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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Período de férias

Até dia 24 de Julho .

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Margarida Augusta Pétala detesta Vasco Pulido Valente


A criada Vicência ao telefone:

- Ó Menino, venha depressa que a Tia está hoje de todo.
- Mas o que é que se passa, senhora Vicência?
- Só lhe posso dizer que ela estava a assistir a um programa de televisão quando começou com tremores e a falar alto, repetindo vezes  sem fim a palavra intriguista. Depois, virou-se para a sua garrafa preferida e, pronto. Ai Menino, que vida é esta a minha!
- Tenha calma que vou dar um salto até aí depois de tomar o meu cafezinho.
- Deus o ouça meu rico Menino.
Mas que merda, pensei eu. A velha já fez testamento deixando tudo para a Igreja e é a mim que me vêm chatear. Os vinténs que lhe saco nem  dão para uma massagem das rabudas que se fazem anunciar no CM.

A Tia Margarida Augusta Pétala encontrava-se estirada na sua causeuse, herança do Padre Clemente, confessor caseiro e homem tido como fazedor  de milagres mentais. Curara uma das suas parentes que ficando tão contente por ele lhe garantir o Céu, lhe passou o sofá  e uma série de ações de banco. O Pai da Tia Margarida Augusta comprou-o à irmã solteira que vivia na Rua da Madalena. A Tia Margarida Augusta adorava aquele móvel porque intuía que nele o Padre Clemente e a parente chegada, enfim, comiam-se. 

- Olá Tia Margarida Antónia Augusta Pétala (a Tia adorava ser tratada assim porque isso a elevava de classe. Para ela tratava-se de uma antecâmara da aristocracia de bairro e para mim valia-me um envelope com espessura).
- (Em voz alta) Aquele intriguista pôs-me doida!
-Mas...
- Nem mas nem meio mas. Bem dizia o Padre Manuel Antunes em surdina que ele não devia ter cursado Filosofia, mas sim História das Intrigas e quando soube que ele tinha ido para Inglaterra doutorar-se em História ficou muito preocupado.
- De quem está a Tia Margarida Augusta a falar?
- Daquele que usa o nome artístico de Vasco Pulido Valente...
- AH! O Padre Antunes disse isto?
-Sim, e justificava que esse Vasco não tinha saída como filósofo porque não sabia o suficiente de Grego nem sabia interpretar os Clássicos dado que não  sabia também interpretar pensamentos profundos. Apresentava carência deles. 
- Trata-se de um grande cronista.
- Só escreve intrigas condimentadas com factos históricos. Fala mal de tudo e de todos, chegando a falar mal dele mesmo. 

