terça-feira, 15 de novembro de 2011

o sobrevivente de esquerda


ando à procura de um político que tendo passado pelo núcleo deste cólon legislativo não se tenha apocilgado. pareceu-me que paulo portas estava a tentar limpar-se. naturalmente percebeu que estava metido no fim do ciclo do regime, e vai daí desapareceu de tudo que era ocs e afins cor-de-rosa. fim do regime porque quando não há dinheiro até a mais dotada dona de casa abre as pernas para que a família sobreviva com os mínimos exigíveis. não nos enganemos, vamos sair da zona euro e cheios de dívidas. convém dizer que quem deve e terá de pagar é o poveco português, que como nunca me canso de chamar tontinho. até parece quando eu era jovem. fazia dívidas e mandava a conta para meu pai pagar. um dia a coisa acabou e tive de me orientar. isto é, tive de procurar um emprego. belos tempos. é que deste rol de políticos e afins não se vislumbra ninguém que possa dar credibilidade a este circo em que nos transformámos. veja-se bem o seguinte: o ex-general otelo disse que uma revolução feita com militares estava mais perto do que nunca (interpretação minha). o homem tem sido ridicularizado por alguns pouco dados a aprofundarem o que as palavras poderão trazer para o bem e para o mal. qual é o primeiro-ministro armado em chefe de executivo que ouve pelo focinho uma tão grave provocação e nada faz nem diz? é este comerciante diplomado que as urnas seleccionaram! é que ainda há pouco tempo certos legalistas tentaram levar o eng. sócrates a tribunal por crime de lesa democracia quando aquele quis dominar a comunicação social que o estava a tratar abaixo de cão? crime grave esse de tentar dominar as televisões! e ameaçar o país com uma revolução armada, o que é? que gente desprezível está no poder. desprezível e sem tomates. otelo não é qualquer um. ele fala uma linguagem de caserna e não uma à de barbio da política. mais, ele não está sozinho e nós sabemos o porquê. é que, meus queridos ainda portugueses, quando a fome tomar uma forma parecida com o que se passou entre 1910 e 1926, vamos lá a ver se não vão chamar o estratega do 25 de abril. é que, meus paspalhões, ele foi o único a dirigir aquela tropa descabeçada porque não culta que virou de pernas para o ar o fortíssimo estado novo. pelo menos otelo cuspiu no executivo e este nem se limpou. tristeza! bom, arrumado o direitista paulo portas que de tirinho em tirinho ia cimentando a escadaria que o alcandoraria a são bento. paulo portas é o único político de direita que tem acidez cerebral. neste momento o melhor a fazer é desaparecer porque a coisa vai aquecer e quem estiver à mão de semear vai apanhar. há que aguardar melhor ocasião. arrumado este paulo saltemos para antónio costa. muito cuidadoso está o homem a preparar-se para depois de algum provável golpe militar (eu pessoalmente estou convencido que vai acontecer) aparecer como uma espécie de palma carlos, o republicano que substituiu marcelo caetano. aquele não se aguentou muito tempo no poder porque o país estava ingovernável. mas serviu de experiência. e isso conta. a revolução que vier a tomar forma será verdadeiramente de esquerda nos seus primórdios e permanecerá o tempo que os americanos desejarem. é que mais à direita não podemos ir. é que este pm-passos só pede sacrifícios aos portugueses pobres. acham os meus lindos leitores (subiu-me à cabeça o facto de julgar ter mais do que um leitor) que um indivíduo ou indivíduos que ganham bem ou mais ou menos bem possam vir a passar necessidades e fazer sacrifícios porque lhe tiraram no fim do ano uns milhares de euros de entre milhares de euros que metem ao bolso via vencimento ou negócio? sacrifício faz quem às tantas não tem dinheiro para mandar manducar pão aos filhos e para si. sacrifícios fazem os que não podem pagar os seus compromissos com a banca que o mesmo é dizer, não poder pagar a mensalidade da casa comprada como sonho de vida. sacrifício faz quem terá de tirar os filhos dos colégios e ter de os meter nas escolas públicas transformadas em reformatórios e escolas do crime. sacrifício fará quem tiver de arcar com as despesas de saúde dos idosos da família que não terão lugares sequer para morrerem descansados e terão de se ajeitar como puderem, etc. era para escrever sobre as actividades esconsas entre a senhora merkel e o senhor sarkosy. depois percebi que tinha de estudar mais para poder elaborar uma crónica aceitável. é o que farei. a presente "amizade" da frança pela alemanha cheira-me a acto criminoso.


