sábado, 6 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
ainda bem que o charlot não estava no 5 de outubro
há muitos anos (60+/-) o meu tio eduardo levou para nossa casa uma máquina de projectar filmes. ainda me lembro de um que nos fez rir até às lágrimas. charlot brigava com um gigante e fazia dele uma figura caricata. às tantas, o cómico inglês dava um pontapé no grande rabo do malvado pondo-se a correr de imediato com as pernas cambadas e com o pingalim que sempre o acompanhava. eh pá, que alarido fazíamos quando o charlot se ponha a salvo da maldade dos horríveis criminosos! aos poucos, com o crescer, comecei a ver um outro charlot. imitava o ditador hitler ridicularizando-o, defendia os desgraçados e os descamisados com um humor anacrónico. numa das cenas vimo-lo a comer uma sola de sapato e a dividi-la com um pobrezinho. acho que foi até proibido de entrar na américa pelas suas ideias. eh pá, aquilo é que era rir! hoje, ainda não consigo parar de rir quando vejo imitações de ditadores a serem ridicularizados em determinadas situações. esta semana foi pródiga em charlotices. comecemos pela últimas difundidas pelas estações de televisão. mal acabaram as comemorações à charlot do 5 de outubro, os ministros do ainda governo misto que nos parasita, saíram a correr para os nossos carros (topo de gama que eles utilizam descaradamente) com medo do poveco que quando os vê na rua lhes quer comer o fígado. já há gente a passar fome... olha, pareciam uns charlotes a fugir. ah, não tinham era bengalim, mas não faltavam os guarda-costas. as comemorações foram fechadas à cambada das manifestações. o poder está atento! não fosse surgir uma manifestação espontânea e era um caos barulhento e medonho. o presidente a discursar e ninguém a ouvi-lo devido às frases gritantes da ordem que eu me escuso de repeti-las para não ficar com as bochechas a arder de tão ordinárias que costumam ser. nisto, uma charlotita cantava uma ária de um compositor nacional de "esquerda" tendo como assistentes todas as estações de televisão. ao mesmo tempo uma senhora tenta furar - sem o conseguir - o cordão policial da festa privada dos republicanos. quando foi travada deu em gritar a sua miséria de vida. que faria o verdadeiro charlot perante tão degradante viver dos portugueses? penso (porque é, não posso?) que ele arranjaria maneira de roubar os sapatos da mulher do presidente e com eles faria uma lauta refeição com a recalcitrante senhora, pois o couro que se ajusta aos pés da residente de belém deve ser macio e bom de comer. espera! espera! está a dar na televisão do estado (fossa rtp) o astear da bandeira. olha! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! já não me ria tanto desde as conversas em família do prof. marcelo caetano requisitadas pelo almirante américo thomaz numa aflição intestinal e reproduzidas na revista do pintor josé vilhena.
mmelobento
4 de outubro de 1910
hoje, parece-me, que se esquece que portugal não só são 102 anos de balbúrdia e de... acabe o resto da frase se puder. obrigado!
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
de clara ferreira alves ao tamanho do pensamento de ângelo correia e mais o resto da crónica acabada de sair
esta figura do regime tem um currículo de meter respeito e medo. a moça do eixo do mal das meias-noites dos sábados da sic/n extorquiu-lhe uma entrevista de leitor ficar de papo cheio. clara ferreira alves é de quem se trata. às vezes aparece loura cá em casa mas logo a seguir fica preto-viúva. tem miolos! nada a contestar, embora irrite com o seu ar presunçoso. é uma mulher que tem os tomates no sítio. ficava-me mal dizer mamas. no eixo é ela a única que se pode ouvir. a moça (ou velha?) tem cultura universal e apresenta ser um espírito tolerante. digamos que ela ocupa o lugar que natália correia deixou vago, mas para melhor. pergunta ela a ângelo correia (antigo patrão e mentor de passos coelho) dizem que o senhor é bandido. eh pá, isso diz-se? bom, tirando esta facada no facies de correia o resto serve para aprendermos como é que um político de fora do poder mas muito dedicado e amigo do chefe do executivo se comporta. ângelo correia - a meu ver - teve nota positiva. ângelo que até foi ministro das polícias tem conhecimento de muita coisa de dentro do país