Para não a contrariar, o que podia significar envelope vazio, deixei-a vomitar os ódios todos que nutria ao senhor professor doutor.
- Percebes agora, porque ele não tentou doutorar-se em Filosofia. Não percebia patavina! Fugiu de Platão como o outro do chouriço. Disse que o António Costa era uma espécie de diretor-geral. Ele que foi um obediente e precário deputado e que tendo tempo para se revoltar em São Bento saiu de lá com o rabo entre as pernas e calado que nem uma múmia. Só berra nas colunas dos jornais. Chegou a secretário de Estado de Sá Carneiro. Nem uma letra sequer acrescentou ao alfabeto. Apoiou Mário Soares. Colaborou com o Papiro Engomado...
- Papiro Engomado?
- Sim, o Paulinho das Feiras quando dirigia o Independente! Ninguém escapa àquela boca pantanosa. O que ele disse do Sócrates lusitano. Que tinha chegado a primeiro-ministro por ser bonito e ser comentador de televisão. Ele mentiu acerca do José Sócrates porque esqueceu o percurso político dele. Dentro do PS ele foi um ganhador até chegar a deputado onde se distinguiu. Foi secretário de Estado. Depois ministro e finalmente primeiro-ministro. Mais, atingiu pela primeira vez uma maioria absoluta socialista coisa que só Cavaco Silva tinha conseguido no PSD. Ele tem inveja do percurso do Sócrates. Sócrates é um belo homem ao passo que o intriguista Pulido mais parece um manuscrito fossilizado que fuma como uma velha da tabaca rodeado de livros amarelos. O inventor da geringonça que foi para Oxford  à custa da Fundação Calouste Gulbenkian, a fundação dos apadrinhados, afilhados e outros rendeiros, passa a vida a ver televisão para poder escrever crónicas onde mistura a sua língua viperina com os romances de Eça de Queiroz. 
-Uf, Tia Margarina...
- Cala-te e ouve! Queres comparar a oralidade de José Sócrates com os gagueios desse Manuscrito Fossilizado? Que raio de historiador é ele que se atreve a falar da Polónia sem ter estudado a fundo a sua história e o genocídio a que foi sujeita devido aos crimes da Wehrmacht e dos assassinatos ordenados por Estaline.  Os polacos ficaram reduzidos em certos momentos da sua História a uma classe única. Tanto alemães como russos decapitaram as elites políticas e militares. 
- Olhe Tia Margarida Augusta, acabei de comprar o último livro dele...
- Cala-te! Esse livro foi escrito no século passado. "O Fundo da Gaveta" serviu para ele cobrir dois anos em que se refugiou longe das colunas dos jornais onde "brilha" pelo desprezo que despeja sobre os seus concidadãos. Ele disse tanta asneira na entrevista que concedeu ao delicadinho Vitor Gonçalves que até me fez pensar que ele estava a fazer a digestão. Falou da união do povo português. De uma nação que tem novecentos anos. Que eu saiba desde Afonso Henriques que a "nação portuguesa" está dividida e em pé de guerra. O grupo desse rei "brigava" com o grupo da mãe. Mais tarde o grupo do Mestre de Avis contra o grupo da filha legítima de dom Fernando. O grupo dos portugueses que apoiavam Filipe II de Espanha contra o grupo do dom António. Saltando pois não tenho aqui nenhum compêndio à mão, as guerras civis entre o grupo de Dom Miguel e o grupo dos liberais (desde 1808 até 1851 que os portugueses se andaram a matar uns aos outros). Depois, acho eu, as lutas entre monárquicos e republicanos que durou até 1926. Depois, a ditadura militar do Estado Novo que uniu à força todos os lusitanos e os Heróis do Mar. Em 1976, Portugal era dois. Com o dinheiro da União, o país voltou à praia. E neste momento temos os que assaltaram os dinheiros do Estado contra os novos pobres. Naquela cabeça, que cheira a papiro encardido, Portugal é uma nação unida. Que raio de doutoramento em História tirou ele na terra dos casamentos reais! Olha, se queres saber mais coisas íntimas dele, telefona para aquela senhora que tem tudo na ponta da língua...
- Quem?
- A dona Filomena Mónica!  Olha para o que ela disse dele no seu "Bilhete de Identidade" e que o irritou tanto. Havia mais coisas para dizer contra aquele homem que me tira do sério. Mas deixo isso para os socialistas. Só te digo que quem diz como ele disse : "...sou muito mau com pessoas e nunca teria progredido num partido." só pode ser levado a sério quando o propuserem para o Panteão dos almoços e jantaradas. 

sábado, 16 de junho de 2018

Só na América os europeus que "ainda" não eram americanos dizimaram 500 nações índias. Quantos crimes nas nossas consciências?


E Portugal? Vou deixar para o fim... 

