segunda-feira, 7 de novembro de 2011

vasco lourenço coronel-capitão e o estado (português) de pré-sítio














vasco lourenço esteve com o 25 de abril de 74. relembremos um todo nada um ou outro tópico visto que existe muito boa gente que não tem conhecimento histórico e muito má gente que torpedeou a revolução que derrubou o regime salazarista. este caracterizava-se por ser uma aliança entre o estado e a ancilosada igreja católica, bufa e verdadeiro atraso de vida. que o digam, por exemplo, as mulheres que foram vítimas de perseguição e discriminização. estas eram proibidas de sair para o estrangeiro sem licença do seu marido ou proprietário. não podiam votar. quando cometiam adultério (devido ao muito tesão que também possuem) podiam ser assassinadas em pleno acto satisfatório que o criminoso (conhecido por corno na gíria de outros cornos que não sabiam que o eram) não apanhava penas de prisão. e se algum caso chocasse a merdosa opinião pública da altura (a de hoje está no mesmo plano) os juízes para lhe calar a boca despachavam-no com uns esticados três anitos... de pena suspensa (ao homicida). não se podia ler livros europeus a não ser os que falavam sobre a santa teresinha do menino jesus e outras balelas para entreter este povo que de estúpido tem ainda muito. quem criticava o estado novo no café tinha a pide à perna. era um regime de lambe cus, falsos beatos e beatas. gente que não prestava. aproveitava-se alguém? sim, em todos os tempos há gente com dignidade! ah, porra, lá me ia esquecendo. havia em todas as cidades do país as chamadas casas de passe. as tão conhecidas casas de putas. estas eram uma espécie de funcionárias do serviço de saúde pública. tinham no bilhete de identidade esparrachada a profissão e eram assistidas pelos delegados de saúde semanalmente, tendo em conta que tratar doenças venéreas saía muito caro ao erário público, havia que as ter saudáveis para o acto. mais ou menos aquilo que passos coelho procura fazer do serviço nacional de saúde. com as devidas distâncias, claro. havia coisas positivas no estado novo? havia, certamente. havia ordem. havia liberdade de passear na rua a qualquer hora do dia e da noite. a autoridade era respeitada. as hierarquias mantinham tudo em ordem. até os ladrões eram pessoas respeitáveis, cumprimentadores e raramante fugiam das casas de reclusão. lembro-me de ver um preso que esteve detido por anos num quarto tipo jaula que se situava nos baixos do edifício camarário (vila franca do campo). eu sempre que por lá passava ponha-me a espreitá-lo. era o preso. depois a gente habitua-se. aquilo era um bocado escuro. eu estou cada vez pior. queria debruçar-me sobre os últimos arrufos do coronel-capitão e dei por mim a descrever minhoquices. bem. o coronel vasco lourenço pertence às forças armadas. tudo o que disser arrasta-as consigo salvo se aquelas se distanciarem. vou interpretar o que disse aquele militar. e se for longe demais, que me desculpem se quiserem. convulsões sociais espreitam nas camadas mais desfavorecidas da população. as forças armadas não apoiam este regime que está a empobrecer o povo (mais pobres do que os pobres já são, acho difícil). o coronel desdobrou-se em afirmações. quando questionado pela sempre gostosa flor pedroso retocou um tudo nada algumas das suas palavras mais agrestes. no público, já estava muito diplomático para o meu gosto e para quem está habituado a ouvi-lo sazonalmente. diga-se que com o desgaste da classe política e de alguns aldrabões que desviaram as primeiras directrizes dos anos da libertação, o nosso coronel foi catapultado - e muito bem - para um lugar de respeito. devemos-lhe hoje, face às suas posições em nome do humanismo, a consideração que merece. bem, adiante. limpinho da faúlha - como dizem na minha parvónia aquática - as forças armadas só terão duas saídas presentemente: ou mantêm-se atentas ao desaforo que a politicagem está a fazer à constituição ou transformam-se numa espécie de suporte a este regime supracapitalista. o mesmo seria compará-las às tropas fiéis a ... pinochet. portanto, ou reagem como espinha da nação obrigando a que se respeite a nossa história, a nossa constituição e o que resta da nossa independência - as forças armadas a juraram! ou, amanhã, estarão nas ruas a apoiar as polícias na repressão contra os que se revoltarão contra passos e todos os comerciantes que se infiltraram no cadeirão do poder para nos tranformarem numa grande superfície comercial. a neutralidade das froças armadas não é para aqui chamada. ela só se dá quando existe o respeito pela vontade do povo expressa pelo acto de votar.o povo votou engnado pelas falsas promessas. o coronel não pode ficar de fora e pertencer a umas forças armadas imagináveis. que se saiba ele nunca foi um lírico.







mmbento

domingo, 6 de novembro de 2011

já vem do fundo dos séculos a pedincha de dinheiro pelos agentes do estado português. dom joão de castro, vice-rei da índia, já no século xvl o fazia com certa piada.




