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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

A ESQUERDA EMBALSAMADA

Olhemos para o estado dos embalsamados que se encontram na sala dos "Passos Perdidos" da nossa Assembleia da República ou salão de espera. Em  qualquer casa que se preze, quer seja de origem burguesa ou fidalga existe sempre uma sala ou salão de espera. Geralmente o novo-rico, o burguês de raiz e o fidalgo expõem o que de melhor na arte (pinturas valiosas, por exemplo) conseguiram, conforme os casos, comprar ou herdar . Façam um pequeno esforço mental e imaginem os passos perdidos da casa  do senhor Joe Berardo. Embora tenha comprado obras de arte ao quilo, o facto é que teve dedo e sorte nas suas compras. Aquilo eram Picasso, Lichtenstein, etc. Quer dizer, que apesar de um certo desfazamento  entre o  intelecto do proprietário e a linguagem da arte, o que é certo é que o senhor Berardo contribuiu, em muito, para a reconstrução do Portugal cultural, nascido do 25 de Abril de 1974. Há males que vêm por bem, como dizia o outro. Com esta atual esquerda (herdeira da que nasceu com a restauração da democracia que sobreviveu entre  5 de outubro de 1910 até 28 de maio de 1926 em que parece que se votava livremente para se escolher os representantes do poveco) passa-se a mesma coisa. Karl Marx, Lenine e outros "pensadores humanistas" empestaram o mundo com receitas genocidas (as suas teorias implicavam a morte e destruição de uma classe social por outra. Isto é, não deixar ninguém vivo (proprietário, burguês, fidalgo). Bem, também há aqueles pensadores anticomunistas que alinham com diretrizes genocidas. Quer dizer, bombardeiam cidades matando aos milhares dos seus habitantes. Voltemos à sala dos Passos Perdidos. Se dermos uns poucos de passos acabamos por vislumbrar o hemiciclo onde se batem à língua os deputados. O que se passou com o este orçamento que foi aprovado tendo como apoiantes os sacerdotes atuais dos divinos Marx e Lenine? António Costa embalsamou-os. Não sei como o fez, mas o que é certo é que extrema-esquerda (BE) e esquerda-social (PCP) aprovaram todas as medidas que o governo de direita do PS propôs. Houve alguns desaguisados mas isso foi para atirar areia para os olhos. O orçamento passou! A embalsamada Catarina Martins (aspirante a um cargo governativo  futuramente amigada ao PS de direita; o PS de esquerda é o tal que grita OLÉ) para manter o Bloco de Esquerda como uma corrente de pensamento português válido para as urnas teve que riscar tudo que na revolucionária e raivosa doutrina  apregoou junto às massas. Entenda-se por massas uma certa juventude, um certo eleitorado politicamente consciente (valha a verdade) e saudosistas de uma linguagem à Che. Quer dizer, Catarina pertence já ao mundo mitológico da esquerda bem pensante. Mal comparando, às vezes em certas campanhas americanas surgem uns intelectuais - do tipo de professor milionário - que concorre levando atrás de si aquela juventude académica que tem horror ao trabalho e à guerra, que adora filmes de esquerda, umas passas e muita festa. Chegam aos 15% do eleitorado yankee. É obra! É o destino de Catarina. Ela que não deixou que o BE se transformasse num PRD do senhor Eanes (já proposto a marechal) pois o inócuo mentor Louçã foi pregar para outra freguesia. Ela sabe que para continuar a ter voz  e vida em São Bento terá que se colar ao PS de Costa. De outro modo resta-lhe fazer parte dos embalsamados dos Passos Perdidos. Uma palavra para outro embalsamado do museu dos Passos Perdidos. Jerónimo de Sousa aguentar-se-á o tempo de vida dos velhos e velhas comunistas. Os jovens comunistas que aderem ao PCP fazem-no por hereditariedade, o que liofilizarará o partido muito depressa. O PCP não cresce. Os operários e as camponesas, que usam telemóveis e vão ao cabeleireiro, que se deslocam em viaturas como os seus inimigos burgueses a quem desejavam matar à Marx, já não sentem aquele ódio genocida de classe tão intensamente quanto aqueles funcionários do partido que passaram metade das suas vidas na prisão. O PS de António Costa, um PS tipicamente partido de direita higiénica europeia, embalsamou todos os seus adversários. Eh pá, e o CDS e o PSD? Não tem problema. Ambos estão, por enquanto, metidos num aquário. Ora bem. Voltemos para a entrada dos Passos Perdidos. O embalsamador Costa, qual guia turístico, apresenta-se como guarda diurno. Minhas senhoras e meus senhores: aqui à minha esquerda temos a embalsamada Catarina Martins. Por debaixo dela pode ver-se uma gaveta que contém uma disquete. Logo a seguir e também em tamanho natural temos o último pacifista e pregador estalinista, Jerónimo de Sousa. Por debaixo dele, em vez de disquete aparece-nos uma cassete. Por que razão nem Assunção Cristas nem Rui Rio já não estão embalsamados? Serão os últimos a ir para o laboratório, pois o nosso embalsamador anda à procura do Arménio Carlos e do Mário Nogueira que são os que estão à vez. Já tivemos um homem assim na nossa história recente. Só que ele usava o terror e a polícia política para embalsamar. Também se chamava António, por acaso. O que é que este António tem? Acho que tem muito dinheiro e o distribui cristãmente. Os portugueses estão mais contentes. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

