manuelmelobento@gmail.com

quinta-feira, 23 de junho de 2016

portugal jogou sem alma e a culpa é do senhor pedro abrunhosa

quando a nely  furtado cantou portugal, melhor, portugal como uma força,  rapazes  ladinos - que chutam a bola e metem algum ao bolso por esta subtileza - tomaram fôlego nos pulmões e foram por aí balizas adentro e aquilo é que foi um tal  meter a redonda onde os adversários mais se resguardam. também às vezes, quando o rei ronaldo pontapeia o couro, muito dos que se lhe põem na frente metem as mãos em frente das miudezas. pudera não que aquilo é como bala de canhão e se lhes acerta nas suas bolas (por direito natural) lá se vai o desoxirribonucleico para a ricardo jorge para futuros certificados de óbito. portugal tem muitas federações. a mais simpática é a do futebol. a sua seleção dá-nos muitas alegrias antes dos jogos. o povo escolhe outros jogadores que não os dos sábios. o senhor fernando, que toma conta do grupo dos rapazes, não sabe escolher os mais aptos? haverá lugar cativo para este ou aquele? o moutinho estava-se mesmo a ver que não dava para meia missa. quando foi substituído a coisa mudou de eficiência. o país do futebol  que éramos está a ir-se e a esvair-se. jogadores jeitosos mas velhos, doentes  e gastos são batidos por labregos de dois metros de altura que a única coisa que sabem fazer é correr e dar coices. se a irmã lúcia não nos acode a federação de futebol está aqui está a imitar a federação da caixa geral. isto é, os tachos são só para os mesmos velhos. que raio de mentalidade! quem é o responsável por convocar o abrunhosa a criar uma música fúnebre para acompanhar aquele arrastar de pés como quem vai a fátima em peregrinação? da maneira como estamos a jogar até parece que jogamos com botas emprestadas. não há alegria, não se vê aqueles rompantes que nos empurram para o delírio como costumava ser quando o simões corria com a bola. um gajo até se levantava do banco tal era a excitação. agora é bola ao lado e para trás. o que eu quero é ir para casa da minha mãe. dó, ré, mi...  foi encontrado o culpado. até que enfim!

terça-feira, 21 de junho de 2016

ingleses? isso o que é? pressportugal entrevista varett

pressportugal:
como comenta a situação internacional, mais precisamente a "questão inglesa"?

varett:
acha-me com cara de comentador! eu sou apenas um fala mal de tudo. mas aqui vai, pois tenho um certo tempo antes da ida à praia, meu desporto preferido: os ingleses são uma raça...

press:
raça?

varett:
só existe, por enquanto, uma só raça humana como é sabido e "confirmado" antropologicamente. porém, como eu não aprecio os ingleses, designo-os de raça para os desprestigiar. os ingleses servem-se dos outros povos com menos experiência política. os chamados trouxas. os portugueses são trouxas porque serviram os ingleses umas vezes como lacaios outras como entreposto comercial dos seus interesses. os ingleses só conseguiram êxitos no continente europeu ocupando portugal e dispondo deste a seu bel-prazer. todos os outros povos correram com eles e deram-lhes luta feroz. até os dinamarqueses os invadiram. paparam as suas fêmeas e os governaram. os vikings tinham muito tesão!

press:
não foi o que lhe perguntei!

varett:
você acha que eu sou um criado dos ingleses? eu só respondo o que me interessa. se lhe convém, muito bem. senão deixe-me em paz que tenho de descansar um pouco mais antes de ir à praia. compreendeu ou quer acabar por aqui?

press:
ok, faça o obséquio!

varett:
bom, aos longo dos anos, esses cabrões aprenderam como ninguém uma atividade a que se costuma dar o nome de diplomacia. é com ela que têm enrabado todos os povos que com eles lidam. menos, claro, com os alemães dos anos quarenta que os iam transformando em cachorros quentes muito antes das carrinhas que os vendem nas ruas terem sido inventadas. neste momento, salvaguardando as diferenças, os ingleses estão perante um fato parecido com o que se passou na europa da segunda guerra. isto é, a alemanha tinha tomado e dominado a europa ocidental e mais uns milhares de quilómetros além danúbio. a europa germânica (tal qual como hoje é, mas sem peça de canhão) crescia a olhos vistos e a inglaterra ou lá como aquela porra se chama a si própria de reino unido só andava aos papéis. a europa estava "pacificada" pelos hitlerianos e isso significava paz e lucro. só uma guerra daria à economia inglesa um balão de oxigénio. receberam um tal coronel de gaulle e fizeram dele porta-voz da frança livre. este dirigia a guerra contra a alemanha numa rádio aquecida no inverno e arejada no verão. 

press:
o senhor não vai contar a história da segunda guerra? já basta vermos aquela excelente série que dá pelo nome de uma aldeia francesa...