a história
narra-nos um hilariante
episódio que tem como figurante um vice-rei da índia. este (dom joão de castro) precisava de dinheiro e pediu à câmara de goa algum. estava teso como qualquer português de hoje (ressalvando, claro está, os quadrilheiros que assaltaram o erário público). que apresenta como fiança? cortou os pêlos da barba e enviou-os aos destinatários edis. o que é certo é que obteve o empréstimo e o seu acto foi muito falado durante séculos na nossa história, até que, como é óbvio se descobriu que a barba valia tanto quanto os pentelhos de certa gente que pede emprestado em nome do povo/estado. não estou a ver os diversos ex-presidentes desta democracia e até mesmo o actual inquilino do palácio de belém (spínola e chico rouquidão (não eleitos), eanes (que usava naquele tempo suiças), mário soares ( o democrata agnóstico), sampaio (sem referências) e agora cavaco (o criador do novo conceito de tabu) a arrancarem pêlos de qualquer parte do corpo para mandarem à frau merkel como penhora do que sacámos. a senhora podia interpretar mal a boa  e tradicional intenção nacional de pagarmos as nossas dívidas. digam lá se dom joão de castro não teve sentido de humor... mas eu hoje não estava com ideias de rever história. o que eu hoje queria dizer era o seguinte:  no tempo de salazar não havia desemprego. já sei que se estivesse à mão de semear levava um tiro. vamos lá a ver. naquele santo tempo (o tempo do estado novo) a maioria do povo trabalhava no sector primário. toda a minha gente cultivava a terra para os proprietários e alguns mais afortunados tomavam de renda alguns alqueiros e - pagando as rendas aos senhores - explorava-os. os pescadores que trabalhavam no duro das ondas eram os mais mal pagos. tanto os camponeses quanto os pescadores tinham trabalho sazonal. nas alturas das sementeiras e recolha das novidades havia trabalho. mal pago como convinha à sociedade cristã. o resto do ano estavam de férias forçadas. e nelas passavam certa fominha. a remuneração dos pescadores estava mais ligada ao boletim meteorológico. bom tempo era sinal que havia paparoca. os portugueses era mais magros e elegantes. morriam cedo. as mulheres duravam mais. parece porque elas comiam melhor do que toda a gente. pudera, eram elas quem cozinhava. operários e artífices também os havia. mas em pequena percentagem. é que salazar era um cabrão rural (quem disse que ele era rural foi o professor marcelo caetano. eu só acrescentei cabrão). se algum desgraçado queria melhorar a vidinha (ter uma casita sua era o sonho dos desprotegidos) emigrava. isto é, se os senhores dos escravos não precisassem de mão-de-obra para o cultivo das suas terras, tudo bem, tomem o barco. choravam baba e ranho ao partir e foi daí que a saudade foi criando raízes. mais tarde cantada pela amália para que constasse como património nacional. julgo até que vai dar um salto maior, internacionalizando-se. a verdade tem de dizer-se. os portugueses não deviam dinheiro a ninguém. não tinham casa, cagavam no mato, andavam a pé. os mais afortunados apanhavam a carreira (uma espécie de bus mexicano) para irem tarbalhar. ao domingo eram obrigdados a frequentar a igreja sob pena de serem chamados à pedra pelo pároco. e se este desconfiasse que eles não acreditavam nas patranhas judaico-cristãs (disse-o o orelhas-intelectual-da-rtp no seu último livro) fazia queixa à pide. de forma eclesiástica, note-se. é preciso não esquecer que a santa igreja - quando se tratava de guerra -  abençoava as tropas que iam colonizar terras distantes. muitos morriam bem longe de casa. uma desgraça. muitos camponeses deram-se por contentes com a ida dos filhos para a guerra porque os soldados sempre recebiam um pré que dava para todos comerem como abades. de repente, de um momento para o outro (trinta anos) continuávamos pobres, mas com muitas dívidas. as casas que os pobres compraram terão de ser devolvidas aos bancos. os carros que os pobres compraram a prestações com dinheiro da segurança social têm de voltar aos standes. porque será que os pobres deixaram de trabalhar como antigamente? abandonaram as cidades e as canas de pesca e vieram para as cidades, onde faziam três refeições diárias. quem os alimentou estes anos todos? eu vi - sou testemunha ocular -  assisti aqui na minha zona gente que se deslocava aos centros de saúde de táxi para vir receber o subsídio. país de loucos? país de gente que fingiu ser política? nada disso. aprendemos com a história e com os nossos maiores. pedir! pedir! pedir! e qual é o problema? toda a gente pediu. toda a gente pede. há-de-se pagar. haja pentelhos. atrás de tempo vem as dívidas. e se passarem para as gerações vindouras? qual o problema? nós ainda estamos a pagar as dívidas de dom joão de castro e nunca nos queixámos. entonces não foi!
mmelobento

