quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

falsa partida de sampaio da nóvoa transporta-o para um clique imaginário.

sampaio da nóvoa já não se desloca sem a sua corte. elementos desta, uma vez questionados pelos ocs, têm metido água a bordo. a última foi a boca de eanes que devia ficar em casa e não estar a meter-se por caminhos onde a idade já lhe dificulta o andar. comparou cavaco da silva (a quem deu o seu apoio nas últimas presidenciais) a sampaio da nóvoa. ressalvou uma diferença que não soube explicar. belo apoio! depois, nóvoa disse que antónio costa o iria apoiar à segunda volta; explicando que o primeiro-ministro avançou com esta boca publicamente. logo em seguida a ter empurrado costa para uma fuga rápida deste fosso onde está tudo inquinado, nóvoa declara que não haverá diploma provindo da assembleia da república sem ser passado a pente fino. se isto não denota um paisano a usar lanços de escada em vez de carregar nos botões de elevador, eu vou ali aos pasteis de belém e já volto com uma dúzia deles. costa deve ter-se lembrado de marcelo. e lá por dentro dos neurónios suspirado. nóvoa está a receber instruções e aconselhamento que se estão a fazer notar pelo modo como está a compor o cenário verbal e paisagístico. está a dar a entender que é ele quem vai enfrentar marcelo na segunda volta. está confiante. de fato, tem resultado, pois maria de belém está a sumir-se. belém está sozinha. bem, está com alegre, o que não deixa de ser um ótimo flash publicitário. mas quem é hoje manuel alegre? os fósseis sabem-no. isto é palpável. bem, marcelo, nóvoa e belém vivem de certezas que só o serão se o poveco assim se resolver expressar a 24. em segundo plano, o mais lógico será paulo morais no ataque à corrupção. constata-se que portugal é um país de corruptos. mas quem os quer ver na prisão de modo a assumirmos um país limpo? em portugal é cada um por si. a corrupção atingiu escalas assombrosas a ponto de estarmos entregues, como economia, a fundos estrangeiros. por curiosidade, não assistiram ao programa de ontem em que medina carreira e judite santos levaram mais uma vez ao conhecimento público o que aconteceu às nossas empresas que foram geridas pelos partidos que abocanharam o poder? o povo foi roubado pura e simplesmente!  marisa do partido piropolista e o ex-padre edgar vivem esta campanha a pregar. edgar está mais preparado em linguagem apelativa  do que aquela pois o púlpito recheou-o de entusiasmo fideísta. tino socialista está nas feiras e está melhor que o paulinho. quanto aos outros não se pode dizer muita coisa para além de fazerem o seu papel como cidadãos intervenientes de direito próprio. bem, para fechar. uma coisa parece transparente: nenhum deles estudou muito bem o papel constitucional que cabe ao presidente da república. às tantas parecem que estão a preparar-se para serem primeiros-ministros. fim. vou ouvir a flor pedroso e o candidato nóvoa. são 10h-11m. deixem ouvir: às 10h-14m gagueja com a comparação a cavaco da silva ressalvada pela segunda investida de flor. às 10h-15m recupera e discursa apoiado com veia universitária. flor: companheiro de camilo mortágua e de um certo padre da luar? confirma. recua quando a outra jornalista da antena 1 o empurra para essa parte da sua antiga militância. para ele não é militância mas sim participação cívica.  às 10h-27m conversa fiada sempre sem esclarecer o que será um presidente constitucional. mas será um presidente que carrega um conjunto de causas que abraçou há muito. não passa cheques em branco, logo não confia nem na irmã lúcia. bem fico por aqui senão este texto tornar-se-ia num serões da província. 
mmb
ainda antes de fechar disse nóvoa: estabilidade na mudança. noutros tempos um outro marcelo atirou para o ar:  evolução na continuidade. a política é complexa. já estou farto de retratos e pregações.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

portugal uma identidade que não se perdeu no povo mas foi trocada sempre que nobreza e burguesia assim determinaram. entre eles e o capital haverá alguma relação? sim, o capital não tem pátria...

