segunda-feira, 12 de março de 2012

prof. medina e jornalista judite estão aqui estão em salto quântico numa rua de andrómeda


o que disse o professor?
- "portugal é um bairro das cantigas"
o professor medina carreira tem vindo a subir de cotação de todas as vezes que surge no programa de judite sousa. no princípio das suas intervenções cometi o erro de o achar fora do sítio. errei. o professor é um cientista em coisas de estudo económico. produz um discurso em termos matemáticos. claro, que às vezes torna-se caústico. o homem tem razão. ponto final. para mim portugal não passa de um engarrafamento de trânsito tendo como orientador um polícia de trânsito formado nas escolas do estado novo. gostaria de pegar nas palavras do professor e começar a abstrair à minha maneira. à parte do ganguismo - para não dizer gangsterismo - de que foram acusados alguns políticos que dirigiram o estado por outros que também lá estão bem assentes no poder (de mexer nos dinheiros públicos). à parte este pequeno pormenor, devo dizer que também tive acesso a números. estes dizem respeito ao organismo que vai dar o berro. melhor dizendo, que está na bancarrota. daqui a 3 meses o fundo de pensões vai reduzir para quase metade as contribuições a que está comprometido. falar claro: se recebes 1.000 euros vais ver que só te pagarão um pouco mais de 500 euros. e porquê? está escrito na contabilidade do organismo que superintende as caixas que já não há dinheiro e que o estado esgotou a sua capacidade para negociar mais empréstimos para este sector. ordens claras da troika. aliás, já foram divulgadas as normas que o mesmo organismo regulador financeiro tinha para este governo aplicar. esta medida só será travada se o governo de passos renegociar a dívida. nessa altura e só nessa altura cavaco silva irá salvar a máscara interferindo no sentido de obrigar o executivo a inverter a marcha suicida que nos levará a uma possível guerra civil. a reforma que passos está a querer realizar não é mais do que aquilo que caracterizou o começo do estado novo. só que salazar podia fazê-lo porque os compromissos do estado na área da segurança social eram nulos. só os funcionários públicos aspiravam à reforma e como se sabe eles só recebiam uns trocos. havia reformas no sector privado, mas só abarcava um número mínimo de privilegiados. a segurança social no tempo do bondoso ditador estava a cargo das misericórdias e na quantidade de filhos que os pobres "faziam" para assegurar um fim de vida digno. a fome era um hábito. hoje, a fome pode dar asneira já que os portugueses se convenceram que podiam fazer várias refeições ao dia. até as escolas foram transformadas em pastelarias e em restaurantes. ah, os portugueses até engordaram e é vê-los obesos e felizes a consumirem vorazmente nas grandes superfícies. os tempos são outros. salazar paralizou o país económico para estabelizar a vida. quer dizer. ele achou que a primeira república tinha gasto muito dinheiro com a educação (havia escolas superiores do magistério primário que salazar reduziu a um ensino medíocre que pouco contribuía para o crescimento mental dos portugueses. um ministro salazarento até afirmou que bastava a terceira classe para o povo macho...). o povo era pobre e pobre continuou. agora a coisa fia mais fino. passos quer fazer o mesmo e julga que pode fazê-lo escudando-se na troika. de facto, pode fazê-lo se tiver forças policiais a ajudá-lo na repressão. também, convém dizê-lo, sozinho não andará nas ruas porque já houve sinais que indicam ser perigoso. salazar manteve a miséria à custa da psp, da legião, da judiciária, da pide, da guarda nacional republicana, da guarda fiscal, de alguma facção militar e dos bufos que eram aos milhões. um costume muito dado a seres inferiores. refiro-me a bufos de ordem política, se me faço entender. ora, na altura, o grande sábio da economia organizou as finanças públicas em nove meses. salazar era de facto um homem muito grande. a seu lado o cardeal cerejeira - que navegava nesse mesmo mar, o da repressão aos