sábado, 5 de novembro de 2011

o hino nacional dos estados unidos da europa


o povo europeu? será possível dizê-lo? não, definitivamente não. mas, ressalve-se a denominação de europeus. quem são? se quisermos chamar nomes aos brancos que se estabeleceram em áfrica, aqui está a solução económica da linguagem. os russos são europeus? claro que são. só que para a malta cá do ocidente, eles não passam de russos. mesmo os que ainda há dias pertenciam ao ex-império soviético e que foram admitidos na europa dos ricos são lá nada tidos como iguais a nós. eles são loiros e elas também. mas na europa do aço há os loiros da alemanha e os menos loiros da frança. e depois? eles é que mandam. mandam? enquanto nos emprestarem dinheiro para a gente lhes comprar o que produzem a gente não quer outra vida. eles se não nos emprestarem o cacau também não vendem nem mais um parafuso. e os chineses já têm parafusos a mais. ah, estás a esquecer-te da inglaterra que se designa de reino unido... estes não gostam muito de se misturar. não é que eles perceberam a tempo que não deviam aderir ao euro. adivinharam a tempo que a europa não passava de uma sociedade de comerciantes que não conheciam a mãe a quererem mercados para impingir produtos. a história dos povos europeus. calma, calma. eu não sou historiador nem estava lá. o que vou dizer não passa de invenção. a gente (porra para o nós, eu não quero misturas) desde que senta o cu na escola pela primeira vez leva logo com os berros histéricos dos mestres acerca dos feitos dos nossos avós. avós de alguns, está claro. ele mete a faca no pescoço dos traidores. lá vêm os franceses a matar toda a gente que encontra pela frente. foda-se e os ingleses que nos ameaçam há seiscentos séculos com uma porra de uma aliança que nos torna o seu mais antigo aliado. filhos de puta que só se serviram de nós e ao longo da história nos colonizaram como indígenas de pele escura. esses grandes merdas chegaram a matar a malta que os queria ver pelas costas do nosso torrão pátrio. ah, como eu gosto dos dinamarqueses. explico. invadiam a inglaterra matavam os ingleses como carneiros, fodiam-lhes as mulheres e os que escapavam eram feitos escravos mesmo na velha albion que é como se chama aquela puta de gente. vamos para a história contada por mim e não pelo beato do mattoso filho. de repente lá vêm os castelhanos. toca a fazer guerra contra eles. passados anos, o nosso rei filipeII começa a quebrar os cornos aos ingleses com tiros de uma armada muito visível. depois foi a frança numa guerra contra a inglaterra que os historiadores tidos como verdadeiros chamaram da guerra dos cem anos. bem, ela não durou sempre. tinha uns grandes interregnos para irem foder as mulherese procriar como os porcos. a alemanha teve guerras e batalhas que eu nem sei. as que me lembro foram duas. a primeira grande guerra e a segunda grande guerra. nesta última, que eu ainda cheguei a sentir por tabela, toda a europa e os seus habitantes se guerreavam. contra quem? contra eles próprios, está-se mesmo a ver. ao contrário dos americanos que mal cabaram com a sua guerra civil se tornaram americanos. corações ao alto. mal acabou a segunda guerra, os europeus (eh pá, não passam de europeus...) foram cada um para o seu lado e levaram consigo a língua e as tradições. cada um foi fazer o seu ninho na esperança de vir mais tarde a foder o próximo. é que o próximo para o europeu (não me ocorre outra designação) é sempre um adversário ou inimigo. adversário na economia e inimigo quando esta dá para o torto. e os suiços? que raio de gente que vive em cantos (ah,ah,ah!) da montanha e lida com o dinheiro de quase todos os povos do mundo. eu sou americano diz qualquer um que tenha nascido ou pedido a nacionalização no território da américa. ich bin berliner! está asno, disseram os russos - que ocupavam o berlim oriental - às bocas do kennedy. algum alemão dirá eu sou europeu e tu ó escuro meridional és como eu, meu querido. e os trastes dos ingleses? os franceses são mais acomodados a certas coisas. são mais elásticos na ideologia. sartre deu uma ajuda. também não admira, pois eles eram considerados os mestres do sexo oral quando isto ainda era tabu (a palavra tabu lembra-me sempre do outro) e a dra. marta sexóloga ainda não o tinha promovido ao altor do baco machista nacional. que ricos europeus. quer dizer, a grécia viu-se à rasca e de repente já lhe estavam a fazer-lhe um caldinho. isto é, preparavam a sua expulsão. só que depois é que perceberam que poderia seguir-se o caos europeu. mas que grande filhos de puta. não tens com que pagar o que deves, então deixas de ser europeu cá dos nossos. ora, isto faz-se, gente sem coração. tenho de parar pois estou com riso convulso. estou a rir-me das minhas asneiras tal qual o herman josé dos seus retroactivos quadros teatrais que passam na moribunda rtp1/esgoto e no seu programa que não lembro o nome. bem, vou terminar. já agora retomando a tese inicial: lá vem o feioso durão de bandeira na mão a cantar o hino (no meu próximo número vou inventá-lo), seguem-lhe as pisadas a frau merkel tendo a seu lado o senhor bruni com um bébé ao colo (parece o baixinho napoleão com o filho nos braços a quem fez rei de roma). segue-se uma caterva de engravatados vestidos de igual para não serem identificados(calculo eu). no fim vem uma banda de música da minha terra: a música da relva. ora deixa cá ver o que me vai sair no primeiro verso. puxa, pela cabeça. puxa pela cabeça...

