manuelmelobento@gmail.com

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

"ora bolas, leitora amiga. ..." foi a maria joão fidalgo autora de "a razão da raposa" quem teve o descaramento de escrever essa blasfémia (tesouro) em 1952, o tempo da fossa espiritual


às vezes é assim: um caixote de livros à porta de uma espécie de livraria, lá para os lados de campo de ourique. um pequeno cartaz encimava-o e informava que cada livro custava um euro. levei dois. uma biografia de einstein  por johannes wickert para juntar às outras que tenho do sábio e espertíssimo judeu. só que este livrito tinha como prefaciador o senhor nuno crato (professor e atual ministro da instrução. se dissesse educação estaria a provocar tudo o que fui como professorinho). o outro , já meio gasto, era uma seleção de éclogas de bernadim ribeiro pelo professor rodrigues lapa, uma 3ª edição da "textos literários" de 1947. tive o prazer, se assim posso dizer, de ao ler o trabalho de rodrigues lapa encontrar uma folha desnudada do original no meio delas. se comprei por aquele preço era mesmo para ler tudo. peço aos meus dois leitores que leiam para verificar o que pensavam as mulheres de lisboa acerca da sua tão afamada escravidão. que outro nome? só uma pequena nota: nuno crato escreveu um pequeno prefácio na biografia. até que se lê bem, só que deve ter sido antes de ter levado com uma barra no toutiço. eu aconselhava tratamento ao ministro crato. podia ser, por exemplo  ler com espírito aberto as primeiras cem páginas de a  "servidão humana" de sommerset maugham. como ministro deve estar a seguir os ensinamentos do tio e dos professores de philip para recriar a nova escola portuguesa.. buau!!!
mmb
ps: este texto obedece ao acordo, ao desacordo e à minha intuição. é a minha troika!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

a promessa de dom joão V teve como inspiração o útero de sua mulher e daí a enormidade do convento de mafra. qual teria sido a promessa que fez erigir o centro cultural de belém por cavaco? promessa de melhoria na obstipação da mulher?

