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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

debate: para um passos tecnocrata e repetitivo um costa mais político e muito mais atirado para a frente.

passos estava numa de dono de toda a verdade política. impassível na plástica.  o futuro para ele   tem de ter uma bengala externa para poder avançar. os jornalistas (apesar de muito calejados) não conseguiram dar vida ao debate. pareciam uns capadores de ideias. costa foi muito mais político na medida em que organizou uma crítica à gestão da coligação como um professor que corrige erros (no caso quase diria de ortografia) tendo em vista mudança de comportamentos. antónio costa abriu tudo o que podia e foi tão seguro na sua visão para o futuro quanto passos acredita nos seus amigos empresários a quem sonha e deseja virem  salvar a pátria. acabo por hoje porque vão dizer tudo e mais alguma coisa nas televisões acerca deste pacífico confronto. duas questões que me criaram engulhos e já agora, para pôr fim ao texto: os 600 milhões que estão programados para serem sacados dos cofres da segurança social e a necessidade (social-democrata) para que se  vote na coligação-empresários a fim de se resolver a questão do desemprego, o maior problema que o país atravessa . coligação-empresários (aliança da direita com empresários) foi a herança passos-portas com que teríamos de passar a viver se ganhasse a direita. era o que faltava. homem de deus, que falha na apresentação do discurso político! se resvalássemos para aí, para que nos serviria a ciência política e os políticos? bastava termos os empresários a dirigir os destinos do país e pronto, resolvia-se a questão.
varett

se costas fraquejar ideologicamente no embate de logo à noite, adeus alternativa democrática

uma das prováveis investidas no próximo frente a frente de passos a costas deverá ser certamente puxá-lo para uma definição  ideológica. vai querer obviamente empurrá-lo para uma definição de orientação futura para um país que se encaixou de corpo e alma num processo de economia de mercado. passos (e o que representa o seu grupo) não passa de  um legitimista europeu. a europa comunitária está cá dentro com a mesma força que tinham os nazis na frança ocupada. era a frança colaboracionista. o esquema funcionava a favor da alemanha e da frança. nós não estamos ocupados militarmente mas a coligação com a cumplicidade dos restantes partidos permite esta sujeição (todos eles comem do mesmo banquete embora finjam que não. o fato é que não abandonam os "empregos" cujo pagamento assenta em fundos europeus). as nossas leis vêm dos escritórios de quem manda na europa. apenas as adaptamos. ora, costa está à partida entalado. se for governo como atuaria? só não tem solução para já como não defende (é o que dá a entender) nenhuma ideologia de esquerda, base de um partido socialista que de  socialista já era.. numa comparação coxa diria que passos representa dentro do estado novo a união nacional enquanto costa uma ação nacional popular. um faria de  velho salazar e o outro de putativo reformador marcelo caetano. salazar e caetano eram farinha do mesmo saco. só que marcelo estava menos gasto de imagem governativa e prometera abrir aquilo que salazar fechara. se costa prometer travar o caminho traçado pela direita capitalista perderá para passos. se aceitar modernizar as ideias que têm sido impostas do exterior não deixará de correr o risco de estar a copiar o que passos já prometera. passos já tem começado a propagar  que vai devolver o que retirou às famílias. passos vai incidir na sua grande vitória externa: portugal recuperou uma boa imagem nos mercados. costa retorquirá que o mesmo não se passa cá dentro. aí há de desdizê-lo com as contas do ine. como costa fará melhor? naturalmente atirará à cara de passos as desgraças da sua política contra os direitos adquiridos pelo povo português nas áreas da saúde, da educação e da segurança social. só que o poveco sabe que tem de ser assim. sempre fomos pobres e gastámos mais do que devíamos. as últimas sondagens mostram essa compreensão do eleitorado. para não alongar mais esta lengalenga  há só uma saída para costa poder ganhar a passos. e ela é assim: use as mesmas armas que passos usou para ganhar aldrabando o eleitorado. minta. minta muito e  prometa tudo o que lhe vier à tola. com um país de pobretanas nada como fazê-los sonhar. enquanto sonham ficam contentinhos. muito contentinhos. lembro-me daquela história que me contaram há muito. era assim: um pai, perante a fome do filho e sem poder satisfazê-lo nas suas necessidades, começava a descrever um grande banquete e o que nele se poderia comer. a história só acabava quando o filho adormecia com aquela cara de quem está bastante saciado. dá-lhe costa!
varett

domingo, 6 de setembro de 2015

será que tanto antónio costa e passos coelho não passam de dois tristes patetas?


