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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

considero os arquipélagos dos açores e da madeira duas administrações coloniais protegidas pela política expansionista da comuindade europeia. grande entrevista a manuel melo bento

paulo rehouve - pressportugal:
continua sepratista açoriano ou já alterou a sua maneira de enfrentar o problema das ilhas portuguesas.
mmbento: se não me interromper vou responder-lhe como deve um homem livre que julgo que sou. eu não chamaria separatismo ao que penso ser o melhor para o futuro dos açores. ressalvo a questão da madeira que deixo  para os madeirenses. não me passa pela cabeça que um povo que vive isolado no meio de um oceano tão grande como o atlântico seja governado à distância. este é o primeiro ponto...
paulo rehouve:
mas a maioria do povo açoriano deseja que a administração central portuguesa tenha uma mão sobre os açores...
mmbento:
lá está você a interromper-me!
paulo rehouve:
desculpe, continue!
mmbento:
eu construo o meu pensamento a partir de um princípio de liberdade. foi isso que aprendemos com a revolução do abril de 74 e que muitos desejavam. o portugal do continente e das possessões ultramarinas deixou de existir tal e qual o império romano. acabou de uma vez para sempre. voltou à primeira forma e já sem o pateta do marido da inglesa filipa de lencastre que se pôs a invadir continentes empurrado pelos ingleses para satisfação dos seus interesses económicos. só podemos discutir os açores a partir de uma ideia de liberdade. sem isso, há que desconfiar das intenções de quem sempre nos governou, de quem sempre mexeu nos nossos cofres impunemente. mas antes de continuar devo responder à sua interpelação quando falou do povo açoriano e da sua livre queda para a sujeição ao poder político externo. a economia açoriana caiu nas malhas do estado português que actuou da seguinte maneira: instituiu entre os açorianos o estado social que não existia e abriu as portas de milhares de impreparados no funcionalismo público. para quem nada tinha, perspectivar um emprego, a posse de uma casa e o respectivo automóvel era uma espécie de sonho só realizável através da emigração. ah, e via-se muitos filmes americanos fomentadores de paraísos - naqueles tempos - não tantos como hoje...
paulo rehouve:
acha isso condenável? 
mmbento:
você faz perguntas de pateta, desculpe que o diga. olhe para portugal nos dias de hoje. a europa comprou-o. os portugueses tal qual os açorianos foram no balão e agora que estavam a viver tão bem, de um dia para o outro ficaram pobres. é o desemprego nos postos de trabalho privados e no público. são as dívidas e os despejos. as falências fraudulentas para beneficiar empresários desumanos. é a fome que leva alguns ao suicídio. os doentes estão entregues à piedade de um empresário que se fez primeiro-ministro. são as escolas a fechar num ritmo assustador. são os bandidos que se infiltraram no circuito dos dinheiros públicos e se tornaram ministros e secretários de estado  levando o produto dos seus roubos para fora. portugal penhorou-se para viver um pouco melhor durante 25 anos para depois entrar numa fossa de todo o tamanho. de que serve uma geração viver assim tão bem para depois legar aos filhos a fome, a miséria e a fuga para outros países? estou de acordo que os povos devem viver bem, mas à custa do seu trabalho e não ao assalto do que não lhe pertence. os açorianos, devido à sua falta de visão e também a uma crónica falta de cultura são como os indígenas  dos tempos das descobertas. deram-lhes espelhos para se mirar e em troca ficaram com  o território e o mar que os envolve. 
paulo rehouve:
não tinham alternativa! ou acha que tinham?
mmbento:
os açores são pelas suas características um território rico na agricultura, na agropecuária e na exploração marítima dos seus quase um milhão de quilómetros quadrados de zona económica exclusiva. tem um clima que dá para tornar os das regiões frias uns invejosos. os açores estão situados geograficamente entre os poderosos polícias do mundo - os usa - e a europa socializante (por vezes...) a questão é o modelo de organização que inclua um paralelismo com a riqueza que se produz. isso é uma falha...
paulo rehouve:
são isso tudo e estão falidos?
mmbento:
não existem colónias falidas. a política portuguesa aplicada nos açores é a responsável pelo estado a que as coisa chegaram. além disso, quem vendeu os açores aos americanos e aos europeus foram os portugueses do continente..
paulo rehoiuve:
há para si portugueses das ilhas?
mmbento:
evidente! como há portugueses nascidos em angola... como houve portugueses nascidos no brasil antes de 1822...  como há portugueses que com a euforia barata que os dinheiros comunitários transtornaram se intitularam de europeus. os açorianos quando querem sair dos açores e viajar para o estrangeiro só o podem fazer através de um passaporte português. não têm direito a um passaporte como por exemplo os das antigas ilhas portuguesas de cabo verde. tudo isso é uma questão de direito, porque de facto as coisas não seriam (não são por enquanto) bem assim. é uma questão de falta de pão e logo se verá...
paulo rehouve:
querer separar partes do território nacional é crime e pode levar os acusados a penas pesadíssimas.
mmbento:
mais pesadas do que aqueles que venderam portugal à banca e vivem como nababos sem ninguém os incomodar? que tribunal se atreveria a condenar uma pessoa que pense que o melhor para os açores é fugir da desgraça que o governo português está a preparar para o país? onde está a constituição que aponta ser crime pensar? isso foi chão que deu uvas no tempo do otelo saraiva que mandava para a prisão - através de papelada revolucionária - quem muito bem queria através de uma cambada de ranhosos armados em revolucionários.  a constituição só penaliza quem utilizar armas. aliás em todas as revoluções que tiveram lugar entre nós, o que não faltava eram armas e até estavam em boas mãos e segundo me parece só um homem foi apanhado com elas um tal senhor pedro que estava inocente como se veio a verificar mais tarde quando os amigos dele moveram cordelinhos...
paulo rehouve:
se é assim, é o faz que anda e não anda!
mmbento:
ouça: quando a fome se fizer sentir os açorianos ficam por sua conta durante uns tempos. depois serão os estados unidos - que lá mandam - quem irá pacificar a zona, pois são avessos a perturbações nas suas zonas de influência. não é preciso repetir ou você não entende? portugal teve que engolir a prática democrática no pós 25 de abril senão os açores tornar-se-iam independentes. só com as garantias de um portugal democrático fez com que os eua permitissem a continuação da administração portuguesa nos açores. os governos portugueses - velhacos como sempre - inventaram uma espécie de região autónoma com assembleia legislativa (de fachada) e um governo dela dependente para contentar os americanos. é assim que fazem os americanos nas suas áreas de interesse. fantoches. olhe, o que é que acha que é o governo de passos coelho senão um conjunto de fantoches manipulados pelos banqueiros que enviam periodicamente os seus sátrapas para ver se a exploração corre a seu gosto?
paulo rehouve:
com o seu discurso você dá a entender que os açores são auto-suficientes?
(risos e gritaria)
mmbento:
e você acha que os estados unidos são auto-suficientes? 
paulo rehouve:
e não são?
mmbento:
você deve ter tirado o curso nas novas universidades! depende do petróleo que sacam aos islamitas na base de umas forças armadas poderosíssimas. as mais poderosas cabe dizer. se tivéssemos umas forças armadas tão fortes a primeira coisa que fazíamos era colocar a espanha a trabalhar por nossa conta... depois, a dívida dos estados unidos à china é tão grande que se fosse, por exemplo, uma circunferência , dava para meter lá dentro um universo paralelo. internamente os estados unidos - a tal forte nação - escraviza  através de mão-de-obra barata sazonal os mexicanos e  outros latinos. 11 milhões de ilegais (controlados) a trabalhar sem quaisquer regalias é tudo lucro. mal eles se portam indevidamente são logo expulsos. está tudo "vigiados". todos os povos, hoje em dia, dependem de outros povos. você já viu em que  que é portugal se transformou depois da onda nacionalista e do orgulho nacional do estado novo que os militares destruíram? numa região autónoma da europa comunitária!!! repare que o que a sua assembleia da república - - cheia de representantes - legisla é o que o poder central europeu impõe. portugal  tem, hoje, um fantoche que o governa. mal comparando, o que é que você acha que as necessidades fazem às pessoas? todos os povos têm o seu preço. 
paulo rehouve:
para terminarmos: que fazer em relação aos açores?
mmbento:
quando este estado português se tornar numa grande superfície comercial e nos abandonar como o está a fazer ao seu povo deixando-o à mercê e voracidade dessa economia competitiva que aniquila e assassina a verdadeira função social do estado só nos resta declarar a independência. só nessa altura os açorianos deixarão de ter medo porque já bateram no fundo. viveremos como os outros povos, isto é com as dívidas que nos permitirem fazer. temos de nos separar dos órgãos de soberania lusitanos aos poucos. penso que enquanto não resolvermos a questão da verdadeira identidade açoriana devíamos nos bater por um regime presidencial a exemplo da frança. que aos portugueses do continente deveriam ser concedidos passaportes açorianos assim como aos açorianos deveriam ser concedidos passaportes portugueses. dois passaportes num  só povo com diferenças mas com quase tudo em comum. disse e não digo mais nada.


