à espera de queixas e de telefonemas aflitivos. Sem jornalistas o INEM não passaria de um carro funerário. Sem jornalistas a floresta nunca arderia mais do que 6 hectares. Sem jornalistas ninguém seria preso por corrupção nem o BES e outros bancos implodiriam. Sem jornalistas nunca teríamos assistido a prisões em direto de políticos ordenadas por magistrados mediáticos nem teríamos acompanhado também em direto à prisão de um deputado enquanto "trabalhava" na Assembleia da República. Sem  jornalistas (Gustavo Sampaio, verbi gratia) nunca ficaríamos a saber que o Parlamento Português acoita um grupo de corruptos que fez perder milhões de euros ao Estado em contratos criminosos. Sem jornalistas não sairíamos da Idade da Pedra. Sem jornalistas não teriam desaparecido armas dos quartéis. Sem jornalistas alguns inocentes apodreceriam nas cadeias. Sem jornalistas nunca saberíamos onde se encontraria o nosso querido e beijocas Presidente. Sem jornalistas nunca saberíamos que quem manda nos preços da energia são uns capangas que até acagaçam os governos. Sem os jornalistas nunca saberíamos quem esconde dinheiro nas offshores e foge aos impostos. Sem jornalistas nunca nos passaria pela cabeça que há uma justiça para pobres e outra para ricos. Sem jornalistas a sociedade é uma caca. O videojornalismo, hoje, alimenta em grande parte o jornalismo que se vende pelas estações televisivas porém não se trata de um jornalismo propriamente dito que investigue. É fruto do acaso. Sem jornalismo tudo ficaria isolado. Os jornalistas ainda não perceberam o que representam nem o poder que têm na sociedade moderna. Quando um dia se separarem das instituições - que ainda por cima não os respeitam - uma nova filosofia de vida formará novas mentalidades. É o futuro!