e não é que se construiu por este país fora conventos, igrejas, sepulcros mais parecendo os nossos reis ou chefes políticos uma caterva de faraós. comecemos por dom joão I (usurpador do trono de portugal que nos vendeu aos filhos de puta dos ingleses no século XIV ajudado por comerciantes portugueses): que mandou construir o mosteiro da batalha (santa maria da vitória) para comemorar o tratado de windsor... a história diz que foi por causa da vitória dos ingleses (portugueses inclusive)  contra dom joão de castela, casado com a herdeira do trono português e que vinha reclamar o que pertencia ao pedaço. porém, eu não acredito nisso e quem me proíbe de fazer história com tanto mentiroso por aí que dá pelo nome de historiador? serei mais um! ora em 1383 que exército tínhamos em portugal? um amontoado de parolos peões-camponeses  capitaniados por senhores da nobreza que  treinavam armas com os touros do ribatejo. claro que para nós quem venceu os castelhanos foi o pagem nuno álvares pereira um dos filhos de um gordo padreca que tivera de várias mulheres uma coisa como 32 crias. como venceu? rezando, obviamente. ora, nós sabemos que foram os ingleses a invadir portugal para apoiar  comerciantes  que não viam com bons olhos a competição com castelhanos. os ingleses tinham uma longa experiência de guerrear, pois desde o século XI que lutavam para se libertar dos dinamarqueses que os ocuparam. os dinamarqueses fizeram de londres o seu bidé durante muitos anos. ora em vez de aplicar o que saqueou à nobreza no desenvolvimento do país, joão I dedicou-se a imitar o faraó do egito. e vai daí, lá vem o mosteiro da batalha. mas que necessidade havia de criar condições para desenvolver portugal se comprávamos tecidos e demais panos a inglaterra além do bacalhau (disse bem, bacalhau!) e esta comprava os nossos vinhos sem impostos que por acaso estavam na mão de ingleses? esta foi a prenda ou preço  que pagámos pela aplicação da tática do quadrado: empobrecemos. ao ponto de depois termos ficado tão miseráveis que eles (os filhos de puta dos ingleses) nos empurraram para o crime. isto é, chutaram-nos para o assalto a ceuta. a quem idiotas de historiadores denominam de princípio de expansão. eles só nos ajudaram com 7.500 mercenários... ah, ingleses eram também os filhos que joão I tivera da bifa filipa. até ao marquês de pombal estivemos de rabo voltado para espanha e de bolsos abertos para os ingleses. depois eles nos ajudaram construindo a carris, a companhia dos telefones, da eletricidade, do gás etc. ah, apropriando-se naturalmente de tudo. mal comparando, nós éramos os africanos da península a quem ainda hoje se lhes rouba as riquezas a troco de espelhos que fazem pum pum. vamos dar saltos no tempo senão vamos nos transformar em sacristães à procura das razões do aparecimento de tanta igreja... os portugueses foram treinados na rapina tendo como mestres os ingleses. os portugueses quando descobriram riquezas nas terras que foram encontrando, o que fizeram foi sacar sem qualquer critério. o que interessa(va) era a apropriação apenas. quando no brasil se descobre ouro, pedras preciosas e outros tesouros a ideia de criar condições ao desenvolvimento de portugal já era. se havia tanto dinheiro para quê a preocupação com a baboseira de desenvolvimento? isso é coisa de espanhóis e ingleses. dom joão V, que possuía um cérebro cheio de caca, resolveu aplicar quase um quinto do ouro do  brasil que sacava em impostos na construção de um sumptuoso palácio-convento como promessa a pagar a deus do céu (penso eu) no caso de sua mulher a rainha vir a dar-lhe descendência. assim aconteceu. o rei fez pau e a cloaca da rainha o resto. milhares de operários - durante 13 anos - deram no duro (alguns morreram) para mais uma pirâmide à portuguesa. e à portuguesa foram o resto do ouro e das pedras preciosas para pagar as nossas importações aos ingleses. o costume! mais tarde em substituição da entrada do ouro brasileiro chegaram os euros. entrava dinheiro por todo o buraco. nasceu dessa abundância uma elite de ladrões modernos que se enfeitaram numa tríada composta por banqueiros, políticos e empreiteiros. estes instalaram-se nas máquinas partidárias e foi um tal encher-se do erário público. por exemplo, houve uma altura em que o partido que gere os nossos negócios comprou um palácio para lá instalar a sua sede. uma verdadeira fortuna foi paga em dinheiro vivo. de onde veio o dinheiro? e eu sei? para comemorar a riqueza que veio da europa branca e com uma coisita