sexta-feira, 20 de maio de 2011

resultado do debate sócrates/passos em fotos






resumo da primeira parte (sujeito a rectificação)


















































avaliação da segunda parte (na opinião de juiz de linha creditado pela fpf do norte)











sócrates: iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...







passos: óóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóó...







nota: um debate muito polido e muito técnico. e porquê? não queriam espantar o seu eleitorado colocando na mesa aquilo que seria politicamente correcto dizer nesta época: a verdade. mas essa colocaria os votantes alertados para o que aí vem. e ambos perderiam votos. há trinta e sete anos que somos governados por dois partidos. ou é a vez do ps, ou a do psd. é uma espécie de vira o cu aos bois e é sempre a mesma coisa. esperava-se mais. nada disso aconteceu. os dois partidos estão de mãos atadas. são uma espécie de caciques do capital internacional. a verdade é que no mundo capitalista onde nos localizamos não temos alternativa. bom, sempre temos discursos revolucionários da esquerda portuguesa. coitados, também têm direito a comer. o giro é que comem como capitalistas refastelando-se na mesa do orçamento. são também uma espécie de direita. a esquerda foi-se de tão aérea que se encontra. toda ela não passa de uma social-democracia. não fora algumas caras de ódio de classe que ainda se vislumbra em algumas noviças e passavam por democratas-cristãos à la aldo moro. é o que temos. parabéns à gente que é nós.







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quinta-feira, 19 de maio de 2011

os políticos do portugal e a orquestra do titanic








tenho estado muito atento àquilo que os políticos têm dito. às vezes, tenho de respirar fundo pois apetece-me rir. isto também me acontece quando vejo os homens de deus com aquelas vestes da baixa idade média, nos trabalhos/ofícios dominicais. não tenho culpa. ataques de riso tenho sempre quando estou perante os comediantes da vida. hoje, quem me tirou dos meus cuidados foi pedro passos coelho. ou ele se está a suicidar ou deu início a uma nova forma de fazer política. por trambulhões que a vida me sujeitou vi-me um dia a fazer campanha política. uma vez na televisão (rtp-açores) e num debate, disse mais ou menos o seguite: que o rendimento mínimo de inserção (na altura tinha outra denominação de que não lembro) só estava a criar malandros. era vê-los (chefes de família) todo o dia na taberna a fumar e a beber. metia-se pelos olhos dentro que as pessoas mal se apanhavam com uns trocos nos bolsos corriam para a farra. e foram-se habituando. depois descobriram que o estado cobria a maioria das despesas com os filhos e pronto, toca a foder como bodes. ele é casa, ele é dinheiro, ele é custos no ensino à escala zero, ele é médico á borla, ele é abono de família, ele é subsídios complementar para idosos que com eles vivem e que eles metem ao bolso, etc. porra, os gajos não são bestas! para quê trabalhar se tudo lhes vem ter à mão? acabado o debate vieram dizer-me que aquilo não se dizia e que as pessoas nunca em mim votariam. foda-se e eu não sabia. mas para mim era um prazer saber que esse tipo de afilhado deste estado social nunca em mim votaria, só o que me dava para rir eram as outras bestas que através do voto se entalaram votando nas eleições de fraude e de mentira como é característica das eleições no portugal. as bestas que mantiveram este estado foram os que votaram no ps ou no psd. foram ou não foram? hem? ou julgam que são os que recebem esses inúmeros subsídios quem vota? eh, grandes patetas, os novos chulos vão para a praia ou ficam na taberna no dia das eleições. ora vamos para o passos pois desviei-me. o homem perdeu o juízo pois está a colocar os benefícios do estado social no banco dos réus. e ao fazer este discurso está a afugentar milhões de votos... mas a piada que daquela boca saiu foi o ter dito que só será primeiro-ministro se ganhar as eleições. oh homem, se perderes alguém há-de ganhar e esse naturalmente será o chefe do futuro executivo. pelo menos na tradição portuguesa é assim. ninguém quer um primeiro ministro que perdeu eleições. mais a mais coelho está a dar com os pés no cds o que o leva a enfrentar o eleitorado sozinho como os cristãos os leões no coliseu. a conclusão que tiro deste período pré-eleitoral é a seguinte: os nossos políticos estão para a realidade do país como a orquestra do titanic quando tocava intensamente depois deste ter sido abalroado pelo fmi, perdão pelo icebergue.





