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sexta-feira, 5 de junho de 2015

3º texto sobre: a ditadura militar iniciada com o golpe de óscar carmona que depõe gomes da costa só termina com a ação política do dr mário soares.


em 1954, no distrito de beja, após uma reivindicação salarial, um oficial do exército  português alvejou uma moça grávida que encabeçava um grupo de mulheres que ia propor à entidade patronal - o senhor da terra - um aumento de dois escudos por jorna. o trabalho consistia  numa colheita de favas. o oficial chamava-se carrajola e tinha o posto de tenente. em 1962, o capitão maltês e o major horta osório comandavam a polícia de choque. que interveio na cidade universitária. enquanto o major dialogava com os representantes dos estudantes, o capitão maltês não entrava nesse jogo dizendo que recebia diretamente ordens dos ultras. (1) e encabeçou a carga policial contra a malta. cheguei a ver o capitão maltês em frente à faculdade de letras a comandar agentes da psp 12 anos depois. por exemplo, (só são exemplos...) uma carga militar acabou por matar um civil que estava distraído a observar contestações de rua na cidade de ponta delgada-década de quarenta. a ditadura militar do estado novo e que tinha como testa de ferro salazar, sofreu alguns sustos pregados por militares de alta patente seus opositores: em 1949, o general norton de matos, em 1951 o vice-almirante quintão meireles e em 1958 o general humberto delgado concorreram à eleição presidencial. os militares estiveram sempre presentes nas intentonas. umas vezes de esquerda outras de direita. mas foram sempre eles quem mexeu com o poder pondo e dispondo consoante a sua visão das coisas ou negócios do estado. lembrei-me agora de uma operação militar com alguns civis à ilharga dita "caixa de fósforos". não fora alguns mortos e tratar-se-ia de uma guerra à solnado. estávamos em 1962,  o general humberto delgado e uma série de oficiais que não alinhavam com a ditadura do estado-militar-novo resolveram invadir o quartel de beja para o tomar de assalto e daí dar início a uma revolta que a derrubasse. eram mais de 100 os revoltosos. tiveram azar pois o comandante sozinho recebeu-os à bala dando origem a uma fuga desenfreada dos democratas. vou acabar por aqui pois tenho de contar quantos militares detiveram o poder em todas as frentes. vou começar pelos governadores civis. só pondo um olho nos textos: ena tantos! em tempos de paz o poder dos militares, já o disse e provei, era incontestado. no tempo de guerra, isso já nem se fala. a bem da informação devo dizer que só em 1962 os militares pela primeira vez foram entregues à pide. e foi esta que instruiu os processos. se não estou em erro um dos presos foi o major eugénio de oliveira. chupou 5 anos num presidio militar. edmundo pedro que também entrou no golpe conseguiu fugir fardado de capitão. disse ele que fora a primeira vez que vestira uma farda. mais tarde foi apanhado já sem farda.
mmb
(continua)

quarta-feira, 3 de junho de 2015

a trindade-troika 2: salazar não mandava em portugal como ditador isolado. salazar foi um criado bem esperto das forças armadas a quem o poder lhes estava destinado pela história e pela cultura

