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domingo, 29 de maio de 2016

antónio costa e o "vamos a penaltis" e que a sorte nos acompanhe...

tap? cinquenta-cinquenta! contratos (privados) de associação? fifty-fifty! estivadores-greve-geral-parcial-e-às-mijinhas? meio por meio! se a vitória do psd foi conquistada no terreno, já o resultado na secretaria foi diferente. costa e o seu ps empataram naquela e o desempate foi feito com o voto de qualidade dos partidos ditos "mais à esquerda". quer dizer, por palavras simples, antónio anda com o fio da navalha entre pernas que tanto dá para um lado como para o outro. o pior é se cai! ai que dores! nas barbas da velha esquerda e com o seu "agrément" tácito, o velho portugal (um país que esteve longos anos quase independente) entra de cabeça na ideologia económica imposta pelos estados unidos da américa após a derrota dos alemães em 1945. ideologia económica? se é uma baboseira, que se lixe, todos temos o direito de ter o seu dia de sorte. é quase um oximoro (fui ver no dicionário. que isto de utilizar sempre as mesmas palavras torna o texto monótono. oximoro? será?). berra o psd e o seu chefe incontestado, na imposta derrota, que o ps e parceria política estão a esbanjar o que eles pouparam. quer dizer, espoliaram à malta. sim, o psd pagou algum da dívida gangrenosa com a destruição de uma classe que se estava a guindar ao grau mais sintético da classe média tradicional. isto é, uma espécie de empresariado escanchado nos partidos e que à custa de comparticipações meio lícitas conseguiu meter a mão nos dinheiros públicos e através da safadeza de concursos adjudicatários. a arrastar a esta décalage, quero dizer desfasamento. porra isto é que é respeitar o "acordo"! ia a dizer, desfasados com o emprego estão milhares de cidadãos luso-europeus. ah, mas temos o banco alimentar contra a fome... para quê? para empatar, claro! haverá uma diferença entre este governo costa-ps e o do sócrates-ps? sim, e creio que estão empatados. vejamos: sócrates tinha um sonho para portugal que era à custa de um indeterminado fiado e a prestações (haveríamos de pagar o que nos pedissem mas devagar, que isto de dívidas de estado não são para se pagar, é para se ir pagando _ sócrates abusava muito de endorreia discursiva). ora, sócrates tinha o nosso futuro bem interpretado, pois sabia que este povo é poucachinho. novos aeroportos, comboios de alta velocidade para o centro da europa, parque escolar para arejar estes crânios liofilizados, etc. com uma mina que se chama turismo - uma ligação aos ricos europeus que chupam todo o ano com frio, gelo e ursos quando não estão a trabalhar para produzir muito - era ouro sobre azul. chumbaram sócrates e adiaram por mais dois séculos o emparelhamento com a madeira turística, por exemplo. estes cara-de-cu ainda não perceberam que temos de continuar a  criar infraestruturas para chupar dinheiro aos camones oferecendo-lhes sol, praia, bom peixe e prostituição higiénica que é só o que temos para os cativar e papar-lhes o cacau. e diga-se que é bom demais. dá para viver e calar! ah, e ainda matar a fome e apresentar períodos de subida de índices de emprego. que isto de trabalhar todo o ano é para os malucos lá do norte. eles têm gelo e nós sol. ah, querido portugal! onde é que eu já ia? e não fui aluno de nemésio! foderam sócrates e foderam-nos. bem, e antónio costa-ps, como é que vai ser? estando de mãos atadas com projetos para portugal no futuro só resta distribuir a riqueza roubada ao poveco e que caiu em certas mãos. tirá-la  por meios legais tão legais como eles o fizeram. se no tempo do salazar-cerejeira portugal era pertença de 60 famílias, neste momento estamos nas mãos de muito menos famílias. mas estas todas estrangeiras. ambas exploravam e exploram  o povo de uma forma que parecia os espanhóis a negociar com os ameríndios no tempo do cortez. é verdade (digo eu) o socratismo político-económico tinha-nos safado. mas sócrates está à pega com a justiça! mas querem prender metade do país? ah, era ela por ela... o que é que era melhor, estarmos a passear de carro novo para a praia sem ainda termos pago a primeira prestação ou estarmos de sacho na mão a dois euros à hora e a obedecer a um capataz a falar alemão? vamos a penaltis. dois ps. o de sócrates e o de costa. mitimichochelátomaládácá. e o sacana do sol que teima estar em aparece agora para logo desaparecer. é um toma lá dá cá. que raio de empate!
varett

quinta-feira, 26 de maio de 2016

a igreja não só tem raízes territoriais como conseguiu infiltrar-se e permanecer nos circuitos neuronais da maioria da população portuguesa...

