Ainda Rui Rio não tinha acabado de dizer que queria saber quem são os cinquenta magníficos que conseguiram pôr a Caixa Geral dos Depósitos ou Banco do Estado de gatas quando lhe caiu no colo vindo do céu o "Caso Pinho". A Justiça Portuguesa está prestes a colocar o Partido Socialista nas ruas da amargura tendo em conta o que saltou para a praça pública e que não tem volta a dar. Embora ainda não tenha havido uma prova física cabal que sirva para acusar e condenar o antigo primeiro ministro José Sócrates, o banqueiro Ricardo Salgado, o agora ex-ministro da Economia e outros figurantes, já caçados nas redes da opinião pública e não só, tudo indica que quem vai ser julgado e levado a tribunal é o Partido Socialista. Sintoma desse perigo iminente são as palavras assustadas de uma socialista de relevo, a senhora Ana Gomes (creio que deputada no estrangeiro) que quer ver o PS limpo, expurgado e liberto de gente que se serviu do partido para meter ao bolso dinheiro dos contribuintes através de vários esquemas ilegais e que a Justiça persegue com furor alexandrino. Por mais que António Costa fuja a este clima de suspeição já o Partido que lidera não tem por onde se esconder e escapar. Semana após semana os "escândalos-socialistas" têm vindo a lume cirurgica. e democraticamente como que a obedecer a uma estratégia subtil. Recentemente os deputados socialistas foram alvo de uma sindicância abrangendo dinheiros de viagens recebidos de uma forma pouco ética. Também se meteu no mesmo saco questões de residência e subsídios atribuídos irregularmente. O Partido Socialista está a ferro e fogo. Tem apanhado por todos os lados. O milagre Costa é de realçar nesta conjuntura. O Largo do Rato está a arder e nem é preciso Rui Rio atirar-lhe com mais gasolina porque segundo dizem há lá nas masmorras do palacete combustível de reserva suficiente que dá para continuar com o incêndio onde estão a arder coisas do Arco da Velha. Ao mesmo tempo que o PS está a arder ainda sem Costa, Rui Rio soma e segue. Imagem reforçada e discurso emparelhado com o sentir geral é o que está a dar.
quarta-feira, 2 de maio de 2018
sexta-feira, 20 de abril de 2018
Rui Rio isolado e a falar sozinho?
Todos os partidos e demais gente séria, ouvido o tiro de partida, deixaram-se ficar para trás. O único que se pôs a galgar o tapete e saltar as barreiras foi o recente eleito Presidente Social-Democrata Rui Rio. Rio deu por si sozinho quando chegou à meta. O que se passou? Já houve vários tiros de partida que não deram em nada. O último diz respeito aos dinheiros desviados ou roubados da Caixa Geral dos Depósitos. Este assunto é demasiado importante porque se trata de dinheiros públicos, logo nosso. Ecos desse arranque nas pessoas dos empatas ao arranque à Rio? "País de bananas governado por sacanas" foi a boca de dom Carlos I, antes de ter sido assassinado no Terreiro do Paço, tem para aí mais de cem anos. Bananas porque o que os políticos prometem, dizem e fazem é coisa que não queremos saber nem sequer nos passa pela cabeça chamá-los a capítulo. Depois, temos aprendido muito sobre a sacanagem de comportamentos dos nossos políticos. Muitos deles estão na política para enriquecer, tratar da vidinha, fazer da política uma profissão duradoira, assegurar o bem estar de familiares impingindo-os nos diversos setores estatais, etc. Rio, pelo tempo que já "gastou" na atividade política, pode ser considerado um profissional. Apesar disso, é tido como homem sério. Eu acredito nisso porque ao querer punir os culpados pelo rombo a que foram sujeitos os dinheiros do Povo Português só demonstra fibra e carácter. O que aconteceu aos dinheiros públicos, uma vez provadas as falcatruas, pode dar origem ao desmoronar deste regime que está a cair de podre. Sintoma obviamente notado nos organismos do Estado que deviam ser considerados sagrados tanto para