manuelmelobento@gmail.com

domingo, 12 de janeiro de 2014

qual o significado do congresso do cds-pp para portugal?

um partido com 10% do eleitorado esteve hoje bastante tempo  em todas as caixas de imagens com dezenas de comentadores e suas comentanças à ilharga . quem entende um pouco de ideologia fica com dificuldade em perceber naquilo que assenta o pensamento político de um partido que não tendo sido nunca uma candeia não deixa de ser uma muleta que suporta um grupo de financeiros que se apoderou do poder em Portugal. o cds-pp não é mais do que um holofote visando paulo portas. a sua sombra mexe-se com ele tanto para trás como para a frente. as suas sombras falam. sobretudo uma delas a  que  dá pelo nome de  segurança social. como era de esperar de um partido que hoje não passa de um parasita interfacista (de interface) nada saiu daquela reunião que permitisse dizer algo para o amanhã. nem um pingo saiu do espremanço daqueles neurónios que pudesse descansar a direita e fomentar a esperança de um  dia ela (do cds) vir a tomar conta de portugal. a direita centrista é medrosa e subsiste porque de tempos a tempos faz aliados com os direitas internos do psd que lá vegetam para poder encher a mula. o cds é pequeno e não pode dar de comer a todos. é um subterfugio. tudo bem! já lá vão 40 anos e o cds? nada! não passa de uma tartaruga numa corrida de galgos. alimentou-se em feiras e ofereceu aos egrégios repatriados do estado novo a esperança de um dia poderem ocupar o lugar de destaque que lhes foi usurpado "indecentemente" pela turma mal cheirosa que se organizara e bem nos assentos dos mandões após os militares terem desmontado o salazarismo sem saber como substituí-lo. paulo portas discursa como Ronaldo Reagan. o que significa isto? o líder do cds meteu-se numa guerra de estrelas de cá de baixo. vai perdê-la mas com muita encenação. meteu na cabeça que o reforço no interior do partido teria qualquer projeção no exterior. encheu a boca com uma coligação e diz que  vai cumprir o seu contrato com o eleitorado até ao fim. o único aliado verdadeiro que teve até hoje desde que se fundiu com o psd no governo é o tribunal constitucional. este todas as vezes que chumba o governo é a passos e ao psd que lhes arranca os olhos. depois, lá vem o da segurança social aos gorgolões do tipo arranque em soluços cadenciados dizer ao povo que a justiça do cds é para defender os mais fracos. é de gritar hilariantemente, mas  deste povo tudo se espera de crente que é no abstrato poderoso. é certo que paulo portas andou por esse mundo a querer vender os prestimosos serviços de Portugal. resultados? é melhor perguntar ao dr. medina carreira. amanhã anda a roda e nada para pelo menos para o cds a quem passos deu a mão para se segurar nele. julgavam que era o contrário? se a política fosse transparente para que necessitaríamos de dizer coisas que não são ou não se passaram assim como as descrevemos?
mmb

