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sábado, 20 de janeiro de 2018

Capitalismo democrático é bacano?

O mundo capitalizou-se? Desde a palavra até à ação! Desde a unha dos pés até à ponta dos cabelos!  Não há espaço algum neste planeta em que não encontremos o espírito capitalista. Desde a grande América - onde se pratica um capitalismo selvagem, que se caracteriza por espezinhar miseravelmente parte dos seus habitantes enquanto outros vivem de excesso de riqueza, até à Europa onde o capitalismo se familiarizou com os desfavorecidos à custa de guerras civis que tomaram o nome de Guerras Mundiais porque envolveram outros povos que  vieram meter o nariz por cá - tudo tem o selo capitalista. Até os comunistas e socialistas atuais são gente do capital. Não lhe podem fugir, a não ser que queiram ir viver para Marte. Quando alguns intelectuais se aperceberam de movimentos sociais reivindicativos, deram por si a teorizar. Marxismos, socialismos, comunismos, etc., em livro ou em palavra, começaram a fazer ninho nos cérebros humanos. A ideia de Homem Livre é filha dessa "revolução" de mentalidades. Milhares de anos se passaram repassados de exploração selvática do homem pelo homem. Quando os grandes pensadores alteraram o modo de raciocinar quer em termos filosóficos, religiosos, económicos, políticos, etc, (Confúcio, Buda,  Platão, Aristóteles, entre outros)  não houve, por exemplo, da sua parte intenção clara em acabar com a escravatura. Mesmo o cristianismo, até à coisa de uns anos atrás - religião que se diz  coproprietária do slogan amor ao próximo - encarava o esclavagismo como forma natural  de se  estar inserida no processo económico. O capitalismo cresce sem ser preciso ser adubado. Os pobres também se multiplicam sem adubo. O planeta está superpovoado de pobres. Quantos mais pobres houver mais cresce o capitalismo. O capitalismo alimenta a vivência dos pobres porque vive da sua exploração. Para combater o capitalismo não há como controlar a natalidade. O capitalismo olha o homem como produção animal. Quanto mais cabeças mais rico se é. A exploração do homem pelo homem toma formas requintadas. Eis um modelo que tem sempre "clientes": permitir que os "patetas" possam comprar as "nossas" casas para nelas poder habitar pagando em prestações até morrer; possam deslocar-se em viatura própria a pagar com muita margem de tempo também; possam comprar o que necessitam  fiado e a prestações com dinheiro que lhe emprestamos a juro, etc. Em contrapartida tem é que trabalhar sob diversas condições e procriar para que a cadeia do lucro não seja interrompida. Queremos trabalhadores saudáveis... novos e que deem o litro. O capitalismo tem medo do monstro que está a criar? Com certeza, tanto é assim que onde ele reina não faltam forças policiais para que o monstro trabalhe e viva segundo as suas regras. Mal o monstro  se agita, por exemplo, por motivos de carências alimentares lá estão as muitas polícias para o respetivo tratamento. Essas forças estão permanentemente aquarteladas e em quase estado de alerta. Não as entendemos como forças de segurança das populações. Vemo-las como forças de repressão que a qualquer momento caem em cima dos "revoltosos" quer estes sejam uma maioria de mulheres e crianças. O capitalismo é esperto sim senhor. O mais giro de tudo isto é ver os esquerdistas a servi-lo de chapéu na mão. É porque o capitalismo é que gere a agenda. O capitalismo é o oficial do dia. Para terminar este vómito, acho que o capitalismo assim é bom. E já digo porquê. É que, enquanto não houver bombardeamentos o capitalismo até é bacano. Acho eu que não estava lá.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

PORTUGAL TEM DE ENFRENTAR ANGOLA COM A NOVA TRINDADE: CONSCIÊNCIA, CULTURA E JUSTIÇA

Pode-se atar a Política, a Religião, a História de um povo a uma corda e suspendê-los do alto de um penhasco até estarem cozidos da melhor maneira. Só não podemos fazer o mesmo à Cultura. O Povo Angolano de África foi sujeito a todo o tipo de ações repugnáveis da parte de quem o colonizou. Declaro, para já que não cumpri o serviço militar, logo não estive em nenhuma Guerra Colonial. Tive sorte porque na altura da inspeção sofria do coração. Se faço referência a Angola é porque leio e ouço bastantes comentários sobre o que lá se passou, assim como o que lá se passou desde que as nossas caravelas "descobriram" aquela região da costa ocidental do continente africano. "Fomos para as descobertas para levar a palavra de Deus. " Dizia-me a professora de História para quem Deus se chamava Cristo." Papei essa informação e a do Pai Natal até deixar de ser parvo. Coisa que foi muito difícil para mim aceitar tais coisas como mentiras eu que não passava de um ingénuo. O facto é que fomos para lá (e para outras paragens) por causa das riquezas e da ganância que toca a todos. Claro que nem todos os povos dados a descobertas se portaram da mesma maneira. Nós fomos melhores do que os criminosos súbditos de Leopoldo Rei da Bélgica e do Congo Belga. Porém, cometemos crimes de todo o tipo. Matámos, roubámos terras, vendemos homens e mulheres angolanos em quantidades industriais. Tratámo-los como animais irracionais. Também fizemos coisas bem feitas, como por exemplo, termos abandonado o território colonial deixando atrás aquilo que não podíamos transportar para Portugal, como sejam, por exemplo, casas, instalações industriais e comerciais e outras riquezas que foram devolvidas aos seus legítimos donos.  Dessas ações condenadas até pela Organização das Nações Unidas nunca fomos acusados nem levados ao Tribunal de Haia (Tribunal Internacional de Justiça onde têm ido parar criminosos de todo o mundo) para sermos julgados. À volta de 6.000.000 de autóctones foram levados, como mercadoria, para o Novo Mundo. Quem dominava a política de transporte éramos nós. Muitos dos atuais angolanos, senão quase todos tiveram algum antepassado que fora escravizado, chicoteado ou até enforcado por não ter conseguido produzir tantos quilos de algodão, como rezam os textos escritos por testemunhas do tempo. Saltemos: perseguido pela justiça portuguesa está um ex-vice-Chefe de Estado Angolano. Dizem os meios de comunicação social, que Sua Excelência corrompeu um magistrado português que tinha  procurado  arquivar o processo entregando-lhe quantias fabulosas. Tratou-se da compra de um apartamento de sonho. Não sou eu quem vai ensinar a justiça portuguesa  a comportar-se nem tenho de a criticar. Mas,  perante um caso  de tal envergadura em que a História e a Cultura estão envolvidas, parece-me que não pode ser analisado isoladamente. A Cultura também é Justiça. E  Cultura também se torna Justiça. "Lá por meu avô ter feito fortuna no mercado esclavagista, vou ter de devolver o que me coube da herança de meus pais que me transmitiram o que dele (avô) receberam? " A lei está do lado dessa pessoa dado que aquele negócio era legal na época  e era também abençoado por Deus (segundo diziam os seus ministros). E, quem de tal duvidasse estaria a contas com a Inquisição. Salvo seja, que era verdade! Devolvo ou não? Não tenho de devolver nada, diz o herdeiro de si para si. E devolver a terra roubada aos índios das Américas? É tudo uma questão de Cultura Moral. Devolves ou não? Indemnizas ou não? Águas passadas não moem moinhos, pois, mas e a Cultura de Consciência? A Consciência tem Cultura, desta que aqui referimos? Não sei! Talvez apareça algum maluco que queira criar uma nova trindade como a muito rendosa do Pai, Filho e Espírito Santo. E qual seria? Consciência, Cultura e Justiça!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