(varett, começa a rir alto e quase a gritar)

varett:
eh pá, meia dúzia de tarecos a discutirem como é que iam fazer frente e derrotar  o mais poderoso exército do mundo, na altura. ah, ah! a alemanha venceu a frança numa semana. e depois os alemães paparam todas as francesas que queriam comer um paté de foie e cujos maridos não conseguiam arranjá-lo no mercado negro. que  delicioso produto! eu só repito o que vejo na "aldeia francesa".  só quem se lixou foram os judeus que foram assassinados por alemães e franceses. misérias deste mundo! 

press:
estou perdido!

varett:
está como os ingleses perante a europa comunitária. esses bifes de merda (li o joão magueijo e gostei) julgavam que iam mamar os dinheiros da união. foderam-se porque tiveram de desembolsar mais do que receberam. e como são chulos já estão a querer saltar barco fora. já não têm os estados unidos a ajudá-los na destruição da europa alemã e a pô-los novamente a chupar tudo e todos. esses filhos de puta - que só criam carneiros - passam a vida a beber os nossos melhores vinhos e a comer a nossa melhor carne de bovino, etc. e para lhes limpar o cu aceitam portugueses que se encontram desempregados e que não têm futuro à vista. isto é, teriam se não fossem vítimas de quadrilhas que se instalaram em todos os organismos do estado. portugal ou foi governado por ingleses ou por quadrilheiros. aqueles filhos de uma cadela depois de os estados unidos terem vencido os alemães deixaram que o regime ditatorial de salazar permanecesse no poder para melhor nos governarem. explico: os ingleses têm experiência do regime democrático mas dão-se muito bem com regimes fascistas pois estes servem os seus interesses. é que as ditaduras mantêm a paz à custa da repressão. esta paz faz com que consigam chupar nas calmas as riquezas e o trabalho de povos como o nosso. caminhos de ferro, companhia de telefone, matérias-primas das nossas colónias, era tudo deles. 

press:
eu queria era saber dos tempos de hoje!

varett:
cale-se e deixe-me tergiversar!

press:
o senhor parece o outro!
(riram-se muito e durante o tempo de uma benção papal)

varett:
a inglaterra, ou melhor, os comerciantes ingleses querem ficar livres desta europa para se unirem com  os estados unidos.

press:
com os estados unidos?

varett:
a união europa-germânica representa um mercado de 600 milhões de consumidores. a inglaterra está aos papeis neste mercado e os estados unidos precisam de novos mercados. há muito que pouco ou nada petiscam por cá. este é de novo um mundo germânico. a única coisa que de cá levaram foi o apoio político nas invasões que fizeram para dominar os territórios produtores de petróleo. só destruindo o poder  económico alemão é que poderão conquistar de novo a europa com os seus minis e casamentos reais, ah e a "city" das golpadas financeiras. os ingleses perderam em toda a linha nas novas e atuais  necessidades consumistas. só uma guerra contra a alemanha os poderá salvar. hoje, a inglaterra tem pouco poder em portugal mesmo com aquela merda do tratado de windsor a lembrar durante séculos o quanto lhe devemos. aqueles bebedolas puseram-nos de costas contra a espanha, contra a frança, contra a alemanha e não contentes com isso ainda nos governaram durante séculos. meteram na nossa cabeça que tínhamos sido nós a ganhar aljubarrota para que a independência daí derivada servisse os seus intentos de expansão. depois empurraram-nos para ceuta com aquela trupe dos filhos de filipa de lencastre que eram conhecidos por ingleses. no século XVIII e princípios do XIX eram eles que nos dirigiam politico e militarmente. deram-se ao luxo de enforcar portugueses que se queriam ver livres deles. porra, quando tudo apontava para nos vermos livres deles ameaçaram-nos com invasões e isto quando quisemos ligar o território entre angola e moçambique. mandaram-nos um ultimato! oh seus filhos de puta! só que desta vez eles não nos servem de grande coisa nem como amigos nem como inimigos. nós, os trouxas dos portugueses, já percebemos que também podemos ser gente. e só voltados para a espanha ou união europeia é que conseguiremos sobreviver. os ingleses sempre nos deixaram com uma cana verde nas mãos que  não serve para nada nem para meter no cu das bifas que se passeiam nas terras algarvias na esperança de serem montadas pelos profissionais magriços. 