salazar manteve-se no poder dezenas de anos porque sabia obedecer como um penitente e tinha uma maldade experimentada e adquirida no seminário. era também um desconfiado como qualquer bom rural. já foquei alguns aspetos da sua personalidade no texto anterior. bem, voltemos ao real. em 1946 lembro-me de ver um carro preto - um buick americano - conduzido por um motorista agente da polícia de segurança pública vir buscar o filho do governador civil à escola primária. o tonina, o filho, levava sempre muitos colegas consigo dentro do carrão. não era democrata, mas era bom menino. quem era o governador civil? nada mais nada menos do que um capitão. eh pá, salazar tinha entrado para o governo em 1928. logo, tinha de estaleca de governo 18 anos. e ainda precisava de militares para serem o primeiro agente do governo  nos distritos? estranho, não é!  porque ceder a militares parte do poder civil que carmona lhe tinha entregado quando era ele ainda um ditador militar simpático? é complicado explicar. ora, na altura do referido passeio em viatura do estado (local: ponta delgada-açores) havia um governo militar dos açores chefiado por um general. que tomava o nome de governador militar dos açores. vamos esmiuçar o que se passava na minha terra. havia polícia de segurança pública chefiada por um comissário mas cujo comando estava entregue a um militar com posto de oficial. a junta geral tinha como presidente um coronel. o presidente da câmara era um advogado que  vestia uma farda que pertencia a uma força paramilitar que dava pelo nome de legião portuguesa. era uma força política, mas chefiada por um militar. por acaso coronel do exército. os militares eram os senhores de portugal. sim, também havia os civis prepotentes, mas isso era outra loiça que mais tarde explorarei. um pequeno exemplo de como os oficiais das forças armadas eram quem mandava, vai neste pequeno exemplo que já digo. certo dia, o carro militar do coronel comandante do b18 conduzido por um soldado, estacionou frente a um café. o café dos chiques. como havia um sinal de proibição de estacionamento, o polícia de serviço resolveu autuar. o coronel, acabado o seu cafezinho, quando tomou conta do acontecido mandou prender o polícia. foram só três dias de calaboiço. década de cinquenta... polícia que se esquecesse de saudar militarmente qualquer oficial das forças armadas era punido. saltemos para lisboa.  ouvi falar de um general que era presidente da câmara de lisboa (frança borges) por altura dos anos sessenta. a censura estava entregue aos coronéis do lápis azul. a legião portuguesa era chefiada por um general. a brigada naval da dita legião era comandada por um almirante (henrique tenreiro). a pide era cfefiada por um militar. o major silva pais. no mesmo comando havia antigos militares. um tal tenente leitão, por exemplo, se não estou em erro. dei por mim a contar quantos militares tinham sido ou eram ainda governadores civis e fiquei a saber que a maior parte estava entregue a oficiais das forças armadas. em angola, por exemplo, todos os governadores civis eram oficiais das forças armadas. o governador-geral era  um oficial do exército. um deles foi o ten-coronel rebocho vaz. nos oficiais das forças armadas não se tocava. só quando as próprias forças armadas os expulsavam é que havia perseguição política pelas polícias "tradicionais". foi o que aconteceu com henrique galvão e humberto delgado, por exemplo. ena tantos! não foi o salazar nem a sua escolta  de lambe cus que os expulsaram. foram as forças armadas! melhor, parte delas que não admitia mudanças e a quem salazar servia. alguma vez o chefe político do estado novo iria mandar os militares para angola sem ter recebido ordens das chefias militares? foi aconselhado a fazê-lo. a máquina militar era omnipotente dentro do país. no entanto, para as incompetências e manigâncias de ordem política recuavam os militares e salazar ponha-se nos bicos dos pés. quantos golpes militares tentaram? mais de 10. e com altas patentes a chefiá-las. o que lhes aconteceu? amendoins comparado com outros países onde os civis eram de fato quem dirigia o país. a salazar estava interdito meter-se em assuntos das forças armadas! a gnr toda ela era comandada por oficais das forças armadas. se alguém, mandava neste país eram os militares. quem acham que resolveu que nos devíamos lançar nos céus com uma frota comercial? as forças armadas! foram elas que estão na base da criação da tap. ok! se havia uma polícia judicial c dirigida por civis, havia por outro lado uma polícia judiciária militar. a polícia judiciária metia o nariz em tudo. até nos chamados tribunais civis! a coluna vertebral do nosso país era constituída pelas suas forças armadas. quer se queira quer não se queira elas eram o miolo da