quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
paulo rehouve volta a questionar varett sobre a encenação de vitor gaspar
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
a nova terceira via económica: sindicatos de produção
produção
paulo rehouve:
antes de avançarmos noutras matérias, seria conveniente explicitar o que entende por sindicatos de produção.
varett:
não vai ser fácil ser-se sucinto nesta questão. vou tentar. começo por afirmar que o planeta onde vivemos não pertence a este ou àquele país por mais forte que seja. pelo menos moralmente. de repente surge na mente humana a preocupação pelo ambiente e subsequente condenação dos que o querem destruir para procurar riquezas. é facto que o território pertence aos que são mais fortes, porém, os mais fortes estão sujeitos a todo o tipo de necessidades. um simples vírus pode fazer com que um país dominador passe de um momento a outro a cliente hospitalar. uma guerra contra terceiros ou mesmo uma guerra civil pode surgir debaixo do pés. o capitalismo e o socialismo assentam arraiais hoje, para amanhã se suicidarem em seguida. é-se rico hoje, mas no amanhã talvez não se seja. tenho um emprego no estado. que bom! até morrer, se nada me acontecer de mal, tenho a vida garantida. oh diabo, já estão a apertar-me os calos e, segundo me dizem, a coisa vai acabar, melhor a segurança já era. sou dono de uma empresa florescente. sou rico. faço férias. oh que bom! não queres ver que os malandros dos estrangeiros estão a arruinar-me, pois estão a fabricar o mesmo que produzo melhor e mais barato. a minha empresa que estava tão bem passou a arranjar-me cabelos brancos. e ainda por cima os operários - a quem já não posso pagar os vencimentos - estão a apertar-me as miudezas. queres ver que o heraclito tinha razão quando disse: hoje meu, amanhã teu. não disse nada disso. foi parecido. pudera, o homem era filósofo. pois, pois! os pais batiam nos filhos. tempos houve até que tinham o poder de morte e de vida sobre toda a família. e hoje? basta uma chamada de um filho para a polícia a acusar os pais de "maus tratos educativos" para estes baterem com os costados na barra do tribunal. meninos, se me estão a ler até aqui, ainda vai levar mais algum tempo para introduzir os sindicatos de produção. em tudo é preciso uma ideologia. é o que eu pretendo oferecer. bom, agora vou jantar. já volto. se calhar. é que, com a minha idade, tudo pode acontecer. é que, de repente, se o ar não me entrar nos pulmões, já não posso fazer sexo ao saltos. se não pulo quer dizer que estarei mortíssimo. e logo hoje que é dia dos namorados?
paulo rehouve:
não acha que está a esticar demais a corda?
varett:
bem, vamos ao que interessa. a riqueza criada pelo homem é uma coisa e a riqueza que surge na natureza é outra. no entanto, elas têm de comum o facto de pertencerem a muito poucos. esses poucos para além da posse desses bens ainda conseguem que representantes do povo, mais tarde seus lacaios, legislem a seu favor, no sentido de tornar legal a apropriação de uma propriedade que é de todos por direito planetário. bolas, todos nós nascemos aqui na terra e dela somos filhos! a riqueza criada pelo homem não pode ser facilmente comparada a esta, no entanto, este tipo de riqueza desenvolve-se com a participação de muitos que a ela não têm direitos. sem os que dão início a este tipo de bem a riqueza não surgiria. em qualquer dos sistemas económicos (planificador ou de mercado) os empresários/empreendedores são uma peça basilar. para introduzir o novo conceito de "sindicatos de produção" torna-se necessário caracterizar o que é um sindicato. pode, em certos períodos históricos, dizer-se que se trata de uma instituição que defende os interesses dos trabalhadores em regimes capitalistas. como o faz? assenta no direito à greve uma vez não satisfeitas certas reivindicações. no caso português e a partir do 25 de abril de 1974 já houve centenas de acções grevistas. a acompanhá-las muita manifestação. cada sector de actividade puxava para si o direito de exigir o que pensava ser um direito seu. até a polícia portuguesa já se manifestou... estávamos na era cavaquista... as centrais sindicais - mais poderosas - rechearam-se de "trabalhadores de excelência", isto é, com empregos duradoiros, porque na maioria estavam adstritos à função pública (trezentos e trinta e quatro mil inscritos nas duas centrais sindicais) ou a ela combinados. não esquecer os reformados que são uma maioria assustadora e que é manipulada facilmente para a festa das manifestações. disse atrás que os sindicatos e os seus dirigentes não têm ideia de como funciona o