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terça-feira, 17 de maio de 2011

do putanheiro francês ao professor carrilho, até que não foi mau



(a criada do quarto quando se dirigia para a limpeza rotineira)




e não é que o professor carrilho me agradou. eh pá, até foi pedagógico. apresentou as novas oportunidades como de algo positivo. está-se mesmo a ver que o programa é altamente construtivo pela tentativa de uniformização intelectual da população que até à sua implantação se encontrava dividida entre os que tinham um papel da sua instrução e outros com conhecimentos adquiridos ao longo da vida mas que não valiam nada à luz dos que ainda vivem no passado. se há ou não oportunismos na aquisição de diplomas, isso tem de ser provado. não creio que um indivíduo que tenha trabalhado, por exemplo, na indústria hoteleira durante vários anos não tenha adquirido conhecimentos sobre o sector. esses conhecimentos têm tanto ou mais valor do que um diploma de turismo de uma pessoa que o possui e que nunca tivesse exercido. se fosse proprietário de um hotel não teria dúvidas na escolha depois de comparar os dois num plano de igualdade e de actuação. há muito que os países europeus apresentam uma maneira diferente de entender e avaliar conhecimentos. o que não aconteceria à academia portuguesa se lhe apresentassem um miúdo de 11 anos que se licenciou em matemática? o caso passou-se na inglaterra. os países com uma certa ruralidade de comportamento têm grande dificuldade em entender os avanços de mentalidade. bom, o que teria acontecido ao professor carrilho para ser tão bonzinho? sussuram-me ao ouvido: ele, hoje, foi à missinha. ah, está bem. vou voltar ao putanheiro francês. o homem tinha sido avisado que o iam tramar por causa de mulheres. mesmo assim, não se precaveu. caiu na armadilha que lhe foi preparada. qualquer mulher ao entrar num quarto e ao deparar-se com um homem nu foge de certo. se fica, o que é que isso significa? na minha terra quer dizer que ela quer é foder. é que na américa uma pessoa engata uma mulher. vai com ela para a cama. prega-lhe uma foda. descansa e fuma um cigarro. quando o apaga, prepara-se para bisar. ela abre as pernas e depois, num repente, atira: já não quero mais. ele ainda tenta, mas em vão. ela sai. o homem vai para o chuveiro. está a meio de lavar as badalhocas quando é agarrado pelo fbi. é algemado e posto numa carrinha. resumindo, é acusado de violação. o juiz (já existem poucos juizes homens) prega-lhe com uma senteça que ele deixa de gostar de mulheres muito rapidamente e passa a levar no cu porque tem menos riscos. nasci numa ilha em que os homens ainda casavam só com mulheres e estas eram avisadas para cumprir o sagrado dever do matrimónio pelos sacerdotes da religião oficial, o que significava que as mulheres eram uma espécie de balde de despejo de sémen. os tempos mudaram e as mulheres começaram a ter dois empregos. o da casa, que era fodido e o do emprego verdadeiramente organizado. metia dó a escravidão a que estavam sujeitas. pelo menos a mim. bem, agora está na época da vingança. e elas começaram a meter-se em tudo que era "território" do macho. as pobres mulheres não perceberam que foram manipuladas. os sacanas dos homens atribuiram-lhe força para as utilizarem. vejamos: as mulheres em vez de ficarem mais conscientes tornaram-se mais ocas. caíram na esparrela da moda, da prostituição (fodem para subir no emprego, para criarem ciladas a homens importantes, fodem para comprar as últimas novidades, fodem para conduzir carros de topo de gama, fodem por tudo e por nada. fodem até para se vingarem de outras mulheres), a natureza fê-las inimigas do próprio género. as mulheres estão na base da desagregação da família tradicional (não percebi, estão os esquerdalhas a chamar-me reaccionário? vão para a puta que os pariu!) quem desmanchou os lares? não foram as fadas do lar? as mulheres sofrem do sintoma da rejeicão, isto é, depois de certo tempo começam a enjoar o companheiro. a natureza fê-las assim. antigamente, porque não tinham outra saída, amouchavam e eram obrigadas a serem um objecto sexual. em portugal, e ainda não chegamos ao fim do ano e já foram assassinadas 49 mulheres. queriam fugir dos maridos e pronto mataram-nas. o homem português não entende a recusa feminina. não foi educado na igualdade nem na tolerância. é histórico. vai levar muitos anos a aceitar a mulher como ela é. se voltasse atrás e pudesse escolher a minha orientação sexual eu apontava para paneleiro. paneleirão! entoces não é? então, o putanheiro francês não está sujeito a apanhar 70 e tal anos de cana? porra! paneleiro? paneleirão!