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Independências e nervos

É sabido,  menos para os "historiadores" portugueses assalariados a todos os regimes que alcançam o poder, que hoje somos um país independente (o quanto possível) devido às constantes intromissões de Inglaterra nas disputas que tínhamos com Castela. Aquela procedia assim para nos dominar economicamente e enfraquecer o poder espanhol. Filipa de Lencastre veio para Portugal no século XIV como esposa real de um usurpador de trono e como orientadora da política indígena o que fez com que nos atirássemos mar adentro. Nós, que não passávamos de camponeses-pescadores dominados por meia dúzia de cavaleiros, fomos, de um momento para o outro,  metidos em navios com mercenários ingleses para ajudar a assaltar as riquezas e praças muçulmanas do Norte de África. Começou com as instruções daquela Bifa - a mando de Inglaterra - o êxodo das populações para o litoral o que fez ainda mais despovoar Portugal. Quando Castela se transformou na maior potência do mundo, tornámos a ser hispanizados de facto e de direito. Ao cabo de 60 anos de inclusão ibérica, França e Inglaterra, aliadas, conseguiram sujeitar Castela a grandes perdas e voltámos de novo a ser "independentes". Para isso foi só preciso atirar um desgraçado por uma janela. Foi a Restauração mais barata do mundo. Muito mais barata do que aquela que recolocou a direita no poder no Chile. É de lembrar que Salvador Allende enfrentou o exército de Pinochet com o rifle AK-47 nas mãos (julgo eu que não estava lá). Morreu, claro, pois estava praticamente sozinho no seu gabinete. Porém, não foi atirado pela varanda do palácio de La Moneda como o pobre Miguel de Vasconcellos o foi do Paço Real de Lisboa. Valha-nos ao menos isso. Claro que os reis castelhanos não se ficaram por aqui e procuraram recuperar o perdido. Porém, não conseguiram porque encontraram sempre ingleses pelo caminho. Mais tarde, quando os ingleses empurraram a Rainha Dona Maria I, acompanhada de seu filho, o futuro dom João VI, para o Brasil, quem acham que ficou a mandar em Portugal em termos absolutos? Isso mesmo, os ingleses! Imaginem que até nomearam vice-rei de Portugal o inglês Beresford. Quando se fala nas fortificações das Linhas de Torres que serviram para assustar os franceses (como diz Barry Hatton)  na Guerra Peninsular, quem acham que as mandou construir? Sir Arthur Wellesley, claro! Portugal sempre foi uma espécie de cloaca aberta para todo o serviço britânico.  Apesar de termos sido durante muitos anos uma colónia inglesa, o certo é que nós sempre os papámos. Querem mandar em nós, tipo escurinhos alforriados?, tudo bem! Trabalhem enquanto nós estamos deitadinhos nas nossas praias e/ou a dormir nas pampas do Alentejo, à sombra, claro! O nosso ouro desenvolveu a indústria inglesa? É verdade! Só que o ouro era por nós roubado e nada nos custava. Isto é, caçávamos escravos,  pusemos os desgraçados a garimpar o ouro de que nos apropriávamos depois e que nos serviu para comprar tudo o que a indústria inglesa produzia. Era cá um luxo. E a gente a descansar. Tivemos um rei que ficou cheio de ouro e que até mandou construir uma pirâmide tipo das do Egito . Foi em Mafra. Aquilo é que foi. Era tudo lucro! Fomos os maiores negociantes de escravos do mundo. Vendemos qualquer coisa como uns 4 milhões de seres humanos para serem esfolados  nos engenhos do  Novo Mundo . Quando a Inglaterra acabou com o mercado de escravos e nos obrigou a fazer o mesmo, nós inventámos um esquema para continuar a chupar a pobre gente de África. Querem saber como? Olhem, perguntem a Miguel Sousa Tavares. Aquela de o escravo africano comer a inglesa quase no fim do romance pondo os cornos (cuidado com o juiz Neto Moura) ao marido e ao amante branco foi de gritos. Eu não esperava tal desfecho! Já tinha ficado satisfeito com a inglesa a fornicar com o governador português...  Isto são apartes... Esta coisa de independências deixa-me nervoso. Agora falando a sério, será que somos realmente independentes de Espanha depois de nos termos libertado do jugo inglês? Já não temos fronteiras com ela. Podemos comprar lá de tudo pois qualquer coisa é sempre mais barata do que aquela que encontramos por cá. Mais dia menos dia o nosso sagrado Serviço Nacional de Saúde - que já matou perto de 3.000 portugueses em filas de espera - vai ser entregue aos nossos hermanos por ser mais barato e eficaz. Morre-se muito nas listas de espera quase tanto quanto se morre nos nossos hospitais. Não estou a sugerir nem a afirmar, estou a ouvir apenas algumas conversas... Não dá para avançar mais, pois a procissão ainda vai no adro... Claro que não queremos ser espanhóis. O que queremos de Espanha é o mesmo que quisemos dos ingleses, que o mesmo é dizer resolvam os nossos maiores problemas que a gente não se importa que mandem em nós.  A independência da Catalunha? Pois, mas para isso tenho de consultar o modelo de dom Pedro IV, o dos gritos do Ipiranga. Se Sua Alteza Real não tivesse berrado tanto nas bordas daquele rio, penso que ainda hoje estaríamos a vender o Brasil aos poucos. Isto é, como já se foram o ouro, a prata, o pau preto, os diamantes, as pedras preciosas, etc. não me admiraria nada que estivéssemos a vender a terra de cultivo em vasos lá para os lados dos Jerónimos... Com vasos "manufactured in England", obviamente. Quem é que ao longo dos anos  quis tornar Portugal independente de Castela e subjugado de Inglaterra? Que classe social tinha interesse nesta separação? E a Catalunha? A Catalunha é rica porque se desenvolveu por si. É apetitosa, portanto. São dois mundos. Um quer ligar-se aos ricos e o outro quer ser rico sozinho. Ia esquecendo a questão nação. Vem complicar ainda mais qualquer interpretação para ajudar quem não quer ceder autonomias a outrem. Eu sou uma nação e quero ser independente! Será que posso?  Depende! Não é nada comigo e eu estou a ficar nervoso. 4 anos antes de eu ter nascido a Espanha vivia uma guerra civil que fez cerca de 1 milhão de vítimas mortais. Foi uma coisa horrível. Digo eu que não estive lá. Existem independências pacíficas? Não me parece... Por que razão não escrevi um texto com cabeça? A Guerra Civil de Espanha não tem nada a ver com independências mas sim com troca de ideias. E nós? Brigamos por causa delas? Não, porque isso de pensar é lá com os ingleses. 

