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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

quem diz para onde vão os dinheiros arrancados ao povo?


um pequeno exemplo para que possamos compreender onde estamos e porque estamos entalados por esta política que assentou entre nós arraiais após a queda da ditadura carmona-salazar-cerejeira: o petróleo está a 30 dólares o barril e quando os automobilistas vão encher o depósito das suas viaturas ficam a saber que a gasolina baixou 2 cêntimos. quando o petróleo estava a 110 dólares o barril também havia descidas "significativas" de 2 ou 3 cêntimos. o que se passa? que gente é esta que governa em nome do povo? bom, vamos com calma! esta democracia estruturou-se de tal maneira que organizou o escoamento dos dinheiros públicos de maneira legal. é preciso pagar as despesas faraónicas de três órgãos de soberania, do tribunal constitucional, das administrações de tudo que ainda tem o estado como parceiro maioritário, etc. no caso da gasolina não é possível baixar a tributação aplicada por que é preciso manter alguns organismos que não tendo utilidade social acobertam uma classe de servis sicários dos partidos. estes sem esta classe não se aguentam porque precisam de muito dinheiro para alcançar o poder e manterem-se nele. os impostos sobre a gasolina atingem a bonita soma de 60%. ora baixar o seu preço diminuiria a entrada de fundos para o erário público. assim, o estado através de lacaios especializados no contato com os contribuintes mente. os intermediários ficam também satisfeitos por que ficam também sempre a ganhar. só quem empobrece é que não. sempre que se cria um novo imposto, o estado desenvolve um organismo onde encaixa  os seus agentes. no caso filiados de partidos que acabam por ser eles próprios parte do estado. este paga-lhes o sustento milionário. esta gente instala-se nos postos dirigentes dos organismos do estado sem terem de prestar provas.  ninguém faz a menor ideia só o que pagamos em viaturas e motoristas a esta elite. esta gente assinou um pacto para toda a vida. não há na natureza maior parasita que se lhe compare. a assembleia da república só para fazermos uma pequena ideia de quanto nos custa verificámos que em 2010 ela gastou 192 milhões de euros. alguém fará a mínima ideia de quanto custa, por exemplo, as administrações dos hospitais sem contar com médicos, enfermeiros, auxiliares, etc.? ah, e fora os doentes... qualquer coisa como 456 milhões de euros. quer dizer vive-se de pernas para o ar. o estado faz-me lembrar aquela instituição de caridade que recebeu um milhão de euros para levar a sua missão a bom termo. pergunta-se, quanto recebeu cada pobre? nem chegou a 10 euros e duas embalagens de massa italiana. porquê? porque só o presidente ganha 80 mil euros/ano, fora o motorista e as viagens em classe executiva. gente que trabalha na administração, renda de edifício bem situados em zona de luxo, custos de manutenção de várias viaturas, pessoal administrativo. ah, e vice-presidentes que até usam cartão para compras, despesas com refeições, etc. está exagerado?  tudo isto não passa de uma recolha de bocas soltas. é por esta razão que não as certificando não as nomeio. mas que viagens em classe executiva lá isso acontece regularmente. são feitios. se a autoridade tributária pretender saber o que se passa com estas instituições de fazer bem ao próximo é só bater-lhes à porta. as escritas são também segredo dos deuses. não contentes em esfolar a população com impostos cada vez mais pesados, as nossas autoridades descobriram que através do jogo e da batota conseguiriam arrancar mais umas gotas de sangue. não podemos abrir telejornais sem que nos metralhem com apelos à batota dos tefonemas 760.www.xxx. depois, não há taberna nem café que não apresente todo o tipo de jogo. e se um parolo consegue ser premiado lá terá de pagar uma enorme taxa. até a prostituição paga iva através de anúncios na press. este povo até que perceba que deve pedir contas a quem lhe pede o voto vão passar muitos anos. entretanto o futebol existe para alguma coisa. que deus salve a rainha! perdão, que salve o rei! perdão, que salve o presidente para que ele possa viajar por esse mundo fora a vender santinhos, calçado e mão de obra universitária. tá!
varett

