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terça-feira, 14 de maio de 2013
segunda-feira, 13 de maio de 2013
cara de asco
sou pela liberdade de expressão embora condene julgamentos nas primeiras páginas de tudo que é ocs e na praça pública sem qualquer tipo de objectividade a não ser o de se vender certos produtos. tu és um asno! já assim se me dirigiram. só que eu não me irrito. só levo a que o outro (há quem o chame de semelhante. para esclarecer melhor: eu nunca! deixo isso para os bondosos sacerdotes, para os ecologistas e para os políticos) se veja ao espelho e depois que faça a comparação. com quem? comigo, homessa! contaram-me - era eu ainda um puto - que determinado senhor, proprietário de laranjais, quando havia excedentes de laranja, mandava fazer covas bem fundas para lá as enterrar. e os cavadores de terra e suas famílas não tinham direito a algumas? não, ele não autorizava. nessa vila onde isso acontecia regularmente, o senhor era o mais respeitado de todos e logo a seguir vinha o pároco e outros resquícios do património cultural. quando ao poveco foi permitido votar para escolher os seus governantes - depois dos militares terem corrido com os salazaristas que já enjoavam de tanto permanecer na cadeira do poder - surgiu o inesperado. isto é, aquele acervo de desgraçados foram atrás dos dizeres sábios do pároco, do senhor da terra e das arrastadeiras apendiceadas e votaram de acordo com os interesses dos que o mantinham escanzelado. dá para perguntar se o povo quer-se livre ou adstrito aos bens dos senhores, quer sejam da terra ou da banca. com muita pena minha eu comparo o poveco às mulheres que se dizem livres mas que têm de parir uma ou duas crias para se realizarem como mulheres, sabendo que depois não as podem criar conforme a sua natureza fico na dúvida acerca do seu descernimento. são seres programados! o poveco está programado para ser carneiro. veio-me à ideia os milhões de camponeses que estaline e os seus assassinos mataram por serem os responsáveis pela sabotagem do projecto comunista. este tipo de raciocínio de merda (do qual me responsabilizo) leva-me a olhar a comunidade humana de um modo muito simples: é estruturada por classes e elites. tal tá a porra! perdão, é que estive a passar umas férias no alentejo. destruam-se as classes e queimem-se as elites e na próxima primavera cá estão de novo as classes e as elites mais lindas e cada vez mais luxuriantes. e o poveco? na mesma! ah, a reproduzir pelas ruas e em festiva charanga o que a nova cambada superior lhe ordena para cantar: o povo unido jamais será vencido ou então paz pão e outras merdas de estilo. basta que os senhores o mandem para a guerra e lá vai o banana do soldadinho - dançando ao som da charanga rural ou urbana - dar tiros para não morrer e para defender a pátria, perdão o negócio de todos os bushes deste planeta de merda. o problema é que eles são muito poucos. estou a referir-me às elites e que vivem à custa do poveco (composto por milhões e milhões de desgraçados). e é problema porquê? isso eu não sei. só sei que acho estranho ver uma foca macho com as suas 50 fêmeas e dezenas de machos a chuchar no dedo e a reparar de longe o repasto sexual e orgíaco do grande chefe. não era de dividir as queridas por todos para um equilíbrio "socialista"? faltou-me o termo! não era de o apanhar e cortá-los bem rente ao grande elitista, perdão grande macho? isso faz-se seu açambarcador! eh pá, uns poucos com tanto e a desperdiçar enquanto muitos outros com rotações estomacais a que o meu professor de ciências da natureza designava de movimentos peristálticos. eh pá, não são contracções no estômago mas sim nos intestinos. caramba!, mais centímetro menos centímetros tudo acaba em merda. é por causa destes centímetros que uns ficam com tudo e outros com nada. que asco! asco a todos. não dá para explicar!
