domingo, 28 de junho de 2015

o que disse ontem já não vale hoje. apesar de ser comentador estou feito político. o ps só ganhará se...


os portugueses, segundo o que deixam transparecer das últimas sondagens, pensam assim: já que está deixar estar. isto é, todo o mundo ficou alertado e com as orelhas a arder desde que se ficou a saber que o país se encontrava falido; que correra o perigo de não haver  dinheiro para se pagar ao funcionalismo público, etc. alertado para entender que o estado que no passado recente era uma garantia inabalável do cidadão não passava agora de uma empresa tão falível quanto a mercearia do falido  senhor tomé da praça do fundador que tinha comprado aos balcões do bes  milhares de euros em lixo de papel com assinaturas de gente de bem e que agora já de nada servem. o português, em geral , encontra-se assustado e sabe que tem de votar e que esse voto vai representar o seu futuro. ah, como o voto agora chegou às consciências dos eleitores!  que antes votavam no seu partido como quem o fazia nas assembleias do  seu clube preferido!!!. e que desde estes modernos tempos perturbados  terão de decidir para que lado cair. tal como os gregos, que votavam com aquele pendor de quem grita pelo seu clube favorito e que agora têm nas mãos uma enorme batata quente, os portugueses estão no mesmo barco. os partidos que propõem sair do sistema monetário europeu são um reduto de intelectuais e/ou de esquerdistas fiéis a uma ideologia que  pressupõe uma luta de classes. (luta desatualizada enquanto a fome não se transformar num adamastor rural que neste terreno torna tudo real). estes pequenos partidos de expressão limitada não formarão um exército com que se possa mudar seja o que for. claro que se se  coligarem a um parceiro forte a coisa muda de figura e, só nesta aguarela, terão algo a dizer. o que não será o caso, pois portugal nunca será uma dinamarca, por exemplo. o português não evolui ao ritmo dos europeus do norte. o português não está virado para o futuro a não ser que se lhe apresentem peregrinações, arraiais, cantigas pimbas  no verão, etc. somos assim! somos meridionais! o clima ajuda... excluindo estes partidos ficamos confrontados com três partidos do eixo central. tenho de incluir o cds  neste eixo que sobrevive e bem neste regime - criado pela insensatez de alguns capitães - por ter um paulo portas que conseguiu fazer de um partido de dementes e caquéticos de direita representado por 4 deputados algo que dita e impõe políticas nacionais. perigosamente inteligente este safado da direita! resta-nos o ps e o psd. são ambos partidos que vivem e sobrevivem nesta união europeia. é esta que os alimenta e lhes permite fazer do país aquilo em que se transformou: numa região autónoma europeia. entrámos de cabeça nesta salgalhada europeia para podermos sobreviver depois da queda do império. foi para fugir à bancarrota que nos transformámos em prisioneiros de uma chusma de carcereiros que nos têm descaracterizado como povo. os nossos políticos não estavam à altura dos acontecimentos e foram imprevidentes. não são capazes de construir algo duradoiro são muito primários no campo da reflexão. o dia de hoje é que conta. muita gente enriqueceu à custa dos dinheiros europeus ao mesmo tempo que o país se afundava. o emprego sustentado pelo voto partidário só serviu para enriquecer verdadeiras hordas  de especialistas em pilhagens. aos portugueses que foram vítimas dos seus carrascos só lhes resta aguentar o emprego e rezar para o não perder. o que vai ser difícil dado que os especialistas em pilhagens estão a entregar os bens nacionais a especuladores internacionais. porra! perdi-me vou recuperar. ao ps como partido cúmplice desta desvairada política cabe afrouxar a marcha para a americanização da europa. não a poderá impedir mas poderá de uma forma política tentar humanizar o grande capital. nós agora sabemos ao certo ao que veio o psd. em fim de legislatura, procura transformar aquilo que pertence ao povo (que é isto de povo na boca dos social-democratas?) em ações. o ps e costa vão ter de cuidar nas promessas que irão fazer pois o eleitorado já se habituou a este miserabilismo esmoler  que atira pão e circo para suas bocas e que o senhor passos coelho e a sua trupe de saltimbancos  oficializou. esta atitude de pobreza adaptada inculcada na cabeça do poveco é uma vitória da coligação que se traduz no voto do já que está deixa estar. a última entrevista de antónio costa à sic aponta para um discurso para não assustar os pobres que ainda dão ao dente e que votam. costa tem de descolar das políticas de empobrecimento, imposta pelo ex-partido de sá carneiro aos portugueses, com pezinhos de lã porque tudo ficará na mesma. pobre desconfia de esmola graúda. resumindo: costa para ganhar estas eleições sabe que nós sabemos que não pode cumprir para além do que os patrões de portugal europeu ordenarem. que é o mesmo que faz passos coelho . então, qual a diferença entre o ps de costa e o psd de passos? nenhuma! há é que saber conquistar a simpatia dos que estão indecisos. costa, neste momento, é só mais simpático do que passos. e não irá passos, de futuro,   mostrar-se muito mais simpático tendo em conta que é um ator consumado que disfarça uma mentira com outra e assim por diante? claro, já começou a querer dar (?) à malta o que tirou para dar aos ricos. ele sabe muito! e não parecia nada. as próximas eleições servirão para eleger o mais simpático que nos irá tornar a vida ainda mais fodida já que ninguém escapará aos cortes previstos e ordenados pelos nossos senhores da europa central. do mal o menos, é que esses filhos de puta do norte europeu costumam internar em campos de concentração todos aqueles com quem não engraçam quer seja pela cor da pele quer seja porque pensam diferente. "que os pariu", é o único grito que ainda podemos soprar já que "por são jorge" isso foi chão que deu uvas.
varett

