terça-feira, 20 de julho de 2010

O QUERIDO SENHOR PADRE

O Arcebispo muda o pe. Lopes. Elas e eles histéricos revoltam-se. Uma fiel paroquiana ameaça ir fazer queixa ao Padre Santo que vive em Roma. Querem o padre no seu lugar. Aí é que ele faz falta. Eu que até nem sequer sou ateu - são coisas de humanos - fico parvo. Sim, sou demasiado ignorante para poder perceber o fenómeno em Portugal. Este é o meu país em pleno século XXI. Depois de uma revolução ou espécie que correu com um grupo poderoso que ao longo de quase 50 anos escravizou, estupidificou e paganizou um povo ingénuo verificar-se uma cena destas dá para pensar. Melhor, chorar. Para que serviu os milhões gastos na cultura e na educação? Para nada! Ninguém é culpado. Os fascistas ou espécie não são culpados. Contra a natureza nada a fazer. Melhor, provocar o aborto. Para quê se ele aí está em toda a força. Oh, como eu gostaria de ser pagão para poder gritar pelo meu padre. Ámen!

mmb

sexta-feira, 2 de julho de 2010

QUEIROZ: CULPADO! ENFORQUEM-NO!


Interrompo este período de férias ad mortem para denunciar o seguinte:
foi encontrado o culpado de todas as nossas desgraças.
Eduardo - o mamífero voador - defende à primeira o tiro do espanhol. Na recarga, a bola quase batia na barra transversal. Foram dois centímetros e sete milímetros de barra alta. Golo da Espanha. O tempo corre e Portugal não recupera. A bola escorrega entre as pernas do Ronaldo e foge do bota-golo. Cris vai para ali! Carlos, assim não ganhamos! Perdemos. Cento e dois comentadores acusam Queiroz de não saber nada de futebol. O professor tem tudo apontado. Recebe relatórios dos médicos, dos massagistas sobre o estado dos jogadores. Actua cientificamente. Não serve!
A minha opinião que também sou treinador de sofá, eis as razões por que perdemos:
1 - porque razão não foram em peregrinação a Fátima antes de partirem para África?;
2 - porque razão não ensinaram o Ronaldo a cantar o Hino Nacional?;
3 - porque razão Carlos Queiroz não mandou medir a altura da barra?;
4 - porque razão não houve vinho tinto em profusão nas refeições dos heróis?;
5 - porque razão não houve acompanhantes de luxo para os jogadores descarregarem o potencial
sexual acumulado pelo retiro impensável no século XIX?;
6 - porque razão os jogadores não votaram secretamente a formação da equipa?

Resumindo: foram apenas dois centímetros e sete milímetros que transformaram o panorama desportivo num desastre nacional. Levem Queiroz à barra do tribunal. Aproveitem agora que a Casa Pia está no fim.
mmb

sábado, 26 de junho de 2010

FÉRIAS GRANDES -

Os colaboradores deste bloco entraram em rota de colisão com os antigos meses de férias escolares.
mmb

terça-feira, 15 de junho de 2010

JOANA TELLES A VERDADEIRA PORTUGUESA BONITA





Carta Aberta a Joana Telles
Minha muito querida figura pública
Estava eu a ver o meu rico dinheirinho a voar lá pela África do Sul -SIC nesta tarde de Junho - quando irritado pela prestação de serviço dos "heróis" nacionais resolvi fugir daqueles emplastros visuais misto de portugueses e brasileiros rectificados que são uma espécie de selecção de enchidos que fazem desporto com uma bola que tem levado milhões de euros do bolso dos coitadinhos - ditos contribuintes - sem retorno. De acordo com os mais altos representantes do povo , a gente deve pagar por aquilo.
Eu sei que a querida trabalha para a RTP. Esta inclemência também é paga pelos impostos do Zé das Couves - dito Zé Povinho . Tudo bem! Confesso que a sua simpatia justifica a minha parte do que me tiram da minha mensalidade. Para além da simpatia há o lado profissional que muito agrada a toda a gente. "Conhecia-a" no programa do Malato. Bom programa atado a uma componente lúdico-pedagógica que permitia dizer-se dele de alguma utilidade. Os concorrentes perdedores depois de expulsos pela sua má prestação iam ter consigo para justificarem o desaire. Naqueles momentos - de pouca duração - a Joana transformava-os (intervalo esta crónica, pois um herói despacha a bola para bem longe das redes adversárias), bem, dizia que naqueles poucos segundos a Joana fazia deles uma peça interessante e agradável. Quando o Malato entrava consigo, você muda que nem a cabeça da Nefertiti, com um gesto simples respondia - não sei o quê - o que dava um certo toque de tempero ao programa. Espero vê-la noutros temas e isto porquê? É que estou farto de ver personalidades televisivas travestidas de estrangeirismos ocos que nos tomam as noites permitindo esgares de tédio. Ao menos a sua alegria e beleza - bem portuguesa por sinal - sem apetrechos implantados nem plástica falsificada vem renovar o velho plantel já gasto de "artistas" da pantalha.
mmb