de racista, o então primeiro-ministro, prof. cavaco, resolveu à imitação de dom joão V, mandar construir uma mastaba (centro cultural de belém). seria - como dizem as más línguas - para comemorar o fim da obstipação a que estava sujeita sua mulher. esta  tinha pedido  à senhora de fátima o milagre de pôr  fim a tal sacrifício? não sei se é verdade! penso que isso é assunto para especialistas já que camões  e o professor josé hermano saraiva já cá não estão para limpar e fazer uma história cheia de sonhos e epopeias mirabolantes à maneira de fernão lopes. a herança ideossincrática é tão pesada que não temos outra solução senão seguirmos os ensinamentos do antigo cardeal cerejeira de saudosa memória: meus irmãos (falava para os pobres para os anestesiar) deveis ser resignados. se hoje sois pobres, não vos chateies. é bom não esquecer que no céu deus vos esperará com mesas cheias de iguarias (naquele tempo havia muita fome). não invejeis os ricos que desperdiçam no lixo aquilo que vos faz falta. eles serão punidos e castigados pelos seus pecados. o alto padreca falava bem, lá isso falava. portugal é mosteiros, conventos, igrejas, basílicas. portugal é onde tudo pode acontecer na base do milagre. quando éramos um país que vivia exclusivamente da agricultura qual a razão de não termos empregado o ouro num plano de regas e de caminhos para maior crescimento do setor? porque razão comprávamos panos a inglaterra em vez de ter investido na indústria de tecelagem que estava ao nosso alcance? nesse tempo o cacau que crescia ia todo para construirmos igrejas e sumptuosidades. até que está bem! por que razão não investimos em estaleiros com tanto mar a envolver-nos, na indústria automóvel, na confeção de tecidos e roupas em série para exportar em vez de importar? por que razão não se investiu a sério na formação de gente em  tecnologias de ponta para poder competir com os produtos estrangeiros que sufocavam a nossa economia? não é rentável, dizem. então qual o nosso papel nesta europa? por que não desenvolvemos a indústria cinematográfica para podermos discutir com a merda que nos impingem quer a privada quer a estatal? temos mais atores por metro quadrado do que missas por alma. os interesses de classe sobrepõem-se aos interesses do país total. este mundo é assim. quando na ucrânia decapitaram o toutiço ao lenine eu parti a moca a rir. a luta de classes existe em toda a parte. até nos usa - prima dona do capitalismo selvagem -  está emergente. e só ainda não rebentou por duas razões: o emprego precário cobre o berro dos que sofrem e as centenas de polícias que vigiam tudo e todos. a luta de classes já não se parece com aquela que lenine "estudara". fome e miséria levavam a uma acesa luta entre os que comem tudo e os que nada têm para comer. hoje, a luta de classes centra-se na exigência de possuir uma boa casa de banho e a possibilidade de comprar carro e roupas de marca. não destruam as estátuas seus palermas. utilizem o espaço para urinar e para terem referências do colonialismo russo. ou então, façam como os portugueses: salazar "construiu" a ponte sobre o tejo. esta tomou o seu nome. quando os militares empurraram o estado novo para a fossa da história, os capitães impuseram outro nome: ponte 25 de abril. e não a destruíram... eu se fosse ucraniano tirava a barba e o bigode a lenine. pintava-lhe os lábios de vermelho. colocava-lhe uma cabeleira loira. vestia-lhe um fato de banho de duas peças e riscava o nome do grande chefe marxista substituindo-o pelo da antiga primeira-ministra lulia timochenko que está presa e prestes a ser libertada. no poupar está o ganho. até hoje tenho sido implacável com o balconista que se alcandorou ao lugar que anteriormente pertencera ao ex-seminarista antónio de oliveira salazar (salazar pela parte da mãe). não tenho refletido corretamente. o balconista não está sozinho. se os social-democratas quisessem já o teriam removido de são bento. bastava deixá-lo sozinho. abandoná-lo. mas qual quê estão todos feitos e no fundo estão com passos coelho na destruição do estado criado pelos verdadeiros humanistas que estiveram à frente dos destinos de portugal. o partido socialista podia abandonar todos os cargos políticos para não ser considerado cúmplice de um  grupo de fascistas que tomou o poder. o ps, neste momento, não perspetiva o país de amanhã. e chamavam marcelo caetano de fascista... as leis destes criminosos políticos colocam marcelo num patamar que só um lenine, marx e outros alcançaram... ah! ah! ah!
mmb

