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sábado, 14 de novembro de 2015

se nem militares (incluindo as forças armadas americanas) nem os políticos conseguem minorar os efeitos da guerra contra o islão, penso que se deve dar à igreja o poder de dirigir os trabalhos de pacificação entre duas culturas muito distintas


nós, os ditos europeus civis e comunitários, estamos a pagar um alto preço  que resulta como consequência das ações de retaliação dos islamitas, ditos extremistas. estava eu a ouvir e a ver as notícias (as possíveis entre anúncios comerciais) quando o pivot de uma das nossas estações televisivas nos informa que um carrasco que tinha por hábito degolar prisioneiros ocidentais fora eliminado por um drone comandado pelos militares americanos. teria sido considerado um feito enorme visto que os extremistas teriam de substituí-lo. o que - diga-se - não será muito difícil de arranjar. foi o que conseguimos inferir do júbilo dos porta-vozes do poder militar. neste caso estacionado em terras do mundo árabe. visto por outro prisma, diríamos forças invasoras que procuram dominar a zona do petróleo. bom, estávamos ainda a degustar a eliminação de um impiedoso assassino e seus cúmplices quando de repente somos invadidos por notícias horríveis vindas de paris. resumindo para não irmos muito longe. quem está a dirigir a luta contra o islão só está a fazer borrada. quem paga e pagará pelos erros das forças invasoras serão os civis. como sempre, está-se mesmo a ver! tanto políticos como militares já demonstraram que pioram - com as suas estratégias de guerra e morte -  as relações entre as duas culturas em questão, sempre que se propõem a resolver os problemas que os envolvem. digamos que para cada ação vitoriosa do ocidente há que esperar a vingança dos extremistas sobre os civis inocentes. estamos todos em pulgas! veio-me à ideia o seguinte pensamento: na impossibilidade de o poder militar e político ocidental não ser capaz de controlar e ganhar a guerra que criou e congeminou seria a altura própria para se entregar aos homens de deus a capacidade de intervir no sentido da construção de uma paz duradoira. isto de vivermos sob o terror de sermos chacinados com rebentamentos de bombas aqui e ali  ou feitos reféns para morrer em qualquer evento comercial não é nada aconselhável. pode até vir a fomentar um espírito de guerra  a nível mundial... vinde, ó vinde homens  de deus do amor e da paz tentar abençoar e trazer a boa nova: paz entre os homens de boa vontade! os que não são os da boa vontade façam favor de se retirar da cena. é que a malta ama a vida e não está interessada em abreviar o fim. isso é tarefa  que cabe a deus. o nosso, que é como disse "feito" de amor e paz.
varett