como de fora. domina o que se passa no mundo. presentemente é um inimigo da união europeia. neste sentido escreveu num matutino lisboeta (correio da manhã) uma crónica sobre o falecimento da ilharga da união europeia. ilharga esta que dá pelo nome de união política. "a união europeia não passa de uma ficção." quando foi ministro de cavaco (o receptor dos milhões da união europeia) julgo que nunca se pronunciou contra tal mama. também não lhe ficava bem acusar aquele golpe que fez com que tivéssemos estradas desde a fossa ao bidé. entre estes dois componentes dos lavabos muito dinheiro foi desviado e nunca encontrado. basta verificar os resultados que a pj difunde. foi tudo pela estrada dentro. sirvo-me do que disse ângelo correia em 2010 na referida entrevista para dar um salto na história das grandes trafulhices da classe que chupa o sangue ao povo. a falsa independência de portugal em 1385 não fez mais do que consolidar o poder de certa burguesia aliada dos ingleses. as vitórias militares tal como atoleiros, albujarrota e outras boas peças só aconteceram porque dom joão mestre de avis não passava de um comprometido com comerciantes ingleses e nacionais. os ingleses só o apoiaram militarmente para manter portugal como uma terreola onde pudessem expandir-se. a aliança natural com espanha tirava-lhes o focinho da pia. o mestre de avis traíu a rainha legítima que tinha casado com o rei espanhol. casamentos destes não passavam de comportamentos usuais das casas reais. entre castela e o nosso reino estes factos aconteciam desde o começo da primeira dinastia (dom sancho I casou com a princesa de barcelona) . os comerciantes e dom joão seu representante transformaram os seus negócios sujos com inglaterra numa luta pela pátria. não contente com a traição ao portugal hispânico, joão primeiro - que não passava de um acaso sexual fora do casamento de dom pedro o justiceiro e que não tinha direito ao trono como mandavam as regras da altura - arregimentou para o seu lado nuno álvares pereira, filho ilegítimo de um abade abominável (era um cobridor de mulheres mais eficaz do que o boi da junta da agropecuária) mas que representava o imenso e influente baixo clero. o alto clero fugira para espanha como a velha nobreza por causa da força bélica inglesa. o reino transformou-se num pasto de ingleses e de negociantes que lhe obedeciam. o nuno álvares remeteu-se ao convento com a satizfação de ver a sua filha casada com outro bastardo real: o futuro duque de bragança. esta dinastia de avis acabou na miséria depois de ter vivido a riqueza que a expansão nos trouxe. era só gastar, enviar o ouro e os lucros das especiarias (enquanto não foram desviados para os holandeses, por exemplo) para pagar gastos de ostentação com importações. resumindo, deram cabo das riquezas imensas. surgiu no fim dos de avis um tal dom sebastião a quem puseram na cabeça voltar a roubar as cidades islamitas, tal como o fizeram (em 1415) os filhos ingleses de dom joão I (ingleses porque casou com uma). o reino estava falido (tal qual como hoje) e com a morte do rei (que muitos sabiam ir acontecer em álcacer quibir) e a derrota dos responsáveis pela caçada falhada ao tesouro havia que arranjar uma maneira de sair da fossa. qual? dar o dito pelo não dito. isto é, voltarem-se para espanha pois esta potência mundial oferecia grandes oportunidades em negócios nas terras que possuia pelo mundo descoberto. em 195 anos os comerciantes sempre na busca de lucro tornaram a vender a pátria. apoiaram - como reles que são - o monarca espanhol em detrimento de um bastardo neto de joão III, de nome antónio (conhecido por prior do crato) para rei de portugal. quer dizer que bastardo serve e não serve os interesses da classe burguesa, a tal que vende a pátria quando convém. em dois séculos voltaram o sentido de pátria de pernas para o ar (como hoje a escória democrática tenta fazer, ou já fez). a burguesia mais tarde (60 anos depois) alcandorada para os títulos nobliárquicos apercebeu-se que a mama acabara e que os monarcas de espanha estavam dispostos a lançar impostos e a pedir homens para alimentar as guerras que mantinham contra ingleses e outros. assim, toca outra vez a serem nacionalistas e defensores da pátria ditosa e amada. que fazer? revolta à vista. os comerciantes