António Costa um maestro sem orquestra

O crítico literário, Luiz Pacheco, dizia do músico António Vitorino de Almeida que se tratava de  um maestro sem orquestra e sem músicos para dirigir. E de facto dá para questionar onde param a orquestra e os músicos do conhecido maestro. De qualquer maneira a ideia ultrapassa qualquer dado presencial de circunstância e permite alargar mentes fora. É como um almirante em terra ou um general sem tropas mas com monóculo. Bem, mas a questão agora salta para o nosso maestro político. Isto é, António Costa é o Presidente do Conselho de Ministros. Os ministros estão todos desafinados. Quando o público os pateia, Costa limita-se a abraçá-los ou a beijá-los na hora da despedida. Já deu 18 beijos e abraços em governantes sem ainda ter atingido metade do mandado de 4 anos. Costa é como uma aranha muito cerebral. Quando lhe apanham uma, duas ou três pernas, ela larga-as e segue o seu caminho. Enquanto a direita não o apoiar, Costa é sistematicamente sugado pela esquerda de quem se aliou para alcançar o poder. Todavia, como é senhor de um  excesso neurónios, ele e o seu aliado nas "duas escritas", o financeiro Centeno, cedem à esquerda marxista ordenados mínimos mais elevados mas em contrapartida afoga os trabalhadores e pensionistas com impostos indiretos. Em 9 anos, os governos não aumentaram nem os funcionários públicos nem os pensionistas, mas por outro lado aumentaram-lhes os impostos diretos e indiretos. A privada rivaliza com o Estado pagando mal à maioria da população. É uma maneira de criar riqueza para alguns e pobreza para muitos. O governo de António Costa não tem projeto para daqui a três anos. Para se manter no poder vai esticando a corda até que a direita o permita desligar-se do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista. Como as sondagens são-lhe favoráveis ele ganha tempo até que um possível PSD de Rui Rui o possa libertá-lo. Nesse momento havemos de ver António Costa liderar um governo forte dirigido totalmente para o modelo económico apadrinhado pelos países do norte da Europa. Parece ser esta a estratégia futura do atual primeiro-ministro. Caso o PSD de Santana venha a impor-se, Costa não terá outro remédio senão manter a marcha ao som da esquerda esganiçada que faz que anda mas não anda porque o que ganhamos gastamos e o futuro ficará mais uma vez adiado. O turismo e uma América distraída com guerras fazem da Europa um paraíso. Só que isso não dura sempre e não estamos preparados (nunca nos preparamos) para quebras.
PS: Este texto esteve para ser publicado antes das eleições internas dos social-democratas. 

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Causas e consequências de uma investigação que implicou indiretamente a Procuradoria Geral da República

Por uma razão que se desconhece a fundo, a Igreja Universal do Reino de Deus tem sido alvo de uma investigação dirigida diretamente a processos de adoção a que estariam envolvidos alguns dos seus agentes tidos na comunidade como bispos. A IURD, seu acrónimo, possui várias casas-lares  onde recolhe crianças provenientes de famílias com dificuldades económicas. Alguns desses lares recebem apoio do próprio Estado Português. O que lhe dá certamente uma cobertura legal. Parece que se descobriu algo ilícito na forma como se realizavam as adoções. Chegou-se até a falar de rapto e sequestro de crianças que eram levadas para o estrangeiro sem conhecimento dos verdadeiros pais (os chamados pais biológicos). O jornalista José Alberto de Carvalho - à frente de um programa da TVI -, "O Segredo dos Deuses", deu a conhecer a um país atónito coisas que se passavam numa espécie de Casa dos Horrores. Chegou - mesmo à frente do painel de convidados para se pronunciar sobre o "Rapto das Criancinhas" - a ficar engasgado. Não é caso para menos, pois também os telespetadores ficaram abismados com o resultado da investigação das jornalistas - Alexandra Borges e Judite França - colegas do apresentador e que forneceram  diversos factos que puseram e põem em causa várias instituições oficiais. Nenhuma adoção pode ser realizada sem autorização do Tribunal de Família. Como é que foi possível que uma  mãe, vinte anos depois, venha reclamar  a uma estação televisiva privada pelo direito paternal que lhe assiste pelo facto de ser a progenitora dos seus filhos, no caso, três que desapareceram?  Melhor dizendo: "As competências constitucional e legalmente atribuídas ao Ministério Público nesse domínio exigem especialização de conhecimentos ... " A Procuradoria Geral da República  tem ao seu dispor um Gabinete de Família, da Criança e do Jovem, etc. O processo de adoção dos filhos daquela mulher tiveram de passar por aqui (Gabinete..) Bom, vamos à questão política dado que já decorre uma auditoria interna na Procuradoria sobre os factos que o jornalista José Alberto de Carvalho colocou ao país. O cargo de Procurador Geral da República é um cargo político. A sua escolha é da responsabilidade de dois políticos que por acaso são eleitos ao contrário do que acontece com o de Procurador. Daí que desde que esse cargo existe que se encontra sujeito a ataques ou a apoios de quem está na oposição ou no poder. Ataques que são feitos com muita cautela pois o poder de um Procurador chega a ser superior muitas vezes a um Presidente da República ou a um Primeiro-Ministro. São coisas da política e não me cabe a mim explicar esta embrulhada. Por exemplo, quer o Primeiro-Ministro quer o Presidente da República não podem mandar fazer uma escuta telefónica a quem quer que seja sem que um magistrado o permita. Pelo contrário um Procurador pode fazê-lo. O poder é tanto que ninguém se  atreveu pôr até em causa a Procuradora Geral da República acerca das tais adoções pois elas afetavam a imagem da Justiça. Foi preciso que um candidato a presidente do PSD se pronunciasse num frente-a-frente com o seu adversário sobre o caso que esbarrava na Procuradoria para que a comunicação social aproveitasse a boleia e empurrasse com a barriga todo o cascalho para a Rua da Politécnica. Ora, um caso de polícia passou para a mão dos políticos. Quem passou  a ser o visado, no caso a visada, da futura ação política? A Procuradora. Resumindo: a oposição quer manter a doutora Joana no cargo e o poder está a preparar-lhe a cama. Dizendo de outro modo: com o consulado da atual Procuradora o Partido Socialista foi desmembrado na Praça Pública. O Primeiro-Ministro fugiu a sete pés para ver se conseguia ainda salvar as pratas da casa. Desvinculou-se totalmente dos berros contra a prisão do seu ex-companheiro ministerial, preso de uma forma pouco usual. Foi preso para ser investigado; disseram os seus advogados. E Costa? Sempre calado. Calado até que a Ministra da Justiça, sua aliada politicamente falando, abriu as futuras hostilidades. Isto é, preparar o caminho para a substituição da doutora Joana, a Procuradora - cujo consulado -  mais estragos fez ao mundo político dos arranjinhos estabelecidos. A doutora Joana Vidal pode ter sido influenciada por alguns "jovens" procuradores mais justiceiros do que analistas políticos que a obrigaram - por evidências caídas do céu - que permitisse que se escavacasse o mundo de alguns privilegiados. O seu consulado foi uma festa de prisões de gente grada. Parecia que tínhamos voltado ao tempo do Otelo Saraiva de Carvalho. Aquilo é que foi prender os ex-poderosos que não conseguiram fugir! E tudo como na América. Isto é, prisão e flashes. Para a mentalidade burguesa-cristã foi demais. Que o diga o dr. Garcia Pereira (e muito boa gente) que não concorda que se julguem as pessoas na Praça Pública. Não teria a doutora Joana uma palavra a dizer sobre tais "violações", pois o seu cargo - que parece que é muito independente - não deixa de estar politizado pelas razões atrás referidas e que são as de escolha política. De confiança política e não constitucional, pois isto vem depois. Muito depois.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Partidos políticos como sardinhas na mesma lata