voltemos um tudo nada ... atrás. a dom joão I é-lhe impingida como esposa uma espia de nome filipa. enquanto dom joão pertencia a uma classe de bastardos com ligações muito estreitas com a burguesia comercial,  a mulher provinha de uma família de nobreza ducal. este casamento foi a pedra de toque com que se firmou a aliança anglo-lusa. os interesses desta  dividia-se em duas partes. qualquer delas a beneficiar os ingleses. primeiro  incluía portugal no seu comércio, segundo, ao estabelecerem-se em portugal ajudavam-se a si mesmo empurrando os espanhóis para o interior da península ibérica e fora dos seus negócios. o que ganhámos com este truque inglês? a confirmação da política expansionista de que filipa veio inculcar por cá e que nos empurrou mar fora. calma, que isto é para se explicar. os filhos de filipa eram ingleses. era assim que se auto-denominavam. os portugueses de então não passavam de uns tantos rurais que viviam dispersos por um país desertificado. no norte, já não era assim. havia o grande negócio a favor dos ingleses que nos mamavam  sal, azeite, cortiça e vinho (este encontrava-se  nas mãos de famílias inglesas. (estou a lembrar-me do charlie, filho do júlio dinis...). quer dizer, que nada de bom saiu de tal casamento. os filhos, a que a história resolveu denominar de ínclita geração, foram a nossa desgraça como povo. vejamos de quem se trata. o infante anglo-luso, sir dom henrique, modificou o nosso viver ao empurrar-nos mar fora. foi um dos que nos descaracterizou como povo porque com essa ganância deu origem ao nascimento dos comerciantes da pimenta que com os seus impostos recheavam a coroa para além de enriquecerem nos primeiros tempos com as especiarias. e o povo, que ganhou com essa empresa anglo-saxónica? nada! continuou pobre e explorado. porém, antes de se meter mar desconhecido adentro, a tal ínclita geração levou portugal a assaltar os seus vizinhos árabes com quem tinha um pequeno comércio de trocas. meteu-se a ínclita com dúzia e meia de patarocos lusitanos em barcos ingleses que escondiam à volta de 8 mil mercenários e piratas e partiram para o saque de ceuta. roubaram tudo o que tinham para roubar e deixaram lá os portugueses a gemer com os custos de manutenção daquela praça rica em gado, ouro que provinha de tombuctu, sedas do oriente, etc. a ínclita geração não passava de uma quadrilha inglesa que em vez de organizar o país pelo trabalho achava que era mais rentável assaltar cidades ricas e prósperas. e foi assim até 1974 que foi quando olhámos para dentro de nós e nos apreciámos... quando dom joão II, filho, de afonso V (conhecido por o africano e que continuou a saga do pai, o anglo-luso  sir dom duarte I, no saque das cidades árabes do norte do continente negro) , se meteu de cabeça na loucura dos descobrimentos,  acabou por despovoar o reino. ainda há bestaças que se vangloriam com isso...) joão II, que assassinou o próprio cunhado (por isso foi cognominado de príncipe perfeito), deu-nos o golpe final. ficámos de costas para os nossos primos irmãos ou hermanos, com quem temos muitas afinidades. aquilo que descobrimos neste planeta  só serviu para se desenhar uma nova geografia. porque os nórdicos nos roubaram a torto e a direito todas as riquezas desses países que desbravámos acabamos por nos tornar negreiros. sujámos as mãos com sangue de milhões de africanos que comprávamos nas costas de áfrica, transportávamos e vendíamos no novo mundo. e o povo que ganhou com isso? a merda do costume. é fato que ficámos senhores de imensos territórios mas só porque a matilha inglesa neles não estava interessada. punham e dispunham de nós como se de  gente de segunda se tratasse. havemos de continuar. por hoje fico por aqui.  (continua)
mmb

sábado, 9 de janeiro de 2016

continuação: em busca da identidade perdida. mais uma vez alguns portugueses dirigidos pelos ingleses transformaram de novo o país numa colónia

