sábado, 10 de agosto de 2019
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
INDEMNIZAR OS DESCENDENTES DO ESCLAVAGISMO PORTUGUÊS PARA QUE SE FAÇA JUSTIÇA
O que se passou no Bairro Jamaica é só uma pequena amostra do que poderá seguir-se. Está na altura de Portugal limpar a sua má imagem indemnizando a comunidade africana que vive entre nós como deve ser e que ainda nos dias de hoje é vítima de racismo. Esta comunidade descende dos que foram vítimas do comércio de escravos por nós perpetuado. Das riquezas criadas pelos seus avós escravos herdam nos dias de hoje perseguições e misérias. Ficam confinados a bairros sociais que mais não são do que guetos de má memória. A maioria dos africanos não tem objetivos de futuro. Resta-lhes levar o Estado Português a tribunal. Têm direitos que lhes foram roubados. Têm de ser ressarcidos. Portugal podia dar início a um plano universal que abrangesse os vários países que os exploraram desumanamente. O programa da RTP1 que ontem vimos sobre a escravidão a que foram sujeitos milhões de famílias africanas é bem claro quanto ao comércio de seres humanos realizado por muitos países europeus e americanos. Os crimes já prescreveram é certo. O nosso Código Penal é disso uma certeza. Porém, o Código Civil pode permitir uma ação civel a favor deles. A nossa dívida não prescreve. Devíamos começar por uma política de apoio na formação dos africanos, permitindo-lhes o estudo gratuito e subsidiado pessoalmente desde os infantários até à universidade. Um programa habitacional familiar prioritário integrativo social e urgente. A partir destes primeiros passos, a cor negra vai tornar-se um dado positivo em vez do que se tem passado descaradamente à luz do dia. Basta pensar um pouco e fazer contas. Sai mais barato fazer o que aqui se propõe do que começarmos uma guerra que à partida nos vai sair muitíssimo mais cara. Protestos em crescendo podem tornar-se num tsunami. Podem alastrar como uma epidemia. Já repararam que a própria neta da Isabel II é africana. Imaginemos o que seria se um dia ela abrir a boca a favor dos seus. Isso não iria fazer com que puséssemos as barbas de molho. (1) Uma pequena romaria pode de um momento para o outro transformar-se numa catedral de acolhimento. O poder político e as suas polícias são muito fortes. Porém a história diz que, de repente, podem ser também tão fracos. Novos mundos ao mundo seus papalvos! É a nossa vez de sermos os modernos éticos.
(1) - A sua falecida sogra, princesa Diana, não travou com êxito uma luta contra as minas terrestres? Aquela gente é muito sensível quando se trata de justiça e de pobres... Uma boca dela pode fazer muitos estragos. Já leram o Equador do MST?
(1) - A sua falecida sogra, princesa Diana, não travou com êxito uma luta contra as minas terrestres? Aquela gente é muito sensível quando se trata de justiça e de pobres... Uma boca dela pode fazer muitos estragos. Já leram o Equador do MST?
domingo, 20 de janeiro de 2019
O QUE É QUE QUER MAIS ESTA DIREITA CRISTÃ PORTUGUESA? UM BISPO OU UMA SANTA?