quinta-feira, 25 de junho de 2015

antónio costa recupera. se fosse amanhã o ato eleitoral o ps garantiria uma maioria absoluta

costa vestiu a farda de estadista. transmitiu um apreciável grau de segurança. clara de sousa não faz fretes e isso resultou numa positiva entrevista que  há pouco a sic transmitiu. costa foi aquele político que ao dizer ao que vinha de um modo substancial e sem demagogias ofereceu ao pensar do português em geral o tal equilíbrio que se espera depois desta tempestade que durou uma legislatura. ora, nós sabemos que o emprego é a base da nossa sobrevivência como povo independente. sem emprego e sem dinheiro não há povo que resista. o mesmo é dizer revolução. os portugueses não a querem nem são tão facínoras (apesar de um passado recente pouco recomendável) como ingleses, alemães, franceses, bósnios, etc. que saltam para as ruas prontos para tudo até para matar. queremos emprego e paz. no seguimento do que disse e disse-o bem claro ,costa  referiu o financiamento das empresas. se costa mantiver estes poucos  objetivos, o resto das suas propostas virá de arrasto. ele teve o cuidado de falar como se estivesse blindado para não deixar pontas soltas aos que vivem do disse que disse e recebem o seu.  costa sacralizou a esperança de obtenção de trabalho. esta coligação que se fez governo, via ato legal diga-se,  fez tremer a ideia de emprego. criou uma espécie de terror para quem quer manter o seu emprego. pôs as famílias em permanente susto. psd/cds não tiveram a sensibilidade para com a classe média. marimbaram-se para a família. degradaram os serviços de assistência e tudo a eles referente em nome de ter os cofres cheios por causa dos mercados. costa não avançou muito na reposição do que a coligação assaltou à malta. disse umas coisas para agradar. vai ter um trabalhão para poder cumprir as suas promessas, e se - por acaso - a economia não crescer como costa deseja, espera-nos o caldeirão. antónio costa difundiu uma imagem de confiança. o que disse no resto da entrevista foi apenas para fazer palco. a política é isso mesmo. não podemos apertar muito. entre um futuro  governo costa e um governo de continuidade à la passos, está na hora de repensar para escolher. vamos aguardar a próxima entrevista de passos a clara de sousa. será que fará esquecer a de antónio costa? aguardemos...
varett