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

a tia orense e marcelo rebelo de sousa



tia orense:
isto é lá eleição  presidencial. isto é um referendo a marcelo!

sábado, 16 de janeiro de 2016

exames - parte II (o que penso deles)

a quase totalidade do que se aprende nas escolas é treta. a estrutura do que se ensina tem a marca da catedral e dos mosteiros. fizeram a sua época mas presentemente não têm a utilidade que se apregoa. o mundo da informação é outro. mudar isso criaria um vazio se não se construísse um alternativa. por exemplo, ensina-se a língua inglesa durante 6 anos. depois os resultados são um verdadeiro desastre. poucos saem da escola dominando-a. que perda de tempo. e a  que prisão estiveram as crianças sujeitas, minha nossa! fechadas entre quatro paredes anos sem fim e  sem terem cometido nenhuma espécie de crime. depois vem geografia, a mistela da história que não passa de um misto de invenções e de politiquices. a matemática que é importante saber-se é dada em moldes desajustados. a maioria não adquire aproveitamento.  língua pátria em relação aos resultados é outra maravilha. salvaguardando os filhos de uma burguesia interessada em desenvolver os filhos a um nível superior de formação o restante complexo de estudantes  não passa de mediocridade diplomada. tudo o que aqui se disse está em relação com a escola de hoje, porque a velha escola regia-se por normas mnésicas. era ouro sobre azul dado que a maioria da população nem sequer sabia ler ou escrever. era a época dos senhores doutores que tudo sabiam. toda a gente pensava assim. nada mais falso pois as montanhas de patranhas que ,metiam na cachola desapareciam pelo mesmo canal onde tinham entrado. a aprendizagem tinha de ter continuidade senão esfumava-se.  com as alterações  políticas que se deram por toda a parte, isto é, o povo avançou para a escola para aprender e vir a ser alguém. com certeza, tinha esse direito. mas de que serviu essa decoradeira senão para se alcandorar socialmente? criou-se uma sociedade inútil mas diplomada. ok, se diplomada que utilidade? pouca ou nenhuma utilidade para além de preencher o que ia vagando pelas reformas dos mais velhos. depois disso a sociedade entupiu. os letrados e os diplomados tiveram de emigrar como antigamente, só que desta vez levavam um diploma debaixo do braço. esses diplomados vão trabalhar em profissões para as quais adquiriram os conhecimentos no país? não! salvo raras exceções o resto vai cobrir falhas em vagas de empregos de categoria inferior. as enfermeiras portuguesas, por exemplo, na inglaterra, apanham lugares nos hospitais porque as inglesas já se deixaram disso. limpar o rabo a estrangeiros, está quieto dizem as bifas. elas almejam outros altares. há, de fato, gente em lugares chave. podem-se contar pelos dedos. não esquecer que os ingleses também são burros para muitas coisas e podem ser ultrapassados por gente estrangeira e de elite. também a temos. vamos pois num trabalho a seguir tentar propor conteúdos novos para o ensino público. para já, é preciso perceber para onde aponta a lei de bases do sistema educativo. um dos objetivos é formar cidadãos. então, que disciplinas estão vocacionadas para tal? que eu saiba religião e moral. caricato, mas é uma realidade. criarem-se disciplinas que preencham esse vazio é necessário. mas isso é politicamente perigoso. veja-se, por exemplo, o que diz respeito a impostos. se não fossem as falcatruas na banca e nas ppp que fizeram com que os governos  assaltassem a nossa bolsa  e destruíssem o tecido laboral ninguém tinha a mínima ideia de como o nosso dinheiro servia uma quadrilha de bandidos que não respeita os dinheiros públicos. qual é o povo que quer como seus governantes pessoas que ajudam a empobrecè-lo permitindo que seja sistematicamente roubado? um povo que aprendeu rios e afluentes, batalhas inverosímeis e rainhas santas. um povo ignorante que se esquece (não sabe nem sonha) que é quem paga a escola para ricos, hospitais para elites, frotas de carros com motoristas a uma corja de nababos. banquetes e viagens  a uma classe que perdeu toda a compostura e dignidade... acho que nunca a teve. saber o que se passa com os impostos desde os bancos da escola e saber como empregá-los da melhor maneira; saber por que os pobres fazem filas de espera para serem tratados nos hospitais que sustentam com os seus impostos; saber por que razão os desfavorecidos apresentam uma taxa de insucesso nos estudos da treta e saber a razão de raramente atingirem lugares cimeiros em empresas que estão dominadas pelos criminosos sociais, etc. um povo - que frequentasse  uma escola verdadeiramente social, ao ver um nababo a passear numa viatura oficial do tipo  topo da gama e que se dirigisse   a um banquete que ia ser  pago por ele povo - certamente que rugiria como um leão. e creio que até daria em si dentadas no céu da boca tal era a fúria com que reagiria a tão grande desfaçatez. nenhum governo burguês se atreve a mudar o rumo da aprendizagem, pois ela iria criar cidadãos conscientes. isso seria um perigo. o fato deste ministro de educação ter acabado com alguns exames sem antes ter reconstruído a escola só denota que devia aprender a fazer pão porque era certamente mais útil.  não é assim que se trabalha com as mentalidades. há todo um percurso a percorrer. não o fizemos durante os últimos 40 anos porque ainda sofremos com o tempero da pimenta. e depois? comecemos agora e coloquemos na constituição a alteração que possa permitir sairmos do cu da europa nem que para isso necessitemos de mais 40 anos. mas coloquemo-la de modo que nem tão cedo a burguesia exploradora possa alterá-la de novo a fim de ter criados para a servir.
mmb