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ps: cheira-me que dentro em breve a pouca liberdade de expressão que ainda utilizamos vai ser liofilizada. cheira-me a puta, perdão, cheira-me a censura.

domingo, 15 de maio de 2011

dominique strauss-kahn - grande chaprão


os patetas irritam-me. vou dirigir-me ao dominique dos trocos do fundo e a todos os velhos com dinheiro e que não estando satisfeitos com o que já têm procuram o palanquim da porra da política. ser rico já é de si um perigo. rico e com aspirações a ser político é ainda pior: é estar na mira de assassinos de imagem. a primeira coisa a fazer é nunca estar sozinho e de preferência com um guarda-costas feminino. o monsieur traçokahn, para poupar uns trocos arrisca-se a ficar arrumado para o resto da vida. bastava telefonar-me que eu lhe dizia o que se iria passar. vejamos. a puta entra no teu quarto do hotel fingindo que não sabe que lá dentro tem ainda hóspedes, estás no banho e nu como é natural. sais do duche e olhas suspreendido para a mulher-puta que te dá sinais perceptíveis de olhos para avançares (acho que uma verdadeira criada de quarto saía sem fazer barulho. esta não só se deixou ficar como fez ares). paspalhão, como és, avanças. ela finge que quer e não quer. ficas entesoado e perdes o tino com a criada de quarto, que por sinal é boa como aquelas desgraçadas que tendo só corpo se entregam (com buracos e tudo) para terem 15 minutos de fama e fotos). como trabalhas para uma organização que vai chupando dinheiro aqui e ali. não comparando fazem como os chulos: chulam! tu não gostas de pagar e vai daí fodeste-te. faz-se assim: primeiro, pergunta-se: quanto é? (usa várias línguas). e só depois de saberes o preço é que lhes saltas para a espinha quer à canzana quer à fada do lar. tudo tem um preço, seu basbaque! até os almoços. ou se calhar querias comê-la sem pagar. olha-te ao espelho meu chaprão. depois, meu grande banana! o que é que esperavas que te fizessem na américa? a américa é a terra das oportunidades, até para os criminosos! é natural que te tenham criado uma armadilha. sabendo que eras fraco das bolas foi por aí. vejamos: as criadas de quarto limpam o quarto àquela hora?, estando o quarto vazio (segundo o que disse julgar a criada). é preciso seguir esta pista. depois como o dominique é um chaprão de um velho, como é possível dominar uma jovem com 32 anos e saudável. saudável porque trabalha. óbvio. se a puta for mais alta e forte vai ser difícil a acusação ter os efeitos desejados. é preciso saber o presente e o passado do bicho. saber se tem dívidas, compromissos, amizades. vasculhar a vida do marido, pois pode ser outro chulo, mas de diferentes inclinações. vai-te sair bem caro a defesa, lá isso vai. saber se o telemóvel que deixaste atrás tem as impressões digitais da puta. é provável que tenha sido ela a escondê-lo, assim como alguma roupa que segundo dizem deixaste atrás. saber se a criada de quarto tinha sempre o mesmo turno de serviço e se houve troca com alguma colega. ir consultar a folha de férias do pessoal. é que por aqui já se pode calcular o movimento casual do horário da mulher e do chefe das escalas. outro que tem de ser investigado. como estava a conta do hotel, isto é, se já estava paga, ou se ainda antes de sair tinhas de a pagar. é que se for esta última hipótese, não se justifica a presença de criada no quarto antes de o hóspede sair. saber em que medida não simpatizas com os americanos. saber o que disseste ou o que te propunhas fazer em relação à política do próximo-oriente caso fosses eleito presidente da frança. é que os amigos americanos não brincam em serviço. e como a moda agora para derrubar adversários é entalar os homens que gostam de mulheres levando a justiça a fazer papel de algoz, é preciso ter muito cuidado. antes de mais, deve-se evitar a todo o custo ir aos estados unidos. o polanski meteu-se com uma rapariga que foi ter com ele para rezar o pai-nosso e agora está preso. o líder do wikileaks foi com duas cabronas para a cama e depois de as foder quis repetir a dose. as putas não estavam para aí voltadas. passados quase dois anos é que se lembraram de dizer que o julian assange queria mim dobra. outro que se fodeu e tem a justiça à perna. com tanto sexo à solta, o melhor era criar o ministério do sexo. o que parece que vai acontecer quanto à acusação é o seguinte: se beijaste a criada e ela estava feita para te dar caça, é muito provável que ela tenha posto a tua saliva em alguma parte do corpo dela e dado dentadas sobre o local. aí, estás fodido, pois é muito difícil desmontar tal sacanice. porra, por que é que não fazes como eu que sou um teso: pagando. paga. ou julgas com essa cara de chaprão alguma gaja vai contigo por amor. pagando é que ela nos amam. claro, que a polícia de nova iorque é que tem o lugar do crime sobre controlo. e não me admira muito que venha a encontrar vestígios incriminatórios da cena do crime. fim.
ps: ia eu escrever sobre uma foto que saiu num diário lisboeta e que me chamou a atenção: o eng. sócrates é agarrado na cabeça por uma senhora que o quer beijar. penso que o que o salvou foi o nariz. fico por aqui, pois já escrevi muitos disparates por um dia só.