Quando mudei de canal para assistir ao Prós e Contras, já tinha intervindo o senhor do PSD, uma pessoa forte que estou habituado a ver na televisão a defender coisas muito aproximadas do antigamente tradicional. Com as intervenções que se seguiram acabei por retirar o retrato possível do seu discurso. Quem falava na altura  em que pus os olhos no programa da dona Fátima era um senhor deputado socialista que conheço desde o tempo em que a política começou a criar emprego seguro. Ou seja, desde que alguns oficiais se zangaram com o regime que lhes pagava muito mal e que dava pelo nome de Estado Novo. Esta zanga permitiu recriar um outro que tomou para si vários nomes. A saber: comunista, socialista, PPD (uma tentativa de copiar coisas da Suécia social-democrata) e democrata-cristão. Para além destas designações surgiram dezenas de outras fações políticas que não tiveram expressão umas vezes porque o povo não lhes passou voto outras porque foram perseguidos por uns sacanas sem lei patrocinados por traficantes ideológicos que empunhavam  armas das Forças Armadas (mais tarde recuperadas). O que ele disse e se o disse eu não entendi senão 10%. Numa linguagem erudita de socialista de camarote imperial referiu-se a aspetos refinados que envolveram o veto presidencial aplicado sobre qualquer coisa que dá pelo nome financiamento de partidos. Penso que a seguir falou uma professora de Coimbra. Um verdadeiro espanto! Aquilo é que era saber. Claro, também falou para gente inteligentíssima que nanja eu , pois fiquei apagado dos neurónios. Ó senhores, parecia que estava a dar um aula de Constitucional! Mas, cuidado,  pois o senhor socialista percebeu e até replicou quando a dona Fátima (que parece que o tempo também passa por ela) lhe deu a palavra. Também estavam na ara democrática dois purificadores da democracia: dois barbudos que também estão empregados na casa onde se supõe defender o povo dos polvos que nos vão embraçando. Um era comunista e o outro comunista mais à esquerda. Não sei se foram defender o financiamento dos partidos ou se estavam  a favor do veto de Marcelo. Que têm uma lata capitalista lá isso têm. Deduzi que estavam também dispostos a colocar o mealheiro onde os outros o tinham já lá colocado. Também apareceu o protetor de alguns animais que cohabitando a mesma mastaba semicircular  não dera pelas reuniões dos seus pares. Ou talvez nem tivesse sido convidado, digo eu que não estava  lá nem nunca me passaria pela cabeça que naquela casa houvesse lugar a  secretismos do tipo dessas lojas que obrigam os seus serviçais a usar avental. E continuo a espremer e nada. Bem, houve um moço que creio chamar-se Adão que disse uma coisas que eu ia percebendo. O rapaz não é nada tolo, não senhor. E fico-me por aqui na esperança que o Gustavo Sampaio me explique por palavras suas o que é que aquilo do financiamento dos partidos quer dizer. Isto se ele resolver escrever mais um livro de escacha o pessegueiro.




sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Santana e Rio melhores que Vitor Gonçalves

Fiquei com a impressão que tanto Santana Lopes quanto Rui Rio não tinham a noção exata da importância do que representava o debate que a RTP1 e RTP3 lhes propôs e que ontem foi para o ar às 21 horas. Vitor Gonçalves que moderou (?) o encontro de senhores social-democratas não se apresentou  no seu melhor nem deu a ideia de ter   a lição estudada e  preparada.  Rio como economista falou de um modelo para gerir Portugal no futuro, enquanto Santana,  desfasado, destreinado e desatualizado politicamente, remeteu-se a desmoralizar o seu adversário falando o interior do partido que ele com uma linguagem um tanto ou quanto fóssil designa de PPD/PSD. Tornou-se num queixinhas e Rio caiu na esparrela de Salão das Senhoras Sousas." Falas mal de mim por todo o lado!" Rio que não e ele choroso que sim. "Não devo nada a António Costa, nem ele a mim!" respondeu Rio quando Santana o quis colar a António Costa por falta de ataques do ex-grande-homem da Câmara do Porto ao atual primeiro-ministro. "Disseste que fiz trapalhadas! Diz quais foram?" Questionou Santana desgastado com a  apreciação aos seus 5 meses de governação, feitas por Rio, há que anos? E Vitor Gonçalves, qual DJ, parecia estar com cara de quem está a pedir  à régie para que   levantasse o som à putativa  valsa de Strauss que viajava no ar e que dá pelo nome de The Blue Danube.  A coisa mais parecia um sarau na casa (Tragédia) da Rua das Flores, com um Dom João de Portugal sozinho a um canto fazendo contas mentais a fim de poder pagar a renda da casa que já se encontrava em falta há muito. Trapalhadas não deviam ser trazidas para o debate. Santana ao tempo que era primeiro-ministro de substituição caiu na esparrela de um Jorge Sampaio que conseguiu fazer-se eleger Presidente da República, coisa que espantou muita gente. Num momento de maior sobriedade Rio apresentou um plano abstrato para Portugal no futuro. Faseado, claro, senão confundir-se-ia com o plano PPC (Pedro Passos Coelho). Se é um economista e político candidato a futuro primeiro-ministro estava obrigado a explicar aos leigos as miudezas da sua futura ação política. Não saiu do plano das ideias gerais com medo que o eleitorado putativo escapasse. Quanto ao plano económico que ambos pretendem para Portugal sem grandes divergências, pareciam estar a copiar as palavras de Álvaro Cunhal quando logo após o 25 de Abril de 74 pedia para que se produzisse riqueza. Com as diferenças que respeitam aos interessados pois para Cunhal a riqueza era para distribuir pelos seus  desfavorecidos enquanto que para Rio e Santana não é bem assim... A impressão que fiquei da atuação do candidato Santana Lopes é de que para ele há deveres. E é por dever - como homem público que é - que se recandidatou já velho, mas com o cabelo pintado de novo, a um cargo que dá muito trabalho e requer muito sacrifício pessoal. Para Santana só a Presidência da República encaixa com o seu perfil. Homem muito mais capaz do que, por exemplo, um J. Sampaio, porque tem estaleca e estilo. Quanto a Rui Rio? Bem, o homem tem fibra e uma vez eleito presidente do PSD há a contar com a limpeza que fará em nome das coisas claras. Porque, se chegar a primeiro-ministro há ainda  a contar com o possível derrube da corja que vive em Lisboa e que tal como no tempo de dom João V mama(va) muito do rei através da Casa da Índia e outras excrecências. Penso também que este debate veio  beneficiar e muito Assunção Cristas e, claro está, ao dr. António Costa. Quanto ao Bloco e ao PCP nada a temer pois são uma espécie de jarras da Dinastia Chin num salão onde não há elefantes nem notícias de os ver entrar pela porta dentro. Portugal aguarda melhores dias? Do que estes que estamos a viver? Penso que não, dado que com esta política já atingimos o teto e por não  termos preparado   o   futuro próximo e  que se apresenta escuso: vão aparecer faturas para pagar! Mais, vivemos num estádio psicológico longe do  real tendo em conta certas verdades. O que se passa com a desgraça que  está a transformar o Serviço Nacional de Saúde; o desencontro da Segurança Social com os mais desfavorecidos que se encontram espalhados e escondidos em bairros equiparados a bairros de lata por este país fora; o desfazamento da Lei de Bases do Sistema Educativo com o ritmo atual do crescimento económico não auguram nada de bom. Santana Lopes chamou a  atenção para o facto de estarmos atolados de impostos o que não  faz crescer nenhuma economia . Esqueceram os dois candidatos uma questão melindrosa que os governos camuflam: centenas de famílias com filhos crianças vivem em verdadeiros guetos. Como vivem escondidos não servem para censurar dirigentes. Quem beneficia de protagonismo são os sem-abrigos pois dão nas vistas. Convém calá-los para não ficarmos mal na fotografia. E assim - segundo promessas publicitárias - os seus problemas estão a ser resolvidos. As televisões seguem essa grande obra. É um louvar a deus e sua amantíssima esposa. Ou mãe consoante os casos. Dizem que os candidatos vão outra vez debater em frente-a-frente os seus pontos de vista. Espero que são seja um Vitor Gonçalves qualquer a moderar  que é para ver se eles se engalfinham e soltem as amarras. 
PS: Por que razão o jornalista Gonçalves não colocou aos seus convidados a questão da Misericórdia de Lisboa e o seu possível envolvimento com um banco que parece não estar muito saudável? Com tanta família com filhos pequenos a viverem em pardieiros e a estarem pior instalados  que os hóspedes do Jardim Zoológico, qual a razão de não os socorrer imediatamente? Quais são as verbas que a Santa Casa de Lisboa  paga em publicidade à RTP?

