manuelmelobento@gmail.com

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

de república das bananas à república mafiosa?



o engº. que toma conta da ugt há tanto tempo quanto parece estar o cristo-rei a abraçar lisboa, de pé ao frio e ao vento na outra margem, disse uma coisa que serve para caracterizar este estado que ainda dá pelo nome de portugal. o que disse e que passou despercebido a quem tem mais que fazer (fazer pela vida que a coisa vai pegar como dizem nas telenovelas brasileiras que são o pão para a boca de milhões de portugueses) foi o seguinte: "está na lei, esperemos que o governo cumpra". ó santa maria mãe de deus (deus tem mãe?, não sabia), ó santo papa alemão bento XVI (o que pôs a correr o burrinho e a vaquinha que lambiam o rabo ao menino mandando-os para o matadouro), ó dom duarte pio (o rei português que avaliza esta república gomorriana), ó santos e santas (que em junho põem os portugueses a comer sardinhas e a beber muito como consta das autuações da guarda que toma conta desta republica), ó mónica lewinsky (a estagiária glutona que impediu durante 12  agradáveis minutos que o presidente cliton mandasse matar mais uns quantos inimigos que gostam de morrer heróis o que lhes permite petiscar 70 virgens lá em cima - "o etéreo céu onde subiste" (haja pau para tal tarefa. nem o casanova ou henrique VIII tinham-no em pé  o tempo suficiente para lavrar tal pradaria), ó dom pedro I (o rei que amava tanto a justiça quanto um bom pénis e que mandou matar um marido que tinha forçado o coito com a mulher antes de ter casado com ela), ó otelo saraiva de carvalho (o cérebro da pontinha...), ó tágides (putas nacionais que se escondem no rio fugindo da ramona e que os poetas indefinidamente esperam para tranzar), ó ...é  o tanas!!! como é possível  que joão proença, secretário geral da união geral dos treabalhadores portugueses, se atreva a duvidar  de que o governo  não venha a cumprir  a lei que ele mesmo redigiu, aprovou  e  homologou? será que deixámos de ser uma república das bananas para virarmos  numa república de mafiosos, onde a lei é a lei do mais forte? será que portugal é o seringueti europeu? interrompo para olhar o burburinho televisivo. ah, é a luta física entre os deputados ucranianos! toma lá que já almoçaste. soco para cá, soco para lá. ah, para quando na assembleia da república uma ana drago a apertar o gasganete ao líder da bancada social-democarta? e o luís fazenda a esbofetear o ministro relvas? o bernardino soares a apanhar porrada de outro gordo deputado mais pesado e que é professor universitário que também se alimenta dos nossos impostos e que eu não sei o nome? e a heloise apolónio a ser fustigada pelo chicote de um da direita que é a favor de só se fazer sexo  para procriar? hoje, como de costume, ouço a opinião pública. um telespectador dizia às tantas que na sua casa eram só cinco a viver de um subsídio o que significa alguma fome. que tinha treino militar e que estava disponível para a luta armada. será que os usurpadores do poder em portugal não se dão conta do que está na forja?  os ditadores primeiro são eleitos depois tornam-se usurpadores. às tantas têm de ser derrubados...
manuelmelobento