press:
como classifica o papel de rebelo de sousa neste cenário?

varett:
 nunca apreciei o presidente enquanto comentarista. mas como presidente da república devo dizer o seguinte: de fato a ideia de unir os portugueses mesmo em termos de afeto traz consigo um princípio de identidade inquestionável. é que estivemos durante muito tempo perdidos quanto a identidade. o 25 de abril destruiu oito séculos de historieta própria. foi-se o identitário nacional e em substituição impuseram-nos o clubismo partidário. a elite que nos governou dividiu-nos para seu proveito. marcelo está a transformá-los - com a sua permanente hiperatividade - em competentes funcionários públicos. antónio costa dá uma ajuda neste aspeto. para já é o que precisamos.

press:
para terminar: e o problema da caixa?

varett:
tem o mesmo problema que eu tenho?

press:
não entendi!

varett:
você é estúpido ou nunca ouviu a sentença da minha avó?

press:
não conheci a sua avó! diga lá!

varett:
onde há dinheiro há ladrão!

press:
minha nossa!

varett:
qual minha nossa qual quê! dirija as suas preces para carlos alexandre!

press:
meu nosso, agora é que vão todos dentro!

(segue-se uma espécie de peça de teatro popular)


(o grande juiz encontra-se sentado numa secretária atafulhada de pilhas de papel. centenas de dossiers acham-se encostados às quatro paredes do quarto. uma janela, ainda não consumida pela montanha  de processos, deixa passar a luz do sol através de vidros à prova de bala. debaixo do rabo do magistrado está um exemplar do correio da manhã que apresenta na primeira página uma foto enrodilhada de um ex-político acabadinho de sair da cadeia. está muito calor. é verão nacional. carlos, o super, encontra-se em mangas de camisa. sua tanto como quando leva a virgem aos ombros na sua aldeia natal. é fã de deus e de sua amantíssima mãe. um cinzeiro vazio de beatas acolhe uma borracha. não fuma nem bebe. não é de praias e se alguma vez vai molhar os pés fá-lo sempre com um chapéu de chuva, herança do avô materno, que o defende dos ultra (violetas).

super juiz:
saraiva! ó saraiva!

saraiva:
(nome escolhido à sorte)
sim meretíssimo!

super juiz:
falta-me aqui uma folha com o número 34.888 do processo "avia-te na caixa". rápido que a quero aqui quanto antes!

saraiva:
esse processo já cá não se encontra!

super juiz:
o quê! onde é que para?

saraiva:
na torre do tombo, excelência!

(continua)







ingleses? isso o que é? pressportugal entrevista varett

pressportugal:
como comenta a situação internacional, mais precisamente a "questão inglesa"?

varett:
acha-me com cara de comentador! eu sou apenas um fala mal de tudo. mas aqui vai, pois tenho um certo tempo antes da ida à praia, meu desporto preferido: os ingleses são uma raça...

press:
raça?

varett:
só existe, por enquanto, uma só raça humana como é sabido e "confirmado" antropologicamente. porém, como eu não aprecio os ingleses, designo-os de raça para os desprestigiar. os ingleses servem-se dos outros povos com menos experiência política. os chamados trouxas. os portugueses são trouxas porque serviram os ingleses umas vezes como lacaios outras como entreposto comercial dos seus interesses. os ingleses só conseguiram êxitos no continente europeu ocupando portugal e dispondo deste a seu bel-prazer. todos os outros povos correram com eles e deram-lhes luta feroz. até os dinamarqueses os invadiram. paparam as suas fêmeas e os governaram. os vikings tinham muito tesão!

press:
não foi o que lhe perguntei!

