manuelmelobento@gmail.com

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

já percebemos que estamos a ser governados por lacaios de ladrões. e agora?

o esquema que foi montado pela banca e que está a ser desmascarado na comunicação social permite afirmar que estamos a ser roubados de uma maneira muito refinada. dizem-nos que a quem pedimos dinheiro e se nos empresta é a nós que o pede. como o faz? entala-nos da seguinte maneira: nós (os contribuintes portugueses e os outros parceiros europeus) descontamos para um fundo internacional. esse fundo fica à disposição desses países? sim e não. bem, a resposta parece de um tolo. e não é que é mesmo! vejamos: se o pobre portugal pedir dinheiro ao tal fundo (na minha terra diz-se fundo filho da puta) recebe uma resposta negativa. oh, que grande porra! (cuidado que esta linguagem ofende os banqueiros e a burguesia crente e educada). calma, pois se portugal pedir aos banqueiros estes dão logo uma resposta positiva. que fazem? vão ao tal fundo levantam o dinheiro que é preciso e depois "dão-nos". do fundo pagam 1% de juro. depois, quando nos emprestam carregam com mais 5 ou 6%. por exemplo, eu chego ao pé dos tolos dos portugueses e outros gregos assim e empresto-lhes 1.000.000 euros. como o faço? como "não tenho dinheiro" peço ao meu rico vizinho josé que me empreste o 1.000.000 de euros. depois com o dinheiro no bolso chego junto aos tolos e digo-lhes. hem, quem é que vos quer bem? quem é quem é? obrigado - respondem os tolos. queridos - digo eu - para o ano venho recolher o milhão de euros, mais - aqui nesta parte do discurso reforço a voz - algum juro. ora, fazendo as continhas, fica tudo em 1.070.000 euros. hem, quem é que é amigo? quem é? mas, bondoso - dizem os tolos - 70.000 euros de juro não poderemos pagar. esse juro é muito alto. podem - digo eu. como? - questionam os tolos. olhem, meus heróis, vocês não costumam limpar o cu com papel higiénico? sim bondoso - respondem os tolos. e, meus queridos, não costumam vocês tomar o pequeno-almoço, almoçar e jantar e até cear? sim, bondoso! - respondem os tolos. ora bem, daqui para a frente vão passar a limpar o cu com calhaus e terão de deixar de comer... (gritam os tolos: isso é que não!)  calma! - digo eu. vocês vão ter um almoço ajantarado que inclui a ceia. e, já agora, nada de pequenos-almoços. ah, bondoso, isso é outra coisa! suspiram os tolos. vocês vão poupar para pagar o juro e vão poder andar de cabeça levantada. obrigado  - gritam os tolos. passa um ano sobre o negócio... um dos tolos, depois de pagar o juro, volta-se para mim e diz-me: para onde vais agora? vou rezar pela vossa saúde - respondo. bondoso! gritam gemendo bem alto os tolos. quando desapareço da cena dirijo-me a casa do meu rico vizinho josé. senhor josé, aqui está o juro do dinheiro que lhe pedi emprestado o ano passado. ora, aqui estão 10.000 euros neste envelope e os meus muitos obrigados. sim senhor, o senhor é um homem muito sério. obrigado, mais uma vez senhor josé! e saio não sem antes lhe ter beijado as mãos. fazendo as contas meti ao bolso 60.000 euros. não está mal, não senhor. bem, lá vou eu: tolos da europa escura, cheguei! e os tolos unidos em uníssono: bondoso!
nota (1): tivemos oportunidade de nos tornarmos num povo cidadão e culto com tanta escola e universidade ao nosso dispor. mas qual quê! não passamos de comborças chuladas por governos que andam por essa europa a arranjar clientes.