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

velhos e velhas, o estado e o mota que dá esmolas e que é ministro


experimente o leitor visitar alguns hospitais públicos em dias normais. o que vê? provavelmente doentes acamados nos corredores. uma cena horrorosa tirada do cu com um pauzinho para não dizer outra coisa. nunca em minha vida (sou apenas septuagenário e qualquer coisa mais) ouvi ministro ou secretário de estado a lamentar e a mandar fechar o hospital pelo que de escabroso acontece naqueles edifícios a que a maioria denomina de hospital. nunca ouvi responsável político pedir a intervenção do ministério público para pôr fim a uma das maiores vergonhas quais pestilências nos acompanham quando caímos na esfera do serviço nacional de saúde. há excepções? claro, ora porra! ainda o outro dia entrei de urgência no hospital de santa maria com uma cólica renal. roubaram-me logo à entrada 20 euros. depois enviaram-me para uma triagem. quem a fez? desconfiei que fosse médico. acertei, pois tratava-se de um labrego mal cheiroso que me colocou no braço um adesivo informativo à la pre-crematório e me indicou uma sala cheia de penosos e apáticos portugueses. como ninguém me chamou fugi daquela porra a sete pés e fui à minha vida. quanto aos 20 euros: filhos de uma puta, ficaram com eles, não devolvem. o que me salvou foram 4 litros de água que emborquei o que fez com que não fosse pregar um calote nos hospitais particulares que andam por aí como aranhas carnívoras. a porra da dor amainou e depois passou. foda-se, nunca mais! morrer por morrer prefiro morrer em casa. ouça seu ministro mota, eu desconto para a adse desde o tempo que salazar fodia a francesa que lhe veio tirar o desenho às partes. mamaram-me e mamam-me todos os meses descontos para esta organização e quando preciso dela, é o foda-se. bem, vamos ao que interessa. quando ouvi a intervenção do mota que é ministro da segurança social numa estação televisiva deu-me cá uma comichão que se eu pudesse atirava-lhe às fuças caca de pombo que frequenta a estátua de dom pedro IV. aquele pau de virar tripas estava todo empertigado porque num lar de velharias lá para os lados de azeitão uns queridos velhinhos passavam fome e eram maltratados. mandou logo actuar criminalmente contra os criminosos que com o seu comportamento faziam perigar a vida dos fósseis nacionais em fim de vida. ó seu cara de centrista epidémico, se você utilizar o mesmo método para todas as casas de fim de vida  que acolhem amostras humanas ficaria com  centenas de milhares de encardidos pelo tempo ao colo. onde os iria colocar? em são bento? no palácio de belém? no centro cultural de belém? o que você seu ministro a tempo certo devia fazer era apoiar os que metem velhos em cubículos sem condições para os explorar. explicando: o estado - porque foi assaltado pela corja que tomou conta dos seus negócios - não tem hipótese de cuidar dos seus idosos, logo devia apoiar quem procura proveito pela sua falta. como? formando os auxiliares que por ignorância tratam dos queridos velhinhos. ajudando monetariamente os proprietários na adaptação dos seus edifícios às condições que ele (estado) exige. para o turismo rural aquilo é que foi fartar! para coisas humanas e reais. está quieto que vou ali e já venho. se isto é governar, era embarcá-lo para belfast em dia de union jack. daqui a uns vinte anos havemos de ver o país transformado numa espécie de campo de concentração gerontológico. velhos e velhas a arrastarem-se penosamente para o forno de pão. isto de verão, pois de inverno ficarão caídos pelas ruas em putrefacção. não será assim, pois estou a exagerar. quanto aos velhos e velhas (grupo que   pertenço) e à sua desgraçada meta final, seria bom que fôssemos verdadeiros. por experiência própria assisti a uma cena à giovanni papini. era assim: uma senhora com 82 anos queixava-se gritando que a empregada que tomava conta dela  estava a apertar-lhe o pescoço. a mulher acusada pela velha ficava  com cara de fossa séptica depois de inspeccionada pela asae e, sem se poder defender, chorava. a filha da velha não acreditou porque suspeitou da atitude da mãe uma vez que esta não apresentava sinais de violência. eu assisti aos gritos da senhora que por acaso era minha tia-avó. a princípio fiquei na dúvida. porém, certo dia em que a fui visitar, a velha senhora começou a gritar quando me viu. dizia assim: demónio! tu és um demónio que me queres matar! felizmente a velha estava acompanhada pela filha que assistiu a tudo. quer dizer, se o mota das esmolas fosse autoridade na altura dos acontecimentos, lá estaria eu a contas com a justiça por ser um demónio que queria matar a minha tia-avó de quem eu não era herdeiro nem para qualquer coisa para aí chamado. os velhos são como as crianças; mentem quando querem e lhes dá jeito. no caso de azeitão, pareceu-me que as velhas que diziam passar fome estavam bem lavadas e anafadas. o fim de vida é chato, mas é preciso cuidado com a aproximação e apreciação destes fenómenos. eu, por exemplo, julguei que esta noite  estava instalado num lar e estava a ser abusado por uma empregada muito gorda que deitada por cima de mim me obrigava a fazer sexo oral. acordei aos gritos e a chamar pelo ministro. ó mota! ó mota! a minha vizinha ouviu os meus lancinantes berros e bateu-me à porta. vizinho! vizinho! o senhor está bem? estou querida vizinha. como a vizinha vive sozinha se quiser passar a noite ao pé de mim tem lugar aqui na minha cama. ora, o vizinho é um safado. velho nojento! vizinha eu estava lhe experimentando. a vizinha não vê a gabriela? eu quero-lhe usar e não sou coronel. faça-me essa esmola, querida vizinha! só se for hoje mas que não sirva de exemplo... eu quero um lar destes! querias!
manuelmelobento
septuagenário (contrariado)