sábado, 20 de junho de 2015

hitler invade a polónia em 1939 e merkel a grécia em 2015


em 1936 na espanha o exército nacional enfrentava uma guerra civil com o apoio militar dos nazis. hitler, seu incontestado líder, procurava dividir a europa para obter dividendos que lhe facilitassem tomá-la sem grandes custos económicos e militares. a princípio conseguiu. só no fim é que foram elas. a alemanha nazi perdeu a guerra  ficando  cheia de dívidas e pior de tudo destruída, invadida e entregue às postas a quatro potências: frança, que foi seminazi, por opção própria, entre 1940 a 1945;  inglaterra,  que ela transformou num montão de pedras e escombros por  via das v2;  rússia,  a quem ela infligiu 6 milhões de mortos em 1941 e finalmente os eua com dezenas de milhar de militares mortos que foi o custo a pagar pela ajuda às vítimas nazis do ocidente europeu. os alemães não são um povo inteligente mas sim trabalhador e organizado. quando se lhes mete algo na cabeça é o diabo. são muito previdentes para umas coisas e para outras não tanto. pelo seu método de trabalho criam riqueza mais rápido que qualquer outro poveco europeu. quando enriquecem ou estão potencialmente em vésperas de tal dá-lhes para se expandirem. derrotados na primeira e segunda grandes guerras arrumaram as armas (estão proibidos de usarem as mais mortíferas) e armaram-se em açambarcadores modernos. isto é, invadem tudo com a sua tecnologia que produz o que o mundo precisa. aviões, carros, acessórios e peças de todo o tipo. não têm receio dos chineses porque o que fabricam é do melhor que há. a europa está a seus pés devido à sua política económica, como se ela tivesse os povos da "europa unida" debaixo do terror das suas baionetas. ela diz e impõe o modo como nos havemos de comportar. ela é forte e pode fazê-lo. tudo bem! não vou por aí, mas sim pelo caminho que permite vislumbrar o terceiro fim da alemanha sem guerra armada. quando a grécia tombar  - como quando tombou a polónia  depois de invadida e dominada - levantar-se-á uma onda de indignação (com resultados económicos desastrosos) contra a alemanha tão perigosa como quando as bombas dos aliados a destruíram. quem primeiro vai sofrer com a expulsão da grécia pela senhora merkel e cordatos vai ser a frança e não portugal ou irlanda. os portugueses estão habituados a rastejar. aprenderam com carmona servido por salazar. isso permite-lhes criar um elevado grau de sobrevivência. se não se é crocodilo rastejar é um ato de subserviência... ninguém vai invadir a alemanha com bombas. vão é obrigá-la a retroceder no sentido de fortalecer a união europeia e não enfraquecê-la. a alemanha é um cancro que corrói a unidade da maioria dos povos europeus. é um cancro que ao crescer mata a vida. a europa tem uma cultura própria tão própria que as centenas de milhar de obras de arte que os alemães roubaram aos povos que escravizaram - repito: escravizaram - significam o quanto bárbaros eles são e quanto a eles é a cultura europeia necessária. quase todos os povos da união europeia estão, hoje, com merkel. amanhã será assim? isto é, quando também tiverem de enfrentar prazos de pagamento como a grécia como se irão portar se não tiverem os fundos ou almofadas necessários? vão acobardar como o fizeram no passado ao olhar para o lado enquanto os alemães metodicamente e em instituições estatais matavam 6 milhões de judeus e alguns milhares de ciganos e comunistas? será que em breves setenta anos os alemães ou os seus dirigentes eleitos ganharam ética? ou arbeit macht frei já não quer dizer o trabalho liberta  - no caso trabalho escravo - mas sim trabalha livremente que te pagarei um bom salário? o meu aviso: ó alemanha, estúpida e rica, paga o teu bem estar e domínio àqueles que em estado de fome te poderão amanhã  assaltar a fazenda e comer-te viva. lembra-te, ó estúpida, que os ricos correm sérios riscos quando querem ficar com tudo e deixam os pobres à mingua. os ricos reproduzem-se como os rinocerontes (560 dias de gestação) e os pobres como os coelhos (30 dias de gestação). estes transformam-se em exércitos de nunca mais acabar. ó estúpida empresta esse dinheiro à grécia e vais ver que acabarás ainda mais rica. caso contrário vais ao encontro desse teu destino autofágico. termino já, senhor leitor/a. ó estúpida, volta a ler o que a história ensina acerca das guerras púnicas: delenda est carthago! e foi-se carthago à vida. estava a chatear já dizia catão, o velho.
varett