estado. olham para ele como um grande empresário a abater. não se apercebem de que a derrocada do estado quem mais sofre é o povo, pois é a única maneira de este (povo) estar organizado de um modo mais global. pelo contrário, os sindicatos poderão dissolver-se ou crescer conforme o tipo de regime. no estado novo não faltavam sindicatos. e era através dele que aquele reprimia os trabalhadores. passemos aos sindicatos de produção: tudo se modifica, e por que não o modelo sindical? por que razão não se ouve falar de actividade sindical, por exemplo, na economia paralela? por que razão as actuais centrais sindicais só formam operários politizados e especializados em combater a riqueza criada em vez de os preparar para acompanharem a produção da mesma desde que ela começa a ser criada? por que não têm as centrais sindicais técnicos que se entrometam no tecido produtivo e que acompanhe o circuito do produto até à venda deste? e isto para que não haja surpresas de falência que apanha os trabalhadores e as finanças de surpresa. o empresário privado tem o direito de usufruir da riqueza que cria. tudo bem! só que essa riqueza tem de ser acompanhada por uma cultura sindical e por membros dos sindicatos que informem o público em geral de desvios que impliquem ilegalidades e fuga aos ditames da lei. se a lei é rigorosa para com os trabalhadores também deverá sê-la para com os criadores de riqueza. neste último caso o desequilíbrio é notório, pois enquanto o trabalhador é penalizado de imediato (fica desempregado no caso de falência ou deixa de receber salário) a entidade patronal vê o seu processo arrastar-se indefinidamente nos tribunais. os sindicatos de produção nem sequer terão de controlar a produção de riqueza. cabe-lhes estar de olho vivo em nome do interesse de todos. até porque poderão impedir que o descalabro das empresas tenham lugar já numa altura em que não haja retorno. para isso os operários terão de ter consciência do que fazem. para onde vai o produto do seu trabalho. terão de ter consciência de que sem eles não há estado nem sociedade. que não há escolas nem hospitais. já se pensou no que sucederia se os canalizadores percebessem que sem eles o descalabro social era muito maior do que dez "craches" na bolsa? e os pedreiros e os electricistas? que caos não seria se estes operários (e outros) percebessem do poder que detêm em suas mãos e paralizassem? eles não conhecem, de facto, o seu valor. cabe aos sindicatos formá-los tecnicamente no sentido de os formar-diplomar como quem forma um contabilista,um fiscal, um médico, um massagista, etc. os padres não se transformaram em padres-operários para melhor difundir a palavra do senhor deles? reformulem-se os sindicatos e tornem-nos numa escola de formação. a produção nos dias de hoje só é controlada pelo estado que por sua vez está controlado pelos grandes grupos que dominam o processo produtivo. isto tem de acabar. o estado falhou no controlo da produção. está à vista o resultado da sua ineficácia. não quero que os trabalhadores se apropiem das riquezas. isso já se experimentou. o resulatdo foi péssimo. o que se deseja é mudar o sistema e colocar no seu devido lugar os novos sindicatos. em vez de se perder tanta energia com manifestações e passeatas para justificar a existência de algumas chefias. qualquer pessoa sabe que o poder dos sindicatos portugueses já era; que as centrais sindicais actuais estão recheados de idosos e de burgueses empobrecidos mas com base de sobrevivência e que gostam de dar passeios pacíficos acompanhados por dolico-doces palavrões da ordem. onde paira a juventude violenta e reivindicativa que mete medo a todos e até à polícia? está, por enquanto, entretida e desempregada a provocar treinadores perdedores e jogadores noctívagos. eh pá, agora se percebe a razão porque o poder político investe na juventude desportiva e nos clubes. ora, então não é que enquanto eles queimam assentos dos estádios não estão a deitar fogo no parlamento...
varett comenta questões colocadas pelo jornalista paulo rehouve
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
varett passará a comentar os momentos da vida activa mais pertinentes
gostaria de ouvir um comentário seu sobre a reprodução de uma conversa particular entre o ministro das finanças com o homólogo alemão.
varett:
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
conclusão da entrevista de paulo rehouve a varett
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
a irreversibilidade da destruição do estado português já está nas mãos de terceiros
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
bum! lá se foi o euro.
