manuelmelobento@gmail.com

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

decifrador de hieroglifo: constitucionalista

os telejornais enchem os ouvidos da malta com o palavrão constitucionalista: e agora o sr. constitucionalista vai constitucionalizar (ou não) o que foi votado pelo legislador em plena assembleia da república que é o lugar onde se aprovam as leis que certos gabinetes redigem a favor dos seus patrões. segundo paulo morais do norte só esses gabinetes é que estão preparados para as interpretar. quer dizer então que quem as aprova é tolo ou está para ser. mâ que sim! sempre tive dificuldade em entender as razões por que as palavras de uma determinada língua (no caso a língua portuguesa) que representam objectos sólidos e outros menos sólidos dão azo a grandes confusões. por exemplo: quando era novo e sempre que se proporcionava eu dizia aos borrachos palavras amorosas. uma vezes elas (os borrachos) irritavam-se, noutras pagavam as bocas retribuindo-as com beijos e afagos. foi essa uma razão forte pela qual me dediquei à filosofia dos filósofos e a de alcova retemperadora de desvios físicos a que uma pessoa está sujeita desde que surge de cabeça saído das vaginas ou de rabo como alguns a quem mais valia uma cesariana de estilo para fazerem boa figura. ainda consegui tirar filosofia da linguagem mas de nada me serviu. cada vez a confusão é maior. vamos a coisas práticas. vou pegar numa frase (ou mais) de um livro a que os sábios denominam de constituição que mais não é do que uma lei fundamental. julguei no início ter percebido o que é que estando lá significava, mas depois perdi-me porque outros crânios um dia explicavam de uma maneira o articulado para logo a seguir torcerem e espremerem os conceitos (perdão pelo  emprego deste palavrão) até que saía deles baba de bode. tenho aqui o grande livro português. está escrito que comporta 296 artigos. eh pá, se tem mais ou menos artigos  peço desculpa, é que já lá vão 62 anos que tirei a quarta classe salazarista. logo nos seus princípios fundamentais encontra-se um período que foi escrutinado (entre muitos) pela tal assembleia feita legislativa. artigo 1 (república portuguesa - para não haver dúvidas): portugal é uma república soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária. mas o leitor julga que eu vou papaguear acerca de todos os artigos da constituição? não, basta olhar para o que acontece com o que diz a lei fundamental no seu primeiro artigo e o que fazem aqueles que assaltam o poder. e aqui convém dizer que o assalto ao poder faz-se por duas vias. uma é através da força física a outra faz-se pela força dos argumentos. se existem mais formas desconheço e não estou para sair desta dicotomia porque me dá jeito para esclarecer o meu raciocínio. querida, queres ir para a cama comigo fazer amor? querida, quanto queres para fazer sexo em pé comigo? analisemos: o que eu queria com qualquer destas duas frases interrogativas era fazer sexo. há aqui um dado comum. para mim é comum o facto de desejar fazer sexo e não me oferece dúvidas. ora bem, se eu quiser constitucionalizá-las para que não dêm azo a confusões devo escrever : artigo 33 dos princípios sexuais. todos têm direito a solicitar a prática sexual e tanto se pode utilizar a palavra sexo como amor. nota 222: solicitar ao parceiro ou parceira para dar uma volta ao bilhar grande não significa querer fazer sexo. pode tratar-se de facto de um apelo a passeio pedestre muito em voga nos dias de hoje ou então tratar-se de um acto poético dado a aproximação da primavera (se for o caso). um constitucionalista que pertença ao meu grupo dirá o seguinte: oferecer dinheiro para fazer sexo não passa de uma interpretação. pois pode-se oferecer dinheiro para amenizar a abordagem como se o pode fazer com um anel ou um quilo de batatas conforme o caso. se este  tiver de ser analisado por um adversário é muito espectável que ele se posicione assim: oferecer dinheiro obriga ao recebedor ter de dar conhecimento às finanças. para o fazer tem de estar colectado. ora dado que a profissão de puta ainda não está oficilalizada os recibos passados são ilegais. ora, pagar para fazer sexo é ilegal e está fora de qualquer cobertura legal. por isso deve-se solicitar o sexo através da forma apelativa clássica amor. bem, se eu não parar, amanhã por esta hora ainda estarei a dissertar sobre como pedir a uma cróia ou a uma virgem um pouco de sexo ao abrigo do texto constitucional. ora portugal é uma república soberana baseada na vontade popular... eh pá, se temos um governo que está contra a vontade popular o que tem sido demonstrado pela agitação social, isto não quer dizer para já que se trata de um atentado contra a constituição. bem, é que  foder à missionário não é bem foder e não está contempado no texto constitucional. ora solicitando a um constitucionalista a interpretação deste modelo certamente que ele diria: se o missionário empregou a forma legal para praticar o acto, então toda a modalidade de actuação é arbitrária , porém constitucional. se de facto o missionário salta para cima da segunda actuante precipitadamente sem ter obedecido aos sinais fonalizantes, então,  está aberta a possibilidade de ter havido inconstitucionalidade. e isso é grave. muito grave! também diz o texto constitucional que portugal como república soberana deve empenhar-se na construção de uma sociedade justa. foda-se! há gente a passar fome (perguntem à dona jonet e ao padre milícias) enquanto os governantes e os seus associados vivem com todas as benesses dos ditadores da américa do sul. passeiam-se em brutos carros acompanhados como os mafiosos de guarda-costas. comem nos bons restaurantes a custas de cartões pagos pelos dinheiros públicos. ofendem a sociedade solidária. portugal está ferido de inconstitucionalidade pois já não é tido como uma república soberana. e sabem porquê? eu sei mas não digo.
manuelmelobento