varett

sábado, 27 de outubro de 2012

louçã quer ser presidente da república/conclusão da entrevista de varett

paulo rehouve:
para onde nos levará a gestão do psd-cds/pp?
varett:
muita gente sabe que esta política - de uma falsa social-democracia - tem com estratégia entregar à iniciativa privada a quase totalidade das tarefas que cabem ao estado português e que vem expresso na constituição (e subsequentes alterações) portuguesa. o último golpe já está em andamento, isto é, vão desmantelar as juntas de freguesia. a seguir vão atrofiar as câmaras municipais.
paulo rehouve:
as câmaras municipais, como?
varett:
as juntas de freguesia e as câmaras municipais têm sido um verdadeiro empecilho no investimento imobiliário e negócios adjacentes, daí que os poderes que detêm - mais as câmaras, evidentemente - irão passar para os ministérios. é que para se investir à tubarão é preciso correr com a média e baixa corrupção aliadas com a burocracia. mais, com a redução do número dos tribunais haverá uma só "política judicial". mais uma vez está na mira o fazer-se acelerar as disposições que vão facilitar o investimento estrangeiro. é para onde apontam estes desmancha-estados-sociais.
paulo rehouve:
e não acha que o investimento externo é fundamental para o desenvolvimento do país?
varett:
esta questão não se coloca desta maneira pois estávamos a falar na destruição do estado português pela acção mais detestável do capitalismo selvagem que tem como agentes infiltrados os actuais social-democratas. o investimento externo é necessártio, sim senhor, mas tem regras. e não tem sido por causa dele que os povos se desgraçam. quem tem impedido a regular cadência do investimento externo são os "empresários estatais" e os seus lacaios-deputados-secretários-de-estado-ministros que não estão interessados em permitir que venham estranhos coartar-lhes os lucros. o estado português recebe investimento dele próprio...
paulo rehouve:
é melhor explicar...
varett.
repare-se no investimento das grandes empresas que dominam o mercado nacional. estas mantêm-se indo financiar-se no estado (que faz de banca) que por sua vez intermedeia  e avalisa-as numa tal banca "associada". e fazem-no através de golpes inteligentes. veja-se, por exemplo, os grandes fornecedores permanentes das grandes obras estatais que parecem ter contratos para toda a vida. estes grandes empresários nunca declaram falência, pois eles são parte do estado e como este vive de impostos, aqueles também o fazem mas indirectamente. aliás esses "empresários-estatais" apresentam uma caracterítica estrutural montada no  alto funcionalismo estatal que  os servem. parte desse funcionalismo são ministros-ex-ministros, secretários de estado-ex-secretários de estado, deputados no activo. mais, alguns altos  funcionários bancários participaram em governos e neste esquema. não é de espantar que os outros empresários entrem num processo de falência pois não pertecem a este grupo de privilegiados estatais e não têm onde procurar financiamento. todos aqueles que entraram no esquema vendendo a alma ao diabo encheram os bolsos com muito dinheiro e alcandoraram-se em tachos bastante fumegantes.
paulo rehouve:
acusou há pouco apenas os social-democratas. e o cds?
varett:
em abono da verdade, os democratas-cristãos foram apanhados numa armadilha para a qual não estavam preparados. a sede de ser poder toldou-lhes o raciocínio e não sonhavam sequer que o novo grupo de social-democratas preparava o fim apressado do portugal pós 25 de abril. o antigo cds votou contra a constituição de 76 por que entenderam os seus líderes da altura que aquela iria destruir o portugal histórico. hoje, tudo leva a crer que mais cedo possível desfaça a coligação por motivos parecidos. o cds-pp espera pela primeira porta aberta por onde possa escapar ao que aí vem e que sem querer se tornou cúmplice. neste momento há a realçar o trabalho de mota soares, pois este ministro "cristão" deu o salto para a bancada da social-democracia, e isto porque está a actuar contra as linhas impingidas por portas quando - qual frade franciscano - ia de feira em feira abençoar os pobres com promessas celestiais.
paulo rehouve:
o ps fica livre de tantas acusações?
varett:
os socialistas parecem presidiários quando se apanham em saídas precárias e depois de se terem sujeitado a lavagens cerebrais. tanto o ps quanto o psd transformaram-se em duas grandes multinacionais que competem no mercado português. sempre que uma destas companhias se encontra em expansão a outra tende a dar cabo dela. vem de longe (anos 70) as falcatruas que tanto ps quanto psd se viram envolvidos. estou a lembrar-me de um governante socialista do tempo de mário soares que foi acusado de ter metido ao bolso milhões, de ter sido levado a tribunal... um secretário de estado de cavaco silva foi condenado a prisão: 4 anos. só lá esteve um mês. daí para cá. bem, peça informações à pj para ser melhor informado.
paulo rehouve:
acha bem que os campos de futebol e as propriedades da igreja cristã apostólica romana não estejam sujeitas ao imi?
varett:
o que eu acho não interessa nada. mas se me perguntar por que razão aquelas instituições para além de não entrarem com nenhum para as finanças ainda sacam do estado português milhões, dir-lhe-ia o seguinte: vamos supor que o estado, a igreja e o futebol são uma laranja. a casca representa o estado, o sumo a igreja e as fibras representam o futebol. era o fim do rectângulo pensar desmembrá-las... não se esqueça que portugal é portugal porque roma assim o determinou. hoje, é um tudo nada diferente mas mantém-se a hegemonia religiosa do credo cristão no estado. eh pá, prefiro o cristianismo a outro ismo que me corte o pescoço por não respeitar um verso ou uma quadra. o futebol  faz parte do lúdico que leva ao fanatismo. temos todos um pouco lúdico e de pagão. de pagão se espera tudo e do lúdico o fanatismo. a história fala dos que retalhavam os corpos de belas jovens para oferecer os seus corações aos deuses. haverá algum político com coragem para mexer na laranja?
paulo rehouve:
como entende a remodulação ministerial?
varett:
para já, não houve remodulação ministerial mas sim secretarial. passos coelho governa à velhaco. ele sabe que o seu governo perdeu a componente afectiva que é do agrado dos portugueses e remeteu-se ao cumprimento de um programa económico do tipo americano que não tem entre nós cabimento. remodelar o governo implicava substituir vitor gaspar, álvaro pereira, ministra teixeira da justiça, o ministro mota e o caluniado relvas. ao contrário de josé sócrates que dava muita importância às más línguas (foi assim que ele correu com o cientista da economia, com o ministro da saúde por causa de certas medidas que afectaram os médicos e outros que já não recordo. sócrates tinha sensibilidade para a acção política o que fazia com que atrasasse o projecto socialista - se é que havia...) passos - que já tinha mandado as eleições ao lixanço - tem um objectivo do qual não recua a não ser que lhe empurrem da varanda de pilatos e que fique de tal maneira inoperante que não possa nunca mais sentar-se no cadeirão de pombal.
paulo rehouve:
qual o papel de cavaco silva neste destruir do estado social?
varett:
o professor cavaco silva nunca se identificou com o estado social. neste momento, o seu silêncio torna-o cúmplice do que irá acontecer ao país. cavaco é o homem da economia de mercado, e nesta não há aquela sensibilidade para os que menos têm. só um homem despido da interioridade do humanismo cristão com que falsamente se retrata  diria a um povo à beira da pobreza que os seus 10.000 euros mensais não lhe chegavam para as despesas.
paulo rehouve:
como interpreta a saída de louçã da assembleia da república?
varett:
se está na mira de francisco louçã vir a candidatar-se à presidência da república, penso ter sido cedo de mais. devia ter aproveitado para melhorar ainda mais a imagem neutral  que quis imprimir ao longo da última estadia em são bento. as grandes "vitórias" que ajudou a construir mais não foram do que uma espécie de cristianismo politizado de marxismo. é - talvez - o único homem de esquerda/esquerda a quem o povo eleitor não teria receio de colocar em belém, tal foi o modelo de salão que cultivou que até gente da sociedade o acha "simpático".
 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