mmbento

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

meu caro afonso gonçalves, ora toma nota:




não esta de santo antónio, que era bem verdinha. sei que na gíria do casal ventoso, onde pela primeira vez comi carne de cavalo, uma de cem chamava-se um pintor. mais tarde vim a saber que era de um cavalo que fora roubado a um legionário. ora a nota que quero que tu tomes é esta que segue: o escudo vai voltar em grande (pobreza). e sabes por que digo isto? é simples. e não é preciso ir à bruxa. todos os dias descobre-se que nós - e não o estado porque este está ocupado por gente de má nota - devemos milhões e milhões de euros todos os dias. clarificando. todos os dias temos duas vertentes da dívida. uma é aquela que diz respeito aos milhões e milhões de juros do que devemos. a outra vertente corresponde às descobertas de novas dívidas. que a pouco e pouco vão surgindo a conta-gotas. estas últimas podem ser comparadas às trafulhices dos gregos quando se habilitaram à zona euro. isto é, falsificaram as contas públicas apresentando documentos forjados para serem aceites no clube dos chamados ricos (aqui deves rir). foram descobertos quando se deu a bronca de não terem dinheiro para pagarem aos seus funcionários públicos e de não cumprirem uma parte não menos importante dos seus compromissos aos fornecedores. portugal fez o mesmo. como somos muito mais espertos - de facto - como é que conseguimos chegar até a este ponto, sem sermos descobertos? são novecentos anos a comer, a beber, a bordelar ( não sei se esta palavra existe, mas queria dizer ir às putas de todos os escalões sociais), deitar de barriga ao sol sempre que ele aparece com 20 ou mais graus de temperatura, atacar várias zonas do globo como por exemplo a índia, o brasil, a áfrica e mais tardiamente os açores para tirar tudo que dê lucro sem haver trabalho. revejamos: da índia trouxemos as especiarias a ferro e fogo. só de uma vez vasco da gama mandou para o maneta 600 mulheres e crianças árabes (no mar índico) por causa da pimenta; do brasil sacámos tudo desde o ouro, o açucar, pau preto, diamantes, prata, cobre e o suor dos escravos que caçávamos em angola e da terra de santa cruz só não arrancámos a terra porque isso dava muito trabalho; a áfrica permitiu um grande negócio: venda e caça de pretos e marfim dos elefantes. depois, como não podia deixar de ser, toca a retirar as matérias primas, como seja o café e o algodão que também explorámos no brasil, e o açucar nos engenhos movidos a braço de escravo. dos açores, chegou à metrópole muitas vezes trigo e milho retirados às suas populações que passaram fominha por causa desses golpes. depois dos cereais veio o ciclo dos aliados, isto é, arrendaram o arquipélago e não venderam os açorianos porque a escravatura tinha sido abolida. mas mesmo assim os açorianos que são quase brancos como todos os portugueses e outros meridionais, foram obrigados a irem povoar terras que estavam incultas na américa do sul. famílias de açorianos foram arrebanhados como gado. ainda o outro dia estive a ver um documentário assinado por tiago melo bento e que se chama azoreños onde ele descobre descendentes desses quase escravos do século xix, imagina onde? no uruguai. ora bem, já me perdi e não me apetece ler o que escrevi pois tenho de acabar com o magueijo ainda hoje. bem, o que eu quero dizer é que nós, os portugueses da democracia, fomos apanhados no golpe dos dinheiros. e vamos bater com os cornos na rua. vamos sair da zona do euro muito mais cedo do que eu vou ver outra vez o tal belo bicho de que já te falei. duas coisas vão-nos obrigar a sair: os banqueiros e a falta de liquidez de futuro. só nos resta os escudos e tudo para que os nossos futuros governos possam pagar as dívidas. claro que isto vai sair muito caro aos mais pobres. como sempre! do mal o menos. é que ficámos com muitas estradas com portagens, hospitais que funcionarão de futuro como centros da terceira idade e de treino para médicos columbianos, escolas e mais escolas que servirão para turismo rural. não? a malta está a emigrar a olhos vistos e os professores estão a ser despedidos a eito e a eito estão a fechar empresas nacionais e estrangeiras. se o digo é porque ouvi na comunicação social. ah, e a eito estão a correr aos centros de emprego milhares de portugueses e centenas de imigrantes que vivem, por acaso, à custa da nossa segurança social. onde fui buscar estas bocas? não foi da minha cabeça que tal saiu, mas sim dos mesmos órgãos. ah, e do tempo do cavaco para além das estradas, eis-nos beneficiados com o ccb que mais parece uma casa de putas a darem jeito a este e àquele, em nome de uma cultura filha da puta que mais não sabe oferecer do que campanhas de aculturação. bem, não continuarei. apenas e para acabar vou apostar contigo um lençol. sim, um lençol em como vamos voltar ao escudo. já agora, vou contar-te a história de um lençol na boca de um corrupto do estado novo. certo desgraçado precisava de um favor numa repartição do estado: queria emigrar. logo queria arranjar a porra de um simples passaporte. o bom do corrupto disse-lhe assim que recebeu uma nota de mil escudos pelo jeito que lhe deu: eu quando me deito é entre dois lençóis, minha besta.