dom joão VI fugiu para o brasil (1808)  não só porque não tinha exército em condições para fazer frente às tropas invasores mas também para obedecer a diretrizes inglesas. o povo ficou nas mãos dos franceses e sujeito a todo o tipo de tropelias.  entretanto, a inglaterra invade portugal  para o "defender" e permitir que o comércio do brasil não fuja ao seu controlo. as tropas inglesas conseguem expulsar por três vezes o exército de napoleão, após o que começaram a reinar o país na pessoa do marechal beresford. um ditador e chefe militar rigoroso. mandou fuzilar muitos militares portugueses por uma questão disciplinar. em que tipo de país nos tornámos  sem rei e sujeito às mais variadas patifarias tanto de invasores quanto de forças "aliadas" ?  estas não passaram de usurpadores do poder político e económico.  por termos estado entre dois algozes é muito provável que tivéssemos criado uma espécie de identidade de grupo-vítima. o mesmo aconteceu com os primeiros cristãos que depois de muito vitimados se unificaram universalmente. onde está um português está com ele um princípio de identidade. digo eu, que nessa ordem de ideias  li Rainer Daehnhardt (1).  será que a classe dos dirigentes transporta a mesma ideia de identidade? não o creio porque se lhe impõe um modo de vida que a desvia do verdadeiro sentimento lusitano. sempre que  o  país se encontre pacificado surge quem se aproveite e se adapte ao ritmo da vivência popular para obter lucros. quando as riquezas é criada e depois cobiçada por outros povos há que impingir a ideia de pátria. é quando surge o oportunismo que consiste em misturar identidade com território. as guerras oferecem aspetos interessantes. às vezes o território diminui mas a identidade não. por exemplo,  aconteceu na segunda guerra com as fronteiras da alemanha. connosco também houve distensão e liofilização. porém, o povo manteve-se idêntico a si mesmo. ao contrário das classes que dirigem os destinos do país o povo unifica-se em comunidades quando o destino o obriga a emigrar, por exemplo.  vou saltar para o fim do século XX, pois pouco estudei o período que vai desde o "reinado" de beresford até ao assassinato de dom carlos e seu filho luis filipe em 1908. de 1933 até abril de 1974 o país encontrou-se consigo mesmo. o poder político exaltou a forma nacionalista. reinventou o rimoso camões, refez a história nacional criando heróis à imagem de homero. por vezes de forma bastante deturpada e irrefletida. caricata, pelo menos. reformulou as forças armadas permitindo-lhe criar uma imagem de dignidade que muito contribuiu para credibilidade do regime. o nacionalismo imperial   resultou de uma conjuntura internacional favorável. éramos um país independente tanto quanto  é possível sê-lo. (continua amanhã. as palavras  com que acabava este texto fugiram do computador. que falta de identidade!)

varett


(1) - Identidade Portuguesa - Por Que  A Defendo, ed. apeiron, 2012

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

será difícil reconstruir a história da verdadeira identidade nacional?

