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quarta-feira, 29 de maio de 2013

entrevista a varett:"chantagear um ministro é crime. com um pouco de boa vontade e um bom acusador público seria possível aplicar o artº. 223 do código penal"


pressportugal:
o dr. mário soares, na sua entrevista ao diário o i, afirmou que paulo portas estava a ser chantageado por causa do caso dos submarinos. e por essa razão não rompia com a a coligação.
varett:
em portugal já nada me espanta. não se passaram ainda umas dezenas de horas e cavaco silva tinha dado origem a uma queixa contra um escritor que o teria confundido com homens que geralmente fazem parte do corpo circense. o presidente reagiu porque se sentiu ofendido. o dr. mário soares acusa o partido maioritário que enforma o executivo de chantagem na pessoa do líder do outro partido da coligação e  o presidente - homem sempre atento ao respeito e à dignidade dos homens do estado - permanece quedo e surdo.
pressportugal:
isto não pode querer dizer que assuntos de ordem quase privada estão acima dos assuntos de estado?
varett:
com certeza e é claro que existe um fulgor pessoalista e de grupo que conseguiu infiltrar-se nas estruturas do estado relegando este para as mãos da iniciativa privada.
pressportugal:
o que significa que ?
varett:
ao impor uma paridade entre estado e privados, o golpe está pensado da seguinte maneira: numa primeira fase ao equiparar funcionários do estado com os da privada está-se a querer fazer-se justiça aos olhos dos incautos. vejamos, nada impede que depois da igualdade ser um facto não se venha a praticar melhores salários na competitiva privada como é seu timbre. o estado ficará com todos aqueles que não serão escolhidos no mundo dos negócios por aparentarem poucas qualidades. saltarão para a privada os melhores pois irão usufruir melhores benefícios.
pressportugal:
isso não impede que o estado não possa fazer o mesmo!
varett:
você desconhece a história. temos como referência o que aconteceu no estado novo. por exemplo, um terceiro oficial de finanças auferia mensalmente em 1968 cerca de 1.800$00 (escudos) e um colaborador de uma empresa média cerca de 6.000$00. isso passou-se comigo pois trabalhei na altura nos dois empregadores. o estado era um verdadeiro asilo. claro que havia excepções, tome-se nota. acontece que o privado passa a pagar bem porque vende e cria fundos, ao passo que o estado para pagar mais aos seus funcionários ou lança impostos ou pede dinheiro emprestado para os pagar.
pressportugal:
de qualquer maneira o estado funcionava...
varett:
funcionava parado. para reconhecer uma assinatura perdia-se meio dia. tudo estava envolvido em papel selado. tudo era lento.
pressportugal:
a iniciativa privada traz mais vida e rapidez, não acha que é melhor nos serviços que presta?
varett:
existem serviços específicos que pertencem à área do estado e que não se podem entregar à privada porque acabariam por fazer estragos irrecuperáveis. as forças armadas, a educação, a saúde e a segurança social são pertença da actividade do estado.
pressportugal:
onde colocar o ensino privado, os hospitais privados e as reformas subsidiadas pela banca?
varett:
no seu devido lugar. isto é, ninguém hoje é tão ingénuo que admita uma total colectivização dos meios de produção. não dá certo. a experiência reforça esta ideia. temos que conviver com o estado e com a privada. são dois sectores inseparáveis mas inimigos. têm é de ser vigiados por neutrais. quando um dos contendedores se torna hegemónico surgem de imediato injustiças. a sociedade tem de ter capacidade para escolher os seus senadores. não os que por aí andam que mais não são do que negociantes voltados para a sua barriga.
pressportugal:
onde coloca nesse paraíso a comunicação social?
varett:
os povos descobriram que não podem viver sem uma constituição e que viverão mal se não respeitarem as leis fundamentais. se os governos tivessem respeitado a nossa não chegaríamos à actual bagunça nem à  bancarrota.