ao não se pronunciarem politicamente pela "questão nacional josé sócrates" (1), estarão (passos e costa) a posicionar-se como dois cobardolas de trazer por casa? esquecem-se que pôr as barbas de molho é coisa que dá sempre jeito. ora vamos raciocinar à açoriano da rua dos manaias (onde nasceram todos os melos-bentos da primeira leva): qualquer banana que tenha seguido com certa curiosidade o que se passou em portugal depois do golpe dos militares mal pagos sabe que ultimamente as polícias de investigação andam com o olho em cima de centenas de portugueses que ocuparam cargos de relevo na vida política e empresarial. as investigações são ajudadas pelo fato de os nacionais gostarem muito de escrever cartas anónimas o que faz com que a justiça mande investigar porque é assim que manda a lei. imaginavam os senhores e senhoras leitores que sócrates estaria a ser vigiado, escutado e vigiado logo depois de ter nascido para a política? e que por causa disso os magistrados encarregados pelo sucesso ou "desmancho" do inquérito sabem mais dos negócios da vida íntima e profissional dele que o próprio? pergunto: é só sócrates que está a ser vigiado desta maneira? ó deuses do olimpo, que falta de tesão! neste caso e para facilitar vou só citar um ou outro que estão a ser alvo de escutas e investigações judiciárias: ora temos o senhor passos coelho por causa do seu envolvimento em várias atividades  que foram referidas até na própria  comunicação social como suspeitas de ilícito. ele e mais uma mão cheia de companheiros, encontram-se neste saco. o próprio vice-primeiro-ministro portas também está nesta lista. mas este fica para a próxima. há quanto tempo está passos coelho a ser vigiado e escutado? tem anos, minhas queridas leitoras. por ser segredo de estado não digo o tempo... quanto ao senhor antónio costa? posso garantir que fora escutado já em princípios de 2007. é obra! foi escutado e as gravações chegaram a saltar para a opinião pública. no caso específico foi transcrita a sua conversa com sócrates. depois disso costa foi para a câmara de lisboa. se há cartas anónimas enviadas para a procuradoria não sou eu que as vou denunciar. porém, a câmara de lisboa devia qualquer coisa como 500 milhões de euros e que já estão saldados. com a inveja que grassa por aí, naturalmente que houve denúncias... ora bem, vou concluir pois o almoço de repolho, couve-flor e batatas cozidas me espera. bem, vou regá-los com vinho que não é animal nenhum. provavelmente, passos depois de perder as eleições irá ser preso à chegada do aeroporto de lisboa ou de sá carneiro no porto. e porquê? porque é preciso saber-se se é considerado trafulhice estar-se associado a uma empresa que mamou uns dinheiros valentes para formar e não formou. é que a justiça portuguesa, ultimamente, prende para investigar. e nenhum dos dois cobardes (costa e passos) foi capaz de dizer alguma coisa sobre este aspeto do procedimento da justiça em portugal. "o que é da justiça à justiça e o que é da política à política". digam isto quando estiverem a caminho de évora , seus mamões. está claro que os magistrados hão-de querer abrir inquérito tanto a um como a outro dado pois têm de dar seguimento às queixas anónimas que estarão, certamente, nas suas secretárias. para isso é preciso prendê-los. é a sua lógica. para que tanto um ou outro fique descansado devo considerá-los inocentes - mesmo estando presos - até que a justiça prove qualquer coisa contra eles. o mesmo penso de josé sócrates. numa democracia até ser decretada sentença definitiva todo o cidadão é considerado inocente e tem o direito à defesa do seu bom nome e imagem. por não terem dito nada  como políticos acerca do "caso político-nacional sócrates" só demonstraram que não merecem dirigir o destinos do país. deviam ter dito que o consideravam inocente até que fossem provados os ilícitos  de que era acusado e que a justiça abusara nas suas competências. prender um indivíduo que se veio entregar às autoridades para responder a questões de matéria de que era suspeito por indícios é considerado um abuso do poder em democracia. era isso que se esperava deles como políticos de forte tempera que fingem ser. quanto a costa, advogado e "amigo" de sócrates, devia assumi-lo nas horas más. não merece ser primeiro-ministro do portugal. país onde me agrada viver. quem faz as leis são os políticos e não os juízes, seus bananas! os juízes devem limitar-se a cumprir aquilo que for determinado pelo povo através das suas legítimas instituições, apesar de estarem a cheirar a podre que já chateia.
varett