sempre prontos a fazer contas com as despesas da guerra inventaram uma verdadeira para uma restauração mais barata que uma bica na brasileira. quem eram os inimigos? não podia ser senão o "actual" rei de espanha (filipe IV) e rei de portugal neto do aceite filipe II em tomar em 1581 nas cortes onde o clero, a nobreza e o povo aclamaram sua alteza " e cuspiram em dom antónio I aclamado rei de portugal em santarém por verdadeiros nacionalistas em 1580". só que filipe IV estava longe com as suas tropas a levar no nariz e noutras cavidades e não podia regressar a lisboa para debelar os actos dos revoltosos de chinelo de seda. que tropas deixara filipe IV em portugal para manter o respeito dos portugueses à monarquia espanhola? um só homem e a sua espada, um tal miguel de vasconcelos, a quem chamaram de traidor. quer dizer os que respeitavam e prestavam vassalagem ao rei espanhol não foram traidores. só o miguel. tal tá a porra! os comerciantes e seus representantes defenestraram o desgraçado e ele foi parar ao chão duro do terreiro do paço. como o voo era bom para moscas mas alto de mais para homens, o desgraçado morreu todo quebrado. guerra mais barata nem a do solnado. arranjaram um tal chefe da casa (bragança) descendente do filho ilegítimo do ilegítimo dom joão I que casou com a filha do ilegítimo nuno álvares pereira (beato quase santificado pelo actual sumo pontífice romano bento XVI) para reinar. e a casa de bragança durou imenso (268 anos) até 1908, data que mantaram dom carlos I por causa de uma outra crise económica em que o país se encontrava. em 5 de outubro de 1910 foi instaurada a república que teve como característica o parlamentarismo endiabrado e à portuguesa. para além de fazer aumentar a dívida pública - com pedidos de fundos a londres - apropriou-se dos bens da igreja. "expulsar as ordens religiosas, cujos bens naturalmente confiscou." prof. pulido valente em ensaios, alêtheia 2009, ao relembrar o espadachim/prp afonso costa. bem, não tenho tempo para ir estudar para completar esta merda de vómito. no entanto, lembro-me de ter lido as tropelias de afonso costa e corja aderente. depois de roubarem os bens da igreja, o estado republicano e os republicanos venderam a si próprio os bens roubados (um bpn à democracia lusitana). palácios e terras passaram para as mãos dos verdadeiros patriotas que à boa maneira do passado se accoplaram das riquezas e negócios. onde fica o povo nisto? na merda como de costume. é o que acontece hoje em dia. depois de as quadrilhas comeram os dinheiros do erário público e de os terem posto a recato no estrangeiro, a miséria voltou em grande. como? os grandes patriotas obrigam o povo a pagar os seus roubos. (ah, e o poveco contente elege-os sempre quando se brinca aos votos). o 25 de abril trouxe a felicidade de nos voltarmos para a europa. daí, tal como os de avis no princípio e no fim da dinastia, os democartas actuais também venderam parte da pátria para embolsar milhões. quando acaba o saque a ceuta, perdão à europa volta-se a ouvir bocas nacionalistas e pedidos de condenação aos que venderam a pátria sagrada. é um ciclo que não acaba nunca. sempre que as falcatruas montam a cifras astronómicas é ao povo que os sacristas "apelam" para os grandes sacrifícios a fim de se pagar os desmandos. tenho os ouvidos a chiar de ouvir um tal prof. oliveira marques dizer às câmaras da bosta rtp o seguinte: os nacionalismos já eram, a união política é a nossa futura pátria (não sic). isto como a querer dizer que defender a nação portuguesa era criminoso. e não é que alguns "filhos e pais" desta democracia alinharam por este diapasão. e porquê? porque enchem o bucho. nasceram a invejar e a odiar os filhos família e as suas riquezas para depois fazerem o mesmo à custa do sangue do povo de quem se dizem defensores. é um chega para lá para eu também comer. comer é roubar!
eh pá, isto está tão comprido! até parece uma parceria público privada. fiquemos por aqui e aguardemos com muita calma a próxima demonstração de amor à pátria dos que a vendem sempre que necessário...
mmelobento
eh pá, isto está tão comprido! até parece uma parceria público privada. fiquemos por aqui e aguardemos com muita calma a próxima demonstração de amor à pátria dos que a vendem sempre que necessário...
