sábado, 30 de julho de 2011

enquanto não percebermos o que quer que seja a política, havemos de olhar sempre para os políticos como uma corja











que essa putativa corja viva de mentiras e de promessas falsas vá que não vá. que essa putativa quadrilha de trafulhas se infiltre nos canais onde circula o dinheiro de todos nós, vá que não vá. agora que o primeiro-ministro (e outros do executivo) viaje em classe económica, isso nunca! não posso permitir. e eu digo o porquê: é que agora com a mania dos atentados, um desgraçado que viaje com um primeiro-ministro como colega de carteira (cadeira) está sujeito a apanhar com algum resto que até pode ser de ovos chocos ou de bala perdida. viajem em primeira, vão-se lá foder.






ps: estou ainda de férias. a praia me espera e eu ou escrevo ou me banho no mar ou nos raios solares.






ps2: no passado, ficava muito feio um homem dar-se com putas. hoje, o que fica feiíssimo é andar lado a lado com algum desses a quem a gente chama de mentirosos. lembro-me de terem caricaturado sócrates com o nariz de pinóquio, por causa das suas mentiras. e a este, o passos coelho, como caricaturá-lo? é descer o nariz para as partes baixas. pelos menos todos os que ficaram sem o subsídio de natal hão-de gritar de dor.






mmb






segunda-feira, 25 de julho de 2011

a malta continua de ferias ´ - o que e´ que esperavam! ai, esta´ tao~ bom em portugal.

esta´ tao ~ bom por estas paragens. escrever? nada! so´
ler. e desta vez camilo e o dicionario ´ para ajudar na ignorancia^. toda a bela tem o seu senao~. isto no caso do camilo. ja´ no caso da loura e´ a peça de baixo do bikini. mas que senao~!!!!!!!!!


domingo, 17 de julho de 2011

encontrado o quadro "a russa do filósofo"


a malta continua de férias não pagas. as praias estão irresistíveis. os leitores (?) terão de esperar até ao próximo acto fulmínico de consciência.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

imperativo de conscie^ncia

por imperativo de consci^encia fomos obrigados a interromper os trabalhos deste imponente blogue. o sol, o mar e ... tudo pode acontecer

segunda-feira, 4 de julho de 2011

as mulheres que eu amei

as mulheres que eu amei perseguem-me em sonhos. nestes, eu nunca tomo a forma humana. às vezes sou um cão, outras um búfalo. aquelas que me abandonaram (elas é que nos abandonam, e se se dá o contrário é por que isso tem utilidade para elas) são hoje verdadeiros trilhos pedestres. enrugadas e com os rabos descaídos meteriam medo a van gogh se este as apanhasse em auvers-sur-oise. por vingança e porque elas nos sonhos parecem ainda estar muito comestíveis, resolvi pintá-las. a duas delas tirei-lhes uma perna. aquela a quem poupei o esfrangalhamento membral pu-la de cócoras e nua. aliás, a todas lhes tirei as roupinhas. hoje, o dia correu-me bem. formei uma troika com dois filósofos e fomos até à praia. estava um verdadeiro delírio. não há preço para este mar e este sol. e nós a usufruir deste maná do criador judaico-cristã. as gajas passam e por que o tempo contou estupidamente para a malta, elas não dão pela nossa presença. só nos resta respirar o mesmo ar. é uma porra, mas que se há-de fazer? é relembrar o passado e as vezes que as comemos. todos os lugares serviam. éramos naturalistas à força. pudera, dinheiro escasseava ao contrário do saudoso tesão. não me apetece escrever mais nada. sou o patrão de mim mesmo. patrão que não paga que se vá foder.

mmb

sábado, 2 de julho de 2011

mário soares, o pai desta democracia. que democracia?