sábado, 11 de janeiro de 2014

desmembrar o estado, e depois? as pistas andam por aí e todos nós as conhecemos

nas barbas de todos nós e com a cumplicidade dos partidos da oposição o estado português encontra-se à  beira do colapso estrutural. isto não é alarmismo, puxa! já aqui se disse que o estado português estava transformado numa grande empresa e que o modelo desta é fazer rolar a cabeça do que fomos historicamente para nos transformarmos numa grande superfície comercial. não vou repetir o que já afirmei nas colunas do pressportugal baseado em contas que nos são fornecidas quer pelo governo quer por outras instituições. veja-se como é que o estado está prestes a sumir: por exemplo, só no dia 9 de outubro de 2013 passaram à aposentação milhares de agentes do estado. hoje, dia 11 de janeiro de 2014 soube-se que vão abrir centenas de vagas para "funcionários" públicos que vão integrar diversas forças policiais... perceberam? a maioria dos nomes que constam da lista dos aposentados (cga, aviso nº. 12485 insertos no diário da república 2ª série - 9/10/2013 regulamentado pelo decreto-lei 498/72, 9 de dezembro) são dos quadros mais qualificados que por cá há. se nos propusermos a fazer a pesquisa de todos os que foram feitos aposentados do estado e de empresas a ele ligado o número é assustador. não o refiro porque não tive tempo de confirmar se o número 30.000 anual é o resultado desta purga humana-financeira. mas já os vi difundidos nos "mídia". concursos para engenheiros, enfermeiros, professores, juristas, médicos, informáticos e outros portugueses que se foram formando ao longo destes últimos 40 anos, são vistos por um canudo. para o estado não há nada para ninguém. a privada está a abarrotar e portanto a forçar o seu envio para o mundo todo (oiçam a rtp todas as manhãs e ficam a saber como é que hoje em dia os portugueses são como uma "praga" em expansão). quer dizer, não há concursos, mas os cabeças-de-fila que se escancharam nos corredores do poder num golpe de criatividade à portuguesa deram a volta ao texto. como? reparai: todos os anos encaixam milhares de correligionários em lugares inventados junto aos órgãos de soberania que superintendem. os ministérios são prova deste golpe (inteligente, diga-se). e depois? depois passam a lugares cativos ou na hipótese de saída dos mesmos o estado fornece-lhes um belíssimo saco com euros e cartões de visita a indicá-los para lugares de estadão. saltam à frente de todos aqueles a quem não passaram cartão. uma coisa tenho de meter aqui neste texto antes que esqueça: venderam os ctt que apresentavam grandes ativos e ainda o cadáver não tinha arrefecido já de lá correram com centenas de seus funcionários. não havia uma ligação entre estado e os ctt? aos poucos o estado se vai liofilizando e nós a ver.  será que o estado se vai transformar em quatro partidos e seus filiados-filhos com esta estratégia? agora vamos saltar para o último golpe. prestem atenção: até agora os pensionistas e todos os que recorrem à aposentação (estão cheios de medo e mais vale meia dúzia de euros garantidos da reforma do que andar de porta em porta a pedir trabalho ou pão (para lá vamos e eu não sou bruxo de cartas só de pedras "tocadas"...) recebem o que está estipulado por lei. que bom! depois, como quem não quer assustar o poveco lá vem o outro golpe da convergência entre os do privado e os do público.  já o anunciaram. ficaremos todos iguais nas massas. que bom! agora é que a coisa vai funcionar. vai funcionar tão bem como os nep na rússia... depois puff o que se viu. a privada procura o lucro desenfreadamente (esse é o papel que lhe cabe) enquanto no público há o dever de prestar serviço ao cidadão sem querer assaltar-lhe  a carteira. ser membro do estado impõe uma outra consciência e um outro estar comportamental. só quem se lhe entrega para prestar serviço o pode sentir. claro que há lá os infiltrados vergonhosamente ricos que enquanto não são apanhados nos tratam como uns pobres de espírito. não dá para explicar pois sei que sabem o que digo. agora vejam o requiem. quando as pensões estiverem equilibradas eis o que os financeiros e seus lacaios vão fazer: baixar as pensões de todos sem exceção para tornar as finanças públicas num poço de virtudes. ó senhores - que votam - reparai que só assim os portugueses poderão viver sem pedir dinheiro ao estrangeiro. ah, mas podem pedir ao banco algum para o desenrascanço e outras dívidas do foro doméstico. caímos nas garras de um gerente comercial e seus patrões que se estão borrifando para o estado português que como unidade política de cidadãos era o que possuíamos como força orientadora. é verdade, umas vezes a orientação era uma grande porra, mas nas outras era um prato de equilíbrio. e foi sempre o que buscámos até vir esta corja que não se confessa. ah, mas fala bem e que bem que fala! são como os hipermercados. entra um desgraçado dono de casa para comprar duas cenouras e uma cabeça de alho e traz para casa dois chouriços de carne de cavalo avacalhado francês que estavam tão belamente expostos e que traziam apegados duas promoções de sabão chinês que até cura dor de reumático uma vez aplicado no lugar certo. facilmente se compreende que este texto não passa de um paradoxo. pois que zenão me valha!
mmb
nb:  justificação: irão baixar as pensões de reforma dos tratantes - que das duas caixas feitas numa só  - chupam quase todas as receitas do estado. então, as receitas do estado não devem ir para onde são mais úteis? dar dinheiro de bandeja a quem só come e caga não é para este novo Portugal que se quer hirto e servil. estes filhos-da-causa-financeira matam-nos se adormecermos. adeus companheiros! boas fraldas!
mmb