exame é uma questão social. a sua extinção na prática mais não é do que destruir barreiras entre as classes

quem defende que o ensino deve ser testado por meio de exames, defende a separação de classes sociais. não é fácil explicar como é que ela se dá. vou tentar. supúnhamos que entram para o primeiro ano do ensino básico maunel serafim e jorge crato. o manuel chega pelo seu pé no primeiro dia de aulas, enquanto o jorge  vem acompanhado pela mãe que até entra no edifício escolar para cumprimentar a professora. manuel habita uma casa com os pais, três irmãos e uma avó. um apartamento social com três divisões acolhe-os. cresceu brincando com os irmãos tanto em casa  quando os pais estavam no trabalho como no parque infantil que a junta de freguesia construiu. o pai operário e a mãe empregada doméstica pouco lhe ensinaram. a sua escola doméstica dividiu-se pelo que assistia na televisão e pelo que via os irmãos fazer. às vezes as brincadeiras acabavam  à chapada e ao sopapo. por acaso o pai não era homem de copos. tinha o vício do benfica.. muitas vezes batia na malta para impor silêncio. uma dessas vezes foi quando  na tevê o benfica estava empatado com o estoril. jorge crato tinha só uma irmãzita. cada um tinha quarto próprio. uma empregada doméstica diária limpava e cozinhava para eles. jorge aprendera a tocar piano muito cedo e sem ser um virtuoso levava muitas palmas em dias de aniversário. a mãe, médica, trabalhava só no setor público, enquanto o pai, engenheiro, desde que se filiara  ao centro já comia uma direção geral também no setor público. agora vou apelar à inteligência da minha leitora e alguns ameaços... passados 18 anos deparamos com o manuel serafim formado em medicina com uma carreira meteórica pela frente. também se filiou num dos do centrão e a coisa promete. um tio que é também seu padrinho é diretor clínico, etc. quanto ao  jorge crato, fomos encontrá-lo a servir à mesa num restaurante da beira rio. os pais, o senhor engenheiro, e a mãe, a senhora doutora, estão encantados com o jójó.  trabalhador incansável, até está a pensar na compra de um apartamento. só aguarda que a namorada arranje emprego fixo para que o banco lhe permita um empréstimo. dava para escrever a sério sobre esta questão mas era atirar pedras a porcos. e eu vou comer umas frutas e papar uma hora depois uma sopa de legumes aconchegada com um queijo fresco que eu faço sem que ninguém saiba. beijinhos a quem quer os exames para separar a ralé de gente que é gente. ora porra!
ps: nada a declarar pois sei que há gente que ainda raciocina. e este texto embora liofilizado aponta minimamente para o céu. dos ingleses, está-se mesmo a ver!
mmb

