quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Passos: separará o trigo da palha




Este título resultou de uma consulta a um conhecido intérprete de sinais que indicam o futuro.

"Separará o trigo da palha" Foi a resposta que encontrou quando se lhe colocou a questão da aprovação pela AR do próximo OGE. Pedi-lhe que explicasse melhor. Só disse: "Nascimento" e mais não disse a não ser que não responderia a mais nenhuma questão. Só me resta interpretar as palavras. Creio que Passos Coelho vai votar contra o Orçamento proposto pelo PS de Sócrates. Vai nascer um novo país e muitos verão a pia ser-lhes retirada. Não vou adiantar mais nada, pois o que eu pessoalmente prevejo é uma revolução que vai até certo ponto acabar com a rebaldaria em que se tornou Portugal. Oxalá seja do tipo bons rapazes como foi a do 25 de Abril de 1974.

Mais não digo, isto porque tudo leva a crer que este ciclo terá fim.

Tratem dos passaportes rapazes..........................
mmb

terça-feira, 12 de outubro de 2010

É PRECISO COMBATER A TRAIÇÃO



As medidas restritivas impostas pelo último primeiro-ministro desta República não foram bem recebidas. Sócrates meteu-se a retirar privilégios a tudo que era mais ou menos escandaloso. A última medida afecta alguns magistrados. Estes reagiram como é óbvio. Até aqui tudo bem. Quem não sente não é filho de gente!!!!!!!!!! O pior de tudo foi ouvir uma madame Pinto do Bloco de Esquerda reagir contra a medida. Não se percebe o que pretende esta esquerda à portuguesa. Esta esquerda é uma encapotada escória burguesa. É preciso estender o rigor a todos. Mas a todos sem excepção. Só assim se consegue implantar um regime que não deixe alguns de fora. Todos, mas todos têm de estar nesta onda. Quem a furar terá de ser chamado à pedra e denominado de traidor. Quem deseja que Portugal se afunde só pode ser considerado traidor. A traição paga-se. Quem mexe ilegalmente nos dinheiros do Estado é, neste peíodo de grande carístia, um verdadeiro traidor. Quem se aproveita deste descalabro para seu proveito e de "sua família política" é traidor. É traidor todo aquele que ajudar a enterrar este País seja ele do clero ou da burguesia. Vamos estar atentos para os denunciar e combater. Só nos resta lutar outra vez.