mmelobento


ps: não sei te recordas que pagávamos 12.50 (doze escudos e cinquenta centavos(*) por uma refeição na cantina universitária. de uma de vinte ainda ficávamos com sete e meio para uma loiras ou bicas, conforme o caso. e de matrícula? pagávamos 3 euros de seis em seis meses. ah, que saudades do tempo da ditadura! e ainda havia gente que passava fome. maldizentes! só se não tinha escudos. como filósofo como explicas o fenómeno? não me venhas com o stalin que até era seminarista. mais missas, é que não! cita antes o otelo! tá?


ps2: (*) qualquer coisa como treze cêntimos do euro com troco. mas que porra de moeda!







sábado, 12 de novembro de 2011

países pobres da europa meridional: uni-vos



a ideia é: unirmo-nos e corrermos em primeiro lugar com a alemanha do euro. a seguir a frança. ficavam os dois a cantar o solidó e a dançar a chamarrita. é muito simples. a itália, a espanha, o portugal, a malta, a grécia despediam-se da europa dos agiotas. formávamos o clube dos mais ou menos escuros e endividados e aceitávamos como sócio de pleno direito a turquia. havíamos de pagar até ao último cêntimo. com tempo, claro. é preciso colocar no seu devido lugar os brancos-cor-de-diarreia-de-bébé-subalimentado que se julgam uma espécie de sapiens sem pêlos. se eles nos chantagiassem por causa da dívida penhorávamos o durão barroso. assim como assim ele não serviu nem serve para nada. tirando, claro está, a recepção que fez ao australopiteco do bush servindo de lacaio. acrescento: em terras açorianas. é evidente que no dia em que declarássemos a secessão, alemães e franceses invadir-nos-iam tendo em conta que vinham apoiar os governos "legítimos" e sobretudo democráticos. era deixá-los. fazíamos como os açorianos fazem quando portugal colonialista os obriga a serem dependentes da metrópole. isto é, queres mandar? então, paga! ah! ah! toma para aprenderes a ser democrata. fico-me por aqui. agora dá-me para rir quando escrevo diabruras. bom fim de semana.


mmbento


ps: será que têm silicone? ah...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

ainda hoje estou por entender a razão porque os portugueses não perceberam o eng. sócrates