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

nenhuma instituição tem, hoje, moral para, revoltando-se, prender o presidente da república, primeiro-ministro e outros representantes actuais do descalabro em que estamos metidos

o que vai acontecer com os colaboradores da tap, desde o simples limpa-sacos até ao comandante de voo, acoplando pessoal  da alta administração, está escrito nos manuais da economia de mercado. a venda da transportadora aérea está "no bom caminho", isto é, o ... (vou jantar e já volto). continuando: o colombiano garantiu que ninguém será despedido. grande mentira. e porquê? porque no fim da intervenção do comprador foi claro e contrário ao que no início declarou. explico: o "milionário caridoso" só disse que só vai ser corrido/despedido todo aquele que nada faz na tap. gritemos em uníssono e gargalhemos. eu volto a explicar: há uns anos atrás aconteceu um facto giríssimo nos açores. a sata (transportadora aérea regional dos açores) ficou inoperacional e teve de ser substituída por uma equipa estrangeira composta por apenas quatro  pilotos e quatro hospedeiras. meus caros leitores, esta equipa holandesa obteve uma performance total. os voos passaram a ser contínuos e a região ficou servida a cem por cento. os holandeses "só" vieram substituir pilotos, co-pilotos e hospedeiras em número de trinta e seis. a sata que parava com o seu pessoal para cumprir não sei o quê e que a torna pesadíssima aos contribuintes  de um momento para o outro tornou-se rentável. claro que foi por pouco tempo, pois quando a anomalia foi recuperada a sata voltou a trabalhar no seu modelo... imaginemos que a sata tinha sido vendida ao colombiano. o que aconteceria? despedia todo aquele que nada fazia. certo? claro! como a região autónoma está socializada (eh pá, não vou explicar de novo) ninguém vai para a rua do estado nem de empresas que o estado "comanda". voltemos à venda da tap. estão a ver o que vai acontecer depois do colombiano a comprar? ele dá tanta garantia quanto a madame blanche dava aos seus clientes, isto se a bófia não interviesse. não há garantias no mundo quando a economia de mercado rege a sociedade. ele vai fazer uma autêntica razia. vai fazer aquilo que o engº. pinto (brasileiro e administrador) não conseguiu. isto é, racionalizar a transportadora nacional. ela é muito pesada e entrar por essa via era ir contra a constituição. nesta, há ainda certas garantias que não podem deixar de ser respeitadas. uma vez vendida, deixará de haver greves e pessoal que nada faz (em termos constitucionais será uma espécie de pessoal excedente mas contratado para toda a vida).  eh pá, é portugal no seu melhor partidarismo! vender a tap é como vender amália e o eusébio. a tap é um símbolo pátrio. mesmo que seja risível esta boca, o certo é que sem símbolos desportivos, de entretenimento, de religiosidade, etc., ficaríamos reduzidos ao jardim zoológico, principalmente na zona dos primatas... esta corja está disposta a tudo. ainda havemos de assistir à venda da "saudade-que-é-nossa" herança colhida e criada no século XVI quando partíamos em busca dos tesouros arábicos. a corja está a descaracterizar o país e a vender o braço do trabalho às futuras fábricas estrangeiras que espreitam o momento para se instalar cá dentro. haverá razões para inverter este movimento de total aniquilação do nosso país? sim, tantas ou mais do que aquelas que fizeram com que se agrupasse um grupo de militares que se revoltaram e  prenderam os responsáveis políticos do estado novo. quando isso aconteceu o povo ficou mais alegre e mais leve. e hoje? com tanto sofrimento causado por aqueles que nos governam haveria ou não um alívio se alguém se organizasse para prender os que estão a levar o país para o caos? neste momento, como as coisas estão, era uma benção. quem não respeita a constituição que jurou cumprir, quem sob a capa da democracia está a permitir que a ditadura económica nos transforme nos novos escravos europeus, quem sob a capa de defensor dos desprotegidos está a tornar a vida insuportável a quase dois milhões de portugueses que para viver têm de recorrer a obras de caridade privadas não merece ocupar cargo no estado. não merece representar-nos nem orientar a política nacional. demitam-se ou serão demitidos. a prisão é  muito pior... olhem a história e vejam o que aconteceu ao saudoso e muito honesto presidente da república da ditadura, o almirante américo de deus rodrigues thomaz. ah, já me esquecia do primeiro-ministro marcelo josé das neves alves caetano que também foi preso e depois expulso do país. mas quem poderá prendê-los, hoje? bem, aqui vai um alvitre: os bons juízes portugueses. estes têm o poder de mandar para a prisão todos aqueles que forem acusados comprovadamente de tentar destruir o estado de direito. lembram-se de quando o antigo primeiro-ministro (josé sócrates) foi acusado por dois juízes de atentar contra o estado de direito? safou-se porque foi difícil provar a alta traição. não haverá juízes com os mesmos tomates para actuar da mesma maneira? lembrem-se que há crimes que derrubam presidentes. nixon - presidente dos poderosos estados unidos da américa - foi obrigado a abandonar a presidência e só não foi parar à prisão porque se deu a doente e teve como "padrinho" o homem que o sucedeu (ford) e que o salvou. mas, estamos em portugal, e como bem diz passos coelho perante todas as vigarices dos seus comparsas: um não caso. 
manuelmelobento
jornalista/cp-2754