sábado, 17 de agosto de 2013

fecha-me essa boca ó passos deixa ouvir a gisela joão.. neste verão!

esta mulher torna o fado um infinito que é já ali. ouvi-la dá para perceber porque o fado não morre nunca.
varett

o discurso no pontal do nosso primeiro-empresário-ministro foi real, porém assente na cobardia e na mentira.

na opinião pública ouviu-se vozes de apoio às intenções claras do dr. passos coelho. e olhem que não eram os fanáticos dos partidos que assim expressavam... que tinha sido um discurso pontual de tanto real que fora. pois é, o homem não passa de um mentiroso comprovado pelo que afirmou vir a ser as directrizes  do seu governo caso fosse eleito pelos eleitores portugueses. repito: eleitores portugueses que não passam de uma massa disforme ou melhor formada psicologicamente à distância por grupos organizados que se infiltram no poder dos estados. ficou registada na campanha do sr passos coelho a grande farsa com que se aproximava do povo crente. não vale a pena repetir as mentiras que apregoou com o único fito de arrecadar o maior número de votos. mentiu com quantos cabelos tinha na altura. de um momento para o outro ei-lo a governar longe da base do que dissera e que teve como corolário material o começo do fim do estado português nos moldes em que até à sua chegada ao poder era assim visto. se tivesse dito ao povo ao que vinha nunca teria sido eleito. continuaria a fazer contabilidade na empresa onde estava empregado. ou desempregado nesta altura... quem assiste à euforia dos populares aquando dos actos eleitorais fica com a sensação de que essa época não passa de uma festa com muitos alaridos e pouco cérebro. tornou-se quase num vício orgástico e não há nada a fazer nos tempos mais próximos. a mentira é a base para se ser político de êxito. sr passos, o senhor quer responder por que razão mentiu para enganar o eleitorado? não há respostas para esta questão. talvez seja porque todos os políticos não passem de mentirosos que cavaco silva (honra lhe seja feita) se autodenomina de não profissional da política , apesar de já ter umas boas dezenas de anos como prestador de serviço público. sim, cavaco não mentiu aquando da sua campanha presidencial. aquilo   que pode ser atribuído a cavaco como nota de culpa é o facto de ter consentido que as teses de sá carneiro fossem ao ar assim como a ideologia social-democrata estar a ser vendida a pataco pelos sequazes empregaditos (bem pagos) da poderosa banca e que agora alcançaram o poder na base da falcatrua e falsificação dos seus discursos apelativos. além de estar a destruir e a vender o estado português naquilo que era o seu pensamento de estado unitário  e independente, passos foi mais longe: destrói-lhe a parte social difundindo as ameaças a alto e bom som. fê-lo no pontal onde foi muito aplaudido pelos seus basbaques seguidores. que jeová o proteja! e sabem porquê? é para que ele tenha saúde bastante para ser julgado. ah, ele e os outros que olham para o estado como a caixa dos apuros da avó onde se banqueteiam tal qual os sacerdotes egípcios com as oferendas do pobre povo e que eram dirigidas aos deuses de quem eles se diziam procuradores. 
mmb

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

a geração da privada fez o golpe que reduziu o estado português a uma entidade empresarial com a cumplicidade dos portigueses


