cá vai:

comprai comprai

preservativos da noruega

cuecas da suécia

comprai comprai

salsichas de boémia

durão a solo: comprai comprai

merkel: cerveja de munique

todos em coro: comprai comprai

sarkosy: leite da frança

todos juntos: somos uma nova nação. comprai comprai

iguais! seremos iguais mas não do mesmo tamanho

deputada europeia nacional: os do sul são até maiores. pegai pegai

fim. se tenho de pedir desculpa, é a mim.

mmbento
nb: escrevi cerveja com s. já há muito que a não bebo. será que pensei em sede quando a coloquei no texto? e como ela no passado recente me a matava muito... tenho de rever o quê? psiquiatras a estas horas, não!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

nas barbas de uma constituição de esquerda viveu-se num capitalismo disfarçado de socialismo



não fosse a descoberta de grandes golpes nos dinheiros públicos nem a crise internacional que nos afectou, estaríamos melhor do que nunca. repare-se como de dentro de grandes nacionalizações e da apropriação dos bens de produção, pela parte do estado revolucionário e remodulado criado pelo golpe de abril, se criou uma burguesia que se movimentou (e ainda se movimenta) com os dinheiros públicos. centenas de revolucionários aparelhados pelos políticos que a perturbação social escolheu à pressa para represenatem o povo boquiaberto abocanharam de uma forma subtil grandes quantidades de dinheiro. a forma de captar grandes verbas tomou ares de vencimentos, subsídios, cartões de crédito para tudo que era luxo e a mais usual nestes casos a corrupção efectiva. ainda o processo revolucionário em curso respirava pelo cano das espingardas já os grandes impérios económicos do passado mudavam de mãos. compras e vendas. tanto nas compras como nas vendas dá cá pelo menos 10%. em alguns casos foi muito mais. chegou-se a verificar (alguns "legisladores" ainda por lá andam) na assembleia da república a aprovação de leis e de ordenamentos para grandes interesses económicos beneficiarem descaradamente de verbas copiosas. foi interessante observar-se que algumas facilidades oferecidas a grandes organizações ligadas à gestão imobiliária e à desafectação das zonas de reserva natural tivessem como imediata repercussão o enriquecimento de pessoas singulares. alguns comentadores mais efusivos denunciaram os vários infiltrados no executivo e na assembleia da república. ficava-se sempre por acusações que como de costume não davam em nada. depois, os infiltrados - trata-se de trafulhas - foram descobrindo que em tudo que mexia se podia ganhar muito dinheiro se o estado estivesse metido no circuito, como cliente. tudo dava dinheiro extra. ele era a combustagem, refinadoras, compra de viaturas, fornecimento de bens de consumo para instituições sociais a coberto do interesse público, fornecimento de medicamentos, compra e venda de produtos para a estação de televisão estatal, negócios com o ensino superior privado, compra e venda de armas (as denúncias acabaram por condenar algumas rezes menos atentas ao esquema), ai, até ferro velho o estado vendia (mas coitado acho que não via nicles). havia um outro estratagema para sugar dinheiro ao estado. trata-se de cartões de crédito. imaginem que até perfumes para as putas e amantes a gente (o povo estúpido) pagava àqueles chulos. bem, grandes empresas que apresentavam lucros enormes passaram a denunciar prejuízos que uma vez publicitados davam para espantar fantasmas. como é que isso acontecia? muito simplesmente por uma forma estética de roubo. cada administrador ganhava tanto, mas tanto que roubar directamente dos cofres do estado não compensava tanto. muito bem feito, sim senhor. para quê roubar se os vencimentos valiam muito mais do que qualquer assalto. esta foi a moda que os antigos revolucionários e agora democratas inventaram para roubarem sem terem de ser incomodados por ninguém. imagine-se, melhor veja-se o que na realidade se deu ainda não tem uns meses. um puto com 31 anos recebia como administrador de uma empresa pública 600.000 (seiscentos mil) euros anuais. por um acaso foi descoberto. mas acontece que existem milhares na mesma situação. o que aconteceu é que ainda não foram descobertos pela comunicação social. o ps e o psd (até o cds-pp numa percentagem menor) constituiram-se em quadrilhas legais para desviarem os dinheiros públicos. eis uma pequena parábola para ilustrar como se rouba sem roubar. é muito simples o que aqueles partidos fizeram. dois ladrões licenciados (é preciso sê-lo) trabalhavam numa mercearia. certo dia o patrão adoeceu e pediu-lhes muito encarecidamente que tomassem conta do negócio. era um grande favor que faziam. passou a um deles uma procuração para gerir a casa. que fizeram os dois malandros? reuniram-se e planearam o seguinte. contas são contas e vamos apresentá-las como deve ser, disse aquele que era o gerente. tu vais receber 100.000 euros mensais. e pode? pergunta o ladrão subgerente. tenho a procuração e mais: é tudo legal. e tu, com quanto te abotoas? eh pá, eu é que sou o gerente! eu ganho 120.000 euros. vá lá. e não posso ter motorista e carro topo da gama? é que eu ando a ver se engato uma tipa do meu prédio e, a coisa está difícil. ela não me dá bola. está bem, diz o gerente. boa ideia. vou beneficiar do mesmo. ah, já me ia esquecendo, como vivo em vila franca de xira vou bater-me a um subsídio de habitação para gerente. eh pá, e para subgerente, não toca nada? toca, toca, seu ganancioso. nisto o nóvel gerente começa a rir. não queres ver que quando estive em inglaterra fui mordomo. olha, também quero. e haverá verba que chegue para tanta despesa? ó meu banana!, ainda bem que me lembras. vou já ao banco antes que feche e vou empenhar esta merda. e foi assim que quando o velho merceeiro voltou encontrou o fruto do seu trabalho de uma vida inteira nas mãos dos bancos. hoje, podemos vê-lo a arrumar carros. o outro dia ouvi-o gritar desaforadamente. o que é que foi? o que é que foi? e ele: estás a ver esta moeda? sim! recebi-a daquele que ali vai. a câmera de video não me deixou visioná-lo de modo a que o identificasse... e ambos chorámos sem antes termos os dois praguejado assim: grandes filhos de putaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa





