terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

a nova política cultural


sábado, 22 de fevereiro de 2014

pedrados? cannabis? nada disso: marcelo


ouvi algumas intervenções dos social-democratas e até que gostei. umas eram de gordas figuras públicas em dieta permanente, outras eram dos mais elegantes mas também mais desconhecidos do grande público. os congressos são praticamente todos iguais. claro que às vezes um artista não convidado surge de entre a plateia e desmancha o protocolo previamente dimensionado. em dois discursos me fixei: o de  passos e o de marcelo. passos com a lata que deus lhe deu e que os progenitores materializaram excedeu-se. foi brilhante. é evidente que misturou ações políticas da sua lavra com acusações aos adversários. mas isso todo o político ousa fazer para cair bem na pantalha. e posteriormente arrecadar papeis que se dobram como guardanapos e que oferecem - depois de contados - emprego a uns quantos. repenso: passos modificou a minha maneira  de o entender. para além disso - e não estou a brincar - teve a coragem de (re)promover o seu amigo e companheiro das lides ludo-politicosas. miguel relvas - que foi maltratado na praça pública por ter utilizado a lei das equivalências académicas em seu proveito com o fito único de obter tratamento de dr antes do nome próprio ou de família (dr relvas-dr miguel) - foi catapultado a principal conselheiro nacional do partido do poder. ouçam o que voz digo: nenhum ditador teria feito melhor que passos. passos tem tomates. tiro-lhe o chapéu! falo e escrevo a sério: a própria comunicação social que lhe ( a relvas) mordeu as canelas durante semanas seguidas por causa da velocidade com que foi requisitar um certificado de licenciatura mal o novel lic. foi expulso da trincheira estatal esqueceu o processo dele e de milhares que também queriam ser dr. antes de qualquer vocativo usual em receção de hotel ou restaurante público privado. acresce-se o seguinte: muito mais rápidos que o feito de relvas foram as aquisições de centenas de diplomas de mestrado conquistados que saltaram por cima de licenciaturas, não realizadas. a lei permite que qualquer um se possa mestrear sem qualquer habilitação bastando para tal passar no crivo de uma entrevista. é só confirmar. quando passos, o novo huno, pronunciou o nome do amigo relvas, a assembleia calou fundo de vergonha. garotada, pensaram. não, meus senhores! ficou esclarecido que daqui para a frente, mais ninguém é senhor total de um partido em portugal. passos põe e dispõe do partido. o regular funcionamento das instituições passa por ele doravante. é exagero? digam-me o nome de um só um político que tivesse tido a coragem de fazer o que ele fez a relvas? relvas  tinha caído em desgraça. todos fugiram a sete pés do último panzer social democrata que se tinha resguardado-refugiado  ultimamente no papel de escuteiro e na figura modelar de chefe de família. de gritos! e mais não digo. estávamos a assistir às cenas do costume e eis que surge o prof. marcelo para falar no congresso. habituado que estou a ouvi-lo encantado e a ser manipulado pela "sua lógica" não fiquei  mais perplexo  quando o mestre da palavra televisiva começou a tergiversar com substância. hipnotizou toda a gente. parecia o marido da fadista cidália moreira quando atuava no maria vitória. foi histórico quanto um hermano josé saraiva o podia ser; foi aglutinador de unidade tanto quanto um jorge jesus antes do nonagésimo minuto em jogos periclitantes. ia discursando normalmente até que repescou o seu passado revolucionário. "que saudade ao lembrar-me do assalto à sede legião portuguesa após o 25 de abril de 1974". o quê? quem encontrou lá dentro? o pai? rebolei-me a rir. eu se o fizesse encontraria o meu pai que era todo estado novo. ah, levava pela cara, lá isso levava, que meu pai não sendo fascista não era de brincadeiras com a ordem estabelecida, que bem nos alimentou a todos... bem falou o dr rebelo. e isso viu-se  com o grito de unidade de toda a massa congressal-crítica do psd. rebelo voltou a unir o partido de sá carneiro que depois por este dividido se uniu até ao descalabro cavaquista. um bom descalabro em estradas e fachadas. para mim tudo bem que gosto imenso de percorrer autoestradas no verão que as praias do sul me esperam até que a morte me impeça de pôr o pé no acelerador. interrompo neste momento este texto pois está a falar o presidente dos pobres de lisboa. o dr santana está a borrar o clima que foi criado pela pedrada cannabiana rebeliana. que rica passa que foi. santana está de pé e a discursar com os papéis organizados. não é um organon mas tem frases hilariantes que fizeram descontrair a plateia. falou santana de casais desavindos? não, mas sim de casais desempregados. choro na assembleia? não, mas compreensão. a compreensão possível dado que estão todos bem da vida. tanto quanto se pode estar em portugal. isto não é um comentário, eu não sou comentador mas também posso afirmar que não acredito em congressos tipo passarelle. contudo se tivesse que votar no melhor escolheria passos coelho de entre marcelo, rangel e santana. aviso: o que ele fez a relvas é para estarmos atentos. ele quer o poder só para si. quem assim procede não teme a linguinha da plebe de bairro. a ver vamos.
mmb



