manuelmelobento@gmail.com

terça-feira, 18 de junho de 2013

um certo tipo de ralé ainda não percebeu que sou adepto da liberdade de expressão

o reenvio dos textos escritos neste blogue têm sido adulterados por brincalhões. os meus amigos íntimos que os recebem - enviados supostamente por mim - vão ter paciência de os não ler a não ser directamente do blogue pressportugal.blogspot.com . pois  sujeitam-se a estar em frente a textos de uma imbecilidade a toda a prova. sou defensor da liberdade de expressão, mas não estou virado para o que se chama de sujar um texto com os neurónios de polcigueiros. estes têm direito à expressão mesmo tendo nascido em berço de bosta. costumo ser directo e assumido pelo que escrevo. porém, não me responsabilizo por ofensas feitas em meu nome que poderão surgir a todo o momento. peço que estejam atentos - se quiserem - e , caso haja descabimentos linguísticos mo digam para o meu correio electrónico: senoriao@yahoo.com.
os meus cumprimentos
manuel melo bento

segunda-feira, 17 de junho de 2013

um deserto habitado com três milhões e quinhentos mil almas insaciáveis

tudo serve aos políticos para organizar o estado e esse tudo  projecta-se conforme as forças que o dirigem alardeando nos espaços de propaganda especializada a imagem que vendem para contentar o grupo que os coordena e também para seu próprio  proveito. muitas vezes a fraqueza de alguns serve para difundir uma mentira para constar mais tarde nos anais da história como altos feitos. pessoalmente não confundo o povo com a história do mesmo povo que nos é impingida quer através  dos manuais escolares quer através de alguns intelectuais que procuram retocar o tosco que somos e fomos ao longo destes oitocentos e tal anos que levamos como desgarrados (não posso dizer independentes) no espaço que nos coube por sorte na península hispânica e noutros espaços que ocupámos que mais nenhuma outra "nação" poderosa pretendeu. explico: o nosso espaço peninsular com menos de 500.000 mil almas (séc.XII) distribuídas por quase 90.000 quilómetros quadrados se não era um deserto para lá se ia parecendo. quem o queria? melhor, quem daria a vida por este quadro de penúria e de inutilidade? havia os ingleses que sempre nos tomaram por um porta-aviões onde se serviam para se expandir quer por terra quer por mar. só um aparte: nós saímos mar fora e nos cruzámos sexualmente com todos os povos. a mulata brasileira é uma criação de portugueses. isto é confirmado pelo padre antónio vieira (digo eu). os bifes por aqui passaram! não se cruzaram com as nossas mulheres. porquê? só as inglesas abriam as pernas ao algarvio... diz a teresa da tvi. é assim que eles tratam os povos que exploram sem se misturar. portugal tem, hoje, e fruto da sua actividade sexual, vinte vezes mais habitantes do que no tempo de afonso henriques nosso segundo rei (a mãe fora a primeira rainha, digo eu) e continua um deserto. cuidado; um deserto moderno com habitações refrescadas com sanitários interiores e que se comunicam entre si utilizando estradas de primeira. até à invenção da segurança social filha bastarda da revolução do 25 de abril, o povo que ainda habitava por esses montes e vales vivia escvacando a terra para dela colher uma couvinhas e uma batatas com que se aguentava de pé. os mais novos fugiam (já não os há para fugir) para o litoral e para as franças. muitos voltaram para construir a sua casita e acabar o resto dos seus dias gastando o que amealharam pela estranja. apoio social não havia. o estado novo não estava para aí virado. era uma espécie de moda ver o povo a tomar conta de si nos fins que deus determinara. heróis do mar era cantado nas poucas escolas do cinquentenário e o amor à pátria só veio ao de cima porque a guerra pelas províncias de áfrica montou um espectáculo semi-religioso para defender o solo pátrio que mesmo lá longe não se discutia. retirando o povo de lisboa e do porto (talvez) o zé do bordalo continuou na mesma. ensimesmado, religioso-fanático-moderado e, espantado quando o estado dirigido pelos social-democratas umas vezes e noutras pelos socialistas lhe impingiu centros de