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

lições de democracia precisam-se


quando eu, no tempo da dita ditadura salazarista, brincava à oposição apareciam nas reuniões - do tipo senhoras unidas pelas conferências de são vivente de paulo - uns humanistas que estavam "indispostos" com a situação política. todos queríamos para portugal uma democracia europeia à imagem da frança, da suécia, etc. isso é que era bom, diziam com cara de vicentinas. depois saíamos das reuniões tão satisfeitos e levinhos. claro que nos acompanhava o medo da pide e do que ela seria capaz de nos fazer. eh pá, quem tem esfíncter tem medo! os anos foram passando e nada de novo. até que se chega ao 25 de abril de 1974, e aí sim. a coisa ficou nevoenta (não digo negra para não ofender os vigilantes dos direitos das minorias que no caso dos negros são uma maioria de respeito. também sinto-me um descendente de gente escura. olhando para os portugueses e percebendo o que dizem os sacanas dos ingleses acerca da nossa cor fico com a sensação de que somos um povo de mestiços. é o que os bifes julgam de nós. devem ter razão pois somos escuros em relação aos nórdicos. chamam-nos latinos na américa. porquê?) -  bom, estávamos em guerra contra povos de cor escura e muito escura. matávamos e éramos mortos. e tudo para sacarmos as riquezas de que esses povos detinham nas suas terras. como tudo muda, chegou a vez de uns militares de patente média estarem a sofrer (coitados) de falta de promoções. não estava certo. eles queriam mais uns trocos. e vai daí toca a fazer cair o governo fascista de continuidade que era o de marcelo caetano. à segunda tentativa conseguiram derrubar o pequeno ditador mas grande especialista em direito administrativo. que queriam os capitães? (foi assim que ficaram conhecidos) eh pá, já o disse: mais uns trocos e subida de galões pois estavam a ser ultrapassados pelos milicianos a quem o estado novo enviou para áfrica e lhes dera regalias que só pertenciam "por direito próprio" aos oficiais do quadro. ciumentos! que pretendiam os capitães para além da sua revolta tipo sindicato dos juízes? mais nada do que dinheirinho. não tinham formação política e eram uns verdadeiros marialvas cheios de empáfia e ignorância. estavam destinados para além do marchar a casar com as moças de letras que depois se encaixavam nos liceus como professorinhas. quando derrubaram o governo de marcelo não contavam com a reação da população de lisboa. julgávam-na um corpo inerte. enganaram-se redondamente. lisboa ficou em polvorosa. alguns malucos perdendo a cabeça dirigiram-se para a sede da pide aos gritos histéricos. foram recebidos com rajadas de metralhadora. ficaram caídos para sempre 5 deles. uma verdadeira desgraça. a partir daqui a pequena revolta de quartel deu uma volta de 200 grados. como na revolta não havia oficial general a chefiá-la o caos aproximava-se. e quando entra em cena mais tarde o general spínola o país já estava dividido e "ferozmente politizado".  o quanto primariamente possível, claro dadas as circunstâncias! com spínola o país começou a perceber quem era quem. a malta descobriu o que era a direita e o que representava a esquerda. o povo aos magotes foi entendido como esquerda. e essa esquerda aos poucos - auxiliada por alguns militares inspirados por guerrilheiros internacionais, tipo mito che - foi tomando conta do estado. entretanto, o que aconteceu à pide e aos seus auxiliares-bufos? os militares que colaboravam com ela resolveram prender todos os agentes para os salvar da morte. a população, às tantas, tinha descoberto um novo desporto: caça ao pide. mais tarde, os militares  organizaram uma fuga da prisão para se verem livres do que eles representavam de compromisso no passado recente... vou saltar para não estar a fazer de historiador até porque o que escrevo pode e deve ser