um nome sonante que representou no passado uma guerra  sem quartel contra a igreja dava pelo nome de afonso costa. resultado da humilhação a que sujeitou bispos, freiras, padres e crentes? o reforço da igreja de roma assente desde sempre entre nós, e tão "necessária" como pão para a boca para a maioria dos crânios lusitanos. nada a fazer. o povo tem inclinações pagãs e há que "respeitar" isso. isto é, fornecer-lhe do que precisa ou fizeram crer que precisa. passados mais de cem anos, um outro costa, neste caso antónio, viu-se como primeiro-ministro a ter que tratar um ataque indireto à dita igreja de roma e nossa também, organizado por um moço que se fez eleger ministro da educação. costa não deve estar associado a cem por cento a este combate, creio eu. a escola pública deve estar em primeiro lugar. a privada que se desenrasque pois isso não faz parte de um estado republicano e laico. bocas infantis. não somos um estado republicano nem laico. vou explicar porque isso de cabeças duras é coito cerebral dos portugueses. não falo das exceções porque as desconheço. devem ter emigrado. bem, em vez de estado republicano deve dizer-se estado partidário de tendências não monárquicas. em relação a estado laico, olhai senhores para o céu que há muito burro a querer negar o que é evidente. a igreja de roma, meus senhores, exceção ao tempo do liberalismo e primeira república é portugal. em portugal até os ateus são católicos. digo eu no meu fraco entender. vou encurtar esta conversa de chacha ao enviar o ensino privado para o seu espaço, como compete a um estado não laico. o moço-ministro mais não está a fazer do que impor a constituição portuguesa ou carta europeia (como se diz dela nos corredores da comunidade pelas costas dos nossos representantes) na área do ensino. é ingénuo como qualquer seguidor ideológico sem experiência no mundo da política. e porquê? porque a igreja está por detrás de todo o ensino privado. e se alguma unidade se apresentar a ela desligada vejam bem os seus laços ocultos para onde vão parar. historicamente a "escola" nasce por mérito da igreja. e daí para cá? os seus renegados resolveram dar uma de dissidentes e foram tentar criar outra por aí. é através de atos beneméritos que a igreja enche o papo. ela faz caridade à custa do que recebe dos fiéis e de todos que queiram salvar a alma no seu reino. o seu reino? sim uma bela invenção que dá lucro do grande. tanto assim é que até tem banco para arrumar projetos de fé e caridade. dólares, euros, enfim, a fé é que nos salva. só na ajuda que recebe do estado na "pequena" área que cobre creches, infantários, pré-primária, ciclos e universidades, aquela piedosa instituição arrecada qualquer coisa como metade dos juros da dívida pública. credo! ora, mexer com o dito "ensino privado" é mexer na pia batismal, perdão, caixa das esmolas que serve para fazer outras esmolas. eu dou razão à igreja. isso não se faz. o seu ensino é criterioso e evangélico. tem qualidade? penso que sim dentro de um certo prisma é melhor do que o ensino público. em certa medida, por ser elitista é de fato melhor. em percentagem, claro. o ensino público ainda não encontrou o seu verdadeiro objetivo. não se compreende o que pretendem os seus mentores ao enfiar na cabeça de uma juventude toda a trampa proveniente das visões político-partidárias da esquerda e da direita. os professores integrados no ensino público são mestres de sebenta. preparam cabeças para funcionar de uma certa maneira e descuram a formação do ser português social e crítico. aqui sim, poderíamos mudar este sistema viciado pelas clientelas da igreja e da política. que são as duas maiores desgraças desde a falsamente chamada formação da nacionalidade. a igreja quando sair zangada e armada do seu coito divinal cai o governo e costa assinará juntamente com o velho afonso - também costa - o fim de mais uma tentativa de  deslocar do erário público para os altares a milenária instituição que é aí de onde não devia ter saído.