mmelobento





quarta-feira, 2 de novembro de 2011

o senhor luni e a senhora merkel enrabados pelo tetraneto de hermes






parece-me que vou escrever sobre política internacional. ah, ah, ah! não sendo uma teresa de sousa (jornalista/especialista - sempre mal-encarada) vou tentar aguarelar as relações promíscuas entre países inimigos na afectação mas compinchas nos golpes económicos contra a classe determinante dos pobres dos povos. intervalo neste momento porque vou jantar.




bem, a grécia deu um golpe baixo na medida em que por uma questão interna coloca a união europeia de cu para o ar. o primeiro-ministro grego (descendente directo de hermes) entendeu que a união europeia estava nas suas mãos por duas razões: a primeira, era de que saindo dela representava o desmorenamento de algo que tinha na sua base um associação económica que dava sinais de fraqueza (por enquanto escondida) e a segunda, era que daria início ao fim da alemanha, pois poderia ficar isolada economicamente porque os restantes parceiros passariam a estar desconfiados dela. uma espécie de voltar a 39/45 do século passado. não tendo armamento nem forças armadas como no tempo de hitler para impor as suas decisões na europa a alemanha transformou-se numa pequena américa desarmada ou melhor dizendo num hipermercado cheio de mercadoria perecível e pré-datada. claro que este raciocínio pode ser uma baboseira. mas não tem problema, porque asneiras bem maiores dizem os doutores, mestres e licenciados em economia, que nunca acertam. tá? continuando. a alemanha por mais rica que seja nunca poderia resolver as misérias dos restantes parceiros económicos. é verdade que a senhora merkel está toda de beiços com sarkosy-luni. mas, isso deve-se ao facto de a frança ser a mais forte potência nuclear logo a seguir à américa. falo do mundo ocidental! a frança está economicamente de rastos também, só que disfarça e muito. um dos sintomas que alertaram os mais curiosos foi o facto de ela estar por detrás da destruição do mundo árabe. desde de gaulle que os franceses eram pró-árabes. lembremo-nos, por exemplo, dos aviões mirage que eles impingiram ao mundo do islão para em troca receberem as ramas do crude ao desbarato. só que os árabes se foram libertando dos seus "amigos" e procurando novos mercados. isso fez com que arranjassem mais inimigos do que formigas. de um momento para o outro, a frança (com a alemanha por detrás, mas sempre a disfarçar por causa do cheiro da pólvora da segunda guerra e dos crimes que ainda estão bem crus na memória dos povos) apresenta-se na primeira linha para libertar os povos das ditaduras. e quem são esses povos infelizes? os povos que possuem riquezas minerais, matérias primas e, ai, petróleo. principal e precisamente os que estão mais próximos no mar mediterrâneo (que só por acaso são árabes. a distância onera o produto. tudo isto serve à frança e à alemanha. é tudo tão claro. mas ai de nós se afirmarmos isto. passam-nos um diploma de estupidez). já agora que tenho o dedo nas teclas aqui vai mais umas baboseiras: vem aí um tempo de revolução que vai fazer com que haja uma reviravolta no modo como os povos escolhem os seus repreentantes. passos coelhos e outros são produtos a extinguir. governam para a economia e por ela sacrificam os povos levando-os à miséria, ao desconforto e ao desemprego. quer dizer, este tipo de gente, que vai desaparecer na próxima revolução, esquece-se indecentemente do factor humano. esta gente não tem sentimentos. imagine-se que até apelam - no caso português o próprio cavaco silva - a que façam mais filhos como no princípio do século passado. se estamos à rasca. se já há gente que já passa fome para quê aumentar a população? ainda vão passar mais fome! só uma sacanice poderá estar por detrás desta torpe apelação: carne para as fábricas. mão-de-obra barata. quanto maior a oferta de mão-de-obra, mais barata esta se torna. gradessíssimos, querem fazer o mesmo que os dirigentes chineses fizeram ao seu povo. este trabalha para comer pouco e para alimentar uma série de gente que os governa e que mama muito. nunca apreciei o coronel vasco lourenço. só dizia desconchavos de boca cheia até à semana passada. sim, é preciso que gente humanista faça um verdadeiro 25 de abril e que coloque as pessoas em primeiro lugar e a economia em segundo para as servir. que é preciso um poder forte e incorruptível para acabar com a insegurança que nos torna prisioneiros nas nossas casas (a maioria pertence aos bancos). como pode uma quadrilha económica que tomou conta do poder ter força moral para legislar no sentido de mandar para a prisão todos os criminosos que nos ameaçam de morte espoliação e de expropriação? o que é que acham que vai acontecer se a grécia e portugal forem expulsos da união europeia? seguir-se-ão duas enormíssimas ditaduras. eu já estou a vê-las. deixa vir um pouco mais de fome e miséria, depois telefonem-me. tá?