domingo, 13 de junho de 2010

O PROBLEMA DOS CANDIDATOS PRESIDENCIAIS E OUTRAS IDEIAS DO PROFESSOR ERNÂNI LOPES






1) Se eu fosse uma pessoa conhecida e da área da direita faria o seguinte para ganhar votos se me candidatasse à Presidência da República: entrava numa marcha de Santo António. Há excepções. Nada de Cavaco Silva, pois este não se coaduna com o movimento das marchas e dos seus passinhos. Deve ser a única excepção. Marcelo tem pinta de popular. Homem bem disposto de palavra fácil, era vê-lo a acenar às massas - de maioria laranja - e a retribuir os gritos e vivas da populaça. Estava feita a aproximação entre o putativo grande chefe e o povo. Ganharia a corrida presidencial. As televisões - que só dão futebol - passariam horas a reproduzir o feito, após o que chamariam ao palanque todos os comentadores disponíveis e com emprego a prazo. Outro cavalheiro que ganharia em entrar numa marcha seria Paulo Portas. Sabe estar em qualquer sítio. Sabe falar com o povinho e nunca se porta - passe a palavra - mal em nenhuma circunstância. É um cavaleiro medieval.

2) Assisti ao Plano Inclinado, onde pontificou o Prof. Ernâni Lopes. Antes de tentar reproduzir o pensamento do antigo ministro das Finanças, devo dizer em afirmação que até hoje nunca vi nenhuma figura pública que melhor vestisse um fato completo. Dito isto, passemos à parte em que o Professor aponta para refazer o processso económico nacional. Disse e disse muito bem que é preciso reeducar o povo. Que os pais digam aos filhos que eles devem portar-se como cavalheiros éticos. Que não devem copiar o Chico Esperto que se tem governado até aqui muito bem. Bem até de mais. O professor é chic demais para perceber que a sardinha só muitos milhares - ou milhões de anos - atrás talvez fosse chicharro. Era bonito que fosse como o distinto académico deseja. A antiga Lei de Bases do Ensino aponta utopicamente para tal objectivo. Não se conseguiu dar um passo em frente porque os que deviam veicular as ideis lá contidas... calcule o que eu queria escrever e que nem vale a pena continuar.

Nota. Vou reproduzir um trecho de Breve História do Tempo de Stephen Hawking (1). Se calhar até nem isso deverá responder à questão. Mas como quero acabar este escrito como de costume - sem cabeça - aqui vai: " A única resposta que posso dar tem por base o princípio da selecção natural de Darwin. A ideia consiste em que em qualquer população de organismos auto-reprodutores, haverá flutuações genéticas de geração em geração e na mesma geração. Estas variações significam também que alguns indivíduos são mais capazes do que outros para tirarem as conclusões certas sobre o mundo que os rodeia e para agirem de acordo com elas. Estes indivíduos terão mais hipóteses de sobreviver e de se reproduzirem; deste modo, o seu padrão de comportamento e pensamento virá a ser dominante..."

mmb

(1) Ed. Gradiva-6ª edição

pág. 22

sábado, 12 de junho de 2010

PORTUGAL E AS IDEIAS LIVRES






Se os açorianos tivessem copiado os nortenhos que desfraldaram bandeiras espanholas por se sentirem prejudicados, muito "naturalmente" o Governo Central teria enviado tropas especiais para o território autónomo a fim de prender os reaccionáios responsáveis por tal despautério. Penso que colocar símbolos hispânicos não é nem será objectivo do povo açoriano visto que daí - incluindo o Portugal hispânico - só têm chegado impostos, saques, estrangulamento económico, orientações de ordem política e religiosa, e todo o tipo de impedimento a uma assunção autêntica de personalismo regional. A interpretar tal aspecto de política centralista, apreciámos a atitude de Cavaco Silva aquando da "reformulação" do Estatuto Político e Administrativo da Região Autónoma dos Açores votado pelas duas Câmaras legislativas que ia um pouco mais além do garrote com que arrolam os nativos. O homem foi aos arames de tal modo que interrompeu as suas férias para vir denunciar o lesa pátria - a Lisboa. Tomando à letra os desmandos libertadores do século XXI, a cena foi o bastante caricata o que permitiria vir a ser projectada nos palcos do defunto Parque Mayer, para entretenimento e riso da populaça. Depois, não satisfeitos com o desfraldar as bandeiras dos irmãos, os portugueses questionados sobre se não se importavam de ser espanhóis, os inqueristas perceberam que 27% deles (portugueses) optariam por mudarem de nacionalidade. Talvez, até sem a vuvuzela para festejarem o salto. Mas Portugal é assim mesmo, isto é, encontramos na História toda a resposta para os tipos de alteração a que nos sujeitam os tempos difíceis. O que nos salvou - no dizer do Homem da Tanga - foi a integração na Europa. Pois, pois! Se voltarmos ao escudo e a Espanha às pesetas uma coisa será certa: a União Ibérica estará para durar até que nova teta se nos proporcione ser outra vez autênticos. As ideias não são comuns entre nós. Somos assim. É a tradição. E se esta não contempla as nossas aspirações, nada como criá-la.