varett, artista político em entrevista ao pressportugal



texto de paulo rehouve
foto de int/picasa
 
paulo rehouve:
como caracteriza portugal nos dias de hoje?
varett:
portugal é hoje um palco de luta entre uma burguesia que surgiu  cooptada com os dinheiros de um estado construído sobre os escombros da ditadura salazarista e o grosso da população a quem lhe foi permitido maior poder de compra e certas regalias. estas foram-lhe concedidas como meio de a calar enquanto a moderna corja se estruturava por dentro de partidos políticos.
paulo rehouve:
hoje vive-se numa democarcia ao contrá...
(varett interrompe com tosse e risos)
varett:
numa democracia o povo é representado pelos seus eleitos. nós por cá elegemos fantasmas. estes depois é que dão origem à formação de executivos.
paulo rehouve:
faz parte do regime democrático. em alternativa teríamos uma ditadura militar ou civil apoiada musculadamente por forças de repressão. acha que pode apresentar alternativa?
varett:
num regime democrático e ético o povo conhece directamente os seus representantes e estes defendem os seus legítimos interesses. o que nós temos é uma democracia que apenas defende os interesses da nova classe burguesa. é ver-se o que tem acontecido entre nós. toda a legislação tributária recai sobre uma classe média depauperada e sobre uma população empobrecida. em contrapartida os privilegiados desta democracia auferem sempre mais mordomias e regalias. repare-se na linguagem de quem recebe altos benefícios retirados dos bolsos dos portugueses que trabalham: um partido dito de esquerda (ps) afirmou através de um dos seus dirigentes que substituíra  4 viaturas de 60.000 euros por outras de 52.000 fazendo com que o estado ganhasse 8.000. estas viaturas ficavam ao serviço - imagine-se - de passeios oficiais de simples deputados, atrás referidos por fantasmas-deputados. não iriam os deputados de esquerda andar nos carrinhos utilitários. não podia ser. era vergonhoso (digo eu). este pequeno exemplo retirado da nossa loucura democrática ilustra o pensamento que está imbuído naqueles que se acham com direitos usufrutuários de bens púnlicos. ainda dizem que os morgadios acabaram...
paulo rehouve:
como queria que se deslocassem os representantes dos órgãos de soberania? nos transportes públicos?
varett:
vou explicar melhor porque você não sabe fazer perguntas. eu queria que eles se deslocassem nas suas próprias viaturas se as possuíssem, caso contrário  utilizassem os serviços públicos. não existe numa democracia pessoas de classes superiores e outras de classes inferiores. a lei recomenda-o. somos todos iguais perante a lei. sempre que vejo carros oficiais penso de imediato para que servem os impostos a que sou sujeito?
paulo rehouve:
seria bonito ver-se as autoridades sairem dos seus carros  conduzidos pelas mulheres ou familiares e dirigirem-se para o palanque das autoridades nas comemorações do dia 10 de junho. não acha que a honorabilidade das figuras do estado seriam desrespeitadas?
varett:
este raciocínio representa toda a  trampa que o português imbecil tem na cabeça. é muito difícil dar a volta a esse tipo de preconceito como é impossível acabar com as crendices que algumas "autoridades religiosas" impingiram ao povo. que mal tinha se  o senhor professor cavaco, o dr passos, a dona conceição da assembleia, os senhores juízes  presidentes de vários tribunais conduzissem eles mesmos os seus carros? você nunca viu um monarca do norte da europa a deslocar-se sentado numa bicicleta? acha que ele perde alguma coisa?  você e outros que assim pensam são os que ainda não se libertaram de todo o tipo de esclavagismo conceptual. temos muito que percorrer para nos libertarmos de tanto nojo mental. nem mesmo com tanta universidade a cada esquina esta gente muda de neurónios...
paulo rehouve:
acha que com todas estas restrições que sairíamos da crise.?