saúde, ambulâncias e acamação em hospitais onde era tratado como os cavalos dos granadeiros. isto é, como gente. ah, e ainda lhe davam para os alfinetes qualquer coisa a preços actuais à volta 200 euros. que - diga-se - ele guarda(va) ciosamente debaixo do colchão  habituado que estava a não manuseá-los. nunca tinham descontado nem para a saúde, nem para a pensão de velhice, nem para a educação dos filhos e agora tinham direito a isso tudo. e aprenderam a votar. não se discute o direito a receber estas justas regalias, pois quando foi preciso carne para canhão foram-lhes buscar os filhos para morrer longe e muitos deles não tiveram direito a campa de jeito. o português é um misto de saudade e emigração. a saudade nasce-lhe de ter de partir para poder comer e para fugir à escravidão que uns quantos quando se lhes permite mandar lhes enfiam pela canga ou ombros, digo eu. de um momento para o outro o deserto transformou-se num tsunami. desenterraram dele três milhões e quinhentos de beneficiários que criaram uma mentalidade de rigor no receber a dádiva mas que não entendem os negócios do estado aquando são obrigados a retribuir. os políticos criaram este tipo de estado esmoler comprando-lhes os votos. não há, por enquanto, maneira de se sair deste "clima". também foram os políticos que permitiram criar-se ilhas de imigrantes e grupos étnicos que custam ao estado milhões e milhões de euros, cujo custo é abafado para que não nos confundam com racistas. o que é perigoso... não vá faltar o dinheiro emprestado que nos mata a fome também. claro que esses paraísos sociais eram pagos pelos dinheiros da europa e uma vez acabada a mama da comunidade somos nós todos que agora vamos ter de as sustentar. e como? indo a cima dos vencimentos do corpo activo e do corpo desactivado da população que depois de ter prestado serviço legal é agora uma espécie de fundo europeu de substituição. melhor dizendo: vítima. nenhum outro povo europeu foi tão daimoso para com os "estranhos". nem a Suíça com toda aquela higiene social era capaz de esbanjar dinheiro à nossa  maneira. facilmente se compreende que quem nos empresta dinheiro quer que se acabe com este tipo de estado que se torna incomportável financeiramente. o governo português não tem solução para este fosso onde estamos metidos. se liofiliza as pensões e corta nos vencimentos dos funcionários públicos ou mesmo os despede faz aumentar o desemprego; porque funcionários públicos e pensionistas são uma parede sólida contra o desemprego assustador. passos percebe isso, mas por outro lado, o mesmo passos quer implementar o estado-empresário. e é nessa medida que teve de optar. sabe que portugal é lisboa e o resto é paisagem e vai daí é lisboa que terá de tornar-se uma espécie de besta que levou com forte sedativo e cai na terra para lhe tirarem as medidas ou ser transportado para outro lugar na selva. até sedar o animal, passos e o seu circo, vai contando histórias. mente hoje, diz meia verdade amanhã. atenção meninas e meninos: em novembro terão o subsídio de férias. não é tão bom? o governo está a ser velhaco pois quer dar a quem não trabalha e não produz o fruto do suor de quem se esforça por cumprir ou já cumpriu. isso cria revolta. não será de estranhar que uma revolta surda venha  tomar físico entre a malta esfaimada. os milhões e milhões de euros do subsídio de férias que irão ser distribuídos pelos "pobres"  das milhares de aldeias não irão aquecer ou arrefecer a economia dos desempregados do portugal-empresário. não sou bruxo, e por isso não me atrevo a dizer mais do que me veio à cabeça. porém, posso afirmar que de braga o que poderá chegar a lisboa são os sons dos tiros das caçadeiras com que alguns machos lusitanos ultimamente têm vindo a fazer justiça doméstica. machos lusitanos naturalizados ou não pois vai dar tudo ao mesmo. passos e companhia neutralizaram a estrutura da pátria que era o conjunto das suas forças armadas e arrumam dia a dia com o esqueleto do estado constituído pelo funcionalismo público.
manuel melo bento

terça-feira, 11 de junho de 2013

e se um dia o dr. josé de almeida perguntar aos açorianos:

"quereis  ser governados pela troika ou quereis que a fla vos defenda?" será que podíamos ir a votos para saber a resposta, ou  seria  desnecessário? 
li com atenção redobrada o discurso de 6 de junho de 2013 proferido pelo líder do que significa a mentalidade liberta açoriana, dr. josé de almeida. liberdade que parte de um povo que se desvirtua, porque se refastela com as dádivas esmoleres de um poder corrupto -   diariamente denunciado pelos órgãos de comunicação social que o mesmo poder sustenta. não é de admirar! isto é portugal!, a intelligentzia continental teima em omitir das páginas da história portuguesa parte social da história dos açores e que por mais que se apaguem os feitos destes nunca serão esquecidos da sua  pertença nacional por gente que não teme a verdade. não há história de portugal sem a história dos açores. o mesmo se poderá dizer dos açores em relação à sua história. por enquanto, está claro! amanhã, e será um amanhã para breve, os açorianos irão deparar-se com uma gestão danosa e irreversível dos seus interesses e verificarão sem grande esforço que eles poderão governar-se (a si mesmos) melhor e com mais sentido de estado. e redigirão a sua própria história aconchegada da herança de um passado comum com mais sentido de futuro que aquele que os governantes portugueses escolheram para a nação mais velha de europa. os diversos governos portugueses prostituíram o velho portugal entregando-o à voracidade de empresas económicas. o dia de portugal teve lugar na fronteira (antiga) com espanha. pressagia-se algum esquema novo a sair dos crânios que - por meio do voto da mistura de gente lida com a plebe ignara que vota por impulso gustativo - alcançaram o poder? será gente competente aquela que gere os negócios de portugal como uma grande superfície comercial e que pretende destruir aquilo que se usava chamar de estado social? que fará essa gente dos açores depois de os terem reduzido a moeda de troca de concertinas internacionais? como são geridos os nossos bens? estão de acordo com o nosso viver de amanhã? temos direito a ver as contas! não as que são difundidas pelo ministro das finanças que dia sim dia não disparam em sentidos opostos ao que é o programa do governo e do seu volúvel e inconstante orçamento que acabou por embrenhar-se na mentalidade dos portugueses como uma seta de insegurança em todos os níveis da sua vivência.
manuel melo bento

sexta-feira, 7 de junho de 2013

rtp: croquetes, chouriços, promoções e futebol

neste momento deixei de duvidar das capacidades intelectuais dos responsáveis pela estação televisiva do estado para ter a certeza de que se trata de um conjunto especial de espertos comerciantes e não de uns bananas como eu os julguei ao longo das últimas dezenas de anos. aproveitando a queda do português pelo futebol e tendo a responsabilidade de transmitir o jogo com a rússia de "elevado" interesse nacional, a nossa - e de alguns malfeitores nacionais da cultura -  rtp resolveu associar-se ao negócio da publicidade das salsichas e outros bens de consumo doméstico como sejam as nabiças, a salsa e a banha de porco que agora está a dar por motivo da exportação maciça do azeite e outros pacotes em promoção. quer dizer, melhor dizendo: ronaldo (não é preciso explicar quem é nem sequer à tia anica pois todo o mundo o conhece muito melhor que a  jesus filho do mestre josé carpinteiro, que foi um santo pai afectivo) dá um chuto na bola que vai ao lado de uma trave  pintada de branco. ai, quase golo! mas nada de gritos. e porquê? porque aqueles "assassinos" da cultura (neste caso futebolística) interrompem por segundos o desenrolar do jogo para - imaginem - publicitar a casa dos tomates e dos agriões a preços imbatíveis. meus deus, perdoai-me por não vos creditar nem fiar cascalho para  um charro, mas permiti-me que vos invoque para denunciar este escândalo que é de terem posto o estado português a vender produtos hortícolas associado a uma cadeia de supermercados. mais baixo do que isto só o que está fazendo o balconista passos coelho ao estado social. melhor dizendo ao povo que o elegeu. goooooooooooooooooocouves, goooooooooooooooooooooocenouras, goooooooooooooooooooooooosalsichas, gooooooooooooooooolllllllllllllllllooooooooooooooooooooooo - que agora é que foi golo e portugal venceu a rússia, a cadeia de supermercados espera vender muitos mais feijões e a rtp mete ao bolso................. o quê ou quanto? ó seus paspalhões das comissões parlamentares, o que fazem vocês para justificar o que ganham e que para o ganhar têm de nos ir aos bolsos?
manuel melo bento

segunda-feira, 3 de junho de 2013

não vou muito com a cara de miguel sousa tavares...