pressportugal:
não respondeu à questão!
varett:
se está escrito e contemplado na constituição que a liberdade de expressão é uma prerrogativa das democracias, não há mais nada a dizer. agora, liberdade de expressão não é julgar pessoas na praça pública. órgão de comunicação que ultrapassasse a lei teria de ser impedido de actuar. suspeitar não é o mesmo que acusar e condenar. pessoas que assim actuam têm de prestar contas à justiça e pagar por isso. se a justiça actuasse de modo a responsabilizar os que se pensam juízes sem o ser, de certeza que as pessoas tornar-se-iam mais respeitadas. é disso que se trata: respeitar as pessoas e o seu bom nome. portugal e outras espécies de democracias dão um mau exemplo em eleger uma vítima permanente para entreter um povo ignaro e satisfazer a gula de uns poucos que tudo manobram.
pressportugal:
estamos nas mãos da troika?
varett:
não, estamos nas mãos de países que são mais fortes e que nos dominaram. resta-nos uma aliança com a espanha para tornarmos a ser mais ou menos independentes. é a história que fala. tivemos medo da espanha e fomos feitos serviçais dos ingleses. aquilo que a nós é natural que é a ligação física com espanha tornou-se num papão alimentado pelos comerciantes ingleses que compraram alguns distintos portugueses.
pressportugal:
e 1640, não representa nada?
varett:
tudo cenário! em portugal só havia um espanhol indefeso, defenestrado por um grupo de tontinhos e que representava  os interesses do monarca espanhol que era meio português meio espanhol. foi a época de grande incremento económico. mas lá de vez em quando lá vem do fundo dos tempos as bocas foleiras do alfaite que odiava a beleza e pôs o povo de lisboa contra a rainha leonor teles. por causa destes mexericos, da beleza de uma mulher e dos seus apetites sexuais portugal aliou-se a forças mercenárias que combateram a putativa legitima rainha para colocar no trono um bastardo. também tivemos uma leonor de tróia...
pressportugal:
quer dizer que para nos libertarmos do colonialismo económico-rácico europeu temos de nos entregar aos espanhóis.
varett:
 nós existimos como povo ímpar e era impossível alguém absorver-nos. olhemos o mundo onde nos instalámos e repare-se que grande parte das ancestrais comunidades nacionais não estão diluídas. existem! penso que eram os espanhóis a perder mais se nos aliássemos a eles para fugirmos de uma união que meia dúzia de patetinhas e falhos de reflexão imaginaram que era a melhor solução para nós. caímos na lábia de uns líricos a quem os militares entregaram o poder depois de perceberem que tinham feito borrada.
pressportugal:
borrada? a quem devia entregar o governo do país senão aos democratas depois de terem corrido com os fascistas?
varett:
não eram fascistas! eram nacionalistas quadrados sem visão moderna. actuavam como moderados racistas sem nunca o aceitar. eram uns colonialistas de merda - com perdão da palavra - que não se aperceberam que os povos mais dia menos dia sacodem o jugo dos que os escravizam. quinhentos anos em áfrica não deu para aprender nada a não ser subjugar à força aquilo que muitos adivinhavam ser impossível. de um momento para o outro três países foram ao ar. somos indestrutíveis na nossa idiossincrasia. é por isso que vamos nos transformar nos últimos retornados da ubião europeia. vamos ficar com as calças nas mãos como os retornados (refugiados)  regressaram à metrópole  porque eles (os brancos do norte)querem o que é seu. isto é, o dinheiro que depositaram nas mãos de uns tantos palermas a quem o voto transformou em impantes condutores de homens.
pressportugal:
sem esperança para um país como o nosso?
varett:
esperança de ver crescer no quintal novidades sem as termos plantado. somos assim e com muita fé. que segundo dizem nos salvará lá.
pressportugal:
lá onde?
varett:
onde a amália canta camões...