varett:
você acha que eu sou um criado dos ingleses? eu só respondo o que me interessa. se lhe convém, muito bem. senão deixe-me em paz que tenho de descansar um pouco mais antes de ir à praia. compreendeu ou quer acabar por aqui?

press:
ok, faça o obséquio!

varett:
bom, aos longo dos anos, esses cabrões aprenderam como ninguém uma atividade a que se costuma dar o nome de diplomacia. é com ela que têm enrabado todos os povos que com eles lidam. menos, claro, com os alemães dos anos quarenta que os iam transformando em cachorros quentes muito antes das carrinhas que os vendem nas ruas terem sido inventadas. neste momento, salvaguardando as diferenças, os ingleses estão perante um fato parecido com o que se passou na europa da segunda guerra. isto é, a alemanha tinha tomado e dominado a europa ocidental e mais uns milhares de quilómetros além danúbio. a europa germânica (tal qual como hoje é, mas sem peça de canhão) crescia a olhos vistos e a inglaterra ou lá como aquela porra se chama a si própria de reino unido só andava aos papéis. a europa estava "pacificada" pelos hitlerianos e isso significava paz e lucro. só uma guerra daria à economia inglesa um balão de oxigénio. receberam um tal coronel de gaulle e fizeram dele porta-voz da frança livre. este dirigia a guerra contra a alemanha numa rádio aquecida no inverno e arejada no verão. 

press:
o senhor não vai contar a história da segunda guerra? já basta vermos aquela excelente série que dá pelo nome de uma aldeia francesa...

(varett, começa a rir alto e quase a gritar)

varett:
eh pá, meia dúzia de tarecos a discutirem como é que iam fazer frente e derrotar  o mais poderoso exército do mundo, na altura. ah, ah! a alemanha venceu a frança numa semana. e depois os alemães paparam todas as francesas que queriam comer um paté de foie e cujos maridos não conseguiam arranjá-lo no mercado negro. que  delicioso produto! eu só repito o que vejo na "aldeia francesa".  só quem se lixou foram os judeus que foram assassinados por alemães e franceses. misérias deste mundo! 

press:
estou perdido!

varett:
está como os ingleses perante a europa comunitária. esses bifes de merda (li o joão magueijo e gostei) julgavam que iam mamar os dinheiros da união. foderam-se porque tiveram de desembolsar mais do que receberam. e como são chulos já estão a querer saltar barco fora. já não têm os estados unidos a ajudá-los na destruição da europa alemã e a pô-los novamente a chupar tudo e todos. esses filhos de puta - que só criam carneiros - passam a vida a beber os nossos melhores vinhos e a comer a nossa melhor carne de bovino, etc. e para lhes limpar o cu aceitam portugueses que se encontram desempregados e que não têm futuro à vista. isto é, teriam se não fossem vítimas de quadrilhas que se instalaram em todos os organismos do estado. portugal ou foi governado por ingleses ou por quadrilheiros. aqueles filhos de uma cadela depois de os estados unidos terem vencido os alemães deixaram que o regime ditatorial de salazar permanecesse no poder para melhor nos governarem. explico: os ingleses têm experiência do regime democrático mas dão-se muito bem com regimes fascistas pois estes servem os seus interesses. é que as ditaduras mantêm a paz à custa da repressão. esta paz faz com que consigam chupar nas calmas as riquezas e o trabalho de povos como o nosso. caminhos de ferro, companhia de telefone, matérias-primas das nossas colónias, era tudo deles. 

press:
eu queria era saber dos tempos de hoje!

varett:
cale-se e deixe-me tergiversar!

press:
o senhor parece o outro!
(riram-se muito e durante o tempo de uma benção papal)

varett:
a inglaterra, ou melhor, os comerciantes ingleses querem ficar livres desta europa para se unirem com  os estados unidos.

press:
com os estados unidos?