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

mil milhões? vai haver ainda mais golpes para português pagar

 
 
"para inglês ver" foi durante muito tempo uma boca que servia para distinguir o modo de como os ingleses eram civilizados contra o resto dos parolos alabregados do planeta, nos quais estávamos inseridos. mas, atenção! já saímos dessa. hoje, diz-se assim: "para português pagar". o bpn foi um banco que serviu para que uma certa corja  política  roubasse -  adjuvada por  associados já identificados - muito dinheiro sem ter de o devolver. organizaram-se  encenações justicialistas para que os parolos pensassem que a justiça actuava. mas não passou de um cenário que se monta sempre que é preciso encapotar e salvaguardar os verdadeiros criminosos que assaltam os dinheiros do estado. em palco ainda estão os actores e a malta está contentinha e a pagar as despesas do novo parque mayer. só que os investigadores descobriram que para além do golpe do bpn há muitos mais golpes. contudo foram proibidos de os colocar na praça pública por causa de possíveis perturbações sociais que poderiam colocar em estado de raiva a população. convém - estas foram as ordens - dar a conhecer a situação das fugas e roubos dos dinheiros da banca em doses anestesiantes. até agora já são três os bancos que estão com a careca à mostra (segue-se para breve mais dois escândalos) e tudo porque o roubo (os idiotas da política resolveram chamá-lo de fundos tóxicos) está já detectado e a caminho do ministério público. este espera outras denúncias de mais golpes para poder actuar em conveniência. sabe-se que o ministério público ainda está a dar os primeiros passos na área deste tipo de falcatrua, onde pontificam grandes vigaristas muito especializados em transferir dinheiros depois de os terem sacado dos bancos apresentando falsas garantias. os criminosos que sacaram os biliões de euros dos bancos, e que tornaram portugal um país miserável e mau pagador, não actuaram sem ajuda dos cúmplices internos que funcionam como decisores que permitem as vigarices e estas são tanto ao nível privado (com cobertura do estado) como a nível dos dinheiros públicos. estes dinheiros públicos foram nos últimos 30 anos uma espécie de propriedade do partido socialista, do partido social-democrata e do partido popular. este com uma margem de manobra de acerca de 10% do grande bolo. foi estranho aquando dos escândalos que fizeram tremer os estados unidos não ter havido a réplica na banca portuguesa. o segredo foi muito bem guardado. está a vir a lume mas aos poucos dado que não temos estrutura para aguentar um abalo do tamanho que está guardado e ainda se encontra no segredo dos deuses. é assim que funcionamos. tudo em segredo. é como o segredo de fátima: teve de ser explicado aos poucos para que a cambada do hermano não morresse de
convulsões provocados pelo hilariante que ele representava. morrer de dívidas é isso que os nossos governantes não querem que aconteça ao poveco. é por serem bons? nada disso, o que eles querem é que o poveco tenha saúde mental e força para trabalhar para continuar a ser chulado e poder pagar as dívidas que eles contraíram com os saques à banca. bandidos espertos, sim senhor. roubam que se fartam e depois? depois é para português pagar. até que está bem na medida em que parolo só pode ser tratado assim, senão ainda havia de querer mamar também. mama quem sabe!
manuelmelobento

