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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

paulo rehouve entrevista varett sobre casos como o de sócrates, maioria parlamentar, catarina martins, etc.

paulo rehouve:
como especialista em criminologista como vê o caso sócrates?
varett:
para já, não sou especialista. sou apenas diplomado com tendência para dar uns toques. o caso sócrates é único em portugal como investigação  dado que o ministério público mais parecia um genealogista do crime. num aparte, devo dizer que qualquer português se pode arrogar ser parente afastado de dom afonso henriques através de uma complicada árvore genealógica. logo, alguém do foro da extrema esquerda do género matador de czar pode fuzilá-lo por cumplicidade à política de sua majestade. assim, nesta ordem de ideias o que se passou é que sócrates é hoje acusado por suspeição labiríntica  e não de fatos. o que é de estranhar. por uma ordem lógica de investigação criminal e acusatória quem devia estar a contas com a justiça é quem recebe dinheiro técnico. isto é, o amigo engenheiro santos é quem tem de justificar de onde lhe vem o dinheiro que lhe caía nas suas muitas contas. o fato deste amigo emprestar dinheiro ao ex-primeiro ministro, eng. josé sócrates, em malas, em cheques, em envelopes, etc. em parte nenhuma do mundo pode ser considerado crime. quem recebe não pode ser acusado de qualquer crime a não ser que o dador confesse que arranjou o dinheiro de forma fraudulenta, roubo  e etc. e  mesmo neste caso aquele (o que recebe) será obrigado a devolver o dinheiro. e terá de confirmar que se trata de um empréstimo de boa vontade. e se quem empresta confirma? onde está o crime?
paulo:
se o dinheiro é proveniente de jogo sujo, lavagem de dinheiro, fuga aos impostos, etc. trata-se de um crime e quem usufrui desse bem também estará na mira das autoridades, não acha?
varett:
em portugal, a justiça não funciona assim em termos globais. sabe-se, por exemplo, que há muita gente que dá dinheiro a políticos e a partidos para custear despesas de campanha. vou dar-lhe alguns exemplos do passado. o general eanes, pessoa impoluta, aquando da sua segunda campanha para belém, recebeu um cheque de um empresário seu apoiante, o psd recebeu dinheiro vivo de apoiantes (houve até um caso referido pela press nacional de um militante que fora apanhado pelas autoridades com uma mala cheia de dinheiro para o psd), o cds foi investigado porque até um senhor - que ninguém sabe quem é  nem a própria polícia - de nome jacinto leite cápelo rego enfiou um milhares de euros na sua conta, etc. estaria aqui até a manhã do primeiro de janeiro de 2017, repito 2017, a descrever quantos foram as "almas caridosas" que entregaram dinheiro (emprestado ou não para mais tarde meterem a mão em concursos milionários, etc...). se a justiça procedesse sempre da mesma maneira teria de chamar a capítulo todos os suspeitos que entregam milhões aos políticos e partidos. quem recebe é criminoso? acho que não, se receber confirmada e inocentemente o empréstimo ou dádiva. estes partidos atuam assim: a cavalo dado não se olha o dente.
paulo:
quer dizer que a justiça não devia ter incomodado josé sócrates?
varett:
claro! vocè quer meter na cadeia metade do portugal que pede dinheiro emprestado (partidos, políticos, autarcas, acompanhantes, etc.) e que depois o desbarata em  luxos sumptuosos, deboche, vaidades, etc? sócrates diz: o dinheiro é emprestado. o amigo diz: emprestei dinheiro a josé para gastar à tripa-forra.  se há algo ilegal, este vai recair é no amigo. 
paulo:
você fala assim por que está do lado de josé sócrates?
varett:
nem pó! acho-o  um novo rico a estudar filosofia em sebentas encadernadas pela louis vuitton. assim como nada tenho a ver com ricardo salgado e os papeis comerciais de que é acusado por os ter impingido  a alguns infelizes. quem vendeu esses papéis é quem deve estar a contas com as autoridades. um vendedor direto que minta e não esclareça o seu cliente de que está a apostar as suas poupanças em capital de risco é quem deve responder pelo crime de burla e de má fé. mas de esse assunto não falarei. detesto bancos e banqueiros.