estou a preparar um texto. para já, agradeço que os







leitores ocasionais não se metam a fazer comparações de ordem física. tá! volto ainda hoje. ..... leiamos as palavras de ana gomes numa isotópica estação televisiva, hoje. talvez nos ajude a compreender o que nos espera. porém, antes, quero atirar para o ar - já que não dou conselhos - a seguinte boca (longa): se continuarmos no euro, amanhã ou depois saltaremos de pobres para indigentes. melhor dizendo, o euro vai cair numa grande fraude. se voltarmos já ao escudo perderemos, talvez 50% do valor do dinheiro que possuimos. isto é, trazentos escudos dariam nos tempos mais próximos para comprarmos um euro. caímos nas garras dos poderosos. ninguém nos poderá salvar se não fugirmos já. muito menos os nossos políticos que estão a fazer o que sabem. sabem tanto que dia após dia nos fazem cair mais no fundo. não é com boas intenções nem com palavras giras que o nosso problema económico se poderá resolver. os sintomas já estão por aí. um ou dois entendidos já expressaram em termos técnicos o descalabro que aí vem. a europa unida está a esboroar-se como um castelo de areia. aos poucos se vai sabendo que não é só a grécia que está de pantanas. nós estamos no mesmo barco. estamos a viver à custa dos empréstimos dos banqueiros benfeitores. se isto é falso então me justifiquem a necessidade urgentíssima em receber dinheiro. eh pá, tá-se a meter pelos olhos dentro. depois os tesos mais falados: a grécia e portugal, veio agora a lume que outros países estão com a corda no pescoço. ei-los: a irlanda, a itália, a frança, a espanha. bem, meus queridos ledores. já nem preciso citar todos os bárbaros que se ligaram a nós mais tesos que nem um carapau de peniche. estão todos lisos depois da experiência soviética.vieram na mira da mama. o mesmo pensou soares. a frança finge. está com as cuecas na mãos. é por essa razão que alinha em todas as frentes de guerra. é para disfarçar. a américa e os seus aliados já estão com todo o médio oriente no papo. ah, falta o irão... o antigo crescente fértil caíu que nem passarinho na grande máquina de fazer dinheiro sujo, perdão, na grande máquina de guerra dos aliados que dá muito lucro. portugal, para não ficar atrás, também vai treinando. um tiro aqui outro acolá, pois os tempos são de contenção para os pobres. estamos a fazer o papel que nos cabe para ver se passamos despercebidos. a verdade tem de se dizer aos portugueses. na nossa europa já se estão a definir os inimigos. a alemanha mais a puta da frança já começaram a atirar-nos os primeiros tiros, perdão as primeiras declarações de guerra (por enquanto económica), são avisos. e estes vão no sentido de nos transformarem numa espécie de escravos modernos à imitação do que hitler fez a muitos povos que espezinhou. será uma coisa parecida! e é calar para não sermos invadidos para cumprirmos as suas exigências. riem-se, riem-se destas baboseiras, mas não se esqueçam que há dez anos e a dois mil quilómetros da cidade luz e da torre eiffel os queridos europeus nossos irmãos comunitários andavam a matar-se uns aos outros com tanto ódio que átila, o huno, comparado com eles seria um menino de coro. átila era um combatente e feroz conquistador, não era nenhum assassino do tipo genocida. é mentira o que digo? então deveis estar a dormir entretidos com a perda dos subsídios que vos (nos) tiraram para cairem no bolso dos banqueiros. não será nada do outro mundo fugirmos dessa merda de europa quase racista (é mentira, seus palermas?). eu sou do tempo que portugal era tão grande e respeitado e de um momento para o outro quase um milhão de portugueses teve de fugir com as calças na mão de onde antes viviam bem. muito bem mesmo. era alguma coisa de espantar metermo-nos noutra cena parecida. cá dentro, claro. temos de nos preparar para esta guerra que aí vem. sem dinheiro, até a minha avó que era beata e muito chegada ao padre cruz pegava numa g3 para dar de comer aos seus animais (incluindo a sua família). meus queridos nem imaginam o que nos vai acontecer. já nem sei quem foi o político finório que disse que temos de empobrecer para sobrevivermos. ele não disse nenhuma mentira. mas empobrecer não se estende aos mesmos. e os outros que querem impingir a fome condicionada a quem não se pode voltar para mais lado nenhum? não meus lindos, vocês também terão de baixar a bola. e aí é que a coisa vai doer. ai vai. seria bom começarem a ler o prof. vasco pulido e outros historiadores realistas para entenderem que não foi há muito tempo que nos andávamos a matar uns aos outros por causa do pão nosso de cada dia. até em vilas pequenas houve assassinatos à luz do dia. são do meu tempo, embora eu ainda não soubesse ler na altura. o estado português vai implodir. está-se a meter pelos olhos dentro e isso irá acontecer com um empurrão vindo de fora. como sempre! bolas, isto vai longo e ainda não cheguei às palavras da deputada europeia. repito à deputada europeia esta europa. devíamos supor que tivesse outro discurso. não? é que o que ela disse são de uma gravidade tremenda. a deputada europeia tem fama de não ter papas na língua. e, se às vezes, é incongruente, desta vez foi clara na acusação. leiamos uma pequena parte da longa entrevista:"não fosse a narrativa da demarcação da grécia estúpida que de resto não leva a nada porque a nossa imagem está colada à grécia queiramos ou não a imagem dos tais pigs (em inglês: porcos) incumpridores que os alemães e outros passam..." bem, o caminho está a ser preparado e tudo leva a crer que de uma forma muito fria, ao estilo germânico. sabemos que a alemanha e a frança seu fantoche económico acabaram por aceitar há duas semanas atrás que a ajuda à grécia era fundamental para a europa u. continuar. foi uma manobra pensada para ganhar tempo e preparar uma nova estratégia. e surge já a ideia de que os malvados dos meridionais que estão individados deverão ser corridos da união europeia. perceberam que os tesos mesmo sendo ajudados não servem ao seu projecto económico e que não lucram em ajudá-los. antes pelo contrário. já lá vai o tempo em que exploravam duas zonas de minério de ferro através da schneider e da krup. portugal tinha, para quem não saiba, 10% da hematite de ferro que existia na europa. fiz uma investigação logo após o 25 de abril e é daí que me veio à ideia este caso. não sei como estão, hoje, os contratos de exploração. mas sei que existem. daria para escrever mais uma coisas que são evidentes e que só são referidas como estatística. como é o caso do fecho diário de dezenas de empresas. é natural que assim aconteça. fica para a próxima. se a houver...