trabalhadores e apoio à guerra - tinha a mesma credencial. o escudo (que era a nossa moeda) tornou-se uma das moedas mais fortes do mundo. isto é verdade. não estou a gozar. vejam só as medidas do governo de salazar e procurem relacionar com o de passos: o estado novo permitia que os portugueses do continente (os ilhéus foram transformados em escravos tecnicamente expressos que nem isso poderiam aspirar) fossem de salto para frança, alemanha e luxemburgo. o governo salazarista era tão sacana que sabia que eles iam fugidos e fechava os olhos, mas nem mesmo assim procurou defender os seus interesses criando serviços de apoio porque iria gastar dinheiro em mais repartições. salazar só via o lucro em divisas que entravam diariamente pela fronteira. esses milhões eram enviados pelos portugueses para os seus familiares. o banco de portugal transformava de imediato os francos e os marcos em escudos. salazar - grande incentivador da agricultura nacional - comprava o trigo à américa por dois escudos e cinquenta centavos o kilo para vender ao povo a quatro escudos e cinquenta. os pobres agricultores faliam porque não podiam apresentar preços tão competitivos. salazar comprou a companhia dos telefones aos portugueses e no dia seguinte aumentou o preço de vinte centavos por cada chamada. ofereceu monopólio aos grandes capitalistas (fugiram do país logo após o 25 de abril. alguns foram caçados e aprisionados) que dominavam o preço dos mercados. salazar transformou o estado num pátio das cantigas, isto é, numa grande merda, pois o estado salazarista só queria mamar. era tudo dentro. para fora nada. se uma pessoa entrasse à noite num hospital de distrito com braços e pernas partidos tinha de esperar uma boas horas porque só havia um enfermeiro de serviço e este limitava-se a tomar conta da ocorrência. em ponta delgada no ano de 1961 fui testemunha do facto. em lisboa, talvez não fosse assim. posso dar bons dias a vossa excelência? podia, mas só se fosse em papel selado que custava 5 escudos (moeda de prata). ah, tem de reconhecer a assinatura. quanto? mais uns escudos (não me lembro de quanto). nos açores, mandar uma saca de batata de uma ilha para a outra pagava-se direitos aduaneiros. foda-se! aquilo era só a arrecadar. éramos obrigados a pertencer à mocidade portuguesa a bem ou a mal. isto é, tínhamos de pagar 30 escudos para aquela instituição humanista, sempre que nos matriculávamos. bonito, não? o sacana do estado novo sugou os açorianos até ao tutano. fodeu-nos as nossas indústrias não permitindo que vendêssemos para fora das ilhas para não prejudicar os tubarões do regime. a exportação álcool e do açucar foram dos exemplos dessa política. o passos coelho está a fazer o mesmo em portugal. vende aos estrangeiros o que devia ser do povo. diz ele que é para tornar o estado muito levinho. estamos aqui, estamos caídos nas mãos dos patrões. e estes são muito cristãos, como é sabido. havia grandes companhias de navegação nacionais. era de se lhes tirar o chapéu, só que cresceram através de uma política de protecção. todos os grandes impérios assim se formaram. eram impérios particulares sustentados à custa da miséria popular. repare-se que passos tem actuado da mesma maneira. em vez de fomentar mais e melhor trabalho melhores vencimentos o dr passos opta por descapitalizar os que criam riqueza em nome dos altos interesses do novo capitalismo financeiro. certo dia, os americanos que tomaram conta da ilha terceira (base americana só de nome portuguesa) resolveram pagar aos trabalhadores ilhéus o ordenado mínimo que aplicavam no seu país. o que eles foram fazer. salazar proibiu. e porquê? para não criar desesquilíbrios entre os pobres trabalhadores e aqueles que se tornariam os novos-ricos. nada de que permitisse espírito reivindicativo. esperto, não? passos quer que ganhemos menos dentro espoliando-nos mas envia-nos mensagens para que emigremos. retiro o nome feio que estava a pensar. passos está como o velho bode das sacristias que nos governou quase 50 anos. uf, foi demais.
mmbento