segunda-feira, 15 de junho de 2015

mas que chatice é saber-se quando é que salazar começou a ser ditador civil substituindo o ditador militar


em "salazar - uma biografia política" volume II, o autor (1), na página 67, linha 9, diz expressamente: e sem citar ninguém: "a 30 de julho de 1930, a ditadura militar apresentou um movimento político que viria a chamar-se união nacional. foram publicados um manifesto e estatutos..." na página seguinte, linha 13 e citando o prof. e comentador televisivo costa pinto em "salazar`s dictatorship, pag. 79" transcreve: "a união nacional foi uma criação de salazar, estabelecida e organizada por decreto governamental." vejamos: a 30 de julho de 1930 imperava uma ditadura militar de extrema direita liderada pelo ultra óscar carmona a quem coube até morrer (1951) supervisionar e dirigir tudo o que se passava em portugal. o velho general mais tarde marechal estava em todas. nesta data era primeiro-ministro o general domingos oliveira. salazar era o ministro das finanças. só em 1932 é que é nomeado por carmona presidente do ministério. como sabemos, o general carmona foi a cabeça da ditadura militar no período  que vai de 1926 a 1928. em 1928 carmona faz-se eleger  sozinho presidente da república e inaugura a chamada ditadura nacional. creio que continuava a ser ditador... mais tarde, em 1949 fez-se novamente eleger sem oposição - outra vez - presidente da república. é ainda o ditador ou já estava feito catequista? salazar intervém de fato na formatação do discurso político. mas este só nasce a partir da compreensão daquilo que pretendia a ditadura militar a partir de 1926 já com carmona seu cabecilha estabelecido no poder. ou não será? também já li que a legião portuguesa foi criação de salazar. nem refiro a fonte tal é o tamanho da batata. o que me parece é que salazar aproveitava-se sempre do que aparecia de novo e desde que os não moderados não metessem nem prego nem estopa. os moderados eram todos corridos do poder por carmona. salazar cola-se à sua imagem (de carmona) e daí obtém uma força imagética que  não tem ainda no terreno. a "força" de salazar advém-lhe da aceitação e "carinho" do ditador militar. o "título" de ditador salta para ele - salazar - histórica e popularmente porque tanto a igreja (2) quanto os militares não optam por dar a cara nos assuntos da política. isso é trabalho para os políticos. mais tarde se há de referir a assunção e aproveitamento em que distinguiu salazar nas suas manobras e variantes políticas. ninguém poderá governar portugal sem o aval da igreja. o doutor mário soares compreendeu-o e bem quando era primeiro-ministro desta imberbe democracia quando foi ao beija mão ao cardeal ribeiro, o das paixões. apesar de tudo com a assinatura da concordata em 1940, o governo chefiado por salazar deu alguns saltos na medida em que a igreja fica - de certo modo - separada do estado. não recebe indemnizações do saque a que foi sujeita na primeira república e também se obtém da igreja a proibição dos católicos em envolverem-se em atividades contra o estado novo. claro que o poveco, uma vez casado pela igreja e com a benção do procurador divino que infestavam as paróquias, nunca mais se podia divorciar. chupou salazar com indissolubilidade do casamento em nome do divino! é salazar um ditador? penso que sim. só que não sei é quando começou a sê-lo. vou procurar. e como dizia a professora imitando a corisca: "próscura leãn!" 
varett