mmb

quarta-feira, 9 de junho de 2010

PORTUGAL TEM DIAS






O 10 de Junho é um dos tais.
Chamava-se no então salazarismo o Dia da Raça. E que raça!!!!!!! O ex-ministro Ângelo Correia disse o que eu costumo dizer mais claramente dito: os portugueses são mestiços. Disse o clarividente que os portugueses são uma mistura de todas as raças - só existe uma única raça humana que eu saiba e confirmado pelo Claude Levi-Strauss - e mais alguma. De acordo. Os portugueses vestidos de árabes são tão escuros quanto eles. Há excepções, por exemplo, os meus avós maternos não deviam ter muitos cruzamentos desse género. Quanto aos outros já não posso clarear lá muito. Sei, por exemplo, que meu avô - o outro - se cruzou com criadas. Se isso dá mestiçagem, não sei. Perguntem ao preclaro. Quis o bom ex recordar que a coisa da raça já era.
(Já volto. Vou à bica.)
Recomeço sem ter de ler o que atrás escrevi.
Olha, nas estações de têvê dizem que há cinquenta homicídios por dia na África do Sul e rematam a boca com setecentos assaltos também por dia. Bem, quem os manda ir jogar para tão longe! Não tenho nada a ver com isso? Tenho sim, assaltaram-me na minha rica reforma para estarem a gastar o fruto do roubo na pândega. Sacanas!
Um dia, no bastante passado, li uns textos referentes a portugueses e escritos por ingleses. Diziam os irmãos Buller que nós éramos sujos, escuros e atrasados. As nossas mulheres eram belas mas pró-preto. Um outro, mais filho de puta que aqueles, escrevera que estávamos muito próximo da irracionalidade, Veio-me à ideia uma entrevista que uma moça - creio chamar-se Catarina Furtado - que faz anúncios televisivos e lá de vez em quando é atriz. Disse ela que não sabia por que os ingleses quando a contratavam para representar só lhe davam papéis de cigana. A moça é bonita e mete no chinelo a maior parte das bifas. É a tal mestiçagem de que falava o ilustre Correia. Bom, o Dia da Raça foi-se por motivos patetas e passou a designar-se por Dia das Comunidades. Mudaram o nome mas a cor mantém-se. Este dia/data serve para medalhar todos aqueles que se destinguiram de acordo com a ralé que tomou conta da ex-Nação - hoje Estado Europeu de Oeste. Eu sei, eu sei que já cá estão para mamar alguns de Leste o que nos prejudica(?) imenso. Há uma coisa que eu não digo em voz muito alta o que é que eu sou. Porra, de um dia para o outro, os miguelistas limparam o cebo aos liberais e vice-versa, no século XIX. No século XX os monárquicos foram cilindrados pelos republicanos e houve pouca vice-versa. Depois, vieram os maiotes (do 28 de Maio) e começaram na limpeza dos atrás mencionados. E ainda no mesmo século - mas mais para o fim - uns renascidos jacobinos chegaram a roupa ao pêlo aos atrás também citados. Ora dizia eu, a quem me devo anunciar e como? Isto é, será que corro o risco de ao defenir-me ser castigado? É que agora com a minha nacionalidade na mão de uma corja que não reconhece marcas de território fico nervoso se disser em voz alta o que sou. Tantos anos labutaram os proprietários dos cães de fila para certificarem os seus animais para de repente deixarem os cães de pertencer à sua própria raça. E não é que alguns dizem-se europeus da Europa e quase se esquecem de ser portugueses. Faz-me lembrar quando Dom Carlos viajando no seu iate lá para os lados do Norte vislumbrou uns pescadores na faina. Ao chegar perto deles perguntou-lhes se eram portugueses . Responderam os mareantes que isso eles não sabiam, o que tinham a certeza é de que eram da Póvoa de Varzim. "Meu rico senhor", ajuntaram. O meu caso - para já é o que me interessa - é simples: sou açoriano, português e europeu. Mas tenho a resposta preparada tal qual a malta da Póvoa. "Meus ricos senhores, quem sois vós?" Isto para dar a resposta que queiram ouvir.
Sim, Dia da Raça! Pois, por mais misturas que façamos ajudados pelos auxiliares falos e cloacas somos nós próprios. Escuros, barrela, pretos, branco-tijolo, acastanhados, avermelhados - pelo tinto, claro - amulatados, etc.
Entonces, engenheiro Ângelo, que tal o Dia da Mulata? Haverá no mundo algum povo que as fez tão bonitas como nós? Fomos os primeiros! Nada de dúvidas, já o Padre António Vieira o confirmara aos companheiros de masmorra.

mmb