manuelmelobento@gmail.com

sábado, 29 de dezembro de 2012

ó nicolau, eu sou o papa!

- nicolau! ó nicolau! eu sou o papa!
- então, está bem! apareça-me à meia noite lá na sic para conversarmos.
(a sala da sic é oval sem mónica. pontificam o fala-fala do ricardo  e o nicolau laçarote.)
nicolau laçarote: senhor dom papa...
ricardo fala-fala: não precisa apresentação. ora deixa cá ver... pois, além de ser papa defendeu a tese: "a virgindade da irmã lúcia foi oferecida a deus filho o qual se fez despercebido por causa dos ciúmes da madalena" 
nicolau: em que situação o facto de se ser virgem é uma medida económica?
papa autodenominado: cheirou-me...
fala-fafa: tem a noção de que a sua tese vai transformar a economia esmoler?
nicolau: e que tipo de imposto vai recair...
fala-fala: o nicolau vê tudo na base de coimas.
papa: eu gostaria de declarar...
laçarote: ouve cá ó ricardo, não gostarias de ver aqui também o arcebispo de mitilene?
papa: que engraçado, também têm cá disso? eu...
fala-fala: temos de tudo, felizmente o nicolau é que trata da admissão dos entrevistados.
nicolau: temos imensa pena, o nosso tempo esgotou. prometemos dentro em breve termos de novo connosco o papa. já agora, como é mesmo o seu nome?
papa: papa cagalhão catorze.
fala-fala e laçarote: obrigado pela sua presença dom papa. senhores telespectadores foi cagalhão carorze e a sua tese de doutoramento. boa noite.
no dia seguinte a santa sé denuncia o impostor. agora é que são elas. todo o jornalismo nacional corre em socorro do banana que foi enganado. este promete levar o caso à justiça. o "promotor" europeu está a estudar o caso do papa cagalhão catorze e diz que vai acumulá-lo com o processo do primeiro-ministro polaco e do alegado plágio de tese de doutoramento. aldrabão, burlão, trapaceiro, assassino, pirata informático, passador de cheques em branco, filho desta e daquele desconhecido... o papa cagalhão catorze bem se esforçou por gritar a sua inocência: eu estava a brincar. não posso? poder pode, mas em portugal quem se assume como serial killer só para ter tempo de antena leva a talhada nas partes que é uma beleza. mas, e  a liberdade de humor que está apensa na da expressão? você não pode embarretar jornalistas senão fode-se. enrabar um dos sumo sacerdotes da comunicação social é considerado um acto mais criminoso do que fazê-lo ao inquilino de belém. safa! ruge cagalhão catorze, preparando-se para emigrar.
 

ouçam patetas: mêburro


. ""mêburro" dizia cantando a beatriz costa numa cena que já esqueci e da qual só me lembro do nome que ela atirava, cantando dos palcos do parque mayer, para os ricaços engravatados dos fauteuils e respectiva plebe que tomava assento nos lugares da casa da folha. nesse tempo de que poucos se lembram - a maioria já bateu a bota e outros estão em fila de espera até que os serviços da segurança social os abatam aliviados nos cadernos respectivos como quando as vacas seleccionadas dão entrada no matadouro para bem-estar dos talhantes - não se podia falar directamente nem da política nem dos políticos de proa. por exemplo, as piadas que referiam a palavra botas  nos palcos das revistas serviam para ilustrar críticas ao presidente do conselho/primeiro-ministro, doutor salazar. era uma espécie de código anedótico que os portugueses mais sabidos e vividos traficavam nas conversações de café e outros locais de convívio. os tempos mudam e mudam as mentalidades. ninguém hoje, estaria predisposto a inventar códigos secretos para estar a gozar com este ou aquele que nos governa. nem mesmo de colocar uma farda da marinha num porco para gozar (como se fez na altura do salazarismo) com o antigo presidente da república, um ortodoxo da direita portuguesa. lembro-me da cena e dos da polícia política a tentar apanhar o suíno fardado no posto de almirante que tentava fugir esgueirando-se atrás da estátua de dom josé a cavalo que medeia a praça do comércio em lisboa, sob a gargalhada da parolada maldosa que se divirtia sempre que podia com a actividade dos opositores do regime. se o povo não percebesse os subentendidos velhacos nunca teria ligado o porco à presidência da república, nem se poria a gritar de júbilo e de alegria com as tentativas "sainthubertianas" mas frustradas  da antiga autoridade. como vivemos em democracia (se bem que à portuguesa) chamamos os nomes directamente aos que defraudam as nossas expectativas. foi o caso daquele estudante que chamou filho de puta ao sucessor de salazar. isso não fica bem! é preferível usarmos a dramatização que a oposição salazarista criara. é mais fina! sei que é difícil fardar um porco ou uma ratazana de filho de puta, mas não faltaria aos palhaços de esquerda do actual regime - que enriquessem vendendo publicidade capitalista e fazem de conta que são governos sombra - uma ideia genial boa para festividades de fim de ano. olha, aqui vai uma ideia-ajuda para interpretar: acções do bpn dentro de uma latrina. ah, e uma foto de um carteirista a trabalhar no eléctico 28? e se fosse um enrabado a gritar e a fugir da são caetano à lapa? bem, este último post representa o eleitor estúpido de nacionalidade portuguesa. parece que gosta? mâque sim!
manuelmelobento