(nessa altura - II grande guerra - de grande caristia, fazíamos cinco refeições por dia. incluía o lanche, está claro.)







eu vivi no tempo do bondoso ditador antónio salazar. não vivi mal. dizer o contrário era mentir. a classe média que existia naquele tempo exibia estatuto e certo poder. a igreja de cristo e de roma apadrinhava a situação. aliás, qualquer situação no salazarismo levava sempre com uma benção que disfarçada estava sempre à mão da padralhada. por onde quer que o indígena se voltasse apanhava sempre nos cornos com uma fileira de legionários e pidescos que se não eram amigos íntimos eram família. se se distraía para o outro lado, lá estava a igreja através dos beatos inclusos em pequenas organizações de exames de consciência a foder-lhe a paciência. em algumas secções, era vê-los anestesiados e arrebanhados em camionetas nos fins de semana a cantar versos dos cursos de cristandade. toda a gente o que queria era agradar ao poder. quer este fosse político ou religioso. deus existia e estava em todo o lado. se uma pessoa questionava a tal existência, tornava-se suspeito. passava a ser considerado da oposição, logo comunista. tínhamos dois deuses: o pai que até tinha barbas e o filho. ah, havia santos que se foram tornando divinos, como foi o caso de dona maria mãe do cristo. também havia outro deus - já me ia esquecendo - o senhor espírito santo, que na minha terra oferece ao povo muitas sopas com carne. as famosas sopas do espírito santo. que diga-se em abono da santidade são saborosas. também, não podíamos questionar os santinhos. uma espécie de cortesãos que - segundo certa hierarquia - davam azo a que não se tarbalhasse nos dias em que eram comemorados. em certos dias do ano, políticos e chefes religiosos uniam-se para se mostrarem ao povo. uma vezes essa amostra tinha lugar em paradas militares e comemorações tradicionais estatizadas. noutras os políticos eram convidados a integrarem-se em procissões e outras cenas. nunca faltavam. pudera, não só eram vistos na importância - uma espécie de cagança - pública como algum halo de santidade a rodear-lhes os crânios. livros decentes que puxassem pela cabeça estavam proibidos. havia uma lista de livros que a igreja condenava e logo o estado novo (assim se chamava a doce ditadura) apadrinhava. no entanto, e em abono da verdade, havia milhares de livros fáceis de requisitar. todos eles tinham aquela marca de vidas de santos. outros descreviam vidas e obras de grandes vultos nacionais e dos seus feitos. num desses livros lia-se a conversa de dom afonso henriques com deus antes de ir matar mouros. lembro-me de numa aula de história, um sacanina de um colega meu perguntar com qual dos deuses dom afonso era mais íntimo. o filho de puta do professor percebeu a esperteza dele e como resultado nunca mais o deixou passar. havia professores que antes de irem dar aulas passavam, muito cedo, pelos altares para beijarem os santinhos e o senhor exposto. coisa que eu nunca percebi. também me fodi ao questionar esse mistério que para mim era contraditório. então o deus do estado novo não estava exposto todos os dias e todos os lugares ocupava ? sendo ele imaterial, como era possível que naquele lugar especial estivesse ali à disposição de qualquer um? de facto, próximo do senhor exposto havia uma caixa das esmolas. seria por isso? é que naquele tempo para se assegurar o emprego era bom que se vivesse muito colado a deus. era uma espécie de seguro de saúde que se estendia até à reforma. no funcionalismo público, está-se mesmo a ver. naquele tempo, um desgraçado que se casasse só pelo civil levava o estigma de esterco. ninguém de bom senso se queria relacionar com ele. havia centenas de proscritos. ninguém falava de política. era perigoso. só se podia falar bem de salazar. a ignorância sobre a coisa pública era um dado adquirido. havia pobres como ratazanas. alguns passavam fome. no entanto, para debelar a miséria de alguns, certos burgueses permitiam às esposas (era assim que eram tratadas as legítimas) que escolhessem uma pobrezinha para as ajudar a passar o tempo. as bondosas senhoras se não estavam entretidas nos