varett:
o que nos interessa é diminuir os males de que enformamos. ou o fazemos a bem ou a mal senão perdemos o que resta da nossa independência.
paulo rehouve:
a bem, será possível?
varett:
a bem não vamos lá. já experimentou tirar um osso a um cão quando ele está a roê-lo?
paulo rehouve:
então...
varett:
temos de actuar à força antes que fiquemos perante um cenário de guerra civil.
paulo rehouve:
e como acha que isso deve acontecer?
varett:
para não chegarmos a vias de facto e derramamento de sangue, terão de ser os militares quem deve actuar no sentido de retirar de todos os cargos de soberania os que fizeram perigar a segurança do estado. tanto a assembleia da república, governo e tribunal (político) constitucional devem ser dissolvidas por cavaco silva que logo após pediria a demissão sendo de imediato substituído por um juiz do supremo tribunal de justiça indicado por este órgão. este presidente substituto convocaria de imediato eleições para uma assembleia constituinte. daqui saíria um regime de característica presidencialista para responsabilizar todos os actores políticos identificando-os com os seus actos.
paulo rehouve:
e quanto aos partidos?
varett:
os actuais seriam julgados de imediato nas pessoas que os orientaram criminalmente e acabar-se-ia de uma vez para sempre com os partidos fantasmas. os circulos eleitorais passariam obrigatoriamente a apresentar os seus deputados e a responsabilizá-los pelas suas actuações. os chefes dos partidos não poderiam interferir nas campanhas eleitorais a não ser na  circunscrição a que concorreriam. a lei era para ser cumprida sob pena de acusação imediata e procedimento judicial. legislar  contra os interesses povo daria lugar a suspensão imediata de funções. as regiões insulares seriam contempladas com partidos regionais com as mesmas características das do portugal do continente europeu. isto se as suas populações assim o desejassem.
paulo rehouve:
estará na sua mente a independência das ilhas?
varett:
a independência das ilhas é uma questão económica. quem assim não pensar é porque não estudou a história de portugal. como sabe, as condições que a burguesia nacional armadilhou o país permitiram transformar um portugal independente (o quanto possível) numa região autónoma da europa que se gere pelo sistema monetário europeu (do qual a grã-bretanha não faz parte...). neste momento é quase anedótico pensar-se  os açores, por exemplo,  independentes sem antes preencher certos requisitos. primeiro era preciso saber-se se essa independência seria do portugal pouco independente, se da europa do euro ou se da américa que é quem regula e manda naquela zona. mais, os americanos nunca estaríam disponíveis a que uma região - como os açores - fosse palco de perturbações político-sociais, o que na sua "leitura de paz" poderia fomentar comunismos e credos aparentados.
paulo rehouve:
voltemos ao país. como sair dos tratados internacionais das parcerias público privadas e outras jogadas oficialmente  mafiosas  que foram organizadas para sacar directamente dinheiro ao erário público e indirectamente ao povo?
varett:
no tempo do general de gaulle quem investisse na frança não podia fazer retirar os lucros para fora dela. teríamos de actuar da mesma forma. isto é, enquanto as nossas finanças não forem equilibradas o dinheiro teria de ser reinvestido em portugal. e só depois das nossas contas regularizadas é que   seriam autorizadas as transferências. uma coisa teria de ser implementada: no que diz respeito ao prourador geral da república, este teria de ser indicado pelo órgão de soberania que dá pelo nome de tribunais. neste órgão seriam admitidos os advogados e funcionários judiciais nas proporções devidas. isto é, o pgr teria de ser sujeito a um escrutínio dos grupos que o enformam.
(continua)
 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