QUE MILAGRE FOI ESSE DE O EURO SE TER IMPOSTO NO MUNDO QUE PERTENCIA AO DÓLAR?


INVENTEMOS: O EUROMARCO

Passa pela cabeça de alguém que o euro poderia sobreviver sem a Alemanha o ter amparado perante o mundo das economias? Imaginemos o euro tendo à cabeça a França. Quem confiava aos gauleses mais do que meia coroa de milho torrado? A França a dirigir o mundo europeu??? Mesmo aliada à Espanha, à Itália, à Suécia, etc e tal, quem olharia direito para estes desgraçados como exemplos de uma qualquer economia que repousasse na confiança de uma moeda que veio a emparelhar com o poderoso dólar norte-americano? Sem a Alemanha no plantel esta Europa do euro não existe. Imaginemos o euro sob a orientação francesa: onde já estaria esta moeda forte que cobre transações por todo o planeta? Mas é preciso alguém perceber de economia para poder afirmar que o nosso euro não é mais do que um euromarco encapotado. A Alemanha mantém-se forte enquanto a França, a Itália e a Espanha estão a desagregar-se. A França, entra dia sai dia, depara-se com motins de rua, a sua Segurança Social deixou de funcionar em 40 por cento. Os impostos subiram de tal maneira que até os próprios franceses escolheram há muito investir fora do país. Se não fosse este novo apogeu germânico - que a tem suportado - a pátria de Napoleão já tinha entregue à Le Pen a solução da situação. É olhar para a sua história recente e desenterrar o De Gaulle... A Itália está à Le Pen. Isto é, o Norte puxa a corda e o Sul faz contabilidade à la Don Corleone. A Espanha já perdeu a vergonha. Isto é, mantém em prisão cidadãos da Catalunha por delito de opinião. E o tal Caudilho está mais que morto. Enterrado não está pois vai ser expulso da sua última morada. Não pagava renda à História. É uma espécie de nazi agora despejado. A França que também alinhou com os nazis (que o diga o nosso (por nós) escondido heróico e histórico cônsul de Bordéus, Aristides de Sousa Mendes) soube safar-se à custa de uns Sartres de trazer por casa. A França sempre foi puta em coisas de cultura. A Madame Bovary está-lhes no sangue. E Portugal? Não, não se pergunta ao Eça. Lembram-se do maior inimigo de Afonso Costa? Eram os grevistas! Enquanto não deram cabo da Primeira República não descansaram. Agora, temos um primeiro-ministro que também é Costa mas não Afonso. O nosso António chupa todas as semanas com uma greve cirúrgica. Imagine-se o que estão agora a fazer à Alemanha: impedindo que a produção de carros alemães saia das suas  fábricas  situadas no nosso país. É de doidos. Querem matar uma das galinhas dos ovos de oiro que têm mantido esta pedrada economia como um bom exemplo a seguir. António Costa têm de "falar" com os estivadores. É que para além de eles terem a razão pelo seu lado nas suas reivindicações  eles representam um poder imenso que se cai nas mãos erradas não há governo que se segure por mais compagnons de route que se amem, unam ou se abracem em nome de uma muralha antidireita. Nós estamos para o euromarco como o Santuário de Fátima para as esmolas. O português está sempre a pedir fiado e milagres. De entre estes é assim: um dinheirinho querida Santa. E dirigem-se mais à Mãe do que ao Filho pois este é mais judeu para dar. A Mãe merece templos e santuáríos porque apesar de muito receber é ela que alimenta legiões de retalhistas, de sacerdotisas e ministros (de Deus). 