dedico este texto ao dr. jaime  linhares de deus. feliz aniversário!
a infiltração e posterior  invasão  do privado no funcionamento dos organismos do estado português está já a dar os seus frutos. inicialmente, este golpe estava a ser preparado por uma elite empresarial que não teve sucesso na primeira investida. e isso deveu-se ao facto de que alguns social-democratas da linha sá carneiro ainda detivessem algum poder internamente. foi precisamente o derrube de santana lopes que deu início ao descalabro ideológico. seguiu-se na chefia do psd a economista manuela ferreira leite que não foi mais do que o trampolim para a entrada das novas feras da política que estavam em banho maria no privado; numa espécie de pré-treino, está claro. com o derrame cerebral da esquerda ao impedirem a aprovação do orçamento do governo de josé sócrates, foi aberta a porta da reacção a tudo que o 25 de abril trouxe nas áreas da educação, da saúde e segurança social (embora esta última esteja longe do estertor). o processo do seu aniquilamento tem de ser muito bem estruturado não vá acontecer alguma desgraça à la sidónio: pum! pum! bem, mas vamos ao que me levou a escrever esta crónica. já há algum tempo ando a seguir os movimentos de uma certa direita recheada de empresários ou seus servidores que se tem cadenciadamente infiltrado nos fundos estatais. a esquerda socialista, através de alguns toques, também tentou, mas falhou redondamente visto que em campo já lá estava o psd. ainda vimos um ministro que - no caso jorge coelho - depois de se ter autoconvencido de que nunca seria líder, (embora mostrasse uma óptima verve politizada), saltar para a administração de uma empresa ameigada com o estado. esse campo estava minado e o ps teve de entregar o ouro ao bandido com a cumplicidade dos reciclados comunistas e suas crias que perderam o rumo por causa do ruir dos seus fundamentos ideológicos. enfim, a miséria do costume da esquerda fedelha e gerontológica. não é por acaso que a maioria dos que alcançaram o poder pertencem ao mundo privado do lucro a qualquer preço. neste esgar não podemos retirar culpas a paulo portas uma vez que é cúmplice no destroçar do estado português. mas vamos ser mais concretos. depois de uma pequena investigação (não é preciso mais) recolhi isto que se segue: ministros e secretários com a cabeça feita para a privada através da sua formação universitária. ei-los que seguem (1) e que viveram sem nenhuma noção de serviço público. muitos deles não sabem o que isso significa. o expulso joaquim pais jorge e.s.p. (2); luís campos ferreira e.s.p.; bruno maçães phd na américa; miguel morais leitão e.s.p.; leonardo mathias universidade americana; pedro gonçalves antigo funcionário do banco espírito santo; mesquita nunes e.s.p.; artur trindade e.s.p.; josé cesário e.s.p. paula teixeira da cruz e.s.p.; pires de lima e.s.p. espanhol; pedro mota soares e.s.p. assunção cristas têm um doutoramento em direito privado. ah, passos coelho e maria luís albuquerque também do e.s.p. a privada formatou-os? eu penso que sim! tem mais: se os outros componentes do executivo estão metidos nesta trapalhada direistista é porque os seus cérebros também estão para aí virados. será que disse bem? de esquerda não são. e alguns dos restantes estão envolvidos com negócios da privada para enriquecerem metendo ao bolso muito bom dinheiro. julgo que não é crime ser-se formatado ideologicamente pela cartilha de direita. o que não compreendo é que sendo a direita exploradora do trabalho do seu semelhante (há a direita que paga bem e que não rouba assim tanto. ressalvo!) esteja no poder num país com mais pobres do que vírus da gripe onde a esquerda só tem facilitado a sua permanência. será que a esquerda portuguesa vive do capital? essa é que é essa! o que a esquerda quer é que a direita realize muitos lucros que é para depois assaltar os cofres onde estão os dinheiros públicos e o dos da desprevenida direita. o 25 de abril foi assim! não? toda a minha vida interessei-me por aprender política. com o andar dos anos fico cada vez mais burro. já não percebo nada. o que é real e o contrário não entram no código da política. será bom? não posso responder. não sei. ah, e já não vou estudar a questão, pois preciso dos meus neurónios para interpretar uma revista de mulheres nuas. só interpretar porque os tornados levam tudo e o tempo também...
(1) - estes dados foram recolhidos tendo como base a net.
(2) - ensino superior privado
manuel melo bento

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

pode repetir , senhor deputado paulo rangel?

este texto - da autoria de um político desde  há muito estabelecido entre nós -  veio hoje a lume na página de opinião do "público". agora é que eu não percebo mais nada. este país existe e está integrado nas nações unidas, na nato e nos palop. e está  inscrito como indigente nos cadernos do fmi e outros que tais. se por acaso se perdessem os papeis iríamos  ter muita dificuldade em admiti-lo.  sá carneiro e companheiros quiseram derrubar o antigo regime por dentro. será esta a estratégia de paulo rangel? ou ele está já a falar do fundo do poço preparando o partido para as próximas eleições? aproxima-se um grande funeral. estão todos convidados mesmo que  os seus nomes não constem do cadernos eleitorais...........................