A Bíblia, uma espécie de Código Sexo-Sócio-Penal proveniente de experiências religiosas, políticas, sociais, económicas, psicológicas, etc, de uns tantos pastores nómadas, habitantes de desertos orientais que sofreram vislumbres mitológicos distintos dos do consumo da época e que saltou  para a Europa e arredores sendo adotada por esta  à falta de melhores respostas sobre as amarguras e profundezas humanas. Tem barbas com milhares de anos que até custa somar. Ele era profetas adivinhadores (uma espécie de bruxos de Fafe mas com compridas barbas), ele era um recolhido em açafate nas águas do Nilo  e que veio a manter uma conta-corrente com um deus único criado à medida das suas necessidades para espanto das gentes e que com ele mantinha um gabinete de  consulta para tudo e mais qualquer coisa. Ah, até emanava dos céus receitas de cozinha, amores e etc. Nessa Bíblia pode ler-se que quando o deus se zangava mandava aniquilar inimigos a torto e a direito. Nessa Bíblia, considerado Livro Sagrado, já se falava em escravatura. No Génesis (parte dela), Abraão ter-se-ia servido sexualmente de uma escrava da própria mulher. Quer dizer os nossos códigos de conduta e de "justiça" vêm desde há muito estruturados pelos ditos dos sábios do deserto há muito escritos em papiros. Matar e escravizar tornara-se um hábito. Todos os povos que se organizaram por meio de guerras (haverá outros?) acabaram por se habituar a matar e a escravizar gentes. Nem mesmo com as conversas suaves de um outro profeta que apelava ao amor, os povos europeus se  submeteram às suas orientações de vida. Refiro Jesus chamado o Cristo. Homem bom e com um sentido muito diferente dos seus patrícios. Tão bom e justo que acabou por o colocarem num altar catapultado em divindade. Foi assassinado por judeus que não gostaram de o ouvir. Quer dizer, por onde quer que me vire é só mortos e mais mortos, umas vezes por ganância outras por sobrevivência. Só que, e aqui é que a porca furou o pico, matar e escravizar tornou-se numa espécie de prática moral. Vejamos o atual exemplo americano. Basta ver as séries que os americanos fazem sobre a sua própria e atual História para percebermos que os seus maiores cometeram e cometem tantos crimes de homicídio quantos cabelos de barba tinha dom João de Castro lá para os lados do século XVI. Ele é mandar matar tudo que mexa em certos territórios em que o amor por eles seja duvidoso, mesmo que o alvo  esteja acompanhado  com crianças e mulheres indefesas. Matar a sangue-frio, diga-se em abono da verdade. Em nome de quê? Já não sei. São os próprios americanos que exploram as causas. A maioria das causas é construída por interesses duvidosos. Matam enquanto a Sociedade das Nações (hoje, ONU) faz versos. Convém esclarecer que os americanos nos crimes históricos que cometem sobre a humanidade de uma certa região são acompanhados pelos seus cúmplices europeus. Como são os mais conhecidos são eles que arcam com as culpas. E os europeus? Bem, também a História não os poupa. Milhares de anos a matar e a escravizar e a comercializar africanos. Alemães e belgas foram de uma grande bestialidade chegando a praticar genocídio oficial. Existem reportagens fotográficas dos seus "feitos". Franceses, espanhóis e portugueses embora não praticassem o genocídio oficial têm nos seus curricula milhares de mortos e escravidão ferocíssima  sobre toda a espécie de povos que foram encontrando, mormente os africanos. Estes foram as suas maiores vítimas. Os árabes estão inocentes destes crimes de escravidão? Não, não estão! Foram também eles fornecedores de mão-de-obra escrava. E quando em guerras foram vencidos também se  tornavam escravos. Quer dizer, não nos podemos voltar para qualquer ponto cardeal sem esbarrarmos com o impensável. Alguns portugueses estão preocupados com a realização de um futuro Museu das Descobertas. Sim, é de estarmos bastante preocupados porque heróis cantados nas creches  e escolas e mesmo em universidades passariam de um momento para o outro lado. O lado dos maus. Continuar a "estudar" a nossa História tão recheada de boas interpretações ou procurar mostrar a outra face? São esses "criminosos" e seus feitos a quem chamámos egrégios avós e que construíram o Portugal dos compêndios é que devemos transmitir aos nossos descendentes? Façamos como os americanos: Segurança Nacional. fica tudo em família. Isto é, os mortos e os vivos. A SIC apresentou em madrugadas seguidas um programa realizado por americanos que dava pelo nome de House of Cards. Confesso que em algumas cenas eu perdi-me a rir. O Presidente dos Estados Unidos contrariado pela sua Secretária de Estado em assuntos muito delicados para ele e que o poderiam levá-lo a demitir-se, pura e simplesmente empurra-a pelas escadas abaixo esperando que a poderosa  mulher morresse da queda. Antes, em capítulos anteriores, ele mata com as próprias mãos um dos seus conselheiros para a Segurança.  Embebeda-o e depois intoxica-o. Também a mulher do Presidente catapultada para a Vice-Presidência e que dorme com o amante na Casa Branca num quarto à parte,também comete um assassinato na pessoa do mesmo. E por que o faz? Porque o amante vai escrever um livro biográfico onde iria relatar os homicídios do marido. Esta série não é realizada por iranianos. Esta série é da responsabilidade de americanos. É ficção? Sim, deve ser. Porém, eu ainda tenho presente na memória o video real que mostra o assassinato ao vivo de Bin Laden por uma força de fuzileiros. A ordem para matar veio diretamente da Sala Oval. Bin Laden é morto estando na cama a ler um livro. Não consegui saber se se tratava de O Alcorão. Era uma atenuante para o crime? Não sei! Não estava lá. Só sei que deviam levá-lo a julgamento como o fizeram aos genocidas nazis em Nuremberga. Se fosse em Portugal, respeitar-se-ia a presunção de inocência. Eis porque somos muito mais civilizados (penso eu). Se cometemos crimes no passado remoto ou menos remoto que ainda paira sobre as nossas cabeças, devemos ou não mostrá-lo ao Mundo através de um Museu que trataria (em verdade e rigor por princípio) a morte, a escravatura e a nossa participação nelas em cumplicidade com alemães, ingleses, franceses, belgas, americanos (da América independente), indianos, espanhóis? Um Museu do tipo psicanálise ou uma farpa permanente na consciência nacional? Espero já não andar por cá porque isso  chatear-me-ia a molécula que é como diziam no meu tempo os que fugiam às aulas daqueles chatos que sentados nas mesas do magister dixit pregavam, pregavam e pregavam sobre espadas enormes nas mãos de homens medonhos a quem Jesus Cristo abençoava com os dedos em V e enfaixado em nuvem  branca. 

