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quarta-feira, 15 de julho de 2015

correção de uma notícia que vinha ontem acerca de uma segunda entrevista ao senhor primeiro-ministro


não percebemos como este gravíssimo erro foi perpetrado e difundido pela nossa redação. alguém, mal intencionado, nos disse que passos daria uma entrevista à tvi, hoje, dia 15 de julho. para nós tratava-se de uma segunda. afinal foi só uma que p. coelho deu. por isso, pedimos desculpa aos nossos dois leitores pelo incómodo que tiveram ao clicar no nosso  blogue onde foram literalmente ludibriados.
pelo pressportugal
ass.mmb

o nosso primeiro-ministro ontem deu uma, hoje dá outra. temos homem!


quanto custa meia hora de uma estação televisiva? centenas de milhares de euros, calculo eu. os partidos não têm dinheiro para meia missa  e que se saiba  já não há submarinos à vista carregados de erva para lhes encher a pança. de modo que alguém está a entrar com o cacau para se queimar tempo em campanha e começar a intoxicar a opinião pública. mais tarde havemos de saber de onde vem o pilim, isto se carlos alexandre tiver um intervalo nas suas caçadas aos vilãos que transferiram para a caverna do ali babá o dinheiro dos nossos impostos. nesta europa, tudo é dinheiro. o dinheiro está a mandar nos países através dos seus governos. ainda não arrefeceram as palavras de passos coelho e já logo à noite havemos de o ouvir de novo a defender o patronato federal. espero que judite de sousa dê a volta ao texto e o esprema mesmo que ele grite de dor, e não se ponha a dançar o one-step como  o grande chefe com a belíssima jornalista clara de sousa. one-step em palavras, diga-se. há muito dinheiro por fora! nossa senhora nos valha e o volte a meter dentro. 
varett

segunda-feira, 13 de julho de 2015

sair do sistema monetário europeu para portugal é como descobrir o código de acesso ao cofre do banco central europeu


portugal deve preparar-se para sair da moeda europeia com muito lucro, benefício e sem prejuízo. deve pensar-se muito seriamente no novo nome da nossa  moeda. em vez de escudo (que se foi como o morabitino de má memória esclavagista) adoptaríamos o luso. bem, preparemos, então, a alteração da moeda europeia para o luso. o governo português - neste momento estamos bem vistos o que significa que temos crédito - deve pedir emprestado o maior número de mil  milhões de euros possíveis. os nossos amigos do bce, do fmi e da alemanha (sobretudo a esta) cedem e abrem os cordões à bolsa. tão depressa o dinheiro passe para cá toca a comprar ouro, diamantes, dólares, yenes e dívida de alguns países sérios... logo em seguida portugal pede para sair do euro. fica como a inglaterra. isto é, longe do afundamento da europa dos comerciantes e da zona euro. reconverte o empréstimo (que deu alguns saltos e desvios tal qual como fazem os corruptos e os lavadores de dinheiro nas offshores) em lusos e passa a pagar tudo na nova moeda: o luso. ficávamos com os cofres cheios de dinheiro. ah, não esquecer que já os tínhamos repletos isto se nos fiarmos na informação da nossa ministra das finanças. eh pá, e os sacanas de nova york, perdão os sacanas da europa branca não nos invadiriam e nos tratavam como aos gregos na segunda guerra mundial? isto é, só mataram 400.000... para isso temos a nossa diplomacia. esta era obrigada a jogar tal qual como salazar atuou naquela época. isto é, enrabou-os a todos, quer tivessem sido aliados ou nazis. deve-se! deve-se! gritaremos bem alto! havemos de pagar ! havemos de pagar como o temos feito ao longo dos séculos. ainda no final do século XX acabámos de pagar um grande dívida que tínhamos feito há cem anos atrás. somos gente séria, isto é, somos obrigados a sê-lo tal é o medo dos castigos que provavelmente nos aplicariam. não era tão bom termos a nossa moeda e podermos desvalorizá-la sempre que faltasse dinheiro para encher a pança aos ricos e pagar pouco aos trabalhadores? claro que voltaríamos a ter uma sociedade composta por  classes sociais distintas. havíamos de perseguir os comunistas e restaurar a polícia política que ninguém tinha nada a ver com isso. os padres voltariam a chagar os paroquianos quando faltassem aos seus deveres dominicais. fátima continuaria a enviar para roma milhões de lusos e receber de volta bençãos e mais bençãos tão ao nosso gosto e desejo. voltaríamos a respeitar os corruptos e ver como os atuais juízes e inspetores judiciários tinham emigrado. teríamos a felicidade de ver a continuação das políticas de ensino continuarem com o atual ministro ainda no pelouro. finalmente e para abreviar, os militares adquiririam o seu antigo esplendor... e uma imitação de carmona tão bonito na sua farda número e um vice-salazar a dar uns toques na gravata antes de distribuir condecorações aos heróis do "10 de junho" recauchutadoe mais metalizado. era a pátria renascida cantada pelos novos rapsodos oriundos dos republicanos social-democratas que ajudaram a que portugal continuasse a ser um país indepenente mas muito obediente a londres. e isto tudo sem que o filho de dom duarte fosse obrigado a casar com uma bifa de sangue real ao serviço do portal dos windsor.
varett
ps: e era um tal exportar e a enriquecer uma certa classe que está ávida de lucros. pudera não, é que os salários da plebe baixariam aos níveis que a gente sabe; também os impostos baixariam de alto até porque lá em cima não gostam de pagar nada a ninguém; os de baixo? o costume que é o que está a dar... vou à praia que ainda é de graça. perdão, era!