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

O PAÍS ESTÁ SUSPENSO DA DECISÃO DO JUÍZ .DO BARREIRO

Um antigo colega meu, que é adepto do Sporting Clube de Futebol e a quem assuntos respeitantes a Aristóteles, kant e Estaline lubrificaram-lhe a  torre de controlo, interveio no espaço dedicado à Opinião Pública; uma rubrica matutina da SICNotícias. Eu estava meio a dormir meio acordado e a coscuvilhar a vida de dom João V (num livrito que acompanha o semanário Expresso)  quando lhe reconheci a voz. Tratava-se do assunto do dia, das semanas, dos meses e se o bom Deus portuguelizado dos judeus não nos acode temos coisa para um ano ou mais. É só a Press lusitana querer e depois é só chuparmos a sua alongada difusão. Eu amava o zapping, mas qual quê, mudar de canal para quê se é tudo futebol? Para quê irritar-me com dom João V, o esbanjador de ouro e diamantes que só catedrais e mosteiros de luxo mandou construir descurando estradas e portos, por exemplo,  se eu vivo num lodaçal neuronal que nos arrasta dia após dia para um quadro social que julgávamos ter terminado em abril de 1974? E Afonso Gonçalves (o filósofo de Arroios e divinizador do estagirita) a falar em significado e significante, pois irritara-se com o conceito de terrorista malparado por quem de direito. E disse mais coisas que não entendi sobre terrorismo, mas que procurarei reavivar no nosso próximo encontro recheado de altas filosofias  onde Vénus de alcova é visualizada  e é onde   melhor me adapto para repescar  forças para fazer frente aos custos no futuro de um possível alzheimer e outros compagnons de route tais como os antibióticos. De repente, e enquanto escrevia este texto, as notícias saltam da pantalha e salvam a imagem  da nação: Bruno de Carvalho sai em liberdade apesar de ser obrigado a apresentar-se diariamente numa esquadra de polícia e de ter de arrotar com 70.000 euros de caução (ai o que não faria eu com este cacau. Bem, eu e o filósofo de Arroios em puras e mitológicas encenações, claro está).  Esta postura do Juiz do Barreiro tem peso histórico. Mais tarde havemos de a estudar em termos políticos. Chocou muita gente a acusação  de terrorismo a uns tantos malucos da bola. Gerou-se de todo uma grande confusão nas tolas de muito boa gente. E muito boa gente amiga de arruaças passou a ter o rabinho apertado não lhe fossem bater com muito estardalhaço à porta e depois de vasculharem os trapos a levasse ao canil onde geralmente são enviados os prevaricadores. Bem, a não ser que Ana Leal - que prometeu que logo à noite vai tratar  certos grupos violentos com o mesmo apetite com que abafou a IURD - venha ajudar e a enriquecer o conceito de terrorismo. Tivemos ainda recentemente entre nós grupos que praticaram atos de terror chegando a cometer homicídios e que foram tratados como associação criminosa. Foram julgados e pouco tempo depois amnistiados. A área é pertença da política!!! No caso recente e acerca de coisas do futebol, enfileirá-los em designação terrorista parecia demasiado e até certo ponto contraditório. O Juiz de Instrução do Barreiro, com a sua apreciação, veio contribuir em muito para dignificar a Justiça. Espero que faça escola. Este Juiz é um Juiz constitucional. Já podemos dormir descansados!