segunda-feira, 11 de junho de 2018

O "10 de Junho" em São Miguel com pouca festa e muita marcha

Que as Forças Armadas precisam de recuperar o antigo prestígio, nada mais correto tendo em conta o envolvimento de muitos responsáveis da democracia portuguesa nos negócios do Estado que desprestigiam a Nação e que estão sob a mira da Justiça. Porque os políticos honestos não conseguem reformar o Estado por via dos escabrosos compromissos partidários, é hora de termos uma instituição centenariamente credível (quase milenária) a quem recorrer física e psicologicamente. Que serviço  prestaram as Forças Armadas (e bem apetrechadas) ontem em Ponta Delgada? Numa época de Paz e Turismo, paradas militares à Kim Jong-un? Não faz sentido. "Nós escolhemos a Paz e não a Força", disse Marcelo, o Presidente beijoqueiro rodeado de fardas em marcha machista, cruzadores, contratorpedeiros, couraçados, aviões da Força Aérea (*). As Forças Armadas são mais úteis no território continental. É no Terreiro do Paço que elas deviam desfilar e onde "Os Comandos" mais outras forças especiais de respeito deviam dar os seus tenebrosos urros patrióticos. Porque é aqui, no continente que o País terá de enfrentar os inimigos internos de Portugal que o estão entregando aos poucos ao capital estrangeiro através  de uma sangria incontrolável da riqueza criada por todos. É aqui, no território europeu, que as Forças Armadas devem permanecer no seu todo. Bastava uma Banda de Música Militar bem composta, abraços, beijos marcelistas e muito fogo de artifício para que os micaelenses fiquem bastante satisfeitos e mornaçosos. Com tantos contingentes militares há que dar uma explicação política, até porque se sabe que existem independentistas nos Açores, mormente em São Miguel, o que seria tomado como caricato  aviso de força. Para os micaelenses, empregados e/ou subsidiados e de barriga cheia, bastam dez Guardas Republicanos em estádio de pré-reforma para os conter de qualquer tipo de espirro. Os verdadeiros separatistas partiram, há que tempos, para as terras do Tio Sam. Alguns ainda vivos outros nem tanto. E onde vivem esses separatistas na América? Em New Bedford, Fall River e arredores!  Porque, então, em Providence (longe como o raio dos aglomerados suspeitos açorianos)  foi o governo de políticos (já sem as Forças Armadas para os enfeitar e fortalecer-lhes o respeito perdido por outros) botar faladura de saudade e outras lamechices com que insistem em unir os portugueses e seus descendentes? Receio de que lhes borrassem a pintura? Creio que sim! Com certeza, que com estes dois cenários muito bem controlados  tudo iria correr pelo melhor.  Até porque foi criado no Estado de Massachusetts o famoso "Comité 75" pró-separatista onde estão incluídas as cidades de New Bedford e Fall River e outras inclinações. Providence, onde os políticos portugueses foram em embaixada da ex-Raça e de boa vontade, pertence a outro Estado, o de Rhode Island. A percentagem dos portugueses e seus descendentes é aqui muito baixa. Compreende-se os pruridos dos altos dirigentes. Enfrentar os problemas? Nada disso! Controlá-los isso sim. Ou OK como lá se diz. Dos Estados Unidos chegam-nos imagens de Marcelo, beijos e selfies. Foi muito diferente da austeridade com que percorreu as antigas vias de Ponta Delgada. Muito à antiga, contraído em pé num aberto gipe militar, nada de selfies; momento  sério demais para esses devaneios. Pelo contrário, o momento deve ser de alegria e descontração para nos unir e não nos pôr em sentido. A CIA deu um jeitinho? Ela mete-se em tudo...

(*) - Não me apercebi da presença dos submarinos que foram comprados na Alemanha.