varett:
a união europa-germânica representa um mercado de 600 milhões de consumidores. a inglaterra está aos papeis neste mercado e os estados unidos precisam de novos mercados. há muito que pouco ou nada petiscam por cá. este é de novo um mundo germânico. a única coisa que de cá levaram foi o apoio político nas invasões que fizeram para dominar os territórios produtores de petróleo. só destruindo o poder  económico alemão é que poderão conquistar de novo a europa com os seus minis e casamentos reais. os ingleses perderam em toda a linha das novas e atuais  necessidades consumistas. só uma guerra contra a alemanha os poderão salvar. hoje, a inglaterra tem pouco poder em portugal mesmo com aquela merda do tratado de windsor a lembrar o quanto lhe devemos. aqueles bebedolas puseram-nos de costas contra a espanha, contra a frança, contra a alemanha e não contentes com isso ainda nos governaram durante séculos. meteram na nossa cabeça que tínhamos sido nós a ganhar aljubarrota para que a independência daí derivada servisse os seus intentos de expansão. depois empurraram-nos para ceuta com aquela trupe dos filhos de filipa de lencastre que eram conhecidos por ingleses. no século XVIII e princípios do XIX eram eles que nos dirigiam politico e militarmente. deram-se ao luxo de enforcar portugueses que se queriam ver livres deles. porra, quando tudo apontava para nos vermos livres deles ameaçaram-nos com invasões quando quisemos ligar o território entre angola e moçambique. mandaram-nos um ultimato! oh seus filhos de puta! só que desta vez eles não nos servem de grande coisa nem como amigos nem como inimigos. nós, os trouxas dos portugueses, já percebemos que também podemos ser gente. e só voltados para a espanha ou união europeia é que conseguiremos sobreviver. os ingleses sempre nos deixaram com uma cana verde nas mãos que  não serve para nada nem para meter no cu das bifas que se passeiam nas terras algarvias na esperança de serem montadas pelos profissionais magriços. 

press:
como classifica o papel de rebelo de sousa neste cenário?

varett:
 nunca apreciei o presidente enquanto comentarista. mas como presidente da república devo dizer o seguinte: de fato a ideia de unir os portugueses mesmo em termos de afeto traz consigo um princípio de identidade inquestionável. é que estivemos durante muito tempo perdidos quanto a identidade. o 25 de abril destruiu oito séculos de historieta própria. foi-se o identitário nacional e em substituição impuseram-nos o clubismo partidário. a elite que nos governou dividiu-nos para seu proveito. marcelo está a transformá-los - com a sua permanente hiperatividade - em competentes funcionários públicos. antónio costa dá uma ajuda neste aspeto. para já é o que precisamos.

press:
para terminar: e o problema da caixa?

varett:
tem o mesmo problema que eu tenho?

press:
não entendi!

varett:
você é estúpido ou nunca ouviu a sentença da minha avó?

press:
não conheci a sua avó! diga lá!

varett:
onde há dinheiro há ladrão!

press:
minha nossa!

varett:
qual minha nossa qual quê! dirija as suas preces para carlos alexandre!

press:
meu nosso, agora é que vão todos dentro!

(uma espécie de peça de teatro popular)


(o grande juiz encontra-se sentado numa secretária atafulhada de pilhas de papel. centenas de dossiers acham-se encostados às quatro paredes do quarto. uma janela, ainda não consumida pela montanha  de processos, deixa passar a luz do sol através de vidros à prova de bala. debaixo do rabo do magistrado está um exemplar do correio da manhã que apresenta na primeira página uma foto enrodilhada de um ex-político acabadinho de sair da cadeia. está muito calor. é verão nacional. carlos, o super, encontra-se em mangas de camisa. sua tanto como quando leva a virgem aos ombros na sua aldeia natal. é fã de deus e de sua amantíssima mãe. um cinzeiro vazio de beatas acolhe uma borracha. não fuma nem bebe. não é de praias e se alguma vez vai molhar os pés fá-lo sempre com um chapéu de chuva, herança do avô materno, que o defende dos ultra - violetas - )

super juiz:
saraiva! ó saraiva!

saraiva:
(nome escolhido à sorte)
sim meretíssimo!

super juiz:
falta-me aqui uma folha com o número 34.888 do processo "avia-te na caixa". rápido que a quero aqui quanto antes!

saraiva:
esse processo já cá não se encontra!

super juiz:
o quê! onde é que para?

saraiva:
na torre do tombo, excelência!

