quarta-feira, 10 de novembro de 2010

UM TEXTO HISTÉRICO-ECONÓMICO




Einstein tinha uma prima irmã com quem casou depois de se divorciar de Mileva Maric, a cientista que o ajudou nos cálculos matemáticos aquando da apresentação da Teoria da Relatividade Restrita em 1905. Acontece que a prima, de nome Elsa, tinha uma filha a quem o cientista procurou ensinar os segredos da referida teoria. Um dia ao perguntar-lhe se ela tinha percebido, recebeu como resposta que sim, que tinha compreendido. Depois de se apartar do padrasto a moça adulta foi dizer aos amigos que aquilo era muito confuso. O Einstein já morreu e a maior dificuldade que hoje tem a malta (em Portugal, claro) é perceber a explicação que é transmitida pelos "mídia" acerca das percentagens dos juros da venda da dívida pública. Há uns anos atrás, vivia um primo meu que quando estava com os copos tinha alguma piada. Era assim que ele respondia aos curiosos que queriam saber de que vivia: "pus as minhas dívidas a juro", respondia. Dava para rir à malta. Éramos todos uns ignorantes, pois ele estava actualizado em relação a nós, que não passávamos de parolos. Ele era um Einstein da economia.O Estado português faz o mesmo e não é governado pelo meu primo. Que diga-se em abono da verdade nunca lhe faltou o que quer que fosse. Até no tempo em que ter viatura era um luxo, ele dava-se também ao luxo de trocar de carro sempre que lhe dava na veneta. Os tempos eram outros. Naquele tempo em que o beato Salazar nos governava, a esquerda - da merda - com quem eu me dava só falava mal de tudo que havia e cheirava a Estado Novo. A televisão era uma merda. Só servia para alienar as massas. O desporto e Fátima com os touros e o fado à mistura pertenciam ao mesmo rol da merda. E hoje, o que fez a esquerda da merda às merdas do passado recente? A RTP da merda, governada pelos esquerdas da merda não só aliena este povo atolado em merda como o intoxica com anúncios. O desporto deu em Apito Dourado acompanhado pelas claques sangrentas que tudo destroem. Fátima evoluiu. Construiu nas barbas da fome social-nacional uma grande pirâmide onde os fiéis se deslocam para orarem aos pastorinhos, pagando, claro. Os fiéis estão cada vez mais crentes nesta época em que o CERN anda por aí a recriar o deus cúmplice da existência e de outros fotões. Quanto aos touros, coitadinhos. São mortos ou assassinados nas barbas da lei. E o fado? Está outra vez em todo o lado. Até já o cantam com a cabeça rapada como se tratasse de um rap cheiroso e aromático. Ai, como é que vamos perceber o que nos está a acontecer? Eu estou como a filha da prima do relativista: compreendi mas estou confuso. Que o mesmo é dizer que estou como o ministro da Economia. Como assim? Disse ele: chove, mas entre os pingos não chove. Está tudo explicado! E bem!

mmb

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