sábado, 5 de janeiro de 2013

da história militar portuguesa: alguns resquícios, infantilidades e imbecilidades

os militares colocaram salazar no poder e depois vigiaram-no até muito depois da sua morte. isto é, salazar feito zombi através de marcelo caetano. quando aqui se referencia a palavra militares é bom que se esclareça que se trata de militares a quem o poder através das armas obedece. salazar entra para o governo a convite de certos militares que queriam pôr cobro aos desvarios da "democracia parlamentar" que desgovernou o país de 1911 até 1926. de 1926 a 1928 os militares aprenderam que não se deviam meter nos assuntos da política, por ignorância pura e simples e por falta de reflexão. é aqui que entra o prof. de coimbra que patrocinava um "método" de saneamento das contas públicas. carmona um general de direita convida-o. e é sob a sua batuta que salazar se transforma em tudo aquilo que os militares desejam para colocar o país debaixo de uma ordem cívica. houve  destemperos de parte de algumas franjas do exército que apercebendo-se do rumo que a política levava (para uma ditadura) se revoltaram. foi uma espécie de grito abafado. o grosso das forças armadas não estava para aí voltado. o velho bode de coimbra tinha o faro aperfeiçoado e foi-se sempre colocando ao lado dos mais fortes. depois da morte de carmona, é indicado (nomeado) um outro imbecil tão inculto quanto ele para "ser eleito" presidente da república. de seu nome craveiro lopes, militarão e plebeu. no seu consulado teimou em meter-se na política que competia à governação e salazar cozeu-lhe (em lume brando) uma intriga entre militares e ele foi à vida. teve uma morte esquisita tão esquisita quando a de adelino amaro da costa. veio a substituí-lo uma fera inócua da extrema-direita. o mesmo é dizer amante da ordem que tinha sido imposta ao povo ignaro através de um plebiscito em 1933 e que ofereceu ao país uma constituição que capava a elite intelectual bem rente às virilhas. salazar nunca governou contra a tropa. e se o caso delgado deu alguma pista, isso não passou de uma grande mentira. delgado ficou isolado porque as velharias não queriam modernices. apesar de general do estado novo bastou querer retocar por dentro o salazarismo para cair em desgraça. mexer no salazarismo era o mesmo que mexer nas forças armadas. certo dia salazar meteu-nos numa guerra em áfrica: para angola e em força disse o saudoso ditador depois de no norte de angola ter havido um massacre de populações europeias pelos movimentos nacionalistas africanos. como seria possível arrastar as forças armadas para uma guerra sem estas o terem forçado a fazê-lo? impossível! as forças armadas cometeram um erro de apreciação. tinham ainda na memória a vitoriosa campanha de mouzinho de albuquerque e a acção amalucada de paiva couceiro (leiam vasco pulido valente) que não só limparam a áfrica portuguesa de rebeldes como se atreveram a trazer enjaulados os reis indígenas que depois de apresentados na metrópole como símios tapados nas partes baixas foram recambiados para as ilhas então adjacentes (adjacentes de quê? já morreu quem poderia responder). entre a guerra de mouzinho e a de sessenta (sec.XX) vai toda uma diferença. os indígenas estavam agora armados, treinados e apoiados internacionalmente. os militares apesar de algumas vitórias no terreno baixaram os braços e procuraram através dos políticos do regime uma solução. os políticos do regime forjados pelos militares eram uma corja de imbecis sem capacidade de reflexão. reflectir implicava ser-se perseguido pela pide que os militares congeminaram a sua criação. os militares nunca deixaram de colaborar com ela. repare-se que até o segundo presidente da república (costa gomes) após o 25 de abril recebera uma medalha de mérito da pide/dgs, quando era chefe de estado maior general das forças armadas. era o sistema e era o modo como o regime se movia para se manter. ah, e era um militar quem chefiava a polícia política. ah, e eram os militares quem fazia a cobertura dos fuzilamentos que os pides levaram a cabo na pessoa dos revoltosos (vejam joaquim furtado), durante o período de luta pela emancipação dos territórios ultramarinos. bem, adiante. os militares fizeram e desfizeram o estado novo no tempo em que  portugal era um país independente. depois de terem permitido a inclusão do regime democrático remeteram-se aos quartéis e foi o seu fim   hegemónico. os civilistas a quem ofereceram o poder puseram-se ao serviço do capital e procuraram decapitar as forças armadas tornando-as uma espécie de polícia especial ao seu serviço. tiveram êxito, pois hoje, as forças armadas obedecem cegamente  aos políticos ao contrário do que se passou durante os séculos  atrás, onde tinham uma palavra a dizer quanto ao futuro colectivo. a tudo isto que aconteceu às forças armadas de portugal e da europa comunitária  não estão inocentes a inglaterra e os estados unidos da américa do norte. a europa não tem hipótese de se opor às imposições destas duas potências. a europa está desarmada e incapacitada para fazer face a um conflito armado de grande nível. a frança é uma grande potência nuclear. pois! pois! há-de servir-lhe de muito quando enfrenta uma convulsão interna suicida. veja-se o que nos últimos vinte anos aconteceu: fomos todos empurrados para a guerra deles. até o barroso do mrpp, representando portugal e mais tarde  como "chefe" da  europa comunitária (cargo que ganhou devido ao seu servilismo parolo) nos colocou ao serviço daqueles dois gigantes do expansionismo imperialista. é pena que assim seja, é que para chegarmos ao ponto de termos perdido a nossa independência como pátria, foi preciso primeiro transformar as históricas forças armadas num pastel de belém. a quem pode o povo português recorrer para pôr cobro a este caminhar para a desgraça? os capitalistas e os lacaios internos que se instalaram nos órgãos de soberania têm as costas quentes. já nada nos pode salvar. bem, só uma repentina loucura colectiva. eh pá, sejamos loucos, tão loucos quanto aqueles malucos que se puseram mar dentro para apertar os quilhões do adamastor. vamos afugentar esta corja para a madeira tal qual os capitães de abril (heróis pouco inteligentes mas afoitos) fizeram a marcelo, ao moreira batista e ao almirante américo. vamos a isso enquanto somos portugueses
manuelmelobento