nacionalidade. quando o império português começou a colapsar a igreja de roma tornou-se num inimigo meio declarado. principalmente quando paulo VI recebeu os líderes nacionalistas das colónias portuguesas e fez intenção de visitar o mais valioso mealheiro religioso. falo de fátima, terra de muita fé. as forças armadas não apreciaram o gesto ofensivo e mandaram salazar avançar diplomaticamente contra a santa sé. salazar assim fez. a questão não passou das sacristias e pauloVI levou o seu em contado. mas que rica dízima. então ficou assim estabelecido: cá dentro a igreja continuava a apoiar a guerra. capelães militares e bispos brigadeiros não faltavam. nas escolas, nos centros da emigração nunca faltaram os padres com vencimento pago pelo estado. (que ricas divisas enviavam), o sustento esmoler de certa camada social, etc, pertencia à igreja pois só ela sabe fazer dinheiro com a miséria e ainda por cima não de pagar impostos. acho bem que a igreja chupe algum. pois a igreja atuava como os psicólogos e não levava mais do que um simples obrigado. a igreja de cerejeira era muita humana e nacionalista. é daqui que lhe vinha o pão.  no aspeto exterior, como a igreja - por vezes é um estado europeu e por outras uma espécie de são francisco de assis de mão estendida para socorrer os pobres - tinha de  dar satisfação às críticas das grandes democracias ocidentais muito avessas a certos colonialismos, cabia a salazar dar resposta. eis que a deu: "orgulhosamente sós". senhores que me leem, isto é conversa pouco política! isto é conversa de caserna temerária. é preciso não esquecer que salazar como cristão e ex-seminarista devia obediência ao seu patriarca. estão a ver esta porra? o velho botas entre a ditadura religiosa e a ditadura dos militares tornou-se numa raposa felpuda muito sábia. era uma espécie de rolha sempre a sobreviver e a vir à tona. quando é que salazar começou a mandar? é que cerejeira tinha o povo nas mãos. fátima terra de fé dava-lhe um poder imenso na rua e nas cabeças. as armas e as centenas de quartéis entregues aos militares davam-lhes um outro poder imenso. bastavam espirrar. por isso salazar proibia correntes de ar. quando se preparava qualquer revolta militar para fazer cair o regime, salazar telefonava aos que detinham ainda as grandes forças e jogava com a intriga. era um homem informado diariamente pela pide/major silva pais. por isso esteve sempre à frente dos pré-acontecimentos militares. esse fato significava que ele ao servir de bufo aos grandes senhores da guerra obteria o apoio deles. permaneceu como primeiro-ministro e era a face visível da trindade-troika da ditadura. reparece-se que quem dá  a cara à situação são os políticos. eles foram a face do regime. são eles que discursam e que reabilitam a realidade quando esta de realidade não passa apenas de uma leitura de interesses. o estado novo foi sempre uma ditadura militar prepotente mas discreta. tão discreta que colocou a servi-la políticos que como se sabe - por experiência histórica - raramente se entendem nos negócios de estado. a ditadura militar do estado novo não permitiu a corrupção que singrou na dita primeira república tipo parlamentar. no tempo do estado novo a corrupção era mínima ou nada se sabia dela. havia um conceito de integridade fascista (fascismo português era diferente, note-se). salazar dava a ideia de ser um pobre funcionário público. até se dizia que casara com a nação para a servir. claro, tirando a parte em que acasalou com muitas mulheres. salazar era um cristão da porra. vejam só esta história: quando o prof. bento de jesus caraça, líder comunista, estava a morrer de cancro na prisão, foi-lhe negada a possibilidade de passar os últimos dias de vida em casa junto à família. salazar ficou com as culpas. não foi bem assim. a direção da pide é que  impediu o ato de caridade. ora, sabemos quem mandava na pide. logo, salazar ficou-se caladinho e nem sequer deu uma de bom cristão. o homem sabia agradar. qualquer bom filho de puta de política deixaria o seu inimigo político morrer com dignidade, pois isso só lhe traria simpatias. ah, porra, tratava-se de uma ditadura e ela caga-se para a boa figura. era uma ditadura casmurra e prepotente. tão orgulhosa que ficou a sós consigo própria. havemos de abordar a sua queda e o momento em que o dr mário soares deu início ao fim do poder militar português. aos poucos as fardas ficaram a olhar  narcisisticamente para o espelho e a masturbarem-se com o brilho  das suas medalhas. já não é mau de todo. amanhã escreverei sobre o pulo que o poder deu ao saltar dos militares e se foi escanchar nos juízes. o poder fugiu de entre os dedos dos políticos. bem feito! não souberam seguir os conselhos do pai da democracia e do partido socialista. 
varett

