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sábado, 8 de setembro de 2018

A CAMA DE CASAL ESTÁ PARA UM HOMEM E UMA MULHER (1) COMO O PÁTIO DE PORCO PARA A MATANÇA DO MESMO

Há cada coisa que me passa pela cabeça..., será da idade? Nos primeiros tempos do acasalamento ainda se desculpa o facto de ambos os parceiros sexuais dormirem no mesmo local (cama) depois do esforço e dispêndio de energia que categoriza a cópula animal. No nosso caso: mamíferos. Eh pá, aquilo cansa quando se exagera! A chamada lua-de-mel passa-se na cama. E para quê? Boa pergunta. Vou consultar a internet... Para foder e procriar, está claro. Convenhamos, a malta recém-casada está-se nas tintas para os lençóis. Se ficam sujos de sémen ou de outras excrescências glandulares, isso até que é bom. O pior é quando se esgota o pendor inicial que provoca excitação, coisa energética ainda por explicar  sobretudo  porque não alinha com a interpretação bíblica. Passados uns tempos, se não for hoje, amanhã também dá. Ou para a semana. Muitos sacralizavam as sextas-feiras. Era nelas que repetiam o ritual. Quando o sexo se torna num ritual ou numa espécie  de coisa    desenxabida dizem que as mulheres deixam de ter prazer com o parceiro e daí a rejeitå-lo é uma questão de tempo. Depois, porque, por vezes,  economicamente não dá para se separarem, elas passam a fingir. Ai, ai, ai que já me vim. Mentira! Nesta fase há já a hipótese do Mouro na Costa. Claro que há os que se separam quando morre "aquele sentimento"; os que tratam o sexo como uma refeição onde  um "chef"  orienta o ato com todos os requisitos e temperos e nas diversas posições trapezistas; os que utilizam a língua; o dedo nos orifícios inocentes colocados nos seus devidos lugares pelo Grande Criador dos vivos, etc, digo eu. Eu estou a escrever para bananas como eu, não para as gerações que depois da minha andam por aí a fazer sexo e a experimentarem fazê-lo antes de assinarem a sociedade carnal  que os lixará reorganizando o seu mundo biológico (em certos casos para sempre). Este mundo biológico é para caramba. A gente não se pode fiar.  De repente, vai-se o tesão para outro lado. Muda de casulo. E, pronto, lá vem a fogueira do Dante aquecer um lar cristão: o lar cristão, aquela fortaleza inexpugnável de amor. Do feliz papo cheio inicial,  de repente, tudo passa a ser um pesadelo. Ter filhos é outra "desgraça" (para os que trabalham e cujos vencimentos mal dão para pagar a renda e o de comer). Os pobres estão programados para procriar como os coelhos. E têm a seu favor a tal cama de casal. Os pobres fazem sexo às escuras e utilizam muito o olfato. Diziam os velhos do meu tempo - tenho agora a mesma idade deles - que a cama que fizeres nela te hás de deitar. Na cama é que eles fazem os filhotes com a ajuda imprescindível das pernas abertas das companheiras. Os "ricos" de agora já não dormem na mesma cama não só porque já não têm aquele interesse inicial como compreenderam a falta de higiene que é dormir encostado a um mamífero com os seus necessários odores naturais expelidos consoante o seu regular relógio biológico. Chegou-se à conclusão que a maioria  dos crimes de homicídio  doméstico tem como uma das causas primordiais o facto de os elementos do casal terem de dormir junto centenas e centenas de horas (uma vida).  Dá-se uma transferência química entre os dois seres, o que transtorna em muito a consciência do "título de propriedade". Saem de caçadeira com tanta disposição para matar quanto o rural a defender os limites da terra que ele julga pertencer-lhe e dela não abdica. Os animais superiores (o homem neste campo não o é efetivamente!) em vez de matarem as suas  fêmeas viram-se contra os adversários   que as querem roubar. Os agricultores sabem muito bem que numa canga de bois se um dos animais morre, o outro acaba por morrer também, mesmo se lhe substituírem o parceiro. Se entre dois corpos com massa existe gravidade, é muito natural que algo se passe entre dois corpos humanos quando muito juntos. Não sei nada sobre isso. É só um palpite. Será que os párocos de freguesias rurais e urbanas sabem o que se passa? É que quando eles dizem: "o que Deus uniu, o homem jamais   desunirá " poderá querer dizer que a cama é que une com tal força que dói para caramba quando se quer desligar o efeito químico-biológico criado entre os dois companheiros de cama. Eh pá, eu não sei e já é muito tarde para mim vir a sabê-lo. O sexo é muito importante. É quase tão importante quanto o futebol... Se há um ministro para o desporto deveria haver também um ministro para sexo e cama. Talvez se pudesse prevenir tanto uxoricídio regulamentando o tempo que um casal tenha de passar junto na cama praticando ou não cópula.  Eu agora é que percebo a razão de o coronel Coriolano (in Gabriela, Cravo e Canela) ter atirado a matar na sua Sinházinha e no dentista desta quando os apanhou em trajes menores. Cada um levou balázio e morreram, claro. No mesmo romance do Jorge Amado, quando Gabriela (aquela querida Sónia Braga) abriu as pernas (e que pernas) ao galã do Tonico Bastos, o seu dono, o senhor Nacib,  não lhe mandou tiro de caçadeira nem nada parecido. Lembro-me de que Nacib quando a recebe pela primeira vez em casa manda a bela Sónia Braga para os fundos do quintal onde tinha um quartito. Esse facto pode ter salvado aquela beleza de uma morte certa? Talvez! Ela e Nacib tinham pouco tempo de cama de casal. Estavam casados há pouco. Pelo contrário,  Coriolano já   estava infetado pelo virus da cama de casal. Nacib não tinha ainda ficado refém da tal química de que vos falo.  Mistérios da cama de casal? Na cama é um prazer! Sim, mas por pouco tempo. Mulheres, livrem-se da cama de casal! Escraviza-vos e pode matar. 

