manuelmelobento@gmail.com

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

o fim deste bloco de esquerda e o novo fechamento político

o bloco de esquerdo entrou-me casa adentro em congresso num estilo muito copiado dos grandes partidos que se infiltraram nos  meios de comunicação social. foi bom para o bloco de esquerda a mediatização que lhe foi oferecida. parecia que o bloco era um dos principais partidos nacionais. sabendo que apenas se senta em oito lugares na bancada de são bento, não podemos deixar de louvar a sua grande capacidade em dominar tempos de antena diários. e fá-lo não só porque está recheado de cérebros estudiosos e criativos mas também porque conseguiu pregadores de doutrina feitos comentadores. o prof. rosas, o médico semedo (agora meio-líder - os portugueses inventam cada uma), o sr fazendas são os que se podem encontrar semanalmente bastando para tanto ligar para  as estações televisivas. tudo bem, cada partido faz pela vida e em democracia vale tudo. não tendo sido nunca governo não que não tivesse sido convidado a aliar-se (caso da maioria relativa de josé sócrates) para formar governo. não aceita compromissos com gestões capitalistas. é-lhe devido esta franqueza que só o torna meritório aos olhos de muitos. foi através do bloco de esquerda que aprendemos a definir melhor o que divide a direita da esquerda. para isso contribuíram as intervenções de francisco louçã, de ana drago (?) e de catarina agora eleita meio-líder. francisco louçã é o mais incisivo de todos. basta que lhe ponham à frente um micro e ele transfigura-se. parece que está a praticar sexo tal é a motivação que o move. ninguém fica indiferente ao seu discurso apelativo e justiceiro. existe uma grande diferença entre o louçã do bloco e os outros. enquanto os outros bloquistas falam e comentam sempre da mesma maneira à laia de informação, louçã, pelo contrário, mexe com os neurónios de quem calha ouvi-lo. alia a inteligência ao estilo monástico. uma espécie de secular beatificado pela alvura das mãos com que eleva o cálice oficioso que eça retratou em amaro. alguns bloquistas menos cuidados no trato com o eleitoral não passam de figurantes de rejeição. louçã cultivou e configurou a conquista  do eleitorado através de um aspecto à simpático padre cruz, mas com cérebro. é facto que o bloco perdeu metade dos deputados de são bento nas últimas eleições. isso deveu-se a terem deixado francisco louçã a fazer o trabalho de casa sozinho. isto é, os 8 deputados eleitos são fruto da sua intervenção junto da população. nem semedo, nem fazendas, nem anas dragos conseguem uma dúzia de eleitores por eles mesmos. melhor dizendo, louçã vale 8 deputados. neste momento, uma ida às urnas sem louçã é a certidão de óbito do bloco. a bicefalização do bloco mais não é do que uma tentativa para cativar o eleitorado feminino disperso e semi-acéfalo que marca muito a contemporânea sociedade portuguesa. estão muito distantes das mulheres que acordaram após o 25 de abril e que se tornaram "revoltadas". elas agora estão a passar por um período de consumidoras de tudo que é moda e silicone. eh pá, se ao menos as (re)formarem, tudo bem, que elas bem precisam. as actuais mulheres que estão no ps, psd e cds-pp já estão instaladas e feitas à medida dos "desejos" dos machos liderantes. são sempre as mesmas libertas. já cansam! quem é que pode, nos dias de hoje, ouvir ana gomes no desfazamento da realidade? este país é um país machista. até o bloco ao permitir uma liderança a meio sexo mais  não é do que um sintoma do que se passa. em termos intelectuais até que o bloco não está mal. mas uma coisa são as imagens do livro VII da república e o terreno que derrotou o seu ilustre pensador. editaram-lhe os livros séculos adentro e construíram pedestais onde colocaram as estátuas de encomenda. mas das suas palavras nem mimésis que se entenda... espero que me engane.
manuelmelobento 