serões de são vicente de paula a tratar de assuntos de alto valor social, estavam a visitar os seus pobrezinhos a quem lhes levavam açucar e outros bens alimentares. essas bondosas, apesar de não possuirem cultura, falavam horas e horas sem parar. os seus esposos também se reuniam com os amigos em separado. no entanto, sem falar de política, passavam muitas horas em prolongadas deambulações machistas. esquecia-me de dizer que se podia ler o joaquim paço de arcos. em contrapartida o nosso eça era rigorosamente proibido. um dia procurei requisitar "o crime do padre amaro" e foi um levante com acusações e possível participação ao reitor. uma pessoa nascia (estou a descrever sempre naquele tempo, pois neste tempo e neste país a coisa é muito diferente...) a família levava-o ao padre. ainda não dizia papai e já lhe tinham metido nos cornos o nosso senhor em bébé e a sua estimada mãe que nunca lhe dava de mamar. enfiavam-lhe na catequese a ouvir baboseiras do deus dos judeus e dos que com ele falavam diariamente. a minha boa catequista até chegou a dizer que o moisés das águas tinha visto deus pai (o filho ainda não tinha nascido - apesar de ser deus também) de costas. depois havia aquela do crisma com bispo e tudo. não esquecer as missas dominicais e nos dias dos santinhos. fora isso havia as confissões. ah, a santa madre igreja também inventou a sagrada família que ia de casa em casa para as rezas domésticas sem sacerdote. no casamento lá estava o representante do deus dos judeus ocidentalizado a declarar que aquilo que deus unia o homem não podia desunir. o que era impossível materialmente. os homens não vivem escanchados permanentemente nas vaginas das companheiras. nem o senhor berlusconi com todo aquele tesão latino. só se pode traduzir pelo não se poder fugir do conjuge. e para abreviar a caracterização do português da ditadura (senão nunca mais acaba) até para se morrer tinha de haver padre para controlar alguma má boca. a sociedade portuguesa vivia numa espécie de jardim zoológico. por estranho que pareça, através de algumas ranhuras do sistema, certo pensamento libertário foi tomando lugar nas universidades e locais onde se ajuntava uma certa classe de operariado. nesse grupo minoritário a tendência maioritária era o comunismo que estava em voga. os intelectuais burgueses, como mário soares, por exemplo, também embarcavam nas teoria da luta de classes. coitadinhos, não faziam a mínima ideia do que aquilo era. barriga cheia, dinheiro no bolso, ai que pena temos dos pobrezinhos. ora passa-me a charuteira que eu sempre que bebo conhaque inclino-me para o charuto. já o karl marx era assim. também fodia com a criada a quem não pagava os honorários. até lhe fez um filho macho a que chamou frederico nome do padrinho a quem chulava. refiro engels, como é evidente. os teóricos não passam de uns bons filhos do deus da irmã lúcia. ora - quem me manda a mim querer ser historiador esta redação está péssima - o que deu cabo do reino cristão do salazar e do cerejeira foi a guerra de áfrica onde explorávamos os pretos. não podia durar sempre! substituir esse regime, por um muito melhor, foi e é tarefa de uns tantos que infelizmente se transformaram nuns tansos incapazes. o salazarismo tirou-nos toda a capacidade de crescermos como povo soberano, por isso temos de começar tudo de novo. o pior é que por termos aderido à união europeia nos transformámos num povo colonizado. essa será a nossa próxima luta. a luta contra os que nos colonizam e os que - cá dentro - são os seus colaboracionistas. apesar de nos atolarmos dia após dia, ainda há quem queira continuar europeu. sair da zona do euro levarnos-ia a uma guerra civil e a uma perda de património. por outro lado a economia assentava no real e na fominha. resumindo por um lado a miséria do costume, por outro estamos fodidos. pior do que isto só ser enrabado pelo marquês de pombal, o mesmo que foi de propósito ao porto enforcar vinicultores que lhe desobedeciam. avé! avé! irmã lúcia, se quiseres ser santa do primeiro escalão vê se fazes um milagre. salvai portugal da fome e da guerra civil , desta esquerda e desta direita.