manuel melo bento
domingo, 12 de maio de 2013
libertei-me! não sou pobre nem rico. ah, e ainda estou vivo
no meu tempo, o pobre comia carapau com batata ou inhame acorrentado por pão de milho e se era domingo lá ia meio quartilho de mija de baco aviado na taberna mais próxima (tabernas eram mais do que as madrinhas de guerra) que imitava o nosso multibanco. é que após o saldo comido ainda havia o que hoje chamamos de crédito ordenado. era o tal fiado no rol. estou, obviamente, a falar do pobre que ainda conseguia comer. é que havia outros (muitos) que passavam uma certa fominha debelada muitas vezes por roubos higiéniccos em tudo que permitisse dar ao dente. aquela abundância implicava que o chefe de família fosse um camponês apalavrado numa boa casa agrícola, ora bem, até que para além do petisco atrás dito ia aconchegada uma morcela de sangue de porco. porra! até parece um baptizado. bem, até que era. não pense o leitor (obrigado por me ler) que o carapau nomeado chicharro em zonas dialectais era abundante. não, nada disso. era contado e muitas vezes cortado em pedaços porque a prole aumentava e era preciso contenção. gente gorda havia? sim. os donos das terras, suas mulheres e alguns párocos. os professores das primeiras letras eram todos muito escanzelados e não entravam nesta estatística. os pobres também eram muito elegantes e se mulher do povo apresentava gordura à imitação das senhoras... bem, havia cavala na costa. diziam alguns que era uma sociedade perfeita. esquecia-me do que comiam os ricos ou aqueles cuja profissão era o de ser proprietário. alimentavam-se à base de carne. havia certo dia da semana que era dedicado ao bife com batatas fritas e ovos estrelados. a carne de vaca podia ser estufada, guizada, cozida com muito adjuvante tal como orelha de poco, morcela, chouriço, couves, repolho, batata, batata doce e arroz. pão de trigo e vinhaça e estava feita a festa. por festa. o perú do natal mais o seu recheio. depois vinham os espumantes, bem esta parte era para outras estações. claro que havia mais especiarias que estavam nos livros de receita. um dia fiquei na dúvida de se havia de acreditar ou não quando um companheiro dos copos me disse que só tinha comido bife aos 19 anos. sei que muitas donas de casa desconheciam que uma vaca não era só bife. por isso muito talhante vendia bife rijo umas vezes e mais tenrinho noutras conforme a cara da freguesa. pudera, a carne do cozer dava belos bifes para quem de vacas só conhecia os cornos e as tetas. conheci mulheres enganadas que coziam a "carne de bife" antes de a passar pela frigideira banhada na manteiga. estive a descrever mediocremente algumas diferenças de comer no meu tempo onde se podia equiparar o mantimento com a classe social. era como na idade média. se um camponês se vestisse como um burguês estava sujeito a prisão e a ser açoitado. é como vos digo. quem comesse fora das suas possibilidades e se apresentasse agordurado tornava-se suspeito aos olhos da autoridade. e hoje como é? não vos conto, então não é que o rico de hoje dana-se por peixe e pelas iguarias que os pobres eram obrigados a comer sempre a pensar na mesa farta dos afortunados. e os pobres? coitados, o que conseguem comer de mais barato é a carne; hoje, um superproduto que surge como a erva daninha em todo o sítio. pobre não chega ao peixe e rico, como é? não sei! não sou rico, sou apenas vegetariano. e porque o sou? não sei, só sei que depois de ver uma vaca a ser morta pelo dono e depois comida ainda meio viva, recebi cá um choque que me deu volta à torre de controlo. esta madrugada acordei todo banahdo em suor. sonhei que estava a comer uma mão de vaca alagada por um esporão de 22 euros. ufa! bem, a verdade é que não foi o esporão o causador do pesadelo...