mmbento

terça-feira, 1 de novembro de 2011

depois da decisão do juiz de instrução brasileiro em colocar duarte lima em preventiva, portugal inteiro transformar-se-á num coito de assassinos








se ele não se entregar. o juiz brasileiro sabendo que ele não poderia ser extraditado (o padre frederico brasileiro anda fugido à justiça portuguesa depois de condenado em portugal e passeia-se nas praias do rio de janeiro em calções o que é uma provocação de todo o tamanho) devia ter caucionado duarte lima. um milhão daria para tanto. não o fazendo criou uma situação insustentável ao estado português. o homem é das relações do presidente da república portuguesa pois foi líder parlamentar no tempo em que cavaco silva era primeiro-ministro e grande chefe dos social-democratas (presidente). tem amizades ao mais alto nível nacional. tem amigos ricos e famosos a dar com pau que frequentavam o seu ex aequo palacete alornado, onde presenteava os convivas com música tocada por ele, o que dá uma imagem do personagem agora fugido à justiça. numa democracia - o brasil é uma democracia, apesar de estar em guerra civil nas favelas do rio de janeiro; o brasil é uma democracia onde são assassinadas magistradas que querem limpar a polícia brasileira, etc. - numa democracia, dizia, as pessoas só podem ser consideradas assassinas, traficantes, aldrabões e etc, depois de julgadas. o advogado lima sendo metido na cadeia do brasil não teria a possibilidade de procurar e orientar as tentativas para desfazer as acusações que caíram em cima dele. existem muitos pormenores que só com uma investigação científica isenta poderão clarificá-los. e só assim se poderia considerar se os indícios poderiam passar a provas definitivas. consta em portugal que o nosso sistema democrático está eivado de vigaristas. repare-se no seguinte: a assembleia da república é o ninho dos representantes do povo. mas acontece que esses representantes estão agrupados em parcelas que são denominados partidos. os partidos têm demonstrado que não procedem com lisura e honestidade. os partidos trafulham no que diz respeito às verbas que recebem em forma de dádivas. ainda o outro dia um deputado foi apanhado com uma mala cheia de dinheiro do seu partido. e depois? depois é uma porra. ontem ficámos a saber que o ps tinha gasto num comício 500.000 euros. onde foi arrebanhar o dinheiro para o custear? a verdade que já foi várias vezes confirmada é que há pessoas ligadas a empresas privadas e outras quase públicas que dão dinheiro para os partidos. dão dinheiro porque são boas pessoas? não! é para depois assaltarem o estado. vejamos o seguinte. no tempo de cavaco primeiro-ministro o psd comprou por milhões e a pronto um palacete para lá se instalar. onde é que o psd foi buscar o dinheiro? existem nos partidos indivíduos que fazem a ligação com os tais "empresários" para receberem as "dádivas". esses indivíduos trabalham assim: dão os golpes a coberto de leis que os partidos elaboram. fazem aprová-las e uma vez aprovadas o dinheiro corre aos milhões. porque era escandaloso e perigoso os partidos negociarem directamente, há que ter estes altos funcionários que recebem altas quantias e depois devolvem parte delas. uns ficam com quase tudo. são os que vão para a rua dos partidos e depois caem em desgraça, isto é, passam a ser perseguidos pelos órgãos de polícia criminal, ministério público e juízes de instrução. estes casos estão explícitos nas páginas dos jornais. os próprios partidos até facilitam a vida aos investigadores, pois também foram prejudicados. não se está a falar sobre tostões. nada disso. são milhões e milhões que são traficados pelos partidos. e porque fazem isso? para sobreviverem, de outro modo aniquilar-se-iam. os militantes não pagam as quotas como deviam. e mesmo que pagassem não dava para cobrir 10% das despesas que são obrigados a fazer. todos estes crimes não envolvem todos os deputados. nos partidos existem três tipos de gente. a saber: figuras exemplares (as que não se sujam e são as que dão a cara no contacto com o imbecil do eleitorado); figuras ingénuas, idiotas, parvalhocas