(1) - filipe ribeiro de menezes, ed. dom quixote (in expresso)- trad. teresa cabral. do original : salazar. a political biography - 2014
(2) - o papado - na décda de 1930 - dá instruções ao cardeal cerejeira para que a igreja assuma uma posição fora da atividade política da união nacional.

terça-feira, 9 de junho de 2015

quando a história mente pela boca de alguma esquerda: salazar nunca podia ter sido ditador até ao ano de 1951. é o que se vai tentar provar. não estamos aqui para afundar a história nem erigir personalidades. aqui vai-se respeitar princípios de identidade.


salazar é,  segundo alguns historiadores (a maioria), um ditador tão depressa é nomeado presidente do conselho de ministros por carmona em 1932. na ditadura militar que vai de 1926 até 1928, salazar vem a lisboa a convite do chefe militar para aceitar a pasta das finanças. o ambiente de caserna não era propício ao estilo beato do antigo deputado cristão. há muita contradição acerca das razões por que o antigo seminarista e agora professor carismático-católico voltou a coimbra. a presidência da república e o presidente do ministério assim como o resto dos ministros eram todos militares. como as finanças públicas geridas por estes (entre eles um tal sinel de cordes) estavam numa desgraça havia que encontrar um "perito" para pôr as contas em ordem. a ditadura militar renova-se com a eleição do candidato único à presidência da república. que é o mesmo. isto é, carmona substitui carmona mas já não em ditadura militar mas em ditadura nacional. (gritem almas danadas, mas foi assim que os escribas oficiais amenizaram a história dos ultras). carmona concentra em si todo o poder, e de 1928 a 1932 escolhe e nomeia  salazar para dirigir o ministério das finanças com um plano de austeridade enorme em virtude de  ter sido negado um empréstimo internacional a portugal. carmona aceita-o. salazar começa a servir a ditadura. carmona é o ditador. e salazar? por enquanto devemos raciocinar se possível logicamente e vê-lo apenas como um ser servil à ditadura. esta muda de nome ao sabor de grandes cabeças que escrevem. o país tem na altura 80% de analfabetos... após o período de austeridade que resulta num controlo das despesas públicas e com estas sanadas devido ao aumento dos impostos, à política de despedimentos, à retenção de salários e corte no despesismo dos vários ministérios menos os dos militares, salazar torna-se no herói das contas mas sempre como sombra do ultra carmona que vigia tudo e tudo controla. a constituição de 1911 foi substituída pela de 1933 sob a orientação de carmona. quando se tratava de coisas a que a  política devia liderar, carmona dava um passo atrás e empurrava o timoneiro dos patacos acertados para o palco. aliás, salazar soube muito bem tratar da sua imagem. antónio ferro inventou-o como um matreiro. salazar era complexado e inferior (lembram-se do episódio que narrei num texto atrás acerca da bofetada que ele levou nos corredores da universiadade de coimbra  dada por  um  seu aluno aristocrata?) e sabia avançar devagar e sem beliscar os seus patrões. nunca daquela cabeça saiu uma novidade ou uma ideia. o tipo sabia  escanchar -se nas ideias dos outros e bem. vejamos: a censura prévia e a criação da pide deveu-se a carmona e aos ultras que o cercavam. a concordata com a santa sé que ele subscreve é da responsabilidade do cardeal cerejeira congeminado com carmona. salazar não atua no sentido de escangalhar a imagem. é obrigado a aderir a fim de se manter como presidente do conselho. a união nacional que se diz da sua autoria foi criada por um general de nome domingos de oliveira. salazar apenas discursa e coloca a ideologia na boca daquela associação política. os militares são fracos a refletir. a criação da legião - para combater o comunismo que sibilava da vizinha espanha -  é contra a sua vontade dado que os seus criadores são todos pró-nazis e salazar opta pela neutralidade e não pela entrada na guerra. ninguém o obedece, é o que parece. mas a legião foi criada e teve como comandante um militar  ultra (coronel namorado de aguiar) apesar de ser uma força paramilitar aberta a civis. a sua junta central teve como elementos o general craveiro lopes,  o almirante henrique tenreiro, o general humberto delgado, o general antónio spínola, etc.  o homem da ideia da criação da legião chamava-se almirante botelho moniz. salazar para onde quer que se virasse só via militares. a criação da mocidade portuguesa à imagem da juventude hitlariana é ainda uma verdadeira anedota no que diz respeito à intervenção de salazar. o germanófilo engenheiro militar francisco josé nobre guedes simpatizante de hitler que foi expedicionário na 1ª guerra é quem se torna no seu primeiro comissário e criador. acumulava com o fato de ser também deputado à assembleia nacional.  