contestado. apesar de estar a viver ao tempo em lisboa tudo pode ser fruto da minha imaginação. é possível! e então, como se portaram os tais opositores do regime - que se diziam democratas - com a nova situação? estavam já noutra. estavam embrenhados em perseguições que acabaram transformadas em prisões de muita gente inocente. bastava pensar-se ao contrário da corja para se ser perseguido. militares apoiavam descaradamente esses crimes que nunca teriam lugar numa sociedade que se queria democrática. por pouco não se instalava uma outra ditadura. de repente, contra tudo e contra todas as regras democráticas, uma cambada de piolhosos deu origem a todo o tipo de perseguição e  prisão. pessoas eram arrancadas da cama alta madrugada. que crimes cometeram? pensavam ao contrário da nova moda. vi um irmão ser preso às tantas da manhã acusado de ser de direita. mas que grande filhos de puta eram os que vinham substituir a velha e ignóbil ditadura salazarista assente no poder militar! quando terminou a perturbação mental a que a maioria foi sujeita o país passou a gerir-se à moda da burguesia institucional. o poder e o dinheiro começaram a circular entre o partido social-democrata e o partido socialista. tanto um como o outro alimentaram verdadeiras quadrilhas que não tiveram medo de ostentar a sua riqueza perante todos. a plebe aplaudia o que lhes dava ainda maior força "moral". quando o saque  aos dinheiros do estado atingiu formas monstruosas a justiça não teve outro remédio senão pôr-se a caminho. isto é, à falta de pudor e descaramento ala para a cadeia. foram alguns apanhados. quanto aos que destruíram o património nacional nada lhes aconteceu porque tudo o que fizeram ficou blindado por especialistas na matéria. gustavo sampaio, um jornalista de investigação, descobriu dezenas de gabinetes onde aqueles especialistas  forjavam contratos que tinham por objetivo roubar dinheiro ao estado. gustavo até escreveu um livro para facilitar a tarefa à autoridade judiciária, mas a coisa ficou em águas de bacalhau: portugal! das centenas de vigaristas apenas meia dúzia foi dentro (já estão fora neste momento). bom, à custa da criação de uma democracia que veio para substituir a ditadura antiga nasceu o espírito democrático português. como caracterizá-lo? eu não sei, mas talvez um dos sete sábios cá da casa, o filósofo-pensador josé gil (um dos 25 homens mais inteligentes do mundo, segundo um grupo de amigos dele que vivem em paris) saiba explicar. para terminar: também serve para explicar o que é o sentido democrático da nossa classe política assistir ao que se passa na assembleia da república. o que é que se passa? bem, o poveco elege os seus deputados, estes estão agrupados em partidos, os partidos lutam pelo poder. quando algum o alcança, o resto agrupa-se. depois lutam e lutam durante 4 anos. a maioria das suas medidas estão dirigidas à algibeira de todos os desgraçados. estão sempre a congeminar como roubar e trafulhar quem os elege. para que serve, então, a democracia? é mais fácil resolver o problema do sentido da vida do que o da democracia. mais valia pagarmos impostos à igreja católica que nos promete o céu desde que paguemos a dízima. pelo menos é como o gato de schrodinger que tanto pode estar vivo como morto. não vou explicar porque ainda estou a estudar o caso. mas utilizo o mesmo raciocínio que traduzo assim: a igreja promete o céu. bom, será que tem razão e que é bem empregue o dinheiro que ela cobra? eu penso que sim. pelo menos temos 50% de hipóteses de o atingir e só o saberemos quando batermos a bota. só depois de mortos! pagamos impostos e mais impostos à democracia e depois somos enrabados. eh pá, viva o cardeal cerejeira, um homem de deus que sorria sempre, o que nos transmitia aquela segurança que só se tem quando há certezas. viva o céu! abaixo a democracia do rapinanço.
varett