sábado, 10 de novembro de 2012

universidade portuguesa sem cérebros, sem dinheiro mas sempre submissa


a universidade portuguesa tem tudo o que é preciso para ser uma verdadeira  escola de ensino superior. mas o que é necessário para tal materialização? duas coisas são necessárias: cérebros e  essência. os gregos - sempre os gregos - através de ésquilo colocaram na boca de prometeu a seguinte frase: "o saber, porém, é muito menos forte que a necessidade." (1) a economia portuguesa está a desmoronar e arrasta com ela a vetusta ideia de sermos portugueses de raiz. melhor dizendo. o capital não tem pátria e chegados à beira do descalabro há que fazer como os camaleões. mudar de cor para não sermos devorados e também assim disfarçados podermos caçar os incautos insectos da nossa sobrevivência. algumas franjas de comentadores queixam-se de que os nossos cérebros estão a fugir para os países que lhes permitirão realizar os seus sonhos. faltou um projecto com sentido para a universidade deste  tempo de democracia que veio  substituir o velho sistema educativo. à pressa se legislou uma lei de bases copiada da francesa que contemplava a mudança de comportamento e racionalidade. a universidade do estado novo era um viveiro de elites que depois de juras ao sistema e à carta papal (dita concordata) se propunha servir os lugares mais destacados do estado. e como testamenteiros dos cérebros que os frequentavam permitiam-se escolher quem era os que lhes tinham melhor bebido a cartilha. a governação criada pela constituição de 33 fazia de portugal um país fechado num circuito que aprisionava todas  as classes sociais. (e) a escolha do reitor da universidade era feita pela mostra do servilismo e aquiescência ao poder político. passar numa prova académica não implicava o saber-se a matéria somente. não senhor. quem examinava tinha mais poder que jeová, alá ou a pitonisa de delfos. chumbava-se e pronto. come e cala. da minha parte devo dizer que perdi um ano de curso só porque afirmara que a idade média significava 10 séculos de escuridão. veio o 25 de abril e o medieval foi saneado. certo dia depois de receber uma nota que não me satisfazia acusei o professor de não estar a par de todo o conteúdo da disciplina. exigi discutir o teste de imediato. bem, o lente lá me subiu a nota. nunca mais ninguém me atribuiu uma nota sem eu estar de  de acordo com ela. isso significava o domínio da matéria e o ter de discuti-la taco a taco. aprende-se na defesa e no ataque. esta táctica permite um crescer mental e nos responsabiliza como cidadãos. estar a memorizar conteúdos e depois debitá-los torna-nos zumbis mnésico-repetitivo. ficamos prisioneiros de um estádio pré-lógico do género das bocas de levi-strauss. a pesada herança salazarista foi mais contundente e feroz no trato com o intelecto. a beleza da ditadura que nos afogou durante 48 anos foi um projecto da igreja e dos vencedores do 28 de maio. a pide e os bufos "organizavam" o nosso pensamento político de acordo com a orientação do timoneiro que a par do pensamento religioso nos tornava num povo imbecil. digamos que de 1 a 10 obteríamos facilmente a nota máxima. estar contra o  timoneiro salazar significava a morte como cidadão. não acreditar nas patetices vomitadas pela padralhada a soldo do anticomunismo era um sinal suspeição. ser ateu era sinónimo de esquerdista. ser-se casado sem a benção da igreja significava a morte social e  ostracismo. a universidade era mais um parceiro desta monstruosidade e quem de entre ela não acatasse as baboseiras da igreja e da situação tinha de fugir,  isto se não fosse apanhado entretanto. de um momento para o outro  a universidade libertou-se e preparou-se para voar. a velha universidade baqueou e uma nova era foi estendida aos que esperavam um mundo novo e um homem novo. sem mestres para enfrentar a nova viagem a nova universidade afogou-se nas ondas de uma caterva de gente que a invadiu e se autopromoveu academicamente. distribuíram entre si mestrados e doutoramentos como quem atribui títulos nobiliárquicos  e entupiram todas as entradas a outros (talvez mais capazes). a universidade passou de uma catedral de imundos reaccionários para a bandalheira actual. mas não há verdadeiros académicos entre nós fora dos feitos na prata da casa? claro, mas tiveram de sair  do país e apreender novos horizontes e que fazem das universidades o vector primordial da mudança. são poucos e sobretudo livres e tolerantes. os que os há por cá e por cá se fizeram não passam de gerentes de grandes superfícies humanistícas . salvo as excepções meritórias não temos por enquanto uma universidade plena. e isso deve-se ao facto de elas se terem transformado em partidos políticos encapotados. para finalizar: o sintoma de que a nossa universidade falhou deve-se ao facto de nenhum país estar disponível para comprar professores altamente qualificados. não os temos. ah, mas exportamos jogadores de futebol. valha-nos isso. para informação: sabem quanto é que pagam as universidades americanas por cada académico europeu (incluindo russos) que convidam para dar aulas nas suas salas? à volta de 100.000 dólares por mês. façam o câmbio ou peçam ao guterres para fazer a operação. é obra!
(1) - (prom., 514, éd. wil.)
manuelmelobento