paulo:
o que me diz da maioria de esquerda no parlamento face a um governo minoritário?
varett:
o psd e o cds , em 2012, deram início à dessocialização do estado. tinham como  objetivo   entregar todos os meios de produção que pertenciam à nação portuguesa aos privados estrangeiros. isso seria admissível economicamente se fôssemos, por exemplo, um país desenvolvido industrialmente. não sendo nós competitivos em nenhum dos setores primário e secundário acabaram por destruir  a nossa maneira de estar no mundo. a coligação de direita confundiu portugal com os estados unidos. isto é, todo o capital estrangeiro os invadiram. há mais dinheiro dos árabes investidos neles do que qualquer outro povo. têm mais dinheiro enterrado nos usa do que a própria china. investir assim é good. a maioria de esquerda apesar de ser uma orquestra com três maestros vai certamente travar essa sangria e obrigar a que repensemos o modelo económico que mais nos convenha de futuro tendo em conta os nossos compromissos com a dívida pública. não temos solução imediata mas temos um povo que espera pelo amanhã. é aqui que entram os políticos de boa vontade. a riqueza tem de ser distribuída  com mais equidade. quem suporta saber que há dois milhões de pobres entre nós? quem pode dormir com uma situação destas?
paulo:
que papel  acha que terá catarina martins no futuro?
varett:
no futuro não sei. agora que já começou a cometer erros, lá isso cometeu. 
paulo:
que tipo de erro?
varett:
deixar que a assembleia da república seja entregue a ferro rodrigues. deixou transparecer que tem pouco poder para negociar dentro do trio de esquerda, mas muita palheta, diga-se. tanto é assim que cabe a ela a tal fátua consciência de esquerda, a colagem à amnistia internacional, aquiescência a manifestações à la 28 de maio. ela é, agora,  a "responsável" pelo discurso oficial deste "novo regime" que neste caso lhe volta as costas suavemente para não se comprometer. quer dizer que ela é hoje uma espécie moral de ministra dos negócios estrangeiros da maioria de esquerda. nem ps, nem pcp se atreveram a criticar o regime de luanda no caso da greve de fome de um português com dupla nacionalidade. isto tudo para não irritar os mandantes de um país que alberga à volta de 300 mil portugueses e nos dá muito a ganhar. costa e jerónimo sabem que portugal exporta emigrantes e o putativo regresso dos segundos retornados nesta fase periclitante da sua existência seria o fim da esquerda tranquila. o psd tem o velhinho rui machete nos negócios estrangeiros que sabe que diplomaticamente numa política de direita o melhor é esticar o conceito ditadura. como é que se pode receber com dignidade nos salões do palácio da ajuda ou necessidades a simpática e milionária empresária dona isabel dos santos se por detrás se acusa o pai  - presidente de angola - de criminoso? ela que tem vindo a investir milhões neste carente país e que tanto jeito dá à política de passos coelho... não ia gostar da coisa e podia fazer queixa ao pai...
paulo:
será que o presidente da república irá oficializar um governo composto pelo  partido comunista, pelo bloco de esquerda e pelo partido socialista quando o de passos-portas for rejeitado no parlamento?
varett:
com certeza que antes de se pronunciar, o senhor presidente aconselhar-se-á junto aos conselheiros de estado e sobretudo ouvirá a dona maria cavaco da silva que sendo uma boa cristã (como o marido) não há de querer que mande no país de nossa senhora de fátima e da irmã lúcia um governo com tantos comunistas estalinistas, trotskistas, e ex-ledores do livrinho vermelho. credo! e não, não respondo a mais nenhuma questão. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