PS: Por favor não provoquem o Mr. Trump. É que com a guerra comercial que se adivinha entre a União Europeia e a América ele é capaz de se "meter" nos Açores.


terça-feira, 29 de maio de 2018

AH, que prazer de morrer: abre as pernas querida Eutanásia

Estou perto dos oitenta anos. Segundo o cardápio das funerárias eu estarei à vez. E não é que um dia destes recebo um telefonema  esquisito de um agente daquelas empresas a perguntar se eu não queria fidelizar-me num sistema de pague agora aos bochechos e morra depois sem estar a chatear a família depois. Não obrigado! Só que depois pus-me a pensar, e por que não? Passar-lhes dinheiro para as mãos? Não vou nessa porque se a funerária falisse lá ficava eu de rabo ao léu numa praia qualquer. Ainda se fosse a Praia dos Cães (isto é para dar um certo cunho de cultura...) Bem, então comecei a separar uns trocos para poder custear o meu próprio enterramento. Eu sei que como fui funcionário público terei direito a um subsídio de funeral. Com estes empresários que nos governam, foda-se! Sei lá se quando me faltar o ar não tenham arranjado mais uma lei para me comerem aquilo que resta de um direito que tinha adquirido e que era o de morrer bem, pois "levava" comigo seis vezes o valor da reforma. Belos tempos de morrer que já não voltam mais.  Bem, vamos mas é a coisas práticas antes que morra de uma apoplexia como qualquer cónego cosido e cozido pelo nosso querido e superior Eça. Ora deixa cá ver. Vou começar por transcrever um pequeno trecho de "O Crime do Padre Amaro". Meu intróito: o sacana do pároco Amaro Vieira estava já muito guloso em relação à Amelinha, moça bonitota e apetecível como qualquer rapariga do Cancioneiro Açoriano: 

Toda a moça que é bonita
que ela chora que ela grita
nunca houvera de nascer.
É como a maçã madura
da quinta do padre cura
todos a querem comer.

Nesta história é o pároco que a come ou é comido e depois lá mais para diante acaba ela por morrer mas não por causa da Eutanásia. Tratou-se de um aborto, penso eu que ainda não (re)cheguei ao fim e a memória já está seca como a areia dos desertos. 
Vamos então ao Eça (Ed. Porto Editora - ISBN 978-972-0-04963-6):

"... Recordou o seu pé, o bocadinho da meia que vira quando ela saltava as lamas na quinta, e essa curiosidade inflamada subia pela curva da perna até ao seio, percorrendo belezas que suspirava..." 

Ah, desgraçado! Mas que diabo tem a ver esta história mal contada com a morte assistida? Calma, não sejam estúpidos! Viver é uma coisa que sabemos bem o que é desde que nos entre o ar pelas goelas e pudermos pôr o nosso cérebro a raciocinar. Voltemos ao pé da Amélia. O padre Amaro era um perfeito asno! Coitado. Vai do pé ao seio sem parar na exploração congeminada da cloaca da sua desejada que ficava a meio caminho. Para ele ainda era coisa sagrada ou então nunca vista. Se, nos dias de hoje, Amaro fosse a uma praia das nossas havia de ver os rabos das queridas tapados com um fio elétrico, o que permite deduzir ranhuras ou coisas parecidas. Ora, coisas da vida até podemos inventar porque está ao nosso alcance pensá-las. Na vida temos de tudo. Sobretudo desejos. E quando os alcançamos, ui que coisa boa. Esta cena do padre Amaro, o desnudamento das moças pelo verão, os banquetes congestionáveis, as bebedeiras, as saborosas  relações sexuais fora dos Mandamentos da Lei do senhor Moisés, todas estes classificados são coisas a que nos podemos agarrar pois são coisas da vida. E onde entra aqui a questão da Eutanásia? Primeiro, de que se trata? Mandar um gajo para o Outro Mundo - assistido - sem que ele perca a dignidade? Sem que ele sofra dores atrozes? Sem que ele se borre todo em merda para que  terceiros lhe limpem o buraco expedidor? Um desgraçado que nem possa meter à boca o conduto que lhe permita continuar vivo? Um pobretanas que se esquecera da utilidade de um pénis e que de um momento para o outro começa a ficar admirado por ele projetar, melhor pingar um líquido amarelo a que as avós chamam de chichi quando os netos o despejam  nos seus colos? E quanto às mulheres? Como não tenho clitóris, deixo isso para discurso feminino. Mas continuando: sentado numa cadeira para toda a vida ou sujeito a intubação  numa cama de uma instituição hospitalar ou num lar de  amontoados sem se poder mover? Andar um velho como eu ou um dependente com fraldas todas cagadas à espera que alguém o venha limpar e a sofrer comichão interminável? Estar em casa deitado e só   sem se poder mexer enquanto a família vai trabalhar para trazer o pãozinho para o bucho? Não ter ninguém que o acompanhe no silêncio interrompido pela dor dos gemidos? São tantas as desgraças que um pobre Diabo ou pobre de Cristo está sujeito no fim da vida ou no Inferno das dores que eu digo: matem-me! Matem-me pela alminha dos seus! Espera, espera! Não se arranja por aí uma droga para que antes de partir me possa fazer  confundir a morte com uma boa foda (não tenho outra palavra de momento, pois estou a ver  a morte pela minha frente, não como o pateta do Amaro olhando a perna composta de Amélia, mas como a entrada nos meus lençóis daquele borracho sueco que vi na praia da Manta Rota e que nunca mais saiu da cuca). Estou num hotel a tentar dormir e eis que de repente, ela toda despida de roupa e de preconceitos se deita em V e diz-me despacha-te que há mais gente para morrer. Não gosto de pressas, mas lá vai disto. Matem-me, grito eu com todas as minhas intenções. A todos aqueles que julgam que não se deve contrariar os desígnios de Deus e que se deve chupar o tutano da vida  até à toca; a todos os que preferem viver como um vegetal mal cheiroso; a todos aqueles que optem por viver num Inferno de dores e desconforto; a todos aqueles que sonham de olhos fechados, pois que lhes seja dado o direito de "viver".  Cá por mim, que venha a dona Eutanásia e se possível que ela seja loira, mulata, negra, porém novas e que estejam todas depiladas e despidas, como manda a moda de agora. Passem-me já a pomada (*) e adeus sem pensar  no meu regresso. Aliás, não desejo regressar. Só se fosse para leão no Serengueti. Vá lá...