para o 6 de junho em ponta delgada

segunda-feira, 27 de maio de 2013

nos prós e contras, se tivessem lido - aquela malta lê pouco - a "madrugada suja" teriam muito cuidado em falar em adopções. às vezes não é mãe, mas avó. e se julgas que tens avô, o melhor é não lhe contares que não és filho do filho.

isabel moreira - deputada - afirmou nos prós e contras que o espermatozóide não era pai. não será filho daquele que o expeliu? todos os seres têm pai. alguns têm a mania de os chamar de dador. pois sim, mas doa o quê? se aquele penetra num óvulo acasalando  e dá lugar a um terceiro, este terceiro é filho directo de quem? do pai e da mãe que são o espermatozóide e o óvulo. se juntar água quente a água fria dá o quê? água morna. ora, água morna não é nem quente nem fria. é um terceiro conceito. o espermatozóide não é um feto. feto é como a água morna. e se o pusermos nos primeiros dias de ovulação num tina congelada e mais tarde o colocarmos numa barriga nem que seja de aluguer temos homem ou mulher conforme os casos. se o metermos num forno, nem sequer pastel de belém dará. a coisa está defícil p´ra caramba. há muitos anos li um livro escrito por um jornalista perito em colonagem que me enganou. escreveu "o clone" e lá conta que um milionário queria um filho sem haver intervenção de mulher alguma. era ficção. porém, hoje em dia talvez não seja impossível. e se assim for lá se vai o amor de mãe. neste caso é preferível ter duas mães. não acham? ai o que eu fui dizer. o amor é que é tudo na vida. o resto nada vale. eu, por exemplo, acho que uma pessoa que faz festas todos os dias à sua vaquinha e que quando ela deixa de dar leite a esfaqueia para a traduzir em bifes não passa de um assassino (eu sei que é exagero, mas porque andava a fazer festas na vaquinha? não era para a colocar no presépio para aquecer o menino jesus de certeza!) e quando não havia vaquinhas? o que aconteceria à sogra? era festinhas para cá, festinhas para lá e depois passa-me daí uma perna da tua mãe que está já lá vai. noutros tempos era assim. toca a estudar a antropofagia. e quando os pais adoeciam de velhice?, toca a descarregá-los no caminho cobertos por uma manta, uma espécie daquilo que hoje chamamos lares de terceira idade para eles esticarem o pernil numa boa. e amanhã como será? com passos coelho os velhos e as velhas - que têm reforma - são muito desejados e queridos pelos filhos e netos. os filhos não os deixam sair por muito amor lhes dedicarem. às pensões, deles velhotes, claro está. o amor é que é tudo!
ps: as fotos falam por si menos a do doutor psicólogo a quem foi acrescentado umas palavras para efeitos especiais. a minha opinião? pouco interessa, mas aqui vai: sou pelo amor e este vence tudo. acho que as leis devem ter em conta, em primeiro lugar, o homem e só depois os negócios. mas pensar assim nos dias de hoje é o mesmo que ser banana. pois seja!
manuel melo bento

quinta-feira, 23 de maio de 2013

a ausência física do presidente dos açores no conselho de estado desvirtua o poder do presidente de portugal

