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sexta-feira, 29 de junho de 2012

aviso a todos os políticos. mais propriamente aos ministros. vai começar a época da violência física. é melhor prepararem-se para dar o salto. hoje,abriu a caça. o poveco começa a estar atento.



vaiar o dr cavaco, o primeiro-ministro e outros que tais está a tornar-se numa moda (nada chique).  o desemprego aumenta assustadoramente de hora a hora e as previsões do ministro das finanças para aumentar a receita estão a colocar o país à beira da rotura. para não ir mais além, aliás, só quem é cego é que não vê que estes tipos que açambarcaram o poder estão a aplicar um modelo económico que teve entre nós algum sucesso no século XX mas que depois ruiu como um castelo de cartas. bastou para tanto as despesas incomportáveis de uma guerra que durou 13 anos. o fim do estado novo foi o fim da capacidade de se poder auto-sustentar. o fim desta democracia vai dar-se precisamente por causa de outra guerra. a guerra da segurança social. já sem falar na saúde pois o povo está habituado a sofrer. é um treino secular. sem dinheiro para custear quase metade da população há que encontrar uma saída tal qual a que os democratas dos primeiros dias após o 25 de abril de 1974 fizeram. voltaram o país - saído da exploração colonial - para a direita. (se estiver de costas para espanha, o que fica à minha esquerda é áfrica. para a direita fica a frança, a alemanha, o luxemburgo. enfim, a tesouraria.) não me lembro de ninguém que tivesse pedido dinheiro emprestado que não tivesse de pagar mais tarde (bem, sou excepção pois nunca paguei a meu pai o que ele me emprestou durante anos e anos. tão bom não pagar! era meu pai, ora bolas!) o dinheiro foi entrando na mesma medida em que se fortaleciam grandes grupos especialistas em abocanhá-lo. o dinheiro que entrou proveniente da nova europa não serviu senão para imitar o que os portugueses fizeram no século XVIII com o ouro, diamantes e pedras preciosas e outras riquezas vegetais provenientes do brasil, isto é, foi um tal queimar o que tínhamos nas importações, na farra e em grandes obras de fachada. nem sequer um "luís de ouro" foi aplicado num qualquer alqueire de terra. quanto a indústrias, pior ainda. o país quanto mais dinheiro recebe sem ter feito nada para o merecer mais pobre fica. é como estamos neste momento. pobres e individados. mas isso é cantiga já gasta. o que me faz escrever estas linhas longe do que estava a pensar colocar neste blogue é um aviso muito sério. assim como as claques do clubes de futebol têm de ser controladas e vigiadas, às populações portuguesas terão de se aplicar as mesmas medidas, de futuro. claro que os mixordeiros que dominam a vergonhosa comunicação social portuguesa já estão a propalar a ideia que a violência a que foi sujeito o naif ministro da economia não foi violência.  foram rosas meu senhor. respondeu a rainha ao "inquérito" do seu real esposo. e passou a milagre. conto rapidamente a cena tal qual me a contaram na escola. a rainha gostava muito de dar pão aos pobres. o rei seu marido era um grande unha de fome e ao vê-la com o regaço avolumado e sabendo que não podia ser resultado de práticas sexuais por via da sua oficial impotência inquiriu-a: senhora real, que levais no regaço? ao que a futura santa ainda não homologada respondeu: são rosas, meu senhor. mal proferiu estas palavras desdobrou a fazenda prenhe de rosas. oh, diabo, disse o rei dom dinis. isso ainda é mais dispendioso do que o pão  duro que atiramos às galinhas e que a senhora teima em desviar para os pobres. senhora, dirigiu-se novamente à quase santa: é melhor que volteis a amandar aos pobres do pão com bolor e não gasteis mais morabitinos com rosas, pois estas são muito caras. usai aquelas que são vendidas nas lojas dos chinocas pois duram várias dinastias. este é o milagre das rosas com interpretação subjectiva político partidária . não, ninguém queria bater no ministro, nem na capota. ah, e os gritos das mulheres envolvidas no evento não passaram de histeria feminina imitando os sons que premeiam os actuantes salteadores das festas do colete encarnado quando se escapam ladinamente à fúria dos touros que investem com os cornos afiados. não corram como eles seus políticos e vão ver se o bicho pega. para mim vai pegar. ora se vai!
manuelmelobento
(nascido na antiga colónia portuguesa dos açores. hoje, região autonomizada)
nota: o psd, o cds-pp e o ps estão todos contentes pois conseguiram introduzir três juízes de seu agrado no tribunal constitucional. e se todos os juízes fossem eleitos directamente pelo povo? não estaríamos psicologicamente mais descansados? felizmente que os juízes do constitucional não devem nada aos partidos e estão acima de toda a suspeição. mas porque têm os partidos de interferir num outro órgão de soberania que é independente deles? que moral têm o partidos que se arrastam pelos tribunais cheios de acusações e condenações, que moral têm os partidos que para se elegerem aquando de eleições que os catapultam para o poder mentem e aldrabam os eleitores? que moral têm os partidos que recebem dinheiro de terceiros para depois beneficiarem esses terceiros nos negócios do estado? que moral têm os partidos que enviam os seus dirigentes políticos para administrações de empresas que surripiam o dinheiro dos contribuintes através de parcerias já condenadas pelo tribunal de contas? que moral têm os partidos que fazem aprovar impostos para que sejam pagos os roubos  e desfalques que certos de quadrilheiros dos seus quadros fizeram na banca? que moral têm os partidos que não permitem que se criem leis contra o enriquecimento ilícito de canpangas que militaram nas suas fileiras e outros? que moral têm os partidos para enfiarem no tribunal constitucional juízes da sua preferência? se um dia (o que é improvável e digo o que digo para os mandar ...) algum partido me convidasse para um lugar naquele órgão, mandava-os para a puta que os pariu. sentir-me-ia sujo.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