A direita portuguesa e cristã, temente a Deus e defensora dos Mandamentos judaicos, mais tarde cristianizados, encontrou no CDS o seu representante político ideal. É preciso dizer que o CDS sempre foi um partido político com muita personalidade. Enfrentou com dignidade e destemor a violência física de alguns partidos marxistas que surgiram como moscas após o 25 de Abril de 74 . Altura em que a maioria dos portugueses endoidou afirmando-se e assumindo-se como esquerdista e extremista do mesmo lado. Boicotaram-lhe os comícios, perseguiram os seus militantes. O MRPP, por exemplo, foi um dos que mais fez por isso. Quando a festa da violência política terminou (muito contribuiu para esse fim a Carta dos Nove de Melo Antunes, Vasco Lourenço e outros que não lembro o nome) a direita de que estamos a falar apareceu muito sofrida nas urnas. Mas foi-se aguentando. Freitas do Amaral, Lucas Pires e outras celebridades enfeitaram a liderança de um partido que cresceu até onde podia. E pôde pouco. Coisa estranha num povo de peregrinos e de romeiros... Na década de oitenta quase se extinguiu com Adriano Moreira ao leme. Salvou-se com o aparecimento de gente nova como timoneira. Casos de Manuel Monteiro e Paulo Portas. Este último, homem inteligente e combativo, catapultou o partido - de inspiração cristã - para um patamar jamais atingido, tornando-o na terceira força política com assento parlamentar. Na prática, o CDS nunca foi um partido que se distinguisse muito a favor das classes desfavorecidas. Enquanto a esquerda tem o Diabo no corpo, a direita centrista tem Deus no corpo. Isto quer dizer o seguinte: para não irmos muito longe para explicar basta que recordemos a lei de sua iniciativa que despejou os pobres e desfavorecidos de suas (arrendadas) habitações, não dando hipóteses a que fossem ressarcidos na medida exata do prejuízo sofrido. Eh pá, mas beneficiou os pobres senhorios... Também se associou ao inferno social do desemprego que vitimou centenas de milhar de famílias empurrando-as para o estrangeiro. Ação dirigida por Passos Coelho. Calma que nem tudo é mau da parte do CDS. Hoje, este partido está numa de cair bem na alma nacional. Faz lembrar aquele espírito que surgiu no tempo do Estado Novo e que rezava assim: "é com certeza uma casa portuguesa, pão e vinho sobre a mesa..." Ora o CDS não teme o rótulo de ridículo quando os seus gurus se põem a defender teses de sobrelotação do planeta, por exemplo. Bem, mas vamos ao que interessa. O CDS apresenta-se ao eleitorado com uma liderança do género feminino. Assunção Cristas dá a cara por tudo que o partido foi e é. É uma mulher simpática e atenta ao politicamente correto. Assim que algum dos seus põe a pata na poça ela corre de imediato com ele. Na sua ação de captação de votos (não vai às feiras como o Paulinho por não ser ainda muito seguro) é vê-la vestida de bata branca a descascar frangos, a carregar blocos de cimento (de luvas), a apagar incêndios com a sua verve acutilante, a vestir calças de ganga e botas ao visitar bairros sociais, a beber água e não uísque como os homens, ao contrário de Marcelo Rebelo de Sousa não iria ao Brasil à tomada de posse de Bolsonaro... é vê-la de avental... calma que a coisa é séria. No Programa da Cristina (Ferreira), agora nas manhãs da SIC, vimo-la em a Sagrada Família CDS. A santa Assunção a cozinhar um atum depois de ter cortado cebola e alhos. A santa Assunção na mesa com o marido e a linda filha (esperta a miúda. Sai à mãe). O marido, o dr. Tiago, sentado à mesa à espera de ser servido. Tudo nos conforme. Cada um no seu lugar. Mulher, a fada do lar, ao fogão, marido sentado à espera da paparoca. Cristina que faz tudo para ganhar ao Goucha os mirones geriátricos anda a abrir a estação aos políticos. Com Marcelo chorou, com Cristas riu (mulheres!). Quem vai seguir-se? Diogo Feio, especialista no Cozido à Portuguesa? Pedro Mota Soares o maratonista cristão que está sempre a correr de um lado para o outro e que foi um bondoso ministro da Segurança Social no tempo do senhor Passos Coelho? Como as eleições estão aqui estão à porta, é de crer que vamos ter as manhãs da Cristina transformadas em sede de campanha política. Dizem que os políticos já fazem fila para irem cozinhar coisas em que são especialistas acompanhados pelos gritinhos e sorrisos da loira mais conhecida do país. Não se sabe quem é que deu o tiro na muche, se a Cristina ou se Assunção. O certo é que Assunção conquistou muitos