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Rui Rio finalmente mais do que simpático

Um Rui Rio esclarecedor e honesto (o quanto se pode ser em política) foi entrevistado, hoje, por Ana Lourenço, uma jornalista de referência e qualidade que permite aos seus entrevistados apresentarem-se sem estarem sujeitos a alfinetadas, processo muito utilizado por colegas seus. Rui Rio mostrou-se pedagógico quando resolveu apresentar o PSD que ele quer colocar, melhor, recolocar nos "tempos modernos"; um Estado reestruturado pelo perfilhar de um novo 25 de abril, mas sem armas. Isto é, uma revolução de diretorias; um 25 de abril administrativo. Envolver a população no projeto é uma ideia arrojada sem motivar um povo que sempre esteve a leste dos seus desígnios. Pode ser que resulte! Começar por "limpar" o partido é uma opção perigosa dado que há carcaças muito pesadas e que por isso custa muito removê-as. Não pode - segundo ele - reformar-se o Estado a partir de apenas uma fação partidária. São precisos dois terços da Nação representada para mudar as ratoeiras  que o tempo armadilhou  aos ideais de abril. O que Rui Rio disse não é novo nele e em outros, o que é novo foi o modo e a alma com que o disse. Um homem de fé! O que ele transmite nesta "campanha intramuros" é o modo  seguro e sincero como se expressa. É genuíno. É novidade no discurso político a que nos habituaram os candidatos desta democracia que em seu entender está desajustada. Vive longe do povo. Dentro do partido ele quer "acabar com os fiados" que oitenta por cento dos seus militantes ostentam. Só vota quem tiver as cotas pagas. É um risco, pois nessa esfera de devedores muitos poderão não alinhar com esse putativo ostracismo e vingar-se votando no outro adversário. Entenda-se bem que não será um impulsionador do tipo de Santana Lopes quem irá levantar os ânimos da tribo dos social-democratas. Santana já teve o seu tempo de condutor: Vai precisar de reciclar-se e enfrentar o pessoal das câmaras além Lisboa que Rio conquistou ou estão à vez para serem conquistadas. Do discurso nortenho incómodo para alguns social-democratas estatizados, Rio passou para o discurso do entendimento. Rio deu a perceber que não vai ser canja para os adversários da esquerda porque ele quer clarificações entre direita e esquerda. Não é homem de confusões. Se ficar "cá por baixo" mais tempo, aquela imagem de edil do norte com que o quis apresentar certa comunicação social, já era. Esta entrevista de Rio veio alterar em muito a maneira como o víamos. Bem bom, que isto estava muito mortinho. 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Dizem que há um general na prisão e outras coisas do Portugal Louco

As notícias sobre a prisão de um general das Forças Armadas, as jantaradas no Panteão, as reportagens sobre espancamentos  inclusive a de agentes policiais e as de elementos da Guarda Nacional Republicana, a invasão da bactéria Legionella, a violência  à porta de estabelecimentos de diversão nocturna são - como se costuma dizer - o que está a dar. 
a)
A situação do general é algo assombroso. Não há notícia - que eu saiba - que até hoje se  tivesse aplicado a medida de prisão preventiva a um oficial general das Forças Armadas pela simples  acusação  de corrupção. E digo simples porque se trata de coisas de caserna relativas a "comes e bebes". As Forças Armadas estão a ser constantemente  feridas de morte após o 25 de Abril e isso nota-se pela descaracterização a que estão sujeitas através da ação dos que têm dirigido a política nacional. Temos militares em todos os palcos de guerra deste planeta enquanto cá dentro "não servem para nada". Acabada a Guerra Colonial ei-las a fazer cobertura a provocações levadas a cabo pelas América e Inglaterra a povos cujo crime é possuir petróleo. Não teria havido no Código Penal uma saída, isto é, uma interpretação como a de acusação aguardando julgamento em liberdade? Não é assim que a Justiça Democrática costuma interpretar a Constituição em casos que não oferecem perigosidade e perturbação social? O último "estripador" de polícias que perturba pacíficos cidadãos depois de ter espancado pela quinta vez agentes policiais foi levado à Justiça Portuguesa tendo ficado a aguardar julgamento em liberdade. Imaginemos que a Justiça Portuguesa aplicava a prisão preventiva a um bispo da nossa Igreja Católica por ter utilizado canais ilegais para transportar para Roma dinheiro à revelia da Autoridade Tributária? Não me parece que houvesse um Juiz de Instrução que não lesse o código senão pela ranhura do "aguarda julgamento em liberdade". As beatas e Nossa Senhora de Fátima, grande angariadora de fundos, de certo não gostariam, o que poderia ser interpretado como perturbação social...

b)
As jantaradas no Panteão são uma norma. Além de estarem autorizadas as festas naquele recinto por despacho de Ministério  ou Secretaria de Estado de Cultura são uma maneira de realizar algum (capital). No Panteão encontram-se os ossos de portugueses que se distinguiram em diversas atividades como por exemplo, desporto, música, poesia, descobertas marítimas, política, etc. Houve quem só agora se apercebesse do despautério que era comes e bebes acompanhados pelas charangas convidadas para o efeito ao lado dos que depois de desaparecer "se foram da lei da morte libertando" . Vejamos o seguinte: quantas pessoas tem em suas casas as cinzas dos seus antepassados? Muitas! No entanto, não deixam de comer, beber, fornicar, fazer a barba, etc. É tudo uma questão de estômago e de sensibilidade. Qual era o problema de estarmos num banquete e termos a uns metros de distância os ossos de Vasco da Gama? Ossos antigos... No entanto, no Panteão, estão pessoas que ainda há pouco tempo ouvimos e aplaudimos. Aqui é que a coisa pode ferir suscetibilidades. Há que respeitar! Por isso, depois deste levante todo, há que salvaguardar certos espaços para negócios. Não há é pachorra para ficarmos mais um mês ou dois a ouvir gemer constantemente pelo leite derramado. Safa!

c)
Os espancamentos na via pública vão obrigar a que meia dúzia de políticos intervenham a quente, o que dará origem a alterações da lei. Não dá para prender - como estão a pedir alguns inconscientes - os que se "defendam" fisicamente de agentes de autoridade. E isto porque poderá atribuir às Forças Policiais um poder quase absoluto, pois bastaria uma simples acusação para que fossem para a cadeia a aguardar julgamento aqueles que os polícias indicassem. Num Estado de Direito as polícias devem estar preparadas para a prevenção e não para a repressão. Para isso é  necessário mudar os treinos a que estão sujeitos os agentes. Desarmar um agressor e manietá-lo é obrigação de um agente bem preparado. Ver polícias a jogar ao boxe na via pública com energúmenos, bem, só em Portugal.

d)

Invasão de bactérias: Não passa pela cabeça de ninguém que enquanto se está a combater este flagelo epidémico que mata os mais fragilizados esteja uma caterva de idiotas, com tempo de antena, a fazer acusações sem credibilidade que só servem para criar um clima de medo generalizado. Até o ministro da tutela dos hospitais de tão apertado pelas más línguas veio pedir desculpa. Desculpa de quê?  Há fogo! Demita-se a ministra. Há Legionella em Vila Franca de Xira! Demita-se o ministro do Ambiente (no caso Jorge Moreira da Silva-2014). Há Legionella no Hospital de São Francisco! Demita-se o ministro da Saúde. Quer dizer, os ministros estão sujeitos a serem demitidos consoante se as bactérias preferem este ou aquele pedaço de terra. Mas que pedaço! 

e)
Há zonas de Lisboa em certas horas que não convém atravessar ou pensar ficar lá um tempinho. Há gente violenta pronta a espancar por dá cá aquela palha. Não há morro em Lisboa como os há no Rio de Janeiro onde quem manda é marginal, mas há planície onde se mata impunemente. O jovem açoriano que desapareceu à porta de um estabelecimento de diversão nocturna, há um ano, leva-nos a pensar em vingadores da noite. O Estado não está ainda capaz de dar resposta a uma  violência generalizada e constante. As várias instituições do Estado estão numa do cada um por si. Peço desculpa ou demito-me! É o que está a dar...


domingo, 5 de novembro de 2017

O que aconteceria se os jornalistas resolvessem fazer greve indeterminada?