domingo, 8 de novembro de 2015

a censura e o meu blogue. oh que dor! oh que injustiça! ai! ai!




ó queridos, porque vos chateais com estas palavras? não é caso para tanto. é só uma questão de juntar uma peça aqui outra ali e fazer parir. mas tudo bem! eu até fico contente com a censura e bloqueamento do que eu disse. nunca pensei que era assim tão importante. amanhã já usarei gravada para estar ao vosso nível. beijinhos muitos nas vossas mulheres. isto se as tiverem... my god, help them or fuck them!
varett

sábado, 7 de novembro de 2015

à investida americana contra a economia germano-europeia, a press cá de casa já lhe está a responder.


para acabar com a hegemonia económica alemã, os estados unidos da américa deram início a uma campanha de descredibilização do seu poderoso setor industrial. vimos como é que funcionou o golpe contra a marca volkswagen que se distendeu a outras marcas. por um feliz acaso são todas marcas alemãs. até a "pobre" porche, minha nossa, foi apanhada na campanha publicitária que por pouco não reduzia a lixo a economia europeia que é isso que pretendem os filhos de chicago. por acaso - e dá para gritar de gozo - as marcas alemãs vendem cada vez mais tal como o bacalhau sueco que já foi português no tempo da gente séria! os americanos são fodidos em termos de economia. ou vai a bem ou a mal. o exemplo mais vivo foi a destruição do estado iraquiano. olha do que escapámos! nos tempos pós 25 de abril os américas estavam dispostos a fomentar uma guerra civil entre nós. há provas disso! e ainda por cima escritas. na dúvida, consultar o state departement. só que para cada estratégia americana para nos enrabar os velhos e sabidos europeus preparam-lhes a resposta à altura. vejam só: o mundo inteiro - que anda a   comer carne desde que a eva ensinou a adão que a vagina oferecia variantes distintas de práxis - acaba por ser abalado com a descoberta bastante difundida de origem nos sábios  europeus de que o consumo da carne promove o cancro. estão a ver, por exemplo, a pobre mcdonalds a fechar por todo o mundo? grande golpe, sim senhor. estamos aqui estamos com mais uma guerra à porta. se bem conheço o "pensar" americano não me admira nada que estejam já  a preparar a resposta. os americanos na sua sede de dominar o mundo transformam-se em grandes criminosos internacionais. bombardear o japão com bombas atómicas significou que não conseguindo bater o adversário no mesmo terreno o jogo de resposta é a destruição deste incluindo toda a gente.  nem mesmo os espermatozóides escapam. onde para a américa que eu adorava. estará só nos filmes do john waine, da querida marilyn, do frank voz de pássaro, etc... vamos comer vegetais e andar de carro elétrico nas calmas. só temos de estar atentos às bombas. é criaram-se abrigos atómicos...
desejos de fim de semana a ruminar.
varett

terça-feira, 3 de novembro de 2015

elevar o meu tesão a uma causa pública.isto é, numa droga positiva, penso eu!


este é um texto que não utiliza o plural  majestático  nós para se fazer entender. isto é, o caso é pessoal e se passar a interessar à generalidade das pessoas ótimo. se o não conseguir, tanto pior para os recetores. tudo que esteja fora do serviço público é coisa de segunda categoria. apareceu esta semana nas bancas um livro de uma mulher (1) que se debruça sobre os seus intestinos de uma forma capaz   de influenciar os leitores na medida em que para ela os intestinos merecem mais atenção do que a bexiga ou mesmo o coração. quer dizer a merda que se move no trânsito intestinal passa a ter diploma e já pode concorrer a um cargo no serviço nacional de saúde, por exemplo. até há quem diga que os intestinos são um segundo cérebro. eu que o diga! os meus intestinos até à altura em que alterei por completo o modo como me alimentava faziam de mim uma espécie de assessor de primeiro-ministro. isto é, sempre às ordens dos seus desejos. como não gosto de defecar perdão cagar, senão na minha retrete, estão a ver a cena. a merda tornou-me num homem caseiro à força. como eu comia que nem uma besta e bebia que nem o padreca do eça que   servia como cónego na sede do bispado em leiria, acontecia que tinha de frequentar a sala de despejo três, quatro ou mesmo cinco vezes ao dia. uma desgraça de intestinos e de vida. como consequência, a barriga aumentava dia após dia. tanto que deixei de ver o meu companheiro de noitadas e de lençóis. o que é que eu comia? tudo que fosse prato de carne era papado. até criei um bife à mestre de aviz muito apreciado por mim e meus amigos preferidos. a sopa era sempre acompanhada com muito queijo e pão. ovos estrelados? às vezes dois a puxar para três, pois adoro os estaladiços que sei cozinhar. enfiava, também, fruta e mamava uma de tinto que às vezes ficava com uns restinhos que aproveitava para fazer vinagre. já perceberam que estou a fazer uma aguarela intestino-social. agora vou introduzir algo que mexeu comigo. estava eu a assistir a um documentário num programa televisivo que constava do seguinte: uma família cristã de agricultores  composta por pai, mãe e filhos, estava sentada à mesa a papar uma refeição que constava de belos bifes de vaca. era num domingo! até aqui tudo bem. só que, o realizador numa retrospetiva deu a conhecer aspetos da sua atividade realçando o modo como os miúdos tiravam o leite à vaquinha e de como estavam sempre a fazer-lhe festinhas. a mulher do agricultor até beijava a vaquinha. querida mijuca, que rico leitinho! o que aconteceu de diferente que me levou a estar aqui a fazer versos sobre campónios? é que quando a vaquinha  tão querida deixou de dar a mesma quantidade diária de leitinho, o casal enfiou-lhe uma faca entre os cornos. depois, foi um tal comer bifes ao domingo, e dobrada durante a semana. ah, a mulher também sabia fazer mão de vaca. uh que bom que era! a partir desta merda de cena o meu cérebro deu uma volta de tal ordem que nunca mais comi animal nenhum. fiquei desgraçado. passei a comer vegetais e muita sopa. de manhã só fruta. como fiquei? ao quinto dia nesta dieta "forçada" e "traumatizante" comecei a sentir-me como um drogado. eu sei o que é isso pois experimentara a boa  merda há uns bons anos atrás. a vida passou a ser de azul claro. explicando, recuperei o tesão antigo, o qual tinha metido papéis para a reforma. eh pá, tão bom! e quanto aos meus intestinos? olhem, amigos ledores, passei a ir à casa de banho uma ou duas vezes por dia. dependem - as idas à sala do espremedor - da quantidade de sopa que papo.  mais, deixou de haver mau cheiro. um verdadeiro milagre! ah, também não como peixe! são tão queridos! estou aparvalhado? para alguns, sim. para outros e para mim é como se estivesse a voar agarrado ao rabo de afrodite. um rabo redondo de feições e muito cheiroso! pudera ela lava-se muito! também passei a fazer praia a partir de março. sempre que olho o céu e vejo o meu querido sol a brilhar, ala que se faz tarde. a minha mente, como está? pior um pouco, visto estar sempre a ler a bíblia para saber o que é proibido. e o que é proibido dá muito mais prazer. já dizia a eva que confundiu a serpente com o falo divino. safada e gulosa essa eva do sagrado!
varett
(1) - giulia enders