o professor cavaco da silva lixou a vida a marcelo rebelo de sousa


o professor cavaco da silva - o ainda inquilino de belém - destruiu de uma só penada as hipóteses de marcelo rebelo de sousa ir buscar votos à esquerda mole que habita no seio da burguesia socialista. o presidente da república veio facilitar a provável eleição a um qualquer candidato de esquerda. ontem ao excluir um milhão de portugueses de participar num futuro governo da nação, o professor de economia mais parecia o eclesiástico que tomava conta da contabilidade do senhor dom luís de "os fidalgos da casa mourisca". como esta obra é de ficção será mais conveniente apelar para os dias de hoje. faz-me lembrar o  senador maccarthur que perseguiu os comunistas na américa porque os descobria debaixo da cama. como este já bateu a bota e passa a metafísico, vou procurar alguém mais próximo. ora, ora, já está. o prof. cavaco da silva é muito amigo da família dos facínoras bush. o bush que mandou destruir o iraque e hoje é considerado criminoso de guerra pelo atual líder trabalhista inglês. este bush é o filho do pai que se dá ou se deu com o nosso inquilino de belém. as hostes de direita ficaram avisadas do perigo dos comunistas e associados. paulo portas até disse que o seu presidente da república foi muito corajoso. lá isso foi. o pior será se um dia depois de ter saído da presidência for chamado para prestar declarações a um qualquer carlos alexandre sobre o modo como ganhou dinheiro ao comprar ações num banco que andava a enganar os depositantes. é que de repente o putativo e homónimo magistrado em sendo de esquerda anti-mccarthur, também conhecido por joe, pode aceitá-lo em princípio como testemunha para depois o empurrar porta fora como arguido. já vi tanta coisa nesta vida que nada mais me espantará. não o desejo lá por o homem ser de direita tem direito a uma velhice descansada. trata-se de um campeão de bilheteira eleiçoeira. já papou 5 eleições. é de homem! voltando a marcelo rebelo de sousa. tudo leva a crer que terá 60 por cento do eleitorado contra, não por sua culpa mas dos que estão a dividir o país em dois. e quando temos este cenário lá ganha a esquerda presidencial. estou a lembrar-me do modo como jorge sampaio foi eleito presidente da república contra um candidato de maior categoria, como era o caso de anibal cavaco da silva com um já grande curriculum, pois já tinha sido primeiro-ministro por três vezes. para além de tudo cavaco era o criador do cavaquismo que se impôs pelas muitas autoestradas, hospitais e centro cultural de belém... era na altura um homem de peso. ah, e perdeu para a esquerda! vejam lá. o mesmo vai acontecer como o prof. marcelo que vai ser vítima da divisão do eleitorado devido às consequências do discurso que indigitou passos coelho e excomungou um milhão de políticos-novos (uma espécie de cristãos-novos na política). o professor cavaco não gostará do prof. marcelo?
varett

terça-feira, 20 de outubro de 2015

será que antónio costa venceu moralmente? portas terá dito que sim e autoflagelou-se


paulo portas, o elegante político de direita portuguesa, ao ser entrevistado por josé alberto carvalho (em grande forma), admitiu perante as câmaras da tvi que em havendo um putativo governo constituído por psd, ps e cds, ele que era o atual número dois do governo, não se importaria de aceitar humildemente e em nome do altos interesses da nação um lugar abaixo. isto é, passaria a pertencer  a uma espécie de terceira divisão. desceria de divisão, tal como no futebol. foi a primeira vez que eu assisti a um ato de tamanha humildade num um político que venceu eleições.  entrega-se todo ao vencido. dá para perguntar: se antónio costa teria ganho moralmente as eleições, dado a fraqueza da coligação após  a vitória nas urnas, que outra conclusão a retirar daqui? também não acredito que portas esteja tão apegado ao poder que aceite sujeitar-se à humilhação de ter antónio costa acima de si. acima de si é como quem diz. é que poderia ser costa vice-primeiro-ministro e portas ministro da cultura. - ó portas, passa-me daí aquelas fotocópias das últimas reuniões do conselho de ministro! - estão aqui meu vice! se a hipotética coligação de esquerda se esboroaria logo às primeiras horas do primeiro dia de vida, a coligação psd-ps-cds era um nado morto.
varett

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

bloquear o pressportugal.blogspot é uma tarefa que o visado agradece

as últimas sondagens que dão outra vez a vitória nas urnas à coligação estão desajustadas. hoje, em portugal, não há só uma coligação mas sim duas. são elas que estão em causa dado que o bloco de esquerda se aliou ao partido socialista e abriu as portas ao partido comunista. os tempos são outros e uma coligação ps/be/pcp, para combater as políticas de direita capitalista que a coligação psd-cds encarna, não está fora de uma nova visão política de reconstrução nacional. tal coligação tem razão para existir. as sondagens estão a ser manipuladas e não conduzirão a nada de positivo. é só para confundir e levar a direita outra vez ao poder absoluto. já vimos que para a economia interna só traz malefícios. o povo português precisa experimentar novas formas de governação que sejam mais consentâneas com o seu próprio modo de estar e de ser. tendo em conta um projeto social moderado, por que não? sem podermos fugir da europa há que adaptar ideologias às novas solicitações do mercado e isso não quer dizer combatê-lo ou mesmo destruí-lo. é preciso aprendermos a conviver com os adversários e vice-versa. e isto porque somos todos uma nação. velha de muitos anos e muito sabida. ora, com uma sondagem que coloque por um lado a coligação psd-cds e pelo outro a coligação ps-be-pcp dará pelas contas da última que andaram por aí a realizar uma maioria absoluta a esta última. estamos, certamente, a falar de duas coligações! sem discussão! e os números que foram ontem apresentados tendenciosamente são tão claros e favoráveis à coligação de esquerda.
varett