Nota: sou benfiquista!

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

O PADRE MANUEL ANTUNES, O MITO E O LOGOS E OS PARECERES DE ALGUNS NACOS CEREBRAIS

Naturalmente, a convite do Jornal de Letras, dirigido pelo  ex-antifascista José Carlos de Vasconcelos, alguns nacos cerebrais da nossa comunidade letrada e não só (1) puseram-se a debitar encómios para serem encaixados no conhecido quinzenário e relativos ao centenário do nascimento do padre Manuel Antunes. As baboseiras ronhosas  foram tantas que mais pareciam discursos de parabentalização dos cem anos da avozinha do Capuchinho Vermelho muito antes de ser comida pelo Lobo Mau.  Fui aluno do Padre da História da Cultura Clássica. O que ele dizia nas aulas repetidamente entra ano sai ano era sempre o mesmo, com algumas exceções relativos a acrescentos provenientes das suas investigações em períodos de férias. Comprar a sebenta com aquilo que ele debitava qual gravador audível em baixos decibéis era o mesmo que assistir às suas aulas cheio de sono que ele também fomentava inocentemente. O Homem sabia tudo e mais qualquer coisa. Era para mim uma autêntica pipa de saberes. Falava línguas mortas ou de antigos (re)vivos textualmente. Lia-as nos originais. Quase que apostava que ele sabia mais coisas sobre os Gregos do que eles sabiam de si próprios. Era um sábio enciclopedista. Hoje, seria comparado a uma wikipédia volante, mas muito mais rigorosa e científica. Ouvi-lo discernir sobre o Mito e o Logos era cá uma coisa tão intensa que se podia comparar com uma descida ao Hades logo seguida a uma subida  ao Olimpo. A maioria não percebia nada do que o bom Padre narrava com palavras recheadas de bolor conventual. A sua Cadeira servia vários cursos. Derramava cultura sobre todos e todas aqueles  que frequentavam as salas de aula e que certamente se autopropunham para serem mais tarde considerados a futura elite intelectual e nacional. Coisas do Estado Novo ao pretender formar o seu futuro escol representativo. O Padre colaborava com o censório Estado Novo como quem vai obrigado à missa de domingo para não ser visto como suspeito do pároco, das beatas e dos bufos. Quer dizer, para não ser mal visto. Era como todos nós, que embora não colaborando, permitíamos em consciência aquela pouca vergonha. Claro que houve exceções, mas estas cabiam a funcionários efetivos do Partido Comunista que vivia de remunerações e donativos provenientes do Kremlin. A aulas de Manuel Antunes eram chatas e peganhentas. As Aulas Práticas, dadas por uma assistente do tipo mnésico repetitivo, eram cá outra pegada de dinossauro: Ulisses e as suas rotas marítimas até que voltasse para a sua Penélope tornada virgem tantos foram os anos a seco que passou longe do aventureiro , seu homem,  e dos seus excessos sexuais (digo eu que naquela altura dava lugar a "despejo" qualquer atitude depravada conotada com a área dos prazeres. Para terminar, pois quem quiser saber o que fora aquela pipa de saber mas não de sabores na boca de graxas intelectuais que leia os tais nacos cerebrais no JL. Dizia eu, que uma coisa era ler os Diálogos Platónicos e abrir a boca de espanto com tanta interação entre aprendiz e mestre, outra era ouvir falar de Filosofia por quem não tinha a elasticidade socrática. Talvez Manuel Antunes soubesse mais do que um Sócrates e um Platão juntos, mas que me fizesse vibrar como eles isso é já outra conversa. 