domingo, 11 de março de 2012

qualificações por varett

paulo rehouve: varett, o que pensa de:
cavaco silva:
não sendo um homem muito inteligente nem culto é um homem de família;
passos coelho:
transformou o executivo num escritório de import/export;
josé relvas:
um santos silva, mas com açaime;
vitor gaspar:
encomenda não registada que não pode ser reclamada;
álvaro santos pereira:
porta giratória emperrada, com ele lá dentro;
paulo portas:
um primeiro-ministro em anti-matéria;
assunção cristas:
se não chover, murcha;
francisco josé viegas:
a secretaria da cultura que faça versos que a carminho cantará;
marcelo rebelo de sousa:
não possui consciência acutilantemente social, mas é muito inteligente. o seu programa é muito apetecível. é uma espécie de "se bem me lembro" do prof. vitorino nemésio, mas para melhor;
jerónimo de sousa:
há muito que deixou de salivar;
antónio josé seguro:
não será primeiro-ministro, mas ninguém lhe tira isso da cabeça;
mário soares:
começou a trabalhar depois dos 50 anos, mas mesmo assim: que rica reforma do estado;
vasco pulido valente:
se não utilizasse o apelido materno, estava hoje a apanhar sol num banco do jardim da estrela;
alberto joão jardim:
entrou numa biblioteca por engano;

sábado, 10 de março de 2012

o estado da nação-semana por varett - cavaco literário e a nova terminologia oficial para classificar o trabalho dos socialistas

paulo rehouve:
vamos ao que mais importante se passou nesta semana.

varett:
descobri que cavaco silva se tornou escritor. o que é de salientar é que o faz sem dificuldade. o mesmo não se pode dizer do general spínola que por não saber escrever livros se socorreu do auxílio de um jornalista para se realizar em literatura. enquanto cavaco escreve resumos da sua alta prestação de serviço pátrio com um total desprezo pelo cargo que ocupa o outro estava farto de comandar o massacre de inocentes. e, sem o denunciar directamente, pôs-se a querer orientar o destino da pátria através da palavra escrita. o que era perigoso na altura do fascismo à portuguesa. agora, por mais que cavaco se esforce nunca atingirá o nível de intectualidade de spínola. por outro lado, nunca mais conseguirá apagar a imagem de injustiçado e coitadinho de quem disse perante um milhão de desempregados e umas centenas de milhar de esfomeados que ganhava apenas uns míseros 1.300 euros de reforma como professor.
paulo rehouve:
e não era verdade?
varett:
toda a gente que lê jornais e vê têvê sabe que ele acumulava essa "miséria" com chorudos proventos. mas, já que estou com a mão na massa, convém esclarecer que acho estranho ele receber reforma como professor. que eu saiba ele passa a ser conhecido como ministro de sá carneiro depois de ter estado em londres a estudar para ser phd (depois pede equivalência em portugal. depois foi dar aulas num tempinho (também acumulava com um tacho no banco de portugal) até se tornar líder do psd em espinho. depois esteve no poder uns bons dez anos. depois de corrido foi dar umas aulitas. nesse intervalo de tempo - como grande mestre pedagógico - aguçou-lhe o apetite para ir para belém. o povo rejeitou-o a favor do irmão do professor daniel sampaio. passado pouco tempo, ei-lo de novo a bater-se a belém. a campanha correu-lhe bem, pois não disse/deu uma para a caixa. só repetia que ia salvar portugal com dignidade (só se fosse em romarias a fátima para pedir chuva). mora em belém com dona