manuel melo bento
terça-feira, 7 de maio de 2013
ninguém tem coragem para fazer contas e de as propalar, muito menos o esticadinho ministro das querelas sociais
imaginem a seguinte situação que foi dada ao conhecimento do público em geral e ao executivo em particular, tem para aí uns vinte e tal anos: um senhor solicitador era possuidor de cinco escritórios. de que tratava? apenas das reformas dos portugueses que se encontravam a trabalhar no estrangeiro e de alguns camponeses no interior do país. a revista onde se lia a notícia referia o dito senhor se tinha tornado milionário. já explico como a acção deste benemérito lhe encheu os bolsos. nessa altura os portugueses andavam drogados com os dinheiros que conseguiam rapinar da comunidade. governantes e associados organizaram processos de assalto ao fluxo dos dinheiros que entravam em portugal numa velocidade que parecia o encaixotamento do mesmo no andar da dona branca, a verdadeira banqueira do povo, sem querer ofender os verdadeiros banqueiros que por acaso estão a contas com a polícia e outras instituições moralistas nacionais, está claro. já vou esclarecer, tenham calma. primeiro tenho de referir certos acontecimentos para melhor situar os meus sete leitores. não preciso de mais, pois se o quisesse já tinha dado ao rabo. quando o quartel dos caricatos (a tropa que foi pelo país adentro com a missão de ensinar a ler e a pensar político através do projecto campanhas de dinamização cultural) se deu conta de que tipo de povo se encontrava nas aldeias isoladas acabou por desistir de mexer com aqueles crânios. materialismo dialéctico e luta de classes! e os rurais assustados a dizer que sim. colectivismo? também que sim. só que isso era apenas para as coisas do seu semelhante. nas deles? ai quem as tocasse. bem, o costume. eh pá, milhares de pequenos povoados onde nas habitações não havia nem água, nem electricidade, nem saneamento, nem gás. se alguns possuiam animais dormiam com eles na mesma moradia. que encontraram os campanhistas de 74? velhos, velhas e crianças analfabetas. ah, e mulheres novas que tinham ficado na terra pois os seus homens ou haviam emigrado ou fugido à guerra. bem, algumas eram viúvas. coitadas, tinham de trabalhar a terra senão morriam de fome. elas e os sogros. estou a falar sobre o que presenciei na altura quando trabalhei no instituto geográfico. dinheiro era coisa que aquela pobre gente não via. houve casos em que o que recebiam como jorna era produto das novidades da própria terra. aquela pobre gente vivia como bicho. a única tarefa intelectual a que podiam aspirar era ouvir a palavra do senhor deus dos judeus cristianizado transmitida pelos párocos das freguesias. às vezes tinham de palmilhar umas boas milhas para ouvir a tal maravilhosa preleção. para além de a vida lhes ser madrasta o resto era pecado. toca a ter filhos que é a ordem que deus deu. gozar sem emprenhar é pecado e dá direito às brasas do inferno. nas condições em que tinham de parir e com a falta de higiene a mortalidade infantil apresentava índices escandalosos. depois vinham as doenças aos que escapavam. muitos pais enfiavam os filhos deficientes nas caves de pedra para que no povoado não houvesse o disse que disse. não estou a falar de centenas de pessoas. eu estou a referir-me a milhões delas. agora vejam no que deu. portugal democratizou-se. tudo bem. no começo foi no papel. diziam àquelas gentes que tinham ou deviam votar. votar? pergunta ao padre que ele te explicará o que deves fazer para cumprires o teu dever. mais um dever, pensou a ermelinda mãe de 17 rapazes e de 7 raparigas. vivos? não! vivos agora são o miguel, o manuel, o jerónimo, o antónio, o vasco e espera lá. ah, e o luís que está na frança. as raparigas escaparam todas menos a eulália que morreu tísica. as assembleias de voto já estão abertas. o povo das aldeias vai votar. e votou porque acertou no buraco. resultados? ganhou a direita que acredita mais em deus e nos milagres do que a esquerda crítica mas crédula também. eh pá, o poveco não tem culpa! vou dar mais um salto. devia dizer vamos. como não quero misturas e sou eu quem escreve, que se lixe a extensão do pronome recto que dá pelo chamamento de plural de modéstia. e não querem ver que os senhores da política perceberam qual a importância do voto daquela malta silvestre e vai daí começaram