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

antes a arte, a vaidade, a imbecilidade do que o deboche da lei




                                                  antes de começar esta diatribe que vai dar início às que se seguirão em 2013 e que terminarão por duas razões passíveis de se realizar: a minha morte que está certa mas não datada  (pelo menos no meu bilhete de identidade nada consta) e, caso seja contemplado pelo euromilhões, peço desculpa mas emigrarei para um país onde o sol me aqueça longe do inverno português. claro que pelo verão voltarei. e voltarei porque quero assistir ao fim político de cavaco silva, passos coelho e toda a "elite" que preparou o fim do estado português quer seja estado social ou estado mistela com que vivêmos centenas de anos. há uma coisa que aprendi com sócrates mestre de platão que uso como lema de equilibrio  e usarei sempre: o respeito pela lei enquanto vigorar  estabelecida por direito consensual de todo um povo. experimentei a possibilidade de fugir da cadeia quando cumpria prisão preventiva. não o fiz porque tal como o mestre sócrates tomei consciência de que ao cumprir a lei teria mais força quando estivesse na minha vez de a fazer cumprir. (ainda bem que o tempo passou e não me foi entregue nenhum cargo...) não fossem as cloacas, as rachas, melhor dizendo as vaginas e eu seria um santo. estaria melhor no seringueti tomando a forma de leão! por ser como sou (este "artigo"  está a resvalar para o idiotismo generalizante que é muito apadrinhado na net e por mim. pois paciência!) sinto-me bem com o meu comportamento perante o estado. este pode ser contestado mas nunca deixa de ser estado enquanto estado. no caso do estado português - invadido por tudo que não  prestava da sociedade - deparamos com leis a caminho da perfeição. leis dignas de um homem novo perante o estado. e não é que quem legisla e quem as aprova não passa de uma corja diplomada (como corja). e por que tal acontece? é fácil explicar. é que a corja faz leis para serem aplicadas a outros que não eles. é por isso que as leis pareciam estar a caminhar para a perfeição. as leis que surgiram após o golpe militar de abril de 74 permitiram criar um homem civilizado e instruído, apoiado na habitação, auxiliado na doença, protegido previdencialmente. a corja infiltrou-se nos canais do estado e qual associação criminosa obteve e obtém  favores que a outros nega. parte da corja que se distraíu foi parar à cadeia e ao "banco" do tribunal. mas isso não passou de erros de interpretação da orientação das grandes e ocultas chefias... (há ainda quem pense que as teorias da conspiração não existem. paciência, não podemos todos prespectivar o mundo da mesma maneira. aconselho que se informem para melhor compreensão junto ao george bush ou mesmo ao idiota confucionista durão barroso, o lacaio das últimas guerras norte-americanas)... alguns criminosos da banca que tinham ocupado cargos de destaque ministerial só foram parar à cadeia porque infringiram as regras do alto capital. aconteceu em portugal e noutros países capitalistas que se dedicavam (e dedicam) mais ao financiamento descurando a economia produtiva. no  processo legislativo se não houver realismo crítico existe a tendência para a destruição do estado. acontece nos países socialistas e nos países onde pontifica a economia de mercado. no caso específico nacional as leis endoideceram porque onde havia dez escudos para distribuir, distribuiram-se 20. os políticos ou estavam drogados ou obedeciam a um plano para destruir o estado socialista contemplado na constituição de 76 com acrescentos e retiranços ideológicos posteriores. com ou sem drogas, bebedeiras