os políticos como para o povo.. Milhares de portugueses perderam o emprego e os seus bens por causa de trafulhices económicas que estão a ser "estudadas" ao ralenti por inspetores de polícia, magistrados e juízes. A questão da Caixa está fora do alcance da Justiça e da Press por alguma razão. Acho que não se trata de um ex qualquer coisa, mas sim de dezenas e dezenas de figurões que se enformaram num organismo poderoso cujos tentáculos são capazes de chegar a todo o sítio. Gente grada demasiado comprometida está com medo de ser apanhada com a boca na botija? Gente que está escondida em partidos e os influenciam a ponto de mandar parar as investigações que denunciam crimes públicos? Os magistrados estão dormindo ou já não lêem as denúncias bem expressas nos órgãos de comunicação social sobre tal atentado ao Estado de Direito? Se corre alguma investigação secreta, já me desculpo e calo. Acontece que há atas das reuniões dos tais conselhos de administração que podem ser consultadas e que não podem ser excluídas de qualquer investigação. Onde estão as "folhas" secretas com a descriminação de todas as "deslocações de fundos". Quem as guarda comete obstruçã à Justiça? Depois há que seguir o percurso do dinheiro que é coisa fácil nos dias de hoje. Apesar de levar o seu tempo os inspetores chegam lá ao sítio certo, mais a mais ajudados por leis internacionais que apoiam o ataque à fuga de capitais, corrupção, etc. Será que o Estado Português através do seu banco meteu dinheiro em offshores? Será que a Caixa e a sua administração usou as offshores sem que o Estado Português tivesse conhecimento de tais comportamentos? São perguntas que qualquer português tem o direito de fazer já que são constituídos contribuintes muitas vezes contra a sua própria vontade. Será que Rui Rio já desistiu de uma das suas mais importantes bandeiras ou causas? A aproximação ao PS o que quer dizer nas entrelinhas? Rio ainda não foi totalmente aceite no PSD como seu presidente. Ainda ontem o seu líder de bancada expressou-se contra a sua orientação política. Rio para levar avante o seu projeto para Portugal tem de imitar Dom João I. Foi eleito Rei de Portugal por unanimidade. Como é que o conseguiu? Olhe, os membros amicíssimos das três classes sociais que o elegeram foram escolhidos a dedo pelo seu fiel amigo dr. João das Regras. Depois tornou-se o indiscutível eleito-Rei. Ou Rio corre com os adversários internos calando-os (expulsando-os) para sempre ou sujeita-se a desaforos constantes que estão a levar ao desmonte do que Sá Carneiro, Cavaco Silva e Durão Barroso construíram e que caracteriza a social-democracia portuguesa. Se não atuar com génio e garra não passará de uma imitação de António José Seguro sujeito a um qualquer empurrão que o enviará de comboio para o Porto em segunda classe. Força Rio!
NB: A velha nobreza fugiu para Castela e dom João apressou-se a criar uma nova. A chamada nobreza cagada. Cagada ou não foi com ela que a Dinastia de Avis se aguentou até 1580.
sábado, 14 de abril de 2018
O politicídio de António José Seguro e suas consequências nacionais
domingo, 8 de abril de 2018
O Português é Hispânico; espanhol? (1)
Com o fim do nacionalismo oficial do Estado Novo, acabou uma certa fraseologia muito circunscrita à nossa realidade imperial, herança dos antepassados, comerciantes-aventureiros, sedentos de tesouros, de marfim, especiarias, escravos, etc. Ficámos reduzidos - depois de perdidas dezenas de milhar de quilómetros quadrados de possessões - a uma faixa ocidental da Península Ibérica ou Hispânica. O que é isso de iberismo? Pergunta perigosa e muito vigiada outrora pela Polícia Política. Agora já a podemos formular. Quer dizer muitas coisas, por exemplo, a fusão de todos os Estados ibéricos a todos os níveis. Salvo seja! Porém, havia e há quem por esta opção abra a mão. Como eu nasci em