maria - que também dá uns toques em literatura - há uns bons seis anos. que tempo de aulas tem o homem no curriculum? pouco naturalmente e matematicamente contado. não é tão bom receber 1.300 euros que é quase o que aufere um professor que durante 36 anos - ameaçado com sevícias físicas - sofreu os libertos do zoo nacional que invadiram os estabelecimentos de ensino? alerto para o seguinte: para cavaco ter recebido aquela quantia foi-lhe aplicado a equação que descrevo: o ordenado dele vezes os anos de prestação de serviço a dividir por trinta e seis. qualquer merceeiro verificará que trabalhou pouco tempo como equiparado a doutor, mas que ganha mais do que suficiente.
paulo rehouve:
como interpreta o comentário de joão jardim ao chamar de gang ao governo de sócrates?
varett
aquilo que eu admirei em alberto joão já lá vai. tem trabalho feito em nome da madeira. tudo bem. ele pertence a um governo autónomo que escondeu as suas contas durante anos criando um fosso enorme que só pode ser tapado com o aumento de impostos sobre todo um povo. açorianos incluídos. neste caso ele pertence ao gang da madeira. e gang por gang o dele é anterior ao de sócrates. seria bom que as autoridades judiciais começassem a ter em conta as bocas dos políticos e dessem início a um rigoroso inquérito, pois de denûncias se trata. se eu disser que conheço o gang do multibanco, de certeza, que a pj estará em minha casa com mandado operativo antes ir mijar (o que faço logo de manhã) e de tomar o café da manhã. um primeiro-ministro chefe de um gang? isso não terá repercussões? ou ganguismo, em portugal, quer dizer palhaçada?
paulo rehouve:
e a questão do casal dos mansos?
varett
a mulher (chefe uls) nomeia o marido para uma auditoria (dentro de portas). tem poderes para tal. porém, a moral dos que ainda estão de pé e sem tacho acaba por achar mal. na minha opinião a senhora tem toda a razão. só ela conhece a integridade do marido. e conceitos tais como marido e mulher pressupõem partilhar cama juntos de verão despidos e agasalhados de inverno, o que permite um parecer demais do que rigoroso.
paulo rehouve:
uma última questão. o dinheiro que saíu dos bolsos dos contribuintes em agosto directamente para a lusoponte e dias depois a mesma lusoponte volta a receber das estradas de portugal/estado igual verba correspondente à mesma prestação de serviço público/férias que já tinha sido paga antecipadamente e que não foi devolvida de imediato.
varett:
conhece a história do balde de newton?
paulo rehouve:
não!
varett:
eu também não!
ps: há perguntas que não se fazem, porque é pura perda de tempo. as contas do estado precisam de ser sindicadas por gente de tarelo. só sabemos o que é denunciado. e o que fica no segredo dos deuses? os conselhos de todas as administrações fazem tudo à porta fechada. não há direcção do mais rasco instituto até aos mais "credíveis" que não se feche no seu gabinetes para tratar de assuntos secretos. e esses assuntos secretos nada têm a ver com os legítimos interesses do povo/estado. cabe aos sindicatos avançarem para tomarem conta de tudo que diga respeito aos interesses do público, na medida em que são, hoje, quem mais créditos tem no que respeita ao combate à corrupção. disse
nota: a palavra rat que aparece no texto de voltaire deve traduzir-se ratazana. e já agora grenouille por rã. bavard=tagarela. o resto é imaginar para quem não tem dicionário à unha de coçar.

