sexta-feira, 30 de março de 2012

caça ao homem. de josé sócrates a dominique strauss-kahn


os velhos sábios diziam dos inimigos que nunca se lhes devia virar as costas. os velhos sábios para além de muito saber não deixavam de ser uns belíssimos filhos-de-puta (significado com hífen: nada tem a ver com as suas mães, mas sim com o seu estofo). não se devia voltar as costas ao inimigo porque o estupor pode esfaquear pelas costas. enfim, nada como estarmos vivinhos da cavaco, perdão da silva. vamos analisar em primeiro lugar o putanheiro francês. homem poderoso mas que gostava mais de vaginas do que camões da dinamene. estava o francês a posicionar-se para ir aquecer no eliseu o lugar em que o nacionalista de gaulle aquecia o sim-senhor, perdão o cu. o cu da frança histórica. essa mesma frança que nos invadiu, fodeu as mulheres dos portugueses e roubou os túmulos dos nossos reis em nome da liberdade, da fraternidade e da igualdade. para strass-kahn ganhar esse poleiro só precisava de chegar vivo até ao dia das eleições. tudo a correr bem para o seu lado até que lhe armadilharam as calcinhas de uma empregada de hotel. claro que a armadilha foi organizada. até o acusador público aceitou a nulidade da acusação. a história é conhecida e não vou repeti-la. acontece que o francês sofreu um rude golpe nas suas aspirações políticas. no entanto, em frança os indígenas votantes não tinham intenção de enterrá-lo embora ele mais parecesse um zombie colado na boca da urna. o presidente francês - a quem o vulgo deita certas culpas na feitura do imbróglio - queria manter-se no poder e com strauss meio vivo ou meio morto no terreno isso não lhe dava jeito. e vai daí havia que acabar de vez com o putanheiro. como actuar? o homem tem uma estatura elevadíssima. é um intelectual inteligentíssimo. é rico e poderoso e só lhe falta para completar essa auréola ser presidente de todos os franceses. e o fraco? vaginas! ah, vamos nessa! de repente, os companheiros da alegria começam a colocá-lo outra vez entre vaginas, mas só que desta vez em moldes diferentes já que não conseguiam "matá-lo" por gostar de mulheres sete vezes ao dia e antes do jantar. chulo! proxeneta! explorador de redes de prostituição! e pronto, apareceu logo um procurador da tricolor que o manda prender pois na frança só havia um chulo: o srauss-kahn. e para sair em liberdade condicionada até ao julgamento lá teve o chulo que depositar cem mil euros nos cofres do luís XIV modificados. se ele se safar desta acusação eu aposto que a próxima será assim: preso novamente o grande femeeiro por ter sido apanhado a violar a rainha nefertiti, mulher número um de amen-hotep IV, mas feita múmia que estava de passeio nos lavabos do louvre. bem feito seu tarado vaginal. creio que com estas acusações strauss-kahn nunca mais será presidente no país dos melhores minetes. este já está arrumado. vamos agora a josé sócrates. este senhor que foi durante seis anos primeiro-ministro acabou por ser cuspido de são bento porque o parlamento chumbou o orçamento. este continha uma série de medidas que nos iriam apalpar o rabo de uma forma chata. este acto dava pelo nome de pec IV. medidas horrorosas que nos iam remeter para a pobreza de onde tínhamos fugido em 1974. sócrates é um homem inteligente e dá-se bem com a vida. deve ser rico. cometeu um erro que o levou a perder a maioria porque em vez de andar nas mentiras das propostas eleitorais, que dava e ponha aqui e ali e mais merdas destas alturas, devia ter proposto ao povo português o seguinte: querem que eu vos apalpo o rabo ou querem ser fodidos pelos troika? olha que eles enfiam bem dentro e dói. não, não lhe deu para ser verdadeiro. fodeu-se e deixou que nos fodessem ainda mais. mas, acontece que josé sócrates é um homem com poder. tem muita gente na mão e deixou muita gente de mão a infiltrar-se em pontos onde podem criar desestabelização. por isso há que destruí-lo. como portugal é um país onde os políticos podem foder fora de casa com mulher de outro e onde quiserem - que isso só conta positivamente para o curriculo - toca a cozinhar os crimes do costume. os partidos sabem que a corrupção de militantes para arrecadarem fundos para o partido é norma da casa. ainda há pouco tempo um baronete foi apanhado pela psp com centenas de milhar de euros numa mala para o partido (no caso psd). é norma de todos os partidos. tá! se josé sócrates meteu ao bolso algum na transação do free, se tirou rápido uma licenciatura por ser amigo dos professores (caso único em portugal. conheci uma colega que para apanhar um doze numa cadeira de filosofia levou uma canzana de um professor na sala matos romão na faculdade e depois lá foi dar aulas aos putos), se procurou dominar o estado de direito atentando contra a constituição (quantos partidos portugueses venderam a pátria a países estrangeiros. cala-te boca), etc e tal. isso não é nada. ou melhor, seria muito se não vivêssemos num país de ladrões e de políticos corruptos capazes de tudo. acontece que josé sócrates ainda pode fazer mal até no ps e arredores. o ps (algum) e o psd não estão na disposição de o ver ressuscitado. é que se o zé povo das couves começar a relacionar o estado socialista com o actual estado social-democrata e cair da burra, verificará que era muito melhor viver na era "socrática" do que nesta onde o estado não cumpre com os contratos assinados que fez com o seu próprio povo. é por isso que é preciso prender josé sócrates ou coisa parecida para o liquidar e enterrar de vez. dominique e josé foram vítimas por terem sido poderosos e de terem desviado as bocarras de clientelas ainda muito mais poderosas. na selva é assim. às segundas, terças e sábados comem os leões. nos restantes dias pastam os herbívoros descansadamente.
manuel melo bento