sábado, 11 de julho de 2015

nuno gonçalves: uma pintura de tão forte que é que permanece fora das fronteiras do interior.

 pressportugal.blogspot.com esteve em sintra no mu.as (museu das artes de sintra). a exposição de  nuno gonçalves - o de hoje -  não brinca com os sentimentos de quem o lê. a pintura é incisiva  e torna-se companheira de viajem  dos que foram tocados por ela. olhem, foi o nosso caso. este jovem pinta como se tivesse viajado montado num raio do joão magueijo que foi meter o nariz  nos primeiros segundos do universo.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

antónio costa um político com ideologia suspensiva mas realista


qualquer um que fosse à entrevista de judite de sousa  e  que apenas se apresentasse como candidato a primeiro-ministro , sem partido que o identificasse  e respondesse como o dr antónio costa às questões  que lhe foram colocadas,  corria o risco de passar por democrata, social e pouco cristão (social-democrata-democrata-cristão) de um outro planeta. onde esteve um costa revolucionário  quando se referiu àqueles que geriram bem os negócios dos privados e mal a vida dos mais pobres e desempregados e que pertencem ainda como governantes  a um órgão de soberania,  cuja tarefa é executar políticas? políticas que estão espalmadas na constituição... julgo que costa não convenceu acerca  da sua posição de travagem do muito mais que provável saque aos pensionistas na bonita soma de 600 milhões de euros. a dra maria luiís albuquerque foi porta-voz do bce e do fmi ao apontar para a próxima tarefa do ministério da segurança social, que é cortar nas pensões e nos reformados na referida quantia. tinha de ser peremptório: ali ninguém mexe! não pode fazê-lo nem dizê-lo. porquê? porque lá se iam os mercados e os credores fechavam a bolsa que mantém as instituições estatais. costa europeu sabe que governar portugal é como ser um vice-primeiro-ministro  de um país que se situa  fora das suas fronteiras e cujo trabalho se resume a entrar e a sair de chapéu na mão de uma sede bancária onde mora o verdadeiro primeiro-ministro. uma espécie de presidente do governo regional dos açores, por exemplo. mãos e boca atadas. felizmente antónio costa tem passado político e obra feita. é socialista desde os 14 anos. não enriqueceu aproveitando-se dos imensos cargos onde exerceu como eleito do povo. e penso que fica muito chateado quando sabe que outros se locupletaram estando ao serviço do estado e do povo. um ponto a seu favor! não se lhe conhecem trapaças. creio que com ele haverá lavagem de má imagem dos políticos. o que tem caracterizado a sua postura como cidadão-político? já foi revirado do avesso e ai dele se lhe tivessem encontrado uma vírgula! já teria sido assassinado. isto é, julgado na praça pública. a visão que veiculou para um portugal do interior-fronteira em expansão económica para dentro do mercado espanhol é talvez a mais digna proposta que jamais alguém se atrevera a declarar. inimigos desta visão são aos montes. são aqueles que querem manter o portugal rural e pobre se possível. eles estão por aí mascarados de progressistas de direita. quanto à educação? penso que a guerra está perdida. o governo passos-portas desmantelou uma das grandes conquistas populares.no campo da instrução e  evolução de mentalidades. recuperá-las nem nos próximos 10 anos. para terminar: antónio costa deixou passar uma forte imagem bastante positiva mesmo pertencendo àquele grupo que se apoderou do poder e que por pouco não nos destruiu. vence passos porque é mais humano e mais inteligente. socialmente falando, claro está! 
varett

quarta-feira, 8 de julho de 2015

passos coelho armadilhou as presidenciais com o seguinte fito: ganhar as legislativas...