(1)- o fato de estar todo o mundo português suspenso de uma ou mais frases do ex-primeiro-ministro acrescido da importância de como detido estar a  receber de altos e poderosos membros da sociedade política visitas permanentes como é, por exemplo,  a do fundador da democracia portuguesa, dá para se denominar este tema de questão nacional. 

sábado, 5 de setembro de 2015

os dois advogados de josé sócrates sairam da casca e


vou jantar. já venho. entretanto, mandaram-me uma informação acerca do luxo que grassa no palácio dos juízes rattonistas. a minha avó dizia para eu não gastar o riso que o deus criador me tinha atribuído quando  estiver  a gozar com o meu semelhante e, isto para poder rir quando estivesse com o meu rabo a arder. minha avó complicava. ó minha avó!, isto é o tal dizer: hoje meu amanhã teu. não é, minha avó?, atirava eu depois de ela me ter dado algum para as despesas com vinho que agora esta cambada, de plebeus sequiosos  do poder do estado, define por álcool ou álcool no sangue. bem vou à janta. ah, que bonito está este tempo de eleições legislativas à la sócrates... 
(continuação depois de ter mastigado as minhas ervas , verduras, não vá o diabo tecê-las):
os advogados do engenheiro confirmam - e com razão penalística - que indícios não são fatos. que se os houvesse já teria havido acusação. resumindo a atuação do dr pedro dellile e do dr joão araújo: minhocas não as há, logo a pesca só de arrasto e como se sabe os portugueses já não podem pescar. logo, quem pode meter o caniço na água só espanhol ou magrebino. o procurador da república está com a sua imagem tremida. muito mais tremida ficará se não conseguir transformar indícios (que não passam de palpites e pistas) em fatos ilícitos comprovados. o procurador não sabe pescar? até ver a coisa está muito feia para o lado dele. tudo isto que aqui digo não é senão o fruto que adveio de uma olhadela para o que dizem os jornais e o que se vê e ouve na têvê. é daqui que retiro as minhas conclusões concluídas, como dizia o meu amigo alceu de seu nome e cujo apelido era carneiro. vou continuar a meter os dedos na caixa de pandora já que a outra tem lá vários calotes (isto segundo as bocas (incidiosas e/ou factuais) de passos coelho acerca dos dinheiros que nós, a gente lá tem e que foram como que mal emprestados). algum desvio de entendimento transpareceu entre os dois magistrados que estão a contas com o curriculum de josé sócrates. a diferença é muito pálida ainda e não dá para vaticinar uma indisposição. até isso está no segredo dos deuses, perdão, no segredo de justiça. nem porta-vozes nem informações prestadas pelos magistrados saltaram cá para fora para contrapor "as acusações" que agora se estão a voltar contra si (procurador e juiz). quer dizer, no passado recente o seu constituinte (dos defensores) foi julgado na praça pública. agora, dá-se o reverso da medalha. isto é, os julgadores estão na iminência de serem pelo mesmo poveco e companhia julgados na praça pública. joão e pedro desmontaram aquilo que podia ser desmantelado em favor do seu cliente. mais, e não contentes com isso ainda ajuntaram ao seu "processo" de defesa algumas suspeições de incompetência e esquisitices de ordem de um poder... reticências porque já não me lembro das frases todas. foi esta a sensação com que fiquei: os julgadores estão a ser julgados na praça de um certo público. é obra! e na última entrevista explicativa, o dr pedro deu a entender que em seu devido tempo o estado poderá vir a ser   processado pelos prejuízos causados ao ex-primeiro-ministro josé sócrates. finalmente, também fiquei com a impressão de que sócrates é um homem livre e se ainda está retido em casa isso deve-se a uma teimosia descabida. não sais de casa esta semana! porquê, meu pai? vieste tarde demais e amanhã tens aulas! que fazer, contra este castigo? nada, é esperar para ver, pois sábado é dia da mesada...e meu pai nunca falhou. belos tempos!
varett