onde pára a jornalista judite de sousa?


texto: varett
foto: net
a malta cá de casa ficou de cara à banda. no domingo, o professor marcelo deixou de brilhar. hoje, o professor medina carreira esfumou-se. a tvi entra dentro de nossas casas, faz-nos a cabeça com tudo o que julga servir a causa pública e entretenimento, pede-nos dinheiro, isto é, motiva-nos a "discar" certos números para termos sorte nos prémios...; é o  manuel goucha e a cristina (boa e alegre rapariga) a criarem laços de amizade com quem os deixa entrar em casa  de manhã até às 13 horas, enfim, as figuras que nos dão prazer lúdico ou intelectual acabam por, na maioria dos casos, serem muito queridas e/ou bem aceites pelo trabalho que realizam. habituámo-nos a estar atentos a judite de sousa e ao modo como trabalha a informação. eh pá, se há alguma princesa no reino das televisões, justo é apontá-la como a principal. delicadeza e charme são o seu apanágio no tratamento de temas que na maioria das vezes são pouco recomendáveis. labregos são transfornados em gentlemen na sua presença... a sua ausênia da pantalha sem qualquer explicação é um acto indelicado. os mídia são os que informam e difundem ideias e os que sentados, deitados ou em pé os vêem e/ou ouvem. uma justificação era o mínimo que esperávamos. com a saída (?) de judite de sousa  lá voltamos aos agrestes (alguns razam tangencialmente a bestidade) entrevistadores. eh pá, tragam de volta a classe!
 nota: acabado de publicar este texto, saiu da boca do jornalista josé alberto carvalho a informação a justificar a ausência de judite de sousa. veio tarde e só depois de alguns telefonemas terem sido feitos no sentido de se saber das razões... ninguém estava disponível para esclarecimentos. desde o sistema geral até às relações públicas: nada para ninguém. desculpámos os lapsos desta vez. os lapsos da tvi, note-se.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

enfraquecer o estado pode ser fatal

reduzir o estado português  a uma multinacional  (como o governo passos pretende) poderá criar um clima de insegurança generalizado. a ainda diferença entre a ideia de estado português  e uma multinacional é simples de explicar. uma multinacional é algo que não tem pátria. é como uma tribo que se move apenas para beneficiar do máximo lucro das suas actividades. uma multinacional assenta arraiais aqui, hoje, para amanhã voar para a ásia (por exemplo) onde o trabalhador-escravo permite maior rendibilidade aos seus accionistas. o estado tem território (salvo algumas civilizações nómadas organizadas teocraticamente na base de textos sagrados), tem unidade linguística ou uma língua oficial, a nação composta de gentes encontra-se politicamente organizada (politicamente organizada significa que tem por finalidade permitir a todos a felicidade na base de leis. as multinacionais também utilizam as leis, mas estas são as leis do mercado que empobrecem e por vezes escravizam os que produzem riqueza). a religião também é motivo de união assim como os jogos e festas tradicionais. o que une a "nação" das multinacionais é o dinheiro. e só este conta. é por isso que de um momento para o outro e perante fracassos económicos os "nacionais das multinacionais" ficam a chuchar nos dedos porque feitos pobres e apelintrados ninguém quer saber das suas desgraças. a lei que as rege de humano nem pêlos possui. a multinacional utiliza uma palavra-chave que é comum a todas elas: desumanidade. ora o projecto que cabe ao estado está longe deste tipo de comportamento. por isso alguns poderosos meios de produção são sua pertença. é que determinada riqueza a ser criada pressupõe a divisão pelo maior número de cidadãos, mesmo que alguns tenham idade avançada, doença permanente, falta de meios de subsistência, falta de habitação, etc. também cabe ao estado prover educação e cultura. as multinacionais, pelo contrário só pensam no bem estar dos seus associados: uma "população" diminuta e elitista. bem, abreviando, quando o estado for transformado numa multinacional a segurança das pessoas entra em parafuso. ficaremos impedidos de recorrer a uma justiça colectiva para em alternativa sermos conduzidos por delegados de publicidade. este descalabro é acompanhado por "altas" individualidades que vivem que nem nababos e estão-se nas tintas para o que vier a acontecer. ah, mas lá de vez em quando botam palavras "sábias e ferrugentas" pelas quais recebem chorudas maquias.  finalizando, talvez um dia deixem de o fazer cá dentro... por inutilidade, está claro!
manuelmelobento

terça-feira, 16 de outubro de 2012

portas refém de passos e relvas; álvaro pereira uma vítima escolhida a dedo para dar um ar de seriedade ao programa empresarial do psd