(1) - Ramalho Eanes, G. Oliveira Martins, José Eduardo Franco, Lídia Jorge, Luís Machado de Abreu, Luísa Ribeiro Ferreira e o Miguel Real que na altura em que era aluno de Manuel Antunes utilizava outro nome.

domingo, 4 de novembro de 2018

O PRÓXIMO DILEMA DO PROFESSOR MARCELO: RECANDIDATURA

Alguns pisteiros já começaram a aventar a hipótese de o prof. Marcelo não se recandidatar à Presidência da República. O próprio dá a entender que sim e que não. O costume! O senhor Presidente da República é hoje prisioneiro de um edifício prisional que ele lucidamente construiu. Hoje, considerado o querido senhor Presidente, ninguém daquela oposição costumeira se atreve a combatê-lo porque isso poderá sair caro pois há um eleitorado que se lhe rendeu de norte a sul. Comunistas e bloquistas caladinhos. Ofender o senhor Presidente é quase equivalente a denegrir o Milagre de Fátima. Nos dias de hoje até os descrentes olham para o lado. Deixa passar! Que diferença entre Marcelo e Cavaco. A este ninguém o poupou nem o poupa. Há um ou outro jornalista mais afoito que insiste no mistério de Tancos. O Presidente, Comandante Supremo Nacional das Forças Militares, responde e bem. Com quê? Com a maior parada militar dos últimos 44 anos . Isto e o seu discurso fecham qualquer hipótese que coloque em causa as Forças Armadas. Foi uma resposta musculada e à antiga maneira portuguesa. Já não era sem tempo! Recuai maledicentes que nem tudo é para destruir! Marcelo vai a todas. E em todas é bem vindo. Ah, e todos aqueles que anseiam por boleia da sua "bela" imagem esticam-se a seu lado. Mais um pouco e Marcelo confundir-se-á com Portugal. Se Marcelo optar por não se recandidatar vai ter tanto ou mais peso público quanto  a vidente Lúcia. Ele sabe-o. "Santificada" em vida era visitada por fieis de todo o mundo. Marcelo sabe que está a milímetros de atingir o maior estado de graça de um político jamais alcançado entre nós, exceção feita a Dom Sebastião. Salvo seja! Continuar, vai borrar a pintura! Esta é a prisão dourada com que o nosso querido Presidente convive e vive. Marcelo não é um político! Marcelo fez política, o que é diferente. E António Costa? Já aqui nestas colunas se disse tratar-se de um dos mais inteligentes senão o mais inteligente dos políticos portugueses. Por esta razão, enquanto governa olha para a circum-navegação de Marcelo. Quanto mais créditos arrecada Marcelo mais Costa o incensa. De tal maneira que se transformou num seu alter ego. Melhor dizendo: Costa não é de esquerda. Também não é de direita. Não é do centro. Também não é dos extremos. Ele é Marcelo. É o seu herdeiro. Não foi legitimado. Legitimou-se. E a nossa direita e extrema-direita? Lembram-se do comboio que levou Lenine à Rússia? Lacrado até à chegada, digo eu, até às próximas legislativas. Claro que tudo está dependente do que  a economia ditará. Se ela engonhar não haverá ícones que se mantenham de pé. Se a informação sobre o futuro estiver ao alcance de Marcelo, certamente que ele não se recandidatará. Querem apostar?