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

como classificar a prestação televisiva de paulo portas nas tvis? responde varett a paulo rehouve a seguir

paulo rehouve:
terá portas conseguido dar mais uma achega positiva na provável vitória da coligação nas próximas legislativas?
varett:
portas falou para a direita e neste sentido - como, às vezes, diz jerónimo de sousa usando a expressão como bordão - foi brilhante. agora, se me coloca a questão do ponto de vista da esquerda, digo-lhe que não convenceu porque se limitou - e muito partidariamente - a interpretar tudo à sua volta com óculos cujas lentes possuem uma cor rosa  bebé.
pr:
quando ele refere que o desemprego baixou de 17% para 11%, acha que isso é uma leitura rosa bebé?
varett:
você já me tinha questionado sobre a maneira como eu o apreciava logo na primeira parte desta entrevista, se assim se pode chamar a isto... não tenho tempo para o portas porque viajo por outras águas. mas a pergunta não fica sem resposta e acabou portas por agora. ora bem, o senhor vice-primeiro-ministro está habituado a falar para tansos e feirantes desprotegidos. para cá vem de voo charter. ora disse ele que quem cria (deve criar) empregos são as empresas e não o estado. esta é a sua divisa que assenta no modelo de economia de mercado que é como o eucalipto: tudo seca para si. no entanto ele e o seu governo de coligados por não terem capacidade de dar a volta ao desastre que foi o desaparecimento de milhares de empresas e o seu correspondente desemprego foram buscar ao estado milhões de euros para camuflar o desemprego "inventando" estágios para os putos licenciados que são aos magotes e que andam por aí de festa em festa em concertos noctívagos que nascem debaixo dos pés como papoilas e cuja fatura ninguém sabe quem paga... isto para além de revelar um embuste demonstra como se pode ler estatísticas de cu para o ar. que dirá o senhor portas aos capitalistas estrangeiros a quem canta loas do seu próprio ministério  de propaganda acerca de como é bom investir nas nossas empresas quando elas são em parte sustentadas (quase todas) pelo dinheiro dos contribuintes através do falso emprego? um estágio de aperfeiçoamento não é um emprego. é como uma licença sabática. é isto que antónio costa tem de fazer, isto é, tem de começar a desmontar peça por peça as promoções coligativas dos que nos governaram à laia do morgado do calhau de santa bárbara.
pr:
e como procedia o morgado do calhau?
varett:
foi vendendo tudo mas sempre muito bem cheiroso e bem falante, valha-o deus.
(fim. varett não dá mais entrevistas este ano pois vai de férias. à pergunta em off de paulo rehouve se ia fazer férias quando estas estavam no fim, respondeu assim: vou de férias agora porque a plebe volta para o trabalho deixando as praias libertas de ruídos. ah, e disse mais: também não corria o risco de encontrar políticos e passa-salivas pois também voltavam para o "trabalho". questionado sobre o significado de passa-salivas disse que eram os comentadores de serviço a esta democracia.)