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

trabalha em quê, senhor primeiro-ministro?

a minha  avó dizia-me muitas vezes que tomasse um lápis e uma folha  e os usasse para me aproximar da realidade. em memória do método da minha avó arranjei papel e caneta para tentar fazer contas acerca do tempo que o senhor primeiro-ministro passos coelho dispensa na tarefa que lhe coube ao ser o líder do partido mais votado pelo povo eleitor (também composto como é óbvio por pensionistas ). seguindo os telejornais, rádios e as estações televisivas adstritas às notícias, o senhor pedro passos coelho está prática e sistematicamente a mover-se de um lado para o outro. mais parecendo um arafat  que por "motivos políticos" tinha de dormir aqui e ali, não fosse algum balázio enviá-lo para junto das 70 virgens. o caso de passos é diferente e também não estamos em 1908. ele ora está reunido com os seus comparsas europeus viajando à plebeu emigrante, ora está a pregar para jovens crédulos (idiotas por ofício e herança) em seminários cultuais por essas casas do psd, país fora. escolas, briefings, enterros, jantares, lá está ele. há ainda o tempo que passa quinzenalmente na assembleia da república a fim de botar figura e faladura. prepara, naturalmente o que irá dizer pois não é nenhum crânio de excelência. tudo isto são horas e horas gastas nessas partes. as outras partes como beber, comer, fazer a barba e outros esforços localizados em casas de banho, etc., fazem parte do seu metier. coitado nem tempo tem para ler jornais. ah, mas tem os capelas que lhe levam as notícias ao ouvido acerca das greves   diárias e de outros modelos de estar das massas trabalhadoras. massas trabalhadoras? ao tempo que não ouvia tal epitáfio. eu sei que o termo não é epitáfio, mas ocorreu-me. também encontra tempo para fugir pelas traseiras de edifícios para não encarar o berreiro dos pensionistas do estado que quer reduzir à esfera dos protegidos da rainha santa. não leu um livro desde que tomou posse do lugar deixado vago por salazar.  salazar lia muito sobretudo o que dizia respeito a santa teresinha de ávila. passos também não escreve. não tem inclinação para aquilo que gaspar simões dizia ser a ara dos vazios: "a imaginação psicológica não é o forte do português. que outra razão invocar capaz de justificar a pobreza da nossa literatura de ficção." claro que gaspar simões não diria hoje o mesmo... mas de passos tal confirmaria.  passos é como todos os políticos: mentiroso. tudo o que diz é mentira. e quando diz a verdade? quando diz a verdade mente, pois se é mentiroso. valha-me zenão!!! mas como é que se pode dizer que mente se ele não escreve. mas  fala. falando passos torna-se culto. fala bem e congemina muito bem os sintagmas nominais com os sintagmas verbais. tem pose.  aprendeu a falar para as câmaras. é muito seguro no que diz. mente com verdade. lá está zenão a dar cabo do meu pensamento moinante. ah, também faz chichi e nisso perde por dia uns bons 32 minutos, incluindo as sacudidelas da praxe. bebe muita água por causa dos rins. médico indicou. dorme pouco - 7 horas - mas sempre acompanhado. tempo é tempo e tudo serve para somar pois os objetivos deste texto é informar o tempo que passos coelho "gasta" com a governação do país. acrescentemos as falas familiares, pois como chefe de família sempre prega a sua homilia ou preleção. do que consta não tenho possibilidade de confirmar pois ainda não sou espião. é apenas um cálculo. e o tempo que gasta ao espelho a olhar a calva premonitória. eh pá, este homem, se trabalha, trabalha pouco. e não foi ele que aumentou a carga horária de trabalho dos funcionários públicos? se eu tivesse percebido o quarto paradoxo de zenão (não sou suficientemente inteligente para o entender) diria que passos o resolveu e bem. tanto  é assim que o vai aplicar ao país. termino por aqui. hoje, sinto-me bem. sinto-me mais  pensionista do que nunca. e sabem porquê' porque este cocório que o poveco elegeu para são bento ainda não me obrigou a mim e aos meus colegas de banco (de jardim) a usar a estrela-símbolo  da cga no braço para que todos nos olhem como os causadores do descalabro da nação portuguesa. isto se alguma vez foi nação fora do intervalo salazarista...
mmb
 