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

mandela e o interregno da guerra em áfrica. a seguir se verá...


morreu um homem que representou a partir de 1974 - se não erro - uma saída pacífica para o problema da áfrica do sul. mandela "cometeu o erro" de ter deixado a luta política para enveredar pela via da violência. isso levou-o a infringir as leis dos brancos racistas que governavam a sua terra e a de todos os africanos originários de áfrica. depois do assassinato de 69 africanos originários que se manifestavam pelos seus direitos (eram escravos na sua própria terra), mandela mandou à fava a via pacífica para defender os seus irmãos e foi o quanto bastou para ser acusado - pelos brancos usurpadores - de terrorista. pagou por essa interpretação com mais ou menos 27 anos de cadeia. e a destruição da sua família. antes de continuar a minha visão das coisas e para que não façam juízos errados acerca do meu pensamento devo afirmar que gosto do homem que ele foi. no dia em que foi libertado senti uma comoção e a sua morte deixa-me triste. ora, fala-se do legado de mandela como se isso fosse verdadeiro. nada mais falso. o que ele fez foi tentar derrotar o poderio branco racista com o pacifismo copiado por gandhi quando dirigiu a luta indiana contra o poderoso império britânico. de braços caídos  os indianos expulsaram os ingleses. acabou-se a mama e retiraram com o rabo entre as pernas. o que os ingleses queriam era confrontar os indianos no campo de batalha para lhes infringir pesada derrota devido ao seu forte dispositivo militar. tornou-se insustentável economicamente a índia britânica e esta foi-se. "a grande alma" gandhi,  de seu nome, era um intelectual e percebeu, ao contrário das bestas imperialistas que escravizavam o seu povo na base da repressão, que perderia no confronto físico. bom, voltemos a mandela. este teve - na prisão - tempo para perceber que pela força não poderia bater o branco ocupante, pois este com o saque que fazia às riquezas sul-africanas conseguia manter um exército todo poderoso. seria uma luta inglória com custos enormes em vítimas. é que para além do genocídio, o branco metia na prisão com penas perpétuas os líderes do povo originário. se na índia a economia expulsou os ingleses, na áfrica do sul a questão era outra. apesar de todos os países ocidentais - que agora choram a morte de mandela - apoiarem o regime branco (sabia-lhes bem ajudar na rapina do ouro, diamantes e metais preciosos), à volta da áfrica do sul estavam nada mais nada menos países governados pelos líderes originários que os libertaram do usurpador branco na base de uma guerra horrível com mortes para ambos os lados. moçambique era um deles. entre a áfrica do sul e angola está a república da namíbia que desde 1966 combatia a áfrica do sul - que a explorava - com uma forte guerrilha (swapo). angola estava em guerra de guerrilha desde 1961. logo, para além destes países os outros que faziam fronteira estavam em pé de guerra. e porquê? para se libertarem dos brancos que os roubavam, matavam e violavam. é história! isto não saíu da minha cachimónia! com a ajuda da rússia (urss) e da china, o ocidente começou a ver a sua vida a andar para trás e os seus carrascos e delegados sul-africanos começaram a fazer contas à vida. estavam cercados por todos os lados pelo poder negro. os brancos estavam preparados para a guerra, mas sabiam que qualquer vitória sobre os nacionalistas era como a vitória de pirro. e mais tarde teriam o mesmo fim da população branca dos países libertados que teve de pôr-se na alheta. é assim que começam a fingir uma aproximação a mandela - o pacifista - a quem tinham aplicado uma pena de prisão perpétua ,em 11 de junho de 1964 por traição à pátria dos brancos por acaso situada na sua terra. mandela percebeu a situação e pactuou nessa perspectiva de paz. era bom para os dois lados. far-se-ia a transição do "poder" (?) para os autóctones de um modo lento e a contento. ao branco de klerk sucedeu na presidência o nosso mandela. a riqueza continuou na mão do branco, havendo algum desvio dela para o originário para lhe calar a boca: a cena dos costume. resumindo: nas mãos dos brancos estão as riquezas da áfrica do sul encapotadas nas grandes companhias que levam de áfrica tudo que valha a pena e possa ser vendido no "mundo livre"  . ah, nessas multinacionais estão empregados muitos originários. agora, que o apartheid já está enterrado para inglês ver e os originários de cor perderam o seu símbolo da paz, o que se segue eu não queria estar lá para ver. o povo verdadeiro de áfrica do sul vai abrir os olhos e reivindicar tudo a que tem direito. e isso vai custar muito em vida e em bens. para lá vamos! ou julgam que quando os originários se aperceberem que estão a ser roubados não vão atuar como acontece ao longo da história quando um povo acorda? eu pago para ver. mandela foi o interregno da guerra entre escravo e esclavagista. sentidos pêsames. segue-se a verdeira libertação de áfrica. "áfrica para os africanos!" foi a boca do mr. kennedy quando se negou a apoiar a política salazarista. eu acrescentaria à laia de complemento democrático: originais. é que se assim não for que ganham em ser livres os autóctones se lhes continuam a roubar as matérias primas que vão enriquecer os ocidentais
mmb