e vilanagem nós tínhamos leis que regiam a sociedade. quando a realidade exigiu contas, em vez de se alterarem as leis para as aproximarem com o real quotidiano deu-se início a todo o tipo de desvios legais que mais não são do que trafulhices com objectivos esconsos. mas a constituição diz expressamente isto - portugal é um estado social - porquê actuar contrariamente? não, não se respeitam as leis. por isso deviam ser condenados a beber sicuta. e isto porque "transviaram a juventude e desrespeitaram os deuses". às vezes questiono-me sobre o facto de a suiça não fazer parte da união europeia. e como resposta inferida obtenho a seguinte: é um país onde a lei é lei. para explicar, talvez fosse bom recorrer à história. diria que temos sangue de ladrão no nosso adn. não? ora leiam: depois de 1385, o mestre de aviz - feito rei de portugal à custa de se ter prostituído aos "ingleses" - deparou-se com uma dívida enorme proveniente das despesas da guerra contra castela e da falta de produtividade nacional. para colmatar tal défice, aquela cabeça pensante (pelo menos tinha boa memória) mais os quadrilheiros  que o acompanharam na  usurpação do poder real só viram um furo para se safar: ir assaltar as  ricas praças comerciais do norte de áfrica em poder dos árabes. ceuta foi a primeira vítima. e lá foram os portugueses (nobreza cagada e algum clero belicista) mais uns milhares de mercenários ao saque e ao roubo. daí para cá, meus ricos ora se roubava os povos encontrados na expansão ora se assaltava o bolso dos pobres dos agricultores e pequenos comerciantes: o povo, melhor dizendo. eh pá, foi sempre a roubar. até o senhor doutor oliveira salazar - benzido pela igreja de roma como ditador - sistematizou o roubo aos africanos pondo-os a trabalhar nas minas de ouro da áfrica do sul para depois se apropriar dos seus salários. isto é, ficava com o ouro que lhes era pago pelos donos das minas   e dava-lhes em troca escudos moçambicanos (moeda que o estado controlava como controla senhas para o pão). era - dizia aquele santo - para que não ficassem mal habituados. rapinar era a palavra de ordem. para roubar era preciso arranjar mão-de-obra. julgam que os alemães é que inventaram os campos de concentração para mão-de-obra escrava? já no tempo de dom manuel I (sec.XVI) - o venturoso - se escravisavam judeus enviando-os para as roças de cacau. roubar tem várias formas. se é violenta é condenável, mas se for regulamentada até recebe a benção das beatas. todos temos sangue de ladrão. eu tenho-o e até o sinto. como sou cobarde, prefiro - por comodismo e medo - ser sério. acham que eu se encontrasse um envelope contendo os euros da reforma de cavaco silva os iria entregar a belém? porra, se ninguém estivesse a ver embolsava-os! (sim, eu sei ainda há gente séria que  entregava ao belenista o fruto do seu trabalho mesmo que tivesse os filhos a morrer de fome). ficava com tudo? não, que sou humano. fazia como o padre milícias: dava de esmola 2 euros ao primeiro sem-abrigo que encontrasse e guardava os milhares de euros para ir ao elefante branco comer uma preta bonita. estou velho mas ainda gosto. gosto muito. já o segundo sem-abrigo não levava nada. bem, vou acabar com este pensamento (dei por mim a pensar! estaiasno!) muito meu: hoje em dia há dois tipos maiores de ladrões. eles são: os trabalhadores que querem roubar os patrões; no outro lado do campo estão os patrões a tentar roubar os operários. os primeiros roubam fazendo greves e sabotagens e os segundos metem metade do que deviam pagar aos trabalhadores nas suas contas bancárias. depois há os outros que todos nós conhecemos a partir das nossas casas.
manuelmelobento