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

parece que quem nos vem visitar é o adolfo hitler


estou a acordar e de repente ouço na rdp-antena-1 que frau merkel vai ser metida num carro à prova de bala para poder circular em lisboa. mais, que a psp solicitou às forças armadas a participação física no terreno a fim de se poder organizar uma eficaz segurança à senhora alemã. esbugalhei os olhos pois julgava estar ainda a sonhar. se há coisa que eu não esqueço são as maldades a que portugal esteve sujeito desde que a rainha dona teresa (a nossa primeira rainha e que os historiadores do sistema procuram retirá-la por causa de arranjos musicais sobre o princípio da nossa nacionalidade - chamemos-lhe assim e fiquemos por aqui senão vou perder-me) se distanciou do papai espanhol tal como ela o era. ingleses, franceses, holandeses, belgas, americanos foram dos povos que mais nos prejudicaram ao longo da nossa vivência. ingleses e americanos contribuíram para o desfecho inglório do portugal imperial. mas sempre que nos visitam os nossos queridos representantes são só sorrisos e pernas abertas. ainda há pouco tempo (já o disse e sempre que posso di-lo-ei mais vezes) fomos envolvidos numa guerra por estes dois aliados coadjuvados por um tal lacaio de nome durão barroso que na altura chefiava o governo português. nunca assisti a que a escumalha de esquerda se manifestasse contra a visita de ingleses ou americanos no sentido de condenar as suas políticas que nos têm prejudicado imenso. a nossa direita não está liberta da falta de assumpção ao não condenar também guerras que para além de injustas nos levaram à ruína. a direita e a esquerda em portugal são uma verdadeira bosta. vivem ambas dos dinheiros do estado. neste momento a esquerda está a fazer um favor à direita portuguesa ao forçar uma péssima e perigosa recepção à chanceler alemã. a direita portuguesa não tem coluna vertebral para enfrentar quem tem participado na sobrevivência nacional emprestando dinheiro a quase fundo perdido e que já não está disposta a continuar a alimentar a chulice em que o governo português nos fez cair. a alemanha desde a década de sessenta que recebe centenas de milhares de portugueses. que os acolhe, alimenta e lhes paga belíssimos salários. na década de sessenta o povo era pobre e passava necessidades que se estendiam ao campo alimentar. alguns passavam fome. a maioria não possuía habitação própria. ainda há gente desse tempo. perguntem-lhe como era a vida dos trabalhadores na alemanha. suponho que por detrás das "manobras militares" para defender a vida da fuhrer está o dedo da corja sherifada por passos coelho. para ele o facto de o povo português estar danado (foi motivado ao ódio pela banditagem de esquerda e de direita) pode quebrar a vontade de merkel em pôr-nos a trabalhar e a prolongar o calote e os compromissos para com a dívida. pode, pois levá-la a "levantar o cerco de lisboa". a corja portuguesa coadjuvada pela servível comunicação social portuguesa estão a fazer cama para que uma onda de simpatia pelo comunismo cresça outra vez entre nós (comunismo à estaline e não o de rosa luxemburgo, note-se). é que para empurrar as massas acéfalas para as manifestações e movimentações de massas os comunas estão muito melhor preparados do que  a direita. esta está mais especializada nas  romarias a fátima e á senhora do sameiro. depois, para calar os comunas basta à direita capitalista atirar-lhes umas migalhas e ceder-lhes lugar no parlatório onde de um modo pacífico e não sangrento modelam e propagandeiam a virulenta luta de classes. para terminar: o nazismo está enterrado e não se pode confundir o povo alemão com os crimes de genocídio que uma classe política cometeu e que teve início entre 1939 terminando em 1945. como também não podemos ser acusados dos crimes que dom manuel I e a sua governação cometeram na pessoa de crianças judias  enviando-as para são tomé depois de separadas dos pais. todas elas morreram nessa primeira experiência de campo de concentração. temos de estar atentos. quem gere os negócios do estado português não merece senão desconfiança. e traição aos princípios de uma democracia  salutar é o mínimo que deles podemos pensar.
manuelmelobento

