segunda-feira, 30 de abril de 2012

pensamentos de varett

*
pior do que a monarquia constitucional são as ditaduras de esquerda e de direita. pior do que a monarquia constitucional são os estados partidocráticos. pior do que a monarquia constitucional estão os tribunais que julgam de acordo com os "juízes" de rua e da praça pública. pior? muito pior!

quando tenho consciência de que tenho consciência, fico com consciência de quê?
varett 2012
*
o lugar de deus é nos museus. está como as múmias, já não fala nem ouve ninguém. é um embalsamado.
varett 2012
*
sê bom pelo homem e não pelo mito = realiza-te com o teu semelhante.
*
não vou repetir as teses em que defendo o regime monárquico. já não tenho pachorra. só vou acrescentar que a monarquia natural só pode coexistir com a ideia de nação. o monarca limita-se a representá-la e a defender o que o povo decidir. torna-se - o monarca - daquele o seu defensor. não foi sempre assim. eatá bem, porra! isso foi no passado. ai do monarca que se atreva, hoje, a tornar-se partido. passar-se-ia de um regime natural para o regime da macacada. digo regime natural na medida em que é respeitada a nossa programação biológica. não tem nada a ver com o poder abençoado por deus e etc que são umas quantas baboseiras criadas pelos antigos monarcas mais a malta dos templos. os povos precisam de quem os represente e os defenda. está provado materialmente que assim é, pois o exemplo dos que querem substituir o chefe natural e nacional é demasiado conhecido: um mau exemplo, o do passado. no século XIX, os monarcas suecos não tendo descendência procuraram fora da suécia uma pessoa para adoptar. quem foi escolhido para ser futuro rei foi um general de napoleão (esquece-me agora o nome dele. vejam, por favor, na enciclopédia ou na net se quiserem). para evitar que um futuro pretendente trouxesse divisões e guerras internas correspondente a interesses de partidos (os reis) tomaram essa decisão arrojada. inteligente? penso que sim. aos representantes da nossa casa real e de outras formas de representação monárquica falta-lhes cultura para poderem mostrar ao povo o quanto é benéfico mudarmos de sistema de representação. o nosso não passa de um misto monarquia comunado  com chefe de partido que representa interesses medonhos. para terminar. vejamos, o rei joão carlos (descendente directo de dom manuel I de portugal) e a sua performance em áfrica. tem de resignar. no mundo de hoje andar a matar elefantes como os caçadores furtivos é de correr com ele. que venha filipe e a sua letícia. o rei está velho? muda-se. é assim a vida. a república portuguesa está doente? mude-se de regime. viva o rei! seja ele qual for! se tiver sangue real do início da nacionalidade, melhor ainda. uma nação é uma família e esta tem chefe. não sou eu que o digo, é a natureza que o mostra.
*
* viva o rei de portugal e do povo!