ah, sócrates não apresentou queixa.

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sábado, 14 de maio de 2011

paulo portas vai a primeiro-ministro, ai, lá isso vai

acordei mais cedo e meti-me logo na política sem querer. estava eu zapingando no velho aparelho - que precisa de um taco novo para entrar no actual modelo de emissão televisiva já em curso em alverca - para procurar algum programa com mulheres bonitas pois estava influenciado por um sonho erótico que tive com uma tal cláudia cardinale (do meu tempo). foi um sonho lindo - já cantava o gama tido como azabelado pelo zé vilhena - este que tive. e foi nessa procura lúdico-gerontológica que dei de caras com portas e o seu manifesto. a sério, gostei do homem. tem pinta de primeiro-ministro. o que apresentou elevou bem alto o nível político, pois o momento bem triste por que passamos está a desmotivar a malta. o manifesto é digno de pararmos um pouco e pensarmos o acto de votarmos. este manifesta tem fôlego e substância pois aponta para soluções para o país já. ontem à noite pensava que votar era uma desgraça. vou repensar. o manifesto apresenta um trabalho sério. para mim tratou-se de uma autognose estatal com possibilidade de tratamento. é uma visão do país como disse portas. até agora portas leva a bandeira por ter entendido melhor o estado do estado. as medidas que propõe são o que a maioria dos portugueses conscientes desejam. bom, dado que não sou portaísta vou terminar por aqui. bem, mas gostaria de perguntar antes de terminar como é o caso dos submarinos. isto é, acho que ele tem obrigação de explicar muito bem explicado o caso, pois se for a primeiro-ministro vai ser por aí que a cachorrada vai pegar. melhor pégar...


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sexta-feira, 13 de maio de 2011