é preciso dizer-se que a assembleia nacional depois de 1933 ficou composta por muitos civis na sua maioria amigos ou chegados a salazar. só que ela não mandava no governo como é sabido. e quem mandava no governo era a correia de transmissão dos ultras. salazar é ainda uma marioneta na mão dos militares. salazar vivia em lisboa em são bento. veja-se a beleza de quem o  cercava: todos nós sabemos que os governos civis representam em cada distrito o governo. em lisboa era o agente de salazar o tenente-coronel joão luís de moura no período que vai de 11.06. 1937. de 27.7.1937 a 9.1.1944 cabe ao coronel artur leal lobo da costa representar o governo de salazar no distrito de lisboa. nessa altura surge como governador civil - repito civil - o almirante nuno frederico de brion. o seu governo vai de 9.10.1944 a 5.3.1947. a seguir o governo civil é entregue a um civil de nome mário lampreia de gusmão madeira... vamos agora saltar para a câmara municipal de lisboa. o que encontrámos? militares, certamente! general josé vicente de freitas, no período que vai de 1926 até 1933, altura em que é demitido por salazar, isto segundo historiadores tipo  fernão lopes. nada mais falso. salazar é instado a demiti-lo porque vicente de freitas criticou os desvios da união nacional criada por militares à qual salazar se cola para sobreviver. o que aconteceu? opôs-se a que a união nacional se transformasse num partido único. ora a união nacional foi criada pelos militares ultras da direita. alguma vez salazar teria estofo de demitir um oficial superior das forças armadas sem o consentimento do ditador militar que ainda estava vivíssimo da silva?. vicente de freitas estava em rota de colisão com carmona. óbvio, meus amigos! não acham? como seria possível haver um militar no poder camarário a opor-se  ao ditador? não era possível. em assuntos militares, salazar limitava-se a fazer as suas contas e dispor verbas para lhes calar a boca.. não há um único ato isolado em que tivesse atuado sozinho. quando o almirante botelho moniz o prende quem o desenrasca é um outro militar coligado aos ultras.que estão por detrás dele e que detêm o poder. até 1937 estiveram na presidência da câmara três militares. ei-los: coronel adriano da costa macedo; henrique linhares de lima, oficial superior natural da ilha do pico. até  duarte pacheco (um eng. civil) ainda lá esteve o general daniel rodrigues de sousa. safa! continência! quando o engenheiro saíu para ocupar um cargo executivo foi de imediato substituído por um militar de nome eduardo rodrigues de carvalho. eu ainda me lembro do general frança borges na presidência da câmara. trabalhei nela sob o seu consulado. grande ultra! o pobre seminarista tinha a rodeá-lo o comandante da legião a que ele era avesso. o comissário da mocidade que era simpatizante nazi. o major silva paes diretor da pide. o governador militar do centro. a polícia de segurança pública comandada por um oficial do exército em vez de um comissário pois trata-se de uma polícia pública. a guarda nacional republicana era comandada por um general que tinha um estado maior repleto de oficiais das forças armadas. meus amigos, que ditador era este sabido ex-seminarista! até agora na história como ditador salazar não passava de um ditador honoris causa. eu estou a rir e muito! a seguir escreverei sobre o estado novo sob a presidência de craveiro lopes, um homem muito sério que irritou os ultras por se ter aproximado de militares mais abertos. isso foi o seu fim! o regime - o estado novo de carmona e ultras - substituiu-o pelo almirante américo thomaz. (continua)
varett