terça-feira, 1 de setembro de 2015

continuação da entrevista a varett pelo jornalista estagiário paulo rehouve


paulo rehouve:
nesta segunda parte da entrevista vamos dar continuidade ao seu comentário sobre as figuras públicas... 
(interrompido por varett)
varett
espere lá, só comento essa gente dado que se meteram em assuntos do estado do qual faço parte como associado.
pr:
associado?
varett:
você não me diga que está como o outro que pensa que só os políticos profissionais e algumas instituições é que têm o direito de compor e dispor a seu bel-prazer do estado. a verdade é que o estado   não passa de conjunto de cidadãos  organizados mal ou bem. sim, sou sócio do estado e fico fulo quando os que se alcandoraram no poder regem mal os nossos negócios. 
pr:
diga isso aos rurais!
varett:
é por essa maneira de estar, não agir e não pensar que os desmandos e crimes lesa-pátria não tem um fim próximo. 
pr:
bom, temos aqui para comentar uma primeira personagem que se destacou a semana passada por ter afirmado que se o ps fosse governo não havia primeiros-ministros presos.
varett:
deve estar a referir-se a rangel.  bem, acho que o homem tem muita coragem, pois provocou indiretamente o nosso super juiz. há gente assim sem medo. quem diria! esse político profissional já tem uns bons vinte e tal anos de descontos para a caixa dos políticos que vivem às custas do estado. acho que ele trabalha no parlamento europeu. são muito bem pagos. imagine se ele, ao longo desses anos todos que leva na profissão de político, abrisse só a boca para dizer coisas acertadas. ninguém lhe passaria cartão. ele bem se espreme para ser aceite e ter um lugar ao sol, mas tem aquela sina de se esfumar e de só aparecer quando o psd precisa. isto é, tempo de eleições é tempo de artistas sazonais e de palco. quanto à questão, eu ainda não posso responder porque  estou a estudar as ligações entre o poder político e o poder judicial do tempo de dom josé rei absoluto e de seu primeiro-ministro. era uma coisa muito feia. digamos que as vítimas que caíam nas malhas da justiça política eram considerados presos do estado. hoje, são designados por presos políticos.
pr:
está a referir-se a josé sócrates, por acaso?
varett:
estava apenas a referir  por alto fatos históricos do passado século XVIII. mas antes que passemos adiante, devo dizer, já agora,  que paulo rangel, com a categoria de deputado europeu, arquitetou  a ideia de sócrates ser considerado preso político. vejamos bem a coisa. no pensar do deputado e professor de direito rangel, sócrates nunca seria preso se, por exemplo, o ps fosse governo e, também, por exemplo, fosse mário soares o primeiro-ministro. assim sendo, trata-se de um preso político como é óbvio e não é preciso apelar  por aristóteles para o considerar na grande premissa.  pois neste momento ele está preso (segundo o deputado europeu) porque a fação político-partidária de que é acólito nada manda no poder judiciário. isto é, só é preso quem pertencer a uma política diferente da do poder  (político). esta é a leitura do psd e não deixará de ser considerada como tal enquanto ele não for expulso do partido e de seguida com uma declaração pública de passos coelho à ilharga. sócrates agradece como é lógico.
pr:
há políticos  afetos ao poder que foram presos e condenados nesta legislatura. esse seu juízo não está correto.
varett:
foram presos, julgados e condenados. em tribunal, viram os seus crimes, de que eram acusados, provados. o caso sócrates é totalmente diferente. nem  ainda sequer foi acusado nem julgado.
pr:
papa francisco e o perdão a quem cometeu o aborto?
varett
um papa porreiro. um verdadeiro papão! 
pr:
antónio costa?
varett:
é um homem, hoje, muito esforçado. sabe que terá de se transformar num passos coelho restaurado para ganhar as eleições. o fato de querer entregar de uma só vez o subsídio de natal é sintoma de que vai corrigir os exageros da social-democracia mas sempre com o olho na agora bondosa merkel. ora bolas, porque cargas de água o senhor passos nos quis dar às mijinhas aquilo que é nosso por direito próprio. isso mesmo disseram os rattonistas bem intencionados. parece meu avô que em vez de me dar uma de cem obrigava-me a ir à missa. cada missa dava direito a 25 escudos. eh pá, mas que cegada! 
(continua)



domingo, 30 de agosto de 2015

grande entrevista a varett, o artista que já expôs contra joe berardo, museu do chiado, museu da arte antiga. isto é, contra os senhores e instituições que têm posto os artistas plásticos a comer a merda que esta democracia amassou