sábado, 17 de outubro de 2015

catarina a calculadora das percentagens e o fio dental ideológico do partido socialista em recuperação

quando o bloco de esquerda e o partido comunista se aliaram à direita encarnada pelos irmãos ideológicos pedro e paulo para derrubar o governo do agora libertado engenheiro sócrates, deu-se o inesperado. isto é, um governo com maioria relativa a quem o povo teria dado o seu voto de confiança muito calculado foi derrubado no parlamento porque ao apresentar um orçamento inimigo da nação iria levar o país à bancarrota, havendo mesmo quem aventasse mesmo que o país estava à beira da bancarrota uma vez que já não havia dinheiro nem para pagar aos funcionários públicos. diziam as más línguas. o engenheiro apresentara uma espécie de medida redentora, o chamado pec 4 discutido antecipadamente com frau merkel que o aceitara. claro que tanto psd quanto cds tinham na mira o voltar ao poder, enquanto paralelamente  o bloco de esquerda e o pcp esperavam subir o seu score em virtude do desastre económico que o mundo atravessava e que apanhara sócrates distraído. o resultado foi clamoroso para os dois partidos de esquerda e para o partido socialista, um partido sem ideologia de esquerda definida pois ela foi-se descascando tal qual as moças bonitas com a chegada da primavera. e quando chega ao verão é só fio dental por todo o areal lusitano. e ainda bem pois muita gente julga que as nossas queridas são menos que as amarelas do norte. lá estou eu outra vez a sexualizar a aguarela política num total desrespeito pelo essencial. perdão, voltemos pois  ao que interessa. o bloco - deixemos o pcp em paz por enquanto - levou uma banhada mas manteve-se inabalável quanto a formar governo em coligação porque não participaria em nenhum sem respeitar o seu programa de esquerda. uma esquerda à esquerda. o be fez da fraqueza força uma vez que reduzido a metade dos seus deputados uma coisa apenas podia fazer: atacar ferozmente no parlamento o governo passos-portas. quanto ao pcp, nada mais fácil dizer que votava sempre contra qualquer governo quer  fosse ele de direita ou socialista democrático. eram favas contadas pois estão os comunistas à partida afeitos a uma política patriótica e de esquerda. é a voz dos que nunca tiveram voz neste país mas que têm medo dos comunistas como o diabo da cruz dos cruzados. depois de terem entregado o poder a pedro e paulo seguiu-se um período de reflexão quer para o be quer para o pcp. perceberam que atacar e destruir  o ps dava mau resultado. e este caracterizava-se pelo seu próprio não crescimento. lição aprendida e interiorizada e pronto. isto é, para serem gente têm de chupar com o seu arquirrival apoiando-o contra a direita capitalista que levou os ideias de abril até às latrinas da banca. ninguém esperava que o bloco de esquerda fosse recuperar o peso perdido. aconteceu um milagre prefaciador e prolegómeno  que teve origem na atuação de mariana mortágua quando muito preparada interveio na comissão de inquérito e perseguição a uma parte da banca que tinha sido inimiga do psd e que se  aliara ao ps quando este era governado por josé sócrates. ao não terem dado a mão a ricardo salgado os justiceiros lesaram o país fazendo retrair vários projetos que poderiam empurrar portugal  para o interior da europa comunitária. o exemplo do tgv e do novo aeroporto é disso exemplo e que agora dariam muito jeito pois estamos a ser invadidos por milhares de turistas que fugindo de paragens perigosas descobriram o portugal rural e soalheiro. ah, e recheado pelas melhores praias do mundo ocidental. depois e para maior surpresa, catarina martins renasce durante a campanha eleitoral de uma forma equilibrada, independente mas cordata. a dra. catarina das letras e das artes administrou uma nova maneira de falar ao eleitorado. foi técnica, pedagoga, bem falante (com voz bem colocada) e sobretudo demonstrou que o seu programa era de uma lógica quase socialmente indestrutível.  deixou de ser a utopia um projeto de vida esquerdizante para se transformar numa saída regular para o país defendendo valores que outros apregoavam mas com mais sabedoria do que eles armados e feitos   grandes partidos prisioneiros dos seus comprometidos programas. foi de tal maneira aceite como "revolucionária" que levou o partido de costa a enveredar - sem medo -  por uma política de esquerda e quase patriótica como apregoa o pcp. foi  a vitória do seu discurso que se deve o quebrar do medo dos governos mais à  esquerda. calma que agora governar é com catarina. e não deixa de ser interessante o fato de o bloco querer manter-se um aliado com personalidade própria  e sobretudo  independente. é nesta linha de independência que apresentaram  a sua deputada europeia, marisa matias,  como candidata  presidencial. e como os candidatos à presidência já estão muito gastos  saberá bem ouvir o que tem para dizer mais uma estrela bloquista com assento no parlamento europeu. que irá dizer como candidata numa campanha presidencial uma mulher à esquerda da esquerda ? será que vamos ter surpresa? não me admirava nada, não senhor.
varett