a dar-lhe coisas para receberem algo de troco. onde foram buscar o dinheiro para essa sua acção? sacaram da europa, está claro. portugal torna-se humanamente democrático de um dia para o outro. atenção, que nos países civilizados quem atinge 65 anos tem direito a uma reforma do estado. tão bonito de se ver na américa. exemplo: josé casota naturalizou-se americano. mandou chamar a velhota. e não querem ver porque a senhora ao fazer 65 anos o estado americano passou a dar-lhe 250 dólares todos os meses. ah, que rica américa! e na europa rica? também! e portugal, alinha? vai alinhar, porque não? leram o júlio dinis na idade de todas as baboseiras do estado novo? eu também! não conheço ninguém mais mal formado do que os aldeãos. bisbilhoteiros, bufos, utilizam a maledicência contra todos os que invejam, odeiam a beleza e a liberdade, desconfiam de toda a gente e etc. leiam o júlio e não me chateiem. havia centenas de milhar de silvestres com mais de 65 anos por esse país fora com direito a receber a pensão mínima de sobrevivência. quem a recebia, calava-se. é bem português o estilo. vamos repescar o tal solicitador para acabar com esta treta. que faz o senhor? partiu para o estrangeiro à cata dos emigrantes. a senhora sabe que pode receber 54 contos de reis todos os meses (hoje à volta de 187 euros) só por ser portuguesa com mais de 65 anos? eh senhor, eu não acredito! olhe, a senhora vai deixar que eu lhe trate dessa pensão e eu não lhe levo um único tostão. só que nos primeiros 3 meses a senhora não vai receber nada porque eu tenho de pagar as despesas que vou fazer em seu benefício. eh senhor, se é para receber que me importa esperar 3 meses. mais que fosse! munido da autorização para tratar do assunto, o solicitador deu início legal ao pedido na caixa nacional de pensões. esta depois do processo estar concluído envia para a morada do solicitador à volta de 200 mil escudos como acerto de contas e depois durante os seguintes 3 meses o solicitador mete ao bolso 3 mensalidades. agora estimado leitor, veja esta verba multiplicada por centenas de milhar e calcule quanto ele meteu ao bolso. depois foi um tal correr o interior do país a distribuir pensões aos milhares de camponeses que - diga-se em abono dos descontos - nunca entraram com um tostão para a segurança social. depois, foi o pior. o apoio aos 500.000 imigrantes. isto é, a fim de continuarmos a mamar dos fundos europeus só havia uma maneira: subsidiar os estrangeiros e arranjar-lhes alojamento. alguns deles tornaram-se violentos quando não eram atendidos convenientemente. um exemplo: pergunta o membro da segurança social para um pai de família de uma certa etnia? então, está satisfeito com a oferta da sua casa nova? (a televisão filamava a cena) resposta do étnico: com cinco filhos mais a sogra, acha que isso é habitação que resolva os meus problemas? bem, para além de não trabalhar o homem recebia uma mesada da segurança social portuguesa (cerca de 800 euros). e pensar que ainda há portugueses que para se lavar têm de ir ao balneário público. português é estúpido? não, que ideia! os políticos portugueses são uma escumalha? não, que ideia! agora façam contas: milhões de portugueses das aldeias recebem uma pensão de sobrevivência não tendo qualquer tipo de despesa ou compromissos. é tudo lucro, não entraram com nenhum! depois como as pensões são baixas ei-los a receber os subsídios de natal e de férias, tornando-os iguais a quem descontou uma vida de trabalho e que por ganhar mais não tem direito a mais nada. claro que a segurança social está falida. quando era ministro, o senhor dr bagão félix dizia que a segurança social abriria falência em 2025... (chumbava nos exames da actual quarta classe) hoje, o prof. medina carreira apresenta contas e demosntra que ela está falida de todo. é óbvio que a segurança social não está à rasca porque os portugueses vivem mais tempo. isso é boca reaccionária ou estúpida. a segurança social está moribunda porque à imagem de quando estávamos na guerra de áfrica o governo da altura foi-lhe aos cofres bem recheados e rapinou 13 milhões de contos para a manter. é assim, onde há dinheiro há ladrão. e é por isso que a segurança social vai deixar de pagar aos seus legítimos beneficários. sou eu que o digo. e se tal afirmo é porque tenho lápis e papel e estou a fazer contas.