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

fernando negrão: não seremos um governo de gestão! agora é que vai chover em são bento. com elegância, claro!


o ex-diretor da polícia  judiciária, o senhor ex-juiz de direito e ex-presidente da comissão de inquérito parlamentar, é o novo ministro da justiça. deparei-me com uma conversa havida esta manhã na antena 1 entre ele e a sempre atenta jornalista maria flor pedroso. por uma questão de rigor, penso que se trata de um bom elemento político onde quer que preste serviço público. a qualidade do raciocínio que brotou do seu discurso é prenúncio de que vai prestar um bom trabalho. como se diz agora que há ministérios ocupados por figuras políticas que vieram substituir peritos especialistas que os dirigiam, é de querer que o ministério da justiça tenha hoje como seu líder um político de craveira ou a aumentar a craveira. fernando negrão tem a seu favor o fato de ter - há anos - ocupado lugares que não tinham uma base política mas sim profissional. portanto é um profissional a prestar serviço na política. na entrevista disse que não haveria hipóteses de o governo de passos, indigitado por cavaco da silva, se transformar num executivo de gestão. o dito está dito! só que se for assim, estamos perante uma brincadeira de crianças amuadas que colocam os seus interesses acima dos interesses nacionais. se for de fato assim como diz negrão estaremos face a um golpe de direita a pedir músculo para colocar portugal no "bom caminho". é perigoso! fernando negrão não explicou bem como é que o país funcionaria perante o que "ordena" a constituição. como político, o agora indigitado ministro da justiça interpretou o discurso de cavaco da silva de uma maneira politicamente nova. é de crer que venha a ser a próxima vedeta do arco governamental. o psd e coligado bem precisa de um campeão que apanhe e bata de uma forma elegante. e elegância não lhe falta! the show must go on!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

paulo rehouve entrevista varett sobre casos como o de sócrates, maioria parlamentar, catarina martins, etc.