Sem hipótese de usar os Meios de Comunicação Social  que papel estaria reservado às instituições? Afogar-se-iam? Criariam meios próprios...

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Não é fácil imaginar o que seria. A informação circularia, quando muito, através das redes sociais. As investigações judiciais/policiais e as sentenças dos tribunais, por exemplo, estariam abafadas até que os novos "rede-jornalistas" conseguissem publicar os esclarecimentos das "autoridades". Este tipo de jornalismo atafulharia e entupiria os novos canais de informação, porque haveria mais destes "videojornalistas" por metro quadrado que ovas de esturjão do Mar Negro. O desinteresse instalar-se-ia. Sem videos da violência quotidiana (que é o que mais vende) a informação cairia no desinteresse geral. Sem um jornalismo "condicionado" pelas redações afetas a este ou aquele grupo económico e político desapareceriam os comentadores. Sem relatos de futebol que empolam os mitos humanos lá se iam os milhões que circulam pelos futebóis. As atuais estrelas do desporto valeriam meia dose de pó de anjo quando muito. Os políticos teriam de descer permanentemente à rua para falarem cara a cara com aqueles a quem mentem nos actos eleitorais para se manter nos seus "empregos". Caso contrário cairiam no anonimato. Sem intermediários qualificados ideologicamente como são os jornalistas de hoje, a moda retornaria para as mãos dos alfaiates e costureiras desconhecidas. As modelos rebolantes que ficam famosas a transportar trapos e cedas ficariam tão isoladas do social que para sobreviver teriam de fazer horas extras fora das passadeiras. Os párocos do púlpito e a mando dos seus bispos restaurariam o poder de programar mentes servíveis do alto. O acto sexual regrediria na prática aos primórdios e as mulheres perderiam o ar atual de satisfação que conquistaram à custa do remeter as leis da Bíblia para o calhau dos bikinis. A Felicia Cabrita serviria hambúrgeres nos intervalos da sua atividade de caçadora de cabeças poderosas. Os paparazzi morreriam de fome e a apanha de um rabo de fora de fêmea-figura-pública não valeria mais do que uma vela de oráculo da Cova de Iria. O "sexta às 9" e a nossa Sandra Felgueiras nunca mais mexiam na caixa de Pandora. Sem jornalistas para interpretar a realidade, seríamos incapazes de pensar. Não haveria factos e sem factos o cérebro vegeta. Sem jornalismo a DECO passaria a bater de porta em porta à procura de queixas domésticas. Sem jornalistas as polícias nem um camundongo apanhariam de dia. Sem jornalistas que fazem parte do trabalho policial os agentes teriam de vir para a rua (o que não era mau) e não estariam  refastelados à espera de queixas e de telefonemas aflitivos. Sem jornalistas o INEM não passaria de um carro funerário. Sem jornalistas a floresta nunca arderia mais do que 6 hectares. Sem jornalistas ninguém seria preso por corrupção nem o BES e outros bancos implodiriam. Sem jornalistas nunca teríamos assistido a prisões em direto de políticos ordenadas por magistrados mediáticos nem teríamos acompanhado também em direto à prisão de um deputado enquanto "trabalhava" na Assembleia da República. Sem  jornalistas (Gustavo Sampaio, verbi gratia) nunca ficaríamos a saber que o Parlamento Português acoita um grupo de corruptos que fez perder milhões de euros ao Estado em contratos criminosos. Sem jornalistas não sairíamos da Idade da Pedra. Sem jornalistas não teriam desaparecido armas dos quartéis. Sem jornalistas alguns inocentes apodreceriam nas cadeias. Sem jornalistas nunca saberíamos onde se encontraria o nosso querido e beijocas Presidente. Sem jornalistas nunca saberíamos que quem manda nos preços da energia são uns capangas que até acagaçam os governos. Sem os jornalistas nunca saberíamos quem esconde dinheiro nas offshores e foge aos impostos. Sem jornalistas nunca nos passaria pela cabeça que há uma justiça para pobres e outra para ricos. Sem jornalistas a sociedade é uma caca. O videojornalismo, hoje, alimenta em grande parte o jornalismo que se vende pelas estações televisivas porém não se trata de um jornalismo propriamente dito que investigue. É fruto do acaso. Sem jornalismo tudo ficaria isolado. Os jornalistas ainda não perceberam o que representam nem o poder que têm na sociedade moderna. Quando um dia se separarem das instituições - que ainda por cima não os respeitam - uma nova filosofia de vida formará novas mentalidades. É o futuro!

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Independências e nervos

É sabido,  menos para os "historiadores" portugueses assalariados a todos os regimes que alcançam o poder, que hoje somos um país independente (o quanto possível) devido às constantes intromissões de Inglaterra nas disputas que tínhamos com Castela. Aquela procedia assim para nos dominar economicamente e enfraquecer o poder espanhol. Filipa de Lencastre veio para Portugal no século XIV como esposa real de um usurpador de trono e como orientadora da política indígena o que fez com que nos atirássemos mar adentro. Nós, que não passávamos de camponeses-pescadores dominados por meia dúzia de cavaleiros, fomos, de um momento para o outro,  metidos em navios com mercenários ingleses para ajudar a assaltar as riquezas e praças muçulmanas do Norte de África. Começou com as instruções daquela Bifa - a mando de Inglaterra - o êxodo das populações para o litoral o que fez ainda mais despovoar Portugal. Quando Castela se transformou na maior potência do mundo, tornámos a ser hispanizados de facto e de direito. Ao cabo de 60 anos de inclusão ibérica, França e Inglaterra, aliadas, conseguiram sujeitar Castela a grandes perdas e voltámos de novo a ser "independentes". Para isso foi só preciso atirar um desgraçado por uma janela. Foi a Restauração mais barata do mundo. Muito mais barata do que aquela que recolocou a direita no poder no Chile. É de lembrar que Salvador Allende enfrentou o exército de Pinochet com o rifle AK-47 nas mãos (julgo eu que não estava lá). Morreu, claro, pois estava praticamente sozinho no seu gabinete. Porém, não foi atirado pela varanda do palácio de La Moneda como o pobre Miguel de Vasconcellos o foi do Paço Real de Lisboa. Valha-nos ao menos isso. Claro que os reis castelhanos não se ficaram por aqui e procuraram recuperar o perdido. Porém, não conseguiram porque encontraram sempre ingleses pelo caminho. Mais tarde, quando os ingleses empurraram a Rainha Dona Maria I, acompanhada de seu filho, o futuro dom João VI, para o Brasil, quem acham que ficou a mandar em Portugal em termos absolutos? Isso mesmo, os ingleses! Imaginem que até nomearam vice-rei de Portugal o inglês Beresford. Quando se fala nas fortificações das Linhas de Torres que serviram para assustar os franceses (como diz Barry Hatton)  na Guerra Peninsular, quem acham que as mandou construir? Sir Arthur Wellesley, claro! Portugal sempre foi uma espécie de cloaca aberta para todo o serviço britânico.  Apesar de termos sido durante muitos anos uma colónia inglesa, o certo é que nós sempre os papámos. Querem mandar em nós, tipo escurinhos alforriados?, tudo bem! Trabalhem enquanto nós estamos deitadinhos nas nossas praias e/ou a dormir nas pampas do Alentejo, à sombra, claro! O nosso ouro desenvolveu a indústria inglesa? É verdade! Só que o ouro era por nós roubado e nada nos custava. Isto é, caçávamos escravos,  pusemos os desgraçados a garimpar o ouro de que nos apropriávamos depois e que nos serviu para comprar tudo o que a indústria inglesa produzia. Era cá um luxo. E a gente a descansar. Tivemos um rei que ficou cheio de ouro e que até mandou construir uma pirâmide tipo das do Egito . Foi em Mafra. Aquilo é que foi. Era tudo lucro! Fomos os maiores negociantes de escravos do mundo. Vendemos qualquer coisa como uns 4 milhões de seres humanos para serem esfolados  nos engenhos do  Novo Mundo . Quando a Inglaterra acabou com o mercado de escravos e nos obrigou a fazer o mesmo, nós inventámos um esquema para continuar a chupar a pobre gente de África. Querem saber como? Olhem, perguntem a Miguel Sousa Tavares. Aquela de o escravo africano comer a inglesa quase no fim do romance pondo os cornos (cuidado com o juiz Neto Moura) ao marido e ao amante branco foi de gritos. Eu não esperava tal desfecho! Já tinha ficado satisfeito com a inglesa a fornicar com o governador português...  Isto são apartes... Esta coisa de independências deixa-me nervoso. Agora falando a sério, será que somos realmente independentes de Espanha depois de nos termos libertado do jugo inglês? Já não temos fronteiras com ela. Podemos comprar lá de tudo pois qualquer coisa é sempre mais barata do que aquela que encontramos por cá. Mais dia menos dia o nosso sagrado Serviço Nacional de Saúde - que já matou perto de 3.000 portugueses em filas de espera - vai ser entregue aos nossos hermanos por ser mais barato e eficaz. Morre-se muito nas listas de espera quase tanto quanto se morre nos nossos hospitais. Não estou a sugerir nem a afirmar, estou a ouvir apenas algumas conversas... Não dá para avançar mais, pois a procissão ainda vai no adro... Claro que não queremos ser espanhóis. O que queremos de Espanha é o mesmo que quisemos dos ingleses, que o mesmo é dizer resolvam os nossos maiores problemas que a gente não se importa que mandem em nós.  A independência da Catalunha? Pois, mas para isso tenho de consultar o modelo de dom Pedro IV, o dos gritos do Ipiranga. Se Sua Alteza Real não tivesse berrado tanto nas bordas daquele rio, penso que ainda hoje estaríamos a vender o Brasil aos poucos. Isto é, como já se foram o ouro, a prata, o pau preto, os diamantes, as pedras preciosas, etc. não me admiraria nada que estivéssemos a vender a terra de cultivo em vasos lá para os lados dos Jerónimos... Com vasos "manufactured in England", obviamente. Quem é que ao longo dos anos  quis tornar Portugal independente de Castela e subjugado de Inglaterra? Que classe social tinha interesse nesta separação? E a Catalunha? A Catalunha é rica porque se desenvolveu por si. É apetitosa, portanto. São dois mundos. Um quer ligar-se aos ricos e o outro quer ser rico sozinho. Ia esquecendo a questão nação. Vem complicar ainda mais qualquer interpretação para ajudar quem não quer ceder autonomias a outrem. Eu sou uma nação e quero ser independente! Será que posso?  Depende! Não é nada comigo e eu estou a ficar nervoso. 4 anos antes de eu ter nascido a Espanha vivia uma guerra civil que fez cerca de 1 milhão de vítimas mortais. Foi uma coisa horrível. Digo eu que não estive lá. Existem independências pacíficas? Não me parece... Por que razão não escrevi um texto com cabeça? A Guerra Civil de Espanha não tem nada a ver com independências mas sim com troca de ideias. E nós? Brigamos por causa delas? Não, porque isso de pensar é lá com os ingleses. 