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

obviamente, para a prisão! do estado novo ao estado morto...


se ganhar as eleições presidenciais o que fará do professor antónio de oliveira salazar? obviamente, demito-o! não sei se a pergunta foi esta, mas que deve ter sido parente direita, acredito que sim. a pergunta foi dirigida ao general salazarista humberto delgado - depois convertido... a não sei quê -  na altura em que portugal ainda se regia por uma democracia rasteira. isto é, a ditadura de salazar era amanteigada e permitia um certo tipo de corrida às urnas. melhor dizendo quem votava era quem estava inscrito nos cadernos eleitorais sendo vivo ou morto mas dedicado ao estado novo. claro que aos oposicionistas os situacionistas não os eliminavam para não dar nas vistas lá fora. salazar que era um político velhaco (como estes de agora que ocupam os lugares dos antigos) julgava que pôr meter merda na cabeça dos portugueses ajudado pelo cardeal cerejeira e por uma corja de acólitos, aqueles, muito agradecidos, só viam a pátria através dele. enganou-se redondamente. humberto delgado trouxe a farra para as ruas. e foi o suficiente para o povo o seguir como o fazia no século XIV quando bailava à noite nas ruas de lisboa com o dom pedro da inês espanhola que era dado a insónias. delgado arrastava multidões. era um militar com tomates e enfrentou o estado novo levando a que muitos abrissem a boca de espanto perante tal destemor. e esse sentimento (não tenho a certeza de se tratar de um sentimento) generalizou-se. só no porto, na praça dos aliados juntou-se uma multidão estimada em 200.000 mil indivíduos para o aplaudir. era obra! salazar e o regime tremeram. conta-se que dona maria suposta amásia do professor de coimbra queixara-se a uma amiga de que o grande chefe da união nacional andava de fraldas e cheirava a múmia. digo eu, pois não acredito que a tal dona maria alguma vez tenha ouvido falar em tal mas sim de merda. depois das eleições aquilo é que foi limpar o estado. é que os sacanas dos salazaristas julgavam-se donos do estado e quem fosse contra eles atentava contra a segurança do estado. até professores universitários (de universidade verdadeira) foram proibidos de dar aulas. um verdadeira horror medieval. mas eram assim as regras do jogo. ora, voltemos atrás no tempo, e leiamos o que se passou com as minhas lucubrações. o que delgado queria dizer era: mando-o prender e açoitar aquele filho de puta. não o disse, também não era tão maluco assim e acreditava em fátima e outras bençãos nacionais. mas, ai se ele ganhasse as eleições. não estão a ver o prof. antónio de oliveira salazar a passear no rossio de braço dado com o padre/cardeal cerejeira sem levar de dois a dois metros de calçada uns bons pontapés no cu (aos dois). isto, se não lhes acontecesse pior. porque salazar conhecia o povo como os seus dedos e era homem de livros organizou uma polícia que perseguia toda a gente que falava mal dele. sim, meus chapas, quem falasse contra o regime em lugares públicos ou em casas particulares onde havia bufo estava feito. conheci uma pessoa que foi denunciada por "amigos" e desapareceu durante quatro anos. e ai de nós se perguntássemos onde tinha estado. todo ele tremia. eu que tinha a mania que era da oposição só me atrevia a dizer que não gostava do velho botas e a mais não me atrevia. tá? e porque não gostas do salazar?, perguntou-me certo dia um bufo. eh pá, não se pode ler certos romances e no cinema nem um par de mamas aparece. só se vê os cowboys americanos e os tomates dos cavalos. ah, ah! ria-se o bufo. pois, pois, querias que me estendesse... hoje, vivemos em liberdade. só que esta liberdade é muito perigosa para alguns. por enquanto ainda está no palco do risível. ontem à tarde, polícias em manifestação contra polícias de serviço. amanhã, os mesmos que se manifestavam hoje, estarão a servir de guarda-costas amanhã aos mesmos. isto é, aos políticos. está para chegar a dona merkel. pois, os queridos da oposição estão a preparar uma recepção de más vindas. que rica manobra de diversão. coitada da frau merkel vai ouvir das boas e tudo porquê? porque ela foi muito má para com os portugueses. claro que não foi tão má quanto os franceses que nos invadiram, roubaram e violaram as nossas mulheres, não tão má quanto os ingleses que durante séculos nos trataram como criados e nos levaram a fazer guerras caríssimas com espanha. ah, o malvado do hitler não só não nos invadiu nem mandou que a sua tropa nos bombardeasse. foi a frau merkel quem levou o dinheiro do banco do amigo de cavaco? foi a frau merkel quem organizou as parcerias público privadas para sacar dinheiro ao estado? foi a frau merkel quem mandou construir as autoestradas que servem para passear os touros de idanha-a-nova? foi a frau merkel quem criou a corrupção dos partidos nacionais? foi a frau merkel quem nomeou os ex-ministros para empresas que depois se ponham a negociar concursos com o estado?  foi a frau merkel que despediu os professores e mandou fechar as escolas? foi a frau merkel quem abriu os concursos para a função pública atafulhando os serviços do estado com 700.000 funcionários? foi a frau merkel quem resolveu desviar os fundos que eram para financiar as pequenas e médias empresas e que são aplicados em empréstimos mais que duvidosos que têm o estado português por detrás? foi a frau merkel quem permitiu a concorrência chinesa que destruiu metade do nosso tecido comercial? foi a frau merkel que nos empurrou para o fundo monetário europeu e que nos levou a esta miséria por todos contestada? bem, vou terminar por aqui, pois quero ir dormir. ah, já sei, foi a frau merkel quem de lá de berlim nos aconselhou a pedir emprestado dinheiro que sabia - como disse o outro - que as dívidas dos estados não são para se pagar mas para se ir pagando. 
manuelmelobento