quinta-feira, 8 de março de 2012

o que camões disse e o que o estado novo


nos proibiu de ler e os desta parademocracia acaba por realizar:
"vê que aquelles, que devem à pobreza
amor divino, e ao povo caridade,
amam sómente mandos, e riqueza,
simulando justiça, e integridade.
da feia tyrannia, e de aspereza,
fazem direito, e vã severidade:
leis em favor do rei se estabelecem,
as em favor do povo só perecem."
(estrofe xxv111 - canto 1x)
refª. porto, livraria chandron em data desconhecida devido ao muito uso em baçaim...)
quando um dia na minha juventude (já vai longe, ora porra) entrei na biblioteca do liceu nacional de ponta delgada e pedi para ler "o crime do padre amaro", a pitonisa, perdão a puta da bibliotecária foi logo dizendo: vou fazer queixa ao senhor reitor que na altura era um inglês nascido em são miguel. uma espécie de tatcher na culinária que me expulsou por dois dias sem eu saber o verdadeiro porquê... acho que foi porque tinha escrito na parede do campo de jogos que o reitor era um babou. fiz essa obra à andré gide. ah, estava acompanhado por um colega que teve de ir estudar para o continente (hoje portugal europeu) e até chegou a juiz da relação. o rapaz nunca mais passava de ano naquele estabelecimento de instrução da mocidade nascional. comecei com uma estrofe de camões (por causa deste filho de puta de poeta chumbei duas vezes o antigo quinto ano, na oral, pois, nas provas escritas, mudava o estilo de letra para os sacanas dos examinadores não me reconhecerem. claro que uma vez na oral eu não passava de um cordeiro pascal. e lá se iam as férias de verão e a praia de que era um grande fã. o jota cristo fora substituido pelo sol. bolas, este ao menos dáva-me calor e tesão. optei pelo sol como divindade auxiliar e pessoal e mandei o judeu divinizado voltar para o deserto para chatear as abóboras, se lá as houvesse.), comecei, dizia eu, com uma estrofe do canto nono que - imagine-se - fora retirado do programa da disciplina de português porque o poeta referia nela relações sexuais entre os portugueses marinheiros e umas boazonas. estas, eram muito ricas de carnes e feições. há a declarar um tal nereu a quem os portugueses as muitas filhas foderam. não sei se os nautas lusitanos as comeram analmente. sei, porque o vate tarado sexual nos diz, que elas se lhes entregaram. e como havia muito vinho à mistura, penso que a coisa cedeu aos maus saborosos costumes. tanto assim foi (ou deve ter sido) que não houve filharada descendente. voltaire(1), que deve ter ganho uns trocos a escrever sobre camões só fica enternecido com os lusíades no canto terceiro na parte que diz respeito aos amores entre o hetero e homossexual dom pedro 1 com a espanhola inês. de resto - parece que ele (voltaire) não leu a obra toda. se calhar plagiou de algum escrevinhador aqueles merdas que desenhou em cima do joelho. os últimos dois versos da estrofe acima retirada aponta para um camões diferente. um camões crítico. uma especíe de militante do bloco de esquerda admitindo uma boa imitação à laia do deputado fazenda, o ruivo. teriam sido os censores do salazarismo cerejeiral tão espertos que teriam cheirado os versos revolucionários e que estão na origem do 25 de abril? esta parte é para rir. é que, logo após a revolução dita dos cravos, camões foi perseguido pelos comunas. e isto porquê? porque o estado novo tinha elegido camões como farol do nacionalismo português. fascistas e social-fascistas são a mesma merda, em termos de literatura, claro. lá enviaram o poeta para a carroça das índias e lá se ficou. é que é proibido ser-se nacionalista porque pode ofender os europeus que nos emprestam dinheiro. imaginem todos aqueles que só agora tiveram conhecimento de que era proibido ler eça, parte dos lusíades, ramalho, oliveira martins e a sua história de portugal, o que era a cabeça dos portugueses da altura. nós éramos a vergonha da europa. ao ponto de os portugueses de classe média e alta quando visitavam o estrangeiro dizerem-se... brasileiros. que rica cotação! antero? ler esse dava para se ser chamado à pide e as queixas eram apresentadas pelo reitor nos seus relatórios periódicos