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

coincidências diabólicas com sócrates dentro e sócrates fora. a bruxa do calhau fez a leitura


quando o ps fazia contas como havia de administrar a putativa maioria absoluta que antónio costa arregimentara  confirmada por explícitas sondagens com o "golpe seguro", eis que por um acaso dos diabos sócrates é preso no aeroporto de lisboa num espetáculo mediático tipo prisão paulo pedroso no recinto sagrado e/ou profano do parlamento português. sócrates debaixo dos holofotes  é preso qual criminoso portador de substâncias ilícitas que às vezes são transportadas por mulas nos intestinos.  o ps leva uma banhada e começa a inclinar-se à la titânic. o ps a descer e "o" sócrates a fritar em grande estilo em évora. enquanto isso, passos governa  de mão fechada abençoado por uma igreja calada que nem uma vagina virginal ou não usada. melhor dizendo, parecia que estávamos nos anos sessenta com portugal em guerra e governado por um governo inimigo do povo.  isto é, em vez de partirem para a guerra de áfrica os portugueses imigravam para a europa. um governo inimigo do povo tal qual o de salazar, o saudoso ditador. eu tenho saudades do tempo de salazar. e porquê? as mulheres eram mais mulheres! se eu fosse alguém importante já estavam os éticos ao serviço à pocilga a tratar-me da imagem. que os pariu! bem, adiante que se faz tarde. de repente, a direita perde a maioria nas legislativas. obteve maioria relativa e tem o direito de ver o seu líder ser indigitado primeiro-ministro. só que é um primeiro-ministro do tipo penso rápido (o seu orçamento só será aprovado se for a votos no salão da madame blanche). penso que cai - o penso - mal o ferido se lave com um bom duche. entretanto, ressuscita o ps com costa a dominar o cenário apontando para uma planície cheia de mel e frutos que divide com comunistas e bloquistas. ai, ai, vem aí os russos! ou, melhor os materialistas dialéticos. ai! ai! a esquerda em força. oh diabo e logo que o ps dá uma de esquerda dura, feia, quase democrática, sócrates é dispensado de estar instalado numa casa que até tinha piscina no teto e posto na rua da liberdade. ena pá, tanta coincidência! como tenho uma amiga bruxa (a bruxa do calhau) vou ver o que se passa dado que eu sem ser burro tenho muito pouco de inteligente graças a deus, aos meus antigos professores do liceu e à minha doença do sono. está lá, és tu minha querida. e ela: estás com azar. hoje estou com o período. ó meu coiro, o que eu quero de ti é que me faças... estás doido! não é nada disso! quero que me faças um comentário político. ah, isso é mais barato. vou atirar os búzios para a banheira e quando chegares já estará pronto. mal lhe bati à porta ela recebe-me de robe de seda roubado numa casa senhorial logo após o 25 de abril. não tinha roupa interior. ah, mas usava um tampão. explicou-me isso quando me pôs a investigar se havia ou não pingos no chão. eis o que ela me disse acerca da sua adivinhação: "em 1961, um estudante gritou num café: viva a liberdade! foi preso e quando levado a julgamento apanhou 3 anos de cadeia aplicados por um magistrado escrupuloso e seguidor do elevado espírito patrocinado pelo estado novo. como estava nesse mesmo café um advogado inglês que presenciou a prisão do moço, aconteceu que ele resolveu mexer-se e vai daí o seu comportamento futuro deu origem à criação da amnistia internacional." isso foi verdade? questionei. chamou-me estúpido e pôs-me na rua depois de eu lhe ter pago a consulta. "vai para casa refletir!" foram as suas últimas palavras. e como é que eu fiquei? recorri ao dicionário para ver o que queria dizer coincidência. bem, mas o melhor é ler a margarida rebelo pinto. alguém tem o livro que me empreste? agradecido!
varett