   

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

o caroço dos pregadores

padre pedro, missionário paulo, abade antónio josé, beato vitor, freira pregareta maria joão, capelão antónio (o contente sempre baixinho) e outros veículos da oratória da causa pública, todos eles - esta semana - imitaram os antigos pregadores católicos apostólicos de roma que iam de vila em vila  expandindo a palavra do senhor deus de moisés e de outros judeus refundida para moldagem pelos europeus tanto do norte frígido como do sul mais quentinho. para vender a palavra divina era preciso fazer lembrar a bem por vezes a mal por outras (fogueiras como último argumento) os benefícios da fé. com o andar dos tempos e quando as verdades mitológicas estavam bem assentes nas mentes e nos ritos dominicais e outras datas agendadas , os arautos passaram a organizar-se à volta dos estabelecimentos sagrados. a vida das poplulações retomou o ritmo normal após as conversões e viveram felizes para sempre como o príncipe e a branca dos sete anões. no entanto, as estruturas da metodologia  que orientaram essas missões evangélicas - dado que muito frutuosas - foram repescadas por uma outra classe de pessoas. refiro-me aos políticos. estes também têm problemas de pregação e mentalização. e lá de vez em quando lá vem missa, perdão, lá vem tomada de posse, comemoração, condecoração, campanha, parada militar, etc. e tudo para quê? para arregimentarem adeptos. a fé é que nos salva dizem os emissários da palavra revelada por deus criador da eva e do adão (hoje substituídos pelo óvulo e espermatozóide evolucionados), tudo pelo bem público apelam os segundos. e o que significa bem público? eu pessoalmente não sei! tenho uma vaga ideia. talvez distorcida do que isso é. mas depois de esta semana que passou ter assistido a preleções de pedro (passos coelho) em lugares onde o apuparam, de ouvir paulo (portas) entregue todo ele à agricultura impecavelmente vestido, de ter traduzido com dificuldade a verve de antónio josé (seguro), fiquei com a sensação de que estava na idade média. isto é, ouvia espalhar a palavra da verdade por toda a parte. numa segunda vaga de tipo vieira no púlpito, surgiram maria joão (avillez) e antónio (vitorino) já como coadjuvantes. qual era o motivo dos discursos e intervenções públicas? beatificar um tal vitor (gaspar) que estivera dois anos e tal a pôr em ordem os dinheiros dos portugueses que estavam em boas mãos e que acabaram por cair em mãos menos boas. em abono da verdade diga-se que antónio josé seguro não esteve nesse aglomerado de bons pensantes porque esteve em sines a delirar.  o parque mayer e as saborosas revistas à portuguesa estão a ser substituidos por novos entreteiners. não há comparação, estes últimos são mestres da dissimulação. são intelectuais uns, mixordeiros outros. como descobrir se o que dizem é verdadeiro e serve o objetivo que dá pelo nome de bem comum? é muito difícil para mim percebê-lo. mas recordo o que dizia   a minha avó quando a questionava acerca do que era a verdade e do que era a mentira. dizia ela: a verdade e a mentira depende do gosto de cada um. se gostares de azeitonas só tens de a comer de fora para dentro. dentro encontras o caroço. cuidado com os dentes. se gostares de amêndoas, terás - para as comeres - de partir a crosta que envolve o fruto pois  no lado no seu interior encontras a semente, que é o que se deve comer . para não dar uma de estúpido disse a minha avó que tinha percebido. agora lá! mas uma coisa sei. umas vezes como azeitonas pela parte de fora outras como a semente  do fruto da amendoeira depois de partir o seu fruto. e não é que o vitor gaspar está parecido com o santo condestável do século XIV. só que na litogravura do meu livro escolar o nuno álvares pereira tinha as mãos numa grande espada. ele há cada coisa!
mmb