trata-se de uma entrevista, nada mais do que isso. só que parte dela é de ordem política. vamos ver no que dá. (entrevistador: paulo rehiuve)
paulo rehouve:
que pensa do cavaco da silva?
varett:
nada!
pr.
que pensa da presidente da assembleia da república?
varett:
é magrinha e pesa pouco. seria chumbada se fosse chamada a cumprir o serviço militar (antigamente obrigatório). 
pr:
e do órgão de soberania os tribunais?
varett:
quando chegarmos ao juiz alexandre meta esta dentro dele.
pr:
jorge sampaio?
varett:
antigo oposicionista do estado novo e depois do 25 de abril falava muito bem várias línguas. um verdadeiro poliglota.
pr:
mário soares?
gosto do homem. se tivesse  nascido em inglaterra seria maior do que o churchill.
pr:
do general eanes?
um homem que nunca se devia ter metido na política. é olhar para a cara dele para confirmar.
pr:
que pensa das nossas forças armadas?
varett:
já ouvi falar!
pr:
diga-me um nome de um atual chefe de estado maior?
varett:
firmino miguel? não sei!
pr:
otelo saraiva de carvalho?
varett:
não devia ter-se metido no golpe militar sem antes ter lido o programa das força armadas. e devia ter assistido às aulas de política do melo antunes.
pr:
general spínola?
sendo um guerreiro dos tempos modernos devia ter previsto que seria violado se se metesse onde não era chamado nem ouvido.
pr:
antónio guterres?
varett:
não o consigo separar do fantasma materializado do padre melícias.
pr:
josé sócrates?
que não não era necessário prendê-lo e, por conseguinte, devia aguardar por julgamento em liberdade. como não é acusado nem de violência doméstica, assalto violento, assassinato, tráfico de droga, condução sobre efeito de álcool (acima de 1.2), abuso sexual de menores, lenocínio, tráfico de seres humanos, tráfico de armas, cumplicidade na invasão do iraque e o genocídio que tal implicou, membro de uma célula terrorista, etc., acho que só o fato de vir a ser acusado - como tudo leva a crer pelo que se sabe do processo - e ser levado a julgamento já era um pesado castigo para um ex-primeiro-ministro a quem a maioria do povo votou para dirigir os destinos de portugal. sendo considerado culpado vai comer uma grande fatia de tempo que lhe resta.
pr:
é suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influências!
varett:
se bem me lembro, um membro do executivo do antigo bloco central, ministro do ambiente, pediu a demissão... depois de ter - por esquecimento -  fugido ao pagamento de impostos ao executar um serviço particular sem o declarar. e foi só o castigo que recebeu. estamos a falar da mesma justiça... corrupção e tráfico de influências, sendo o pão nosso de cada dia das democracias (modernas), devem ser levadas a tribunal com os arguidos em liberdade para se poderem defender. é um direito inalienável do cidadão. foi por isso que se alterou a constituição de 1933 para a de 1976 e suas sucessivas revisões. garantias são garantias doa a quem doer. o poder, seja ele qual for, sujeita-se à boa interpretação do legislado.
pr:
juiz carlos alexandre?
varett:
vou aguardar pelo libelo acusatório e também vou seguir muito atentamente o julgamento (se houver) de sócrates - o outro teve de beber cicuta. vou esperar para ver.
pr:
repito, juiz carlos alexandre?
varett:
tenho medo dele! um medo democrático, claro!
pr:
paulo portas?
nunca enganou ninguém. perdão, só as feirantes.
pr:
pedro passos coelho?
varett:
um primeiro-ministro que tem muita categoria pois nunca o vi fugir dos apupos da multidão quando se predispõe a inaugurar e a aplaudir iniciativas do privado. faz-me lembrar o oposto do general vasco gonçalves. 
pr:
como classifica a prestação de serviço do seu governo?
varett:
um governo muito amigo dos animais. o caso da sardinha da nossa costa é sintomátiso. 
pr:
um comentário à ministra mais poderosa do governo passos?
varett:
você está doido! o marido da doutora proíbe qualquer comentário! peça isso ao classius clay.
pr:
e o professor marcelo?
varett:
um grande comentador dominical que vai ter muita dificuldade em mudar de papel; o papel de candidato a belém. ainda não saltou  daquela personagem para esta, talvez por isso venha a ter dissabores. antes atirou-se ao tejo a partir da margem do cais de sodré (?) para motivar - sem conseguir - os eleitores municipais da capital. será que vai agora -  que a eleição presidencial é mais importante - atirar-se da ponte salazar, dita 25 de abril, para levar o país a votar nele?
pr:
e quanto a sampaio da nóvoa?
varett:
vou tentar resumir: imagine uma saleta, na hora do chá, composta pelas senhoras da conferência de são vicente de paula orientadas pelo pároco da freguesia. de repente, entra o prof. sampaio da nóvoa e senta-se entre elas. e começa ele: o estado social, a igualdade de oportunidades, o apoio do serviço nacional de saúde ao aborto (feminino), o imposto progressivo sobre quem mais tem e  ganha, o direito de a mulher... nisto é interrompido pelo pároco que de pé  se dirige às suas queridas paroquianas: "credo em cruz". as paroquianas benzendo-se repetem credo em cruz. o prof. sampaio sai julgando que o credo em cruz do coral vicentino  é a compreensão das suas ideias para um portugal social a partir de belém.
pr:
filomena mónica?
varett:
gostava de duas coisas: que fosse conselheira de estado e de assistir a uma reunião onde ela interviesse. ah, e os conselheiros estariam proibidos de sair enquanto ela falasse!~

(fim da primeira parte da entrevista)