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

e se marcelo não tivesse concorrido?

depois da vitória escassa e imprópria  que fez expulsar o psd do centro do poder e dos negócios do estado, o aparecimento de marcelo na corrida presidencial foi uma bomba de oxigénio que serviu para dar vida assistida a passos e por conseguinte ao cds. e se marcelo se tivesse mantido como o comentador adorado pelos milhões de portugueses e se estivesse a marimbar para peregrinar por este país dentro levando a palavra pró-belém?  teriam certamente ido buscar como bandeira substituta rui rio que apesar de político de média  província poderia ter-se universalizado na campanha. os seus pergaminhos ajudar-lhe- iam. teríamos uma campanha tipo combate entre  campeões. rio teria como tarefa principal bater em sampaio da nóvoa e se maria de belém também estivesse na corrida aos pasteis ele ver-se-ia obrigado a entalá-la também.  então teríamos uma pequena guerra entre galos e galinhas de segunda divisão. deve-se a marcelo o fato de haver mais público atrás dos atos destes apóstolos da palavra. marcelo é um reacionário de direita mas um reacionário que convive bem com todas as ideologias que aparecem ou venham a  aparecer. é educado, aristocrata, culto sem profundidade geral mas especialista em direito. estou a vê-lo a examinar alunos tendo a seu lado um extremista-oportunista-político que da parte dos estudantes supervisionava tudo. um mrpp de topo e oportunismo do tempo do 25 de abril. uma espécie de pide de esquerda. é acusado de ser contra o aborto. mas se o homem é um crente fiel a roma, o que esperavam? marcelo manteve-se reacionário mas sendo muito aceite pela simpatia que consegue distribuir quando fala com o rosto e com as mãos. até no futebol ele inventou um partido-clube de segunda dimensão para não criar atritos e  poder ser amigo de benfiquistas, sportinguistas e portistas. não dá para ser importunado.  querido marcelo! até hoje, não pode ser confundido nem com cavaco da silva nem com o outro marcelo de quem é afilhado (julgo). bem, no caso de rui rio ter ido às urnas era de prever que ganhasse as eleições porque dividiria a sociedade portuguesa outra vez em duas fações antagónicas. os bons e os maus historicamente retratados.  rio viria para reacender a velha luta entre governo e presidência.  homem de causas e de coração aberto aguarda um segundo chamamento. penso que vai voltar à ribalta mais cedo do que se pensa. com rio nesta putativa campanha que papel teria por exemplo o padre que acumula o missa est  com marx à che?, uma espécie de berro das sacristias. rio dar-lhe-ia resposta adequada com um padre nosso de outro vigário. já com sampaio da nóvoa rio estaria a consultar a wikipédia para encontrar algo de político no candidato que fora professor de mérito mas que viveu incógnito. algo com que pudesse "dialogar". estaríamos  perante uma presidência - caso nóvoa ganhasse - com saraus dançantes acompanhados de música de câmara. nos intervalos recitar-se-ia molière  e byron. ah, e já agora schiller.  não conheço nenhum deles, mas fica bem citá-los. com maria de belém, rio não se  predisponha a guerreá-la porque é um homem educado para com as senhoras. o mulherio ainda não está preparado para ser governado por uma do seu género. ele sabe-o. quanto à pregadora das piropoleiras, rio dar-lhe-ia terreno. o que ela quisesse. é tudo muito bonito mas cada um dos pequenos partidos adquire a sua cota do eleitorado e pouco mais. dos outros candidatos, rio esperaria pelas graças do tino de rans e faria dele um seu protegido. dá sempre votos a caridade. henrique neto estaria como peixe dentro de água pois ninguém  o incomodaria devido à sua proveta idade. rio é um respeitador! jorge sequeira continuaria a puxar da carteira e a mostrar que tem pouco dinheiro. se tivesse mais dinheiro vivo ainda nos levava a sítios pedaços de mau caminho como canta o marxista das cantigas contra os ricos. o outro candidato (que me perdoe a ausência do nome) fala bem e diz coisas atinadas. não vai longe porque aparece sempre no televisor e como não  desloco este ele fica sempre onde está, que campanha seria esta sem marcelo senão uma pepineira. 
mmb