sábado, 6 de junho de 2015

mas que raio de ditadura militar que começa em 1926 e termina em 1928.


como se escreveu acerca de óscar carmona (general), este encabeçou um golpe que derrubou  gomes da costa (outro general) que se tinha feito - ele mesmo - presidente da república. estávamos em 1926. bons tempos! a história diz desse período que se tratou de uma ditadura militar com um ditador a liderá-la. durou até 1928... refiro-me ao ditador carmona. com ele  foi reabilitada a censura prévia que se manteve até depois do 25 de abril de 1974... mas isso é outra conversa! o ditador tornou-se mais brando quando permitiu eleições presidenciais. só que ele era o único candidato à presidência. ah, e foi eleito! este período designou-se de ditadura nacional.  presidencializou o país de 15 de abril de 1928 até 11 de abril de 1933, altura em que o seu ministro das finanças salta para a presidência do conselho de ministros e traz consigo aquilo que ainda hoje faz estragos pois não foi muito bem apagado: a constituição de 33. o mais engraçado é que o ditador carmona (chamo-o de ditador mas não tenho nada contra ele) transita da ditadura militar (1926) para a ditadura nacional (1928 a 1933) e caso raro nunca visto é candidato a presidente nas eleições de 1933: a ditadura do estado novo. concorre sozinho e volta a ganhar sozinho. nessa altura já o padre cruz andava de escola em escola a pedir que pregassem nas paredes das salas de aula um busto de cristo em zinco com tanga rodeado de salazar e carmona em fotografia. . era uma  nova era que chegava mas com os mesmos personagens. o ditador viveu que se fartou até 1951. na escola rezámos muito pela sua alma. a professora chorou. o que me faz espécie é de que os historiadores chamam ditador a salazar quando quem é ditador desses três regimes estava vivo e alcançara o poder qual fulgêncio baptista, o mesmo a quem fidel derrubou à lei da bala e se fez ele mesmo ditador. porra, aprendera com carmona? ora, dois ditadores a conviverem apertados na mesma cadeira do  poder... hum... só mesmo à portuguesa. e o cardeal que mandava nas cabeças do povo analfabeto (notícias de inglaterra da época afirmavam que 80% da população era analfabeta!) como um faraó de osiris? isso fica para depois quando eu tiver de inventar mais coisas. dois ditadores ao mesmo tempo? os historiadores que resolvam esta merda que eu não sei nada. o ditador militar morre em 1951 salazar vai substituí-lo por um período de 5 meses. é escolhido um general que até era deputado da assembleia nacional. naquela altura não se sabia nada dela. havia quem julgasse tratar-se de uma casa de má nota. o general era o senhor higino lopes. esteve como presidente até que salazar recebeu ordens de militares ultras para correr com ele. este dava-se com altas patentes militares que não iam com a cara da ditadura que nunca mais acabava. no estado novo, salazar é autorizado pelos militares a criar uma polícia política sujeita ao poder militar. o seu diretor era um major do exército. salazar cria a legião portuguesa (uma seita política e civil) e entrega o seu comando a um general. nesse período portugal torna-se parceiro da nato que todos nós sabíamos tratar-se de uma grande organização militar que se oponha ao alargamento dos países comunistas. salazar acoplado pelo ditador espiritual assina a concordata com a santa sé. os portugueses nunca mais se puderam divorciar. foi o período (1933-1976) em que mais filhos foram feitos sem nome de pai. nem baptizados podiam ser nas paróquias dos padrecas. salazar foi acusado de ter substituído o general higino pelo almirante thomaz. perfeita mentira! a área militar estava-lhe vedada. este almiraante era um ultra em tudo. vinha na linha do carmona. quando era ministro da marinha desenvolveu a marinha mercante com o célebre despacho 100. não foi salazar quem iniciou a modernização do comércio marítimo do país, mas sim os militares. no caso o almirante américo thomaz. convém dizer que este senhor era - apesar de ser um ultra - um homem honestíssimo. bem, até ao próximo textelho.
ps. este texto sai sem revisão.
varett