sábado, 8 de dezembro de 2012

a patética troika nacional



afinal quem gere os destinos dos portugueses? se repararmos bem, estamos entregues a três economistas. o presidente desta república (saída das reformas trôpegas do  levantamento militar de 1974 que destruiu o estado português e o reduziu à dimensão de um condado henriquino) é economista e nunca se apresentou à nação como um político de raiz. esta tendência para ver o mundo como um túnel cuja embocadura se enlaça nos mercados  veio à luz quando se tornou primeiro-ministro. o homem só sabe governar bem com dinheiro. sem ele resume-se a um técnico de contas certinho que até se atreve a dar aulas. a segunda personagem que comanda os destinos do país é também todo ele um economista. toda a sua vida - segundo consta - é dedicada a negócios de empresas. como o psd é um partido de partidos e de muitos ex-líderes (brigando entre si sistematicamente) e seus correligionários pró-lideres é fácil estar sujeito a crises que o enfraquecem. foi numa dessas crises domésticas  que grandes nomes da social-democracia foram arrumados de um pé para a mão. veja-se os casos de santana lopes, marcelo rebelo de sousa, mota amaral, cujos curricula apontavam e bem para a chefia de qualquer executivo social-democarta pela preparação e experiência que obtiveram nas lutas que travaram nestes últimos 38 anos. a personagem que se segue a estes dois e que está à frente do destino económico do país é outro que tal também formado em económicas. este é um caso gravíssimo de platonismo financeiro. nasceu num gabinete de contas e toda a sua vida foi economista entre quatro paredes. mais, deu aulas de finanças em altas universidades. nunca foi visto a comprar uma alface nem a discutir o preço do que precisa para morfar. quem quiser deixar mal o professor de economia vitor gaspar é perguntar-lhe o preço da cebola ribatejana que se vende por aí. da sua vida ao ar livre só temos conhecimento do caso quando chega o verão  e isto a conselho do médico na medida em que  os ossos  se reforçam com vitamina d.  o sol tem dificuldade em entrar no seu gabinete. por estar desfazado com o real é que um dia diz uma coisa para logo a seguir desdizer-se. ou então, diz uma coisa e o primeiro-ministro diz outra. afirma num dia o acerto das contas públicas e logo a seguir tem de as corrigir, pois não dá duas para a caixa. não há memória de nenhum país ser representado e governado por tantos economistas. estamos a aproximarmo-nos de uma crise financeira de resultados catastróficos parecida com o descalabro da bolsa de nova iorque (1929). estes três economistas dão a entender que têm duas escritas. uma só para eles e a outra para ir entretendo o poveco. o que é que ganhámos em ter economistas deste calibre a gerir as nossas vidas? experiência e antónio josé seguro. o mesmo é dizer: pára a música e toca o mesmo!
manuelmelobento