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

o josé gil, o filósofo que ainda consegue pensar. portugal é um país privilegiado em tê-lo ainda.esperamos que não emigre, pois isso criaria um caos quântico





este empresário, que é o nosso primeiro-ministro, também pensa.

o estado português na mão desta gente está como a aranha



vi uma vez uma aranha agarrada pelas patas conseguir escapar. como o fez? deixou para trás três delas de oferta ao inimigo. lembro-me de no estado novo, o governo do prof. salazar ter comprado aos ingleses a companhia dos telefones que nos explorava. lembro-me ainda  muito bem da alteração do custo da chamada local que  passou de 50 centavos para 70. nós passámos a pagar mais. quem? os portugueses! não fora a atitude violenta e repressiva aos oposicionistas do regime; não fora o oportunismo da igreja ao colar-se aos seus crimes políticos; não fora entregar a fanáticos mentecaptos censores o espírito de crítica e de progresso; não fora, repito, a impossibilidade de a oposição ter lugar nos destinos do país, teríamos passado pelo período de maior glória nacional. a lição do regime foi altamente revigorante para a unidade nacional. é certo que esta assentava - em substância - na ignorância do povo e nas crendices que vendia a igreja católica através de um paganismo que arrepiava e ainda hoje arrepia. ao abater  o regime, os militares do 25 de abril abriram a porta à destruição do país. hoje, acima de tudo, estão as ideologias só depois vem portugal. as ideologias através das atuais forças partidárias levaram à perda da independência como aquela a que estávamos habituados. com o país atado pela dependência a potências europeias dominantes o governo preparou-se para voltar a entregar empresas nacionais a estranhos-estrangeiros. aludem os governantes que só dão prejuízo e que não são sustentáveis, isto é, não dão lucro. da maneira como gerem as empresas estamos aqui estamos a ver o estado a ficar só com as funerárias e as incineradoras pois a morte é um facto lucrativo e é um ótimo negócio. quem coloca no mercado de venda empresas como os estaleiros de viana é porque não tem capacidade de gerir os  negócios a eles inerentes. nós, contribuintes conscientes, sabemos que têm custos certas empresas. só que elas são nossas... agora, estarmos a pagar gorduras  a mercenários que se infiltraram nos dinheiros do estado é que não estamos para aí virados. não sabemos se estamos a lidar com traficantes e chantagistas, mas o que têm vindo a lume garante que a suspeição está instalada. e como diz mário soares: vem aí porrada! porrada com pancadaria. ai vem! ai vem! bem dizia a minha avó: onde há dinheiro há ladrão, logo - acrescento eu - toca a apanhá-lo com ou sem violência que sempre nos há de calhar algum...também.
mmb

domingo, 1 de dezembro de 2013

ordem da mirandela para barroso já!