mmbento


: palavras de uma responsável europeia.


parece que o dr. passos não diz o mesmo...




quarta-feira, 9 de novembro de 2011

o ex-ministro vara não é carlos cruz. por essa razão o julgamento da sucata vai ser breve







eis senão quando o descalabro das despesas - sejam elas com o desporto, sejam elas com a saúde, etc. - começa a fazer luz na cabeça dos portugueses. depois da bronca da falta de dinheiro do estado para pagar aos funcionários públicos difundida pelos avisos de alguns comentadores de que estávamos à beira da bancarrota, o contribuinte deu por si a fazer contas. debaixo dos pés e ao lado da vetusta corrupção eis-nos face aos vencimentos de milhares de amigos dos partidos que secam o erário público. vulgo administradores (nome pomposo) e que são colocados estrategicamente onde flui o dinheiro. dinheiro esse que é nosso e que eles delapidaram administrando-o. a seguir começam os ocs a desmontar os atentados que o estado foi vítima pela irmandade de políticos nos hospitais, nas escolas, nas forças armadas, na maioria dos ministérios. no ministério da justiça, por exemplo, não se olhou aos custos para para levar à boca de cena certos julgamentos mediáticos que só serviram para manobras de diversão para o que se estava a passar entre nós fosse desvirtuado: íamos a caminho do precipício. caímos que nem patinhos. durante oito anos cilindrou-se carlos cruz, uma vez que o seu nome dava para tudo. desde a vendas de jornais, revistas, aberturas de telejornais, mesas redondas, etc. era só lucro. o único que perdeu foi o próprio. esse julgamento que acabou por ser imperfeito custou milhões de euros à gente que trabalha. e o pior de tudo é que não chegou ao fim. entrou-se num intervalo. eu pensei cá para mim, qual será o prato que se vai seguir? limpinho da faúlha, surge debaixo dos pés um sucateiro que há anos vinha cometendo barbaridades. soma daqui soma dali e eis que aparece um outro mediático que a imprensa agora odeia. um tal ex-ministro, vara de seu nome. diz ele que comeu um robalo acompanhado com um fraco tintol para telefonar para o céu. é o suficiente. é cumplice! dizem os investigadores. ainda estavam a cozinhar as acusações já a comunicação social vampirizava o sangue das prováveis vítimas. só que (prestem a atenção), vara não é carlos cruz, por exemplo. enquanto carlos cruz é uma espécie de parente de todos os portugueses devido às centenas e centenas de horas de convívio de nível máximo. tudo que carlos cruz toca se transforma num êxito. logo lucro para muitos e também alegria. carlos cruz e a memória não deixa esquecer foi e é uma figura pública que nos trouxe bem estar, boa disposição, boa companhia e muito bom nível de informação. batia aos pontos tudo que aparecia no écrans da televisão. levá-lo a julgamento e esticar este pelo tempo einsteiniano dava à justiça portuguesa uma boa oportunidade e uma espécie de ensaboadela para a limpar da má imagem que tem entre o poveco. foram oito anos de uma peça teatral à laia do teatro londrino. muitos apareceram nela (peça) e ficaram célebres durante 15 minutos para depois se remeterem às trevas de onde sairam. bem, mas voltemos a ao ex-ministro vara. não deixa de ser uma celebridade ao jeito do pós 25 de abril. explico. se a personagem tivesse sido um ranhoso de um pobre e se de um momento para o outro enriquecer e ao mesmo tempo se instalar nos corredores do poder via benção partidária, a comunicação nunca mais o largava. é o exemplo do sucesso. e isso é preciso para entreter os papalvos enquanto não estão a ver as telenovelas brasileiras que toca no mesmo para alegrar os favelados. mas a comunicação dá para logo tirar. aconteceu ao ex-ministro vara. de um momento para o outro o homem de sucesso começa a ser retratado como um australopiteco de gabardina. focam-lhe o andar de merceeiro. a popa a cair-lhe pela testa tipo gingão com calos. passam a ridicularizá-lo. e tudo para arranjarem um produto vendável. vara não tem a história social de carlos cruz, não tem a sua classe. enfim, é mais um socialista que teve azar. porém, a comuniacção social começa a perceber que vara já não interessa para produto de troca, compra e venda. nem as revistas cor-de-rosa se interessam por ele nem no meio que o envolve. não dá para vender. o senhor ex-ministro é fraco na imagem e mesmo esta sendo artificialmente reforçada nunca dará para vender a um nível de cruz. carlos cruz era um mundo que abarcava tudo quanto era meio de comunicação. para já não falar no seu contributo ao teatro. a própria justiça reparou que as figuras (da sucata) são fracas no sentido publicitário do termo. os jornais que estão a "pegar" no julgamento da sucata estão a fazer um enorme esforço para terem batata para venda. na minha opinião vai durar pouco. e, nessa medida, a justiça vai sair recauchutada (reforçada no bom sentido) se passar a ser célere. o povo agradece que os juízes sejam poupadinhos. estamos todos alerta para as despesas. já aprendemos a fazer contas ao custo das greves... e ao custo do dinheiro que nos vão emprestar e que o povo nunca o vê. pobre povo, pedem em seu nome, gastam-no à tripa forra e depois mandam-lhe a conta com um polícia à porta. que o leitor conclua o texto, dado que me perdi.