plena vigência do Estado Novo, e por este fui infetado, doer-me-ia muito ver-me fundido a Espanha. Salvo seja! Mas, já agora que vivemos em democracia surgida depois da bandalheira dos esquerdistas paridos pela Revolução dos Cravos que terminou no 25 de Novembro de 1975, falar pode-se. (Bandalhos que entravam dentro das casas de civis a altas horas da noite para os prender...) Bem, não é por aí que quero ir, mas sim pela questão de livremente levantar questões de todas as maneiras e feitios. Na Península Ibérica existem várias nações. Entre elas a Nação Portuguesa. a Nação Catalã, a Nação Andaluza, a Nação Basca, a Nação Castelhana, a Nação Galega... Um livro escrito pelo antigo Presidente Mário Soares, falava explicitamente em cinco nações. Destas nações aqui referidas, "parece-me" que há duas que são países independentes: Portugal e Castela ou Espanha. A Espanha subjugou todas as outras nações umas vezes a bem, outras a mal e outras através de casamentos reais. No entanto, estas nações possuem uma assembleia legislativa e um governo próprio. Cantoria própria e bandeirinha. A Única que fixei foi a da Catalunha. Por acaso bonita. Esses nacionais votam e elegem os seus representantes. Tal qual como nós, só que, calma aí, não são países independentes na medida em que não têm representação internacional. A sua diplomacia é engendrada pelo Governo Central. Não há Ministro dos Negócios Estrangeiros. Não têm também Forças Armadas. Nós sim, mas claro já não podemos declarar guerra a possíveis inimigos porque agora quem manda na gente é a UE. Por exemplo, hoje, soubemos que um soldado nosso foi ferido no Cu de Judas (coisas do Lobo Antunes, escritor). Calma, que segundo o Presidente da Nação Portuguesa, ele está bem de saúde. Não passou de um susto! Uf, ainda bem! Quer dizer, ao contrário das outras nações quem manda cá dentro somos nós! Nada de engasgos. Claro, por exemplo, no que diz respeito a fornecimento de águas, são os espanhóis que nos dizem como nos devemos comportar. Por exemplo, na questão da energia nuclear são eles que põem e dispõem. Claro que a compramos a eles! Qualquer coisa de restos químicos (lixo tóxico?) próximo da fronteira - em que eles não nos ligaram patavina - ficaram onde eles o determinaram. Até para entrarmos na União Europeia tivemos de ir de mão dada com eles. Senão estávamos ainda na lista de espera. Na questão da Catalunha, a nossa diplomacia portou-se à altura dos rastejantes. Pudera, não? Nós crescemos em diversos setores económicos, a Espanha também. Melhor dizendo, nós crescemos quando ela cresce. O contrário é o mesmo e mais forte. Estaremos perigosamente hispânicos? É por isso que no grosso do mundo nos confundem, que julgam que isto aqui é Espanha. E o nosso Ronaldo que é o que é hoje Portugal; imagem para o Mundo? Coloquem-se duas fotos lado a lado. Uma representa o mapa de Portugal. A outra Ronaldo. Até a freira mais virgem gritaria: Ronaldo/Real Madrid. Joga no Real Madrid! Madrid capital de Espanha. Eh pá, isto é tudo Espanha!!! Real Madrid-Ronaldo ganham tudo! Upa! E a nossa política contra o que fazem aos animais? Que maldade é essa de picar touros? O Partido dos Animais nada pode coitado. Terá de esperar que acabem as touradas em Espanha... Claro que nós do nosso quintal vemos o mundo ao contrário dos outros. E pior do que tudo nos tornámos imitadores de um real cada vez mais longe. Se tivéssemos uma cultura sólida não caminhávamos na corda bamba. Que fazer? Potenciarmos a capacidade para denunciar a mediocridade e expulsá-la através dos meios ao nosso alcance. E quanto à inveja característica ingénita do ruralismo ancestral? Eh pá, já é tempo de a Igreja dar uma mãozinha.
(1) - in Dicionário Priberam: hispânico. adj. Relativo à Hispânia; espanhol. Cons. net.
(1) - in Dicionário Priberam: hispânico. adj. Relativo à Hispânia; espanhol. Cons. net.