corações, ah, mas Cristina alterou e muito os níveis de audiência. Todos a ganhar. Não é uma estação de raiz privada? É! Então, a direita tem todo o direito de lá se intrometer. Espero que a estação do Estado convide líderes de esquerda para apresentarem os seus cozinhados. Isto para equilibrar as coisas. Para que haja justiça na pantalha. António Costa: frango à nepalense; Carlos César: morcela com ananás; Jerónimo de Sousa: carapau a dividir; Catarina Martins: queques de bacalhau. A informação sobre estes pratos foi-nos cedidos pelos "serviços secretos" que voltaram em forma ao trabalho. Bem, e o CDS? Já me esquecia. É assim, acho que Assunção Cristas dentro da direita da direita (que não extrema-direita, que não à le Pen) está a recolocar a faixa ideológica centrista no papel de equalizador da direita não já como bengala de outrem mas com direitos adquiridos..., pela simpatia da senhora dona Assunção Cristas que Deus a guarde por bem e por muitos anos. Assim sendo, o CDS cristão não precisará de bispo para cativar os fiéis daquele bocadinho do Centro porque já tem uma santa no altar. E que rico petisco foi aquele atum desenrasca. Para quem o papou, está claro!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
O PSD DE MONTENEGRO CHEIRA A PAPEL RASGADO (1)
Aquela família era tão unida tão unida que dava gosto em vê-los, mas mal morreu a rica também velha Dona Vanda (2), nunca mais houve sossego e harmonia entre os seus membros. Cunhadas e concunhadas , cunhados e concunhados que eram tão amigos e que até se davam como irmãos esgatanharam-se por causa de jóias, ações, terrenos urbanizados, sete contas bancárias, trinta e sete apartamentos urbanos e, finalmente, cento e setenta hectares de terreno à beira-mar. Para além de olhos negros e escoriações e de terem cortado relações a coisa passou para os advogados. Que à parte o seu regozijo são agora as barras dos tribunais quem lhes vai tratar da saúde financeira. O PSD depois de ter espoliado grande parte da classe média julgou que a coisa continuaria. Infelizmente para aquele partido surgiu a chamada Geringonça. A Geringonça é como a morte da rica Dona Vanda. O PSD olhou para si e viu-se com uma herança enorme. É preciso não esquecer que mesmo depois de ter esmifrado a pobre classe média recebeu fortes aplausos do eleitorado tendo sido votado como o partido mais votado. Não vou discutir aqui a questão de serem os pobres portugueses inteligentes ou não. Guardo esta questão para mim... O que vou aqui discutir é apenas como contribuinte. Gostar de um partido ou de dois ao mesmo tempo, isso é comigo. Até de três, também não me incomoda. Estou pagando obrigado a sua existência. Digo isto porque gosto mais de anarquistas do que militantes partidários. Uns fanáticos! Os partidos portugueses são sustentados indiretamente pelos contribuintes. Quer estes sejam monárquicos, comunistas, centristas, conservadores, catequistas, etc, têm é de pagar para aquele regabofe. De outra maneira chupamos com uma ditadura, o que a meu ver não é saudável. A má imagem dos partidos arrasta consigo a fotografia do País pelo mundo inteiro. Os partidos - que infelizmente foram vítimas do mau comportamento dos seus responsáveis, na medida em que abraçaram a causa da corrupção e do enriquecimento ilícito - deviam tornar transparentes os negócios do Estado, uma vez que são eles mesmo quem precisamente tem o poder para os regular com idoneidade. Não é isso que tem acontecido. O senhor Montenegro quer empurrar Rui Rio da liderança do PSD. Acho bem e mal. Estou-me nas tintas. Mas por favor apresentem um programa com propostas que relancem o Estado Português para um patamar onde nos possamos sentir seguros, honrados, validados, protegidos, o menos explorados possível. Viver aqui neste País é bom! Querem construir um Estado Democrático ou estão apenas a querer geri-lo? Será que a luta não é pelo bem do Estado e dos cidadãos mas sim pelo que o Estado lhes (os protegidos da democracia) possa conceder?
(1) - Ditos ouvidos lá para os lados da Caloura.
(2) - Nome fictício.
(1) - Ditos ouvidos lá para os lados da Caloura.
(2) - Nome fictício.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
DA GERINGONÇA À TRAQUITANA
Os artigos dirigidos a este blogue passarão a ser publicados em
www.maismeio.blogspot.com
www.pressportugal.blogspot.com vai entrar num período de reflexão... sugerido pelo filósofo de Arroios, um leitor desde a primeira hora e muito crítico antes disso...