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americanos pagam a cumplicidade de barroso na invasão, destruição e morte de milhares de inocentes no iraque com a comenda da ordem de mirandela. os açores ficaram sujos de sangue de inocentes por causa do servilismo deste senhor que nos meteu numa guerra contra o islão sem consultar o povo português de quem na altura era primeiro-ministro. estamos ou não ainda em guerra, já que fomos companheiros da aventura da guerra contra o iraque? foi chamando-nos burros que os yankies pagaram o apoio logístico da base aérea nos açores para que continuassem a explorar o petróleo da zona do médio oriente. que lucrou o país com aquele criminoso compromisso? ah, deram a barroso um púlpito internacional para fala-baratos. isso serviu de alguma coisa? ora que país de asinino-mirandês!

é esta república legal???



a república portuguesa foi construída na base da lei da bala e mantida à lei da bala. em 1908 caíram - feridos mortalmente -  el-rei e o príncipe real. os assassinos também morreram no local - terreiro do paço. dois anos depois, o novo rei encetou uma fuga para inglaterra via ericeira para fugir ao mesmo destino. a 5 de outubro de 1910 meia dúzia de civis declararam aberta a república proclamando-a através de um seu porta-voz. tudo que é confecionado  em lisboa passa a ter validade geral. como não tínhamos televisão o berro libertador foi feito da varanda da sede autárquica. em 1926, militares - vendo a sua vida andar para trás - resolveram dar por terminada esta república. a primeira das que hão de vir. em 1928 um dom sebastião de seminário diocesano formado em finanças públicas e antigo deputado monárquico deu início a um portugal de novo republicano mas já sem bagunça despesista. em 1933 impingiu uma constituição que vigorou até que militares cansados de fazer guerra com fracos vencimentos rebentaram com esta segunda república (alguns não a consideram república. podia ser pior). entrámos - em seguida - num período onde pontificou - como primeiro ministro - um militar analfabeto (no dizer do prof. pulido valente) que destruiu o que ainda havia de "bom" no país. em seguida, devido a entrada de fundos europeus, por venda da alma nacional, a república - a terceira - organizou-se. melhor dizendo, um tal cavaco silva  que chegou a primeiro-ministro pôs portugal a viajar em estradas, pontes e rotundas. aumentou o funcionalismo público até à rotura, construiu hospitais e escolas a dar com pau. quer dizer fomentou o aparecimento de médicos e professores cuja eficiência deixaram muito a desejar. os médicos ora estavam no público ora no privado:ubiquidade... era um tal esfolar. os professores foram feitos a martelo. daí que tenham horror a ser avaliados. e com razão... ficámos por esta terceira república dita de burros de mirandela?  (dito americano para nos classificar. ora, os filhos de uma puta que invadem países, matam mulheres, velhos e crianças ainda têm a distinta lata de nos comparar com burros (pobres animais) que não fazem mal a nnguém? burro alimenta-se de palha. os americanos de sangue. bem, vamos ao que interessa: um tal primeiro-ministro josé sócrates foi deposto do lugar de chefe do executivo por um golpe financeiro. o que se seguiu foi o aparecimento da quarta república chefiada por uma espécie até então desconhecida nos assuntos do estado: empresários sedentos de dólares e de euros. o que caracterizava a terceira república era a sociedade promiscua entre o estado social e uma quadrilha que se foi formando e que enriqueceu ofensivamente. agora com passos coelho o estado vai ser reduzido a um entreposto comercial. entrámos de cabeça baixa nestas repúblicas sem sermos consultados. vivemos uma democracia esquisita. não conhecemos os nossos deputados e não temos um rei ou um presidente que faça a ligação com o povo. falta legitimidade ao que se intitula seu representante por não cumprir os desígnios constitucionais. os deputados desconhecidos do povo decidem quase sempre contra os seus interesses beneficiando os seus concomitantes patrões na privada, já denunciados na comunicação social. não é de espantar, esta república assenta na ilegalidade pois nela nada foi sufragado. ah, perdão, a lei do aborto... que não tem no presidente, no governo nem na assembleia da república quem com ela se identifique. estes três órgãos de soberania estão do lado contrário do povo. até parece uma espécie de ditadura. e que ditadura!
mmb