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

CABRITA, EDUARDO: UM MINISTRO DOS TEMPOS MODERNOS


O senhor Eduardo Cabrita, ministro  da Administração Interna -  a quem as polícias devem obedecer politicamente (não sei o que isto quer dizer mas deve haver quem saiba) -  condenou a publicação de fotografias de uns fugitivos, que tinham sido recapturados pelos agentes da PSP  (cuja ação foi  coadjuvada pela denúncia da namorada de um deles), a quem os juízes de instrução tinham aplicado  a mais potente-gravosa medida de coação: prisão preventiva.  Se, por um lado, a maioria da população esteve de acordo com a publicação  das fotos, já outros portugueses comungaram com as palavras acusatórias  de Sua Excelência. Os homens praticavam furtos. Num país de muitos corruptos e de muitos ladrões (se duvidam leiam, por favor, o Correio da Manhã), a verdade é que quando se assaltam bancos (organizações que uns tempos a esta parte roubam descaradamente os portugueses) certa malta fica contente. Pois o ditado que diz: ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão, não é desprezível. Eu próprio fico contente quando alguém consegue roubar um banco sem ferir nem matar ninguém. (o assalto no século passado ao BdP da Figueira da Foz foi tão giro). Posto esta asserção, passemos adiante. No caso dos fugitivos (que até eram gémeos) a ação deles é de pura malvadez para com idosos. Assaltavam-nos (porra eu sou um idoso) e não contentes com isso batiam-lhes sem dó nem piedade cristã. Tudo isto veio relatado pelos órgãos de comunicação social. Claro que este tipo de violência em quem não se pode defender faz crescer muita raiva. Estou em crer que se metessem numa sala meia dúzia de idosos, cada um com o seu varapau, a rodear os cativos bem amarrados que não lhes restaria pulmões para respirar nem ossos para se porem de pé. Digo eu que nunca vi cena como esta. É só uma experimentação... Pagava para estar lá... Em que é que ficamos: condena-se a publicação dos malfeitores "gerontofóbicos" (1)   ou manda-se o ministro  fazer as necessidades numa retrete massai, lá para os lados de Mombaça? Pessoalmente, acho que todos têm direitos adquiridos e que estão esparrachados na Constituição Portuguesa. Umas vezes a Constituição é Mãe, noutras deu para adoção... Bastava o senhor ministro ter escrito uma carta ao comandante da operação a explicar pedagogicamente que aquilo não se deve fazer por que dá má nota ao País lá fora e não borrava ainda mais a imagem da PSP. Não tem dois dias, quando as televisões publicaram fotos do aeroporto de Lisboa (general Delgado) com a notícia de que um agente policial teria ficado com 300 euros de uma carteira que fora achada por um turista e que lhe fora entregue. Fizeram um chinfrim dos demónios. Não vi ninguém levantar-se e dizer que o polícia também tinha direitos. E que não sendo condenado presumia-se inocente. Nem o ministro Cabrita veio a público para relembrar que somos um País Moderno Europeu. Mais a mais tratando-se de um seu subordinado, fica-lhe muito mal ter dois pesos e duas medidas. Defender um polícia (ainda que presumivelmente inocente) é pior do que defender os direitos de um trio de facínoras e algozes de velhos e velhas indefesos? Depois do mal estar feito que interesse há em recriminar sem aplicar uma pedagogia que modifique  comportamentos desviantes. Não faz sentido proceder de outra maneira se de facto queremos apanhar o comboio dos "civilizados" europeus a quem nos entregámos para adoção e sem a ajuda da IURD.

(1) -  Ódio aos velhos com intenção de os maltratar e roubar. É este o sentido da palavra. 