varett

ps - com certeza que o texto é tão confuso como são confusas as intenções dos que pretendem fazer guerra contra os seus inimigos  vencidos em eleições. se amanhã outra fação se alcandorar na caixa do erário público havemos de assistir a uma política contrária à atual. a discussão sobre o sistema educativo nunca pode estar prisioneira da guerra entre público e privado sem se saber se se aposta na evolução do ser português  ou na continuidade da sua repelente e histórica menoridade. um sistema educativo é um ato global. é para todo o povo!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

jeremy corbyn quer ver toni blair no banco dos réus como genocida. por cá já estão os ratinhos em cumplicidade a saltar


na cabeça de jeremy corbyn está estabelecida a apresentação de uma queixa crime no tribunal internacional  de justiça de haia.  no caso, o crime contra a humanidade que se aplica à invasão do iraque, cuja  classificação é geralmente denominada por  genocídio. o êxito, a apresentação de queixa e futuro julgamento vai depender da saída do reino unido da união europeia. os trabalhistas da fação corbyn querem levar a tribunal bush, blair e cúmplices. entretanto, para impedir julgamento, o  presidente obama já está a dar uma forcinha para que os ingleses permaneçam na união europeia. é uma maneira subtil de tornar a união europeia cúmplice do crime contra a humanidade a que foi sujeito o iraque. e assim sendo, a europa comunitária não se iria julgar a si própria. no entretanto, cá por casa, já começaram os ratos a saltar só com o cheiro do afundamento do navio. tenham calma que ninguém os conhece "lá fora". "lá fora" onde as vítimas foram às centenas de milhar. mulheres, crianças e velhos morreram às mãos dos bons... e agora? os bons vão ter de responder pelos seus atos. a justiça por cá e por lá é lenta. não há que desanimar. é uma chatice, lá isso é de tanta lentidão mas que age lá isso age. se a invasão for considerada crime contra a humanidade, quem, hoje em dia, quer estar na pele dos amigos dos cúmplices? para já andam por aí (pela europa civilizada) milhões de seres humanos que escaparam às balas dos bons e dos maus  e que são o testemunho vivo de tanto crime. terminando: agora é só ouvir as desculpas esfarrapadas dos que feitos ratinhos querem subir aos altares dos justos. neste mundo europeu tudo são modas. que vai seguir-se à novela panamá-dinheiro-meu? lógico que será a detenção e julgamento dos possíveis culpados de genocídio. se o mr trump ganhar a presidência dos eua, é de prever que bush não venha a sentar-se no banco dos réus. do julgamento moral da história ninguém o livra. nem a ele nem aos cúmplices em tremeliques que agora querem sacudir a água do capote invocando ignorância das intenções do poderoso país que já tinha invadido, por exemplo, o texas mexicano integrado em 1835, a coreia, o vietname, granada, kweit, a alemanha nazi, 1890 chile e argentina para defender interesses americanos, 1891 haiti, 1893 hawai, 1894 nicarágua, 1895 china, panamá invadido "desde" 1895, 1910 filpinas, 1898 cuba, 1898 porto rico, 1898 ilha de guam, 1911 honduras, 1914 república dominicana, 1922 rússia onde foram derrotados, 1990 libéria, 1920 guatemala, cambodja em 1976, 1947 grécia,, 1989 ilhas virgens, o egito em 1958, líbano em 1958, somália em 1994, afeganistão em 2001. e a líbia? e os açores. para! para! salazar abriu as pernas na II guerra e não foi preciso invadir a ilha terceira muito zangados. foi tudo numa de aliados. beijinhos aqui outros acoli. é que se salazar não deixa o delano roosevelt meter a bem milhares de americanos em território nacional, muito nacional na altura, lá tínhamos que levar com os famosos marines por tudo que era buraco na altura. que os políticos portugueses não soubessem como os americanos atuam é desculpável. são poços de ignorância! ou serão poços de maldade?

terça-feira, 26 de abril de 2016

em diálogo, a prisão de marcelo caetano


(25 de abril. a cena passa-se no largo do carmo. a tarde já ia alta. uma companhia de soldados comandado pelo capitão maia estabeleceu-se em frente do portão do convento. uma multidão enlouquecida de felicidade grita bem alto palavras impercetíveis. o diálogo que se segue foi inventado por um suspeito  não autorizado.)

capitão maia (batendo à porta do convento):
- abra a porta, se faz favor! eu sou o capitão maia.

gnr-porteiro (desarmado e por detrás da porta):
- vou perguntar ao senhor presidente se posso abrir!

capitão:
- despache-se, homem!

gnr-porteiro:
- sim, meu capitão!