(1) - abrange todo o tipo de casal.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Morta a Geringonça, viva a Geringonça!

Esta Geringonça vai parir outra, tão certo como a Igreja Católica nem tão cedo pagará impostos em Portugal. António Costa está como aqueles cientistas que têm de repetir algumas vezes certas experiências para que sejam tidas e aceites como  regras universais, mas que lá no íntimo pressentem o seu êxito. "O PS de Costa" visto pelos "colegas do apoio parlamentar" não passou de um mero executor das suas reivindicações. Isto é, para melhor esclarecer, que aquilo que os trabalhadores e os setores mais desfavorecidos da população conseguiram  de benefícios deveu-se à sua atuação política. Se não fosse o PCP, o PS era todo direita. Era todo ele um aliado das forças reacionárias. Jerónimo de Sousa já não utiliza esta nomenclatura ideológica, prefere chamar modernamente de Políticas de Direita. A ideia de Política de Direita também serve  à linguagem do Bloco de Esquerda. A sanha desta força partidária está toda virada para as grande empresas que sacam aos portugueses o que podem e não devem nas barbas de todo o anódino Parlamento Português. Quer dizer, incêndios, assalto às granadas..., desfalque na Caixa, desvios de apoios financeiros (fundos) da União Europeia (os orientados para as vítimas dos fogos), o mal estar dos professores, etc, tudo isso cai como luva na inoperância do governo de António Costa. E ele (António Costa) conta com dois fatores: o povo é mais inteligente do que os políticos (e a confirmar disse-o hoje Carlos César do PS no seu tempo de antena e cavaqueira com Santana Lopes da Aliança). Por essa razão ele intui que as desgraças que aconteceram no tempo do seu (primeiro) governo não são culpa sua como querem fazer crer Cristas e um certo PSD. Ele (Costa) sabe e o povo eleitor também sabe que está inocente. Depois, António Costa também sabe (isto já César não o disse) que o povo português é um velhaco de todo o tamanho. Quer é mamar. E neste sentido o povo já viu que uma governo bonzinho dia sim dia não de esquerda e com outro tanto de mais ou menos de direita fez-lhe pelo menos mais feliz do que nunca e serve muito melhor que o terror da direita dos despejos de um Passos-Portas. Perdão, serve e muito bem. Essa felicidade deveu-se às imposições do BE e do PCP que são gente das catacumbas da esquerda e que às vezes metem medo ao povo cristão. Dar maioria ao PS?, o poveco não vai nisso porque já percebeu que o senhor Centeno é igual à dona Albuquerque no ataque aos mais fracos. Portanto é fácil adivinhar qual a sua intenção. E Costa está atento. António Costa não deseja a maioria porque isso só lhe traria problemas e muita responsabilidade: ter de governar à direita sendo só governo PS para calar Bruxelas é ouvir a gritaria permanente do BE e do PCP-Verdes nas ruas. É a desestabilização!  Safa! O povo desconfia de um PS que está infetado pelo capitalismo europeu. Precisa ser vigiado. Costa prefere catalogar os seus companheiros parlamentares de cúmplices porque isso leva-o a governar nas calmas. Quando deles se desvia, culpa a direita. Nem sequer é preciso domesticar a comunicação social: as críticas estão equilibradas, pacificadas e em veraneio. Da maneira como as coisas estão a correr de boa feição para Costa e seu PS, vai passar-se a observar daqui a tempos à colagem cuidadosa e disfarçada de Marcelo Rebelo de Sousa ao cativante moderador Primeiro-Ministro. É que só com este estádio onde não há grandes vencedores Marcelo poderá continuar a ser um Presidente-Comentador sem peso real, mas  amado por uma enorme caterva de fãs. Que ao fim e ao cabo parece que é o que quer da vida. E quanto ao Bloco, quererá fazer parte do futuro governo? Não, a bronca do Robles enfraqueceu essa possível encenação. Uma Catarina Martins ou mesmo uma Mortágua num qualquer ministério será obra de ficção nos tempos mais próximos. Morto o rei, viva o rei! E em equipa vencedora não se mexe , costuma dizer-se. 