terça-feira, 2 de junho de 2015

alguma coisa aconteceu quando no fim do regime monárquico se colocou na presidência um civil e não um militar


cândido dos reis, o chefe militar da revolta contra o regime monárquico, 1910, suicidou-se por ter julgado mal o resultado da revolução. pensou que não vingara. pensou mal.  os setores militares aderentes meteram-se em copas e poucos foram aqueles que se convenceram que deviam continuar a lutar (machado dos santos na rotunda do benfica, perdão do marquês, foi uma espécie de otelo do 25 de abril). no entanto, quem arranca com espírito de missão foram os grupos civis armados da cabornária que impediram a derrota. à lei da bala, note-se. os militares desapareceram da cena e das ruas. os civis tomaram conta de todos os espaços. um civil declara aberta a república da varanda do paço do município de lisboa. o senhor josé relvas  burguês de chapéu coco proclama a instauração da república. ainda quanto a militares? nada! era preciso substituir dom carlos na chefia do estado. quem foram escolher? joaquim teófilo braga em estado provisório. depois deste mais um civil. um tal manuel arriaga brum da silveira que dava pelo nome de manuel de arriaga. a seguir mais um civil. um tal bernardim luís machado guimarães. o tal bernardim machado. esta tropa fandanga à civil tinha por lema reger-se pelos grandes princípios republicanos: exército de milicianos em vez de exército profissional. em 1918 entra ou sai para a presidência da república o senhor militar sidónio paes. cento e tal dias depois da tomada de posse levou com balázio e morreu no rossio em lisboa. foi uma espécie de ditador. talvez por isso tenha sido assassinado. não estava lá, não sei. depois desta cena no rossio aconteceu que umas vezes era civil outras militar o chefe de estado. o último desta república a quem chamaram de primeira.foi um civil. ainda hoje gostaria de saber por que é assim designada pelos que escrevem história ou histórias. em 28 de maio de 1926 portugal sentiu estremecer-se. os militares da província desceram de braga até lisboa e tomaram o poder. colocaram um militar como chefe de estado, que foi derruado por outro que também foi corrido da presidência por um general que depois foi feito marechal. este tinha muito esperteza mas para o mal. tão depressa o general carmona de seu nome botou mãos à obra de silenciar tudo e todos deu-lhe para ir a coimbra convidar um senhor professor de finanças públicas. o douto salazar. antes de falar deste tenho de fazer um pequeno relato sobre o mesmo, pois tenho uma visão distinta do que por aí se diz. salazar não tinha personalidade. era uma ratazana cheia de complexos. sendo filho de um pobre camponês foi mandado para o seminário onde aprendeu muito. sobretudo a obedecer e a reconhecer os superiores quer a nível profissional quer a nível social. era ele professor em coimbra quando um aluno do género aristocrata lhe contestou as notas e não satizfeito com a contestação o esbofeteou. chapéu ao chão. salazar não se desmanchou. apanhou o chapéu e seguiu caminho. era plebeu de sangue e de gesto. safa! foi por essa ratazana saber fazer muito bem contas que o ditador carmona o chamou. eh pá, sempre a servir o salazar ficou 48 anos no poder ajudado pela igreja com quem ajudou a foder ainda mais o poveco português. do outro lado como adjuvante teve as forças armadas. ninguém em portugal pode governar contra a igreja de roma. até à chegada do dr mário soares ninguém poderia pensar em ser poder sem a confirmação dos militares, e claro, da igreja que tem deus por detrás. ora o que eu pretendo desmanchar aqui com esta merda de texto (que não procurarei reescrever para corrigir seja o que for a não ser alguma mentira) é que a ditadura do estado novo era uma troika composta por três abencerragens. um chefe militar que tudo podia, um chefe religioso que tudo podia. um chefe administrativo-político que tudo podia. constituíram uma sociedade impecável. uma coisa tão perfeita como a família dos espírito santo até ao advento do juiz carlos alexandre. dos três chefes, aquele que até cheiraria bufas de búfalo para se manter no poder era o salazar. o homem adaptava-se a tudo. atenção, sempre colado aos mais fortes. em certos momentos quando as forças armadas estavam desunidas a ratazana ponha-se ao lado daqueles que mais podiam. amanhã escreverei sobre o tempo em que os militares dominaram tudo com o amem da igreja e com a subserviência do velho sábio de coimbra. era assim, ou salazar fazia o que eles queriam e escondiam-se disfarçadamente por dentro das suas promoções e condecorações  ou salazar caía. aconteceu por diversas vezes. bem, mas isso fica para amanhã.
varett