sexta-feira, 6 de abril de 2018
A Cultura e a padinha do costume e o inocente Poeta Ficcionista Luís Castro Mendes
O Teatro espicha, a Música atrofia, a Dança espreme-se, as Livrarias afogam-se, Os Jornais liofilizam-se, as Revistas esboroam-se, a Pintura apadrinha-se, a Escultura esmifra. Refiro-me a áreas de Cultura como sendo a rigorosa raiz de desenvolvimento. Outros aspetos culturais como sejam revistas do coração, jornais de escândalos, etc.não são para aqui chamados dado que são derivados comerciais a que não faltam as clientelas pagantes. As despesas para a CULTURA que o Estado tem obrigação de cobrir não podem estar nas mãos decisórias de políticos cuja orientação obedece a diretórios partidarizados e cuja finalidade é ganhar eleições. Trocando por miúdos, isto é, ou se "cultiva" um povo secularmente imbecializado ou se entrega o mesmo povo às garras exploratórias dos grandes grupos empresariais que assentaram arraiais entre nós e que aos poucos dominam os governantes que escolhemos (enganados ou não) através do voto livremente expresso nas urnas. Não há outra solução, ou regressamos à Folha de Parra, vestimenta cultural atrófica que se manteve nos nossos "corpos" até abril 1974, ou nos revoltamos - através dos meios pacíficos que estão ao nosso alcance - contra a analfabetização que este e outros governos nos impuseram em cumplicidade com gente que só entende de economia de lucro. O atual Ministro da Cultura não tem estaleca para enfrentar o próximo desaire intelectual que se adivinha. Deve pôr o cargo à disposição do Primeiro-Ministro António Costa se o governo não lhe oferecer as condições necessárias para acudir à putativa morte do Mundo da Arte Português sob pena de vir a fazer o papel que a inocente Constança Urbano de Sousa teve perante o Portugal ardido. Como ela, o senhor Luís Castro Mendes vai pagar a fatura da ignorância ingénita nacional e tudo porque estavam no local errado e na hora errada dos acontecimentos
quarta-feira, 4 de abril de 2018
O turismo matou aquele Portugal tradicional
O enorme afluxo turístico que o país ultimamente enfrenta deve-se a uma série de condicionalismos não totalmente explicados. Houve os que disseram que as "guerras árabes" proporcionaram a vinda de muita gente oriunda de toda a parte do planeta que não quis arriscar levar com uma bomba ou com um bombardeamento aliado (ocidental) nessas zonas. É de considerar! Uma coisa estranha aconteceu e que é de arrepiar. Eu explico como posso e posso pouco. No tempo do Estado Novo, o bondoso ditador Salazar resolveu a crise habitacional não permitindo que os senhorios aumentassem as rendas. Por outro lado, e para garantia daqueles exploradores o escudo (moeda portuguesa) não desvalorizava. Mantinha-se como uma das moedas mais fortes do mundo. Nada de inflação! Por exemplo, em Campo de Ourique-Lisboa, na década de sessenta, um simples apartamento de duas assoalhadas minúsculas custava a um terceiro oficial de Finanças (para comparação real) quase dois terços do seu vencimento mensal. (1.110$00). Se fosse casado e a mulher não trabalhasse, restava-lhe apenas 640$00 para todas as despesas. Era vê-los elegantes a tomar a sua bica de pé ao balcão. Baixos mas esguios. As mulheres também não eram como as de agora. Mais magras, mais naturais e mais apetitosas (cuidado com as piropoleiras do BE ). Com a Revolução dos Cravos e com a inflação galopante, os senhorios, impedidos de aumentar as rendas, passaram de escroques a vítimas. Enquanto os inquilinos subiam para o tal estatuto da nova classe média nacional (com a novidade de poderem usufruir de pequeno-almoço, almoço, jantar e ceia porque praticamente pagavam quantias ridículas de renda) os senhorios empobreciam. E o Turismo, onde fica nesta mixórdia de palavras? Em Lisboa salazarista, os que tomavam de arrendamento casas com preços exorbitantes acabavam por as subarrendar. Isto é, "aluga-se quarto". Não era raro haver famílias convivendo com estranhos dentro dos seus lares. Casas havia com dois ou três hóspedes. A lei permitia. Eram os "turistas"! Não havia outros. Bem, na Linha de Cascais sempre se encontravam nobreza real fugidia, Grandes de Espanha e outros. Deixem-me contar uma cena de que fui testemunha. Em 1961, quando vim fazer exame a Belas Artes (chumbei, claro!) estava eu a "viajar" de elétrico lá para os lados do Largo do Rato quando a máquina parou. O que foi? Eu costumo gozar com os meus leitores (muito poucos) mas desta vez é a sério. Uma loira, talvez sueca - usando uns calções muito curtos (shorts) que deixavam ver aquela parte que ainda é madrepérola quase na fronteira da penugem púbica - atravessava aquele espaço descuidadamente. Tudo normal. Só que o maquinista, com cara de cascalho, achou que aquele ser extraterritorial era digno de uma miradinha. Elétrico parado, sim senhor. Eu que não tinha cara de cascalho mas sim de saloio, também gostei. E quando ela, sempre a