mmb

domingo, 10 de outubro de 2010

ERROS MONÁRQUICOS OU FALTA DE CONHECIMENTOS

Um dos erros que cometem os monárquicos e/ou simpatizantes é permitir que se difunda a monarquia portuguesa como sendo a culpada por todas as desgraças sociais que o país sofreu antes do aparecimento "destas repúblicas" sem contrapor. Os monárquicos portugueses assistiram ao desvario dos que sequestraram o Estado - 1910 - sem se organizarem. Deram oportunidade que surgisse uma ditadura misturada de catolicismo reaccionário e prepotência militar, logo após o afastamento dos republicanos que iam salvar a Pátria. Estes líricos que apregoavam melhor Saúde, melhor Educação, melhores Vias de comunicação, mais Habitação , mais Emprego, menos Igreja para todos os portugueses sabiam que isso era ficção mas olhavam para o lado. Quando acabou o crédito e o saque ao Estado terminou , os republicanos (não se pode atribuir estes crimes aos monárquicos, claro está) fugiram, como ratos que são os primeiros a abandonar um barco prestes a afundar-se aconselhados pelo instinto, tão despressa os militares se zangaram. Os militares sempre dispostos a obedecer quando os vencimentos estão em dia aperceberam-se que a coisa ia ficar cinzento carregado (não digo preta para não dar a algum filho de puta ocasião de me chamar racista e reaccionário que não sou) e vai daí tomaram o poder económico. Como nada percebem de contas foram desencantar um bom contabilista para pôr cobro à desbunda. Depois veio o Salazar - que até era monárquico e etc e tal que toda a minha gente sabe do que se trata pois há bem pouco tempo votaram nele como o maior português de todos os tempos. Abreviando que não tenho muita pachorra, a falta de dinheiro sempre foi causa de revoluções. Porra, mas que grande novidade. A falta de dinheiro quando ataca os pobres transforma-se na falta de pão. É sinal para fugirmos. O povo fica cego de fome e quando aparece um maluco que com uma espingarda faz pum!, pum!, aquele segue-o como se tratasse de um Messias. Nestas alturas, o povo consegue apropriar-se de alguns bens e como o poder se esvazia existe uma propensão para se criar no papel medidas em prol dos mais desprotegidos. Quem passa ao papel as regalias não é o povo - que não sabe ler - mas os letrados messias. Os messias passam a governar pois tornam-se insubstituíveis e vai daí congregam-se em grupos que sacam para si e para os seus a melhor parte dos despojos. Surge de novo um ciclo tal qual o ciclo da chuva. Durante o período do Estado Novo ficámos a saber - e obrigados a estudar - que a República que se seguiu (2 anos) ao crime de homicídio na pessoa do Rei Dom Carlos era composta por gente do piorio. Agora, nesta República - por enquanto não é para rir - estuda-se o mal que a ditadura salazarista fez à malta, ao país, ao mundo e não sei mais a quê. Que os salazaristas eram assassinos, criminosos, fascistas confessionais, etc..................
Vem aí borrasca da grossa. Já cheira a FMI, a cortes de tudo, tomates incluindo. Os que virão posteriormente salvar a Nação Portuguesa hão-de dizer tudo o que lhes der jeito para condenarem os criminosos autores da recente temporada caída em desgraça.
Bem, eu dei dentadas no Diário da República quando soube que os meus impostos serviam para pagar despezas com passeios, comilanças, carros de luxo, casas de luxo, putas de gabarito, ordenados de marajás, encher contas na Suiça de dinheiro roubado, perdão desviado... estaria aqui até amanhã a descrever aquilo que fazem com os meus impostos uma caterva de correligionários de assassinos. Por isso, só vou acabar esta merda dizendo que para além de ter dado dentadas no referido diário até chorei gritando. Pois, não querem ver que o meu dinheiro até serviu para pagar o ridículo, piroso, rural, pestilente, lodoso chapéu com que uma primeira dama se aperaltou quando foi fazer uma visita régia no estrangeiro.
Viva o Rei!
mmb

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

JAIME GAMA O LÚCIDO




Disse o dr. Jaime Gama no dia em que a República comemorou cem anos: "Ninguém é dono da República!". Oh, senhor doutor! Quem é que quer ser dono de uma coisa que está falida? Ninguém! A não ser os que a tal forem obrigados. Eu não sei qual será o desenvolvimento que vou dar a este texto. Antes que tal "se desenvolva" quero afirmar o seguinte: a República não é a minha Pátria. No território Pátrio, a República teve e tem espaço. Não o posso negar, mas posso contestá-lo. É aqui que a coisa fica de tremeliques. Uma pátria sem nação é como um galinheiro sem galinhas. Uma nação sem estar politicamente organizada é como uma casa de passe só com proxenetas. Os meus quatro habituais leitores tenham calma. Eu ainda não comecei a chamar nomes a ninguém...

A minha Pátria tem 857 anos de existência. Comemoramos os últimos cem... Não comparando, era como se eu que tenho 69 anos apenas comemorasse os últimos 20. E isto porque tinha feito uma operação para alterar o sexo e me transformava em mulher há 20 anos. E então, os meus 49 anos como homem? Vou atirá-los ao gato? É complicado, eu sei, mas não posso ser só mulher. Credo em cruz, salvo seja o Padre Cruz. Esta comparação é coxa! Retracto-me já. A nossa Nação é muito misturada. E isso deve-se não só por termos sido invadidos como nos cruzámos com vários povos que fomos conhecendo (e fodendo, claro está). No princípio da nossa nacionalidade fomos tendo como parceiros na nossa organização a Igreja. Ela tinha os livros, a cultura, o método, a sabedoria e estrutura. Até nos ajudou com armas. Eu que não sou de Igrejas nem sou pagão, não posso deixar de lhe dar o devido valor (claro que às vezes e quase sempre não é muito recomendável). A Igreja sabiamente foi sobrevivendo e tornando-se imprescindível. Até - o foi nas democracias burguesas - que as tivemos. E isso deve-se a um dispositivo biopsicológico que coloca o ser humano ao dispor de quadros imagéticos. Não há pátria sem benzeduras... há que viver com isso. A nossa Nação não a dispensa! Porém, foi alterando os métodos. Ela ensinou durante séculos. Temos que lhe agradecer o gesto e o jeito. Vou saltar. Na monarquia, onde os republicanos tinham o seu lugar nos órgãos de decisão, também houve adaptações. Dos monarcas absolutos passámos a monarcas constitucionais. A monarquia foi percebendo que a política e os seus jogos deviam ser separados. O monarca passou a reinar e a política e os políticos a governar. O monarca acaba por encarnar o espírito da nação. Assassinaram o Rei Dom Carlos. Ele representava a Nação portuguesa. Qual a utilidade do crime de homicídio? Mudar o regime? Matar o espírito?

continua

mmb

VARETT - entrevistado por Paulo Rehouve



pressportugal

Existe alguma época em que a pintura represente para si mais do que panoramas de estágios pessoais com correspondências sócio-económicas?