domingo, 29 de abril de 2012



o meu bilhete de identidade é o único que não me mente. estás velho e enfurrujado, diz-me quando o apresento para fins de pagamento de coisas sérias. filho de puta! já lhe disse que isso não me chateia. o que me chateia são as paragens que tenho de fazer por causa da porra das pernas. fraquejam e paro. respiro. depois lá vão mais umas passadas e mal chego a casa ligo a antena dois. o único serviço público que ainda não foi contaminado pela porra da política, melhor dizendo, pelos políticos que nos invadem de sorrisos quando nos querem chupar os votos. mal conquistam um lugarejo, nunca mais os podemos tocar (apalpar não me importava de o fazer na querida cristas, com o devido respeito, está claro) nem ouvir. ouvir, minto, podemos fazê-lo na rário e nas estações de televisão. deixámos de lhes servir e eles a nós por motivos ainda hoje por descortinar. a verdade (se é que isso existe) é que pouco tempo depois estou a dar cabeçadas no livro que tenho no colo. não é só sono não. deu-me para ler um tal de schopenhauer pela pena de ribot. como não sei francês. aliás sei o suficiente para perguntar - há que anos - a uma francesa da rue pigalle quanto custa ir para a cama (com ela), pedir leite e pão, enfim combiem? não dá para tantos voos. e é mais por isso que pego no sono à segunda tentativa  folheio no dicionário o respectivo significado, dado que o significante eu ainda posso soletrar. anda para aí uma onda para repescar os velhos e dar-lhes um fim dignificante academicamente falando... da minha parte agradeço, mas já não dá. se os novos andam aos bonés, o que faremos com títulos universitários? querem mexer-lhes (aos velhos como eu)  com o cérebro para os espevitar. eu gostaria era de manter aquilo que perdi mas noutras zonas do corpo mais palpáveis. se não fosse por causa das coisas eu ainda me ponha a aprender o islão para - no caso de ir para o céu - ser recebido por setenta virgens. por causa das coisas quer dizer que ainda me limpavam o sarampo por duas vezes. não, não arrisco que eu desde que tenho cu tenho medo e muito. a minha avó - que não sendo nenhuma sábia - disse-me coisas que eu na altura queria era ser mouco: guarda sempre uma ou duas gargalhadas das muitas que costumas dar que é para quando estiveres a gemer de dor física, ou outra, elas te compensarem. pois, apesar de não ter dado muita gargalhada  por causa dos tropeções dos velhos fi-lo só uma vez em que me ri imenso quando meu avô da cidade ia caindo sustentado por duas bengalas. sim, duas bengalas que meu avô era rico e tinha uma certa inclinação pelo sr. presidente do conselho. escrevo com s porque não me predisponho a ficar de cócoras. então eu que chumbei por causa do ditado. foda-se! penso que até já escrevi sobre isso. ah, esta cabeça! c de cão para concelho do imi e s de sacana para o que diz a galinha ao pinto. que confusão! às vezes a minha cabeça fica oca. não perco o hábito de escrever só que não tenho nada para dizer. já agora que estou com a mão na massa e não me apetece enviar ao filóso afonso - companheiro de abril (à cicil, claro) - um recado que é o seguinte: já cheguei à capital. agora é só marcar a dia para o café vegetariano. também, se ele não ler este texto, no problem. ah, já sei o que queria escrever. bom, mas agora é tarde. fica para outro dia. como não tenho sono e não gosto de tomar drogas (gostar eu gosto, mas já não me posso embebedar) para ressonar vou pegar no th. ribot que aquilo é remédio santo e nem preciso ir mais do que uma vez ao dicionário. as fotos? bem, uma é de ponta delgada velha, beata e ordeira de ontem e era lá que eu brincava. a outra é de um barco enorme que nem em pesadelos sonhava vê-lo  beijar as rochas do calhau das senhoras que foram obrigadas a frequentar outras aquáticas paragens.
varett