quarta-feira, 28 de março de 2012

ménage à trois


paulo rehouve encontra-se com varett numa conversa informal, pois varett nega-se a dar mais entrevistas políticas enquanto o governo português estiver transformado em veículo de extorsão a mando troika.
paulo rehouve:
que me diz da entrevista da judite?
varett:
eu não digo nada!
paulo:
nem uma boca sobre o assunto?
varett:
aquilo pareceu-me uma ménage à trois em casa da porteira. e isto significa foder não em dobrado mas em triplicado. claro que retiro aqui deste pensamento a jornalista. a coitada não tem culpa e precisa comer como qualquer português. quanto ao primeiro-ministro, bem, mais parecia um gerente da casa bensaúde, que são os mais qualificados do mercado. aliás, é por isso que aquela grande casa cresceu enorme.
paulo:
bem, gerente já temos. não lhe apetece um cafézito ali na esquina?
varett:
okeijo!
paulo:
e depois?
varett:
depois é simples. para uma ménage à trois são precisos três parceiros. um já é, isto é, trata-se do dr. pedro coelho (é assim que ele é conhecido na estranja e em especial na casinha onde se pede esmola). a seguir a troika (como ela é composta por machos vai fazer papel de pénis entesoado. temos pois dois machos. falta-nos uma parceira para um certo tipo de ménage. aqui vamos colocar o povo português. como ele está passivo, presupõe-se que esteja de cloaca aberta para ser papado à la fêmea. onde é que foram buscar o epíteto de lusitanos que tinham enfrentado os romanos? porra, isso são tudo tretas dos historiadores para elevar o moral dos indígenas antes de irem polvilhar os campos de futebol com as cores das quinas.
paulo:
bonita imagem! foi isso que concluiu das palavras do senhor doutor?
varett:
tenho aqui o abc da economia e um outro livrito que transcreve uma entrevista do professor gailbraith. eh pá, o dr. passos coelho é um mestre de gestão comparado com os crânios que aqui se explicam. passos está altamente fortalecido na sua imagem. até parece o treinador do sporting de braga a crescer domingo by domingo quando se desloca para o balneário.
paulo:
o senhor é capaz de falar a sério?
varett:
neste momento ou se chora ou se faz dieta. não há tempo para seriedades. estas devem recair no governo. é que um papel de embrulho sem seriedade não é fruta que se venda no mercado. mas, cá vai. o dr. coelho não tem uma palavra para quem trabalha, para quem está doente e não tem dinheiro para medicamentos, para quem está desempregado, para quem não tem meios de subsistência e a fome aperta, para os estudantes que se viram sem ajudas (a que tinham direito) de um momento para o outro para continuar a estudar, para quem tinha os subsídios de natal e de férias para pagar dívidas estabelecidas sobre aqueles proventos, para quem depois de ter perdido o emprego não tem com que pagar as prestações da casa e se vê na iminência de ir parar com os trapos e filharada no olho da rua, para quem julgava que o trabalho era um bem permanente conseguido através da queda da ditadura, para quem de olhos esbugalhados assiste à entrega de grandes somas/vencimentos que o estado paga a figurões que estiveram por dentro da feitura de leis protectoras deles mesmos...
paulo:
isso o senhor diz sempre. será cassete?
varett:
qual cassete. chorar de verdade é cassete? essa agora! não foi o povo quem colocou o portugal neste estado! por essa razão há que explicar as razões por que estamos numa rota perigosíssima de suicídio colectivo. claro que os ratos serão os primeiros a darem o fora.
paulo:
e tem alguma solução para esta situação?
varett.
tenho sim. mas como sou um filósofo-idiota e medíocre formado na escola utópica acho (e não se ria) que só com uma grande abrangência sindical se pode resolver ou tentar resolver o que nos está a levar para a desgraça. temos, todos os que trabalham e já trabalharam (produzindo riqueza com o seu suor, inteligência e esforço) de nos unir num sindicato enorme. tão grande quanto a nossa importância. nós produzimos riqueza, por isso temos o direito de sindicar o que é feito dela. ninguém tem tanta possibilidade de controlar o que se produz a não ser quem está envolvido na produção. isto de se pagar pouco a quem trabalha para se obter lucros escabrosos já deu. tenham os empresários os lucros que tiverem mas terão de pagar aquilo que for estabelecido por uma lei humana e que acabe com este tipo neo-esclavagista de economia. isto de se pagar pouco e ser empresário não é vantagem. os nossos empresários têm de aprender a obter lucros em prazos mais dilatados. as grandes empresas que ninguém sabe o que são mas que rapinam as divisas dos países têm de passar pelo crivo do sindicato. a este cabe informar o país que trabalha para onde vai a riqueza que se produz. quem tem controlado os grandes impérios que nos sacam o produto do nosso trabalho acabou por ter no país em lugares chave políticos corruptos seus lacaios que descuraram com a sua vil actuação os direitos do povo. agora, somos nós - todos os que trabalham - quem fica com a responsabilidade de pagar a sangria que estes filhos de puta realizaram nas nossas costas depois de nos terem pedido procuração (nas eleições) para tratarem dos nossos legítimos bens.
paulo:
é de facto um utópico!
varett:
e isso que interessa. o que é preciso dizer a todos os que criam riqueza que há que encarar as coisas de modo diferente do que até aqui.
paulo:
isso não é possível e não passa de conversa fiada.
varett:
não me faça puxar pelos galões e um galão é mais do que um litro, tá! os sindicatos actuais estão no terreno. basta que alarguem os seus quadros gratuitamente e ofereçam um outro modelo de posicionamento a todos os que trabalham e não só. as greves são um direito nos estados democráticos. isto é sagrado mas já não faz o efeito (nota-se) pretendido. foi chão que deu uvas e tem levado o governo de direita a gozar com as manifestações dos desesperados. eu ainda não consigo explicar bem aquilo que tenho na cabeça. mas vejo o alargamento sindical como solução para um efectivo equilíbrio social. também é certo que sem os dirigentes sindicais perceberem que isso de se armarem em líderes de pronunciamentos de rua já era. há que acabar com o negócio das centrais sindicais de partidos. isso delimita a actuação de vigilância que se espera de todos os portugueses que trabalham e criam riqueza.
paulo:
não se lhe pode fazer qualquer pergunta. safa!