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Com todos os diabos, a história recente de Portugal não se pode esquecer de José Sócrates nem de Aníbal Cavaco Silva

Está ainda por esclarecer quem foi o responsável ou responsáveis que meteram José Sócrates e Cavaco Silva a contas com inquéritos que deram origem a suspeições e a procedimentos judiciais. Comecemos calmamente por perceber o que causaria  uma Península Ibérica unida economicamente. Enquanto Portugal e Espanha puxavam cada um para seu lado, nem a nossa aliada Inglaterra (mais os seus acrescentos territoriais) nem a França se importavam pelos assuntos ibéricos. Até por causa do Mundial de 2004 portugueses e espanhóis (com todas as nações que Castela esmigalhou) se pegaram. Uma Península unida à partida iria colidir com os interesses dos atrás citados membros da União Europeia. Como? Primeiro, para se comerciar com as  Américas e Norte de África havia que se deparar com a Nova Hispânia dado que esta representa o caminho mais curto tanto para se entrar como para se sair do Ocidente. Desceriam as importações da Suécia. A banca ibérica estava a reformular-se numa perspetiva de unidade. O consumidor que é Portugal voltar-se-ia totalmente para dentro da península o que traria mais riqueza para Espanha e também traria melhoria de nível de vida aos portugueses. A PI tornar-se-ia, através da ação dos portugueses, numa potência relevante nos negócios com as antigas colónias, inclusivamente com a rica Angola que se estabeleceu em Portugal em tudo que é indústria, banca e comércio. Tanto Espanha quanto Portugal necessitam como pão para a boca um do outro para se poderem opor à hegemonia nórdica. Os ingleses e franceses sempre se uniram para desgraçar a Espanha. Leia-se um pouco de História que não faz mal nenhum. Para ingleses e franceses esta anomalia entre povos "iguais" era bom para os seus negócios. Só que com a chegada de José Sócrates ao poder a coisa começou a ficar séria.  A política de Sócrates traria consigo o engrandecimento de Portugal e Espanha. Sócrates colocou o país de frente para o óbvio. Isto é, disse ele em 2005 logo após ter sido indigitado primeiro-ministro: "Espanha! Espanha! Espanha!". O TGV e um grande aeroporto ibérico cá em casa situado era cá um marco económico mais valioso do que o do ciclo da pimenta. Estamos ou não lembrados dos negócios com a América espanhola? Construção civil e computadores na Venezuela?  A Espanha preparou-se para dominar, nesta ótica política, parte da comunicação social portuguesa. Acho que isto aqui já dá uma pequena pista para se concluir que tanto franceses e ingleses estariam por detrás da perseguição futura a Sócrates. Em Portugal, esses estrangeiros arranjaram servidores que a seu soldo deram início a uma campanha de ataque e descredibilização nunca vista efetuada a um primeiro-ministro em funções. Começaram com o "Freeport" e foram até à prisão do mesmo sem acusação. Lembrei-me do que fizeram a Patrice Lubumba (eleito primeiro-ministro da República Democrática do Congo) que fora destituído e assassinado a pedido de vários países entre eles os Estados Unidos da América. As riquezas daquele país não poderiam ser distribuídas pelo povo. Tinham de ser entregues a criminosos belgas e a americanos. Sócrates não foi perseguido diretamente por ingleses nem franceses por ter desviado o país para a Espanha. Cá dentro houve quem tivesse sido manipulado e serviu os interesses de outrem que não nossos. Sócrates caiu que nem um pato nas armadilhas internacionais. Sócrates como Cavaco Silva foram  - logo a seguir a terem sido eleitos - visitar Espanha. Cavaco em 2006! Sim, Cavaco também tinha a visão de proximidade com o país irmão como algo demasiado importante para Portugal. Fica-se também sem justificação plausível  o facto de Passos Coelho não ter autorizado que o Banco Público desse a mão ao BES. Descolar de Espanha e destruir a banca é entregar o país a "Uma Família Inglesa". Há agentes cá dentro dispostos a manter Portugal num PIGS. A perseguição a Sócrates permitiu destruir parte de um certo tipo de Portugal económico voltado para o futuro. Nunca tal se viu: o facto de uma investigação pessoal descambar numa acusação a quase todo o setor económico nacional. Não faz sentido! Não passa de uma manipulação engendrada lá fora! A meu ver é impossível acusar José Sócrates isoladamente do Partido Socialista e seus empresários. Os outros partidos, idem idem... Se os nossos "aliados" quiserem destruir-nos bastaria manipularem indiretamente a nossa justiça com a finalidade de se pôr a nu a contabilidade dos partidos. Seria uma espécie de Pedrógão Grande do tamanho de Faro até Valença do Minho com muito vento à mistura. Grandes interesses nos dominam! Raios os parta!