comprei o terceiro romance de sousa tavares. era para lê-lo nas férias, mas acabei por o devorar em dois dias. "madrugada suja" é mais um grande romance. este homem tem o condão de quando escreve romances  acabar por viciar o leitor. aconteceu comigo com o "equador" e "rio das flores". lembro-me de ter começado a ler aos 11 anos e de ter lido um romance de uma das irmãs bronté. chorei que nem uma madalena, ou melhor como o antigo choramingas de belém.  não sendo crítico literário não deixo de me pronunciar sobre o que leio. aos 14 anos meti-me a ler tolstoi e dostoievski, depois de ter entrado de cabeça no livro do cura meslier. no que me fui meter, mas não havia outra solução dado que naquele tempo havia poucos livros e os que havia eram para ser trocados entre a malta. a malta que lia era reduzida. ler era e é uma espécie de vício. foi assim que aprendi a ler romances. depois quando apanhava um livro qualquer lá vinha a maldita comparação com os os clássicos russos. organizei-me num ingénuo espírito crítico não científico. é como gostar de um vinho e depois vir a saber que é dos mais caros no mercado e muito "considerado". é que lá vem o senhor escanção a dizer que é enrolado, aromático e entre muitos outros sintagmas adjectivais pespega com o termo personalizado. eh pá, basta! dá-me um gole e cala-te. mas voltando à minha forma naife de entender os romances devo confessar que foram os meus grandes companheiros de jornada que se aproxima do fim. descobri o proibido eça de queiroz (imaginem: tive o azar de perguntar na biblioteca do reaccionário liceu nacional de ponta delgada pelo "crime do padre amaro" e logo a responsável me ameaçou de que iria participar ao reitor o meu descaramento...) e enquanto não li todos os seus romances não descansei. até li uma crítica de antero de quental acusando eça de não ter lido os clássicos russos quando escreveu a primeira versão da história da amélia muito comida pelo amaro. pensei: mas eu li. e fiquei contente comigo. e que alegria que foi quando em 1967 descobri num livreiro "os possessos" por 20 escudos. foi a minha companhia na viagem de comboio que tinha de fazer. quer dizer, fui-me colando a escritores e fiz de alguns a minha sobremesa mental. encontrei um luíz pacheco pelo caminho e apesar de nunca ter escrito um romance fez com que eu crescesse. aprendi com joão pedro george como se trabalha com o texto pachecal. li, li, li por vício e alguma estupidez. às vezes tenho cada desgosto quando vou atrás de escritor e ele me desilude. ultimamente aconteceu-me o desagrado com irvin yalom. li de uma forma obsessiva "quando nietzsche chorou" e "a cura de schopenhauer" e quando me meti a ler "mentiras no divã" apanhei um banho de água fria. quer dizer que interiormente já escolhi os meus escritores e irrito-me quando eles fogem à imagem intelectual que deles faço. o aquilino? uma maçada! o saramago? quase intragável! o lobo antunes? para se ler com alzheimer! (gosto das suas crónicas. são de excelência). quanto aos novos, estou a tentar perceber porque escrevem para circuitos fechados com muitos comparsas difusores. esquecia-me do cristóvao de aguiar que redescobri em "marília". li quase toda a obra dele, mas só o preconceito me impede de ser imparcial, mas acho que ele é um universalista ainda não descoberto pelos grandes senhores das editoras. os que não são viciados na leitura de romances universais não sabem o que é ter pena quando estamos no fim do romance  que comprámos, às vezes, com tanto esforço e sacríficio em euros. ah, mas em compensação vingo-me quando vou à feira da ladra. 18 livros do camilo a um euro cada. "adeus às armas" do ernest hemingway por 50 cêntimos (a meu ver, fraco), dom francisco manuel de melo ao mesmo preço - não relido, "humilhados e ofendidos" que já tinha lido mas já não me lembrava de nada. idem. e o "crime e castigo"  em que a gaja segue o matador da velhota até ao inferno da sibéria. quer dizer que há romances em que a malta que os lê nunca mais esquece as personagens criadas pelos autores. lembro-me do livro do eduardo brum "não chores pela minha morte" que durante uns meses não me saíu da cabeça. há personagens que se nos colam. é o preço que se paga pelo vício. apesar de ser um viciado por autores pouco ou nada posso dizer de rigoroso sobre literatura. já cheguei a comprar o mesmo livro duas vezes por me ter esquecido do nome do autor e da obra. é pena! talvez se tivesse orientado melhor as minhas leituras fosse hoje em dia um expert. ah! ah! claro que quando falo de romances quero ressalvar o que se aprende e o que crescemos com eles. uma boa intriga é muito giro mas cansa. para isso temos as telenovelas brasileiras e as portuguesas que são muito chatas ao querer reproduzir uma realidade que só esta na cabeça dos realizadores ou autores de textos. deviam dedicar-se a plantar alhos nas serras fora das cidades para não estarmos a papar os dos chineses que as nossas glândulas gustativas confundem com chicletes. uma vez lido um romance não o vejo (nem quero) transformado em chouriços nas telenovelas ou filmes. não, o mundo da literatura não pode ser o mundo do audiovisual misturado com anúncios de creme hemorroidal. então no que diz respeito à poesia, a coisa dá para chorar. uma florbela metida num fadinho ainda vá que não vá quando for puxado à substância. talvez e eu ande um pouco desconfiado sobre se miguel  miguel sousa tavares, ao desenhar "madrugada suja", não está a tentar a entrar pelo cinema adentro. não entendi o ritmo do romance apesar de o achar uma grande peça formativa para se entender muita coisa. até dava para afirmar que mst está a preparar alguma... já anunciou que tem outro na forja. aguardemos. aprendi a separar autor de narrador e vou ficar por aqui para não meter mais água. acho que mst vai ser dos poucos que depois de morto não morrerá. sim, é o mais limpo de todos dado a sua total e irritante distância das banalidades mundanas.  
varett