os interesses superiores da pátria não passam de arranjos económicos

eu refiro pátria (fui educado assim) em vez de pocilga económica como alguns já estão a tratá-la. após a invasão da alemanha em 1939 a polónia capitulou.  eis um  episódio do dia a dia  observado por martin gilbert, no seu volume I, página 87, que o "expresso" publicou de acordo com a dom quixote: "a 8 de março, em cracóvia, um operário polaco, a quem um membro da gestapo ouviu trautear a música do hino nacional, a polónia ainda não pereceu, foi abatido em plena rua." hoje em dia já não é assim. não somos polacos e podemos cantar o nosso hino pois não fomos invadidos militarmente nem a gestapo revitalizada  anda a dar tiros por aí à toa. claro que também ninguém anda a cantar por aí o hino português a não ser em campos de futebol que é onde nos estamos a distinguir de uma forma que se não me engano apagará das sebentas escolares os feitos marítimos do passado. a verdade é que os descobrimentos e o saque às populações indígenas só nos trouxeram desgraça, despovoamento e descuido na organização interna. a riqueza mal conseguida dá nisso. ao menos o futebol enriquece os ronaldos, mourinhos e outros chutapés que alcançaram o pódio da fama e dinheiro. também nos esmeramos no calçado e outros produtos inerentes aos couros e à cortiça. já me ia esquecendo. este intróito motivador ou de falsa partida é para fazer um ponto da situação. se por um lado estão os partidos a tentar formalizar uma forma de governo que viabilize o resultado das eleições, por outro estamos perante o aparecimento de vários candidatos à futura presidência da república. estes são mais que os profetas hebreus que nasciam como papoilas e que tinham a primazia de falarem com deus. importámos esse comportamento que resultou no aparecimento de um dom sebastião. o nosso primeiro profeta que por acaso falhou redondamente nas tarefas que lhe tinham sido atribuídas. depois houve vários. mas atenção não falavam com deus. deixou-se essa secção para os pastorinhos. mas como tudo enjoa nada mais fácil do que prever o seguinte: o povo português está já saturado do cenário político. é natural, pois ninguém gosta de ir ao teatro ver cinco ou seis vezes a mesma peça. assim sendo, o que está a dar é o que se tem passado com jorge jesus e o pedido de 14 milhões de indemnização que o benfica interpôs no tribunal competente contra o seu antigo e mítico mister. eh pá, isto é que interessa acoplado com as bocas explicativas do motorista do glorioso que a rueff dá vida na antena 1. há um orçamento a votar e há um presidente a escolher. isto é demasiado importante porque vai depender o futuro de portugal. o orçamento tem de estar voltado para dentro do país e para a solução de questões relativas às carências ao povo português. e perante este prisma só se exprimem claramente o bloco de esquerda e o pcp. é isto que eu não percebo e eu nem sequer sou bloquista nem comunista. os valores de uma nação como a nossa estão fora dos objetivos dos partidos do arco da governação. coligação e partido socialista viram-se para a europa para sistematicamente negociarem o estado. cada vez que estes senhores se deslocam a bruxelas a política do país fica mais longe dos interesses do seu povo. portugal liofliza-se! coligação e ps têm medo das represálias da banca comunitária e de quem manda nela quando procuram defender os interesses do povo. vamos passar a vida nisto, que não passa de uma chantagem vergonhosa? antónio costa que perdeu as eleições para a coligação à primeira vista pode centralizar e dirigir  a sua política para o bem estar do povo português dando voz a uma maioria que surgiu do resultado das últimas legislativas. e estas representam o querer do povo. se não estou em erro, santa engrácia me ajude a ler a nossa constituição... se costa ceder à banca comunitária que está voltada para o lucro do capitalismo e enveredar pela obediência a esta desumanizada organização então não passou de um bluff. mais valia ter deixado estar antónio josé seguro sossegado, que, este sim, talvez não tivesse ficado logo atrás do servilismo apátrida da coligação económica. por erro de estratégia e assunção política, estará nas mãos de costa e atuais companheiros focalizar a esquerda somente no bloco de esquerda e no partido comunista português? será que se prepara a absorção do partido socialista pela social-democracia de passos e portas arvorados em campeões do capital?
varett