terça-feira, 27 de março de 2012

assim cratíssimo vai o ensino


exame no quarto ano do ensino básico? claro, não fosse este governo e a maioria de direita afectos a um sistema de selecção dos indígenas de tenra idade e estaríamos perante um ataque inconsistente ao sistema educativo. esta gente sabe o que faz, pois tudo para eles tem característas ideológicas. a lei de bases do sistema educativo que este grupelho quer reduzir a cinzas (um documento de grande importância social que passou despercebido tanto da classe docente quanto às associações de pais por falta de treino intelectual) tem lá apostada a assinatura do dr. cavaco silva quando era simplesmente primeiro-ministro. este assinou a lei, mas não deve ter lido o documento. e digo isto porque semanas depois escreveu um artigo no semanário expresso cujo conteúdo estava a milhas do projecto por ele aprovado (também assinou o dr mário soares que na altura era presidente da república). o projecto que iria aproximar portugal dos demais países desenvolvidos tinha por base uma importantíssima alteração pedagógica. colocava o processo mnésico num plano secundário permitindo ao aluno desenvolver outras áreas, que julgo serem muito mais importantes do que aquele. isto é, criava-se um mundo de desenvolvimento para levar o aluno a potenciar capacidades tais como o espírito crítico, a criatividade, e a cooperação. preparar o aluno para uma vivência democrática e formá-lo como cidadão consciente tinham lugar no articulado da lei. numa única unidade lectiva, o professor teria de ter em conta estes itens ao desenvolver os conteúdos propostos pela sua disciplina. seria difícil aplicar este programa se o pedagogo não interiorizasse a mensagem ideológica nela contida. sem esse entendimento, o falhanço era total. e isso repercutia-se no insucesso escolar. não se podia aplicar este tipo inovador de ensino-aprendizagem com o espírito selectivo que se impunha e que estava erradamente alicerçado em testes que excluíam todos os que não obtivesem êxito na pontuação. a avaliação contínua é uma característica desse ensino. este tipo de ensino transmuta o poder de avaliar e seleccionar para o de orientar o aluno. isso levou, em parte, a um conceito de desprestígio do professor que estava habituado a ser uma espécie de polícia de um estado confessional, que ia subindo de escalão com o andar do tempo sem ter de prestar provas da sua capacidade. quando se pediu aos discentes que prestassem provas do seu profissionalismo, eles habituados a um sistema viciado (viciado porque boicotado) de classificação unilateral, revoltaram-se. e isto, porque - talvez - a alguns lhes fosse mostrar a careca o facto de terem de prestar provas. tinham de ser preparados ideologicamente para a nova escola. o estado que aprovou uma nova lei não teve a preocupação de se fazer entender quanto ao projecto. não teve porque o estado foi infiltrado por gente que alinhou falsamente num projecto democrático traindo as directivas cozinhadas na lei e protegidas pela constituição. é óbvio que uma direita vai impor selecção e exames, para criar o espírito individualista que a revolução destruiu. é o retomar do poder por uma nova elite que quer trocar o espírito cooperativo pelo tal espírito competitivo. ah leão, toca a criar riqueza! só que desta vez a distribuição da mesma vai ter um outro sabor na mesa dos portugueses. até porque as dietas nunca fizeram mal a ninguém. só que não se pode deixar de comer. e já dizia o bondoso ditador salazar (nome que adquiriu da parte da mãe) enquanto houver um lar português com fome a revolução continua. viva salazar, o grande ideólogo que nunca faltava a uma missinha dominical.
manuel melo bento

segunda-feira, 26 de março de 2012

o que diria charlot no congresso do psd se não fosse mudo?