NB: O que estão a fazer a José Sócrates não é digno de um país  civilizado. Não estou ainda a referir-me à Justiça Portuguesa que terá tempo de se explicar em sede de julgamento. Estou a referir-me ao julgamento e assassinato na "via pública" de um político que conseguiu uma maioria eleitoral e que governou com legitimidade. Isso não se faz! Repugna-me! Também repugna que o partido a que pertence José Sócrates não se tenha envolvido num pedido de esclarecimentos acerca do modelo de  prisão efetuada no aeroporto de Lisboa. Haverá alguma ditadura de juízes de instrução que eu desconheça? Não haverá entre nós um político no ativo com eles no seu sítio que não faça como o judeu Cristo que quando apertado pelos juízes do seu tempo safando-se respondeu assim: "dai à justiça o que é da justiça e à política o que é da politica". Trata-se de uma forma de sacudir a água do capote e de conviver ao mesmo tempo com deus e o diabo. Atenção, eu queria dizer era: dai a César o que é de  César e a deus o que é de deus. É a mesma coisa. Julgar Sócrates neste modelo (4.000 páginas e milhões de mensagens) é condenar a aproximação que estava em jogo e que nos tornaria mais fortes na Península Ibérica. 

NB2 - O PEC4  de José Sócrates aprovado pela Frau Merkel foi chumbado por interesses que passo a relatar:

PCP - Procura desinstalar Portugal da União Europeia;
CDS - Nacionalista-saudosista, o seu comportamento sistemático é o voltar as costas a Espanha com medo de perder a independência;
PSD - Partido  com ligações "político-democráticas" desde o tempo de Sá Carneiro com o Reino Unido. A maioria dos seus barões é anglófila e francófila;
Bloco de Esquerda - Partido de dissidentes intelectuais de esquerda cuja política se cinge em colocar os seus militantes nos quadros do Estado. Para alcançarem os seus objetivos prometem o melhor do mundo capitalista em pacotes suaves de luta de classes aos mais desfavorecidos;
Os Verdes - Quase uma espécie de ventríloquo dialético mas muito esganiçado . 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Debate recoloca António Costa na dependência do BE e do PCP

No debate de hoje à tarde, tanto o Bloco quanto o PCP entregaram ao primeiro-ministro a carta de confiança para continuar a governar. Governar já sem condições, diga-se. Foi o melhor que fizeram, porque nestes tempos mais próximos, os antigos coligados (ppd/cds) preparam-se para - juntamente com Marcelo, e este de uma forma indireta  - desbastar  a imagem do executivo de Costa com o fito de provocar novas eleições. O discurso de ontem de Marcelo foi bastante arrasador. Marcelo sabe que cairia sobre si o opróbio de muita gente - que o pensa "bom homem" - se resolvesse desfazer de um momento para o outro o "governo do povo" por causa de um desastre ambiental que assassinou 45 pessoas. Lembram-se da Princesa do Povo? Costa também caiu no goto cá da malta.  Tanto BE como PCP, seus acompanhantes,  já não são os tais tresloucados da Luta de Classes que assustavam imenso os padres curas deste país. Arrecadam também simpatias! O PPD, pela boca do seu novo líder, queria que Costa apresentasse uma moção de confiança "à maioria que o apoia". Costa apanhado de surpresa, assustou-se por momentos com a estratégia do adversário. Mas foi sol de pouca dura, pois quando Catarina e Jerónimo intervieram repuseram a paz que ele tanto precisa para governar. Já o efeito CDS - que procurará fazer de cabeça da direita na próxima terça-feira - passou desfalecido. O CDS vai propor uma Moção de Censura ao governo. Não terá utilidade técnica mas pode servir de motivo para unir a direita e permitir ao inquilino de Belém julgar que existe alguma perturbação social. Quem é que é dono da bomba atómica, quem é? Costa tem de dar a Marcelo meia praça e enfrentá-lo com as sondagens que ainda o dão lá em cima. As sondagens são, hoje, o melhor amigo de Costa, pois são a prova da aprovação popular e que servem para mostrar a Marcelo para que este fique quieto. O discurso de Marcelo, nitidamente em rotura com Costa, pode ter dado início à divisão do país em direita e esquerda. Coisa que já não estávamos  habituados. Aguardemos quem vai respeitar o que resulta do relatório da Comissão Técnica Independente. Estou convencido que aquele aponta para qualquer coisa parecida com o que se leu no relatório katrina, que segundo consta foi uma grande tempestade tropical. Só que não fala nas causas remotas... o costume. 