se ninguém sabe definir essa coisa de saudade portuguesa torna-se ainda mais difícil perceber onde começa e acaba a identidade com que somos distinguidos. se tivermos em conta as aleivosias  políticas e descaradas dos nossos historiadores político-ideológicos  vemo-nos confrontados  com as tendências separatistas do "esposo" de dona teresa filha de afonso VI rei de castela  e arredores. estes já conquistados aos antigos ocupantes. a chamada reconquista cristã  acaba por criar uma certa confusão por se ter misturado com as cruzadas  que se por um lado  iriam combater os judeus por outro enfrentavam pela frente o poderoso islão. quer dizer que os chamados cristãos não tinham mãos a medir pois se por um lado enfrentavam os assassinos de nosso senhor jesus cristo dito homem-deus, isto é os seguidores do judaísmo, por outro, combatiam os guerreiros e  famosos fieis de maomé. estas três religiões são verdadeiras em si dado que todos os seus fundadores falavam diretamente com deus criador: moisés com jeová, maomé com alá e finalmente jesus com o pai criador de todos. todos eles  se tornaram fanáticos na sua defesa. matavam quem não acreditava. eh pá, era lixado! é nesta altura (século XII) que morre um seigneur francês  já entrado em anos e  de poucos haveres que havia casado com dona teresa filha de uma relação de seu pai com uma dama fora das leis canónicas. mas de grande valor sentimental. afonso VI gostava tanto dessa filha que a casou com o tal fidalgo desfavorecido de bens e de vigor sexual (diz-se que dom afonso henriques  não era filho dele. bem bom, senão era mais um fracote para chatear) e ainda por cima  lhe deu para reinar um bom pedaço de terra. o conjunto do cavaleiro francês que era o pai, sua mãe a dona teresa de leão que era o que se poderia designar de espanhola e o filho, robusto rapazola ( nasceu algures entre guimarães, viseu ou coimbra de baixo) compunham a nossa proto sagrada família, isto é, cada um puxava para o seu lado e não eram ligados por nada. bem, a diplomacia os unia.  é que são josé não tinha nada de vergonhoso com nossa senhora. nossa senhora sendo mãe de deus também não se metia nos negócios divinos do filho. era cada um por si. tão depressa morreu o pobre fidalgo francês, dona teresa procurou homem. e fez bem, que a vida é curta. naturalmente que o filho, o nosso dom afonso I, deserdado, foi procurar terras para também ser grande. e toca a assaltar aldeias e vilas onde havia populações indiferenciadas mas controlados pelos mouros. estes já estavam a chatear porque só queriam expandir-se e tomar por suas as terras que administravam. não podia ser. cobiça demasiada leva à desgraça. dom afonso  henriques umas vezes ia pedir a bênção ao avô, outras vezes conspirava contra ele para ver se lhe sacava mais terras. o avô pedia-lhe que o ajudasse na ocupação das terras. foi aqui que o nosso primeiro rei aprendeu a velhacaria política de tirar frutos dos outros e ficar com eles para si. também é verdade que ele chefiava apenas uns trinta quando muito  quarenta cavaleiros e alguns desgraçados peões forçados que ele sequestrava das famílias dos aldeãos das suas dominadas terras. não podia fazer melhor. como já tive ocasião de chamar a atenção, ele aproveitou a conquista de lisboa em julho de 1147 pelos cruzados sem perder um único cavalo, cavaleiro ou besteiro. esperou que aqueles se esfolassem para depois entrar em lisboa como quem vai à pastelaria suiça tomar um chá. esperto. depois nas conquistas às terras foi ajudado por salteadores que saqueavam vilas árabes e que depois as ofereciam ao puto conde mas já sem ouro ou prata. de qualquer maneira afonso não olhava ao dente do cavalo daquilo que lhe ofereciam. afinal o que tem isso tudo para ajudar a compreender a nossa identidade? creio que nada. mas, ressalve-se o fato de que as populações permaneceram nos locais de trabalho onde criaram raízes e transmitiram valores de caráter e sofrimento. a par disso eram sistematicamente exploradas e vítimas de extorsão. foi esse povo quem mais contribuiu para compormos a nossa identidade. é que os senhores que ocupavam as cadeiras do poder andaram sempre a negociar economias e negócios para enriquecer. foi evidente