àquela instituição de utilidade pública. estavam também probidos os estudos sobre a primeira república. ah, a não ser a referência à morte de sidónio pais, o presidente-rei, com um tiro na caixa craniana, perto da estação do rossio. só estudei afonso costa e outros belos pontos, já estava quase reformado... será que se pode inferir da mensagem do camões uma crítica germinativa aos governos de passos coelho, de joseph sócrates, sanatana lopes, ladino durão, beato guterres, etc., melhor dizendo, à corja de traidores que sendo eleitos pelo povo para o defender elaboram e aprovam leis escabrosas mais porcas que as regras que os chulos aplicam às que negoceiam o seu corpo e a eles se entregam. só os sindicatos, mudando de atitude, poderão salvar este país. e como? permitindo duas coisas: deixar os empresários criarem riqueza nacional e ao mesmo tempo substituirem o estado no controlo da mesma. a riqueza nacional não é controlada pelo estado porque este foi assaltado pelos agentes financeiros. não vai ser fácil expulsá-los dado que eles asseguraram o seu futuro com as prebendas anuais do estado através de leis que criaram em seu próprio benefício. o facto de esses bandidos estarem sistematicamente com a boca no erário público torna-os como que drogados. se houver uma revolução. e não é necessário fazer-se sangue como os estalinistas apregoam. é fazer-se com eles aquilo que os franceses fizeram às suas concidadãs que durante o período nazi abriram as pernas aos alemães. denunciadas e rapadas na praça pública. os seus crimes (dos nossos colaboracionistas) são facilmente detectados: são as leis que fizeram aprovar para empobrecer o povo trabalhador. esta é a prova. não há que fugir. só com o trabalho do povo português poderemos sair da crise e não está certo torná-lo vítima do parasitismo de uma classe que abancou no éden estatal com filhos e netos. e se o diabo não acudir ainda havemos de ver os bisnetos com os cornos na mesma pia. safa!
ps: antes de anotar a ficha bibliográfica de voltaire, devo confessar que andando à procura dos motivos ideológicos da revolução do 25 de abril, fiquei de boca aberta. nada. nem uma linha saltou para a rua para o homem comum. excepção à catequese comunista que através do avante ia denunciando os crimes contra a liberdade. a ideologia comunista ficava entre as sacristias dos camaradas. é que para cativar este povo imbecil para a sua causa não se lhe podia abrir os olhos para as incongruências da religião pagã que o cristianismo fizera adaptar e cuja proveniência define a velha linha greoco-latina e do seu olimpo de prazeres mais os seus benefícios de ordem psicológica. no século dezoito e antes da revolução francesa uma série de intelectuais (tais como voltaire (liberdade do pensamento), montesquieu (divisão do poder), j-j rousseau ( estado democrático e igualdade para todos), diderot, d´allembert, etc) preparou as mentes para a revolução de 1789. esta foi sólida em ideologia e acção. nós - na nossa - só tivemos para mostrar acção descabeçada e sem teor ideológico. é certo que apareceram cunhal e mais modestamente soares mas isso é posterior e pouco efeito teve sobre as mentes gritantes de apetências consumistas. porém, e isto é para rir, tanto camões, como vicente e a geração de setenta (com antero como veículo de um espírito tipo declaração universal dos direitos do homem) pregaram no deserto no seu tempo e não deixaram raízes que crescessem . a bola, as romarias, a politiquice do particular nos cafés, a ausência do espírito crítico e científico, uma cristianização (de aceitação sm revolta) do pensamento político, a repressão política da igreja e do estado, tudo isto serviu para secar os fundamentos de um verdadeiro estado democrático e de livre pensamento. logo após a queda do fascismo nacional os esquerdas - da merda - que tomaram o poder impediram a verdadeira criação e construção de uma nova era. foi vê-los perseguir a liberdade de expressão e a sanear todos os que não alinhavam com eles no assalto às riquezas do país.
(1) - voltaire, camoens (louis), supplément au cours de littérature, tome premier, chez philippe, libraire, 1830
varett