terça-feira, 6 de novembro de 2012

esta gente não se confessa


anunciaram o fim das juntas de freguesia, dos municípios e quejandos. tentaram meter a mão do tsu nos bolsos dos trabalhadores. acusaram o ps de sócrates de ter criado parcerias para desviar o dinheiro do estado ameaçando acabar com o despautério  de algumas quadrilhas instaladas. comeram aos pensionistas e funcionários públicos os subsídios do natal e de férias. sendo obrigados pelo tribunal constitucional a devolver o saque obedeceram para logo a seguir divulgar que iam aumentar o irs o que vinha a traduzir-se por colocar o "despacho" do dito tribunal na boca do inferno. anunciam estar preocupados com os desprotegidos para logo em seguida difundir que vão aplicar 6% de imposto sobre o subsídio de desemprego. isto e mais o que me esqueci passou-se nas últimas semanas. vou já terminar apenas para dizer o seguinte: as câmaras municipais vão receber mais dinheiro do que actualmente recebem. e porquê? é porque estão a aproximar-se as eleições autárquicas e nada mais lógico (partidariamente falando) do que comprar os votos dos patarocos dos portugueses. os portugueses não passam de espectadores que não interagem com os actores. pagam o bilhete e pronto, esse é o seu papel. esta gente não se confessa mas é fácil perceber o que pretendem.  vão reduzir  os salários dos trabalhadores até fazer lembrar os vencimentos dos países da ex-urss, ou da alemanha de 1943 a 1945. uma economia de guerra actua assim. com os nossos políticos tudo é possível. lembremo-nos da guerra contra o islão que nos foi impingida por durão barroso que se aliou à américa e à inglaterra sem que o povo português fosse consultado se se queria envolver numa guerra que não lhe dizia respeito. alguns patetas estarão a julgar que não estamos em guerra com o islão e que o que aqui se diz é treta. esqueceram-se que quando a américa declarou guerra ao iraque fê-lo ladeado de três aliados (aliados... como a coisa mudou). entre eles estava portugal através do seu primeiro-ministro durão barroso. ou durão é tolo ou meteu-nos numa guerra que não é nossa com fins incontáveis. já afonso costa e outros criminosos  da mesma igualha enviaram para a morte milhares de portugueses na guerra das trincheiras, e tudo para quê? para que portugal fosse considerado internacionalmente (não portugal, mas a quadrilha que assaltou o estado). temos tido sorte em não ter havido atentados como os houve na inglaterra, espanha e frança. deve ser a virgem de fátima a interceder por este pobre e estúpido povo. repito: pobre e estúpido povo. se o irão teimar em continuar a construir as usinas de energia nuclear para para fins de defesa como as têm os israelitas muito naturalmente que será invadido pelos "aliados". e quê? havemos de ver passos coelho na base aérea dos açores que é dos americanos a apertar a mão ao substituto de obama, o neto do polígamo e femeeiro, o jeovanista romney e a envolver-nos noutro teatro de guerra a custas do pateta do povo português. o destino do irão será igual ao da líbia. é o petróleo estúpidos! a máquina do capitalismo selvagem é imparável. compra tudo e todos e se não for a bem vai à bala. se o povo português percebesse que é ele quem deve construir o seu futuro esta corja não estaria a representá-lo nem a brincar com a sua vida e a das gerações vindouras. 
manuelmelobento

domingo, 4 de novembro de 2012

jardim, afinal, nada ganhou...