quarta-feira, 27 de maio de 2015

do grão vasco ao grão passos de coelho


não se trata de pedro o louco que rachou a cabeça a um filho com um castiçal de prata. valha-nos que foi de prata! nem tão pouco de pedro o justiceiro que comeu o coração de um antepassado de josé pacheco pereira que a mando de dom pedro IV esfaqueou a amante do filho. dizem, que eu não estava lá, que a mataram na presença dos filhos. um crime hediondo só ao nível do que fizeram os marines americanos a regulares famílias iraquianas. de criminosos sanguinolentes estamos falados, tá! vamos ao que importa. do grão vasco não vou falar. quem quiser saber o que fez de bom ou de mau que consulte a net. o que eu quero é aplaudir o nosso grão  passos de coelho. como toda a gente sabe (uns querem negá-lo, pois que se cubram de cagadela de pombo) portugal, após o golpe militar levado a cabo pelas forças armadas portuguesas, tornou-se numa espécie de país socialista, socializante, socializado, bestialmente violento, comunizado, eh pá, até tinha uma constituição que empurrava os portugueses - que não conseguiram fugir do país - para a esquerda. ai do cara de cu que não fosse de esquerda. estava fodido. para que alguns desmemoriados não venham cá chatear  importa informar acerca dos 600 presos que a tropa e os civis  acanalhados meterem nas prisões porque eram culpados de pertencerem à burguesia. e queriam aqueles filhos de bosta seca construir uma democracia. urine-se-se, minha nossa que português também gosta da política do escalpe! bem, aos poucos (porra, nunca mais chego ao grão passos de coelho!) os portugueses perceberam que não se podia viver sem dinheiro e que a cantiga do pão, paz, casita, carro, mulher para comer ou - numa de liberdade? - homem para mulher saltar-lhe para as calças, filhos a estudar para doutor, médicos à porta de casa como os carteiros carregados  do vale da segurança social, etc, não passava de uma vigarice igual à dos colchões mágicos enfiados aos rurais que dormiram toda a vida em colchões de palha para burros do estado novo e que agora - depois de lavados -  até já pensam como  cidadãos. quer dizer e a encurtar, o estado que deu tudo quer tirar tudo. o estado e os seus acólitos fica-lhes com a casa, o carro, desemprega-os de um dia para o outro e fez mais, mandou os filhos entrar no tráfico doméstico diplomado, que é a nova designação para os licenciados a quem grão passos  aconselhou  irem terras fora procurar trabalho. tínhamos, portanto, um estado social que foi destruído pela má gestão dos partidos. por isso ficou o estado quase impedido de cumprir com as suas obrigações. qual o remédio? a direita sob o comando no terreno deste grão passos está disposta a suprimir o estado e tudo o que a ele diz respeito. ainda se fazem umas greves para cróia se vir, mas não passam de uma encenação para permitir que o estado socialista caia com dignidade. estão todos feitos. eu pessoalmente não me reconheço uma pessoa credível, sobretudo no meu passado, mas uma coisa posso afirmar, se estivesse num parlamento que votasse leis para foder o povo português eu demitia-me só para não estar a conviver com porcos e traidores. que interesse tem em se só denunciar a destruição do estado social se se convive debaixo do mesmo teto com toda a corja de criminosos financeiros que se  instalaram naquele órgão de soberania, onde se decide a vida de todo um povo? não se demitindo são tão aporcalhados quantoo eles. porque existem leis da união europeia os que se apoderaram do poder são obrigados a respeitar os atos eleitorais. se assim não fosse estaríamos a chupar com uma ditadura musculada com pide à ilharga. vejam só: hoje o nosso grão passos foi a viana "ver"  os estaleiros. e disse ele a pensar nas eleições: estão a ver como com a gestão de um privado está a dar lucro a esta grande empresa ex-falida? no tempo em que o estado por cá mandava isto era uma verdadeira desgraça. só dava prejuizo traduzido em milhões que o povo ranhoso pagava com cara de manteiga com mofo. estamos próximo de eleições e ele está a tentar vender o seu peixe. assim, ele disse o mesmo da tap (não por estas palavras). está tudo a ser privatizado! e o que faz a dita oposição? fala, fala e fala. e o grão passos e a sua claque continuam a atuar e a pregar o bem que é transformar portugal num país privado até ao lixo. cuidado que a recolha  deste está a ser cobrada ainda por instituições do estado mas já estão a preparar a entrega da sua exploração total aos privados. há gente que sabe disso e está calada... percebem agora porque é que  alguns políticos estão a fazer festinhas continuadas a chineses? isto não tem solução? para que portugal se transformasse  num país de gente séria seria necessário que cada português tivesse um inspetor da judiciária colado a ele para o impedir de roubar. está no sangue da malta. ainda o outro dia estava a ouvir um tipo que se dizia ser sério. ah, é, então - perguntei-lhe - por que razão você recorre a "especialistas" quando tem de entregar o irs? com o seu aconselhamento você poupou uns bons milhares de euros, não foi? ah, pois é! você é tão sério como o outro! qual outro? aquele pinta da mãe que finta o estado todos os anos e ainda se anda a gabar do que não paga. e nisto uma elegante velha grã senhora que estava sentada por perto vira-se para mim e pergunta-me: meu caro, pode dar-me o contato  do tal pinta da mãe?
beijinhos a todos que isto de estarmos já a chupar com campanhas eleitorais mais parece  as praias cheias de gente nacional que não espera pelo verão. 
mmb
ps: em vez de se ler dom pedro IV deve ler-se dom afonso IV. enganei-me! não estava lá.