(continua)







segunda-feira, 20 de junho de 2016

a caixa da democracia num dia de fibados

todas as democracias  do tipo ocidental são contempladas com um cacho de chupistas ao longo de todo o tempo em que aquelas se formam. são como o bolor do pão muitos dias depois de ter saído do forno. o bolor tem utilidade assim como  o cacho de chupistas. o primeiro serviu a farmacologia. quanto ao segundo temos a considerar o melhoramento dos serviços judiciais. isto é, a nossa polícia judiciária ficou mais apta e qualificada a servir um novo regime que se imponha no sentido de serviço público. só que este regime tarda a aparecer. a culpa é de quem? do dinheiro que ainda anda por cá. só quando este acabar, sim, iremos mudar o rumo da história. esse cacho de chupistas infiltrou-se em tudo que é estado. eles dominam as polícias, os tribunais, os hospitais, o sistema tributário (onde sacam ao povo tudo o que é passível de criar riqueza que distribuem como bem entendem). por exemplo, quando o sistema educativo deixou de contribuir para a riqueza dos cachistas eles tentaram destruí-lo. tudo que não os alimente é para ser substituído. são poderosos ao ponto de terem colocado forças de repressão ao seu serviço. ninguém os consegue abater. eles representam um certo tipo modernizado de feudalismo que durante séculos chupou os povos que amanhavam as terras para seu proveito palaciano. a caixa está na sua mira porque os alemães querem-na mais limpa. é por isso que a vão transformar. em quê? depois de lá sacarem "o seu" havemos de ler nos jornais ou ouvir nos telejornais o quanto marfaram. 
varett

domingo, 12 de junho de 2016

que literatura de esquerda, de direita e universal?

se eça fosse nos dias de hoje um escritor vivo, como seria considerado? um reacionário de direita!  quem está por aí a catalogar o que escreve este ou aquele? uma verdadeira célula profissionalizada que se diz de esquerda e que para ela só existe uma literatura e é a de uma certa esquerda. a par desta claque de capela existe ainda um certo grupo de intelectuais que domina a entrega de prémios pecuniários a este ou aquele do seu conhecimento e intimidade. mas, porque, por exemplo, eça de queiroz é, hoje, lido, relido e falado?   bem, eça já não pode opinar direta e politicamente. está morto há muito. já não belisca nem incomoda os que comem à custa da política e da pia cultural. não os pode  denunciar!  a cultura nacional é chafurdante e tem os seus homens de mão na comunicação social. esta promove e despromove quem muito bem entende. um único escritor que até chegou a ser catapultado para o nobel, o nosso saramago, homem de leve  cultura, mas sagaz vigia e olheiro de mentalidades, é produto mediático de uma luta entre  ideologias. a direita , quando no poder, promove sem querer figuras de segundo plano. estas florescem como papoilas . o que veio do tempo em que o salazarismo as proibia não serve senão de introito a obras maiores. tiveram valor enquanto obreiros de abertura intelectual em períodos em que até o pensamento livre era passível de criminalização; mas não passaram disso. em liberdade liofilizaram-se. a edição de pretensas  grandes obras  literárias em portugal levanta muita suspeição de qualidade. na área do romance a coisa cheira mal. pessoalmente não vejo algo merecedor de atenção para além de miguel sousa tavares. temos galinhas, porquinhos e muita simpatia caritativa dirigida ao escritor (de certa esquerda) com raízes campesinas. há ainda intelectuais nacionais  que escrevem montanhas de palavras, nos fins de semana, que ajuntam depois em romance. melhor, julgam ser romance. a nossa literatura atravessa uma crise só comparável a um crash bolsista. calma! calma! há mais atividades para além de se escrever um livro! por exemplo, ler com critério mas fuja-se a conselheiros mediáticos acoplados a editoras, perdão, imprimidoras. 
varett
ps: literatura universal? bem, isso é com a academia sueca. ela é que sabe  quando escolhe politicamente os seus laureados ou a laurear . 

domingo, 29 de maio de 2016

antónio costa e o "vamos a penaltis" e que a sorte nos acompanhe...