sexta-feira, 5 de junho de 2015

3º texto sobre: a ditadura militar iniciada com o golpe de óscar carmona que depõe gomes da costa só termina com a ação política do dr mário soares.


em 1954, no distrito de beja, após uma reivindicação salarial, um oficial do exército  português alvejou uma moça grávida que encabeçava um grupo de mulheres que ia propor à entidade patronal - o senhor da terra - um aumento de dois escudos por jorna. o trabalho consistia  numa colheita de favas. o oficial chamava-se carrajola e tinha o posto de tenente. em 1962, o capitão maltês e o major horta osório comandavam a polícia de choque. que interveio na cidade universitária. enquanto o major dialogava com os representantes dos estudantes, o capitão maltês não entrava nesse jogo dizendo que recebia diretamente ordens dos ultras. (1) e encabeçou a carga policial contra a malta. cheguei a ver o capitão maltês em frente à faculdade de letras a comandar agentes da psp 12 anos depois. por exemplo, (só são exemplos...) uma carga militar acabou por matar um civil que estava distraído a observar contestações de rua na cidade de ponta delgada-década de quarenta. a ditadura militar do estado novo e que tinha como testa de ferro salazar, sofreu alguns sustos pregados por militares de alta patente seus opositores: em 1949, o general norton de matos, em 1951 o vice-almirante quintão meireles e em 1958 o general humberto delgado concorreram à eleição presidencial. os militares estiveram sempre presentes nas intentonas. umas vezes de esquerda outras de direita. mas foram sempre eles quem mexeu com o poder pondo e dispondo consoante a sua visão das coisas ou negócios do estado. lembrei-me agora de uma operação militar com alguns civis à ilharga dita "caixa de fósforos". não fora alguns mortos e tratar-se-ia de uma guerra à solnado. estávamos em 1962,  o general humberto delgado e uma série de oficiais que não alinhavam com a ditadura do estado-militar-novo resolveram invadir o quartel de beja para o tomar de assalto e daí dar início a uma revolta que a derrubasse. eram mais de 100 os revoltosos. tiveram azar pois o comandante sozinho recebeu-os à bala dando origem a uma fuga desenfreada dos democratas. vou acabar por aqui pois tenho de contar quantos militares detiveram o poder em todas as frentes. vou começar pelos governadores civis. só pondo um olho nos textos: ena tantos! em tempos de paz o poder dos militares, já o disse e provei, era incontestado. no tempo de guerra, isso já nem se fala. a bem da informação devo dizer que só em 1962 os militares pela primeira vez foram entregues à pide. e foi esta que instruiu os processos. se não estou em erro um dos presos foi o major eugénio de oliveira. chupou 5 anos num presidio militar. edmundo pedro que também entrou no golpe conseguiu fugir fardado de capitão. disse ele que fora a primeira vez que vestira uma farda. mais tarde foi apanhado já sem farda.
mmb
(continua)