e mais ou menos apalhaçadas que são manipuladas (vivem do que ganham como figurantes e só sabem obedecer. algumas galinhas descambam e dão à língua porque não aguentam estar em segundos planos) e finalmente figuras traficantes e corruptos (são as que sacam o dinheiro, expoliam, ameaçam, perseguem, corrompem, etc). porque é que as autoridades policiais não atacam o crime político se anda tanto dinheiro ilícito no ar? eu não sei quem é que os nomeia! ora já vem do fundo dos tempos da hegemonia do psd as mexidas em dinheiro basto de duarte lima, um pobretanas - mas muito esperto - que às tantas se torna multimulionário. o próprio povo até acha piada aos chicos-espertos. até porque se pode faz o mesmo. o certo é que a justiça brasileira colocou o estado português entre a espada e a parede. é que se fosse um pobretanas sem importância, sem conhecimentos e sem cumplicidades ao mais alto nível a justiça nacional já lhe tinha tratado da saúde. tratando-se de um figurão com cumplicidades políticas, a coisa passa a ter um tratamento técnico-jurídico muito elaborado, tendo em conta que todos quererão limpar-se. lima está por dentro de muito podre do estado. e isso é muito perigoso para a imagem de portugal no estrangeiro, mais propriamente na europa que lhe empresta o cacau para o pãozinho. lima não se pode esconder em portugal tendo todas as polícias do mundo à sua caça. menos as nossas. que rico espectáculo! se ele se entregar, como o bastonário marinho pinto sugeriu, passava a ser uma espécie de dominique strauss-kahn com todos os holofotes mediáticos em cima. talvez fosse bom para ele no que diz respeito à segurança e bom tratamento nas horrendas prisões do brasil. bem, não se entregando teria de fazer o seguinte para poder minimizar a triste situação de fugitivo. primeiro deve continuar em parte incerta. depois, nomeia uma espécie credível de procurador/porta-voz para contacto com os órgãos de comunicação e esclarecimento ao povo (que ele já representou) que o mesmo é dizer opinião pública. ao mesmo tempo, e como escrevi ontem, enviaria ao brasil dois ou três investigadores para completarem as falhas do inquérito que parece ter sido cozinhado pela polícia e pelo ministério público. teriam de desmontar o cenário que a polícia montou durante um ano. na minha opinião duarte lima não seria tão imbecil para matar daquela maneira. imaginemos o seguinte: coloquemo-nos no lugar do arguido (já tinha sido constituido por causa das trafulhices no golpe ao cacau do sr feteira e do golpe no bpn). vou ao brasil e peço para ela declarar que me tinha emprestado dinheiro para os meus negócios. sou amigo dela e fora-o do feteira. perceba dona rosalina não quero ser acusado em tribunal de mais um crime porque já tenho nas costas o processo do bpn pois associara-me ao oliveira e costa antigo secretário de estado de cavaco. mais, como a senhora sabe a filha do sr feteira queixou-se de nós os dois por causa do golpe que a senhora aplicou aos fundos do brasil. e se ela quiser o dinheiro para trás e só nesta situação é que assinará o documento para me livrar de mais uma condenação? não o posso devolver. ela terá de perceber que está aplicado nos meus palacetes. ela não quer. que faço? mato-a. não posso levar arma para lhe limpar o sarampo. tenho de a comprar lá. a quem? bem isso logo se vê. vou preparar então o modo como a vou balear. alugo um carro. vou buscá-la e depois se a gaja não assinar dou-lhe um tiro à noite para ninguém ver. tiro-lhe os documentos e deixo-a no mato. ah, que bom. fico com o dinheirinho e o assunto fica arrumado. eh pá! não lembra ao diabo que um advogado (é gente que lida com o crime desde que começa a fazer o estágio) tenha sequer pensado matar uma pessoa nestas circunstâncias e que também lhe tenha passado pela cabeça que mais ninguém a procuraria, tendo ela família e amigos e amigas. iam procurá-la. não? mais, que ia cometer o crime perfeito. eh pá, arranja o tal porta-voz para ganhares tempo e ver se só vais para a cadeia pelo dinheiro que surripiaste e não pelo crime horroroso de que és acusado e que penso estares inocente