domingo, 11 de agosto de 2013

pequenos no tamanho mas muito grandes nas mentiras e lacunas históricas

o monge matoso (1), um dos mais credenciados historiadores portugueses deu uma entrevista muito "pesada" à antena um. como já disse, apesar de esta estação ser um ninho de comunistas e ex-comunistas de favor, é altamente pedagógica. valha-nos isso! portugal - para eles - só o é a partir do 25 de abril. o resto é marquês, alexandre herculano e agora matoso. matoso sim! que disse matoso de importante? que se deve a ele a revolta do novo sentido da história portuguesa, pois introduziu o estudo do poder das classes substituindo-a (história) pelo acervo de mentiras ou construções imagéticas sobre um povo que se quer ter sido heróico porque se aventurou mar adentro, tendo antes matado e esfolado espanhóis que nos queriam roubar (não se sabe bem o quê, nem isso pode ser esclarecido pela tal história de classes). esclareçamos o seguinte: povo heróico que foi mar adentro? um grupelho de marinheiros à cata de mercadorias não é um povo todo! e quem ganhou com a pimenta e os roubos que se foram fazendo pela costa de áfrica e américa não foi o povo mas uns certos negociadores que o fizeram sem princípios cristãos até ao princípio do século XX. matoso é um intelectual e um investigador de primeira. deve ser lido? sim, mas com reservas. as mesmas que se deve ter com todos os que se dedicam a escrever história pelos seus bonitos olhos. a parte que mais gostei foi quando ele - rapaz novo - se deu conta da existência de deus quando numa certa manhã (madrugada) sentiu deus  no cantar de um passarinho. eu que estava bastante atento não me contive e gritei de dor de tanto rir. e se o passarinho estivesse a ser comido por um gavião? era o diabo, não?... hoje, no público, li como sempre o que o prof. vasco pulido valente escreve (fora as suas férias e o vazio que isso representa nas melhores crónicas do mundo) nos seus recheados textos (não se pode emitir aquele tipo de ideias sem se ter estado muito tempo entre raciocínios e livros). só que hoje, temos de fazer um certo reparo às informações expressas sobre o poder que os ingleses mantiveram sobre nós  a partir do século XVII. andam para aí uns festejos sobre a batalha de aljubarrota. festejar o quê? a vitória dos ingleses sobre os castelhanos? certamente! a táctica do quadrado alguma vez foi originalmente nossa? que forças armadas (passe expressão) tínhamos no século XIV para enfrentar a poderosa castela? os ingleses sempre nos olharam como porta-aviões do continente pois sabiam o que nós éramos em termo de nação, país e território. não contentes por terem destruído a unidade ibérica ainda nos empurraram para a chamada expansão em 1415 (conquista de ceuta? um grande barrete) quem é que enchia os "barcos de guerra" senão mercenários ingleses e os filhos ingleses de dom joão mestre de avis que foi imposto pelos ingleses. ah não? o que se viu foi uma farsa democrática. uma espécie de assembleia da república da altura - que vota sempre a favor dos mais fortes - elegeu um rei. fico-me por aqui. eleger um amigo dos ingleses para que a inglaterra pudesse travar a expansão espanhola, isso é que foi. ah, já me esquecia: o filho do eleito não foi a votos, mas tornou-se mais tarde rei na mesma! mas, atenção, prestara juramento à inglaterra ao ponto de ter-se sempre sentido inglês. daí ter-se consolidado no trono. 
(1)- não sei se já se demitiu do posto.
mmb

operação oprah catapulta-a para a política

oprah, a milionária americana quer entrar para a política e não encontrou melhor estratégia senão  acusar a suiça (país do dinheiro limpo e sujo) de racismo através da actuação pouco profissional de uma reles balconista. oprah - mulher de palco - elaborou um grande golpe publicitário que reverte inteiramente a seu favor, a custo zero, está claro. a sua estação televisiva sozinha não lhe daria tanta cobertura política mundial. nenhuma palavra proferida pela pateta da  empregada pode ser referida como tendo uma conotação rácica. aliás, para uma pessoa culta, só há uma única raça humana. a cor é uma questão de diferentes comprimentos de onda dos fotões. agora, a senhora devia vir para portugal e trazer para cá essas suas estratégias publicitárias. minha querida, torne-se embaixadora da américa cá em lisboa. nós - por si - até subíamos agachados a estátua do cristo-rei para ir apanhar a pombinha branca  e oferecê-la. é que ela   lá poisa sempre que o nosso patriarca a convoca. para si abrir-se-ia uma excepção. depois, minha querida milionária, só fazia bem a muita gente proveniente da áfrica ex- portuguesa e que são portugueses de lei e que em portugal não tem representatividade política. é quase um racismo light que os políticos teimam em disfarçar. beijos. muitos beijos para si. venha que nós a amamos mais do qualquer país europeu. temos lojas tão boas como as dos banqueiros humanistas dos três cantões. ah, e temos a costa alentejana para a vermos banhar-se naquele paraíso. não sabia que o paraíso da eva foi no alentejo? venha ver e instale-se. precisamos tanto. é um país de bananas onde os políticos fazem leis só para eles. venha, minha querida antes que seja tarde demais.
mmb