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

quebrada a união entre a religião e o estado, a nação desorganiza-se

o exemplo mais próximo de nós encontra-se na destruição (não total)  da união entre estado e igreja que teve lugar na década de setenta, aquando do golpe militar de 25 de abril de 1974. sem o aval da igreja não havia poder político que se mantivesse. o mesmo é dizer-se que nenhum homem poderia ascender a cargo de importância política, no tempo do estado novo, se não cumprisse integralmente com as normas católicas (uma delas era a de tornar o acasalamento insolúvel, mesmo quando os parceiros não praticassem sexo entre eles, bem entendido). a igreja de roma tem assento no poder político português desde muito antes da  fundação da nacionalidade. mesmo apesar de dom afonso henriques ter ofendido o cardeal legado do papa com a nomeação de dom soleima. o documental faz constar sempre acordo com o papa e a igreja de roma para tomadas de posição político-religiosas. em portugal do antigamente e de hoje não há bispo nomeado de roma sem o consentimento do estado português. compreende-se, pois a igreja tem substituído o estado nas falhas deste que se distendem por obras que vão desde a caridade até ao ensino, passando pelo apoio psicológico e lúdico de populações esquecidas dos interesses da política e dos políticos. antes de o estado ter inventado as freguesias e os conselhos municipais, já a igreja tinha polvilhado o país com ermidas, igrejas e conventos. junto às catedrais, a igreja criou um modelo de formatação de cérebros. os académicos e tudo que por aí se passeava de intelectual não deixava nunca de ser o resultado de intensas imposições cerebrais de que resultou a criação de uma religião "indiscutível". para as gentes havia que transmitir-se uma espécie de paganismo encapotado que as tornasse obedientes sem necessidade de as tornar entendidas. tarefa inglória! para as elites: trindades unas, consubstanciação, "matéria" imaterial e ressurreição. esta última tornada doutrina base tanto para uns como para os outros. as universidades - todas elas religiosas - orientavam um dogmatismo impróprio para discussão por via das condenações à morte. colocar em causa a divindade (no caso específico de jesus) era colocar o poder político e religioso em perigo. daí que as condenações à morte pela igreja recebiam o aval do poder real  que contribuía com os gastos das "festividades" como sejam as fogueiras e decapitações. e emparelhava com todo o prazer. melhor dizendo, era impensável duvidar da existência de um deus incrustado de classíssismo greco-latino-judaico e temperado por um cristianismo conquistador. convém, dizer que o cristianismo  se torna conquistador porque afecta a maioria dos que sofrem e são injustiçados quer pela acção da religião (mais tarde igreja católica) quer  pela do estado. são a maioria e esta optimiza tudo à volta, o que força os poderosos a ligar-se-lhe para a dominar. no ocidente, a igreja comporta-se como o discurso oficial das mentes. e tudo o que mexe é por ela abafado. veja-se o que aconteceu com a invenção do natal. a igreja não contribuiu em nada para a data e festividades inerentes que arrastam multudões. mas tão depressa se apercebe do que representa em termos económicos e pagãos, ei-la a abocanhá-las para as dominar (na cova da iria, outro exemplo). o estado através dos seus representantes (umas vezes algozes outras papagaios) para não perder o esplendor que a igreja capitaliza acaba por entrar na festa botando discurso... ele é o de belém (próximo do ccb), ele é o balconista de são bento ex-massamá e outros da mesma representação a imitarem o bispo de lisboa, o senhor dom josef policarpo I: "boas festas, amor ao próximo e esperança no amanhã". só com uma diferença. o bispo de lisboa quer que todos fodam e tenham muitos filhos enquanto que os outros preparam o estado para os foder. apesar de mário soares ter-se esforçado para acabar com o acordo salazar-cerejeira/estado-igreja a coisa continua na mesma com algumas nuances para disfarçar o volume enorme  de interesses tanto de um como do outro. foi muito interessante ver-se os chefes políticos dirigirem-se à nação (que votou neles) com o símbolo nacional a enfeitá-los por detrás. já dom policarpo I apresentava-se ladeado de uma pequena estatueta do jesus em bébé, que só no século IV se tornou deus trino. eu confesso, que mais dia menos dia terei de alinhar com este grande império do entendimento. não estar por dentro é estar fora de modas. rematando: espero que a igreja tome conta deste país, nem que seja para lhe dar unidade. é que sem ela vamos todos pelo cano do esgoto. vou peregrinar até fátima na esperança de um milagre. milagre para portugal? não, para mim! avé, avé, avé maria... olha uma vaquinha! ah, enganei-me, é mais uma vaca (silvestre) de idanha-a-nova.
(texto com menos gralhas  depois de revisto)
manuelmelobento