terça-feira, 16 de outubro de 2018

"MOURAMOTO" OU A VOLTA DE MANUELA MOURA GUEDES

Manuela Moura Guedes, da TVI, não é a mesma que agora é entrevistada pelo Rodrigo Carvalho, que também deu em escritor, na SIC (às segundas-feiras logo após o telejornal das 20.00 horas). A "terrível" jornalista era senhora de um programa e tinha colaboradores que investigavam temas quentes. Abria o telejornal e ela avisava: sou a Manuela Moura Guedes. Mal ela abria a boca (que inspirou vários cartoonistas) muitos políticos e administradores-políticos estremeciam, sobretudo o então primeiro-ministro, eng. José Sócrates. A porrada era tanta (perdoem o plebeísmo, é que sou plebeu dos quatro costados) que até se diz que J. Sócrates tentou mandar na TVI através de espanholadas para correr com ela. Dizem, que eu não estava lá. O mundo mediático, invejoso e da má língua nacional aguardava inquieto o seu grito de guerra: EU SOU A MANUELA MOURA GUEDES. Os seus jornalistas e repórteres de imagem perseguiam as suas vítimas até ao bidé. Acredito que a muitos o trânsito intestinal tivesse ficado alterado para pior. Que me lembre, só uma personalidade lhe fez críticas diretas e que fora convidado para intervir no seu programa: o desbragado Marinho e Pinto, jornalista, advogado e agora deputado europeu. Foi uma cena! Marinho perdeu o controlo e alterou-se em defesa dos figurantes que eram alvo das investigações de MMG. Não vou trazer o passado da apresentadora para aqui. Mas o que é certo é que esse célebre programa foi abafado e MMG foi de férias. Moura Guedes é bem nascida e esteve sempre a marimbar-se para a cultura do politicamente correto ou mesmo para a parolice dos que por mais que não queiram não passam de pirosos e que de um momento para o outro - imaginem - mandam na gente. Vem-lhe daí muita força psicológica. Bem, ela está-se nas tintas para o modelo imposto pelos que dominam este "Portugal pós-25 de Abril". Bem, e agora, onde está o tal berro que ela dava na TVI? A partir daqui vou inventar: a SIC, em virtude de "baixo rendimento" resolveu ir ao mercado buscar artistas de primeiro plano para não ficar para trás nas audiências. Sousa Tavares já não rendia o necessário como comentador e até estava a ser ultrapassado por um empresário-comentador (J.Júdice) na TVI. Sai Miguel ST e entra quem para chamar espreitadores de telejornais? No panorama de comentadores não se encontra ninguém que não chateie a molécula ao parceiro. Rodrigo Guedes de Carvalho e Clara de Sousa já estão gastos de imagem. É sempre a mesma lenga-lenga. Venha a Manuela! Eh pá, vocês sabem onde se vão meter? É um risco! E foi! Os temas que ela comentou na passada segunda-feira já estavam mais que escoados. Só que ela, a MMG, apimentou tudo que Rodrigo lhe propôs comentar como PROCURADORA. Quer dizer, procura notícias para comentar. Bandalheira, disse ela do que se passou em Tancos e não só! Depois, "espancou" ministros que saíram. O sorumbático Rodrigo fez uma cara de quem está a assistir a uma missa e ao lado dele está um cristão a tentar apalpar as nádegas a uma beata nova e disse-lhe: o tempo esgotou Manuela. Agora só para a semana. E logo ela que tinha muito mais a dizer... A questão que se levanta é a seguinte: será Manuela Moura Guedes uma comentadora ao serviço da SIC? Se é arrasta a SIC para as suas posições. Compromete a estação tanto quanto comprometeu politicamente a TVI. Não representando nenhum partido político será ela uma comentadora independente? Pode dizer o que quiser e como quiser? Se é assim torna-se na mulher mais poderosa do nosso quintal. Está por sua conta! Estará a SIC  desesperada no que diz respeito à tesouraria? Isto só o dom Francisco é que sabe! Bem, para terminar esta conversa de café: será que na próxima aparição de MMG ouviremos: sou A MANUELA MOURA GUEDES ou ela irá reformular o modo como chicoteia figurantes e temas com o seu léxico de traulitadas e fogosas palavras, já amansada pelo olhar reprovador do idoso (em tempo de serviço) apresentador?

Nota: Será que Manuela Moura Guedes vem inaugurar uma nova maneira de fazer televisão que já se assiste pelo mundo ocidental e que terá a cumplicidade e cobertura total da SIC?Mais, que eu me enganei ao analisar o fácies de Rodrigo Carvalho sendo este apenas o rigoroso controlador do tempo de antena?