segunda-feira, 5 de março de 2012

será necessário que o governo desminta

o governo de passos coelho prepara-se para mexer novamente nas pensões. o corte atingirá os 30%. só que desta vez é a a partir de 485 euros.

trafulhice ou ingenuidade dos que gerem a vida dos portugueses?

tudo o que aqui se escrever pode pecar por falta de conhecimento. por outro lado, as questões do estado e da nação dizem respeito a todos e não a meia dúzia de infiltrados no palco da força e do poder políticos. pois bem: os governantes nacionais vão receber e distribuir muitos milhões de milhões de euros de empréstimo provenientes da ajuda dos bancos da união europeia. para onde vão esses milhões? para já e não havendo outra informação mais credível, esse dinheiro vai dar entrada nos bancos portugueses que como toda a gente sabe são organizações que pautuam o seu comportamento com actuações muitas vezes criminosas. as autoridades portugueses estão a preparar-se para levar alguma banca ao banco dos réus porque se descobriu um sem número de falcatruas que tinham como objectivo fugir aos impostos. coisa que é considerada roubo pelo código penal (actualizado). depois de o dinheiro entrar na banca, vai o estado pedi-lo (pagando juros, repito:pagando juros) à mesma banca para pagar os "atrasados", isto é, as suas dívidas provenientes dos compromissos que assumiu com a educação, a saúde, a segurança social, com as forças armadas e, militarizadas e outros negócios pouco claros para a opinião pública. parte da dívida de portugal pertence a muitos portugueses que compraram casa, carro, mobília fiado e em mensalidades suicídas. e, claro, outros bens de ordem doméstica que foram adquiridos com outra invenção para sacar o sangue já que o suor estava dentro traficado em juros altíssimos. os que compraram casa devem-na e sem emprego e sem dinheiro perdem-na para o banco. a viatura é também um bem que está sujeito a penhora por falta de pagamento. restam as dívidas das "pequenas coisas" que se tornam incobráveis. segundo as estatísticas, milhares de famílias estão arruinadas. um milhão de portugueses está no desemprego. vai ser muito difícil não serem arrastados para a miséria. só que são portugueses que estão desprotegidos por um estado e o grupo que o domina que não olhando para a sua situação estão mais interessados em salvar a banca. melhor dizendo, o estado e o grupo que o assaltou preferem proteger todos os que exploram os portugueses. a protecção, entenda-se aqui os meios de garantir os empréstimos que fazem ao povo. não comparando é como se a polícia protegesse os bandidos quando estes atacam as suas vítimas. sim, o estado e o malvado grupo só estão a proteger os sacanas que nos querem esfolar. o português, até prova em contrário, está ao deus dará. numa verdadeira democracia onde o povo se governaria através dos seus representantes o dinheiro que portugal pediu emprestado (parte dele) serviria para pagar as dívidas dos portugueses que não conseguem pagar a casa e estão sujeitos e ir viver ao relento. não era nada de espantar, pois o estado teria como garantia a própria habitação o que permitiria que a banca não se apropriasse dela como tem feito sem apelo nem agravo. muitos estarão contra esta medida. pois, para estes é preferível que a banca espolie em vez do estado cumprir com o dever de defender os seus nacionais. pessoalmente, não devo casa à banca nem defendo interesses imediatos, por isso estou livre para acusar os trafulhas e ingénuos que com eles colaboram - neste saque - de estar a levar o país para uma guerra civil ou lá perto. já me assaltaram no que eu tinha direito a receber. se é para auxiliar outros companheiros da desdita, até que está bem, agora se é para dar aos mafiosos da banca e companhia...
ps: o fim deste texto está em reticências porque não estou na disposição de ir parar com os costados nos tribunais por estar a pedir que os portugueses se... com... contra esta corja e a escorrassem do país!
varett