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Com todos os diabos, a história recente de Portugal não se pode esquecer de José Sócrates nem de Aníbal Cavaco Silva

Está ainda por esclarecer quem foi o responsável ou responsáveis que meteram José Sócrates e Cavaco Silva a contas com inquéritos que deram origem a suspeições e a procedimentos judiciais. Comecemos calmamente por perceber o que causaria  uma Península Ibérica unida economicamente. Enquanto Portugal e Espanha puxavam cada um para seu lado, nem a nossa aliada Inglaterra (mais os seus acrescentos territoriais) nem a França se importavam pelos assuntos ibéricos. Até por causa do Mundial de 2004 portugueses e espanhóis (com todas as nações que Castela esmigalhou) se pegaram. Uma Península unida à partida iria colidir com os interesses dos atrás citados membros da União Europeia. Como? Primeiro, para se comerciar com as  Américas e Norte de África havia que se deparar com a Nova Hispânia dado que esta representa o caminho mais curto tanto para se entrar como para se sair do Ocidente. Desceriam as importações da Suécia. A banca ibérica estava a reformular-se numa perspetiva de unidade. O consumidor que é Portugal voltar-se-ia totalmente para dentro da península o que traria mais riqueza para Espanha e também traria melhoria de nível de vida aos portugueses. A PI tornar-se-ia, através da ação dos portugueses, numa potência relevante nos negócios com as antigas colónias, inclusivamente com a rica Angola que se estabeleceu em Portugal em tudo que é indústria, banca e comércio. Tanto Espanha quanto Portugal necessitam como pão para a boca um do outro para se poderem opor à hegemonia nórdica. Os ingleses e franceses sempre se uniram para desgraçar a Espanha. Leia-se um pouco de História que não faz mal nenhum. Para ingleses e franceses esta anomalia entre povos "iguais" era bom para os seus negócios. Só que com a chegada de José Sócrates ao poder a coisa começou a ficar séria.  A política de Sócrates traria consigo o engrandecimento de Portugal e Espanha. Sócrates colocou o país de frente para o óbvio. Isto é, disse ele em 2005 logo após ter sido indigitado primeiro-ministro: "Espanha! Espanha! Espanha!". O TGV e um grande aeroporto ibérico cá em casa situado era cá um marco económico mais valioso do que o do ciclo da pimenta. Estamos ou não lembrados dos negócios com a América espanhola? Construção civil e computadores na Venezuela?  A Espanha preparou-se para dominar, nesta ótica política, parte da comunicação social portuguesa. Acho que isto aqui já dá uma pequena pista para se concluir que tanto franceses e ingleses estariam por detrás da perseguição futura a Sócrates. Em Portugal, esses estrangeiros arranjaram servidores que a seu soldo deram início a uma campanha de ataque e descredibilização nunca vista efetuada a um primeiro-ministro em funções. Começaram com o "Freeport" e foram até à prisão do mesmo sem acusação. Lembrei-me do que fizeram a Patrice Lubumba (eleito primeiro-ministro da República Democrática do Congo) que fora destituído e assassinado a pedido de vários países entre eles os Estados Unidos da América. As riquezas daquele país não poderiam ser distribuídas pelo povo. Tinham de ser entregues a criminosos belgas e a americanos. Sócrates não foi perseguido diretamente por ingleses nem franceses por ter desviado o país para a Espanha. Cá dentro houve quem tivesse sido manipulado e serviu os interesses de outrem que não nossos. Sócrates caiu que nem um pato nas armadilhas internacionais. Sócrates como Cavaco Silva foram  - logo a seguir a terem sido eleitos - visitar Espanha. Cavaco em 2006! Sim, Cavaco também tinha a visão de proximidade com o país irmão como algo demasiado importante para Portugal. Fica-se também sem justificação plausível  o facto de Passos Coelho não ter autorizado que o Banco Público desse a mão ao BES. Descolar de Espanha e destruir a banca é entregar o país a "Uma Família Inglesa". Há agentes cá dentro dispostos a manter Portugal num PIGS. A perseguição a Sócrates permitiu destruir parte de um certo tipo de Portugal económico voltado para o futuro. Nunca tal se viu: o facto de uma investigação pessoal descambar numa acusação a quase todo o setor económico nacional. Não faz sentido! Não passa de uma manipulação engendrada lá fora! A meu ver é impossível acusar José Sócrates isoladamente do Partido Socialista e seus empresários. Os outros partidos, idem idem... Se os nossos "aliados" quiserem destruir-nos bastaria manipularem indiretamente a nossa justiça com a finalidade de se pôr a nu a contabilidade dos partidos. Seria uma espécie de Pedrógão Grande do tamanho de Faro até Valença do Minho com muito vento à mistura. Grandes interesses nos dominam! Raios os parta!