que as terras foram conquistadas  e que deram origem a que os descendentes de afonso se preocupassem por colonizá-las. foi muito difícil e lenta  esta tarefa. mais tarde - uns duzentos anos  - deu-se uma espécie de 25 de abril ao tempo, mas controlado por comerciantes. estes elegeram um bastardo real para os chefiar. estes comerciantes (burgueses) tinham aliados ingleses que estavam muito interessados em continuar a comerciar e obter lucros com a troca dos nossos produtos coisa que a casa real portuguesa achava que devia acabar pois a futura rainha de portugal, filha de dom fernando, estava casada com dom joão de castela. a burguesia portuguesa tinha capital suficiente para arcar com uma luta contra castela, mais a mais havia homens e armas dos ingleses dispostos a ajudá-la. imaginam o mestre de avis e o seu condestável a usar a técnica do quadrado na guerra contra espanha? depois criaram a imagem da ala dos namorados que se tinha metido entre os ingleses. foram os ingleses quem correu com a classe possidente da altura. a nobreza portuguesa fugiu  para espanha deixando os seus haveres e teres nas mãos da nova quadrilha que mais tarde se tornou oficial. à imitação dos ingleses até elegeram um rei democraticamente. foi uma farsa de todo o tamanho a eleição do mestre de avis. esta foi feita quando os inimigos de dom joão mestre de avis estavam fora. assim votaram a seu favor todos os seus amigos e companheiros:  o baixo clero que o defendeu para se promover. a burguesia que lhe pagou as despesas da guerra  passando  a dominar o comércio com inglaterra e a nova nobreza que ele criou e a quem distribuiu os bens assaltados à velha nobreza (historicamente, a nova nobreza recheada de burgueses  foi batizada de nobreza da merda porque um frade a espargiu com dejetos humanos saídos do turibulo por engano) . mais tarde quando filipe II de espanha se propos  encaixar o enclave português a maioria dos nobres e burgueses aderiu à sua causa. apesar de termos um outro bastardo real que queria ser rei (antónio prior do crato) á imagem do anterior bastardo de nome dom joão I.  a sua causa não venceu pois nada tinha a oferecer ao contrário do seu primo espanhol que tinha meio mundo aberto a todo o tipo de negócio e patranha. a tal alma nacional vendeu-se? não, quem se vendeu não foi o povo trabalhador e espoliado sistematicamente. este manteve-se igual a si mesmo apesar de não saber nada sobre nacionalidades. penso que esse sentir genuíno é a nossa identidade. bem, continuando: quando a mama dos filipes secou, eis a revolta dos heróis da nobreza cheia de desígnios nacionais. mentiam com todos os dentes pois quando os famosos de quarenta atiraram o pobre miguel pela janela da cozinha não tinham ninguém que lhes fizesse frente. para além de cobardes, comilões e trapaceiros sabiam que franceses, alemães e ingleses estavam em luta contra filipe IV e que este não tinha tempo para miudezas. claro que quando o monarca espanhol se voltou para portugal os tais ´famosos de quarenta começaram a dar o dito pelo não dito. todos acagaçados ficaram. pudera filipe manteve a guerra contra os estrangeiros que faziam fretes por cá armados até aos dentes durante anos. foram aqueles quem aguentou o portugal independente. até deram instrução militar a uns tantos desgraçados rurais empurrados para a peleja. pobre povo! será que foi a partir daqui que se começou a criar o lamento  fadista, mais tarde património mundial? e muito depois quando o cobardolas de dom joão VI fugiu para o brasil com o rabo entre as pernas e cheio de pratas no bolso deixando o país descabeçado onde estava a identidade? joão VI deixou o povo sem chefe militar português para se poder defender dos exércitos napoleónicos. repito, aonde foi a nossa identidade? partiu com a família real ou ficou entre o povo sofredor, violado, roubado e vitimizado pelas tropas assassinas? a nossa amália cantava para que lisboa não fosse francesa. tudo bem, portuguesa é que não foi. foi outrossim inglesa até que deus e nossa senhora de fátima tiveram que intervir. claro, não sem antes de os cães dos ingleses terem enforcado portugueses de lei que os queriam ver pelas costas. estávamos já no século XIX!
mmb