terça-feira, 26 de maio de 2015

pensionistas: o futuro berro da fome com ministra previdente



estão a dizer-me que o professor marcelo viu a ministra das finanças dar um tiro no pé. coitada, digo. afinal não foi nada disso. a ministra tem uma forma de estar na política que não se adequa ao discurso dos politiqueiros. todos os povos evoluídos são precavidos. repare-se no modo como vivem os do norte. os povos do sul guardam tudo para o amanhã e vivem da mentira e de estar de acordo com aquilo que lhes permite estar bem com  deus e o diabo  ao mesmo tempo. não gostam de ofender nenhum deles: são muito delicados. recorrem  muito ao politicamente correto para aldrabar. esta ministra irrita-me porque defende um tipo de sociedade onde a economia de mercado selvagem - o quanto baste - lixa os mais pobres para beneficiar o grande capital. ela e o seu grupo político não têm feito outra coisa senão entregar o estado português a verdadeiras quadrilhas donas do capital internacional que se encontra na mão de verdadeiros mafiosos. sem ofensa para os mafiosos que os há de boa cepa pois foram eles que ajudaram os americanos na caça aos nazis. porém, a ministra diz bem claro ao que vem. vamos olhar o pé da ministra para ver o buraco da bala referido pelo mais ouvido comentador nacional. a segurança social a cargo do estado ficará sem dinheiro em breve. daí que é necessário organizá-la o quanto antes para que não fiquem os pensionistas como os despojados e desfalcados do bes a gritar dia sim dia seguinte à porta da instituição que também foi vítima de um terramoto só possível com a ajuda de certos poderes que gostam muito de comer o trabalho dos outros. estão a ver chitas a caçar gazelas na reserva do seringuete? depois da presa ficar entre a sua dentuça aparecem logo a seguir as hienas que lhes abafam  o seu saque, perdão a sua caçada. pobres chitas! mas dá tudo certo porque elas depois do susto e do roubo que foram vítimas voltam à caça das gazelas. lindo! ora, se a dona maria luís tivesse omitido a questão contornando-a com a melíflua saliva dos enganadores políticos os pensionistas desde os mais desdentados aos mais fraldosos não teriam acordado assustadiços do seu sono pré-morte. alguns já devem ter dado o badagaio com o medo só de pensar que vão ficar a ver navios nos dias x de cada mês. não digo o dia para evitar algum assalto a pensionistas por aquelas aves que fazem círculos no ar quando há cadáver por perto. cadáver ou por lá perto de o ser. os milhões de pensionistas votam. logo não se lhes deve anunciar a desgraça a não ser depois do falecimento. deve-se mentir e quando  chegar a hora logo se vê. fez bem a ministra afirmar que se alguém tem de pagar 600 milhões de euros (para acertar as continhas do sempre desastroso, faltoso