quando cavaco silva, presidente dos portugueses, interrompeu - há quatro anos - as suas férias no algarve para, ao chegar a lisboa, fazer uma declaração ao país, a maioria que ouve rádio e vê televisão julgou tratar-se do anúncio de mais um golpe com o fito de derrubar o regime democrático. leia-se regime democrático português. mas não, o homem tremeu de raiva ao saber que tanto a assembleia legislativa regional quanto a assembleia da república tinham aprovado uma determinada liofilização do seu poder como chefe da nação. a declaração era uma espécie de aviso a traidores que  estavam a preparar paulatinamente a separação das ilhas de portugal. rugiu o leão e, como de costume, os açorianos acobardaram. o presidente cavaco fala assim e fala bem tendo em conta que os açores dependem de portugal porque uma vez destruída a sua indústria-económica de produção pela política centralista do colonialista esta foi substituída pela invasão do sistema de segurança social e pela abertura de imensas vagas para a função pública dos indígenas. os açorianos de um momento para o outro tinham emprego e podiam morrer em novos hospitais com médicos, tubos no nariz e tudo mais. a escola secundária passou a ser de graça e uma vez criado o ensino universitário os futuros candidatos a emigrantes ou candidatos a balconistas no comércio tradicional deram por si doutores. esta droga durou o tempo suficiente e não trouxe nada que pudesse precaver e organizar o fururo. neste momento os doutores estão no desemprego e o governo central prepara-se para expulsar das fileiras da função pública centenas e centenas de ilhéus. é o caos e a desgraça que se está a desenhar nesta ainda colónia ou espécie de antiga colónia, melhor dizendo. os portugueses não aprenderam nada com a história. para eles que começaram a navegar não para pescar mas para assaltar povos estabelecidos comercialmente no norte de áfrica nada mais existe para além desta visão e modelo económico. o dinheiro da expansão serviu para o luxo e construção de catedrais por esse país fora. e o povo? que se lixasse; que cavasse a terra para dela sobreviver depois de pagar dois terços ao seu senhor. o mesmo se passa hoje em dia. bem, não é bem assim, os senhores dos dinheiros públicos criaram para si bons tachos e centros culturais e para o poveco estradas e possibilidades de crédito. todos contentes, todos enrabados! quando surgiu o movimento independentista nos açores, o motivo era tentar escapar ao descalabro que para aí vinha. foram logo apelidados de fascistas e direiristas. e tinham razão? claro, e sabem porquê? porque os governos portugueses distribuíram muito dinheiro pelo povo açoriano transformando-o em arranjos de casas de banho, emprego, apoio na saúde, subsídios para a terceira idade e outras benesses que o poveco das ilhas desconhecia porque meio asselvajado e ignorante. como os senhores dos açores não lhes tinha dado nada até ao 25 de abril a não ser trabalho pesado e esmifrados patacos como paga, lógico seria que pensasse que os maus fossem aqueles, levados e motivados pelas bocas difusoras dos novos ideólogos estatais, diga-se. nestas condições não é difícil escolher. e a escolha de subserviência coube nos que lhe enchem a barriga. aquele tempo em que de chapéu na mão o antigo labrego pedia a esmola para poder trabalhar na terra do senhor para conseguir matar a fome aos filhos (muitos) já era. esta economia fantasiosa está em estertor pois não se sustenta sem o tal apoio externo(dádivas que servem para o comprar). só que aquele acabou. e agora? agora é mandar os tais fazedores de ilusões para a estrebaria do paço. e como bons cobardes toca a pensar nas duas únicas hipóteses que se lhe apresenta: emigrar ou pedir emprego aos empresários e aos proprietários de terras que irão surgir como papoilas afegãs em tempo de paz. e voltámos ao mesmo? claro! mas primeiro é preciso dar uma de separatista para fazer acordar o leão moribundo que ainda se julga rei da praia do meco... o presidente da república convoca o conselho de estado para analisar o possível afundamento do país que resvala perigosamente para a guerra social. entre os lugares cativos estão os dos presidentes  das chamadas regiões autonómicas. um é vasco cordeiro, jovem socialista, que está no seu primeiro mandato. o outro é uma espécie de abutre dos dinheiros públicos. imaginem que utiliza o método dos gregos para com os alemães: que paguem as dívidas de guerra. ninguém os mandou invadir a grécia. e isso paga-se. foram quinhentos anos a explorar o povo madeirense. logo, toda e qualquer dívida é para descontar. ah, este jardim! vasco cordeiro só não se apresentou ao conselho de estado como ainda colocou o dia dos açores acima dos interesses de portugal. reduziu o conselho de estado a um encontro de damas que iriam discutir assuntos de criadas de quarto tomando o seu chazinho das cinco. como a pide deixou de se apresentar ao serviço, cavaco teve que engolir o sapo açoriano. que bela resposta! e agora, onde estão os poderes do grande chefe do estado? nos açores, a partir desta bofetada em pele de vaca, é que não estão. com a atitude de vasco cordeiro toda e qualquer orientação do governo central na política regional será tomada como acto colonial. acima do governo central estava o presidente. este ficou vazio de poder nas ilhas. para já, um governo eleito democraticamente pelo povo ilhéu não baixará as armas a outro que governa longe dos seus interesses. politicamente o chefe de estado terá menos importância que um império do senhor espírito santo. depois, há a questão de que nem mesmo os parceiros políticos querem ver o chefe do governo português por perto para não dar péssima impressão ao povo. estou a lembrar-me de berta cabral ao impedir ver-se acompanhada do actual primeiro-ministro. se isto não é prelúdio de um independentismo no terreno, vou ali e já venho. e atenção, agora a questão muda de prato da balança. o prato da esquerda. ai é??????????????????????
manuel melo bento

terça-feira, 21 de maio de 2013

conclusões do conselho de reformados acerca de questões nacionais

foi reconhecida e aprovada - através de votação - pelo conselho de reformados a moção que reconhecia que o vulto esbranquiçado que saltava de roseira em roseira nos jardins do palácio de belém era mesmo de uma virgem.  o resultado da votação foi o seguinte: ateus 3 votos contra; crentes 3 votos a favor. foi  aprovada a moção "boa-fé" com o voto de qualidade do presidente dos senis que desempatou e que era um dos fideístas que mais se debateu a favor da renovação de milagres em portugal.
nb: questionada a deputada da oposição a. gomes sobre o novo milagre, esta foi muito incrédula, pois para ela os velhos com aquela idade já não têm a visão apurada capaz de distinguir um touro de uma vaca mansa o que pode trazer instabilidade no sentido da credibilidade futura nos negócios da aldeia. ainda foi questionado um camponês que se referiu ao acontecimento do seguinte modo: eu trabalho de sol a sol para lhes dar de comer e eles ainda tiveram a sorte de a virgem os visitar. e eu que precisava tanto desde que enviuvei...