sábado, 25 de agosto de 2018

COSTA DESCOLA DE MARCELO

Devem ter chegado ao ouvido de António Costa notícias por uma qualquer ave canora de que Marcelo Rebelo de Sousa estaria disposto a dissolver a Assembleia da República caso os companheiros da Geringonça, com as exigências apregoadas, desequilibrassem a estabilidade que o país necessita para emparelhar com Bruxelas e que poderiam pôr em causa  a aprovação do próximo Orçamento para 2019. O partido de Marcelo está em fase de balancete e desfragmentação. E da maneira como estão as coisas a correr dentro do PSD há o perigo (também para ele Marcelo em termos de análise, claro) de os laranjas ficarem ao nível do CDS. O facto de Santana   Lopes e outros estarem a dividir a direita democrática pode apontar para que surja uma junta de salvação da direita composta  pelo Presidente e mais o assessor encarregado de lhe levar a toalha de banho. António Costa não tendo nada a perder dispôs-se a entrar de cabeça com um discurso que empurra o PS para uma preventiva campanha eleitoral. Parecia um bocado trapalhão com as palavras (não tem quem lhe escreva os discursos como é prática por todo o mundo civilizado?) que proferiu: da boca saíram-lhe conceitos iterativos. Isso foi o menos já que o painel socialista vitoriava-o ruidosamente a cada ideia transformada de imediato em fonação. Quer dizer, Costa a quem se lhe reconhece uma inteligência fora do vulgar tendo em conta o panorama nacional, não vai deixar o quase seu PS ser apanhado no palco e fora do terreno. Vai dar a entender que está com Marcelo se ele se meter a "desmanchar" porque qualquer que seja o cenário Costa é o privilegiado das urnas. Só com "um" igual a 1755 é que a maioria relativa lhe fugiria. Também Costa está muito atento com a possível unificação e conciliação dos social-democratas a quem Marcelo apadrinhará de olhos fechados. A direita está-lhe na massa do sangue. Quem sabe se já não estará a trabalhar na sombra para travar a atual geringonçada e medonha esquerda portuguesa (tenho de interromper esta miscelânea  para ouvir o simpático Sousa Cintra e a sua mensagem mais ou menos desgovernada de paz para o desporto. Antes ele que o Marta).  Ficaremos, pois à espera que alguém dê um passo em frente a fim de materializar o seu projeto político. É que até agora é só conversa muito próxima da fiada.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