domingo, 5 de janeiro de 2014

poucos poderão ter chorado por um país e ver o país chorar por ele

acho que o cortejo fúnebre que amanhã deverá ocorrer por algumas das principais artérias da capital de portugal vai representar um ato de contrição nacional . um "mea culpa" e traduzirá o fim de uma época. em 1980, tentou-se com as exéquias de sá carneiro levantar um falso ânimo patriótico. não resultou! EUSÉBIO é neutro, representou aquela alma portuguesa que ultrapassa a ficção e dá cor à casa portuguesa. não estou a referir a casa portuguesa muito utilizada pelo estado novo para desmiolizar o português. (este) é personagem emotiva que é levada às primeiras por ser muito pouco dada a refletir. ao prestar as minhas homenagens a EUSÉBIO estou a (re)sonhar aquele país que me fez crescer. EUSÉBIO recebeu um convite multimilionário (uma verdadeira fortuna) para ir jogar num rico clube italiano. salazar não deixou e não o compensou. saibamos, hoje, ressarcir a família daquele que foi o símbolo maior que nos fez ser conhecidos pelo mundo e sobretudo de uma forma positiva. qualquer tribunal internacional obrigaria portugal a indemnizá-la. compensámos escroques que levaram o país à ruína e esquecemos os que nos honraram por esse mundo fora. carlos lopes foi um deles, por exemplo. é do desporto que estamos a falar. é o que temos. falta ainda muito para - também, por exemplo - chamarmos os nossos físicos que se encontram no estrangeiro porque ainda estamos na idade da pedra de todas as invejas. ah, mas que vazio que fica! e ele esteve tão perto de nós estes anos todos...
mmb

sábado, 4 de janeiro de 2014

membro do executivo (fragilizado) com apoio psicanalítico não aguentará muito mais tempo no governo



o problema surgiu após  fuga de informação. as consultas - debaixo de sigilo absoluto - são realizadas em apartamento privado. aguarda-se a todo o momento tomada de posição oficial. nas conversas de café, o assunto ainda é tabu...

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

realmente, e se fossem brincar com a bliquinha para a areia!


há suínos que trabalham por conta de gente suja que se presta a todo o tipo de serviço desde que lhe paguem. entram nos computadores e telemóveis de cada um e para além de bisbilhotar mexem e desorganizam o sistema. ó seus montes de caca de papagaio!, eu tenho poucos leitores e se escrevo é para mim e para mais dois amigos. se vocês, seus espias de bathrooms, são obrigado a ler o que escrevo para fazer os seus relatórios merecem-no. e conseguem perceber o conjunto das letras que formam as palavras? que o anaximandro vos trate do cabeçório com as excrecências do anaxímenes. o que facilita o público dos maus cheiros. beijinhos nas vossas mulheres! não que seja eu a querer dá-los: não fosse apanhar alguma doença venérea. mas o mamute que vos gerou.  mmb

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

tempo chuvoso. disse o meteorologista.

chove! confirmam os social-democratas, o prof. das neves e o senhor nuno melo do cds. apanhando bátegas de água pelos corpos em digressão dispersa mal confrontados com o jornalista os esquerdas agora nacional-camonianos afirmam: a chuva não bate assim. questiona-se: estaremos perante gente que transformou a política numa arena ou campo de futebol? o barco afunda-se! nada disso! o mar é que está a meter barco. agora por barco. náo será melhor começarmos a construir arcas tipo noé? pelo menos duas para cada clube. é afundá-los diria a minha avó que costumava contar o tempo da morte para trás, porque assim ganhava tempo em vez de o descontar. eu não nasci tolo, tornei-me nisso depois do 25 de abril. porquê?porque acreditei. mmb