sexta-feira, 17 de maio de 2013

paulo portas denuncia passos coelho ao povo, sobretudo ao que vota


qualquer contabilista de banco não falido sabe que suportar os custos de três milhões e quinhentos mil pensionistas só é possível com pelo menos cinco milhões e setecentas mil  pessoas no activo a contribuir para esses mesmos  custos. não é o que acontece entre nós. daí que nem sequer foi preciso a troika impor ao governo português que revisionasse o incomportável peso que a segurança social representa. passos, ouvido vitor gaspar, previne portas de que têm mesmo de tributar as pensões em várias fases até chegar aos sessenta por cento de imposto sob pena de a falência da cga e a cnp vir a ser uma realidade próxima. portas sabe que isso é o que esperam as duas caixas devido ao estado não poder socorrê-las arcando com tal despesa. é o fim ou o princípio do fim do estado social, caso não haja uma revolta como a história do passado recente demonstrou. com o fim da coligação em vista, porque um assalto aos três milhões e quinhetos mil beneficiários não daria a cavaco silva outra alternativa que não fosse demitir o governo. (o senhor sampaio, jorge quando era inquilino de belém, por terem caído duas folhas do discurso do dr santana lopes, dissolveu a assembleia da república, o que implicou novas eleições...). podemos dizer deste governo que - tal como salazar - restaurou a confiança nos mercados. e tal como o velho ditador, arrasou o país social que fora apanágio dos cabecilhas da primeira república. vou dar só um cheirinho dado que este texto é para tratar do futuro do dr paulo portas e não dos estragos que passos já fez ao  estado, perdão, a este estado. por exemplo, salazar destruiu  a lei de bases do sistema educativo anterior , acabando com as escolas superiores do magistério primário, transformando-as numa oficina de beatas semi letradas que foram país fora ensinar as primeiras letras e nos intervalos "pedagógicos" das suas limitadíssimas prelecções impor o toca a rezar que deus é grande e o milagreiro padre cruz enfeitará as paredes das salas de aula com um cricifixo que ficava entre duas fotos... voltemos a portas. a verdade tem de se dizer. o homem é neste momento o mais preparado, lúcido, velhaco e inteligente  político da direita. olha-se ao espelho e que pensa? como é que este e aquele chegaram a primeiro-ministros, meu deus? (paulo é crente!) sendo eu o que sou e todos o percebem, como é que é? ah, é por causa do cds. fi-lo à minha imagem e sou eu que com ele vou disputar a chefia da direita. mas, como se tenho o psd a fazer-me  frente? e deus de paulo diz-lhe: aproveita que o psd é uma tríade. não vês o grupo dos fósseis com a ferreira leite na coxia a puxar da espada contra os companheiros de jornada tal qual o avô fazia com os seus colegas parlamentares, no reinado do bom rei dom carlos? mais, não reparaste na ala de santana que representa a velha glória sá carneirista cheia de social-democracia nas veias (salvo seja a comparação) e que é pródiga e prenhe de barões bem estabelecidos na praça de todas as mordomias, mas cheios de mazelas estomacais? e repara-me nos actuais netos da velha social-democracia, uma cambada de imberbes (exagero) que se prepararam tal qual empregaditos de escritório em estágio nas novas oportunidades para ocupar secretarias de estado. em secretarias de estado? imagina! isso eu sei bom deus da minha criação e do meu avô aviador que desapareceu nas ventanias do mar do adamastor e deve estar ao teu lado. o que faço agora? oh homem de mim (de deus) não percebes que com a direita do psd feita em fatias de queijo de serpa em mesa de rico (tão bom!) só tens que te pôr a jeito! perdão, bom deus, mas eu não quero colocar o cds de fora. isto é mais difícil, pois tens de disputar eleições "dentro" dele e tentar voltar de costas para a frente o eleitorado ancilosado nacional. se conseguires fazer do psd um cds e um cds um psd chegas lá. é isso mesmo, bom deus! pois, mas não julgues que isso é tarefa fácil. diz-me mais! ora, avança com bocas popular-demagógicas e não recues. pensa na tua demissão e na bomba que vai ser dentro daquela caterva de penteadinhos. vais ver que cavaco vai correr com eles, pois foi avisado da tua fuga em sonhos pela minha maria (trata-se de nossa senhora) de que tu és agora o seu melhor aliado dado que vais impedir que lhe assaltem a pensão. bom deus, querias dizer pensões? claro, estou cada vez mais velho, desmemoriado e sem reforma que se veja. também tu bom deus? ... é assim: paulo soube que pedro ia "acima" - tipo cópula - das pensões daí que tenha ameaçado que se houver tsu nelas ele despede-se. pedro não tem solução vai mesmo tratar da saúde aos velhos e inválidos que já não servem para nada. (um momento, pois vou ouvir a constança cunha e sá. é uma querida! de um modo chique ela dá-lhes (na corja camiliana) que é uma beleza e ela também é, embora magra de mais para o meu gosto). bem, é com a fuga de portas à cumplicidade nos crimes do pedro-herodes-passos que o eleitorado vai pensar  nele como o messias dos aposentados e cambados que não tira o pão nosso que estava nos céus e que por causa da gravidade cai todos os dias nas nossas mesas. abençoado sejas tu ó messias das urnas! para são  bento, já!
manuel melo bento