quarta-feira, 25 de abril de 2012

a cada um o seu 25 de abril

caro companheiro tribuno das liberdades

relatar os factos que tiveram lugar em lisboa em 25 de abril de 1974 pode dar origem a interpretações pouco credíveis, dado que muitas vezes elas surgem eivadas de ideologia ou de precipitação intuitiva, para já não falar da doença da clubite muito afeita aos humanos. fosse o que fosse que tivesse acontecido naquele dia - mesmo dando ouvidos  a insignes construtores sectários de histórias -  uma coisa pode afirmar-se em termos de comportamento observável: o povo ao sair em massa para a rua inverteu o programa dos oficiais do quadro (uma espécie de homília de boas intenções pseudo-humanistas que minuto a minuto se foi tornando num abc de esquerda consoante o volume dos gritos de quem viveu reprimido durante quase 50 anos). ora um povo pobre que servia para carne de canhão para manter interesses coloniais, tão depressa se viu liberto tão depressa se amontoou nas avenidas e ruas da capital tornando-se numa espécie de tsunami sem cabeça. primeiro ficou encantado com o espectáculo da soldadesca armada para logo a seguir começar a dar caça desenfreada aos que tinham alguma coisa e que representavam um poder aterrador sustentado por uma sanguinolenta polícia política, uma polícia de segurança pública feroz na vigilância e cumprimento de leis contra o povo, uma guarda nacional que defendia os patrões à lei da bala para manter a subserviência dos mais desgraçados, vigilantes da pátria como a  legião e brigada naval que viviam defendendo o estado novo através da denúncia dos emergentes democratas. tudo isto acompanhado por uma religião oficial que vinha há muito retardando o crescimento intelectual de toda gente. perante a gritaria e o histerismo  geral teriam os golpistas de tomar posição senão o país caíria num caos imparável. e naturalmente seriam arrastados pelo desastre que iniciaram sem prever as consequências. note-se que apenas queriam reivindicar uma justiça de ordem corporativa. não passavam de um grupo cansado de guerra e de injustiça. um "bando" que nada tinha de ideologia na cabeça. não leram camilo, não leram eça nem tão pouco antero. eram os mais lídimos defensores do fado, futebol e fátima. claro que havia um ou outro que tinha umas leituras mais afrancesadas, como era o caso de melo antunes. mas mesmo este não era homem para pegar em armas e derrubar o poder instituído. ele servira o regime embora o criticasse intelectualmente. no dia 25 de abril de 74 encontrava-se a 800 milhas do palco da golpada. boa cabeça, não teve outra solução senão dar uma mãozinha nos textos que o otelo tinha na cabeça confusa. os militares não são dados a reflectir. são pessoas limitadas e isso compreende-se. são militares criados para obedecer aos políticos. tudo que for além disso dá disparate. compreende-se por  que os capitães - para não perderem o domínio da tempestade que arrasava o país - tivessem de chefiar a rebeldia geral. assim, de golpistas palacianos passaram a imitar os revoltosos da américa do sul que combatiam um capitalismo esclavagista de toda a população latino-americana. otelo que dirigira o golpe - por ser o mais mediático - deu uma de che guevara. foi promovido a oficial general e deram-lhe uma força de polícia político-militar (coopcon) para aguentar o que se previa: divisão da sociedade civil. foi responsável pelas centenas de prisões de pessoas que viviam sob a bandeira do salazarismo (não havia outra opção para quem quisesse viver em portugal). prendeu-se homens e mulheres só por serem ricos. bancários ou fugiam ou iam dentro. esta festa popular-militar deu azo a verdadeira anedota: deixaram marcello e thomaz "fugir" para o brasil numa desnorteação total. os verdadeiros responsáveis escapavam assim à justiça . antes que fosse tarde demais os militares começaram a ocupar tudo que era cargo. estou lembrado de o então major eanes ter sido catapultado a presidente da rtp. e logo ele que é falho na figura mediática.. militares feitos ministros com poucas letras era o pão nosso de cada dia. ao