manuel melo bento
segunda-feira, 6 de maio de 2013
os discursos dos rapazes espertos
ultimamente dá-me para ouvir com muito mais atenção os discursos dos políticos-em-chefe e ligar menos aos comentadores-chave. vai falar à nação o primeiro-ministro. mas só amanhã. eh pá, temos que esperar. frenesim. depois de falar o primeiro dos ministros vai também falar o ministro-arrastadeira. eh pá, só no domingo! ena, o que irão dizer? fico apreensivo tanto quanto a próxima extracção do euromilhões. declarar guerra a algum país? invadir angola, moçambique ou mesmo à guiné? bem, se ouvirmos os prognósticos possíveis dos comentadores adstritos às estações televisivas, eles dirão que os que nos governam irão apresentar novas medidas. que tipo? ora, recolha obrigatória de fundos sobre quem os tem ou irá receber. e não é que acertam! tenho de aceitar que num país que se rege por um sistema capitalista o que passos está a fazer é o procedimento normal tendo em conta o estado de sítio económico em que nos encontramos. se passos tivesse dito ao que ia na campanha, seria, hoje, considerado um bom político, muito próximo do que foi salazar. mentiu como qualquer político velhaco, batoteiro, aldrabão faz para alcançar o poder para ele e para a chusma de chupistas que surgem à volta dos negócios do estado. por outro lado, se tivesse sido verdadeiro nunca alcançaria o poder porque este povo só quer ouvir falar de falsas promessas e de milagres. e é este povo da treta que vota. e contra isto nada a fazer. porém, há quem tenha consciência de como se estava a gerir os assuntos do estado e que mais dia menos dia a coisa iria descambar num desastre nacional. e talvez, nas urnas, houvesse correspondência com as medidas urgentes que deveriam ser tomadas para salvar o país da bancarrota. às vezes pergunto-me para que servem as eleições? se não servem senão para a mentira sistemática, melhor seria arranjar algo diferente e mais proficiente. mas não é fácil mudar o sistema sem uma ditadura temporária, o que iria subverter o regime e as mentalidades. e era um verdadeiro perigo humano. nós vivêmos numa ditadura capitalista apoiado pelo ocidente democrático. sabíamos quais eram as regras que imperavam. e foi com elas que salazar equilibrou as contas públicas. as regras salazaristas são as mesmas que passos coelho está a implementar entre nós e nas barbas dos seus adversários que sabem que não há outra alternativa objectiva. a oposição quer que a dívida seja politizada. pois, vão contar essa a outro que isso não seria a solução. a oposição sabe-o. a excepção é a do partido comunista e do seu manifesto desajustado da realidade. seria uma alternativa. se eu fosse operário era por aí que ia. sou um burguês recheado de modo que a minha leitura é a do meu ângulo de visão. embora sinta que a justiça social a ser feita teria de ser aplicada mais para beneficiar nos que produzem e trabalham no duro e não nos que abocanham escandalosamente a riqueza produzida. é a minha cobardia barriguista. e dar a pele pelos outros não está no meu já curto horizonte. porém, uma coisa é certa. os sacrifícios devem ser distribuídos por todos e não pelos que mais trabalham e mais sofrem. quer o senhor passos mais a sua companhia organizar o estado? então aplique as medidas a todos e a começar de cima para baixo. talvez soframos menos se assim for. mas não. o que ele tem tentado fazer é desequilibrado. e isso pode ser perigoso para ele e para os que estão na mesma carruagem. o 25 de abril ensinou que não se pode deixar uma revolução pelo meio, como os patetas dos capitães fizeram. agora será mais perigoso. ah, e já sabem os que se revoltarão no futuro quem são os seus alvos. tomem cuidado que o próximo alevante é para doer e talvez matar. quanto ao discurso do cds-pp? bem, o cds-pp é paulo portas. um bicho inteligentíssimo e um lutador pela sua causa. que é ele e só ele. sem ele o