os congressos que mais espectáculo deram ao país foram certamente os do psd. lembro-me das entradas de leão do já apagado pedro santana lopes. eram momentos mediáticos em que o dr. santana aparecia como uma star candidata ao óscar. o josé barroso dado cá dentro por durão barroso, porque feio e esquisito entrava e saía sem que a malta da estética televisiva lhe passasse o mínimo cartão de crédito. o professor marcelo porque também não era um femeeiro por aí além, ficava-se por uns slides e minutos desencontrados. caso raro foi o do paulo cabral portas. sim, conseguia um grande plano sempre que se disponha a organizar congressos. estes menos importantes do que os do seu cúmplice actual, mas sempre vivaços. havia, também, os liofolizados congressos socialistas. mas depois de terem destruído ferro rodrigues que representava um socialismo social (digamos assim) o partido socialista travestiu-se de democrata-cristão e social-democrata do sétimo dia. congressos sem muito palco são os do pcp e os do be. estão mais voltados para os verdadeiros temas portugueses e por se posicionarem ideologicamente. estas duas forças partidárias são, apesar de alguns despistes de linhas programáticas, as que interpretam com mais rigor o estado actual da vivência nacional portuguesa. tanto ps como os dois grupos políticos que hoje governam portugal (psd e cds-pp) representam a traição aos fundamentos da constituição. estes partidos não podem fugir à responsabilidade que lhes cabe na situação de bancarrota, melhor dizendo falência técnica, ainda muito melhor dizendo: o dinheiro fugiu. não há dinheiro. eu achava que só os governos governavam, mas depois de assistir aos congressos onde os militantes se encontram todos perfilados fico sempre arrepiado. é que os congressos lembram-me os poderosos congressos do charlot, perdão do hitler. ninguém, se opunha ao charlot, perdão hitler, depois da histeria colectiva daquele povo que gostava muito de encenações. depois daquela gritaria toda qual o governo que não obedecesse ao que ali se cozinhava? que responda o bento XVI que é da altura daquele berreiro europeu que deu origem a um genocídio que se tornou oficializado durante o período da segunda guerra. o que fica do congresso do psd reduz-se ao que disse o dr. passos coelho. só gente despolitizada e iletrada não percebeu o que ali foi cozinhado. só para reflectir e terminar. o dr passos afirmou que não cabia ao estado preocupar-se em criar emprego, mas sim criar condições para que outros o façam. sim senhor, então por que razão não acaba o seu governo com o saque do dinheiro do povo, repito do dinheiro do povo que vai mensalmente para o bolso de gente que foi colocada para lugares que o próprio estado artificialmente criou. essa gente ocupa lugares, melhor dizendo empregos que não foram obra de empresários? os partidos que se infiltraram no estado e que hoje são confundidos com ele são os promotores dessa sangria que só acabará quando de facto forem expulsos como os do regime salazarista o foram pelas forças armadas em 74. não percebo por que razão as forças armadas não actuam para repor a dignidade perdida e que julgávamos ter encontrado quando eles expulsaram os salazaristas. é que na altura qualquer ataque a um merdas do antigo regime era considerado um acto criminoso contra a segurança do estado. ora que porra! e hoje, atacar uns certos merdas que por aí andam é considerado um grave delito, pois estes merdas actuais julgam-se uma espécie de instituição estatal. é o mesmo do antigamente. só mudou o nome que qualifica o delito. tudo leva a crer que passos coelho vista uma nova casaca (gente nova e sequiosa de poder. os velhos do partido já estão a ser colocados na prateleira para dar lugar ao sangue novo. que vampiros virão aí...) disfarçada de uma nova vaga que se vai ocupar de todas as partes do estado. será fácil, pois, repare-se quem está no poder. está tudo laranja. em belém o laranja cavaco, o parlamento laranja está. o executivo é laranja e apesar do cds/parceiro ser azul nada impede que esteja a perder tonalidade a troco de promover o próximo inquilino de belém do seu jeito. tá? quanto ao órgão de soberania que dá pelo nome de tribunais, bem, atenda-se ao movimento de certa elite que já está a actuar no sentido de ficar com a fatia que sempre sobra nestes casos em que predomina uma só cor política. estamos em rota de colisão. só não sabemos com quem vamos colidir.
manuel melo bento