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

doutor zurreta comenta à sua maneira a mensagem

numa conversa informal mas com muita dificuldade em traduzir os seus zurros eis o que apanhámos do doutor zurreta quando se deslocava para a acção de graças de fim de ano.
doutor zurreta:
 zu! zu! zu! tradução: este país é representado por reformados. ele é o presidente da república que preferiu receber a soma das suas pensões de reforma em vez do vencimento do estado. ela é a presidente nova e em bom uso da assembleia da república que é reformada, eles são muitos...
doutor:  por favor diga o que retira dos difundidos dizeres?
doutor zurreta:
o senhor presidente falou e falou bem. é... que eu até estremeci quando o ouvi pedir justiça para logo descansar pois tratava-se de justiça social que neste país é palha.
estremeceu? - questiona o intérprete...
doutor zurreta:
oh, homem de deus!, se ele tivesse pedido justiça contra os golpes que foram dados na banca poder-se-ia tratar de duas coisas. ou era suicídio político ou era um rebate de consciência.
intérprete: acha que o primeiro-ministro é um homem isolado depois da intervenção de sua excelência?
doutor zurreta:
isso é o que o senhor passos queria ouvir porque assim só presta contas ao capital de que é lídimo representante, o que quer dizer kit mãos livres para nos ir ao pacote sem estar a justificar-se.
intérprete: acha que pode haver uma revolução com este modelo governativo?
doutor zurreta: enquanto houver portugueses e palha não dá para temer coices para ninguém.
intérprete: que acha da interpretação dos socialistas à mensagem?
doutor zurreta:
dá para zurrar muito e alto. na mira de quererem alcançar o poder a qualquer preço até tiraram as calcinhas caso o pagode se queira servir dele. agora estão com o presidente que na sua douta intervenção avisou que 2013 vai ser a doer e nem a vaselina nos irá amenizar das dores sodomatizantes fruto da penetração de tanto imposto aplicado mais aos pobres do que aos ricos.
intérprete: acha que a mensagem vai alterar a vida dos indígenas?
doutor zurreta (zurrando):
tanto quanto as bocas do phd batista - enrabador do expresso da meia-noite - mexeu com nosso viver.
intérprete: que acha do possível envio do orçamento ao tribunal constitucional pelo excelentíssimo belenista?
doutor zurreta:
depois de o deixar passar? há coisas que um burro não percebe, de modo que não lhe poderei responder apesar de ser doutor.
intérprete: obrigado, senhor doutor!
doutor zurreta: him! ham! him! ham!

bom ano são os desejos do zé povinho aos seus cangalheiros

o zé povinho do bordalo  bateu a bota. já sem forças para mandar o manguito a quem de direito, é através de um medium que se dirige às altas autoridades deste capado país.