cds-pp nada seria pois ele fez a cabeça daquela gente que até mete dó ouvi-los argumentar "à chefe". portas é uma espécie de cunhal mentalizador da outra banda, claro. desaparecendo portas desaparecerá o cds-pp, tal foi a armadilha em que caíram os democratas-crstão. democratas cristãos! que rica designação... portas julga que a ralé não está atenta às suas jogadas de sobrevivência? está e muito. é por isso que para a calar está na forja um novo partido cuja base tem o psd renovado (barões expulsos por má conduta) sem o queimado passos (que vai assentar num belo emprego) mais o cds-pp. é por aqui que uma nova direita unida e com um chefe carismático de direita, cristão e amigo do poveco nas feiras e nas sacristias crescerá entre nós abençoada pelos dignitários sequiosos do salvífico líder que tanto anseiam. o psd autofragmentou-se. passos escorraçou os barões. alguns deles estão a contas com os tribunais e só acrescem para o partido uma imagem de gananciosos quando não mafiosos. os sábios tipo ferreira leite e cavaco estão com os pés para a cova e já deram o que tinham a dar. a nova geração social-democrata mais parece uma equipa de balconistas engravatados e de propaganda de perfumes. sem chefe à vista (o actual está de partida) irá - para sobreviver - aliar-se a portas. não têm solução a não ser que se queiram transformar num conjunto tipo maria albertina depois das autárquicas. o que disseram os dois grandes líderes? será que os comentei? não, não sou comentador. isto não passa de uma brincadeira. será que posso?
manuel melo bento
sábado, 4 de maio de 2013
para perceber hoje o portugal falido é necessário viajar na sua história
. de como uma sociedade rural se transforma numa empresa mercenária de saque e guerra? passaria aos monarcas portugueses (séc. XIV) pela cabeça - acolitados pelos seus conselheiros estrangeiros - encetar uma acção que se caracterizaria em muito com o perfil dos povos nórdicos? o período que vai de 1383 a 1385 é fértil em factos, o que nos poderá ajudar a esclarecer o salto enorme. apesar de possuirmos já na época uma costa bastante extensa, apenas nos dedicávamos à pesca costeira e a algumas trocas comerciais com os ingleses e franceses. então como é que passados 25 anos (1415) nos apresentámos ao mundo da altura com uma armada guerreira à imitação dos dinamarqueses que no século XI invadiram e dominavam londres e os ingleses? para enfraquecer a espanha que dominava a península ibérica era necessário dividi-la e, na altura, isso só seria possível através da dissidência portuguesa. lembremo-nos que apesar de dom fernando I ter morrido tínhamos como rainha sua mulher dona leonor e como sua sucessora sua filha dona beatriz. a coroa estava garantida apesar de a jovem princesa ter casado com dom joão I de castela. era costume na época e não vinha mal ao mundo tal aliança entre povos hermanos. a desgraça que aconteceu a seguir deveu-se ao ódio popular contra uma mulher bela e inteligente que toldava o cérebro dos homens como o vinho interfere depois de ingerido em demasia pelos basbaques. dom fernando tinha um bastardo seu irmão que era homem de saber religioso a quem cabia gerir os interesses da ordem de avis. este bastardo odiava a beleza e o à vontade da bela rainha leonor e vai daí, como qualquer sabujo, vai oferecer-se à causa dos filhos de inês de castro seus irmãos por pai. era natural que assim fosse, pois corria o boato que dom pedro I teria casado com inês secretamente, oficializando a desbunda sexual em que se envolveram. a rainha leonor teles apercebe-se dos interesses dos filhos de inês em governar o condado-reino e embrenhou-se numa luta para os destruir. consegui-o. o pior foi o que aconteceu a seguir: joão mestre de avis acabou por ser influenciado pelos inimigos de espanha (os ingleses) em prosseguir a luta pelo poder em portugal. dom joão era homem de letras e culto pois estudara