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

passos coelho atacado

por um vírus. o mesmo com que relvas infectou o poder local.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

cuidado com as balas


o dr. mário soares que costuma ser um chato a escrever crónicas, hoje, no diário de notícias, surpreendeu-me. parece que comunga como eu dos perigos que pode estar sujeito o economista passos coelho por estar a destruir o estado português sem apresentar alternativas humanas e credíveis. dizem algumas  iluminárias do pensamento peninsular que o mundo está a mudar. oh pá, quando é que ele deixou de mudar? hem?  mudou para melhor? na minha perspectiva não. quando éramos um bilião e tal sobre o planeta estivemos entretidos em guerras e genocídios tribais. no intervalo matámos e queimámos humanos vivos pela saúde dos deuses e para  equilibrar a demografia. sempre que a história  vomita percebemos que para matar os seus semelhantes os homens organizaram sistemas eficazes de extermínio. até agora foi sempre assim. a economia é hoje a invenção que mais perigos trouxe à raça humana. a economia "inventou" a riqueza. e esta a procriação desenfreada. com fome os humanos não se multiplicam. mas tão depressa a pia se enche, ei-los a fornicar as fêmeas e a sujeitar os espaços verdes e belos com o seu lixo. fodem como os coelhos e surgem como as minhocas. não há pachorra. quando éramos um bilião matava-se lá de vez em quando, isto é, quando era necessário. com oito biliões a prática informa o cadenciado diário das guerras e das mortes é permanente. eh pá, tenho que dar o salto senão isto vai cheirar a levi-strauss do tempo das primeiras temporadas entre os "selvagens". em portugal, nos últimos cem anos, quantos políticos foram mortos? muitos! só que nos últimos 32 anos ninguém foi assassinado. isto se tivermos em conta que sá carneiro e adelino amaro da costa apenas desapareceram do número dos vivos por causa de um simples acidente de aviação. há quem pense o contrário. não sei... no meu tempo, quem queria seguir económicas tinha de estudar a disciplina de história de portugal. lá, estava bem expresso o que os portugueses fizeram aos políticos sobretudo de noite, nos primeiros tempos da república. alerto para o ano de 1917, pois foi neste ano que o povo se descontrolou por causa da fome. o senhor economista passos coelho não tem o cérebro do tamanho necessário  para ocupar o lugar de primeiro-ministro e prever o que pode acontecer como resultado da sua política. política esta que não foi anunciada aquando da triste campanha eleitoral que o catapultou e à sua tropa para são bento. na campanha prometeu uma coisa e fez outra tão depressa tomou posse. nada que espante quem sabe como se costumam comportar os políticos quando alcançam o poder. agora, o senhor economista ultrapassou tudo que se podia imaginar. isto é, que começasse a destruir portugal e as suas instituições sem dar a entender como acautela o nosso  futuro, uma vez que não acerta em nenhuma das sua previsões de ordem económica. o senhor faz-me lembrar a história daquele chulo (não estou a chamar-lhe nomes - por enquanto - note-se, mas que me faz pensar em histórias macabras, lá isso faz) que prometeu casar com uma velha doidona que gostava muito de