NB: O que estão a fazer a José Sócrates não é digno de um país  civilizado. Não estou ainda a referir-me à Justiça Portuguesa que terá tempo de se explicar em sede de julgamento. Estou a referir-me ao julgamento e assassinato na "via pública" de um político que conseguiu uma maioria eleitoral e que governou com legitimidade. Isso não se faz! Repugna-me! Também repugna que o partido a que pertence José Sócrates não se tenha envolvido num pedido de esclarecimentos acerca do modelo de  prisão efetuada no aeroporto de Lisboa. Haverá alguma ditadura de juízes de instrução que eu desconheça? Não haverá entre nós um político no ativo com eles no seu sítio que não faça como o judeu Cristo que quando apertado pelos juízes do seu tempo safando-se respondeu assim: "dai à justiça o que é da justiça e à política o que é da politica". Trata-se de uma forma de sacudir a água do capote e de conviver ao mesmo tempo com deus e o diabo. Atenção, eu queria dizer era: dai a César o que é de  César e a deus o que é de deus. É a mesma coisa. Julgar Sócrates neste modelo (4.000 páginas e milhões de mensagens) é condenar a aproximação que estava em jogo e que nos tornaria mais fortes na Península Ibérica. 

NB2 - O PEC4  de José Sócrates aprovado pela Frau Merkel foi chumbado por interesses que passo a relatar:

PCP - Procura desinstalar Portugal da União Europeia;
CDS - Nacionalista-saudosista, o seu comportamento sistemático é o voltar as costas a Espanha com medo de perder a independência;
PSD - Partido  com ligações "político-democráticas" desde o tempo de Sá Carneiro com o Reino Unido. A maioria dos seus barões é anglófila e francófila;
Bloco de Esquerda - Partido de dissidentes intelectuais de esquerda cuja política se cinge em colocar os seus militantes nos quadros do Estado. Para alcançarem os seus objetivos prometem o melhor do mundo capitalista em pacotes suaves de luta de classes aos mais desfavorecidos;
Os Verdes - Quase uma espécie de ventríloquo dialético mas muito esganiçado . 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Debate recoloca António Costa na dependência do BE e do PCP

No debate de hoje à tarde, tanto o Bloco quanto o PCP entregaram ao primeiro-ministro a carta de confiança para continuar a governar. Governar já sem condições, diga-se. Foi o melhor que fizeram, porque nestes tempos mais próximos, os antigos coligados (ppd/cds) preparam-se para - juntamente com Marcelo, e este de uma forma indireta  - desbastar  a imagem do executivo de Costa com o fito de provocar novas eleições. O discurso de ontem de Marcelo foi bastante arrasador. Marcelo sabe que cairia sobre si o opróbio de muita gente - que o pensa "bom homem" - se resolvesse desfazer de um momento para o outro o "governo do povo" por causa de um desastre ambiental que assassinou 45 pessoas. Lembram-se da Princesa do Povo? Costa também caiu no goto cá da malta.  Tanto BE como PCP, seus acompanhantes,  já não são os tais tresloucados da Luta de Classes que assustavam imenso os padres curas deste país. Arrecadam também simpatias! O PPD, pela boca do seu novo líder, queria que Costa apresentasse uma moção de confiança "à maioria que o apoia". Costa apanhado de surpresa, assustou-se por momentos com a estratégia do adversário. Mas foi sol de pouca dura, pois quando Catarina e Jerónimo intervieram repuseram a paz que ele tanto precisa para governar. Já o efeito CDS - que procurará fazer de cabeça da direita na próxima terça-feira - passou desfalecido. O CDS vai propor uma Moção de Censura ao governo. Não terá utilidade técnica mas pode servir de motivo para unir a direita e permitir ao inquilino de Belém julgar que existe alguma perturbação social. Quem é que é dono da bomba atómica, quem é? Costa tem de dar a Marcelo meia praça e enfrentá-lo com as sondagens que ainda o dão lá em cima. As sondagens são, hoje, o melhor amigo de Costa, pois são a prova da aprovação popular e que servem para mostrar a Marcelo para que este fique quieto. O discurso de Marcelo, nitidamente em rotura com Costa, pode ter dado início à divisão do país em direita e esquerda. Coisa que já não estávamos  habituados. Aguardemos quem vai respeitar o que resulta do relatório da Comissão Técnica Independente. Estou convencido que aquele aponta para qualquer coisa parecida com o que se leu no relatório katrina, que segundo consta foi uma grande tempestade tropical. Só que não fala nas causas remotas... o costume. 

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Os Miró que mamam a dobrar


Pagámos (nós contribuintes) 90 milhões de euros para os reaver, pois foram-nos roubados e já tinham "fugido" para o estrangeiro. Depois de cá chegarem,  para os ver em exposição cada português terá  de pagar 10 euros a uma "instituição" de cultura pública que benemeritamente os detém atualmente. Pagámos os custos das trafulhices do BPN. Melhor dizendo, o Estado pagou sacando dinheiro aos contribuintes o golpe de 7 mil milhões de euros, onde se incluía o "truque" da compra (ou fiança) das pinturas de Miró. Isto faz-me lembrar uma coisa. Pús o meu carro no meu nome pagando o imposto de registo de propriedade. E para que ele seja meu  (dizer que é meu) tenho de pagar "outro e mesmo" imposto para poder assumir a propriedade do mesmo que é meu. Esta parte é uma invenção mitológica . É só para tentar ilustrar o que se passa com os Miró. Melhor do que nós em comércio, não há ninguém. Ao tempo fomos mar dentro descobrir terras para as evangelizar (dizem que eu não estava lá) e em troca trouxemos seres humanos acorrentados para os vender com grandes margens de lucro. Aos descendentes desses escravos, uma vez libertos, oferecemos-lhes ilhas isoladas para viver e vegetar. Quem paga os custos da sua manutenção? O dinheiro que pedimos anualmente à União Europeia. O senhor candidato André Ventura ia estragando o arranjinho às nossas casas de caridade quando começou a insinuar o fato de uma certa etnia estar a viver à custa dos impostos dos portugueses. Para já, nem toda ela vive à custa de ajudas do nosso Estado pedinchão, pois a maioria de os seus membros pode ser vista a trabalhar todos os dias da semana. A coisa foi abafada na comunicação social porque  se a União Europeia descobre,  a razão de tal benfeitoria, a mama seca para certos setores públicos que são quem recebe o cacau esmola estrangeiro que serve para distribuir aos carenciados e fazer por cá boa figura. E como não podia deixar de ser, a imagem do país não seria tão bem vista como defensora dos mais desfavorecidos uma vez descoberto o jogo da solidariedade interna. Não  sei se ficam com algum para si, o que sei é que a GNR está farta de "visitar" os grandes beneméritos nacionais e apanhá-los com a boca na botija. Não sei se temos um ministro da Cultura, dado que só visito a "Rua Segura" e o site "Classificadosx", mas, com franqueza, se de fato existe um responsável pela "cultura oficial" achava bem que interviesse no sentido de duas coisas:

primeira coisa, que acabasse com a pouca vergonha do pagamento das visitas aos Miró que nos pertencem, porque isso já pagámos e trata-se de uma verdadeira especulação;

segunda coisa, que mandasse averiguar se de fato algumas bocas de café têm ou não sentido. Isto é, põem em causa a autenticidade das mesmas obras-pinturas. É que elas estiveram nas mãos de traficantes (de divisas já condenados em tribunal) o tempo suficiente para poderem ser falsificadas. Aquela gente não se confessa e quem desvia tantos biliões é gente com muita habilidade de mãos, apesar de serem  bons pais de família como consta das bocas das testemunhas de defesa aquando da sua condenação.