(o gorducho gnr-porteiro arfando sobe a escadaria que dá para a sala  onde marcelo caetano se encontra acompanhado por dois dos seus colaboradores que tremem das mãos como quando os alcoólicos acordam depois de um noite bem regada.)

gnr-porteiro (batendo à porta , entrando na sala e fazendo continência):
- senhor presidente, um capitão pede para se abrir o portão.

marcelo ( sentado e com ar distante)
- nada de abrir o portão! e diga a essa gentinha que desimpeça o largo.

(o gnr-porteiro dirige-se à parte de dentro do portão e começa a bater nele com os dedos. do outro lado do largo ouve-se a voz de um cabo miliciano a chamar o capitão.)

capitão (desgruda-se do povo e chega-se)
- afinal, abres ou não o portão?

gnr-porteiro (muito alto):
- o senhor presidente do conselho disse para não abrir e que o senhor desapareça do largo. olhe, que ele estava com cara de zangado.

capitão:
- ah, ele quer brincadeira! não sabe que tenho de voltar para santarém antes que anoiteça. (o capitão volta-se para a rapaziada e ordena que façam fogo contra a parede do convento.

(tratata-tratata-tratata. ouvem-se  gritos na parte de dentro do casarão. eram provenientes de seis guardas republicanos em quase idade de pré-reforma apoiados nas suas espingardas da primeira grande  guerra. com as rajadas marcelo levanta-se do sofá e dirige-se ao gnr-porteiro que apresenta sintomas de falta de ar.)

marcelo (muito senhor de si):
- guarda, deixe entrar o capitão sozinho e que ele venha falar comigo. tire-lhe a pistola se estiver armado.

gnr-porteiro (aflito):
- mas senhor presidente...

marcelo:
- nem mas nem meio mas.

(o guarda corre a abrir o portão, deixa passar o capitão que vem desarmado e se dirige para o cimo da escadaria onde o aguarda marcelo caetano, que entretanto lhe volta as costas e depois vai sentar-se num velho cadeirão.)

capitão (fazendo a continência dos militares)
- é para dizer a vossa excelência que está cercado por forças revoltosas, as quais querem que o senhor entregue o poder.

marcelo (pondo-se de pé)
- não entrego, não entrego, não entrego! ora essa! depois de tanto trabalho!

capitão.
- entrega a bem ou a mal?

marcelo (expelindo ar das bochechas):
- está bem, meu rapaz. para o poder não cair na rua entrego-o a um grande chefe.

capitão:
- vou ver o que posso fazer. talvez consiga trazer o general spínola.

marcelo:
-ah, o escritor!

capitão:
- senhor, não saia do seu lugar que vou num pé e volto noutro.

(cá fora a multidão grita slogans contra o fascismo e quando  o portão se abre, para deixar passar o capitão, entrou em euforia.)

capitão (de megafone):
- calma, calma! está tudo quase terminado! ele vai entregar-se. foi difícil mas conseguimos mais esta vitória. a demo... (o barulho à volta era ensurdecedor e o resto da palavra foi-se. em 1976, portugal  passou de um regime ditatorial para o regime democrático, não sem antes ter vivido no interregno por experiências malucas.)

e depois, e depois? perguntava a criança ao avô que presenciara a saída de marcelo caetano metido num carro de combate para que o povo não o comesse vivo. depois disse o avô: - fomos para casa jantar porque a tua avó zangava-se muito quando chegávamos tarde para comer. era muito rigorosa e não gostava  de esquentar a comida.




segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 de abril de 74 numa trindade ainda não explicada