fornicar. coitada, as peles do pescoço pareciam um tapete de arraiolos depois de  a senhora merkel o ter mijado por efeito de ter ingerido muita bebida composta com malte. tão depressa o chulo se casou com a octogenária sequiosa, tão depressa começou a sová-la em vez de a montar, como ela tanto aspirava. bem berrava a velhinha, mas ninguém lhe dava ouvidos. naquela época - época dos coronéis - ainda não havia o conceito actual de violência doméstica. e elas levavam e calavam. a velha tinha filhos que até sabiam da desventura da mãe, mas nada faziam para a proteger, até um dia. e qual foi esse dia? o dia em que souberam que ela ia desfazer-se dos seus bens a favor do valentino - a velha tinha meios herdados do seu primeiro defunto. ai, não lhe conto nada! os filhos fizeram uma espera ao chulo e depois foi o que se viu. foi um escândalo tal que se houvesse as manhãs do goucha na altura ele não perderia a ocasião de os levar para o seu programa. e depois, como é que foi? perguntaria o apresentador. ah, meu caro, aqui o manuel - era um dos muitos filhos da pobre velha - agarrou-se aos testículos do chulo e apertou-os com tanta força que este mais parecia o criado e companheiro de sevícias do marquês de sade quando o tenente da polícia de montpellier o interrogava acerca dos abusos sobre catherine trillet utilizando o método de confissão, mais tarde praticado pela polícia política de salazar. muito gritava o chulo. depois de bem apertados os tomates do proxeneta, coube a vez do outro irmão de nome abraão salsete. com uma faca cortou-os bem rente. coisa parecida só conheço a que dom pedro I fez ao seu escudeiro por ciúmes. (dom pedro dava para os dois lados, o que hoje designaríamos de bissexual). com o homem a esvair-se em sangue arrastaram-no até ao quarto da idosa. mal esta viu o marido naquele estado começou a gritar e a amaldiçoar os filhos pelo que fizeram. bem, vou acabar. o manuel perdeu a cabeça e socou a mãe com tanta força que a velha empinou a carroça. ih!, o que foste fazer - disse araão. e se ela já tinha feito o testamento a este desgraçado? (que gemia como a minha vizinha de rua que recebe visitas a toda a hora e nada declara ao fisco). não tem problema. e ao dizer isto enfiou na cabeça do chulo um vaso do tempo dos etruscos que tinha sido comprado a  um político que se dele se desfez por ter medo que a judiciária o descobrisse na sua residência por via de uma pequena corrupção. um não caso, digamos assim, como dizia o outro... vamos acabar esta história. os manos disseram à polícia que encontraram a mãe a ser violentada pelo energúmeno e em defesa da honra bateram-lhe com a preciosa antiguidade.  conclusão concluída como dizia alceu carneiro proprietário e reaccionário açoriano: morreram o chulo e a velha pataqueira. a polícia levou o caso à procuradoria e não é que os irmãos estavam para ser levados a tribunal por desconfiança dos investigadores. de repente, nasceu uma revolução e o povo revoltou-se matando a torto e a direito. sim, foi em 1789. estão lembrados? o dr mário soares bem avisou o economista passos coelho no seu artigo dos perigos da sua política. resta saber se passos é bom entendedor. se não é, deve estudar de novo. ah, e não  esqueça que tem de pagar as propinas. um não caso, digamos assim...