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Os Miró que mamam a dobrar


Pagámos (nós contribuintes) 90 milhões de euros para os reaver, pois foram-nos roubados e já tinham "fugido" para o estrangeiro. Depois de cá chegarem,  para os ver em exposição cada português terá  de pagar 10 euros a uma "instituição" de cultura pública que benemeritamente os detém atualmente. Pagámos os custos das trafulhices do BPN. Melhor dizendo, o Estado pagou sacando dinheiro aos contribuintes o golpe de 7 mil milhões de euros, onde se incluía o "truque" da compra (ou fiança) das pinturas de Miró. Isto faz-me lembrar uma coisa. Pús o meu carro no meu nome pagando o imposto de registo de propriedade. E para que ele seja meu  (dizer que é meu) tenho de pagar "outro e mesmo" imposto para poder assumir a propriedade do mesmo que é meu. Esta parte é uma invenção mitológica . É só para tentar ilustrar o que se passa com os Miró. Melhor do que nós em comércio, não há ninguém. Ao tempo fomos mar dentro descobrir terras para as evangelizar (dizem que eu não estava lá) e em troca trouxemos seres humanos acorrentados para os vender com grandes margens de lucro. Aos descendentes desses escravos, uma vez libertos, oferecemos-lhes ilhas isoladas para viver e vegetar. Quem paga os custos da sua manutenção? O dinheiro que pedimos anualmente à União Europeia. O senhor candidato André Ventura ia estragando o arranjinho às nossas casas de caridade quando começou a insinuar o fato de uma certa etnia estar a viver à custa dos impostos dos portugueses. Para já, nem toda ela vive à custa de ajudas do nosso Estado pedinchão, pois a maioria de os seus membros pode ser vista a trabalhar todos os dias da semana. A coisa foi abafada na comunicação social porque  se a União Europeia descobre,  a razão de tal benfeitoria, a mama seca para certos setores públicos que são quem recebe o cacau esmola estrangeiro que serve para distribuir aos carenciados e fazer por cá boa figura. E como não podia deixar de ser, a imagem do país não seria tão bem vista como defensora dos mais desfavorecidos uma vez descoberto o jogo da solidariedade interna. Não  sei se ficam com algum para si, o que sei é que a GNR está farta de "visitar" os grandes beneméritos nacionais e apanhá-los com a boca na botija. Não sei se temos um ministro da Cultura, dado que só visito a "Rua Segura" e o site "Classificadosx", mas, com franqueza, se de fato existe um responsável pela "cultura oficial" achava bem que interviesse no sentido de duas coisas:

primeira coisa, que acabasse com a pouca vergonha do pagamento das visitas aos Miró que nos pertencem, porque isso já pagámos e trata-se de uma verdadeira especulação;

segunda coisa, que mandasse averiguar se de fato algumas bocas de café têm ou não sentido. Isto é, põem em causa a autenticidade das mesmas obras-pinturas. É que elas estiveram nas mãos de traficantes (de divisas já condenados em tribunal) o tempo suficiente para poderem ser falsificadas. Aquela gente não se confessa e quem desvia tantos biliões é gente com muita habilidade de mãos, apesar de serem  bons pais de família como consta das bocas das testemunhas de defesa aquando da sua condenação.

PS:
Senhor  ministro da Cultura - substituto do filho do dr. Mário Soares - se houver bronca com as pinturas do Miró (que não valem tantos milhões com que foram arrematados..., experimente vendê-las ao Joe Berardo e veja o valor que ele oferece...) o senhor corre o risco de ficar conhecido por totó. Não queira, excelentíssimo, correr esse risco. Faça um apelo ao juiz Carlos Alexandre que em segundos lhe enviará uma equipa da Judiciária par tirar os nabos da púcara. E, sobretudo, para que as conversas de café deixem de alcovitar infundadamente.