porque razão a tenebrosa pide/dgs não fazia parte do programa do movimento das forças armadas?  a sede  só foi tomada quase 48 horas após o golpe militar do dia 25 de abril. a pide abriu fogo contra civis e militares por volta das 20-30 h desse dia só se rendendo no dia seguinte e após ter assassinado 5 pessoas e ter ferido cento e tal.
marcelo caetano rendeu-se às 19 horas do 25 de abril. isto é, uma hora e trinta minutos antes do assassinato de civis na rua antónio maria cardoso. parte do governo já se encontrava "prisioneiro". que mais havia a fazer senão cercar a sede  daquele símbolo tenebroso do estado novo e aprisionar os seus agentes? porque razão ficaram os pides de fora da ação dos militares revoltosos? não deviam ter sido eles os primeiros a serem presos devido ao que fizeram de mal a milhares de portugueses?
porque razão os presos políticos continuavam presos em caxias e os pides numa boa se o regime já tinha caído e os militares gabavam-se do fato?
porque razão horas depois de feito prisioneiro marcelo  em conjunto com o almirante thomaz, ex-presidente da república, e moreira batista , ex-ministro do interior , são libertados e metidos num avião que os leva para um hotel 5 estrelas na ilha da madeira? permanecem pouco tempo na pérola do atlântico, pois foram, de imediato, reenviados para o brasil, para o exílio. o único castigo  que foram sujeitos os responsáveis pelos crimes do estado novo  foi o fato de perderem os seus vencimentos... penso até que se eles fugissem pelo seu próprio pé teriam sofrido muito mais incómodos.  
portanto o governo fascista e a sua tenebrosa polícia eram como que uma espécie de convidados para a festa. isto é, se marcelo abre maneiroso as portas do convento a salgueiro maia e a pide não mata inocentes manifestantes, não tínhamos revolução! teríamos um passeio e marchas aceleradas. que chatice!
terceira questão: porque razão, após terem corrido para fora do país os responsáveis fascistas sem os julgarem pelos seus crimes,  os militares começaram a mandar prender às carradas os ricos e pessoas de posses? o senhor "capitão" de abril otelo confirmou numa entrevista ter  assinado mandados de captura a eito e em branco contra os capitalistas notórios. até as senhoras de boas famílias não escaparam  à sanha dos verdadeiros revolucionários. a senhoras nem com flores se bate. isso não é cavalheiresco! os burgueses que foram dentro só por serem ricos devem ter cá apanhado um grande cagaço. 
finalmente: (esta parte é fora deste trinitário interrogativo). só à 1 hora e 30 minutos do dia 26 é que o senhor general spínola leu um comunicado televisivo das forças armadas vitoriosas à população ainda acordada. na altura já não havia outras forças armadas. penso ter sido um exagero redundante. o que leu foi feito à pressa pois o general do binóculo só disse banalidades comparadas com o que a oposição verdadeira dizia no centro  republicano josé falcão sobre a liberdade e a guerra colonial. estas questões que aqui levanto parecem-me ser de importância histórica. é que já no tempo do estado novo se organizava a nossa história com coisas do arco da velha. melhor dizendo a nossa história assenta nuns dizeres distorcidos e é sempre "construída" e feita por quem detém o poder. do 25 de abril de 74 até hoje portugal mudou muito? sim mudou para melhor se considerarmos como os detentores do poder tratavam as classes desfavorecidas. vivíamos em ditadura e estávamos sempre com medo de abrir a boca não fôssemos punidos. ai daquele que se manifestasse contra o regime. nem todos iam presos, claro, mas nunca mais arranjavam emprego público e passavam a ser perseguidos. a pide matava. a pide teve cúmplices e bufos. portugal era um país de bufos... viva o povo de lisboa que foi meter o nariz nas baionetas dos soldados para se deliciar com o evento e criar barafunda! vivam alguns militares do 25 de abril! vivam! viva o zeca afonso! viva! o zeca? sim, culpado por ter sonhado e cantado por um país que talvez não venha a existir tão cedo!
varett

quinta-feira, 21 de abril de 2016

as mulheres têm razão. o que me chateia porque não as suporto. bem, isto é...

cartão de cidadã

pessoalmente, e é o que me interessa, acho que a questão da proposta acerca da tipologia dos piropos foi uma coisa ridícula que borrifou o bloco de esquerda. mas esquecendo esse esgar piropolista, no caso do cartão, dou-lhes razão. essa questão do género dá para entreter patetas. somos iguais, ponto parágrafo. há exceções derivadas da composição do corpo e modelos de comportamento. mas essas exceções nada têm a ver com a categoria de humanidade ou humano figurino que abarca na globalidade as características do ser. do ser em questão. imaginei um cartão numa sociedade governada  por mulheres e digo-vos que não gostei. há que dar universalidade a esta  e a todas as questões que impliquem certos espaventos machistas ou lá o que for.
varett

quinta-feira, 14 de abril de 2016

exposição de desenhos online