tap? cinquenta-cinquenta! contratos (privados) de associação? fifty-fifty! estivadores-greve-geral-parcial-e-às-mijinhas? meio por meio! se a vitória do psd foi conquistada no terreno, já o resultado na secretaria foi diferente. costa e o seu ps empataram naquela e o desempate foi feito com o voto de qualidade dos partidos ditos "mais à esquerda". quer dizer, por palavras simples, antónio anda com o fio da navalha entre pernas que tanto dá para um lado como para o outro. o pior é se cai! ai que dores! nas barbas da velha esquerda e com o seu "agrément" tácito, o velho portugal (um país que esteve longos anos quase independente) entra de cabeça na ideologia económica imposta pelos estados unidos da américa após a derrota dos alemães em 1945. ideologia económica? se é uma baboseira, que se lixe, todos temos o direito de ter o seu dia de sorte. é quase um oximoro (fui ver no dicionário. que isto de utilizar sempre as mesmas palavras torna o texto monótono. oximoro? será?). berra o psd e o seu chefe incontestado, na imposta derrota, que o ps e parceria política estão a esbanjar o que eles pouparam. quer dizer, espoliaram à malta. sim, o psd pagou algum da dívida gangrenosa com a destruição de uma classe que se estava a guindar ao grau mais sintético da classe média tradicional. isto é, uma espécie de empresariado escanchado nos partidos e que à custa de comparticipações meio lícitas conseguiu meter a mão nos dinheiros públicos e através da safadeza de concursos adjudicatários. a arrastar a esta décalage, quero dizer desfasamento. porra isto é que é respeitar o "acordo"! ia a dizer, desfasados com o emprego estão milhares de cidadãos luso-europeus. ah, mas temos o banco alimentar contra a fome... para quê? para empatar, claro! haverá uma diferença entre este governo costa-ps e o do sócrates-ps? sim, e creio que estão empatados. vejamos: sócrates tinha um sonho para portugal que era à custa de um indeterminado fiado e a prestações (haveríamos de pagar o que nos pedissem mas devagar, que isto de dívidas de estado não são para se pagar, é para se ir pagando _ sócrates abusava muito de endorreia discursiva). ora, sócrates tinha o nosso futuro bem interpretado, pois sabia que este povo é poucachinho. novos aeroportos, comboios de alta velocidade para o centro da europa, parque escolar para arejar estes crânios liofilizados, etc. com uma mina que se chama turismo - uma ligação aos ricos europeus que chupam todo o ano com frio, gelo e ursos quando não estão a trabalhar para produzir muito - era ouro sobre azul. chumbaram sócrates e adiaram por mais dois séculos o emparelhamento com a madeira turística, por exemplo. estes cara-de-cu ainda não perceberam que temos de continuar a  criar infraestruturas para chupar dinheiro aos camones oferecendo-lhes sol, praia, bom peixe e prostituição higiénica que é só o que temos para os cativar e papar-lhes o cacau. e diga-se que é bom demais. dá para viver e calar! ah, e ainda matar a fome e apresentar períodos de subida de índices de emprego. que isto de trabalhar todo o ano é para os malucos lá do norte. eles têm gelo e nós sol. ah, querido portugal! onde é que eu já ia? e não fui aluno de nemésio! foderam sócrates e foderam-nos. bem, e antónio costa-ps, como é que vai ser? estando de mãos atadas com projetos para portugal no futuro só resta distribuir a riqueza roubada ao poveco e que caiu em certas mãos. tirá-la  por meios legais tão legais como eles o fizeram. se no tempo do salazar-cerejeira portugal era pertença de 60 famílias, neste momento estamos nas mãos de muito menos famílias. mas estas todas estrangeiras. ambas exploravam e exploram  o povo de uma forma que parecia os espanhóis a negociar com os ameríndios no tempo do cortez. é verdade (digo eu) o socratismo político-económico tinha-nos safado. mas sócrates está à pega com a justiça! mas querem prender metade do país? ah, era ela por ela... o que é que era melhor, estarmos a passear de carro novo para a praia sem ainda termos pago a primeira prestação ou estarmos de sacho na mão a dois euros à hora e a obedecer a um capataz a falar alemão? vamos a penaltis. dois ps. o de sócrates e o de costa. mitimichochelátomaládácá. e o sacana do sol que teima estar em aparece agora para logo desaparecer. é um toma lá dá cá. que raio de empate!
varett

quinta-feira, 26 de maio de 2016

a igreja não só tem raízes territoriais como conseguiu infiltrar-se e permanecer nos circuitos neuronais da maioria da população portuguesa...