manuelmelobento

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

partido comunista português isola-se na esquerda



jerónimo de sousa  deve ter feito o melhor discurso político que há memória desde que o país aderiu ao regime democrático. em linhas gerais: colocou o partido sozinho na esquerda  onde só cabem os trabalhadores e os pequenos empresários. trabalhadores , desempregados e pequenos empresários falidos  não têm em portugal quem - igual a eles se identifique com a sua luta - os represente sem mentir. jerónimo evitou a cassete dos operários e  camponeses, dado que estes últimos dão-se por satisfeitos uma vez que já não precisando de cultivar os campos recebem mensalmente um "vencimento" da segurança social, o que para eles é uma espécie de dádiva divina. quanto aos  operários, a coisa está a ficar incaracterística. o país está desindustrializado (25 empresas fecham diariamente) e - verdade seja dita - estão a ser despedidos aos cachos. pense-se nas centenas que estão e ser despedidos de norte  a sul  uma vez que os industriais estão a tentar fugir à falência real aproveitando a alteração da lei do trabalho da lavra da actual coligação. o discurso do líder comunista teve em conta a nova temporária-mentalidade-portuguesa fruto dos despedimentos generalizados, da fome de uns milhares e da insegurança que surgiu proveniente da  transformação e liquidação de sectores sociais do estado português por parte do grupo economicista que detém o poder executivo. o discurso de jerónimo de sousa, "operário" metalúrgico, tem muito mais importância ideológica do que aquele que mário soares, "burguês" enriquecido, pronunciou na fonte luminosa e que determinou o princípio  do fim da hegemonia de cunhal e dos "esquerdistas" modernaços que se infiltraram nas forças armadas (de então) e abriu as portas ao modelo capitalista europeu. o comunismo era visto em 1975 como um movimento sangrento que metia medo. toda a gente sabia pela propaganda do estado novo que na rússia - berço do comunismo sanguinolento - se matou toda a nobreza que não conseguiu fugir à sede de "justiça" social do "novo" povo russo. aquilo é que foi matar nobres e burgueses recheados. foi tão verdade que até a virgem qual astronauta viajou até fátima para pedir aos portugueses que rezassem milhões de avé-marias pela conversão da rússia. cá dentro foram muitos os desvarios dos populares que o partido comunista, encantado com os voos da revolução de abril, acabou por dar o seu aval. cunhal bem tentou ter as forças armadas do seu lado para cobrir a gesta da plebe. esse apoio falhou e os comunistas liofilizaram-se em eleições (uma maldita invenção burguesa e grega/inglesa de origem se não estou em erro). hoje, essa coisa de ocupações e assaltos às residências de proprietários é condenada pelos actuais comunistas. o que os comunistas de hoje mantêm do passado revolucionário é o facies de poucos amigos. de resto, jerónimo é um diplomata bem visto por milhões de portugueses. jerónimo ao querer que o partido socialista voltasse ao redil da esquerda estava a denunciar a traição dos socialistas. o que já vem de longe desde que mário soares meteu o socialismo na gaveta. o bloco de esquerda não conta neste momento. a inglória saída de louçã arrumou de vez com a esquerda caviar substituindo-a por um casal em dueto pró-paulista (1): combate aos banqueiros como a dona jonet combate os pobres atrevidos e gastadores. portanto, o discurso de jerónimo representou o mapa real e ideológico do país. e sem que ninguém se lhe oponha, ele e o seu partido são a esquerda. quem ouviu  jerónimo e está pronto a segui-lo? esta pergunta é imbecil. mas, pode-se tentar responder. há o eleitorado comunista que começou por andar à volta de 800.000 mil almas. perdão, materialistas, em 1976. neste momento, com um milhão de desempregados é de crer que grande parte deste pense duas vezes se vai cair novamente nas patranhas dos partidos da burguesia capitalista. que são a saber, o ps, o psd e o cds-pp. estes sabem que só sobreviverão metidos numa europa onde o mercado é livre  e quem manda nele, os banqueiros, que nela  pontificam. depois, temos todos aqueles que querem ser protegidos pelo estado nas três áreas (segurança social, educação e saúde) que passos e companhia estão a rendibilizá-las e a empurrá-los (a ex-classe média) para a indigência. já há números de quem passa fome. entre ser pobre sem protecção e abrigar-se num estado social de cariz comunista nem é sequer preciso pedir ao diabo para aconselhar a