mesmo tempo que os militares eram arrastados pela  desportugalização, a propriedade privada era assaltada em certas zonas do país (aquelas onde o partido comunista tomara o control das massas, como o alentejo, por exemplo). de um dia para o outro milhares de famílias ficaram sem nada devido ao assalto dos seus bens. as casas apalaçadas despovoaram-se devido à fuga dos seus proprietários. tudo isto nas barbas dos revoltosos. era impossível tomar mão da onda socializante que assentara arraiais entre nós. e foi assim que enquanto uns tantos fugiam perdendo a fazenda, outros tantos a ocupavam. uma nova burguesia tomava lugar da velha  tendo como lema o poder do povo, substituído logo em seguida pela democracia burguesa. enquanto o povo não baixou de excitação as suas reivindicações foram tomando forma. ideias como, pão, paz, habitação saltaram para o texto constitucional. houve quem arranjasse casa, desse educação aos filhos e arranjasse emprego no estado. este começou a dominar todas as áreas anteriormente pertença das famílias (60 ou à volta disso) patrícias nacionais. em pouco tempo o estado português passou de um estado confessional para um estado totalitário na linha do materialismo dialéctico. os meios de produção caíram nas mãos de  novas organizações: os partidos políticos. o estado não reteve a lição da história materialista. assim como os generais de alexandre repartiram o seu império logo após a sua morte, assim também os partidos-generais dividiram o estado português entre si. claro que isto só se deu quando os militares caíram em si e regressaram aos quartéis com o rabo entre as pernas (exagero de linguagem aceito a crítica do doutor bastos. saíu assim... foram todos penalizados e a carreira foi ao ar. tiveram qualidades que temos que realçar. poderiam ter feito pior, isto é, não deixar o poder e enveredar por uma ditadura militar mais prolongada. nisso portaram-se bem. a liberdade veio estabelecer-se entre nós. a imprensa tornou-se livre tempos depois, pois houve no princípio tentativas totalitárias de uma certa esquerda ( a esquerda totalitária) para criar em portugal uma satelização soviética. em vez desta caiu-se numa república das bananas apadrinhada pelos estados unidos da américa. o partido socialista enveredou por este tipo de protectorado. hoje, sabe-se que os golpistas não tinham como objectivo acabar com a pide/dgs. bem, esta análise ficará para daqui a 50 anos, pois parece que aqui há gato e não é o gato de schrodinger. mais um dado positivo: a politização de muito capitão de abril (nome que depois foi-lhes atribuido). a maioria voltou a estudar e foi assim que por exemplo um dos golpistas - maia -  se formou em sociologia. e outros de quem o nome esqueci. portugal tornou-se de um momento para o outro numa universidade (universal) do conhecimento ideológico. nasceram como as ervas daninhas centenas de cronicões, politólogos, fazedores de opinião, líderes políticos, corruptos, políticos lacaios de empresários, empresas parcelares (uma espécie de fundo fantasma onde o dinheiro do povo foi parar), etc. as cadeias estão a abarrotar de bons pobres, e de bons assassinos estrangeiros. os hospitais já não têm filas de espera (os doentes já morreram), as escolas que formaram humanistas, juristas, jornalistas, economistas, sociólogos, professores, e etc, fomentaram o desemprego. a fome já deu sinais de si em certas zonas do país. a segurança social foi assaltada e está prestes a entrar em colapso financeiro. o ministério das finanças inventa diariamente novos impostos. ah, para terminar, o primeiro-ministro é um tal empregado de um empresário que já foi ministro de um partido que associado a outro tem arrastado o país para o desnorte económico e para a sodomia política.
ps: não posso deixar de dizer que de qualquer modo fiquei satisfeito com a queda da quadrilha que geriu portugal durante o chamado estado novo. isso deveu-se, claro está, a um punhado de homens que arriscou o pescoço. se o fez em nome do povo: obrigado. se foi apenas para olhar o umbigo: pois é, há males que vêm por bem.
varett