mmelobento
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
as grandes bocas social-democratas e o hino da padroeira de portugal a fechar a crónica
há pessoas que deviam ter mais cuidado quando abrem a boca. não porque possa entrar mosca ou sair asneira. nada disso! é por causa da tinta. por causa da tinta, pergunta o pároco da freguesia, a doméstica e a desempregada? eh pá, tinta que é necessária para as bocas serem imprensas nos matutinos e revistas que às vezes trazem mulheres nuas - que só de política ninguém vive a não ser os quadrilheiros que têm assinatura em são bento!, como costuma acusar/salientar o prof. paulo morais, homem que foi do psd. ora, olhemos a ministra loura da justiça do ponto de vista da razão que lhe assiste. "a partir de agora já ninguém ficará impune aos crimes ... tal e tal" quer dizer que estávamos a saque tanto na rua como nos gabinetes ministeriais e outras excrecências autárquicas? mâ que sim! isso todos nós já sabíamos. claro que houve sempre um ou outro que foi apanhado nas malhas da não impunidade. e por acaso os actores pertenciam ao partido da ministra e foi através deste que houve corrupção... perdão, perdão. corrupção não! que dona candinha da procudaria (procuradoria?) afirmou que não havia. estejamos pois descansados que agora é que portugal vai entrar no guiness book pela via de uma loura. a loura tem razão? claro que tem! e porquê? muito simplesmente porque portugal tem tantas universidades quantas ermidas. o que isto quer dizer? que uma coisa não tem nada a ver com um discurso sério. é assim a linguagem da política: nunca dizer a verdade. era como se o pároco da capela fosse alertar o poveco para as tramóias das religiões que surgiram a partir do momento em que aqueles que conseguiram falar com os deuses começaram a encher a mula. a política é uma grande porca! sempre assim foi! perguntem às vítimas que a sustentam. cuidado que não estou a chamar nomes à ministra. nada de confusões! acho é que ela se sujou a partir do momento em que saltou para o proscénio onde os porcos se acoitam. saltemos (não de muito alto) para o raçado de ariano que é conselheiro de passos coelho (o eng ângelo correia também o foi, mas este fica para a próxima crónica). o homem foi claro e sobretudo lógico. e porquê? o homem tem um cadastro de supino capitalista. é pago e muito bem pago para defender a exploração capitalista. é um dos mais entendidos no mundo da economia de mercado. o que ele procura é o lucro nem que seja nas entranhas de cadáveres meio mortos. pagar o mínimo ao tarbalhador, poder despedi-lo com a mão atrás e outra no boneco, tirar-lhe a possibilidade de exercer o direito à greve, impedir que este se manifeste contra a exploração ( na maioria das vezes o explorador recorre às forças democráticas de repressão para o silenciar), obrigá-lo a trabalhar para além do horário de trabalho sem pagar o que está no contrato de trabalho acordado pelas centrais e de acordo com as leis do estado, e mais que agora não digo porque ninguém iria acreditar. ora para além destes atributos o imitação de ariano e conselheiro governamental também sabe proferir frases verdadeiras. disse: os empresários que não aderiram à taxa (su) são ignorantes! o que ele foi dizer! não fez mais do que ser realista. os beneméritos empresários nacionais ficaram chocados com o facto de passos ir taxar os trabalhadores para reverter esse dinheiro para eles. tão bons que são os nossos empresários! toda a gente passou a amá-los com muito amor cristão. só que a realidade é outra. o que passos ia "roubar" (roubar) aos trabalhadores não ia directamente para os bolsos dos patrões. estes eram obrigados a investir nas suas empresas. esta medida implicava o reforço das mesmas o que quer dizer que passariam a necessitar de mão-de-obra. naturalmente que na cabeça de passos, gaspar e cª isto representaria um combate eficaz contra o desemprego. não contaram foi com a ganância e egoísmo dos empresários que se aperceberam que não viam nenhum directamente com a aplicação da tsu e vai daí para pintarem o boneco a seu favor deram de amigos com aqueles que desde tempos imemoriais exploram. ah, que bonito! exploradores e explorados abraçados contra o governo. bem, isto merece ser festejado. é coisa inédita no mundo. e dá para perguntar: afinal o executivo português governa a favor de quem? responderá o dr borges: a favor do mundo empresarial português. só que a ignorância, a ganância, a falta de cultura de investimentos a longo prazo farão de portugal o país que sempre foi: jardim plantado à beira-mar com belíssimo clima, mulheres bonitas, muitos políticos, muitos padres... eh pá, olhei para o céu. ora, onde pús a toalha de banho? toca a aproveitar que o solinho que está de gritos me convida a cuidar da pele e das reservas contra o próximo inverno. e tudo isto se deve à padroeira de portugal , a dona imaculada conceição, que zela por nós dando uma forcinha na pedincha.
hino da santinha:
ó glória da nossa terra,
que tens salvado mil vezes,
enquanto houver portugueses,
tu será o seu amor.
mmelobento
hino da santinha:
ó glória da nossa terra,
que tens salvado mil vezes,
enquanto houver portugueses,
tu será o seu amor.
mmelobento
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