SANTANA CRIADOR DE UMA ALIANÇA PARA DIVIDIR E NÃO UNIR

Do Velho PPD/PSD, muitos dos seus militantes, simpatizantes e arrestados pela Igreja Católica já bateram a bota. Ou, melhor dizendo, são velhos-idosos. O recente PSD com a vitória de Rui Rui foi um tal assustar  aquele lar-político onde muitos dos seus "acamados" ainda usufruem de altas notas de euro por serviços prestados à Nação Portuguesa. Alguns estão como Deus e os seus  Santos, Santas e esmolas, enquanto outros encontram-se ainda pendurados nos "empregos" políticos que é o que lhes vai safando e para poderem garantir o pão nosso de cada dia (para o futuro). Agarram-se aos lugares que conseguiram conquistar com as garras que deixaram crescer e treinaram-se para usarem o genuflexório  para melhor servir os poderosos líderes. Quer dizer, melhor explicando: os nossos políticos recebem do Estado vencimentos que estão conforme as regras de redistribuição do funcionalismo público, mais algumas alcavalas que se julga pertencerem  ao foro da prestação política. Bem, nada de mais. Só que isso não é tudo. É que de um momento para o outro, para além do que recebem da "Função Política" eles aparecem em conselhos de administração cuja cumplicidade é demais notória onde enchem a mula com ordenados que são um verdadeiro escândalo nacional. E, ainda, tão depressa saem desses verdadeiros tachos são convidados para entrarem noutros tachos em empresas privadas. Claro que muitos estão à pega com o juiz Carlos Alexandre que quer saber como é que foi para nos dizer como é que é. Depois, há uma coisa que é de espantar: todos ou quase todos são professores catedráticos ou possuem cartões de visita onde tal dignidade tem um ex indicador de "classe social". Como é que é, eu não sei. Bem, com tantas "universidades" que cresceram como papoilas depois de 1974 não é de espantar que tenham distribuído cátedras como quem oferece pasteis de Tentúgal ou preservativos a tóxicodependentes . São professores catedráticos e acumulam com uns arranjinhos que lhes pagam os luxos. Aulas a quem não se pedem alvarás dado que são temporárias. São, portanto, catedráticos temporários ou a termo certo. Duas traças vieram estragar-lhes a roupa, que é como quem diz acabar com o seu seguro de vida. Primeiro, foi o arranjo no Parlamento do PS com a "esquerda portuguesa" que tinha sido varrido nas urnas depois de tanta promessa de vitória. António Costa em vez de meter o rabo entre as pernas com vergonha, convidou Jerónimo e Catarina para uma ménage política. Isto representou um golpe nas tais aspirações laranjas para tachos. Estes foram para os socialistas. Tachos, perdão, empregos. Segundo, a vitória de Rui Rio.  Sempre que o nome dele é pronunciado nos salões da São Caetano à Lapa há quem telefone de imediato para a nutricionista. Rui Rio está calmo perante as tentativas de o fragilizar. Sorri. Sabe, por experiência própria - ajudado pela história do partido - que os fragmentalistas  são em geral um projeto de desespero pessoal. Santana sabe que quando fala há ainda quem o ouve por interesse próprio. Não haja dúvidas que poderá alcançar um lugar em São Bento. Veremos - quase se pode apostar - um Santana (único eleito pelo Aliança) rodeado de fotógrafos e a falar como ninguém, coisa que já nos habituou ao longo destes 40 anos de democracia. O que tem para dizer de novo à Nação Portuguesa que ainda não foi dito? Nada, porém, é o modo como dirá. Há de fazer chorar as pedras de calçada? Sim, quando começar a dizer o que fez por Lisboa e pela Figueira da Foz. Não terá peso político porque o eleitorado social-democrata optará por não dividir o partido. Um partido de câmaras que tem como pontífice por esse país fora precisamente Rui Rio. As câmaras estão do seu lado como nunca estiveram com outro qualquer líder social-democrata. É este suporte que fará com que Rui Rio,  em São Bento,  possa recuperar a antiga hegemonia social-democrata. Os sinais de fuga que alguns mais ingénuos tentaram recriar no PSD não passam de despojos descartáveis: Lisboa fadista e gorda a perder voto na matéria. Rio não os alencou. Eles mexem-se  por si e dão-se a conhecer ao eleitorado como são. Eleitorado que tem aprendido com os desaires dos pregadores da decência e moral de cartilha. O eleitorado também começou a perceber que os ministros das Finanças são todos iguais e que não houve nenhum milagre económico fora do contexto Ibérico. Não é por aí que António Costa vai ganhar mais uma maioria relativa. É que ele anda a par e passo com tudo que é bondade mostrada pelo Presidente Marcelo. Marcelo é um aproveitador de coisas boas e coisas boas apregoa. Costa é a sua sombra. O Presidente é o bom Papa e Costa é a benemérita Madre Teresa de Calcutá. São ambos amados. Nem é para menos, quem vê um vê o outro de tão colados estão.  Rio quando conquistou a segunda maior capital portuguesa também tinha todos ou quase todos contra ele. E depois? Depois viu-se. E então? Logo se verá. 

sábado, 18 de agosto de 2018

DO SPORTING PARA O MUNDO (PORTUGUÊS)