manuelmbento

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

as moscas poderiam ter salvado duarte lima






este trecho que retirei de um trabalho de catarina gomes - revista pública de 26 de julho de 2009 - poderá dar ao leitor uma pequena perspectiva do que é uma verdadeira investigação. sim, as moscas têm libertado muita gente que fora acusada injustamente. a felícia cabrita irritou-me pelo facto de apresentar uma investigação tendenciosa. considero o senhor advogado lima - mescê do que foi descoberto pelo ministério público português - um tipo desonesto. foi apanhado a desviar dinheiro ilegalmente. assunto arrumado. agora, por causa de ser uma figura pública caída em desgraça económica não o vamos mandar para a cadeia por um crime que provavelmente não cometeu. eh pá, basta usarmos de um pouco da nossa capacidade de raciocínio para vermos como as acusações que lhe fazem não são consistentes. porque, por exemplo, a polícia não fez o exame entomológico ao cadáver de rosalina. o cadáver foi "deixado na natureza logo torna-se num ecossistema temporário" onde afluem moscas entre outros animais. como os cientistas forenses muito bem sabem, as moscas deixam as suas larvas nos corpos que são deixados ao ar livre e estando deitados num lugar húmido (como era o caso) mais ajudam a ciência na sua análise. é que, no caso da morte de rosalina ribeiro, as larvas das moscas dariam a hora exacta do crime. e isto porquê? porque tudo leva a crer que o cenário do assassinato fosse montado. vejamos. a polícia indica a hora do crime pela hora que a testemunha de orelha afirma ter ouvido os sons dos disparos. imaginemos que ela é morta noutro lugar. o assassino leva-a depois para o local onde ela é encontrada. a hora exacta da morte é muito importante para confirmar se os disparos coincidem com a hora da morte. depois, existe aqui algo que não bate certo com os disparos. a testemunha diz que ouviu quatro sons de estampidos de bala. naturalmente quem quer matar uma pessoa (eu não tenho experiência de crimes de morte. é a ciência que vem nos filmes. ah!ah!) dispara para ela. se não acerta as balas tem de estar perto da pessoa alvo. notar que a polícia não encontrou as duas balas que faltam. nem próximo de rosalina e já agora nem dentro da viatura. o que dá para inferir o seguinte. a senhora rosalina é morta longe do lugar onde é encontrado o seu cadáver. o assassino mata-a num outro lugar e leva-a depois para onde finalmente é encontrada. o assassino deita-a de barriga para baixo. que foi assim que foi encontrada. em seguida dispara para o ar. daí o facto de não se ter encontrado as balas. os chumbos devem estar a milhares de metros de distância. seria uma estupidez dar dois tiros numa pessoa para a matar e depois disparar mais duas vezes para o ar. não acham? isto daria azo a que pudesse ser denunciado pelo barulho e daí a haver queixa para a polícia. que raio de assassino mais estúpido. não? é facto que ele dá quatro tiros junto ao cadáver da rosalina, mas fá-lo para confundir alguma investigação posterior mas só os dá depois do cadáver estar estendido no chão. deitar um corpo no chão disparar e depois fugir na viatura não é o mesmo que disparar para matar uma pessoa e colocá-la de bruços. e porquê? porque este último acto leva mais tempo. o criminoso que mata naquelas circunstâncias não quer perder tempo. o assassino deve ter pensado que depois do barulho das balas o corpo seria encontrado em pouco tempo pela curiosidade humana. mas estamos no brasil onde isso é provável e não é ao mesmo tempo. só depois e muito depois é que o corpo é encontrado. e isso vem baralhar os planos do assassino no sentido de inculpar duarte lima, cujos passos devem ter sido seguidos. afinal quem beneficia com a morte de rosalina? mete-se pelos olhos dentro que nunca poderia ser duarte lima, pois este já comeu o que tinha a comer e mais não comerá porque a amante do industrial percebeu que ele a tinha papado. duarte lima nunca devolveria o dinheiro com que se abotoou. para isso ele já tem resposta: são os seus honorários. livra! ele não tem interesse na morte de rosalina porque nunca poderia apagar o facto de ter apalpado os seis milhões do velho feteira. a morte dela trama-o na medida em que ela já não pode ser manobrada a fim de o libertar da cumplicidade no golpe dos milhões. morta só piora a sua posição dado que a engenheira (filha do sr feteira) ao saber da falcatrua tinha-os denunciado e por isso foram constituídos arguidos. a judiciária iria de certo chegar ao dinheiro (se já não o tinha feito, ah) e ele seria obrigado a devolvê-lo à justiça. isto é óbvio. só que o palerma do duarte lima lida muito bem com trafulhices que é a vida de alguns quadrilheiros do psd e do ps (a justiça portuguesa é que o disse. eu só repito, tá!..., mas com assassinato não é o mesmo. como o idiota não matou - nesse aspecto nada deve - apresenta-se psicologicamente fortalecido para ir à luta. apresentava-se, pois há gente mais inteligente em cada canto do mundo que o fodeu e bem fodido. quando ele se apercebeu do valor da armadilha que lhe prepararam, não teve outra solução senão esconder-se. o burro do lima tem uma solução para ir mudando os ventos da acusação. fica para amanhã.


mmbento