quinta-feira, 16 de maio de 2013

afinal, que tipo de estado estará disponível para servir portugal? o filósofo kantiano afonso gonçalves, pensativo perante a questão, procura a solução olhando a "arte na cozinha" da autoria de varett


tempos houve em que fernandes queria dizer, por exemplo, filho de fernando. uma pessoa identifica-se, não cai do céu na maioria das vezes... e quanto ao estado? este estado que foi recriado em 1976 surgiu com uma componente "reaccionária" e oposta àquele que tinha assentado arraiais num longo período denominado por estado novo. isto é, com o medo de que um determinado grupo, à imagem do passado recente, tomasse conta nepoticamente dos negócios do estado, quem abocanhou o poder abriu caminho para a partidarização das tendências políticas; apanágio do regime democrático. melhor dizendo, não caíu do céu o estado de direito, foi filho rebelde de um pai austero. trata-se de um fernandes diferente do progenitor fernando. duas pessoas portanto! comparação coxa, mas é o que tenho à mão cerebral. repare-se que logo a seguir ao 28 de maio de 1926 o estado português voltou a receber uma componente estranha que caracterizou o período que vai desde o fim do estado (regime) monárquico até à queda do estado (regime) parlamentarista que o substituiu. porém, nunca se perdeu a ideia de estado e de centro de poder. os primeiros republicanos procuraram retirar à igreja-religião a capacidade de influenciar os negócios de estado, coisa oriunda desde os primórdios da nacionalidade. viu-se um ministro da justiça mandar prender bispos e outros altos dignitários da poderosa igreja de roma. foi importante para a reorganização do estado este afugentar de um corpo estranho que impedia o acesso directo à representação e intervenção (se bem que indirecta) do povo. quando a constituição é aprovada em 1933, o estado português reencontra uma orientação definitiva imposta por um grupo que tinha como cabeça um verdadeiro professor universitário. salazar de seu nome, embora homem de igreja, separou esta sem a rejeitar por completo porque sabia o poder que ela representava para a pacificação dos desprotegidos rebeldes (por fomes e outras carências). salazar inferiu e impôs para com o estado um respeito tal que o colocou acima de todos os interesses de grupos ou campangas. o estado português voltou-se de novo (1) para o conceito de pátria. reforçou-a com a benção de deus (o ocidentalizado judaísmo, está claro) e como corolário recolocou a família no centro de tudo retocando-a à imagem da sagrada família. concluindo: deus voltava a ser sagrado como é hábito entre os crentes, a pátria e a família comiam do mesmo prato. face a este tempero estatal surgiu como quem não quer a coisa um nacionalismo ridículo assente numa total inversão da história centenária. camões - que tinha morrido à fome - foi catapultado para representar a alma portuguesa renascida ou criada para fins de unidade lírica. a igreja contribuiu, para não ficar de fora, com o aval do milagre de fátima e mais tarde - não muito mais - o ditador salazar encostou-se ao futebol e à equipa mais popular do país. chegando ao ponto de impedir que um jogador - que era o símbolo de herói desportivo - de ir para a itália, país que  queria adquirir o seu passe por qualquer coisa (a trocos actuais) como 200 milhões de euros. salazar, sabendo da vontade de chorar do povo português, deu uma achega ao fado promovendo-o através da aceitação nas altas esferas sociais da mais famosa fadista de todos os tempos. para cumprir com o destino de virilidade latina do macho lusitano pincelou a tauromaquia como seu espelho. no cimo do bolo