quinta-feira, 22 de março de 2012

video de arménio carlos -

arménio carlos agradece o sangue derramado pelos manifestantes


arménio carlos da central sindical afecta ao partido comunista é hoje um homem vitorioso. a polícia - com orientações recebidas do ministério - carregou sobre os manitestantes (plataforma 15 de outubro) que actuavam no rossio/lisboa. depois da carga policial, houve vítimas que se apresentaram nos hospitais com ferimentos e sangue. as greves e as manifestações em portugal não se podiam comparar com as outras dos países da comunidade europeia, até hoje. as nossas eram caracterizadas por passeios de reformados e outros com mensalidades garantidas a quem não lhes falta o bem estarl. estes movimentos sociais mais pareciam uma romaria onde se notava a falta de um fadinho aconchegador. depois destes sinais de violência oficial, não se espera que de futuro as manifestações sejam pacíficas. este governo é tão pateta quanto o do estado novo. pouco a pouco os portugueses vão tomando consciência do que é governar para o povo ou governar para o mundo financeiro. as medidas impostas pelo governo de passos coelho são ofensivas e dão a entender que os graúdos que ele transforma em colaboradores mais não são do que agentes muito bem pagos do capitalismo internacional. este governo está a pressionar a população. quando os militares fizeram cair o governo antidemocrático de marcelo caetano o povo saiu à rua como cabra desvairada. tal era a pressão a que estava sujeito que ninguém conseguiu pôr a mão na balbúrdia. as coisas em portugal estão a tomar um aspecto parecido. se este governo quer governar não respeitando as regras do sistema democrático há que fazer com que caia o mais rapidamente possível, para não voltarmos ao período que foi conhecido por prec onde ninguém se entendia e era perigoso viver em portugal sem aderir à convulsão geral. para emparelhar este modelo de regime que se está forjando suspeita-se de uma vaga de fundo justiceira num só sentido. já se sentem no ar as retaliações. os tribunais vão ficar entretidos com novos actores (e também novos no banco dos réus) a quem os órgãos de comunicação social já estão (a mando dos seus senhores) a colocar nas primeiras páginas. ah, eu não sabia que só o partido socialista era o único que metia a mão nos sacos azuis que estão em toda a parte e em toda a repartição pública digna desse nome. está na altura de os tribunais chamarem a capítulo todos os responsáveis por esta crise que se caracteriza pela delapidação dos dinheiros públicos. isso é que era justiça e da boa. os agentes da justiça têm diante de si autênticos criminosos que estão acoberto tanto no ps quanto no psd. a justiça leva-nos tanto dinheiro em impostos e como retorno só recebemos uma sensação de inoperância. se o estdo e os órgãos de soberania não cumprem com o seu dever, isso não terá repercussões no comportamento dos cidadãos?
varett


terça-feira, 20 de março de 2012

pobres assaltantes de banco em portugal


raramente um assalto a um banco consegue um "lucro" de mais de 4 ou 5 mil euros e isto se o assaltante tiver sorte. na generalidade ronda umas centenas e pouco mais o apuro do roubo. agora, já os que prepararam o assalto aos dinheiros públicos, esses têm uma sorte enorme. chegou-me através de correio electrónico uma imensa lista de pessoas que arrecadam milhões de euros todos os meses do estado e de empresas a este ligadas. homenzinhos que berraram pelo pobre povo vítima do fascismo português (sistema político que se deu a finados em 1974 d.c.) estão hoje, eles mesmos, a meter a mão em dinheiro que pertence ao estado de uma maneira escandalosa. há meninos que estão a receber mensalmente coisa que daria para pagar a um trabalhador durante uns bons 15 anos de prestação de serviço. no tempo da ditadura e na década de sessenta e numa possível comparação, um destes comilões auferiria num mês qualquer coisa como 3 anos de um trabalhador. isto no máximo. era uma ditadura que explorava os desgraçados dos trabalhadores. em comparação com esta corja mafiosa que assaltou o estado os fascistas nacionais são gente de bem. eu repito, os fascistas nacionais eram gente de bem comparada com esta corja mafiosa. entonces não é! repare-se no que será quando o povo que vive extorquido e faminto começar a reagir e reflectir sobre o que se passa à sua volta. diria - como o convidado de judite de sousa e do prof. medina carreira - o advogado josé antónio barreiros:" tenho receio de que a coisa se descontrole e se torne perigosa" (não sic). esta situação por que passamos faz-me lembrar a história dos que decaem de bens e que não são capazes de dispensar os criados para serem eles próprios a fazer os serviços domésticos. vão vendendo tudo para manter as aparências e depois ficam na miséria e sem criados. uns, não suportando a degradação a que chegaram, suicidam-se. outros, é vê-los nas filas da sopa dos pobres. se este regime que nos "governa" tivesse à sua frente gente responsável certamente que o primeiro-ministro estaria a prestar dierectamente contas ao povo acerca da situação e dos resultados das medidas que anda a implementar. para isso servem as estações de televisão. alguns mamões dão-se ao luxo de quando questionados ficarem chateados com os que lhes fazem as perguntas. só falta dizer: eh pá, não chateies. esta gente perdeu o bom senso, a dignidade e mais do que tudo julgam-se donos do estado. esta situação e estes senhores não estão a enxergar aquilo que lhes espera se a situação não mudar. e será que mudará... é claro que há quem acredite que a presença do governo no parlamento serve para explicar o que anda a fazer. ah, e ainda se sujeita a ser criticado pela oposição. bem, a verdade da questão é esta: aquilo é tudo a mesma família, dizia a minha avó quando se apercebeu que estava a ser enganada por um determinado grupo.
varett