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

temos tudo para sermos europeus de segunda

não sei qual é o problema, mas o certo é que me custa pensar-me europeu. explico: quando por exemplo um norte-americano é questionado acerca da sua nacionalidade quer seja ariano, preto, amarelo, pink rose, etc e tal incluindo os chinocas, a resposta é "eu sou americano". puxa do passaporte orgulhoso ou medroso dependendo do paralelo onde se encontrar ou ainda se tal questão lhe for colocada  num voo tomado por piratas do ar com laivos religiosos. estou em paris e logo sinto-me como o gene kelly. vejo-me como um peixe fora da água mesmo que me dê para dançar. se der mais uns kilómetros ao acelerador fico encantado  com a gordura formosa das alemãs. ei, tu aí, queres dar uma volta ao bilhar grande? atchung! e lá vem merda. a gaja chama a polizei e pronto. para me safar da choldra lá terei de dizer na língua da sogra da princesa diana que estava a perguntar onde ficava a ermida mais próxima para orar a odin. aprendi com o 25 de abril que só havia uma raça humana, só que a moda não pegou e continua-se a dizer raça  negra, raça ariana, amarela e mais o que as polícias imprimem nos files secretos (certas organizações dizem latinos). não subo mais a norte porque faz um frio todo filho da puta,  apesar de as  mulheres serem muito brancas de inverno e cor de canela quando se espraiam na nossa edílica costa no verão não dá. a comida, o café, o convívio, a conversa, o sexo é tudo uma grande encomenda! na volta, quando me aproximo daquilo que salazar e os fascistas chamavam fronteira começo  a dar vivas com palminhas como as criancinhas da katrina. sim! sim! li os grandes escritores europeus que se ergueram sobre o pó dos quase inalcansáveis clássicos russos (como diria antero a eça) e fiquei mais sabido. li a transformação da filosofia clássica redigida pelos plagiadores encartados e acabei filosofando aos soluços. olhei à volta e só vi artistas, académicos, intelectuais, cientistas do tamanho da estátua de david a falarem em línguas cujos fonadores destruiram o império romano de quem descendo e me orgulho ao ponto de ter aprendido o latim que esqueci porque os meus neurónios beberam para esquecer já não me lembro de quê. os deuses que foram submetidos à aprovação dos ocidentais ( coisa que também tenho dificuldade em denominar-me) como o deus dos judeus a quem chamavam javé e sua mulher endeusada com o nome de maria tiveram honras monumentais. mais maria que javé e seu filho o nazareno, pois todas as catedrais não foram construídas senão para  honrar a mulher. por acaso dela nada se sabe. acho que era analfabeta e nunca pronunciou quando era viva uma única frase discreta para além das que diziam respeito aos cozinhados. estou desconfiado que os ocidentais (lá estou  eu a falsear) por uma questão de anti-semitismo preferiram endeusar maria em desconforto de javé e seu filho a quem também deram o nome de unigénito (que não sei o que é). parece que o que temos em comum com todos os povos da europa defendida pelo quase branco barroso é o euro que nos arrastou para este estádio. um estádio que se caracteriza por nos darem coisas para depois as tirarem. ficámos mais pobres? claro! e se nos propusermos pagar a falsa dívida que nos enfiaram pelos cornos abaixo, passaremos de pobres a miseráveis, mais ou menos como o hugo que também era vitor descrevia a sociedade do seu tempo. haverá mais alguma coisa que nos unifique e nos identifique para além do euro? talvez o natal? nem isso. não estou a ver os do norte a cear na base das sopas de caridade que proliferaram  por todas as cidades  do país este ano e que deram a entender onde estamos metidos e mantidos à força de uma política que falha no plano interno. julgo que esta política é desumana para muitos de nós e talvez por isso mesmo me custe afirmar-me europeu. talvez esteja a precisar de me converter. mas como, se não tenho fé nem nos deuses nem nos homens do comércio actual? será crime contra a constituição portuguesa não ter sentimento europeu? ninguém consultou o povo português para o efeito. foi nas costas dele que o tramaram? não, foi pela frente, dado que é um povo semi-analfabeto e pagão. assina com o dedo.
manuelmelobento