Varett

Repare numa refeição brasileira algures no início do século XIX: feijão preto misturado com farinha de milho e um pouco de torresmo de toucinho frito... Penso que hoje em dia é tudo muito diferente. Se olhar a pintura através dos tempos ela também me diz que dá saltos. A pintura é feita por homens. Estes têm sempre correspondências em tudo o que fazem. A pintura faz sentido para mim na minha época. A minha época limita-me apesar de me servir dela para olhar o mundo para trás.

pressportugal

A pintura é sentimento?

Varett

Claro. Eu, por sinal, pinto ou tento pintar sentimentos embora o faça de várias maneiras.

pressportugal

E como o faz?

Varett

Olhe, eu já pintei duas angústias. Tendo em conta que ela é única, veja só.Um dia comecei a pintá-la porque a vi nas feições de uma pessoa. Mais tarde dei por mim a pintá-la (angústia) sem ter qualquer referência. Sei que a expressei na tela embora a sua compreensão não seja extensível a outros. Para mim ela é bastante perceptível.

pressportugal

Será a pintura negócio e arte, só negócio ou só arte?

Varett

Para mim é como a medicina. Há os que curam e cobram. Há os que só curam. Eu só "curo", ainda não comecei a cobrar. Não consigo dar aquele salto. É complicado.

pressportugal

Que pensa dos que negoceiam com a arte?

Varett

Alguns são mecenas. Nem tudo é mau. Reajo negativamente quando se corporativizam e seleccionam artistas com base em critérios duvidosos.

pressportugal

Que pintura se faz em Portugal?

Varett

Há em Portugal uma pintura de ideias e ideias que são pintadas. Há quem se dedique à paisagem, ao retrato. Há os que pintam para a parede e para o gosto da clientela decoradora. Pinta-se muitas vezes pelo petisco, pelo prazer, etc. De Almada para cá os nossos pintores portugueses provaram que são tão bons ou melhores do que os outros. O que ainda não aprenderam foi a serem unidos e isso impede-os de transpor fronteiras. Também os responsáveis pela Cultura não têm estado à altura para a promoverem a nível internacional, como , por exemplo, se faz na vizinha Espanha, França, etc.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A PRIMEIRA REPÚBLICA PORTUGUESA DATA DE 1383





Nota introdutória: sou monárquico de natureza determinista! Aconselho aos monárquicos a não leitura deste texto. Por uma questão de pruridos, também não é de indicar a sua leitura a republicanos decentes.

ORA BEM

A nossa Pátria começa - sec. XII - com Afonso Henriques. À força! Era moda do tempo. E à força nos transformámos em monarquia. Ainda bem para nós que evitámos misturas com outras coisas humanas da Península. A chamada Primeira Dinastia estava voltada para a terra e para a expansão territorial dirigida até para dentro das terras de Leão e Castelas. Temia-se a unidade com a restante península. Esta política de guerra dirigia-se para a sobrevivência. Era a que tínhamos. Foi para materializar este estado de espírito que Dom Fernando - o que casou com Dona Leonor de Menezes (Menezes por parte do primeiro marido) - intentou por diversas vezes incursões a terras dos leoneses-castelhanos. Dizem que Dom Fernando era muito formoso daí o "diminuitivo" de O Formoso. Apaixonou-se pela Menezes e nomeou-a de Telles (seu antigo nome de solteira). Dom Fernando não comparando era como um ex-recente hóspede de Belém - palácio que fica junto dos Pastéis de Belém - também ele casado duas vezes. O problema foi o da filha de Dom Fernando ter casado com o Rei de Castela. Naturalmente que pelas nossas leis quando morresse Dom Fernando que ela (Dona Beatriz) se tornaria Rainha. Teria como marido um Tal Dom Juan que era como atrás referi também ele Rei por acaso. Que grande problema, pensaram alguns. E agora que vai ser do comércio para o Continente Europeu se Portugal se unir a Castela?