O senhor  Bruno de Carvalho dirigiu-se às instalações do Sporting clube de Portugal. Imediatamente todas as estações de televisão e seus jornalistas estavam lá. Todo o tipo de notícia passou para segundo plano (as beijocas do prof. Marcelo idem). O senhor Bruno de Carvalho é uma espécie de princesa de Mónaco: fossem (eram duas) onde fossem tinham os flashes dos repórteres a dar-lhes no traseiro (caso estarem de costas) ou nas frontais se estivessem na posição contrária. Elas eram moças bonitas quer estivessem na posição frontal ou noutra. Nas praias - essas princesas - usavam o biqini e algumas vezes foram apanhadas pelos paparazzi sem trapos. Tinham namorados a dar com pau (perdoem o plebeísmo: sou plebeu de quatro costados, porém, gostava muito que o juiz Alexandre me perseguisse por causa de uns milhões numa conta na banca Suiça). Tudo que dizia respeito  às suas vidas íntimas  era esparrachado em tudo que era jornais e  revistas. Uma das princesas foi apanhada a fazer amor (foder) com um polícia. Todo o mundo teve de saber. Voltemos ao senhor Bruno. Não sendo uma princesa do Mónaco, o que é certo é que tem mais cobertura mediática que essa realeza bonita. Trata-se do maior fenómeno mediático de todos os tempos em Portugal. Nem a Pasta Medicinal Couto teve tanto tempo de antena na RTP/Salazarista.  Vou tentar analisar o fenómeno mediático porque diga-se de passagem que a vida do senhor Bruno de Carvalho não está dentro das minhas aspirações de curto futuro e isso porque já estou em contato com as funerárias mais baratinhas. Não se falava do Sporting Clube de Portugal. Houve há muitos anos atrás um treinador (Augusto Inácio) que colocou o clube em primeiro lugar no campeonato nacional. Depois disso nunca mais se falou desse grande clube nem mesmo quando o campeoníssimo  senhor Augusto Inácio recuperou o seu cabelo através de um implante de categoria. "Nasceu uma estrela" e isto quer dizer que de um momento para o outro entrou em cena um grande homem dos écrans. Nunca mais se deixou de falar do SCP. O homem pôs o nome do clube na boca de toda a gente. Foi um fenómeno maior do que o aparecimento da Cartilha de João de Deus. Sporting para aqui, Sporting para ali. Um caso muito sério na aprendizagem do desporto-rei. Não contente em dominar o mundo mediático do desporto e não só eis que Bruno de Carvalho contrata o grande Jorge Jesus (outro fenómeno mediático nacional) treinador do Sport Lisboa e Benfica. Pronto! Nunca mais houve tempero. Sporting, Sporting, Sporting, Sporting, Sporting... Alcochete! Porra!, nunca mais houve um minuto de sossego. Se contar o que sucedeu vão julgar-me um mentiroso. Perguntem ao senhor dos incêndios e da Mesa da Assembleia Geral do SCP. Um homem baixo e socado que também aparece em muitas frentes de combate e que deu a cara pela oposição a Bruno de Carvalho. Este senhor que também ficou célebre pois foi na vaga mediática do senhor Bruno de Carvalho chama-se Marta Soares. Homem de luta, sim senhor. enquanto não correu com o senhor Bruno não descansou. Mas por que razão estou a escrever sobre o Sporting se sou benfiquista? É porque não sei se o ator Vitor Espadinha pirou de vez ou se estava a representar uma peça de um ato. Ou, em última instância, se está a promover "sopapos aos oitenta". Será que isso existe? Ah, se existe também quero? 

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Leituras de verão super aquecidas. Eça de Queiróz Vasco Pulido Valente, Luís Jaime Linhares