e aldrabado oe) só podem ser os reformados do estado e mais ninguém. e isto para que haja sustentabilidade do sistema. tiro no pé? nada disso, tiro na mentira. com isso maria luís só somou pontos para o seu  futuro. numa europa capitalista não seria nenhuma maria luís-syriza que um dia aspiraria a ser primeira-ministra de um país que vive à margem da prevenção desde  que dona teresa  se abriu toda a um francês que veio para cá aos caídos. só esperamos que antónio costa nos salve deste temor mensal dizendo palavras que descansem os velhinhos. por exemplo, como eu, que para comer já preciso de auxiliares. não é o que estão a pensar. são os meus postiços que estão para durar dado que são cada vez menos usados.
mmb

domingo, 24 de maio de 2015

nunca falar com a polícia colocando a mão ao alto e a 25 centímetros da cara do mesmo

o adepto cometeu um erro gravíssimo: falar com o agente da autoridade apoiado pelo movimento da mão. o psp exagerou fisicamente na resposta. é condenável em portugal bater num pai em frente aos filhos e avô. se tivesse sido nos estados unidos, guimarães city estaria a chorar mortos a tiro nesta semana. ninguém livraria o sr magalhães de uma série de balas enfiadas no corpo. há uma lição a tirar daqui. e ela é dicotómica. a) os policiais têm de se preparar psicologicamente e trimestralmente para saber distinguir pelo menos a diferença entre um doméstico a esbracejar e um canalha que o queira agredir. b) que tem de haver uma certa postura quando um cidadão estiver a dirigir-se a um agente da autoridade. isso teria evitado ao senhor magalhães a triste cena. é que procedendo daquela maneira ele colocou a sua família em perigo. houve da parte dele falta de cidadania. já quanto ao agente graduado notou-se falta de profissionalismo.  por acaso, se   foi treinado nos eua  desculpa-se e agradece-se por não ter matado o adepto.  temos visto via tv estrangeira "adeptos" de outras intenções não desportivas serem baleados mesmo tendo os braços no ar e a pedir paz. não em portugal mas sim nos eua, por exemplo. safa! finalmente devo explicar que estes frames que aqui introduzo foram retirados da reportagem  com que a sic abriu um telejornal nesta semana sobre o que passou em guimarães. são movimentos muito rápidos e que só com uma aparelhagem específica é que se consegue fotografar e reter os gestos do sr magalhães. acho que as estações de tv que condenaram o subcomissário tinham obrigação de serem mais imparciais. deve-se colocar todos os fatos na mesa  sem omitir aquilo que poderia obrigar a outra leitura. não estamos todos na mesma pocilga. e se quisermos que haja justiça sejamos mais rigorosos.
manuelmelobento


quarta-feira, 13 de maio de 2015

bocas

"o pensado é o pensamento apanhado numa operação stop"

varett