quando a drª manuela ferreira leite ganhou as eleições no interior do psd destronando santana lopes e batendo pedro passos coelho, a social-democracia indígena sonhou  ter encontrado o líder que aguardava desde que cavaco silva fugira ao combate político directo. manuela ferreira leite até conseguiu apoios internos, preciosos e inesperados. um deles foi o do nacional-mentor dr josé pacheco pereira. mas, coitada, não se aguentou com o baile socrático e saiu do embate bastante chamuscada. já antes de se apresentar a líder do psd, passos e relvas se propuseram organizar o ataque ao poder através de uma rede de companheiros nascidos nos berços partidários e criados à volta das migalhas graúdas dos ministérios. esta tribo que muito cedo (ainda imberbe) começou a lidar com muito dinheiro e facilidades habituou-se a pensar e a sonhar comer muito alto. e logo deu nas vistas a um certo tipo de capital que espreitava para dentro de portugal. juntaram-se os dois agora feitos sócios e prepararam o assalto ao poder. criaram ambos (o capital selvagem tipo americano e a sede de se fazerem à sua custa) um projecto. é quando relvas que estava infiltrado em tudo que era negócio com o estado à ilharga e fora dele se predispõe em nome dos tais donos dos dinheiros (a quem serve em todo o tipo de empresa) a lançar passos coelho. este bate marques guedes que cheirava ainda a cavaco e lança-se deliberadamente à caça do poder. voltemos atrás para esclarecer o que representam os grupos de ferreira leite e santana lopes. estes são, de facto, social-democratas. lembram-se de quando o lacaio durão difundiu a ideia de portugal de tanga? quando ele tomou o poder apercebeu-se do que aí vinha e tão depressa pôde abandonou o barco. como é que ele aparece candidato à presidência da comissão europeia?  o aznar (espanhol),  blair e bush foram servidos pelo criado europeu que por acaso era primeiro-ministro de portugal. na base americana dos açores, estes 4 gabirus congeminaram destruir o iraque devido à sua riqueza petrolífera. o criminoso blair conluiado com bush mentiu acerca das putativas armas químicas que o regime de saddam possuía. foi derivado a este compadrio que ele (durão) é proposto para a comissão. foi o pagamento que lhe deram por ter apoiado e acoitado os mais modernos assassínos ocidentais. santana substitui durão sem ir a eleições. durão sabia que santana por vaidade em ser primeiro-ministro não colocava a opção eleições. e assim ficava arrumada a questão da falência de portugal longe dele. o déficit já estava alto (5.4? se não estou em erro) e certos senhores começaram a organizar a morte de santana. muito antes dos capitalistas selvagens empurrarem santana porta fora, o irmão do prof. daniel sampaio que tinha sido eleito presidente da república dissolveu a maioria parlamentar chefiada por santana. novas eleições - que "por sinal" deram vitória ao outro lado do rotativismo - pariram um tal de sócrates (talvez o mais competente primeiro-ministro após o 25 de abril). com uma visão megalómena para o país, sócrates empurrou-nos para um combate para o qual o país ainda rural de mentalidade não se predisponha a enfrentar. sócrates percebeu a desgraça em que estávamos metidos e vai daí toca a empurrar-nos para o maior desafio económico alguma vez por nós enfrentado. ele era um novo e grande central aeroporto no centro, um combóio de alta velocidade que em minutos nos colocaria no centro da europa. de repente, éramos espanha e frança e alemanha. sócrates arranjara os apoios necessários para tal. porém, as outras clientelas (facções partidárias) do estado que se encontravam distantes do circuito dos dinheiros públicos começaram a prever a sua desgraça e toca a boicotar. bem, para esta gente, o país está em segundo plano. primeiro o partido e depois logo se vê. repare-se que desaparecidos os verdadeiros social-democratas e os socialistas surgiram relvas,passos e o capital estranhíssimo que os apoiou. este capital já se fez sentir obrigando o actual governo a assaltar as propriedades dos portugueses levando-os a pagar imensos impostos o que faria com que a propriedade mudasse de mãos. para que mãos? para os que estão por detrás do grupo de relvas, passos e cª. é o sistema tipicamente