Gente de direita, (portuguesa, coisa diferente das direitas europeias) inspirada pela pesporrência lexical do prof. Vasco Pulido Valente, começou a denominar de geringonça a aliança entre os três ex-grandes "inimigos políticos"; socialistas, comunistas e bloquistas: velhos experientes uns, frescos nas contendas outros, em lutas contra a direita. O advogado António Costa geriu a geringonça à semelhança de países mais "civilizados", cuja experiência colocava acima de tudo os legítimos e altos interesses da pátria (deles). Estou a pensar na Dinamarca, na Suécia, Noruega e mais recentemente a Alemanha. António Costa movimentou-se cá por casa de tal modo que se tornou num modelo de novel nacionalista. Procurou assentar a sua base de apoio numa maioria. A maioria dos "pobres" portugueses. Uma espécie rara na União Europeia, onde tudo o que possuem está endividado, penhorado ou em vias disso. Costa procurou mantê-los conscientes de que o seu modelo de distribuição de riqueza era o melhor tendo em conta o passado recente e as perspetivas do futuro. Deu-lhes essa ilusão. A ilusão que precisavam ao contrário da miséria de sonho da traquitana (1) onde viajavam em comunhão de adquiridos o PSD e o CDS. Todos ainda temos em memória fresca o gosto salivar do que foi a saída dos que ficaram sem emprego. Saíram com a mala de cartão. Dizem que foram para o estrangeiro cerca de 400.000. Quando eram governo, tanto Passos Coelho quanto Paulo Portas - por terem atrás de si a força monetária da Troika - estiveram sempre sólidos. Até pareciam verdadeiros governantes, não desfazendo, claro está. Costa, através de uma urdida e bem sucedida planificação parlamentar, foi desfazendo a boa imagem que a coligação de direita construiu perante o seu próprio eleitorado. Quanto mais CDS e PSD estejam unidos ou cada um por si o certo é que os ataques que fazem ao PS e a Costa se transformam em cimento armado que é atirado contra o muro meio esfarelado que dá pelo nome de geringonça. Costa - penso eu - já está a gostar muitíssimo de ser criticado. Parece que é um favor que lhe fazem. Veja-se, por exemplo, o que aconteceu com o roubo de armas em Tancos. Contado por miúdos, saem fortalecidos tanto o Governo quanto a Polícia Judiciária. É assim, sim senhor. Quanto mais lume a traquitana (PSD E CDS, juntos ou em separado) ateia contra Costa e Associados, mais simpáticos ficam vistos pela opinião pública. A PJ fica mais forte em todos os sentidos, o Ministério Público afastou a poderosa PJM e indiretamente o primeiro-ministro António Costa é hoje o mais impoluto político nacional pois tudo que pertence ao circulo da Justiça é com ela que deve ser tratado . Diz ele: nada de misturas. O que é da Justiça é do Carlos Alexandre, perdão é dos Tribunais. A traquitana está a rolar estrada fora mas a desfazer-se. Dentro dela Rui Rio e Assunção Cristas andam aos saltos mal as rodas da sua carroça passam por cima de um calhau. Cristas está afónica ou então fala para surdos. Entretanto, Rui Rio está a ficar muito pouco comunicativo. Então, desde que Bruno de Carvalho se tornou uma verdadeira star, Rio praticamente desapareceu ou foi ofuscado. Quem tem surgido, menos desengonçado, é o advogado Pedro Santana Lopes. Aquilo é que é, sim senhor, ainda não captou um único voto para o seu Aliança e já bota figura. Querem ver que ele vai arrumar com os laranjas e roubar votos aos inimigos dos inquilinos pobres?
Adeus meu povo! Vou saltar de blogue. Beijos e abraços àqueles que perderam o seu tempo com estas linhas ou outras do mesmo autor.
(1) - Carro desconjuntado de quatro rodas para duas pessoas.