terça-feira, 24 de abril de 2012

iremos ao fundo?

  1. será que os açores irão atrás das directrizes dos novos donos de portugal? será que a riqueza que nos passa pelas ventas não poisará por aqui?

sábado, 21 de abril de 2012

nos açores as empresas públicas encontram-se em falência técnica


a primeira empresa insular que se esvaiu sem estrondo nem reclamações foi a televisão dos açores, a ainda chamada rtp/açores. foi criada pelo imperativo político de impedir a independência das chamadas ilhas adjacentes englobadas no antigo império colonial português. foi uma opção caríssima. mais uma vez os cofres do estado foram assaltados pela ideologia (expansionista, no caso). porém, tornou-se compensadora pois uma vez controlada a informação o domínio "lusitano" teve artes de se prolongar. independências que se tornaram numa evidência criada pela difusão do programa do mfa reconstruído após o 26 de abril de 1974 foram adiadas. as contas das despesas foram metidas em caixinhas e embrulhadas no amontoado da mãe. isto é, na rtp. um fosso enorme onde há de tudo um pouco. um organismo do estado que se rege por normas próprias de um clube/empresa privada. foram tornados públicos os vencimentos de alguns "colaboradores" e "colaboratrices". uma coisa pró grande! quanto a negócios de compra de material (filmes, documentários e bosta pornográfica)? bem, só os deuses é que estão nesses segredos. só que para manter aquele aborto mal cheiroso nós dispendemos milhões e milhões. que muita falta nos faz. quanto aos açorianos? bem, penso que não merecem mais. está-lhes na massa do sangue ficar de cócoras contra os ventos da história. saltemos para uma coisa que dá pelo nome de sata. uma companhia à imitação da tap. sabemos o que é a transportadora nacional. uma empresa que se fosse obrigada a fechar, portugal teria de vender o algarve para pagar a enorme dívida que ela acumulou e fez crescer ao longo destes últimos 30 anos. tanto a sata quanto a tap - que parecem ser duas companhias - não passam de um jogo de capitais esquisitos. se duvidarem, investiguem, por exemplo, na internet e nos ministérios das finanças e da administração interna. atenção pois os ministérios vão mudando de nome consoante as vitórias eleitorais. claro que uma investigação deste tipo dá para perder mito tempo, e já não há pachorra, nem tempo nem dinheiro para isso. estamos quanto a investigações de coisas escabrosas sujeitos à boa vontade de uns quantos espiões que colocam cá fora (ao público) o que vão apanhando quando lhes passa pelas mãos coisas significativas. os verdadeiros jornalistas de investigação em portugal estão todos nos ministérios e nas polícias. os jornalistas que estão cá fora são uma espécie já gasta. ora tanto a sata quanto a tap estão falidas tecnicamente. em pior situação está a sata com uma dívida tão alta quanto a montanha do pico. ela dá pelo nome de empresa de utilidade pública ou empresa pública consoante as modas. tanto a tap quanto a sata vivem da exploração do povo açoriano. praticam tarifas fora de toda a conjuntura turística actual. impedem que se viaje para as ilhas e só permitem aos mais abonados a saída. que contas presta a sata ao povo açoriano? responderão os seus donos que está tudo no branco e no chocolate. mais, que as contas estão disponíveis a quem quiser consultá-las e etc. bem fiquemos por aqui pois com este tipo de imbecilidade que opera nos crânios dos indígenas insulares não vale a pena gastar muita saliva. a sata e a televisão são dois símbolos de colianismo encapotado. enquanto não nos livrarmos do modelo que as gere estaremos sempre sujeitos a este tipo de vivência que envergonha uns tantos e alimenta um punhado.
manuel melo bento
(texto ditado pelo telefone e transcrito por paulo rehouve)
nb: este texto não obedece a nenhum acordo ortográfico oficial. limita-se a fomentar a luta de letras. ganharam as minúsculas. todas iguais todas democráticas...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

ideia perigosa de varett por paulo rehouve - o governo que se cuide


à consideração do primeiro-ministro

senhor primeiro-ministro


estas linhas não passam de uma informação que lhe devo por ofício de formação. foi um juramento de profissão de que não abdico. esta tarde, estando eu a ouvir varett discernir sobre o estado de direito e das responsabilidades das sociedades europeias que muito bem foram caracterizadas por voltaire no século XVIII, fiquei abismado com as conclusões a que chegou. disse ele que se o povo se dirigir às forças armadas para que estas recoloquem os verdadeiros democratas no poder, o senhor e os actuais partidos serão expulsos das instituições como o foi a acção nacional popular, aquando do golpe militar do 25 de abril de 1974. está a ver o professor marcelo caetano dentro do chaimite no largo do carmo e o povo cheio de saliva pronto para lhe esfolar o cabedal? bem, tome cuidado! ainda está a tempo de corrigir os erros e de repor o sistema político que dirige a coberto das promessas que apregoou quando andou à caça dos votos dos portugueses para ser eleito como salvador da pátria. veja o seguinte cenário: o povo português farto de si e dos seus a manifestar-se nas ruas e a gritar pelas forças armadas (as verdadeiras): queremos democracia! queremos democracia! o povo está com o mfa2! depois ouvem-se rajadas de metralhadora no rossio. a subir a avenida da liberdade partindo dos restauradores milhões de portugueses a cantar o hino nacional abraçados. está a ver a cena dentro do velho chaimite posto novamente a andar? se não está, estou eu. ah, não esquecer que a malta nesses dias prescinde da ida à praia para fazer volume de rua. na costa da caparica e a do sol só estarão as bifas a apanhar o sol. do nosso, claro!
cumprimentos, melhor dizendo, a bem da democracia
seu
paulo rehouve