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

césar extrarregional


antónio josé seguro foi alertado por carlos césar para reorganizar a estratégia do partido socialista, estratégia esta que está a levar o partido para uma longa travessia no deserto. porquê césar e não outro? bem, daqui para a frente vou inventar. nos últimos 40 anos - nos açores - surgiram  3 líderes de raiz e três quartos. mota amaral, josé de almeida e carlos césar. as ameaças de liderança foram materializadas por natalino de viveiros, martins goulart e berta cabral. natalino -  após a saída histórica de mota amaral no meio de um mandato legítimo - seria o indicado para o suceder. enganei-me na leitura que fiz dele. no entretanto refugiou-se num império onde pontifica com três jornais e uma revista. e foi-se. nada mal! martins goulart foi empurrado para liderar o ps-açores. fez alguns estragos, mas tão depressa surgiu tão depressa se volatizou. que ganharam os socialistas com a sua liderança? pompa e circunstância! outra experiência na liderança partidária nos açores  teve como personagem principal  berta cabral. o caminho que teve de percorrer para chegar a santana estava minado. todo minado. os verdadeiros líderes foram três como disse: mota amaral governou e governou que se fartou, apoiado pela igreja. sendo senhor de uma inteligência fora do vulgar foi por ela ajudado a entrelaçar as ilhas num todo. certo dia, mota amaral teve de sair à pressa e refugiar-se em lisboa. disse-se muita coisa acerca da sua fuga, mas só mais tarde saberemos o que levou um líder carismático-religioso dono de nove ilhas e meia dúzia de ilhéus a atirar o poder às feras e voltar ao posto de soldado. é verdade que foi mais tarde catapultado para a presidência da assembleia da república, mas que valor isso tem senão um prémio de carreira... é uma espécie de óscar que se costuma atribuir aos arrasta pés dos estúdios. quem traiu mota amaral? quem lhe destruiu a carreira imparável? não sei, já me basta estar a inventar até aqui. reparemos, agora, para um líder que dá pelo nome de josé de almeida. no período conturbado do pós 25 de abril onde alguns quiseram sovietizar os açores surgiu um movimento popular com muita força que travou tendências suicidas em terras de controlo norte-americano. quem o encabeçou foi josé de almeida. e durante anos aparecendo e desaparecendo do palco ativo foi a ele que se recorreu para dirigir exigências legítimas dos açorianos. foi alvo de censura nos órgãos de comunicação social. abafou-se a atividade dos independentistas e apagou-se a história dos açores nos últimos 40 anos. lisboa recebeu instruções de washington  e em troca da não intervenção dos eua teve de autorizar a criação de uma assembleia legislativa com um governo próprio. por outro lado deixar cair o seu aliado josé de almeida foi uma medida diplomática. portugal da altura deixou de impor aos açores a tal sovietização que alguns crânios mais desvairados julgaram ser o futuro do mundo (deles). note-se que tanto governo como assembleia funcionavam a fingir. era a brincar, mas como pagavam bem, os "representantes do povo açoriano" também fingiam. e por que não? apesar de ser a fingir, a assembleia permitiu que nela  sobressaíssem várias personalidades empenhadas na atividade política. uma dessas foi carlos césar que surpreendeu pela positiva. o seu discurso permitia vislumbrar um caminho aglutinador assente em não roturas, coisa que não era apanágio dos social-democratas amaralistas cheio de votos, baptizados, procissões, mitos e bandas de música. a cada intervenção carlos césar juntava mais uma peça no acrotério vazio da liderança socialista. com a queda do "antipático" goulart o ps ia-se transformando mais numa consciência cívica do que num