ps: (continua amanhã se deus quiser e nossa senhora o permitir dado que ela é a padroeira de portugal  e é a quem cabe decidir esta questão que mais parece ser o quinto mistério. ou será o quinto império do vieira?)

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

pintura de varett em leilão doméstico


esta pintura pode ser entregue a quem a quiser trocar por géneros alimentícios tais como: azeite extra virgem e vinho. pode ser o barca velha ou o quinta do côtto 1994. ai que bom!
medidas: 26cm x 14cm
varett
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

os populares e as piropoleiras: no passado o cds passou a pp, nos "tempos modernos" o bloco de esquerda passou a partido das piropoleiras

as piropoleiras resolveram propor e votar uma adenda ao artigo 170º do código penal em plena casa da democracia. de que trata aquela? de um verdadeiro tiro no pé. as feministas são a favor do aborto mas são contra as bocas que machos excitados lançam como que a fazer cumprir os desígnios naturais com que foram dotados. têm razão! quer dizer, o tesão aparece, por exemplo e, por vezes, quando a mulher se despe na rua através do uso de  minissaia ou nas praias enfiando entre as pernas um fio que apenas lhe tapa as partes cobiçadas.  a maioria dos homens foram-se civilizando e, de fato, hoje em dia, deixaram-se de labreguices. no entanto, num país de australopitecos como o nosso, não é raro acontecerem observações bestiais que chocam as mentes mais sensíveis. são ordinários e devem ser chamados à atenção e se por acaso voltarem a prevaricar existem leis para os punir, como é o caso dos artigos 180º e 181º do mesmo código. para quê, então, criar uma especialidade legislativa para travar ímpetos naturais já expressos e condenados na lei? fomos à procura de saber de onde vem essa tendência das piropoleiras para impedir certas atitudes que nada têm a ver  com a vida de salão tão fora do jeito do poveco... quando a malta do meu tempo estudava  no liceu e se preparava para frequentar a universidade aprendia, por exemplo, - os que iam para letras - a fundação da literata arcádia. um seu co-fundador, de nome correia garção, teria sido vítima de  prisão por ter feito a corte a uma menina inglesa. entrou na cadeia em 1771 e saiu de lá já cadáver em 1772, mesmo em cima da ordem de soltura. penso que historicamente deve ter sido a primeira vítima da lei mental anti-piropo que só agora - já perfilhada pela democracia - viu a  luz do dia abençoada por catarina martins, uma das conceituadas líderes das piropoleiras. o marquês de pombal era um iluminista e foi ele quem ordenou a prisão... esta informação e outras sobre garção pode a minha querida leitora procurar em fidelino de figueiredo na sua história da literatura clássica. o que temos que enfrentar com esta tomada de posição das feministas que adulteram o sentido da sua justa luta? elas percebem que a história as colocou numa escala de inferioridade que não mereciam porque são tão bem dotadas quanto os homens. já o aristóteles - segundo alguns historiadores - o mais sábio de todos os sábios, afirmava que a mulher não tinha alma. para mim, aquele filósofo não passava de um animal. isso diz-se, minha besta? mais tarde, a sumidade máxima da intelectualidade cristã, são paulo, afirmava que a mulher era um corpo e a cabeça era o homem. ora que porra, são paulo! isso é uma inverdade, pois a mãe de deus nosso senhor era mulher! há cada um neste mundo! não vou questionar os deputados da assembleia da república pelo fato de terem aprovado semelhante anormalidade pois sei que eles na sua maioria são gente com pouco tesão e tanto se lhes dá que os machos já não se possam expressar à bocage ou à albino forjaz de sampaio. é gente sem sexo. é natural, pois ficam sentados centenas de milhares de minutos com o rabo sossegado. sentam-se em cima dos tomatinhos e estes ficam como que aleijadinhos. uma mulher que não merece um piropo é como  um fóssil exposto num museu que ninguém visita. se as mulheres querem lutar sem rede terão de ter a coragem de  compreender das razões porque se "pintam" e se insinuam em tudo que é local onde são vistas por homens e mulheres. se elas querem envolver-se  uma luta de neurónios terão de ser honestas e preparar-se honestamente para enfrentar a realidade. conhecem as mulheres maior violência do que a prática do ato sexual logo após ouvirem o: eu amo-te meu amor dito de forma baixinha  e dengosa?  e no momento em que se atinge o orgasmo numa cadência que mais parece a ação de um motor de combustão, será que se pode dizer, por exemplo: que rico cu? a nova adenda da lei, não contempla os lugares onde se pode ou não se pode atirar piropos. imaginemos o seguinte cenário: um homem engata uma mulher num café. não lhe pode dizer nada que ofenda a tipologia do piropo pois não sabe se ela o iria  denunciar à gnr. a coisa vai bem porque ela avança e abre o jogo. tudo bem. vão ambos foder num motel. durante o ato ele que esteve sempre calado abre a boca e geme: querida és tão vaca que até o meu pénis aprendeu a ordenhar. dá-me cá essas nádegas para as abocanhar! bom, a "dita cuja" depois de se satisfazer sai e vai direita à esquadra mais próxima e nela apresenta a seguinte queixa: - senhor guarda, fulano de tal chamou-me vaca. o guarda toma nota e pergunta-lhe: em que local isso aconteceu? e ela: na cama, senhor guarda! - na cama? - pergunta a autoridade perplexa. - sim! replica ela. e que estavam a fazer na cama, minha senhora? pronunciou o guarda muito baixinho. e ela: sexo, senhor guarda! muito sexo, senhor guarda! e o guarda: ele obrigou-a a fazê-lo? e ela: fizemos sexo de comum acordo, senhor guarda! e este: então, a senhora praticou o coito de livre vontade, mas queixa-se apenas do nome que ele a chamou durante a tarefa? e ela: sim senhor, foi assim mesmo. e o guarda: eis o que vou escrever. tome a atenção ao que vai assinar. aos tantos de tal e tal estava a queixosa em pleno ato sexual com sicrano quando próximo de atingir o orgasmo aquele a chamou de "tão vaca". por este ato oral estar abrangido pela nova  adenda ao artigo 170º do código penal, fulana de tal apresenta queixa e espera provimento, etc., e tal. (desconheço se é necessário constituir assistente...) como a lei costuma apresentar muitos buracos este é mais um. só que desta vez o buraco é outro. mais tarde, o homem é chamado para prestar declarações. por acaso é o mesmo guarda que atendeu a queixosa. disse o guarda: o senhor no dia tantos de tal chamou vaca a fulana estando deitado com ela na cama? e o agora arguido: ó senhor guarda, ponha-se no meu lugar. depois de termos feito sexo oral, anal e vaginal eu acreditei que poderia acrescentar uma palavras para apimentar. fi-lo sem segundas intenções. foi um deslize. peço perdão! e o guarda já muito excitado: para a próxima foda fique calado. nunca ouviu dizer que se a palavra é de prata o silêncio é de ouro. arguido: o que me vai acontecer, senhor guarda? - isso agora já não é comigo. é com o juiz. vocifrou o senhor guarda. arguido: ai, meu deus! nem deus te há de salvar e se apanhares alguma feminista pela frente vais ver que daqui em diante foder podes, mas abrir a boca nunca mais. e agora? agora, cala-te boca e paga a multa, porque da próxima vais dentro!
mmb