manuelmbento





terça-feira, 8 de novembro de 2011

exposição de pintura de varett - proibida a entrada a entidades oficiais







paulo rehouve: finalmente resolveu expor os seus trabalhos?



varett: esclareço e não há mais perguntas. vou jantar! depois de ter pincelado centenas de telas, cartões, papéis, tábuas de madeira e outros sólidos, resolvi aparecer. e fi-lo por uma questão de consideração ao estado português (que não tem nada a ver com os que o assaltaram) e à minha família. aquele construiu escolas e universidades onde cresci de uma forma diferente. à minha família, porque foram os meus pais quem pagaram em escudos as propinas e outras excrecências para me poder formar. a partir de certa altura na vida das pessoas há que parar para pensar. foi o que fiz. achei que devia fazê-lo. estou com setenta e um anos. assim, vi-me obrigado a dar a conhecer o que fiz ao longo da vida. escrevi e publiquei à minha custa (com a excepção do que meu irmão carlos resolveu publicar. estou inocente por este facto) uns livritos e uma parte das minhas crónicas. pincelei a expensas minhas toda a minha actividade pictórica. não me encostei a ninguém (a não ser como é óbvio a meus pais que me sustentaram muito para além da idade da tropa - que não fiz. nem um tiro dei). fui sempre um marginal e em toda a minha vida nunca fui mercenário. sobrevivi. não quero assumir nenhum tipo de compromisso. quem quiser visitar a apresentação dos trabalhos que fiz em lisboa pode fazê-lo marcando pelo telefone (962303549) a hora que pretende. estou aberto ao público e não estou. o estúdio é de pequena dimensão (benfica-lisboa) por isso só aceito um máximo de três/quatro pessoas de cada vez.. para já não há venda de nenhuma pincelada. o horário é a partir das 15 horas. toda a gente será bem recebida. claro, com excepção das entidades oficiais. nem sequer as convido. prefiro ser topado com uma prostituta em qualquer sítio do que ser visto com algum político, muito menos no meu estúdio! não me sentiria bem. e é só.