mmb

quinta-feira, 30 de junho de 2011

crime e criminosos à solta são uma benção

( este personagem é e. bernstein. em termos políticos faz lembrar alguns políticos cá do burgo. estudem-no e verão as parecenças...)






andei, andei, andei e só agora é que me apercebi onde estou metido. vamos por partes para me fazer explicar. eu sei, eu sei que há muita gente inteligente mas , não desfazendo, a maioria dos portugueses é acidentalmente estúpida. é essa a razão por que o eleitor vota em democracia elegendo sempre - e sem excepções - os mesmos comilões. voltemos um tudo nada a minha avó. dizia ela: onde há dinheiro há ladrão. de facto, com o andar do tempo fui dando razão à sua visão. porém, hoje, não penso da mesma maneira. explico: onde há dinheiro há ladrão é um facto. melhor esse ladrão antigo deixava sempre algum por levar para as despesas domésticas das vítimas. tratava-se do ladrão clássico. o bom ladrão, apelando à boa vontade dos cristãos para melhor o compreender. e agora? agora, meus caros, os ladrões modernos não deixam nada para trás. levam tudo e só deixam grandes buracos que na linguagem de alguns cúmplices toma o nome de derrapagens. quando sócrates se apercebeu que já não havia dinheiro nem para andar de charrete nem para as flores dos enfeites palacianos, arquitectou mais um plano para a pedincha. o plano foi chumbado pelos companheiros de escritório. resultado, nesta situação - a não autorização para passar o pec4 - já nem havia dinheiro para pagar os ordenados da malta. e agora, senhora de fátima e padre cruz? e agora? agora que roubaram todo o dinheiro e o ouro que havia não vamos perseguir quem o fez. e porquê? porra, entonces não se está a ver onde isso ia parar! muitos dos nossos iam dentro! os três da vida airada (ps,psd e cds) uniram-se em esforços para pedir mais dinheiro mesmo antes das eleições. antes das eleições por que sabem que os estúpidos votam sempre neles. fartos de saberem que portugal estava falido e que só sobreviveria com ajuda externa, os três cúmplices alinhavaram um plano de sobrevivência. não do país, mas deles e das suas clientelas. apesar de serem compadres, nem sempre foram correctos uns com os outros. ainda não há muito tempo o cds chumbou o nobre do passos e muito antes disso o ps não disse tudo acerca de alguns roubos vulgo derrapagens. isso colocou passos sem um chavo. e este sem dinheiro fez como fazem as putas e os judas: vendeu-se. como? ainda há três meses dizia o comerciante, perdão economista passos que não mexeria no subsídio do pai natal. e não é que ele acaba, hoje, de me tirar o pouco apetite que ainda tenho. fodeu-me - para já - o natal em família. fodeu-me e a mais de três milhões de portugueses (1). e disse ele. não ficaremos por aqui. preparem-se para mais uns sacrifícios. ó passos, e o bacalhau da consoada? penso que se conseguisse perguntar-lhe isso ele me responderia assim: lê o correio da manhã e assiste aos programas televisivos. diverte-te. assim, da parte da manhã ficas a saber que nunca houve tantos assaltos e tanta violência contra os velhos que são diária e barbaramente espancados. velhas com oitenta anos apanhadas sozinhas em casa são sistematicamente violadas e depois roubadas. (acho que as velhas inglesas estão a pensar mudar-se para cá, tal é a fama do tesão dos portugueses). bom, andam milhares de criminosos à solta actuando nas barbas das autoridades e os governos não actuam porque lhes cconvém. o crime entretém as massas. os pormenores escabrosos saceiam a avidez macabra dos lusitanos. os programas das três marias da parte da manhã são a exploração do que fizeram ontem os criminosos nas vítimas que se expõem para gáudio da malta que por acaso não trabalha. os imperadores romanos descobriram que mandando os cristãos aos leões divertia a malta que já naquele tempo odiava o trabalho. e pronto, aquilo é que foi o aumento da caça aos convertidos. era tanta a alegria daquela gente a ver cristãos retalhados que só séculos mais tarde houve uma coisa parecida. estou a referir-me aos campos de concentracção alemães. não há outra explicação para tanta paralização na actuação das forças da ordem. que segundo se diz estão preparadíssimas. ah, devem estar preparadas mas é para bater na malta que se manifestar contra as medidas governamentais. sócrates - o português - prometeu 150.000 empregos. votaram nele. afinal era desempregos. enganou-se. passos? por aquilo que ele disse hoje, fiquei a saber que mentiu. fica muito feio mentir. quem mente deve levar com pimenta na boca. o pior é que conheci muito filho de puta que de tanta pimenta lhe puseram pela goela que hoje a não dispensa. um deles, ainda o outro dia, o vi papar uma travessa com polvo guizado em vinho de cheiro e muito bem temperado com pimenta malagueta. malandro!





(1) - os restantes 2.500.000 já estavam fodidos.





mmb