sexta-feira, 30 de novembro de 2018
A ESQUERDA EMBALSAMADA
Olhemos para o estado dos embalsamados que se encontram na sala dos "Passos Perdidos" da nossa Assembleia da República ou salão de espera. Em qualquer casa que se preze, quer seja de origem burguesa ou fidalga existe sempre uma sala ou salão de espera. Geralmente o novo-rico, o burguês de raiz e o fidalgo expõem o que de melhor na arte (pinturas valiosas, por exemplo) conseguiram, conforme os casos, comprar ou herdar . Façam um pequeno esforço mental e imaginem os passos perdidos da casa do senhor Joe Berardo. Embora tenha comprado obras de arte ao quilo, o facto é que teve dedo e sorte nas suas compras. Aquilo eram Picasso, Lichtenstein, etc. Quer dizer, que apesar de um certo desfazamento entre o intelecto do proprietário e a linguagem da arte, o que é certo é que o senhor Berardo contribuiu, em muito, para a reconstrução do Portugal cultural, nascido do 25 de Abril de 1974. Há males que vêm por bem, como dizia o outro. Com esta atual esquerda (herdeira da que nasceu com a restauração da democracia que sobreviveu entre 5 de outubro de 1910 até 28 de maio de 1926 em que parece que se votava livremente para se escolher os representantes do poveco) passa-se a mesma coisa. Karl Marx, Lenine e outros "pensadores humanistas" empestaram o mundo com receitas genocidas (as suas teorias implicavam a morte e destruição de uma classe social por outra. Isto é, não deixar ninguém vivo (proprietário, burguês, fidalgo). Bem, também há aqueles pensadores anticomunistas que alinham com diretrizes genocidas. Quer dizer, bombardeiam cidades matando aos milhares dos seus habitantes. Voltemos à sala dos Passos Perdidos. Se dermos uns poucos de passos acabamos por vislumbrar o hemiciclo onde se batem à língua os deputados. O que se passou com o este orçamento que foi aprovado tendo como apoiantes os sacerdotes atuais dos divinos Marx e Lenine? António Costa embalsamou-os. Não sei como o fez, mas o que é certo é que extrema-esquerda (BE) e esquerda-social (PCP) aprovaram todas as medidas que o governo de direita do PS propôs. Houve alguns desaguisados mas isso foi para atirar areia para os olhos. O orçamento passou! A embalsamada Catarina Martins (aspirante a um cargo governativo futuramente amigada ao PS de direita; o PS de esquerda é o tal que grita OLÉ) para manter o Bloco de Esquerda como uma corrente de pensamento português válido para as urnas teve que riscar tudo que na revolucionária e raivosa doutrina apregoou junto às massas. Entenda-se por massas uma certa juventude, um certo eleitorado politicamente consciente (valha a verdade) e saudosistas de uma linguagem à Che. Quer dizer, Catarina pertence já ao mundo mitológico da esquerda bem pensante. Mal comparando, às vezes em certas campanhas americanas surgem uns intelectuais - do tipo de professor milionário - que concorre levando atrás de si aquela juventude académica que tem horror ao trabalho e à guerra, que adora filmes de esquerda, umas passas e muita festa. Chegam aos 15% do eleitorado yankee. É obra! É o destino de Catarina. Ela que não deixou que o BE se transformasse num PRD do senhor Eanes (já proposto a marechal) pois o inócuo mentor Louçã foi pregar para outra freguesia. Ela sabe que para continuar a ter voz e vida em São Bento terá que se colar ao PS de Costa. De outro modo resta-lhe fazer parte dos embalsamados dos Passos Perdidos. Uma palavra para outro embalsamado do museu dos Passos Perdidos. Jerónimo de Sousa aguentar-se-á o tempo de vida dos velhos e velhas comunistas. Os jovens comunistas que aderem ao PCP fazem-no por hereditariedade, o que liofilizarará o partido muito depressa. O PCP não cresce. Os operários e as camponesas, que usam telemóveis e vão ao cabeleireiro, que se deslocam em viaturas como os seus inimigos burgueses a quem desejavam matar à Marx, já não sentem aquele ódio genocida de classe tão intensamente quanto aqueles funcionários do partido que passaram metade das suas vidas na prisão. O PS de António Costa, um PS tipicamente partido de direita higiénica europeia, embalsamou todos os seus adversários. Eh pá, e o CDS e o PSD? Não tem problema. Ambos estão, por enquanto, metidos num aquário. Ora bem. Voltemos para a entrada dos Passos Perdidos. O embalsamador Costa, qual guia turístico, apresenta-se como guarda diurno. Minhas senhoras e meus senhores: aqui à minha esquerda temos a embalsamada Catarina Martins. Por debaixo dela pode ver-se uma gaveta que contém uma disquete. Logo a seguir e também em tamanho natural temos o último pacifista e pregador estalinista, Jerónimo de Sousa. Por debaixo dele, em vez de disquete aparece-nos uma cassete. Por que razão nem Assunção Cristas nem Rui Rio já não estão embalsamados? Serão os últimos a ir para o laboratório, pois o nosso embalsamador anda à procura do Arménio Carlos e do Mário Nogueira que são os que estão à vez. Já tivemos um homem assim na nossa história recente. Só que ele usava o terror e a polícia política para embalsamar. Também se chamava António, por acaso. O que é que este António tem? Acho que tem muito dinheiro e o distribui cristãmente. Os portugueses estão mais contentes.