verdadeiro partido capaz de enfrentar o poderoso psd. césar aparecia e cativava. o ps começou a florir numa sociedade capada, esteriotipada e visceralmente anti-esquerda. aquelas frases de combate ao inimigo político foram substituídas por  avisos aos adversários. aos poucos foram engolindo um césar democrático e abrangente. uma cultura de esquerda adequada à mentalidade açoriana foi criando raízes. ramos cresceram e flores para colher e pronto, estavam os social-democratas arredados do que pensavam ser o eterno poder tradicional na parvónia. na primeira campanha eleitoral para as legislativas  que o elegeram césar destronou os adversários. quando começou a governar perspetivou a prazo uma ação globalizante onde as pressões políticas  foram diluídas sistematicamente. perseguições deixaram de estar presentes no dia a dia, o que de certo modo aliviou as mentes de  putativas vítimas. abriu a governação aos ostracizados. e sem abandalhar recuperou pessoas que a política tinha desfeito. ao mesmo tempo mudou a face física dos açores. são miguel que tinha marcado passo ao longo de vários anos de democracia, no fim dos seus mandatos já não era o mesmo são miguel. quando césar sai dos açores, fá-lo para a frente. é um júlio césar comandante das hostes romanas que regressa a roma. claro que esta roma é rateira e não o coroou com folhas de louro. mas como os socialistas-romanos-de-lisboa estão a contas com falta de liderança capaz de travar o inimigo, inimigo esse que tem deixado os bárbaros entrar nas fronteiras outrora invioláveis, qualquer vento encanado abala todo o ps, neste momento dividido e subdividido em vários paladares. (este período está extenso e um pouco confuso. paciência) antónio costa que envelhece dia após dia está à espera que uma  de duas portas se lhe abram. ou belém ou são bento. se apontar para belém, o esforço é menor do que se se candidatar a são bento. governar este inferno arrepia. se costa quisesse muito são bento já teria posto ordem no ps e no país face ao destruir do estado português pelos putos do psd. moralmente teria o apoio de todo um povo descontente. depois,  governar é que está quieto. césar em lisboa é como um eletrão. ora está aqui e não sabemos a que velocidade se move, ora sabendo a que velocidade se move desconhecemos onde se encontra. bastou césar retocar a gesta de seguro e todo o ps residencial se propôs a desdizê-lo. encenação, claro está, pois sabem que assim o ps está aqui está à bloco e lá se vão as digestões prolongadas encharutadas. o que o ps quer é líder. e neste momento caiu do céu césar. pelo menos para antónio costa o matemático das urnas. o que costa deve estar a pedir a césar é que não abane muito seguro senão tem ele de se candidatar a futuro primeiro-ministro. vai-te mexendo devagarinho que as presidenciais estão por aí e isso agrada-me mais do que qualquer outra coisa. quando chegar as eleições para as legislativas tens de avançar pois tu só tens trazido vitórias para os socialistas. e  césar, não pensa? claro! césar é um unificador e o papel de presidente da república cabe-lhe que nem uma luva. é um socialista limpo, não chefia fações internas do seu partido. não está para aí para dividir. e o que disse de seguro está na mente da maioria dos socialistas e do povo em geral. só que não o dizem por cobardia. os portugueses estão fartos de cavaco e quejandos. seria salutar um açoriano em belém. no passado conturbado foi assim. teófilo braga, manuel arriaga foram lições políticas. o segundo andava de elétrico no tempo em que era chefe de estado. "10.000 euros mensais nem dá para os alfinetes da minha maria." essa imagem tem de ser corrida dos detentores do poder. mais. césar está livre de compromissos. e isso é muito perigoso. ai se é...
mmb