Quem assim pensou foram uns antropomórficos que davam pelo nome de ingleses. Castela tomaria nas mãos todo o comércio da área e ditaria as regras a seu favor. Na altura os ingleses não tinham o M16 e os 007s com que lixam, perdão fodem o planeta, mas tinham espiões comerciais ao seu serviço. Não lhes convinha tal unidade na Península. E vai daí toca a imitar a CIA da altura: provocar cisóes internas para arranjarem marionetas que lhes permitissem dominar a zona. Compraram alguns naturais com alguns trocados e promessas de enriquecimento. A eles - ingleses - convinha acalentar o desacordo entre monarcas peninsulares. Como a coisa não lhes estava de feição, pois para além do perigo comercial que oferecia o casamento atrás referido, a sua substituição no poder pelos filhos de Dom Pedro I não auguraria rotura na orientação política. Dom João e Dom Dinis viviam em Castela. Eram por assim dizer amigos. Não esquecer que sua mãe era, como hoje se diz, espanhola. A coisa está cinzenta - não digo preta por não ser racista e não estar sujeito a interpretações de certos filhos de puta - pensaram os anglo-saxões (para não lhes chamar outros nomes, como por exemplo os que chamei ao filho de puta do Blair). Que fazer? Era simples. Um filho ilegítimo do Senhor Dom Pedro e de uma espécie de rameira que dava pelo nome de João Mestre de Avis seria o ideal, pois esquecia que para ocupar o trono - que tanto custou a Dom Afonso Henriques - havia herdeiros directos e de sangue. Bem, encurtando ideias, senão passo a historiador, os ingleses compraram o Mestre e alguns dos seus amigos com dinheiros e homens de armas e promessas imobiliárias. Até enviaram um verdadeiro exército com técnicas modernas para a altura: a disposição em quadrado para melhor se defenderem dos castelhanos. Estes, percebendo que os ingleses lhes eram superiores, abandonaram o quintal desocupado onde pretendiam brigar. Ganharam folgadamente os ingleses - digo ingleses porque as "tropas" portugueses apenas formavam uma ala. E como eram todos uns belos putos ficaram na história pelos da Ala dos Namorados. Ou Namoradas, pois os ingleses também petiscavam rapazes ao modelo dos Gregos Clássicos. Pedófilos, por assim dizer. Bem, mas isso não confirmo. Não estava lá e não acredito em tudo o que leio ou dizem. Os ingleses, sempre eles, meteram na cabeça do Mestre que este se fizesse eleger Rei. Podem rir à vontade que eu não me ofendo. Eleger o Rei? No século XIV? Tenham dó de mim que não sei se sou diabético. Não faço análises! Eleger um monarca e mais a mais na nossa Pátria do século XIV. É obra. Escusado será dizer que o pobre Mestre teve de casar com uma inglesa para o agarrar até ao tutano. A tal ponto que fomos obrigados a ir roubar para o Norte de África. O filho da Ana pernas abertas feito Rei... E Eleito! Pior só a "instalação" da II República em 5 de Outubro de 1910. Outra vez os ingleses e a sua agente Filipa de Lancaster-Lencastre com um exército de mercenários nos obrigaram a ir mais além para sacar Ceuta. Daí até estarmos a comprar e a vender escravos foi um ápice. E foram mandando em nós até muito depois das invasões francesas. Tínhamos dois reis. Um inglês e outro indígena inoperante. Um dos reis ingleses chamava-se Beresford. Este até mandou enforcar um português de cepa, o general Gomes Freire de Andrade, por este olhar para dentro de Portugal... Essa dos ingleses mandarem nos portugueses não é novidade para as novas gerações. Ainda há pouco tempo vimos um sacana de inglês de nome Blair levar-nos para uma outra guerra. a guerra com os islamitas com quem nós estávamos em paz desde o século XIII. Já não se trata do Mestre filho da Ana Pernas Abertas ao Rei, mas sim um tal de Durão Barroso que assinou um tratado de guerra. Ainda não sabemos qual o preço a pagar. Veremos. Ora bem, este texto é para corrigir interpretações históricas que esquecem o nosso passado. Na medida do possível, está claro.

Ps: Esta Segunda República faz cem anos. Parabéns e viva o Rei!

mmb

domingo, 3 de outubro de 2010

O QUE É A DEMOCRACIA?

A democracia é um regime que torna os ricos mais ricos e os mantém no poder através do voto dos pobres.
Varett