(*) - Droga que faz confundir a morte com um ato sexual de relevo.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Esta democracia consequência da ação de militares agiu de forma a que o povo se distanciasse cada vez mais daquilo que é a estrutura central da nação e que são as Forças Armadas

Basta pensarmos um pouco e  acabamos por ficar com a ideia de que as nossas Forças Armadas não vivem entre nós.  Notícias muito raras dizem-nos que há militares portugueses na República Centro Africana, no Afeganistão, lá para os lados dos Balcãs, Iraque, preparadas para ir até à Síria para combater o Estado Islâmico e mais uma série de locais que se designam secretos ou lá próximo. Numa pequena olhadela por coisas que dizem respeito às nossas Forças Armadas, detetamos uma notícia que realça a estranheza de um oficial superior ter achado esquisito  a não divulgação de uma missão militar com destino a África pelo Conselho Superior da Defesa Nacional. Divulgação de notícias do género eram frequentes por este Conselho. Estamos, pois, perante um distanciamento físico entre a população e as Forças Armadas. Será perigoso estar a Segurança Nacional  nas mãos de forças paramilitares, como sejam a GNR, as policias, as tropas especializadas em reprimir levantamentos populares - uma espécie de guarda-costas das eminências que hoje representam os interesses do Estado, infelizmente emparelhado com o empresariado -, e outras que não sabemos o que fazem? A Polícia Judiciária, por enquanto, está fora deste circulo devido à dispersão do crime que assentou arraiais entre nós e que parece incontrolável a quem esta polícia dedica a maior parte do seu tempo ativo. É perigoso, sim senhor, porque Portugal está à beira de prestar contas verdadeiras! Como estamos em festa devido à invasão turística, ao investimento chinês e a um período de austeridade travestida  de festa popular não damos conta de que bastará um mau ano para estarmos vis-a-vis com a bancarrota ou a estender a mão  aos empréstimos externos a que nos viciámos. Neste momento  -  e dizem os entendidos - a criação de riqueza dos portugueses não fica por cá; vai toda para fora da "fronteira". Naturalmente, não serão estes governantes-empresários que nos governam quem nos vai salvar do que aí vem como novo ciclo económico. Estamos a um passo de qualquer coisa muito séria. Sem Forças Armadas no terreno o país político ficará desequilibrado e à mercê dos que irão socorrer-se das forças policiais para se manterem no poder à custa de uma democracia de partidos que se colocam acima dos verdadeiros interesses nacionais. É isto que se teme. Somos, hoje, um país civilista, mas isso não impede que tenhamos umas Forças Armadas cá dentro, inteiramente cá dentro,  como campeões atentos  de um Estado que deve estar vocacionado para ser o intérprete de todo um povo que se quer unido. 

sábado, 5 de maio de 2018

Crimes de sangue não! Mas bandidos e corruptos são tão necessários como o pão nosso de cada dia.