sábado, 22 de dezembro de 2012

o "bluff", a constituição portuguesa e o menino jesus



quando eu passava as noites a jogar poker, havia uma regra que fazia lei entre a malta. não sei se a regra que se segue era universal. também para aqui não interessa discuti-la... ei-la: não havia jogada máxima no poker fechado. isto é, só depois do jogo mostrado na mesa é que se sabia quem ganhava a mão. exemplo: uma sequência real de ouros de ás, rei, dama, valete e 10 que é hipoteticamente o jogo mais alto perdia quando confrontada com  uma sequência mínima de paus (ás, oito, nove, 10 e valete). isto dá ao jogador uma sensação trepidante aquando da apresentação das cartas a fim de se saber quem vai ganhar a jogada. se por acaso o confronto fosse entre duas sequências mínimas, sendo uma de paus e outra de ouros ganhava a de ouros. resumindo, pois quem não percebe do jogo bluff-poker certamente que fica na mesma. é assim, tudo pode acontecer e não há certeza de nada. mal comparando é como a constituição portuguesa. vamos supor que os salazaristas abocanhavam o poder por via do  voto. a primeira coisa que fariam era mandar investigar pela "sua polícia" quem tinha avacalhado a lei fundamental actual. comecemos por este exemplo do tipo mesquinho:
salazarista-mor:
ora leia o que diz a lei senhor agente.
agente:
artº. 8
atentado contra a constituição da república
o titular de cargo político que no exercício das suas funções atente contra a constituição da república, visando alterá-la ou suspendê-la por forma violenta ou por recurso a meios que não os democráticos nela previstos, será punido com prisão de cinco a quinze anos, ou de dois a oito anos, se o efeito se não tiver seguido.
artº. 9
atentado contra  o estado de direito
o titular de cargo político que, com flagrante desvio ou abuso das suas funções ou com grave violação dos inerentes deveres, ainda que por meio não violento nem de ameaça de violência, tentar destruir, alterar ou subverter o estado de direito constitucionalmente estabelecido, nomeadamente os direitos, liberdades e garantias estabelecidos na constituição da república, na declaração universal dos direitos do homem e na convenção europeia dos direitos do homem, será punido com prisão de dois a oito anos, ou de um a quatro anos, se o efeito se não tiver seguido.
resultado da leitura da lei: os salazaristas mandariam prender o primeiro-ministro para já. e porquê? porque fariam cumprir a lei.
2º. exemplo
democrata-mor:
depois de lidos os textos e aduzida acusação, em nome desta república democrática eu ordeno aos juízes que mandem prender todos os salazaristas por atentado ao pudor da democracia.
o povo que esperava à porta do tribunal:
fascistas para o campo pequeno já!
terceira e antepenúltima parte desta cró-cró-crónica:
declaro em nome da constituição portuguesa a ilegalização dos partidos comunista português e do partido da extrema esquerda  autodesignado bloco de esquerda. para melhor esclarecimento passo a ler o texto constitucional que substituiu este: "portugal  é uma república soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na sua transformação numa sociedade sem classes.", pelo que transcrevo em seguida e que é o que rege actualmente  a política portuguesa: "portugal é uma república soberana na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade justa e solidária." vou armar-me em pateta, isto é vou fazer de constitucionalista português. uma espécímen que gagueja por períodos e com cobertura dos ocs, especialmente os televisivos dado que já ninguém os lê na imprensa diária. que se saiba só se constrói uma sociedade sem classes - na perspectiva marxista - através de luta armada. de outro modo poder-se-ia pensar que a constituição era um texto cristão que pretende que todos vivamos sem classes, mas no céu. porra! para bakunine é cá que se vai realizar a sociedade sem classes. (referi este anarquista para pensarem que eu sou culto e lerem até ao fim, claro que só quem me lê é que é intelectual) é com sangue, suor e mortes que isso se consegue. ora, depois da revolução aleitada do 25 de abril, os filhos da nova burguesia - composta pelos antigos pelintras da nação e outra gente revolucionária que enchia a saliva com o sofrimento do povo alentejano e outros ratinhos - resolveu dar a volta ao texto, para mamarem os dinheiros do estado que se mantinha como uma grande teta burguesa e capitalista. ora, retirando da constituição quem tem no seu programa a luta de classes pela via da força armada (o pcp e outras forças esquerdistas bem o tentaram, mas os reaccionários chefiados por eanes decapitaram-nos no famoso 25 de novembro de 1975) está-se a ilegalizar quem tal procure implementar. assim, era de prever que se se levasse a sério a constituição a polícia judiciária a mando dos detentores do poder político levassem a cabo a tarefa de ir às sedes dos atrás referidos partidos e de lá retirasse os computadores e os programas políticos comprometedores e os levassem perante o super juíz para os mandar (dirigentes)  com pulseira electrónica os mais "passifistas" e para peniche os cérebros. peniche foi de onde cunhal fugiu. ah, eu - apesar de semi-burguês - proponho-me para ajudar na fuga todos os comunistas. levarei sandes e sumos. claro que o gaguejante diria que isto que aqui está escrito não tem valor porque havia uma vírgula que estava escondida na puta que a pariu (mãe da vírgula) e que legalizava as tais forças partidárias. meu menino jesus, tu foste uma verdadeira chaga na minha vida (1) vê se dás tesão ao machos lusitanos para eles procriarem dado que o povo português está a liofilizar-se. ao menos uma vez por ano. vá lá, dá esse jeito à segurança social.
(1) - tive o azar de o menino jesus ser festejado no fim do Iº período lectivo. a porra das notas faziam com que as prendas fossem uma verdadeira merda constitucional. sim, meus senhores, era a lei fundamental lá em casa.
mmb