PS:
Senhor  ministro da Cultura - substituto do filho do dr. Mário Soares - se houver bronca com as pinturas do Miró (que não valem tantos milhões com que foram arrematados..., experimente vendê-las ao Joe Berardo e veja o valor que ele oferece...) o senhor corre o risco de ficar conhecido por totó. Não queira, excelentíssimo, correr esse risco. Faça um apelo ao juiz Carlos Alexandre que em segundos lhe enviará uma equipa da Judiciária par tirar os nabos da púcara. E, sobretudo, para que as conversas de café deixem de alcovitar infundadamente.

domingo, 11 de dezembro de 2016

exposição de pintura de varett

para interessados 

em:

azorpress.blogspot.pt 

sábado, 10 de dezembro de 2016

a direita portuguesa com direito a deserto


quando envelhecemos até os vícios nos abandonam. quando a constituição de 1976 fora aprovada, o país dera uma guinada para  o socialismo com passinhos de dança do género alunos da apolo. isto é, nos primeiros tempos o pé do macho avançava com o pezinho da fêmea que recuava na medida exata. pouco tempo depois, com o corte de energia, o disco riscou e foi-se  a harmonia. o povo tinha elegido umas centenas de patetas para aprovarem uma constituição, e eles votaram consoante as direções dos partidos  que os acoitaram. o cds - na altura pontificava o prof. freitas do amaral - foi o único partido a votar contra uma constituição que tinha cabeça mas a quem faltava os pés e braços. o cds incarnava na altura a democracia cristã. qualquer coisa ao centro. poder-se-á dizer que nos dias de hoje é o partido socialista quem as suas vezes faz. durou pouco tempo o sonho socialista. faltou dinheiro e para portugal se manter como país independente e pôr as suas instituições a funcionar    era preciso pedir dinheiro emprestado. a quem? à europa capitalista, claro! e pediu-se? sim, mas já o país estava nas mãos da direita. o cds aliara-se ao psd e puseram-se os dois de acordo quanto ao rumo a dar ao país. pouco tempo depois a constituição foi alterada. correram com socialismos e a direita impôs-se no texto. o partido socialista foi ficando de fora até que percebeu que tinha de meter completamente na gaveta o socialismo  e ideologias parentes próximas. a partir do momento em que os socialistas se (en)direitaram, os social-democratas aliaram-se-lhes. correram com o cds e criaram o maior negócio de sempre em portugal: abocanharam os dinheiros públicos. era tudo para eles! só que este casamento não durou para sempre. o ps, através de guterres e depois sócrates abalou com o coito miscigenado do bloco central. e depois foi o que se viu. a esquerda a governar à direita e a direita a governar à esquerda. o serviço nacional de saúde, a educação e a segurança social foram, pelos governos do prof. cavaco silva, praticamente coletivizados. a medicina privada afogava-se em permanentes falências. ser-se bem tratado e em  grande luxo só nos hospitais públicos e de graça. os colégios privados fecharam. as escolas públicas  até refeições de borla ofereciam aos mais desfavorecidos. o ensino era gratuito. havia livros oferecidos aos alunos. a segurança social começou a atuar como uma misericórdia de grandes tentáculos. aposentados e  reformados nasciam como papoilas. o estado ofereceu aposentações a quem tivesse meia dúzia de anos de serviço e tivesse jurado que trabalhara para o fascismo desde que nascera e sem fazer descontos. junta-me esses anos e cá vai reforma quase choruda. de repente, a esquerda toma o poder e ai! ai quê? a esquerda deu início a uma austeridade canibalesca que depois foi continuada até ao tutano (400.000 portugueses emigraram) pelo raivoso governo de passos coelho. é por isso que as grandes cabeças nacionais dizem que a ideologia já não faz mover ninguém. o que está a dar é ir atrás do dinheiro. e este está no povo e nos cofres de grandes grupos económicos que acobertam gente de todos os credos tendenciosamente mafiosos. sem ideologia, sem constituição para se respeitar, sem aquele amor à pátria tão ao gosto dos fascismos ou ditos como tais, aonde iremos parar? à "europa"! não temos outra solução. e nela nos manteremos porque para mamarmos os seus apoios temos de obedecer-lhe. até a gestão da porra de um banco nosso tem de ser aprovada pelos alemães. esta gente não tem vergonha! afinal, e para terminar o que é isso de direita e esquerda? é como uma doença do género gonorreia que se cura com antibióticos.
varett

terça-feira, 15 de novembro de 2016

o cuspo apagou a grande vitória do ps: o pib " ascendeu"!


o ministro centeno todo aperaltado e bem do social: foi uma... corta! temos o cuspo para o arouca! video mais video. comentador mais comentador. o que é que percebem de cuspos? nada! era preciso mandar analisar o desoxirribonucleico. eu repeti tantas vezes esta palavra que já a digo de cor e salteado. corta a fita foi caso genérico em todas as estações televisivas. esta semana é a semana do cuspo. o cuspo é fumo? fumo é pib que cresceu! corta vem aí mais cuspo. aquilo não foi cuspo aquilo foi cuspidela. cuspidela? aquilo é sémen! aquilo é que faz do futebol uma paixão. ninguém viu o cuspo! aleives! há quem jure que foi cuspo. embora não estivesse no corredor do cuspo. foi a paixão que o viu pelo ar. e a polícia não autuou? eh pá, queriam meter a pj no assunto mas as diligências foram goradas. é necessário ordem da autoridade judiciária para retirar o adn dos suspeitos. isso leva tempo. bem, isto no caso de não haver cuspo perto do corredor que dá para o wc. toda a zona foi isolada para se apurar as provas. temos panos para mangas com este caso abrangido nos termos da lei processual penal. já estou a ver a cena da reconstituição dos fatos contemplada no artº. 150 do código do processo penal. ora, faça favor de cuspir. mais força! não tanta senão não a apanhamos. intervalo para o almoço. a gnr fica a aguardar as provas não vão elas evaporarem-se sem mais nem menos................
ps: foto retirada da net. o agente infrator usa nome falso. e qualquer coincidência com a realidade é o quê? pura coincidência. 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

estado de sítio da sacanice geral ou a filosofia do pénis sustentado.

fumar mata?  por que razão o estado manda apor em cada maço  de tabaco um aviso a informar que fumar mata? não diz quem mata. ficamos preparados para questionar: afinal quem são as vítimas? se eu fumar e com isto "tentar" matar terceiros fumando, devo ou não ser levado à justiça por ter atentado contra a vida de outrem? ou haverá exceção para crimes de morte como por exemplo os que a   cia comete? mata e não responde por isso! se fumo mato terceiros e ninguém me acusa. e se o estado em vez de dizer que mata dissesse que o fumar pode matar, não seria mais lógico? eh pá, já estamos habituados a que o que o estado diz não vale um caracol. isto sem querer estar a ofender o caracol. por outro lado, se o estado confirmar  que o fumar  mata quem fuma, então o fumador comete suicídio por apelo (artºs 135 e 139 do código penal e, neste caso, é o estado que comete crime). e como todos sabemos o apelo ao suicídio é crime. não nos devemos matar. pelo menos perante testemunhas ou polícias. não somos nada neste mundo! nem sequer nos podemos matar. mas o estado fuma? eh pá, que pergunta tão estúpida? bem, o estado não fuma mas é como o chulo que põe a mulher ou mulheres a trabalhar pénis para depois fazer a cobrança. a mulher fode e ainda por cima tem de pagar imposto ao chulo. quem ganha com o fato de eu me querer matar? acho que é o estado, as tabaqueiras e os quiosques ou cafés e etc. o estado é quem ganha mais; tal qual como o chulo. depois do chulo lá vem o pagamento do quarto onde a mulher trabalha, quem vende guardanapos, etc. não se pode fumar em qualquer sítio. também não se pode foder onde se quer.  estamos sujeitos a pagar multa quer num caso quer noutro. fumar ou foder, qual deles é um verdadeiro serviço público? fumar mata e foder dá prazer. venha o diabo e escolha. claro que o diabo escolhe os dois. e nós? nós devemos ser humildes e deixar os políticos resolver esta melindrosa questão. e quanto ao álcool? não seria de bom tom apor também nas garrafas que beber vinho...

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

sábado, 17 de setembro de 2016

interrompo férias para alertar para este perigo



ao cimo da calçada do tojal à direita quem sobe, benfica, lisboa, encontra-se um poste de eletricidade em más condições de conservação. a quem de direito, obrigado pela futura reparação. as pessoas que tenham cuidado com as crianças, pois a tomada elétrica está ao seu alcance devido à pouca altura em que se encontra do chão.
varett