decidir. o discurso de jerónimo é um meio de esclarecimento e uma mensagem forte  do que pretendem fazer com o estado os comunistas: olhar para  segurança dos trabalhadores, dos pequenos comerciantes e empresários, independência nacional (até o hino foi cantado com sabor panlusitano e emoção... no fim do último congresso). os ricos ficaram de fora da função apelativa da palavra de jerónimo . pudera, no meio de tanta miséria à vista quem é que vai querer fazer festinhas àqueles que ofendem com a opulência dos seus sinais exteriores de riqueza e que estão a contas com a justiça? jerónimo falou para todos aqueles que perderam a casa e tudo o mais e que se vêem na iminência de ir viver para debaixo da ponte. em quem irão votar esses todos, a quem o capital até a dignidade vendeu? jerónimo sabe que se este  governo cair que não terá sorte nas urnas em novas eleições  e que iremos cair de novo nas malhas do rotativismo. daí que tenha feito um convite bastante discreto ideológico e directo para que os socialistas sejam socialistas... os socialistas são hoje ecomercadores. estão contaminados pelo dinheiros do estado e pela vida de luxo (sim, vida de luxo comparada com aqueles que sofrem por já não poderem pagar a mensalidade da casa, do carro, educação dos filhos, etc.) não está no horizonte do ps desistir das mordomias conquistadas com trapaças, mentiras e negociatas. os socialistas estão tão bem instalados  tanto quanto estão os social-democratas nos corredores do poder e do capital. não sairão de lá senão à lei da bala. estão a ver, caros leitores, os actuais socialistas que vivem descaradamente no bem-bom que este estado lhes proporciona a recobrar as velhas teses marxistas que lhes serviram de bíblia e com as quais atacavam o capitalismo? não é viável devido ao seu comprometimento actual e por isso a esquerda de hoje é assumida e representada apenas pelos comunistas, valha a verdade. a grande vitória dos camaradas e de jerónimo reformula-se  na implantação das "novas" teses sociais que vão desde o respeito pela propriedade privada até à aceitação de uma luta sem violência contra a  democracia burguesa da união europeia tendo como meta para já o manter o estado social em vésperas de dar o salto para a privada. os comunistas, que combatiam ferozmente o estado social regulado tanto por socialistas quanto social-democratas, são os mesmos que o querem, agora, manter em nome da defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo. este entendimento do pensamento político dos comunistas é caracterizado pelo salto por cima da velha orientação, práxis que não se ajusta aos dias de hoje. os comunistas estão bem acomodados e aceites dentro do sistema e é nele que o querem combater. fazem-me lembrar a velha estratégia dos liberais (pinto balsemão, mota amaral, sá carneiro, martins mota, etc) quando , em vez de combaterem a ditadura frontalmente, preferiram fazê-la implodir fingindo com ela colaborar para a contaminar. bem, termino. mesmo sendo semi-burguês vou votar nos comunistas nas próximas eleições (se as houver) porque estou de acordo com as suas teses a favor da manutenção de um estado social português equilibrado, da sua postura pelo respeito dos dinheiros do estado, da defesa intransigente de quem trabalha e de quem trabalhou e que está a ser enganado, da apresentação do modelo nacionalista que saiu das frases de jerónimo, da justa remuneração de quem trabalha e mantém este país vivo, da justa atribuição de impostos aos que mais têm para que a riqueza de alguns não se transforme num foco de instabilidade tão ao jeito dos países das ditaduras da américa latina sustentados pela política externa dos eua. o programa deste partido comunista português não esconde as preocupações da maioria da população. a nova mentalidade a nascer por via deste esfarelar anti-social das instituições vai abrir portas às actuais teses comunistas, a médio prazo. a ver vamos o que tenho na carteira, como dizia a minha avó perante os emergentes pedidos de ajuda que eu lhe fazia. em escudos, está claro.
(1) - inspirados pela acção meritória das vicentinas.
manuelmelobento
ps: recebi uma reclamação telefónica por causa de estar sempre a mudar de foto e a colocá-la ao lado das crónicas. respondo: a máquina de fotografia é minha e está paga, o computador é meu e está pago e utilizo a internet porque pago mensalmente sem falhar (por enquanto) a prestação dos seus serviços que me permitem (até hoje) escrever crónicas livres. a mim chamam-me reaccionário. algum problema?