vou inventar como de costume: no período (alongado) que antecede as eleições para a presidência da república é hábito cá por casa aparecerem candidatos "menores" que por qualquer razão de narcisismo, perturbação psíquica leve ou levados ao engano por "almas" sinistras. estas empurram-nos pois querem  divertir-se à custa do espetáculo. a press - quando não tem assunto de primeiro plano - dá-lhes uma cobertura, em geral, fugidia. depois, como de propósito, nunca mais lhes liga pevide. a malta - que até se interessa por coisas de política -  acaba por esquecê-los. quando a temperatura baixa, logo outro toma forma e anuncia que se vai candidatar ao "posto" mais alto da nação. ora vem lá um ora vem lá outro. basta que apareça e se posicione a jeito, o candidato é logo escrutinado pelas mentes ávidas de matéria futurológica. sem querer começa-se logo  a vê-lo metido numa mala cheia de defeitos ou, se não os tiver, enfiamo-lo numa caixa onde sai de lá escalpelizado. depois ficamos a aguardar a vinda de outros. a fornalha para onde são atirados está a lume brando. mas que coze lá isso coze. neste momento ainda meio cozidos estão para aí uns três ou quatro. o que está resistir à cozedura é o ex-reitor. levou foguetaria da melhor mas não foi o suficiente para manter o ritmo da energia com que iniciou os primeiros passos amparado pelo melhor que há cá nas prateleiras da praça política  mas de sinal contrário à turma do passos coelho. este, que ultimamente tem reforçado a imagem de patrão seguro que paga a tempo, aprendeu muito - julgo eu - com a histórica batalha das ardenas (dezembro de 1945 vai fazer 70 anos...). isto é, só no fim é que os aliados venceram. eram muitos e sequiosos de vitórias. só americanos eram para aí uns 850.000. morreram à volta de 70.000 soldados. quer dizer, a malta guerreira ganha batalhas e guerras, mas morre muito. é só cadáveres por esses campos de morticínio.  e depois? depois só no fim é que se pode saber quem ganhou. a rússia ganhou com a derrota da alemanha pois ocupou quase toda  a europa da cortina de ferro assim chamada pelo bêbedo inglês. eh pá, onde isto já lá vai! voltando a passos. ele deu ordem para se construir um galinheiro para meter todos aqueles que queiram brincar aos candidatos enquanto ele anda de paróquia em paróquia a levar a boa nova bíblica: os dez pecados mortais do ps. anda-me aquela nódoa ideológica de livro sagrado debaixo do braço a percorrer o país e a meter medo aos papalvos. o ps foi apanhado com muitos candidatos apoiados parcelarmente e nenhum. antónio costa anda a fugir ao assunto tentando valorizar as legislativas para não se esfumar. para antónio costa o caso sombra/sócrates, o abafar os candidatos, a divisão interna e a falta de convicção dos socialistas são fantasmas que não o têm deixado dormir. ao contrário de passos que tem até ressonado nos intervalos das homilias. agora é que percebi por que razão fui buscar os alemães para esta crónica. entonces não é que as nossas eleições dependem da alemanha, da grécia, do syrisa, do cacau para custear as campanhas e de tudo que se passa além fronteiras. perdão, perdão! esquecia-me que já nem temos fronteira, pois foi-se no rol das vendas dos bens públicos. 
varett

quinta-feira, 2 de julho de 2015

dizia-se que o estado era a nação politicamente organizada... e hoje?


em contrapartida, portugal, hoje, é uma nação   politicamente organizada por imposição externa. penso que a partir do momento em que a lei fundamental - a constituição - for desrespeitada pelo incumprimento de quem for democraticamente eleito para a fazer cumprir que se vive num período de ilegalidade que torna criminosos  quaisquer compromissos assumidos para efeitos internos ou externos. isto é, quem assumir responsabilidades  na ausência ou arrepio da lei  que as suporte deverá prestar contas mais cedo ou mais tarde. existem artigos na constituição que não são elásticos sob pena de quem os desrespeitar estar sujeito a ser perseguido pela justiça. um pequeno exemplo: quem procurar seccionar  partes do território nacional corre o risco de apanhar penas que poderão atingir a bonita soma de vinte anos de prisão. os direitos dos cidadãos também estão salvaguardados. direitos, liberdades e garantias não são elásticos. estão devidamente organizados e contemplados na lei fundamental. sem revisão constitucional todos os atos que impliquem e suscitem dúvidas deverão passar pelo crivo de um tribunal constitucional que foi criado para o efeito. um tribunal constitucional não deverá "nunca" ser um tribunal político. não sendo político tem a responsabilidade de fazer cumprir a lei no seu espírito. a lei geral não pode estar ao serviço de uma fação partidária portadora de uma determinada ideologia. isso implicaria ser a constituição uma marioneta nas mãos de líderes políticos sem escrúpulos. tais interpretações ao sabor de ideologias enfraquecem o estado e dividem a nação. assim sendo, nunca será o estado entendido como uma nação politicamente organizada. quando algum ato ilegal aos olhos da lei fundamental for subscrito por partes da sociedade ou por grupos económicos deverão os órgãos de polícia criminal atuar com tal eficiência como o fazem com atos de corrupção, branqueamento de capitais ou fuga ao fisco. só assim, não seremos absorvidos por uma europa potencial e economicamente capaz de nos voltar a transformar naquilo que fomos durante séculos em relação ao reino unido: um protetorado. que tudo fez para nos dividir e para que não  fortalecêssemos a península hispânica ou ibérica, pois isso iria atrapalhar a expansão britânica e dar-nos uma perspetiva de futuro distinto do colonizado. nunca seríamos espanhóis mas sim portugueses na ibéria. agora é tarde demais para revivalismos. o que nos resta? fazermos cumprir a lei que todos nós votámos para que não nos destruam como país que ainda somos.
mmb
ps: que países andaram a reboque das diretivas europeias e que perderam a qualidade de nações independentes adaptando as suas constituições àquelas? será que a frança quando invadiu recentemente países do norte de áfrica pediu licença a portugal como membro da ue? será que a nossa constituição é um pastel de massa tenra antes de ir ao forno?