quem votar no próximo dia 5 de junho não está bom da cabeça








diziam alguns estarolas logo pós a queda do velho império que o voto era a arma do povo. antes, isto é, no tempo do velho e bondoso salazar (não encontro outro macho ibérico a quem possa recorrer para referenciar a história portuguesa do passado recente), o povo era uma chusma de gente que não se lavava, comia mal, trabalhava por conta dos senhores, era mal paga, uma vez levada a tribunal por delitos normais era raramente inocentada, era vigiada pela polícia política e pela igreja de cristo através dos seus sicofantas e coreutas dominicais. essa chusma de gente quando acasalava, como não tinha distrações, relacionava-se como os cães. faziam sexo, perdão, fodiam 7 dias por semana. havia mulheres que pariam tanto quanto uma coelha. era povo por todo o lado. imagine-se que até pelintras da nação como eram os fiscais dos mercados camarários, habilitados com a terceira classe do primário, davam-se ao luxo de terem uma criada de dentro e outra de fora. os progenitores desses escravos (?) mal os ponham ao mundo sabiam que não os podiam alimentar e assim que podiam cediam as filhas a partir dos 13 anos para o mercado doméstico das cidades. conheci um médico que me contou que o seu avô tinha vindo para a cidade para servir numa mercearia com a idade de 11 anos. davam-lhe cama e mesa. como tempo livre tinha aos domingos o tempo suficiente para a sagrada missinha. assim por alto, pois não tenho à mão as baboseiras do ine, acho que a maioria da população vivia miseralvelmente. não - diz-me bastante convencido um amigo que sempre viveu bem - o povo vivia sem passar fome, e os que trabalhavam até que se safavam bem. bom, não era nem é a minha opinião pois conheci o povo bem de perto. vejam só: as casas onde habitavam as famílias dos portugueses eram compostas por duas assoalhadas (de três eram raras). com famílias inteiras compostas por quinze a vinte indivíduos a viverem nesses espaços exíguos, como acha o leitor que era a vida deles? sem casas de banho - isto é um facto! nos açores, aquando das campanhas do doutor mota amaral eu cheguei a ouvir alguns pedidos dos populares: eh senhor, dê-me um dinheirinho para agente fazermos uma retrete dentro de casa. mota amaral fartou-se de fazer com que a maioria dos açorígenes passasse a defecar dentro de casa. também me fizeram relatos de como comiam. muitas vezes três chicharros eram divididos por tanta gente. e se por acaso tinham algum cachorro - nessas alturas o pobre animal comia as fezes que encontrava nos caminhos de terra que só levaram alcatrão depois do 25 de abril. já sei, já sei. o 25 de abril teve coisas mais positivas que negativas. e este juízo depende do ângulo com que é analisado... quem perdeu privilégios sente-se mal. os outros - e foram muitos - pelo contrário estão como nunca estiveram. os actos eleitorais são, hoje, um artigo de luxo. o pior é que só os mais teoricamente politizados acham que o voto é mesmo uma arma. é que o tal povo não está virado para a caixa das urnas. bem, vou acabar com esta tralha: o giro, o mais giro de tudo é que foi a classe bem comida, bem bebida, bem paga, bem instalada quem deu origem a que o povo que - não vota - tivesse melhores dias. este é um povo que não vota!!!. fazem o trabalho por ele. e ele? vive mal, mas não trabalha e já nem produz o que come. vive mal, mas recebe pensões de miséria. mas é com esses misereres (?) que sobrevive, visita as grandes superfícies, vai de carro para as praias sempre que há sol. fica satisfeito quando lhe oferecem estádios de futebol à barda. vai de peregrinação todos os anos ao santuário das visões de uns meninos cabreiros. este povo que era magro de fome. repito magro de fome, está sofrendo de obesidade. está ao contrário a sofrer por estar a comer como os porcos, perdão como os americanos. para acabar: e não é que com os golpes na nossa economia, os queridos da direita em vez de defenderem a sua bandeira estão preocupados com as pensões dos mais carentes. isso é o papel da esquerda. esta, no entanto, é que está a fazer o papel de mazinha para equilibrar as contas públicas. estão portas e passos indignados por o ps-capitalista estar a querer congelar as pensões dos pobrezinhos. no entanto, no que diz respeito ao assalto a quem vive do seu trabalho, estão ávidos para os penalizar. a verdade é que os pobres só consomem. a culpa não é deles, mas sim dos piratas que assaltaram o estado e criaram este estado que se denomina de social, mas mais não é do que uma grande superfície comercial. eu não voto porque não concordo com a política do mantém o pobre vivo assaltando o trabalho e a bolsa da classe média esmifrando-a até esta ficar com uma mão atrás da outra. acabe-se com a pobreza, sim senhor, mas não nos transformem em novos pobres. mas afinal quem é que é pobre? uns recebem casa de graça. quando as crias se tornam grandes, o estado aluga-lhes casa a 4 euros que eles não pagam. tem rendimentos mínimos. vivem a chorar mas estão gordos e anafados. os que trabalham não conseguem pagar as prestações da casa. os milhões de carros que circulam nas nossas estradas estarão já pagos? o dinheiro não estica precisamente para os que trabalham. e como é que estica para os pobrezinhos? um milhão e quinhentos mil pensionistas; 700 mil desempregados ( existem empresários agrícolas que estão a receber imigrantes do vietname para trabalharem as suas explorações porque aos parasitas dos desempregados não lhes cai bem trabalhar no campo ...); minorias a receberem fortunas e em contrapartida nada retribuem. bem, portugal é uma mentira. termino já. bem bom que não disse nenhum palavrão neste texto. estou a ficar delicado. porra, até que foi bom.