sábado, 3 de março de 2012

francelina e o novo acordo ortográfico

"advertência
ensinar a redigir na escola primária é muito difícil, porque a criança, embora conhecedora de inúmeras definições e nomenclaturas gramaticais que a torturam, é incapaz de escrever conscientemente e sem correcções uma página de português, por não saber aplicar os seus conhecimentos de gramática. a causa de certos insucessos na arte de redigir está, a meu ver, na falta de aliança entre a "teoria" e a "prática". ..."
do prof. josé m. gomes (c.1967 - tip.
silves - rua d. pedro v, 120 - lisboa


( o jornalista paulo rehouve esteve no tribunal da comarca (...) onde foi encontrar-se com a dona francelina, arguida num processo de violência de "literatura doméstica", cuja vítima fora a sua neta alzira)
paulo rehouve:
a dona francelina pode falar um pouco de si?
francelina pacheco:
é senhor, eu sou uma mulher de respeito!
paulo:
isso não está em causa. era só para enquadrarmos a questão. bem, a senhora lembra-se de na escola escrever os ditados?
francelina:
então se não!
paulo:
fazia muitos erros?
francelina:
no princípio sim, mas depois aquilo era uma beleza. mas eu não me quero lembrar desse tempo que até fico com pele de galinha.
paulo:
faça um pequeno esforço e fale-nos de como eram corrigidos os seus erros ortográficos.
francelina:
certo dia escrevi numa redacção: "o senhor diretor escolar", assim mesmo, "esteve na nossa sala de aula." tinha-me esquecido de colocar um c de cão antes do t. como era a segunda vez que errava na legal ortografia, a minha professora, a dona lurdes, deu-me 57 palmatoadas. fiquei com as mãos muito vermelhas e inchadas e só consegui pegar num lápis passada uma boa semana.
paulo:
a senhora não condena esse tipo de ensino em que se usa a violência para que as pessoas aprendam?
francelina:
não senhor! eu aprendi tudo muito bem e na ponta da língua. até sabia de cor e salteado tudo sobre os caminhos-de-ferro de angola e nunca tinha visto um combóio na minha vida.
(continua daqui a pouco e com comentários de varett)
varett:
a entrevista acaba por explicar o que realmente se passou entre a francelina e a neta. aquela resolveu ditar um pequeno texto do seu antigo livro escolar para averiguar do andamento nos estudos da alzira. esta tinha na escola como professora uma progressista que era = não a. quer isto dizer que não pactuava com a sagrada ortografia do senhor do ccb, o crânio graça moura tido como tradutor de línguas mortas e poeta editado pelos seus conhecidos que o reconhecem como de editável. a francelina verificando que a sua neta repetira o erro de escrever a palavra director sem a letra c voltou-se para ela e chamou-a atenção para o grave erro cometido. a neta defendeu-se e disse que a professora lhe tinha dito que agora já não havia c de modo nenhum e que o acordo é que mandava. francelina, pensando que a neta lhe estava a mentir deu-lhe uma sova mestra até a miúda confessar - cheia de dor e medo - que tinha inventado tudo. depois da sova, francelina amarrou-a na cama e dirigiu-se à escola para falar com a professora. por acaso a escola estava sem ninguém com excepção da professora. foi encontrá-la preparando-se para sair. a professora recebeu-a no refeitório onde tinha deixado a sua cesta do lanche. eis a conversa:
francelina:
eu venho pedir desculpas à senhora professora pelos erros da minha neta e pelas mentiras que ela disse acerca de si.
professora zulmira:
não estou a perceber. ela é uma aluna excelente!
francelina:
ela anda a dizer que a senhora disse que director se escreve sem o c de cão.
zulmira:
claro, é assim que eu a ensino. está certíssimo!
francelina:
a senhora deve estar a brincar comigo. director é com c de cão.
zulmira:
isso era dantes, agora com o acordo já não é.
francelina:
mas que raio de professora é a senhora. e quem é esse acordo com quem a senhora se dá?
zulmira:
não seja grosseira, senão vejo-me obrigada a pô-la na rua.
francelina:
para a rua vais tu, sua ignorante!
(francelina aproxima-se da professora e dá-lhe uma forte bofetada. a professora desequilibra-se e cai batendo com a cabeça na mesa de alumínio. até hoje, encontra-se de coma no hospital central. no entanto, ninguém dera conta que francelina tinha estado na escola. logo, pensou-se que a mestra teria sofrido um acidente. porém, como a neta ficou maltratada, apresentando muitas nódoas negras, a catequista participou à polícia de que suspeitava de maus tratos. a velha francelina ficou a contas com a justiça. o juíz condenou-a a quatro anos de pena suspensa e com a obrigatoriedade de ler duas vezes por semana o acordo ortográfico durante 18 meses. mais, o juíz encarregou a neta de verificar se a avó lia, de facto, o acordo.)
- sim senhor, ainda ontem, passei pela casa da francelina e, de facto, vi através da janela que a neta tinha uma régua na mão...
nota final:
o poeta e crânio das letras nacionais graça moura, director do centro cultural de belém (para quem não saiba é o lugar onde outro crânio sem letras, senhor joe berardo, mantém uma grande colecção de arte), proibiu qualquer intromissão do abusivo acordo nos recibos, facturas, convites, etc. na minha opinião ele tem toda a razão dele. eu explico. o primeiro grande chumbo que eu apanhei foi por causa de um filho de puta de um professor que falava um português mal amanhado de são miguel. atrapalhei-me e lá fui atrás da fonética mortífera daquele doutor do liceu. disse o suíno cobra em vez de cabra, sendo este o erbívoro referido no ditado.
eu também ainda tenho relutância em acordar com o acordo que ficou acordado por pessoas que estão preparadas para actualizar a língua. vou tentar, mas não vou obstar porque sei que de acordo em acordo a língua se vai plastificando racionalmente. percebo que para os jovens que começam a trabalhar com o novo acordo que isso não os afecta. e tudo bem. acordos são necessários. acho estranho é que pessoas ligadas desde o umbigo e à carteira aos negócios do estado sejam os mesmos a desrespeitar as regras por ele (estado) determinadas. o acordo é para ser respeitado. para isso servem as leis. não as aceitam? muito bem, aceita-se. agora, não podem é estar a prestar serviço em instituições do próprio estado. demitam-se e, por favor, vão fazer versos para o calhau onde ninguém os ouve (isto de inverno, pois de verão ainda apanham vítimas.)
ps: este texto não respeita acordos. acordar só na cama. as palavras são todas minúsculas. se os homens são todos iguais perante a lei, qual a razão de as letras não serem????? oxalá nunca encontre a francelina. ai meus deus!
varett