Quem entra no Continente do Colombo e se dirige para o fundo à direita encontra uma loja (Well´s)  para vesguetas. (1) Saí de lá a ver muito melhor. Pagando, claro! Subi em pé (escada rolante) até ao segundo andar daquela extensa, longa e comprida  superfície comercial e pus-me à procura da Fnac. Dirigi-me logo para as edições de bolso que são muito mais baratas e eu com as novas lunetas já podia ler aquelas letras miúdas e a contento com a minha bolsa. Comprei quatro Eças. Depois desta barrigada queirosiana parei. Nem o sol me levava à praia nem estava disponível para dormir mais do que as minhas sagradas dez horas diárias. Pulido Valente e Jaime Linhares lançaram dois livros - que adquiri -  versando o século XIX português e como o Eça gosta de descarnar a sociedade daquela época (tão atual?) eu, já agora, vou entrar de cabeça e continuar a olhar aquele século, mas tratado num enquadramento e narrativa  histórica. Luís Jaime Linhares deu-me a conhecer uma faceta histórica dos Açores que eu desconhecia. Fez uma investigação muito rigorosa e à medida que o ia lendo muito irritado fiquei eu com os levantes entre açorianos, coisa que nunca me passara pela cabeça. Porém, isso não é para trazer para aqui. No entanto, desgostou-me o facto  de não me passar pela torre de controlo que  esquisitices da burguesia da época fossem muito limitadas ao seu grupo. Depois, sosseguei quando me veio à ideia aquela tomada de posição de Cavaco Silva quando interrompeu as férias algarvias para vetar com grande alarido histérico duas "adendas" anteriormente votadas e aprovadas tanto pela Assembleia Legislativa Regional dos Açores como posteriormente pela Assembleia da República concernente ao Estatuto Político e Administrativo dos Açores. Até aqui tudo "bem": o colonialismo é assim mesmo. Agora que o "Povo" Açoriano viesse a votar maioritariamente em Cavaco Silva nas eleições presidenciais seguintes... É que eu não consegui chupar nem deglutir a atitude do poveco. E até hoje... Bem, para me refrescar, está (esteve) um calor infernal. Pensei até que a temperatura tivesse subido devido ao calor proveniente de Monchique. Mas depois de ouvir o ministro Cabrita (que trabalha muito bem a propaganda, embora tivesse sido sistematicamente desmentido pelas televisões...) fiquei muito descansado. Quer dizer, então, que o que me aqueceu foi a "A Revolução Liberal de 1821 nos Açores"  e não outra coisa qualquer. Um bom verão, mas menos aquecido são os meus desejos. 





(1) - baixo calão micaelense: aqui quer dizer ver pouco...

sábado, 4 de agosto de 2018

Rui Rio não entendeu bem o que se passou com Sá Carneiro em Lisboa

Rio não abateu Santana a tempo.  Santana  nunca ganhou nada a não ser Câmaras Municipais e devido ao modo como trazia consigo modernidade e tratamento mediático. Conta muito para as Câmaras devido sobretudo aos festivais, às marchas e à alegria de viver que Santana Lopes imprime ao seu estar. Porém, isso nunca lhe deu mais do que 27% de apoio em qualquer acto interno do seu próprio partido. Desta vez, parece que todos os seus antigos antissimpatizantes  estão a rondá-lo  para erguerem uma muralha comum que trave  Rui Rio. Rio tem andado a dormir no que diz respeito ao demasiado tempo que tem levado para limpar a central-camarilha-fossilizada social-democrata. Uma coisa era ele "expulsar" Santana Lopes, outra é Santana Lopes deixá-lo a falar sozinho. Quando a poeira assentar não há ninguém discreto e a querer fazer carreira política que se alie  a Santana. Com a sua saída em "glória" deu  a entender que quer estar à altura de liderar. Neste caso, seja o que for, mesmo imprevisto que venha a tornar-se força associativa social-democrata ou mesmo uma nova formação partidária.  A história pessoal de Santana é esta: será sempre uma figura secundária e tudo por erros e culpas suas. Cavaco topou-o. E de nada lhe serviu colar-se a Durão Barroso, este sim um craque em todo o tipo de política. O que é certo para Rui Rio é que tem de apagar este fogo para poder continuar como chefe. Também a fazer cócegas a Rio esteve o senhor Pedro Duarte que (creio) em nome do grupo de Lisboa vai propor-se liderar o PSD. O semanário Expresso (social-democrata de Lisboa?) deu-lhe logo terreno para ele recriar uma nova Ala dos Namorados. Quem estará por detrás? Os ingleses é que não e o usurpador Dom João I já morreu há que tempos! A luta de Rio - inclui como é óbvio - traçar armas com os corvos centralistas que mais parecem cães raivosos quando se lhes toca na comida. Com António Costa diluído ao ponto de se confundir com um Rui Rio em campanha, com Assunção Cristas a tentar saltar da direita-direita para um centro-direita indefinido mas  sem o conseguir, com uma Catarina Martins a tentar copiar o estilo do seu Arcebispo de Mitilene para que as suas ações bolsistas não desçam ainda mais, com Jerónimo de Sousa isolado em quarentena ética e mais não sei que diga a não ser que ou Rio "expulsa" os cabecilhas revoltosos ou limitar-se-á a ser um futuro-recente António José Seguro. . .