paulo rehouve:
como especialista em criminologista como vê o caso sócrates?
varett:
para já, não sou especialista. sou apenas diplomado com tendência para dar uns toques. o caso sócrates é único em portugal como investigação  dado que o ministério público mais parecia um genealogista do crime. num aparte, devo dizer que qualquer português se pode arrogar ser parente afastado de dom afonso henriques através de uma complicada árvore genealógica. logo, alguém do foro da extrema esquerda do género matador de czar pode fuzilá-lo por cumplicidade à política de sua majestade. assim, nesta ordem de ideias o que se passou é que sócrates é hoje acusado por suspeição labiríntica  e não de fatos. o que é de estranhar. por uma ordem lógica de investigação criminal e acusatória quem devia estar a contas com a justiça é quem recebe dinheiro técnico. isto é, o amigo engenheiro santos é quem tem de justificar de onde lhe vem o dinheiro que lhe caía nas suas muitas contas. o fato deste amigo emprestar dinheiro ao ex-primeiro ministro, eng. josé sócrates, em malas, em cheques, em envelopes, etc. em parte nenhuma do mundo pode ser considerado crime. quem recebe não pode ser acusado de qualquer crime a não ser que o dador confesse que arranjou o dinheiro de forma fraudulenta, roubo  e etc. e  mesmo neste caso aquele (o que recebe) será obrigado a devolver o dinheiro. e terá de confirmar que se trata de um empréstimo de boa vontade. e se quem empresta confirma? onde está o crime?
paulo:
se o dinheiro é proveniente de jogo sujo, lavagem de dinheiro, fuga aos impostos, etc. trata-se de um crime e quem usufrui desse bem também estará na mira das autoridades, não acha?
varett:
em portugal, a justiça não funciona assim em termos globais. sabe-se, por exemplo, que há muita gente que dá dinheiro a políticos e a partidos para custear despesas de campanha. vou dar-lhe alguns exemplos do passado. o general eanes, pessoa impoluta, aquando da sua segunda campanha para belém, recebeu um cheque de um empresário seu apoiante, o psd recebeu dinheiro vivo de apoiantes (houve até um caso referido pela press nacional de um militante que fora apanhado pelas autoridades com uma mala cheia de dinheiro para o psd), o cds foi investigado porque até um senhor - que ninguém sabe quem é  nem a própria polícia - de nome jacinto leite cápelo rego enfiou um milhares de euros na sua conta, etc. estaria aqui até a manhã do primeiro de janeiro de 2017, repito 2017, a descrever quantos foram as "almas caridosas" que entregaram dinheiro (emprestado ou não para mais tarde meterem a mão em concursos milionários, etc...). se a justiça procedesse sempre da mesma maneira teria de chamar a capítulo todos os suspeitos que entregam milhões aos políticos e partidos. quem recebe é criminoso? acho que não, se receber confirmada e inocentemente o empréstimo ou dádiva. estes partidos atuam assim: a cavalo dado não se olha o dente.
paulo:
quer dizer que a justiça não devia ter incomodado josé sócrates?
varett:
claro! vocè quer meter na cadeia metade do portugal que pede dinheiro emprestado (partidos, políticos, autarcas, acompanhantes, etc.) e que depois o desbarata em  luxos sumptuosos, deboche, vaidades, etc? sócrates diz: o dinheiro é emprestado. o amigo diz: emprestei dinheiro a josé para gastar à tripa-forra.  se há algo ilegal, este vai recair é no amigo. 
paulo:
você fala assim por que está do lado de josé sócrates?
varett:
nem pó! acho-o  um novo rico a estudar filosofia em sebentas encadernadas pela louis vuitton. assim como nada tenho a ver com ricardo salgado e os papeis comerciais de que é acusado por os ter impingido  a alguns infelizes. quem vendeu esses papéis é quem deve estar a contas com as autoridades. um vendedor direto que minta e não esclareça o seu cliente de que está a apostar as suas poupanças em capital de risco é quem deve responder pelo crime de burla e de má fé. mas de esse assunto não falarei. detesto bancos e banqueiros.