 
estou lembrado da vitória de manuela ferreira leite quando se candidatou a líder da comissão política do psd, batendo  pedro passos e o ex-primeiro-ministro santana lopes. mais tarde, a drª manuela foi substituída por marques mendes (o sempre baixinho) que por sua vez foi batido por pedro passos que veio a bater josé sócrates... e se osíris não acode havemos de ver pedro passos a correr à frente da populaça bravia e a tentar esconder-se na tendinha do rossio. perdedores são aos montes. numa breve volta pela história da nossa democracia percebemos que todos perderam. só quem não perdeu foram os que se conseguiram escanchar em belém. dá sempre para duas voltas garantidas. cavaco do psd foi uma excepção. de todos os candidatos ditos de social-democratas foi o algarvio que conseguiu fazer-se eleger em belém (com grande margem de abstenções). maiorias legislativas só as tiveram cavaco primeiro-ministro por duas vezes e sócrates uma. cavaco depois de duas legislaturas com maioria foi despachado pelo povo. o povo percebeu que as auto-estradas e os centros culturais não lhe traziam futuro. ao substituí-lo (durão+santana=pró-cavaquistas) por sócrates esbarrou numa utopia que começava a sair muito cara à bolsa dos contribuintes. a coisa ficou feia quando o governo sócrates começou às dentadas nos vencimentos dos considerados ricos trabalhadores da função pública. com isto quero dizer que para governar é preciso fazê-lo coligado. quem nunca precisou disso foram três líderes. a saber: joão bosco mota amaral, carlos césar e alberto joão jardim. nem joão bosco nem carlos césar precisaram de chantagear o poder português para caírem nas boas graças do eleitorado  ilhéu. o eleitorado açoriano vive em nove ilhas ao passo que o madeirense vive empilhado numa ilha mais pequena que são miguel. o madeirense tem de se virar para sobreviver. na ilha da madeira há mais população do que no conjunto das nove ilhas açorianas. este elemento permite distinguir o homem/mulher que habita o meio do atlântico. o eleitorado açoriano tem mentalidade servível e é muito moquenco.  usa o ridículo nos outros como única vingança dos que lhe são superiores e o colonizam. se alguma vez um líder açoriano fosse visto em cuecas no carnaval e a dançar e a beber tinha os dias contados. os líderes açorianos vivem muito direitinhos e nunca mijam fora pa púcara. o madeirense não está na vida nem como os açorianos nem como os portugueses do continente. bem, vamos à chantagem feita por jardim ao longo dos seus 38 anos de governo. jardim sabe que o portugal actual não sobreviveria sem os dois arquipélagos. portugal seria engolido na península ibérica que é de facto a sua tendência histórica. os portugueses não prescindem dos dois arquipélagos. tempos houve que mesmo vivendo em democracia se perseguiram ilhéus que se queriam ver livres da pressão do terreiro do paço. este modelo de pensar tem origem na diplomacia comercialmente interesseira dos ingleses que para dividir o continente nos ensinaram a odiar a espanha e frança. jardim ameaçou com a independência alto e bom som. ninguém o levou à barra dos tribunais por este comportamento que é lesivo ao "interesse nacional de alguns". mas os continentais sabem que jardim poderia dar início a