se os políticos fossem partidários de uma política de transparência, não tínhamos chegado a este sufoco. mas, eles não têm culpa. se os portugueses votam conscientemente em quem lhes mente sistematicamente, só uma falta de cultura social pode justificar tal tendência. se os povos acreditam na divinização do humano e vice-versa, haverá quem justifique tal comportamento sem perceber que por detrás dos seres que habitam esta parte do universo detecta-se uma programação física e mental? a ponte entre-os-rios está prestes a sofrer uma derrocada. ah, sim? oh diabo, já caiu. e agora? agora, é procurar os culpados entre as múmias do egipto. a seguir à saída da grécia da zona do euro, nós - açorianos e portugueses, ou portugueses-açorianos ou ainda açorianos-portugueses (esta designação não é de difícil entendimento. basta olharmos para onde vem o cacau para pagarmos a despesa da pia onde chafurdamos) seguimos atrás com o retomar do escudo, mesmo sem o toque da música da relva. a economia foi criada pelo homem, só que depois ela torna-nos sua criatura. explicando melhor: ainda não há muito tempo, os seres a quem chamamos cristãmente nossos semelhantes deitavam as suas fezes - a merda - para o meio da rua. depois a merda fazia das suas. arranjava-lhes doenças de todo o tipo que os dizimava sem dó nem piedade. era a cultura da merda na falta de uma designação mais científica. ora, uma vez verificada a tendência para a cultura da morte havia que alterar as circunstâncias. os filhos da merda morriam nessa cultura. essa cultura assassinava-os. era uma espécie parricídio. da cultura da merda salta-se para a cultura da retrete. esta ficou a dever muito da sua eficácia ao sifão. findo o morticínio dos humanos devido à sua má cabeça, isto é, falta de higiene, a humanidade defronta-se com o aumento populacional. desta a uma cultura da globalização foi um ápice. explico esta à minha maneira... : o mundo superpovoado criou uma cabeça nova aos homens. o mundo superpovoado realizou o homem planetário na medida em que o obriga a ser mais consciente com o ambiente do seu habitat. fazer lixo aqui em frente da nossa casa ofende lá longe o outro ex-australopiteco nosso semelhente. o lixo já não é a merda mas sim a toxidade proveniente do nosso consumo. entendidos nesta parte da cultura da merda? então, passemos ao tema de abertura. ou casas o teu filho com a filha do tomé das dornas ou vais para o adro da igreja pedir esmola, seu dom luís da casa mourisca, pois dentro em pouco estás teso que nem um carapau (teso porque ao faltar-lhe o ar o pobre peixe esticou-se todo)... é uma comparação e como todas elas são coxas. não havendo quem nos empreste mais dinheiro para manter vivo esta merda de estado construído na base da corrupção e do sorvedouro dos grupos económicos, o que será que nos restará senão voltarmos ao escudo e à nossa condição de pobretanas. mas nem tudo será assim tão mau. vejamos. com a volta ao escudo, a maioria dos ladrões irá parar à cadeia. com as fronteiras fechadas impedindo a entrada de milhares de criminosos fidará. criminosos que não nos deixam sair de casa em segurança e que nos matam em casa quando nelas não nos defendemos à maneira antiga. ainda havemos de chorar pelos bufos da pide e da judiciária que era quem fazia de secretas ao preço da chuva. este governo e estas forças policiais não sabem quantos bandidos estão armados nem quanta quantidade de armas andam por aí distribuídas. a insegurança é total. ela reflecte-se no emprego, na saúde, na segurança social, na rua, em casa, na terceira idade, na banca onde depositamos os nossos dinheiros, nas forças policiais cujo armamento é inferior aos dos bandidos, nos tribunais, etc. no entanto, a falta de transparência não é total. valha a verdade. então não é que o nosso primeiro-ministro está pouco a pouco a falar verdade à malta? somos pobres e temos de nos habituar a viver como no antigamente... acababaram-se os dias santos e os feriados. temos de trabalhar para recuperar a nossa economia. o carnaval que é coisa de gente bêbeda já era. que não hão-de dizer os nossos donos actuais se estivermos a dar-lhes cabo do que nos emprestam para comer em regabofe? e o sol e a praia que é de graça? vamos ficar de castigo, no próximo ano? e se esta merda não recupera? fome... iremos fazer como os personagens do celine, que na falta de gazelas se voltam para as avós...
ps: a entrada de estranhos no blogue e a sua respectiva actuação destruidora impede que este recupere o seu ritmo. até à próxima. cumprimentos do mmb