paulo:
o que me diz da maioria de esquerda no parlamento face a um governo minoritário?
varett:
o psd e o cds , em 2012, deram início à dessocialização do estado. tinham como  objetivo   entregar todos os meios de produção que pertenciam à nação portuguesa aos privados estrangeiros. isso seria admissível economicamente se fôssemos, por exemplo, um país desenvolvido industrialmente. não sendo nós competitivos em nenhum dos setores primário e secundário acabaram por destruir  a nossa maneira de estar no mundo. a coligação de direita confundiu portugal com os estados unidos. isto é, todo o capital estrangeiro os invadiram. há mais dinheiro dos árabes investidos neles do que qualquer outro povo. têm mais dinheiro enterrado nos usa do que a própria china. investir assim é good. a maioria de esquerda apesar de ser uma orquestra com três maestros vai certamente travar essa sangria e obrigar a que repensemos o modelo económico que mais nos convenha de futuro tendo em conta os nossos compromissos com a dívida pública. não temos solução imediata mas temos um povo que espera pelo amanhã. é aqui que entram os políticos de boa vontade. a riqueza tem de ser distribuída  com mais equidade. quem suporta saber que há dois milhões de pobres entre nós? quem pode dormir com uma situação destas?
paulo:
que papel  acha que terá catarina martins no futuro?
varett:
no futuro não sei. agora que já começou a cometer erros, lá isso cometeu. 
paulo:
que tipo de erro?
varett:
deixar que a assembleia da república seja entregue a ferro rodrigues. deixou transparecer que tem pouco poder para negociar dentro do trio de esquerda, mas muita palheta, diga-se. tanto é assim que cabe a ela a tal fátua consciência de esquerda, a colagem à amnistia internacional, aquiescência a manifestações à la 28 de maio. ela é, agora,  a "responsável" pelo discurso oficial deste "novo regime" que neste caso lhe volta as costas suavemente para não se comprometer. quer dizer que ela é hoje uma espécie moral de ministra dos negócios estrangeiros da maioria de esquerda. nem ps, nem pcp se atreveram a criticar o regime de luanda no caso da greve de fome de um português com dupla nacionalidade. isto tudo para não irritar os mandantes de um país que alberga à volta de 300 mil portugueses e nos dá muito a ganhar. costa e jerónimo sabem que portugal exporta emigrantes e o putativo regresso dos segundos retornados nesta fase periclitante da sua existência seria o fim da esquerda tranquila. o psd tem o velhinho rui machete nos negócios estrangeiros que sabe que diplomaticamente numa política de direita o melhor é esticar o conceito ditadura. como é que se pode receber com dignidade nos salões do palácio da ajuda ou necessidades a simpática e milionária empresária dona isabel dos santos se por detrás se acusa o pai  - presidente de angola - de criminoso? ela que tem vindo a investir milhões neste carente país e que tanto jeito dá à política de passos coelho... não ia gostar da coisa e podia fazer queixa ao pai...
paulo:
será que o presidente da república irá oficializar um governo composto pelo  partido comunista, pelo bloco de esquerda e pelo partido socialista quando o de passos-portas for rejeitado no parlamento?
varett:
com certeza que antes de se pronunciar, o senhor presidente aconselhar-se-á junto aos conselheiros de estado e sobretudo ouvirá a dona maria cavaco da silva que sendo uma boa cristã (como o marido) não há de querer que mande no país de nossa senhora de fátima e da irmã lúcia um governo com tantos comunistas estalinistas, trotskistas, e ex-ledores do livrinho vermelho. credo! e não, não respondo a mais nenhuma questão.