um nome sonante que representou no passado uma guerra  sem quartel contra a igreja dava pelo nome de afonso costa. resultado da humilhação a que sujeitou bispos, freiras, padres e crentes? o reforço da igreja de roma assente desde sempre entre nós, e tão "necessária" como pão para a boca para a maioria dos crânios lusitanos. nada a fazer. o povo tem inclinações pagãs e há que "respeitar" isso. isto é, fornecer-lhe do que precisa ou fizeram crer que precisa. passados mais de cem anos, um outro costa, neste caso antónio, viu-se como primeiro-ministro a ter que tratar um ataque indireto à dita igreja de roma e nossa também, organizado por um moço que se fez eleger ministro da educação. costa não deve estar associado a cem por cento a este combate, creio eu. a escola pública deve estar em primeiro lugar. a privada que se desenrasque pois isso não faz parte de um estado republicano e laico. bocas infantis. não somos um estado republicano nem laico. vou explicar porque isso de cabeças duras é coito cerebral dos portugueses. não falo das exceções porque as desconheço. devem ter emigrado. bem, em vez de estado republicano deve dizer-se estado partidário de tendências não monárquicas. em relação a estado laico, olhai senhores para o céu que há muito burro a querer negar o que é evidente. a igreja de roma, meus senhores, exceção ao tempo do liberalismo e primeira república é portugal. em portugal até os ateus são católicos. digo eu no meu fraco entender. vou encurtar esta conversa de chacha ao enviar o ensino privado para o seu espaço, como compete a um estado não laico. o moço-ministro mais não está a fazer do que impor a constituição portuguesa ou carta europeia (como se diz dela nos corredores da comunidade pelas costas dos nossos representantes) na área do ensino. é ingénuo como qualquer seguidor ideológico sem experiência no mundo da política. e porquê? porque a igreja está por detrás de todo o ensino privado. e se alguma unidade se apresentar a ela desligada vejam bem os seus laços ocultos para onde vão parar. historicamente a "escola" nasce por mérito da igreja. e daí para cá? os seus renegados resolveram dar uma de dissidentes e foram tentar criar outra por aí. é através de atos beneméritos que a igreja enche o papo. ela faz caridade à custa do que recebe dos fiéis e de todos que queiram salvar a alma no seu reino. o seu reino? sim uma bela invenção que dá lucro do grande. tanto assim é que até tem banco para arrumar projetos de fé e caridade. dólares, euros, enfim, a fé é que nos salva. só na ajuda que recebe do estado na "pequena" área que cobre creches, infantários, pré-primária, ciclos e universidades, aquela piedosa instituição arrecada qualquer coisa como metade dos juros da dívida pública. credo! ora, mexer com o dito "ensino privado" é mexer na pia batismal, perdão, caixa das esmolas que serve para fazer outras esmolas. eu dou razão à igreja. isso não se faz. o seu ensino é criterioso e evangélico. tem qualidade? penso que sim dentro de um certo prisma é melhor do que o ensino público. em certa medida, por ser elitista é de fato melhor. em percentagem, claro. o ensino público ainda não encontrou o seu verdadeiro objetivo. não se compreende o que pretendem os seus mentores ao enfiar na cabeça de uma juventude toda a trampa proveniente das visões político-partidárias da esquerda e da direita. os professores integrados no ensino público são mestres de sebenta. preparam cabeças para funcionar de uma certa maneira e descuram a formação do ser português social e crítico. aqui sim, poderíamos mudar este sistema viciado pelas clientelas da igreja e da política. que são as duas maiores desgraças desde a falsamente chamada formação da nacionalidade. a igreja quando sair zangada e armada do seu coito divinal cai o governo e costa assinará juntamente com o velho afonso - também costa - o fim de mais uma tentativa de  deslocar do erário público para os altares a milenária instituição que é aí de onde não devia ter saído.

varett

ps - com certeza que o texto é tão confuso como são confusas as intenções dos que pretendem fazer guerra contra os seus inimigos  vencidos em eleições. se amanhã outra fação se alcandorar na caixa do erário público havemos de assistir a uma política contrária à atual. a discussão sobre o sistema educativo nunca pode estar prisioneira da guerra entre público e privado sem se saber se se aposta na evolução do ser português  ou na continuidade da sua repelente e histórica menoridade. um sistema educativo é um ato global. é para todo o povo!