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

falsa partida de sampaio da nóvoa transporta-o para um clique imaginário.

sampaio da nóvoa já não se desloca sem a sua corte. elementos desta, uma vez questionados pelos ocs, têm metido água a bordo. a última foi a boca de eanes que devia ficar em casa e não estar a meter-se por caminhos onde a idade já lhe dificulta o andar. comparou cavaco da silva (a quem deu o seu apoio nas últimas presidenciais) a sampaio da nóvoa. ressalvou uma diferença que não soube explicar. belo apoio! depois, nóvoa disse que antónio costa o iria apoiar à segunda volta; explicando que o primeiro-ministro avançou com esta boca publicamente. logo em seguida a ter empurrado costa para uma fuga rápida deste fosso onde está tudo inquinado, nóvoa declara que não haverá diploma provindo da assembleia da república sem ser passado a pente fino. se isto não denota um paisano a usar lanços de escada em vez de carregar nos botões de elevador, eu vou ali aos pasteis de belém e já volto com uma dúzia deles. costa deve ter-se lembrado de marcelo. e lá por dentro dos neurónios suspirado. nóvoa está a receber instruções e aconselhamento que se estão a fazer notar pelo modo como está a compor o cenário verbal e paisagístico. está a dar a entender que é ele quem vai enfrentar marcelo na segunda volta. está confiante. de fato, tem resultado, pois maria de belém está a sumir-se. belém está sozinha. bem, está com alegre, o que não deixa de ser um ótimo flash publicitário. mas quem é hoje manuel alegre? os fósseis sabem-no. isto é palpável. bem, marcelo, nóvoa e belém vivem de certezas que só o serão se o poveco assim se resolver expressar a 24. em segundo plano, o mais lógico será paulo morais no ataque à corrupção. constata-se que portugal é um país de corruptos. mas quem os quer ver na prisão de modo a assumirmos um país limpo? em portugal é cada um por si. a corrupção atingiu escalas assombrosas a ponto de estarmos entregues, como economia, a fundos estrangeiros. por curiosidade, não assistiram ao programa de ontem em que medina carreira e judite santos levaram mais uma vez ao conhecimento público o que aconteceu às nossas empresas que foram geridas pelos partidos que abocanharam o poder? o povo foi roubado pura e simplesmente!  marisa do partido piropolista e o ex-padre edgar vivem esta campanha a pregar. edgar está mais preparado em linguagem apelativa  do que aquela pois o púlpito recheou-o de entusiasmo fideísta. tino socialista está nas feiras e está melhor que o paulinho. quanto aos outros não se pode dizer muita coisa para além de fazerem o seu papel como cidadãos intervenientes de direito próprio. bem, para fechar. uma coisa parece transparente: nenhum deles estudou muito bem o papel constitucional que cabe ao presidente da república. às tantas parecem que estão a preparar-se para serem primeiros-ministros. fim. vou ouvir a flor pedroso e o candidato nóvoa. são 10h-11m. deixem ouvir: às 10h-14m gagueja com a comparação a cavaco da silva ressalvada pela segunda investida de flor. às 10h-15m recupera e discursa apoiado com veia universitária. flor: companheiro de camilo mortágua e de um certo padre da luar? confirma. recua quando a outra jornalista da antena 1 o empurra para essa parte da sua antiga militância. para ele não é militância mas sim participação cívica.  às 10h-27m conversa fiada sempre sem esclarecer o que será um presidente constitucional. mas será um presidente que carrega um conjunto de causas que abraçou há muito. não passa cheques em branco, logo não confia nem na irmã lúcia. bem fico por aqui senão este texto tornar-se-ia num serões da província. 
mmb
ainda antes de fechar disse nóvoa: estabilidade na mudança. noutros tempos um outro marcelo atirou para o ar:  evolução na continuidade. a política é complexa. já estou farto de retratos e pregações.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

portugal uma identidade que não se perdeu no povo mas foi trocada sempre que nobreza e burguesia assim determinaram. entre eles e o capital haverá alguma relação? sim, o capital não tem pátria...