Habituados a viver numa constante mentira tratada e veiculada pelo Estado e pela Igreja condenávamos o crime e os delitos que ambas  determinavam e indexavam . Diz uma destas instituições  que a propriedade  é sagrada. A outra que se deve amar o próximo como a nós mesmos. Na história dos Estados e das "Casas Religiosas" o que na realidade acontece é que são estes que assaltam a propriedade dos cidadãos. Fazem-no cobrando impostos, taxas, etc, a quem cria riqueza. Os que fogem ao pagamento, sendo apanhados, comem prisão e perdem o que possuem. No antigamente, esses impostos serviam para pagar banquetes, vícios e o deboche de uns quantos que até tinham à sua conta  guardas armados para melhor obrigar  camponeses e outras vítimas a ceder o fruto do seu trabalho. No decorrer dos tempos as vítimas às vezes revoltavam-se e saindo vitoriosas  obrigavam "os senhores" a dividir qualquer coisa do que pilhavam. E daí aparecem escolas, hospitais, etc. Tanto o Estado quanto a Igreja passavam a vida a punir quem os imitasse. Assaltar até podia dar forca e ousar amar o próximo longe da orientação divina dava para se arder que nem uma tocha viva depois morta. Saltemos: quando o Estado e a Igreja enfraquecem surgem organizações de criminosos não oficiais que criam muita riqueza que fica longe das garras delas o que lhes dá poder e permite depois infiltrarem-se naquelas duas instituições  passando a orientá-las e dirigi-las. Nada do que aqui escrevo é segredo. Olhemos para a Praça do Marquês de Pombal. Quem foi? Foi (a História o confirma e não eu) o testa-de-ferro de Dom José I que chefiou uma quadrilha oficial que para além de ter mandado matar opulentos  proprietários se apropriou dos seus bens.  Tem uma estátua e está acompanhado por um leão (naturalmente domesticado para o defender de outros quadrilheiros). Fizeram-lhe uma estátua, meu Deus querido! Deus trino, diga-se. É uma confusão que dava para se ser queimado que nem pão no forno se uma pessoa tivesse a insensatez de questionar tal trino disparate arengador da lógica natural que não a mística... Muitas estátuas comemoram gente diferente e são justa homenagem? Com certeza que sim! A dos mártires... vítimas daqueles, por exemplo. Saltemos: é preciso que o povo matute e que lhe abram os olhos para que perceba que há criminosos (não de sangue) que trabalham por sua conta e risco que são úteis à sociedade muito mais do que   os que estão instalados em instituições oficiais. Sem a atividade dos criminosos não oficiais a economia colapsa.  Uma coisa é certa: gente séria e trabalhadora (os idiotas) não podem, por exemplo, comprar apartamentos de luxo. Só quem rouba, assalta, trafica, vende a alma, negoceia com o pó de anjo, quem vende gato por lebre, quem corrompe e é corrompido, quem utiliza bancos como armadilha para caçar poupanças, etc, é que pode aspirar possuir coisas de sonho para burgueses. Para se construir um aglomerado de apartamentos de luxo são necessários operários. Operários que estão no terreno para os construir. Outros operários que trabalham nas estruturas metalúrgicas. Operários que trabalham na indústria vidreira (os apartamentos ficariam ao sabor do vento encanado sem vidros). Lojas de ferragens e outros utensílios para que um apartamento de luxo seja mesmo de luxo. Estas lojas dão emprego a muita gente. Que operários trabalham em tubagem? Que operários se especializam em instalações elétricas? E os operários que pintam? E os operários que trabalham nas limpezas, no lixo? E as cerrações que trabalham em boa madeira  para as portas das casas desses ricos? E o que os ricos pagam de luz, água e gás que alimentam outras tantas instituições que têm tantos operários e trabalhadores que por sua vez sonham com uma casita e um carrito? E casas e casas para sustentar os sonhos dos pelintras? Não serão necessários outros tantos operários para que sejam construídas? E os carros de luxo que exigem engenheiros e operários especializados para que se faça a diferença entre a plebe e o alto criminoso? E os correeiros  que tratam dos estofos de luxo para que suas excelência assentem os traseiros à altura dos seus teres e haveres? E as mulheres dos criminosos que frequentam as lojas da moda? E a indústria da moda que vive