domingo, 2 de junho de 2013

se o chequespias fosse português, nos dias de hoje, não apanhava prémio literário nenhum


chequespias:
vocês em portugal como é que atribuem prémios literários?
nobel regional:
eu não sei responder, mas se o senhor inglês perguntar por aí, de certo que vai descobrir. o dr. rui ramos disse qualquer coisa sobre o assunto.

sábado, 1 de junho de 2013

a esquerda da situação não quer saber da esquerda da oposição. por isso foge..........de compromissos

hoje, ser de esquerda ou ser da oposição é uma e a mesma coisa (salvo as excepções de outras áreas que as há em profusão). se havia dúvidas do lado em que se ia colocar o partido socialista da assembleia da república, elas foram desfeitas pela não comparência de antónio josé seguro - seu actual líder - no encontro que o outrora revolucionário, (quando o estado novo estava no poder), dr. mário soares, organizou a fim de arregimentar uma tomada de posição face à destruição do estado social. o dr. mário soares não pretende chefiar nenhuma revolução armada que se saiba. o dr mário soares entendeu que o rumo para a vitória da direita neoliberal devia ser travado sob pena de não ter valido para nada os anos posteriores ao 25 de abril que trouxeram uma maior e mais justa distribuição da riqueza que o país produzia ou se pensava que distribuiria. todos os habitantes de lisboa são mentirosos. eu sou habitante de lisboa mas não minto. ah malandro, se és habitante de lisboa e se todos os seus habitantes são mentirosos tu também és mentiroso apesar de dizeres que não mentes, pois tu só dizes mentiras dizendo a verdade. e o facto de dizeres que não mentes é porque dizes mentiras porque és de lisboa.  como fugir a este paradoxo? sou de esquerda mas não alinho com a esquerda. quem pode acreditar que antónio josé seguro é um homem de esquerda a chefiar um grupo que se afirma de esquerda ambos vivendo à direita? ninguém! seguro sabia que naquele inferno da aula magna cheio de consciências independentes - porque têm de certo a mesada em cada fim de mês - se iria vituperar o chefe de belém, os banqueiros, a troika e etc que a lista de ápodos nunca mais acaba. e isso colocaria o ps oficial em maus lençóis perante o esplendor alemão que poderia interpretar esse acto como um ataque aos compromissos que o estado português assumiu com o capital internacional e de que em parte o ps se associou. e uma merkel zangada faria ao futuro primeiro-ministro o que fez a hollande da frança: deu-lhe por aquelas beiças de brumário de escritório. e ele? amochou-se! é que sem dinheiro nem o comunismo primitivo de louis henry morgan sobreviveria numa europa "comunitária". está entre aspas para que não haja enganos. ele, seguro, quer ser primeiro-ministro e num país de papalvos e de ignorantes ser revolucionário é meter medo. e poveco com medo não vota senão nos senhores que apesar do chicote sempre lhes atiram com umas migalhas... paradoxo? ser revolucionário nesta altura é má política. penteado , engravatado e com boas falas mansas indignadas é vitória garantida. para quê estar a dar uma de mau e de che? só se fosse tolo. portanto,  nada de espantar a parolada. só que ainda falta muito tempo para as eleições legislativas e este modelo é para assegurar as autárquicas. e para quê, se são autárquicas? é para ver se passos tem vergonha na cara com a putativa  derrota e se demite. está enganado, pois passos não se demite a não ser que o social-democrata (enquanto não houver melhor designação...) cavaco silva dissolva a assembleia da república e convoque eleições. coisa que é improvável, creio eu, dada as circunstâncias de cavaco não ganhar nada com a expulsão de  passos. se o fizer correria o risco de um ps aderir a posteriores manifestações para forçá-lo a abandonar belém por triste e má figura. penso, sem ser de que, isso seria péssimo para a sua imagem. perguntarão: que imagem? e eu sei? vai ser tudo do mais e do mesmo. depois a gente amanha-se. está escrito! espera! espera! antónio josé seguro discursa e agora está a defender as empresas. é a abertura do novo modelo do socialismo: o "socialismo empresarial" (outra descoberta portuguesa) ou estaremos perante uma fraca imitação das intervenções do almirante-empresário henrique tenreiro de boa memória, dizem alguns.
manuel melo bento