voltemos um tudo nada ... atrás. a dom joão I é-lhe impingida como esposa uma espia de nome filipa. enquanto dom joão pertencia a uma classe de bastardos com ligações muito estreitas com a burguesia comercial,  a mulher provinha de uma família de nobreza ducal. este casamento foi a pedra de toque com que se firmou a aliança anglo-lusa. os interesses desta  dividia-se em duas partes. qualquer delas a beneficiar os ingleses. primeiro  incluía portugal no seu comércio, segundo, ao estabelecerem-se em portugal ajudavam-se a si mesmo empurrando os espanhóis para o interior da península ibérica e fora dos seus negócios. o que ganhámos com este truque inglês? a confirmação da política expansionista de que filipa veio inculcar por cá e que nos empurrou mar fora. calma, que isto é para se explicar. os filhos de filipa eram ingleses. era assim que se auto-denominavam. os portugueses de então não passavam de uns tantos rurais que viviam dispersos por um país desertificado. no norte, já não era assim. havia o grande negócio a favor dos ingleses que nos mamavam  sal, azeite, cortiça e vinho (este encontrava-se  nas mãos de famílias inglesas. (estou a lembrar-me do charlie, filho do júlio dinis...). quer dizer, que nada de bom saiu de tal casamento. os filhos, a que a história resolveu denominar de ínclita geração, foram a nossa desgraça como povo. vejamos de quem se trata. o infante anglo-luso, sir dom henrique, modificou o nosso viver ao empurrar-nos mar fora. foi um dos que nos descaracterizou como povo porque com essa ganância deu origem ao nascimento dos comerciantes da pimenta que com os seus impostos recheavam a coroa para além de enriquecerem nos primeiros tempos com as especiarias. e o povo, que ganhou com essa empresa anglo-saxónica? nada! continuou pobre e explorado. porém, antes de se meter mar desconhecido adentro, a tal ínclita geração levou portugal a assaltar os seus vizinhos árabes com quem tinha um pequeno comércio de trocas. meteu-se a ínclita com dúzia e meia de patarocos lusitanos em barcos ingleses que escondiam à volta de 8 mil mercenários e piratas e partiram para o saque de ceuta. roubaram tudo o que tinham para roubar e deixaram lá os portugueses a gemer com os custos de manutenção daquela praça rica em gado, ouro que provinha de tombuctu, sedas do oriente, etc. a ínclita geração não passava de uma quadrilha inglesa que em vez de organizar o país pelo trabalho achava que era mais rentável assaltar cidades ricas e prósperas. e foi assim até 1974 que foi quando olhámos para dentro de nós e nos apreciámos... quando dom joão II, filho, de afonso V (conhecido por o africano e que continuou a saga do pai, o anglo-luso  sir dom duarte I, no saque das cidades árabes do norte do continente negro) , se meteu de cabeça na loucura dos descobrimentos,  acabou por despovoar o reino. ainda há bestaças que se vangloriam com isso...) joão II, que assassinou o próprio cunhado (por isso foi cognominado de príncipe perfeito), deu-nos o golpe final. ficámos de costas para os nossos primos irmãos ou hermanos, com quem temos muitas afinidades. aquilo que descobrimos neste planeta  só serviu para se desenhar uma nova geografia. porque os nórdicos nos roubaram a torto e a direito todas as riquezas desses países que desbravámos acabamos por nos tornar negreiros. sujámos as mãos com sangue de milhões de africanos que comprávamos nas costas de áfrica, transportávamos e vendíamos no novo mundo. e o povo que ganhou com isso? a merda do costume. é fato que ficámos senhores de imensos territórios mas só porque a matilha inglesa neles não estava interessada. punham e dispunham de nós como se de  gente de segunda se tratasse. havemos de continuar. por hoje fico por aqui.  (continua)
mmb