varett

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

vasco lourenço coronel-capitão e o estado (português) de pré-sítio














vasco lourenço esteve com o 25 de abril de 74. relembremos um todo nada um ou outro tópico visto que existe muito boa gente que não tem conhecimento histórico e muito má gente que torpedeou a revolução que derrubou o regime salazarista. este caracterizava-se por ser uma aliança entre o estado e a ancilosada igreja católica, bufa e verdadeiro atraso de vida. que o digam, por exemplo, as mulheres que foram vítimas de perseguição e discriminização. estas eram proibidas de sair para o estrangeiro sem licença do seu marido ou proprietário. não podiam votar. quando cometiam adultério (devido ao muito tesão que também possuem) podiam ser assassinadas em pleno acto satisfatório que o criminoso (conhecido por corno na gíria de outros cornos que não sabiam que o eram) não apanhava penas de prisão. e se algum caso chocasse a merdosa opinião pública da altura (a de hoje está no mesmo plano) os juízes para lhe calar a boca despachavam-no com uns esticados três anitos... de pena suspensa (ao homicida). não se podia ler livros europeus a não ser os que falavam sobre a santa teresinha do menino jesus e outras balelas para entreter este povo que de estúpido tem ainda muito. quem criticava o estado novo no café tinha a pide à perna. era um regime de lambe cus, falsos beatos e beatas. gente que não prestava. aproveitava-se alguém? sim, em todos os tempos há gente com dignidade! ah, porra, lá me ia esquecendo. havia em todas as cidades do país as chamadas casas de passe. as tão conhecidas casas de putas. estas eram uma espécie de funcionárias do serviço de saúde pública. tinham no bilhete de identidade esparrachada a profissão e eram assistidas pelos delegados de saúde semanalmente, tendo em conta que tratar doenças venéreas saía muito caro ao erário público, havia que as ter saudáveis para o acto. mais ou menos aquilo que passos coelho procura fazer do serviço nacional de saúde. com as devidas distâncias, claro. havia coisas positivas no estado novo? havia, certamente. havia ordem. havia liberdade de passear na rua a qualquer hora do dia e da noite. a autoridade era respeitada. as hierarquias mantinham tudo em ordem. até os ladrões eram pessoas respeitáveis, cumprimentadores e raramante fugiam das casas de reclusão. lembro-me de ver um preso que esteve detido por anos num quarto tipo jaula que se situava nos baixos do edifício camarário (vila franca do campo). eu sempre que por lá passava ponha-me a espreitá-lo. era o preso. depois a gente habitua-se. aquilo era um bocado escuro. eu estou cada vez pior. queria debruçar-me sobre os últimos arrufos do coronel-capitão e dei por mim a descrever minhoquices. bem. o coronel vasco lourenço pertence às forças armadas. tudo o que disser arrasta-as consigo salvo se aquelas se distanciarem. vou interpretar o que disse aquele militar. e se for longe demais, que me desculpem se quiserem. convulsões sociais espreitam nas camadas mais desfavorecidas da população. as forças armadas não apoiam este regime que está a empobrecer o povo (mais pobres do que os pobres já são, acho difícil). o coronel desdobrou-se em afirmações. quando questionado pela sempre gostosa flor pedroso retocou um tudo nada algumas das suas palavras mais agrestes. no público, já estava muito diplomático para o meu gosto e para quem está habituado a ouvi-lo sazonalmente. diga-se que com o desgaste da classe política e de alguns aldrabões que desviaram as primeiras directrizes dos anos da libertação, o nosso coronel foi catapultado - e muito bem - para um lugar de respeito. devemos-lhe hoje, face às suas posições em nome do humanismo, a consideração que merece. bem, adiante. limpinho da faúlha - como dizem na minha parvónia aquática - as forças armadas só terão duas saídas presentemente: ou mantêm-se atentas ao desaforo que a politicagem está a fazer à constituição ou transformam-se numa espécie de suporte a este regime supracapitalista. o mesmo seria compará-las às tropas fiéis a ... pinochet. portanto, ou reagem como espinha da nação obrigando a que se respeite a nossa história, a nossa constituição e o que resta da nossa independência - as forças armadas a juraram! ou, amanhã, estarão nas ruas a apoiar as polícias na repressão contra os que se revoltarão contra passos e todos os comerciantes que se infiltraram no cadeirão do poder para nos tranformarem numa grande superfície comercial. a neutralidade das froças armadas não é para aqui chamada. ela só se dá quando existe o respeito pela vontade do povo expressa pelo acto de votar.o povo votou engnado pelas falsas promessas. o coronel não pode ficar de fora e pertencer a umas forças armadas imagináveis. que se saiba ele nunca foi um lírico.







mmbento