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

papagaios criados pela igreja e pelos partidos. os primeiros estão a aprender a libertar-se com papa francisco enquanto os segundos ainda se treinam nos novos conventos

os seminaristas eram arrebanhados ainda na terceira infância pela igreja. as crianças fazem os seus primeiros anos de formação nos seminários menores sendo depois integrados nos seminários maiores onde lhes são ministradas matérias como filosofia e teologia. quer dizer, se não saem com antolhos para a vida prática deve estar muito próximo disso. basta lembrar que uma das regras internas é proibir visualização de corpos nus, por exemplo. depois há toda uma panóplia de mistérios e e milagres que são aceites sob pena de não se licenciarem como sacerdotes. a formação é superior, mas fechada. ali se fala de verdadeiros mitos com tanta certeza que ai de quem os coloque em causa. a mim aconteceu-me quase uma desgraça quando questionei o padre de religião e moral sobre matéria da fé. foi o fim! ó senhor padre, eu não sou obrigado a acreditar nessa sua informação! foi só o que eu disse. bem, adiante. a igreja fez de liceu e universidade para quem tinha fracos recursos ou vivia longe dos três centros académicos. as universidades nasceram das catedrais e durante séculos o ensino esteve na mão da igreja. por exemplo, a faculdade de letras no meu tempo tinha mais padres que a paróquia da minha cidade. os padres com o seu fervor religioso acabavam por humanizar o deus e seus parentes mais próximos fornecendo-lhes características como vingança, castigo e pecado. enfim, era assim que mantinham as mentalidades dos seus fiéis no grau zero da evaporação cerebral. não tinham outra linguagem alternativa. era o que estava a dar e o que saía das suas mentes. por azar meu dei por mim na terceira infância a ler livros "proibidos" e, claro, passei a desconfiar dos enlevos fideístas e seus pregadores. milagres era coisa que eu nunca chupei. falas divinas em todas as línguas, pior ainda. porém, certo dia perante um possível perigo de morte comecei a pedir batatinhas a deus da primeira infância: ai nosso senhor querido, eu que tenho tantos pecados... sim fiz essa figura. tenho de aceitar que o que me meteram na cabeça surtiu  efeito na ocasião. senão controlar racionalmente os incidentes que me surjam em ápice ficarei mal colocado. espero estar bom da cabeça para fugir àquelas cenas de fim de vida em que se reza e encomenda a alma a deus. quero ter prazer ao morrer. tenho exercitado diariamente esta minha intenção. é um treino do tipo que jorge jesus aplica ao jogadores do benfica para vencer os jogos... bem, quero dizer que eu e outros fugiram a sete pés da castração judaico-cristã. há quem não pense assim e eu não respeitando racionalmente o fato acabo por perceber da sua "necessidade".   "as vocações" foram desaparecendo à medida que o estado foi criando todo o tipo de escolas para toda a gente. num plano paralelo (mal comparado) surgiram no fim da ditadura salazarista organizações de ordem política que passaram a preparar adolescentes para futuras ações difusoras das suas ideologias. criou-se assim uma espécie de seminários abertos. destes saíram líderes e seus adjuvantes que se atiraram às palavras com tanta ou mais energia que os antigos emissários da palavra divina. são eles que dão vigor aos partidos. são uma espécie de jogadores criados na escola do sporting. o sporting criou o ronaldo e o psd o durão barroso. quer dizer os miúdos que saem das escolas de jogadores não sabem fazer outra coisa senão dar chutos na bola. os paridos dos seminários políticos  quais sacerdotes (também existem sacerdotisas) têm como missão encher a cabeça dos eleitores das suas verdades. quantos mais conseguem arrebanhar mais sobem na escala partidária. alguns chegam a bispo mercê das sua qualidades influenciadoras. passos chegou a bispo, por exemplo. e relvas? a cónego. e ministro silva penteadinho? a abade. a juventude partidária é um espanto! é que se não fosse assim iriam enfileirar as estatísticas dos desempregados ou candidatos a emigrar. os partidos são centros de empregos para os seus jogadores. estes invadem todos os clubes e não só. só  são eles que jogam todos os domingos, apesar de haver outros mais aptos. os atuais partidos dividiram o estado em parcelas  apropriando-se de certas cotas. é por isso que não nos espantamos com a colocação no alto funcionalismo público e noutras mordomias esquisitas de certas pessoas. tão contentinhas que elas aparecem no seu papel. são os papagaios da era moderna.
mmb