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
QUE MILAGRE FOI ESSE DE O EURO SE TER IMPOSTO NO MUNDO QUE PERTENCIA AO DÓLAR?
INVENTEMOS: O EUROMARCO
Passa pela cabeça de alguém que o euro poderia sobreviver sem a Alemanha o ter amparado perante o mundo das economias? Imaginemos o euro tendo à cabeça a França. Quem confiava aos gauleses mais do que meia coroa de milho torrado? A França a dirigir o mundo europeu??? Mesmo aliada à Espanha, à Itália, à Suécia, etc e tal, quem olharia direito para estes desgraçados como exemplos de uma qualquer economia que repousasse na confiança de uma moeda que veio a emparelhar com o poderoso dólar norte-americano? Sem a Alemanha no plantel esta Europa do euro não existe. Imaginemos o euro sob a orientação francesa: onde já estaria esta moeda forte que cobre transações por todo o planeta? Mas é preciso alguém perceber de economia para poder afirmar que o nosso euro não é mais do que um euromarco encapotado. A Alemanha mantém-se forte enquanto a França, a Itália e a Espanha estão a desagregar-se. A França, entra dia sai dia, depara-se com motins de rua, a sua Segurança Social deixou de funcionar em 40 por cento. Os impostos subiram de tal maneira que até os próprios franceses escolheram há muito investir fora do país. Se não fosse este novo apogeu germânico - que a tem suportado - a pátria de Napoleão já tinha entregue à Le Pen a solução da situação. É olhar para a sua história recente e desenterrar o De Gaulle... A Itália está à Le Pen. Isto é, o Norte puxa a corda e o Sul faz contabilidade à la Don Corleone. A Espanha já perdeu a vergonha. Isto é, mantém em prisão cidadãos da Catalunha por delito de opinião. E o tal Caudilho está mais que morto. Enterrado não está pois vai ser expulso da sua última morada. Não pagava renda à História. É uma espécie de nazi agora despejado. A França que também alinhou com os nazis (que o diga o nosso (por nós) escondido heróico e histórico cônsul de Bordéus, Aristides de Sousa Mendes) soube safar-se à custa de uns Sartres de trazer por casa. A França sempre foi puta em coisas de cultura. A Madame Bovary está-lhes no sangue. E Portugal? Não, não se pergunta ao Eça. Lembram-se do maior inimigo de Afonso Costa? Eram os grevistas! Enquanto não deram cabo da Primeira República não descansaram. Agora, temos um primeiro-ministro que também é Costa mas não Afonso. O nosso António chupa todas as semanas com uma greve cirúrgica. Imagine-se o que estão agora a fazer à Alemanha: impedindo que a produção de carros alemães saia das suas fábricas situadas no nosso país. É de doidos. Querem matar uma das galinhas dos ovos de oiro que têm mantido esta pedrada economia como um bom exemplo a seguir. António Costa têm de "falar" com os estivadores. É que para além de eles terem a razão pelo seu lado nas suas reivindicações eles representam um poder imenso que se cai nas mãos erradas não há governo que se segure por mais compagnons de route que se amem, unam ou se abracem em nome de uma muralha antidireita. Nós estamos para o euromarco como o Santuário de Fátima para as esmolas. O português está sempre a pedir fiado e milagres. De entre estes é assim: um dinheirinho querida Santa. E dirigem-se mais à Mãe do que ao Filho pois este é mais judeu para dar. A Mãe merece templos e santuáríos porque apesar de muito receber é ela que alimenta legiões de retalhistas, de sacerdotisas e ministros (de Deus).
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