mover-se sem rebolar mas com um regular andar espaçado entre cochas, que nem um pêndulo, se pôs de costas para os basbaques, é que eu me apercebi da diferença entre um regime democrático e uma ditadura. Que é que isto quer dizer? Quer dizer que fiquei cheio de tesão e fui parar à Eva Dois que era logo ali a uns trezentos e tal metros e custava apenas 30 paus. Turistas eram poucos. Hoje, já não é assim! Os senhorios estão outra vez por cima e vai dai toca a expulsar os inquilinos para meterem em suas casas os turistas tal qual aqueles faziam com o dinheiro dos hóspedes para poderem viver desafogadamente. Falta dizer aquilo que não se lê nem se ouve nos telejornais: a sul de Espanha o Turismo está a abarrotar. É essa a razão de estamos a beneficiar com o facto de sermos o Portugal Hispânico. É isto que os governos portugueses têm de analisar com cuidado. O vender Portugal turístico lá fora não foi fruto de esforço nosso. Aproveitámos a boleia. Nem tudo que tenha origem espanhola é mau. Quando a onda turística assentar o pó qual corgo algarvio estival - depois das bestas o calcarem - como vamos enfrentar um desvio de rotas, que é o que costuma acontecer a este negócio internacional? Será que o nosso Turismo está nas mãos dos espanhóis? Não se acha estranho que o turista que nos visita tenha muito pouco para ver? Ninguém vem visitar um país que tem para oferecer na sua primeira capital o Mosteiro dos Jerónimos e na Capital do Norte a Torre dos Clérigos! (e pouco mais...) Não são os pasteis de Belém nem as Francesinhas que os atraem como moscas. Precisamos com a máxima urgência de descobrir as causas reais desta invasão. Será um ato temporário ou temos pela frente um continuar de um turismo amante da velha e carcomida Lusitânia e da arte submarina do Côa? As nossas praias, as melhores da Europa, não se apresentam recheadas de montanhas de turistas a não ser a zona do Algarve e mesmo assim não houve aumento de turismo. O Turismo internacional que não o inglês dirige-se às costas da Espanha. Estude-se, por exemplo, o que se passa em Benidorme. Mais vale prevenir. Não temos vocação para a cultura de prevenção e um dia vamos pagar a fatura, lá isso vamos!
quinta-feira, 29 de março de 2018
Portugal: um Estado Policial substitui um Estado Militar?
A instituição militar não é tida hoje como sendo a estrutura fundamental onde assenta o poder do atual regime democrático que começou a desenhar-se em 25 de novembro de 1975, acabada que foi a loucura da extrema-esquerda, saída do "25 de abril de 1974". Com o advento da democracia logo se impôs a doutrina política dos civilistas que não descansaram enquanto não encaminharam as Forças Armadas para os quartéis. Depois, tudo fizeram para as descaracterizar. Forças Armadas e Pátria eram símbolos inseparáveis. Hoje, já não é assim. O conceito de Pátria esfumou-se e no que respeita às Forças Armadas é vê-las a chegar ou a partir em missões para os vários cenários de guerra fomentados por imperialismos nossos aliados. Partem em defesa da Pátria dizem os políticos que elegemos. As Forças Armadas fora do território não se intrometem nem incomodam nos negócios do Estado... Com que intenção? Será ofuscá-las? Lavar--lhes o respeito e a boa cara que lhes são próprias? Impedir que representem o que de mais nobre temos como alma nacional? Os elementos que as compõem têm uma formação específica superior - a defesa da Pátria faz parte do seu ser. Hoje, quase nada sabemos delas a não o que a informação veiculada - pelos OCS - nos dá a conhecer. Ultimamente, as notícias não são nada abonatórias, diga-se. Até parece a prestação de um serviço que se apresenta como a querer dar continuidade à política civilista imposta - diria eu - por sociedades secretas que muito se destaparam após a queda do Estado Novo. Enfraquecer as Forças Armadas é enfraquecer o Estado. Qualquer regime, desde os autoritários aos democráticos, necessita de força armada para servir de guarda-costas. A solução está nos livros. Isto é, reforçar forças policiais criadas especialmente para manter os seus patrões no poder usando para tal métodos repressivos, se necessário. São forças de repressão social. São preparadas para apoiar determinações políticas que vão contra a vontade popular quando esta se pronuncia. São forças que não estão ao serviço da Pátria. Mas apesar de tudo há as de prevenção para o que der e vier. Note-se que não estão preparadas nem vocacionadas para nos defender de invasões estrangeiras, por exemplo. Perseguem criminosos estrangeiros, claro. Mas isso é outra conversa que não cabe aqui. Não sabemos o que seria se toda ou parte das Forças Armadas, ao pressentir que a Pátria se encontrava em más mãos e em perigo, resolvesse intervir musculadamente. Estou a ver as "forças armadas dos civilistas" a atuar. Foi para isso que também foram preparadas? Digo eu que não estava lá.
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