um movimento de independência desde que pudesse demonstrar o colonialismo português. facilmente se provaria que o estado português atenta  contra a autodeterminação dos povos regimentada na base do pensamento das nações unidas. e a fazê-lo seria apenas num modelo pacífico. seria péssimo para esta unidade nacional que se arrasta para o precipício auxiliado com o pessoal actual que toma conta dos negócios do estado. por perceber que portugal estava refém da sua própria e minúscula política mascarada de descentralização é que jardim fez da madeira uma região autónoma de raiz. jardim foi ministro dos negócios estrangeiro naquilo que dizia respeito à madeira. os açorianos, pelo contrário, nunca puderam falar por eles mesmos. os enormes interesses da região "autónoma" dos açores nem têm representante quando os portugueses negoceiam e comem favores  com potências estrangeiras à custa deles. mas está tudo bem para os açorianos, pois nem um par de cuecas precisam fazer. compram tudo com o dinheiro que portugal dispõe para a sua a vivência. vivem como mamões. há quem pense por eles. e sendo assim, deixa estar que está bem. os madeirenses  vivem com outros objectivos. o facto de estarem empilhados como galinhas sem espaço a não ser para pôr ovos fá-los actuar de modo diferente. são mais criadores e empreendedores. são atrevidos e perigosos nos negócios. por este tipo idiossincrático é que jardim (interpretando-o) colocou a madeira num palco invejável. jardim criou uma dívida imensa para fazer da madeira uma espécie de mónaco. a madeira de antes da "chantagem" jardinista não se pode comparar com a madeira actual. são dois mundos. a dívida só foi descoberta o ano passado? impossível! o país foi assolado por quadrilheiros que roubaram o erário público nas barbas das autoridades fiscalizadoras. jardim desviava para a madeira o que podia dos dinheiros que circulavam em portugal e investia-o na região, enquanto os outros (os quadrilheiros) o colocavam nos seus bolsos. vamos ao que se passou no psd/madeira. com o aperto das finanças públicas, o governo regional fica com pouco espaço de manobra o que significa deixar de governar. por temerem perder privilégios os grandes companheiros de jardim começaram a abandonar o barco e este abandono não é mais do que deslocarem-se das posições de jardim que vai ter de pagar as ofensas feitas a portugal em nome da madeira. antes apoiavam a chantagem independentista, mas agora isso é perigoso porque a teta secou.  e vai daí saltam para uma aproximação a portugal. mas quem é que quer esta aproximação? de caras é a elite que não passam de três mil e poucos eleitores partidários. logo em seguida os comentadores falaram do fim do jardinismo. esqueceram as centenas de milhar de elitores madeirenses que ainda não estão contaminados pelo golpe de rins das elites. o eleitorado madeirenso só olha a madeira através de jardim. não sou eu que o digo, mas sim as urnas. dos oportunistas madeirenses se há-de  ouvir mais qualquer coisita. aguardemos os próximos despejos se bem não conheço o madeirense.
nota: a elite revoltosa que ainda há pouco vitoriava os gritos à ipiranguista de pedro IV do alberto-ditador (que vai a votos), neste momento, toda ela é "miguelista".
manuelmelobento