mantida com os milhões que os ricos suspeitos despendem para que as suas senhoras sirvam de petisco às revistas do coração que  por sua vez lhes relata as suas vidas opíparas que a plebe ignara compra para sonhar o que permite obter receitas para pagar a trabalhadores e "jornalistas"? E a alta prostituição que é caríssima, não são os altos criminosos quem a pode sustentar? Onde mulheres "dotadas", do tipo Vénus de Citereia, conseguem amealhar fortunas e com elas se permitem viver luxuosamente o que se traduz por investir em tantas áreas  que dão trabalho a imensa gente. É cabeleireiras, pedicuras, ginásios, bons restaurantes, passeios em iates, etc. Pode algum desgraçado, mesmo sendo ministro ou coisa equiparada, que só ganhe para comer e sobreviver higienicamente, fazer crescer a economia e dar trabalho a quem precisa? A resposta é não. Pelintra da nação  consome pouco e barato. Gente séria e poupada mata a economia. Depois de enumerar alguns aspetos (faltam muitos mais como a saúde para os tais  ricos, etc) há a acrescentar as vagas de emprego que os altos ricos do crime obrigam os Estados a colocar  em concurso. Centenas de magistrados, centenas de inspetores, centenas de polícias não fazem outra coisa senão perseguir o rasto do dinheiro dos altos ricos. E quando o descobrem lá vai o dinheiro para o Estado que fica com ele, o que é uma maravilha. Todos ganham, pois o dinheiro está sempre em movimento. Basta um porra-tonto exibir um par de sapatos italianos para que duas dúzias de magistrados, quarenta inspetores e uma centena de polícias comecem a vasculhar a sua vida privada. E se esse mesmo porra-tonto adquirir um topo de gama, lá vai o dobro de pesquisadores para o terreno. Isso é que é dar trabalho! Ora imagine-se que os magistrados, os inspetores e os polícias deste reino -  de um só duque - apanhavam e prendiam por muitos anos todos os altos ricos do crime? O que nos aconteceria? Era uma verdadeira desgraça. Fechavam os restaurantes de luxo, as cabeleireiras ficavam de pentes a abanar, a construção civil de luxo e médio luxo despedia os seus operários, as agências dos carros à altura dos grandes senhores do crime fechavam, os alfaiates à medida e as empresas da moda saiam da Avenida da Liberdade e procuravam reinstalar-se na Rua Maria Pia, a Felícia Cabrita ia lavar o chão da Procuradoria, os telejornais abririam com missas cantadas e dispensavam dezenas de palradores que ficavam sem pauta , o Fado voltava às tabernas, as mulheres em vez de serem semanalmente mortas pelos seus homens passavam só a ser sovadas lá de vez em quando por causa do respeito marital que anda pela rua da amargura, os motoristas dessa gente passavam a protetores da baixa prostituição sem ordenado fixo, haveria maior oferta no mesmo mercado e o Correio da Manhã sofreria uma quebra de anunciantes, o Partido Socialista fundia-se com o CDS, o Partido Comunista conseguiria uma maioria relativa na Assembleia da República, no Alentejo ninguém mais viveria descansado, a estátua de Salazar era reposta no Pátio do antigo SNI, o Cardeal Patriarca incitava os fiéis a doaram os seus bens à Igreja para alcançarem o céu e baixava o preço das Bulas, alguns ricos portugueses que tinham escapado ao furor  alexandrino tornavam-se fazendeiros no Brasil, os portugueses que trabalhavam em Angola seriam repatriados fazendo aumentar o número dos sem-abrigo, o Miguel Esteves Cardoso para sobreviver (fechavam-lhe a coluna) ponha-se a vender castanhas quentes à porta sul do Colombo, a Ponte Salazar/25 de Abril fechava ao trânsito, os trabalhadores da Carris nunca mais faziam greve, o Arménio Carlos estaria a fazer um doutoramento na Albânia depois de ter dado o salto, os médicos eram obrigados a repetir os exames do último ano do curso, a TAP passaria a voar apenas para as últimas possessões atlânticas, no Santuário de Fátima os milagres suceder-se-iam aos magotes, os pobres passariam a dirgir-se aos ricos de chapéu na mão, o Calcitrin passaria a ser vendido a prestações,  etc... enfim, espero que não matem a economia... e tudo por uma questão de sobrevivência e de moral. Isto é, ser corrupto ou mesmo bandido de crimes em que não haja derramamento de sangue é do interesse público. Querem que volte a repetir?