colocou-se. perdão, colocou a honestidade. a sua dele como exemplo. salazar era um homem de estado com tanta abnegação que houve tempos que era tido como seu timoneiro. isto é, quem tinha salvado portugal e os portugueses, ajudado, está claro,  por nossa senhora de fátima. eh pá, tanta conversa para chegar a este estado (de coisas) em que no cimo do bolo está... bem, que o diga o leitor. calma, calma! a culpa não é dele, mas sim de quem lá o colocou. faz-me lembrar quando quiseram correr comigo de um organismo estatal. prepararam-me a folha, mas quando souberam que eu tinha sido admitido por via de uma cunha da mulher mais importante do país, ainda por cima casada com a quarta figura do estado novo. é o despedes. os filhos de puta recuaram na acção. se soubesse o que sei hoje, tinha feito uma participação ao ditador a explicar o que lá se passava. havia de ser bonito. se calhar seria promovido. hoje designa-se de corrupção. não sou mais sério do que ninguém, só que  por preguiça e para não estar sempre com o coração nas mãos é que não alinhei naquelas poucas vergonhas ou seriam porcas vergonhas. portanto, tivemos uma constituição de estado de 1933 vocacionada para uma espécie de cancioneiro nacionalista que foi substituída por uma outra - imposta por um levantamento militar - em 1976 toda ela feita por amor ao povo e que veio a arruinar os cofres do estado porque à custa daquele in love sumiram-se milhões e milhões de euros e que ficámos a dever... e sem dinheiro até mulher séria dá um jeito. o estado português estrebucha e agoniza, daí que tivesse surgido um grupo de bons capitalistas modernos cheio de vontade em criar uma nova constituição para salvar portugal. enquanto isso não acontece que faz o governo que o voto do poveco empurrou para são bento? imita o velho ditador quando aceitou tomar a pasta das finanças em 1928. corta aqui, corta ali. miséria a florescer aqui e o capital a fugir para ali que é como quem diz meia dúzia de eleitos a rechearem-se com a riqueza criada como por milagre. por enquanto não houve uma nova constituição por um simples motivo. o cds-pp impede-o. é que quando o psd e o ps se entenderem teremos uma nova constituição. não como a de 1933, mas muito diferente. trata-se de uma constituição que tem por meta a destruição da estrutura do estado tal como este era constituído. é que para se entrar na europa capitalista com a alemanha a comandá-la acolitada da arrastadeira francesa é preciso que percamos a total independência política. é uma baboseira o que aqui desenho? pois, meus lindos, tudo aponta para o momento em que o estado não disporá de um tostão para pagar aos seus funcionários nem aos seus  pensionistas. não sabem os meus leitores que o próximo berro da fome terá como tenor a caixa geral de aposentações. são 4 mil milhões de euros em dívida e que se tornaram incomportáveis para os cofres do estado. não ouviram o que disse o primeiro-ministro aquando da sua última intervenção acerca da falta de dinheiro para manter o sistema de pensões? não podemos continuar assim! não? ai não! não sabem o que isto quer dizer? é por essa razão que estão na manga do governo os últimos e breves cortes nelas e que vão chegar numa primeira leva aos 40 por cento com tendência para aumentar. está escrito nas contas. perante isto, que estado teremos? quando o cds-pp for corrido e reaparecer o bloco central estejam atentos, pois com estes dois a constituição irá ao fundo. vem aí o novo regulamento que é no que se transformará aquilo que chamávamos de constituição.
manuel melo bento
(1) - a acreditar na seriedade dos revoltados de 1640, havia neles a ideia de estado independente.