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

heloísa apolónia descobre piratas fora dos estabelecimentos prisionais

heloísa apolónio: os senhores são os piratas da política! foi assim que aquela  boca sagrada da assembleia da república chicoteou aqueles que são os detentores do poder em portugal.  como se processou a negociata da tap? pirata: blá, blá, blá! o senhor é um mentiroso!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

a tap e as manobras à la vígaro. fígaro cá, fígaro lá! (1)

este governo já há muito que deixou de surpreender. agora, que bata no fundo da pocilga é que não esperava. "olá, é usted, ó passaroco? sim, o mesmo que quer vender a tap. está interessado? é que se não estiver, eu coloco o anúncio no olx e no custojusto. eh pá!, espera aí enquanto eu vejo o que tenho na carteira. cá está, sim eu compro. mas quem está a falar? ora porra, eu sou o efromovich dos passaportes! ah, sim sim! agora, diz-me como é que vais vender aquela merda sem haver barulho? você julga que eu cheguei onde cheguei se não tivesse aprendido a vender bife de lombo a girafas? todo o mundo come! quer seja pela frente ou por detrás, o que é preciso é escolher o momento zen. zen quê? eh pá, ouve e toma tino. eu vou anunciar a venda da tap a ti e depois reuno o meu staff, que forma um belo conjunto de patetas que andam às apalpadelas. não! não! não apalpam a agricultura apesar de ela possuir uma belas pernocas. oh, que pena! depois eu anuncio o cancelamento da venda. para quê tanto trabalho? ora porra! é uma espécie de vacina, pois quando a venda se realizar o barulho passa para o estádio da luz por causa do cardozo. é canja com estes gregos! gregos? não, é um modo de falar. quando fores interrogado pelos nossos agentes ocs (órgãos de comunicação social) diz o que a malta quer ouvir. depois à segunda é de vez. que rica estratégia! ó vichinho, no princípio não te ponhas a despedir, espera até que eu esteja de férias em algum paraíso  onde haja praia e borracho. entendi! quanto tempo pensas que se  vai passar até eu lhe pôr as unhas em cima? pouco tempo, como já deves ter calculado isto é um país de bananas que só quer viver em trilogia. quê lá isso? fado, futebol e fátima. fôda? não é assim que se pronuncia, embora o prato aí esteja incluído. adeus e boas vendas." a gravação estava péssima, por isso pedimos compreensão. a táctica é sempre a mesma e a estratégia resulta quanto aos fins. como fugir a isso? impossível, faz parte integrante do dote que é ser-se português.
mmb
(1) - queria dizer vígaro.