ah, maldite, excomungade!


antónio capucho abre os noticiários sistematicamente. de quem se trata? até hoje, era considerado um dos mais categorizados e nivelados social-democratas. no tempo do namoradeiro sá-carneiro (de quem f. holland copia no cuspar as leis da santa madre igreja) foi escolhido para secretário-geral do psd. mais tarde aparece como ministro de cavaco silva no tempo da loucura dos dinheiros da união. depois, ei-lo presidente de cascais, até que saiu da presidência por sua livre vontade. e por sua livre vontade concorreu numa lista fora do seu partido à assembleia municipal de sintra. nada consta em seu desabono nas fichas policiais e/ou morais. digamos que se trata de um homem digno. falo e escrevo pelo que sei e que veio a público. de repente, foi expulso do partido. eh pá, tudo serve para aumentarmos o nosso saber. e este caso faz-me recordar as excomunhões do passado assinadas pelo papa ou seus representantes credibilizados para o efeito. na minha já costumeira ignorância, julgava eu que aquele ato não passava de uma proforma. mas não era assim. as pessoas ficavam impedidas de certos comportamentos interativos de ordem social e política. outros tempos, outros papas e seus poderes! digamos que ninguém gostava de ser visto em sua companhia. quando se tratava de um figurão a coisa ficava pior que estragada dado que era apontado a dedo pela plebe. se o excomungado fosse um zé das couves qualquer, bastava mudar de vila ou aldeia e passaria despercebido. na companhia de capucho foram corridos do psd uns quantos gravetos que ninguém sabe quem são nem ninguém quer saber. como capucho ocupou vários cargos importantes nesta democracia - ultimamente era conselheiro de estado - não deixa de ter certa visibilidade. claro que a partir da sua excomunhão os aspirantes a lugares remunerados do estado e a companhias de aconchego vão voltar-lhe as costas para não serem penalizados pelo chefe dos carreteiros. capucho e sarna estão - a partir de agora - muito identificados. só que a política é a arte do possível e do impossível. e capucho, um todo fleumático tio da linha, não vai atirar ao rio todo o seu capital político que amealhou ao longo do seu percurso de vida. passsou a reserva da verdadeira social-democarcia portuguesa. não tem ações escusas, não meteu a mão em dinheiros públicos, não se pôs a bater nos adversários com os bofes vomitando impropérios, não pactuou com empresários. está limpo e agradável. temos candidato futuro quando a epidemia for debelada do partido que ajudou a nascer em tempos perigosos para a democracia. quem assim é em política não deve ser chutado sem mais nem menos. e digo isto porque  temo que com estas excomunhões fiquemos só com o lodo debaixo dos pés.
mmb

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014