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

marcelo: muito bom; autarca vitorino: muito bom; neto: suficiente; maria belém: suficiente menos; morais: bom; edgar: bom


o professor marcelo continua a passear-se nesta campanha como um grande senhor da comunicação humana. ninguém se mostrou capaz de lhe retirar a posição cimeira que mantém sem grande esforço. hoje, dia 1, foi a melhor prestação de todas.  marcelo, apesar de não ter sido muito feliz quando foi entrevistado pela judite de sousa na passada quarta-feira, voltou a "agradar" e a subir. vitorino (o tino de rans) demonstrou que o povo tem uma palavra a dizer no que diz respeito a estas eleições. tocou num ponto muitíssimo importante procurando a solução: o povo que vota fica sempre à parte e longe das decisões dos que elege para representar o seu interesse. foi inteligente e autêntico sem estar a forçar o discurso. parecia a voz do povo a dizer da sua justiça. marcelo tratou-o como um bom aluno. edgar foi lúcido ao  recriar  o discurso social mascarado de estadista. mascarado porque nunca teve um lugar ministerial embora se esforçasse por falar como tal. é, digamos, a fala de um povo ilustrado que raramente dá sinal de vida nas urnas. esteve bem. maria de belém está a esgotar-se no plano das novidades. o seu comportamento é estático o que deu azo a que paulo morais lhe desferisse vários golpes mortais. penso que não se vai aguentar mesmo mostrando uma postura fria e serena (por fora). marisa - a do partido antipiropo - diz sempre a mesma coisa. claro que o diz com autoridade e estudo quando se refere acerca do estado do país e  às  dificuldades económicas que enfrenta.  como deputada europeia tem intervindo  politicamente como uma sonhadora. pensa abrir as janelas do palácio de belém... ó querida, e a poluição?  houve também um candidato que leu uma declaração e depois saiu à pressa. o nome se não erro era cândido. em relação a jorge sequeira nada posso dizer a não ser isto: onde já ouvi isto. foi sofrível. fez uso de cábulas. paulo morais o que diz agora di-lo sempre que escreve crónicas. é uma boa crónica lida e teatralizada.
mmb