americano. estejamos atentos ao que eles estão a preparar para a tap e vão ver quem serão os próximos donos... já houve sérios avisos à política do sr. passos. um deles foi feito pela social-democrata manuela ferreira leite. a senhora chamou a atenção mas ninguém a ouviu. todos olharam para o lado. e porquê' são milhares de abutres portugueses que se escancharam nesses negócios e não lhes convém fazer barulho para não perder a grande teta. os americanos fecham fábricas, levam milhares de pessoas para o desemprego só por causa da miragem do lucro. só que com uma diferença é que ao fecharem aqui as fábricas abrem outras mais longe e a malta que quer trabalhar tem mesmo de se deslocar. outra mentalidade! uma coisa o português já se apercebeu: este governo não tem em conta o seu bem estar, mas sim o fazer com que o grande capital não perca investimentos nem lucros. despistei-me (como de costume). ora a minha ideia era fazer com que ficasse esclarecido uma questão: portas ao assunir a coligação esqueceu o mais importante que era saber de onde provinha o poder de passos. depois, havia que passar a escrito os comportamentos e compromissos futuros por causa das surpresas. nem uma coisa nem outra. com gangsteres é assim, santa ingenuidade. os gangsteres prometem o céu para depois meter a malta no inferno. quando portas percebeu isso, estava prisioneiro de uma política que era contrária ao que prometera ao "seu" ex-eleitorado. quando passos dissera que se lixem as eleições estava a ser claro. o que interessa é preparar o país para o lucro sacrificando os que menos têm. ele nunca esteve na arena política exceptuando o tempo da juventude. depois, quando avança para chefiar o psd, fá-lo como empresário. é preciso esclarecer? ora, amigos amigos, negócios à parte. caíu na esparrela portas que se desfizer a coligação vai ficar de calças na mão. o eleitorado já percebeu que portas está aqui está a ser chamado de intrujão (ladrão é para passos). o eleitorado açoriano - uma espécie de eleitor liofilizado - já disse da sua justiça: roubou-lhe dois deputados! e o eleitorado continental, o que lhe fará nas autárquicas? portas/cds está à beira da extinção, a não ser que aconteça um milagre. portas sabe há muito tempo que é gozado pelos do psd (já vem do tempo de cavaco/pm e do independente - estão lembrados?). lembram-se de quando ele tinha indicado teresa caeiro para a pasta da segurança social e no dia da tomada de posse de santana, a doutora viu-se secretária de estado do mar e peixes. até portas - na ocasião - fez uma careta de estado ou estadão de admiração! agora, relvas e o  empresário encurralaram-no e mais riem-se dele em público (parece ou é engano meu). ao riso dos companheiros descarados em plena assembleia, portas enrudece o facies para ao menos não cair no ridículo e nas más línguas. portas foi vítima de uma infantilidade a todo o vapor. um dia afasta-se das medidas que têm colocado o povo contra o governo, para no outro dia dizer que portugal está acima dos interesses partidários. e, de imediato, cola-se ao portugal que está feito com os interesses partidários. que campanha poderá portas realizar se não desfizer desde já a coligação que o vai tornar no cúmplice activo da política dos patrões que têm passos como procurador? bem, vamos ao ministro álvaro. este é convidado por passos mas foi "aconselhado" pelos sócios americanos, por duas razões: é defensor do liberalismo económico americano o que serve de garantia para descansar os investidores quanto à orientação governativa e por ser um óptimo bode expiatório a enxotar quando isso for politicamente necessário. disse ele que com a actual lei dos despedimentos e indemnizações não há economia que resista. ah, americano! a próxima alteração da constituição está na mira do grupo de passos. o próprio partido socialista vai ter que aceitar o jogo de mudança da lei fundamental sob pena de se assumir inimigo do portugal moderno. troika e fmi vão forçar os socialistas a assumirem de vez o que são. e podem? claro, então não se vê seguro a tremer de medo se não houver dinheiro emprestado para manter este estado acorrentado pelas hipotecas dos rotativistas? e não é o ps também um dos beneficiários dos empréstimos?
manuelmelobento