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ps: aquela do pintelho (é assim que a gente no meio do mar chama aos pentelhos) está para o projecto-papel do psd com 124 páginas como a corrupção está para a loção de barbear.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

terrorismo de salão










obama (o agora branco presidente americano) sentado na sua sala oval (onde antes o casal em comunhão de facto: clinton e mónica fodiam no intervalo para o café), a madame clinton (uma espécie de primeiro-ministro sentada numa poltrona onde o marido - ao tempo presidente - oferecia o falo à boca da estagiária enquanto tratava assuntos de estado), o chefe das operações de assalto, a dirigente da secção de brigadas anti-terrorismo (fotografada por incúria dos serviços secretos) e mais duas ou três personagens de média importância, todas elas aguardavam o desfecho via facebook do ataque a uma vivenda onde vivia o homem mais perigoso do planeta. o célebre bin. na vivenda viviam mulheres e crianças e 3 guardas-nocturnos que também faziam turnos de dia, por motivos de contenção das despesas na rubrica terrorista. revezavam-se, pois não havia lá mais do que três. dizem que houve mortos no assalto das forças da ordem (para matar) e que bin tinha sido assassinado porque tinha numa das mãos o que parecia uma arma. não passava de um comando da televisão que o rebelde príncipe utilizava para ver-se nos filmes que mandava fazer sobre ele mesmo. o homem era vaidoso e isso matou-o. outro internacional vaidoso - por ter a mania de se deixar fotografar - também levou uma saraivada de balas. era o che das montanhas da américa latina. a vaidade mata e faz com que sejam localizados muito rapidamente. dado que os mandantes do assalto estavam numa saleta onde muito se conversa, não ficaria bem chamar aos seus actos de terrorismo sangrento. não, nada disso. trata-se de terrorismo de salão. bom, porque estão temas escaldantes na mesa (o petróleo) a administração americana (ao longo da história todas elas) não tendo capacidade diplomática, usa a força para matar quem lhe impeça o acesso ao petróleo. e porquê o petróleo? a américa sem o petróleo que saca aos árabes tornar-se-ia numa estepe de bisontes. a sua indústria parava. exportava zero. enfim, para não alongar muito: a américa implodia. para que isso não aconteça há que invadir as zonas do petróleo para sobreviver. são pois os administradores das grandes empresas petrolíferas quem manda nos eua. terrorismo de estado não são só os estados unidos a fazê-lo. o portugal fê-lo em 1415 quando foi assaltar ceuta - um rico centro de comércio árabe. estávamos à rasca de massas e o trabalho não se nos ajeita lá muito bem. a frança nos séculos xix e xx. lembro-me de a frança e a inglaterra bombardearem o egipto por causa do suez (sec.xx) e só pararam por causa das ameaças da antiga urss. esta também ensaiara passos de terrorismo quando invadiu a polónia, a checoslováquia, a hungria, etc. só na polónia, os russos mataram 35.000 militares. bem, para não alongar mais esta merda devo dizer que de todos os estados só um não praticava o seu terrorismo de interesses. era o estado da bolsa da minha avó angelina a quem recorriamos para fins pacíficos. não é preciso falar mais em terrorismo de estado pois ele aparece nos mídia. só com outro nome, está bem de ver. quanto ao outro terrorismo, o de células incontroláveis, esse só os serviços secretos dos países podem - com autoridade falar deles. existem e não existem. existem só quando são apanhados. uma espécie de gato de schrodinger (a letra o leva por cima ¨)... mal comparando. o terrorismo organizado, que tem a cumplicidade indirecta de certos estados, pertence a organizações que se estabelecem tendo em conta não só os apoios referidos como assentam arraiais no controlo e tráfico de armas e drogas. têm dinheiro que dá para cantar o júlio iglesias em qualquer coro. constituem o novo tipo das guerras modernas. todos eles têm objectivos definidos. só as brigadas vermelhas e os baader meinhof do meu tempo é que pareciam estar neste mundo só para fazer mal. o grupo baader suicidou-se na prisão, com um tiro na nuca... na alemanha, está claro. nunca mais se ouviu falar deles... ah!






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