nas catedrais ao contrário dos demais monarcas a quem a caça era o único raciocínio treinado. com promessas dos ingleses e com uma potencial ajuda bélica, surgiu um exército de camponeses pronto para enfrentar a forte espanha. ah, e chefiado pelo filho do prior da ordem militar do hospital. aqui dá para parar e perceber que vem aí milagre tão ao jeito do sabor nacional. o chefe - mais tarde santo condestável (tudo é possível entre nós no que diz respeito aos videntes) dava pelo nome de nuno álvares pereira. este com o mestre de avis fundariam uma poderosa aliança de bastardos que mais tarde dominaria o país. a inglaterra percebe que, com estes dois bastardos mais a sua aliança com a plebe horrorizada pela beleza da rainha dada a entregá-la aos apreciadores, pode começar a dividir a grande espanha. e foi assim que enviou millhares de homens armados para combater o futuro e legítimo rei de portugal, dom joão de espanha casado com a possível futura rainha dona beatriz. ingleses e camponeses afugentaram os espanhóis. ficou célebre a táctica de lutar em quadrado mais uma ala de guerreiros à imitação de troia/paris a quem chamaram de namorados. o rei espanhol desistiu de uma guerra que lhe seria muito cara em homens e dinheiro e deixou portugal à sua sorte e na mão dos ingleses. para melhor controlar o território obrigaram o mestre de avis (assassino confesso do namorado da rainha dona leonor) a casar com uma mulher inglesa de sangue real, uma tal filipa. a vitória contra a espanha deixou o país endividado, pobre e desgraçado. é aqui que entram os ingleses pois queriam receber de volta o seu investimento em aljubarrota e outros sítios de pelejas. filipa, espia inglesa, tinha uma missão económica que era levar os portugueses à conquista de terras dado que a sua situação geográfica oferecia um óptimo meio de apoio logístico para as aventuras inglesas. casada com dom joão mestre de avis (este foi eleito monarca numa imitação democrática inspirada pelos novos "aliados") armou os filhos - meio ingleses meio legitimados - cavaleiros e lançou-os ao serviço da expansão. lá foram os camponeses portuguses, agora guerreiros, à conquista e ao saque das ricas cidades comerciais do norte de áfrica que se encontravam na mão dos expansionistas islâmicos. é preciso recordar que quem estava metido nesta empresa de guerra e saque eram os ingleses que enviaram sete mil e quinhentos mercenários seus como ajuda. a verdade é que os portugueses tomaram-lhe o gosto e daí até hoje, o saque é o que mais lucro dá. saltemos no tempo, na história e nos mortos e olhemos à nossa volta para os dias de hoje. depois do saque aos dinheiros da comunidade europeia, o que aconteceu? uma corja não de bastardos mas de uma plebe voraz chefiada por uns outros mestres de avis reune cortes e elege-se numa espécie de monarquia que pretende gerir o nosso destino. dada a nossa pequenez mentalidade rural, à nossa localização e à falta de recursos por causa de maus investimentos (o convento de mafra, o ccb e outras belas aberrações) somos presa fácil. agora que os ingleses se puseram de fora outros os estão a substituir e com êxito. na falta de riqueza para manter uma máquina extorquidora, alimento de uma enorme cáfila, os chefes voltam a usar os métodos medievais. isto é, avançam para as moradas dos camponeses com os seus cavaleiros para lhes rapinar as galinhas, os porcos e as vaquinhas, pois, acabaram-se as ceutas, o comércio de escravos, a pimenta e a benção dos tios franciscos. o discurso deste nosso novo dom joão I a querer salvar a pátria empobrecendo e miserabilizando toda uma população inocente é uma prova de como os métodos são os mesmos. só que estão modernizados. é a nossa história a querer abrir-nos os olhos. e para quê se somos cegos, incultos e desmiolados?
manuel melo bento
quarta-feira, 1 de maio de 2013
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