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

a igreja, o "futebol" e a trupe que se acoplou lucrativamente no estado

no portugal democrático o povo viu construir à sua volta a verdadeira (quanto possível) descentralização. não há aldeia, monte ou canada em que não se vislumbre uma ermida ou uma igreja. à volta dela pode-se encontrar um campo de futebol e logo ali ao lado uma sede de clube.  e o estado não dá sinais de si? em 38 anos, o estado para não perder "o controlo das massas" multiplicou-se como caganitas de pombas de lisboa que as autoridades e algumas boas almas estão a levar à extinção. como? criou juntas de freguesias (mais do que as havia), assembleias de freguesias, e, ah, tesoureiros de freguesia! este modelo de organizar o interior e o longínquo do país daria bons resultados não fosse o povo português de um atraso tremendo (atraso em relação à europa culta de que ilusóriamente faz parte). não estou a culpar o povo nem as "autoridades" de tal constatação. mas que é um facto o que vou dizer lá isso é. experimente retirar o pároco de uma freguesia e veja-se o movimento contestatário que nasce como as urtigas. o povo até ameaça limpar o cebo ao bispo da diocese respectiva se não lhe devolverem o seu querido cura para as acções dramáticas  do teatro dominical com sede no altares. no lúdico quando não há equipa de futebol aquele instala-se em bandas de música. brigam os músicos por clubismo. vai lá um homem explicar o porquê. quando o futebol se enraíza a briga dos músicos e associados decai de intensidade. o futebol arrebata a raiva, invejas e perturbações introspectivas. há que controlá-lo. foi fácil: os partidos políticos investiram no futebol e lá colocaram os seus agentes secretos umas vezes e de cara ao léu noutras. as juntas de freguesia também foram tomadas pelos agentes partidários, pois interesses imensos por lá transitam. o povo que é sábio para adivinhar chuva, mas que é burro quanto ao resto não petiscou nada e foi manipulado umas vezes pelos caciques outros pelos sacerdotes que lhe cuidam da alma desde que é parido até à extrema unção. as juntas de freguesia para além de disporem de dinheiros para "obras" locais acabaram por dar emprego e vencimentos a certos eleitos. entregou-se ao povo a possibilidade de ele poder reter para si a capacidade de se autogerir. como? através do voto livre. incapaz de pensar por si, logo apareceram os mentores que lhe impigiram orientações e directrizes comportamentais. estes três organismos que devian estar à sua disposição acabaram por o armadilhar e aprisioná-lo. é domesticado no racional pela igreja ou igrejas. na reacção comportamental física, o "desporto" serve-lhe de açaime. na barriga tem as migalhas que lhe são distribuídas parcimoniosamente pelos sete sábios que se instalaram na cadeira do poder. quer dizer que aquilo que o poderia tornar senhor do seu destino é afinal o garrote com que o torna numa comborça oferecida. aqueles que se dedicam ao estudo destas teias reconhecem que se torna impossível descentralizar dado que sem uma cultura cívica interiorizada o povo será sempre uma manada conduzida por cowboys ou coroneis. hoje, discute-se a revisão constitucional. como será possível discuti-las nas bases se estas são o que acabei de retratar? sejamos verdadeiros! clero, nobreza e povo nunca deixaram de existir como classes. só que hoje, se designam de modo diferente. dirão alguns que certamente estarão contra: isso é reaccionário; pois até o povo se desloca em viatura própria. pois, pois... não há pachorra para mais!
manuelmelobento