orgulhosos de quê, senhor paulo bento?


"exemplo para todos os portugueses a prestação de serviço da selecção portruguesa" disse cavaco silva após a derrota com a espanha. derrota num campo de futebol, note-se. já paulo bento disse o que disse e que serve de título a esta crónica. eu adoro futebol, mas mercenários não. desde que me conheço que até hoje os portugueses nunca ganharam um campeonato mundial nem tão pouco aquele que se realiza na europa. nada para ninguém. o futebol dá de comer a muita gente e também enche a barriga a uns comilões anafados. o futebol dá alegria e adrelanina. faz parte da cultura de muitos portugueses, disso não haja a menor dúvida. os homens do futebol são poderosos. tão poderosos que os políticos têm medo deles. há excepções, o caso de rui rio no porto: vão berrar para outra varanda que esta não serve para misturar futebol com plantas de prédios. o homem foi claro. nunca mais ouvi notícia que tentasse colocar o futebol na sua própria varanda... mas o que me traz aqui não é essa vertente do futebol. o que me traz aqui é outra louça. fomos derrotados. há que aceitar o facto. pergunto, vale a pena gastarmos tantos milhões com o futebol? milhões que os governos nos chupam em impostos para o alimentar e dos quais não prestam contas.  de derrota em derrota anda a nossa selecção a arrastar-se. eu se fosse tolinho quereria ser também um exemplo a seguir, isto é, comprava um par de chuteiras, aprendia o que são foras-de-jogo e passava a gritar bem alto assim: eu também sou um exemplo para todos os portugueses! dar pontapés em bola serve de exemplo a quê? isso só pode ser conversa arrastada por neurónios senis ou estaremos a constatar uma nova linguagem filosófica. desconfio da proveniência. o senhor paulo bento, reconhece-se, tem de fazer pela vida para garantir o pão de cada dia. agora apelar ao orgulho por uma derrota é que não está nos planos da velha moral. será que paulo bento estará a alinhar com a política nacional que se traduz pela mentira permanente para enganar quem de direito? estou falando dos bananas dos eleitores. chegam de mãos a abanar e querem beijinhos? todos jogaram muito bem. e depois, não é para isso que lhes pagam altos vencimentos e maiores mordomias? um desgraçado que chupa de 8 a 10 horas à volta de uma máquina e que fica esgotado sem forças não serve de exemplo a ninguém? já sei por que é que isso nunca é exaltado. é por certo não vá o bicho exigir mais dinheiro pela prestação do seu sublime trabalho. era perigoso estarmos a elevar o trabalho ao nível de algo superior. trabalho superior exige gravata  e secretária (que tanto serve para sentar como para ser sentada).  o que não diriam (zangados) os patrões do país se o presidente da república honrasse os trabalhadores com a palavra justa, aquela que valoriza os que verdadeiramente nos não orgulho porque são eles quem nos alimenta?
mavorte! mavorte! liberta-nos da nossa condição humana!
manuelmelobento
(nascido na antiga colónia dos açores, hoje, região autonomizada. esta está boa. fui eu que a inventei. e espero por isso vir a ser condecorado.)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

não só assassinou os távoras e parentes como enforcou vinte e tal agricultores. safa, seu marquês!


despotismo iluminado do século XVIII foi praticado em portugal na base do assassinato. a fundação da região demarcada do douro (a primeira no mundo, dizem) criada pelo famoso marquês de pombal custou a vida a dezenas de viticultores do norte que não aceitaram arrancar as suas vinhas para obedecer ao plano estipulado. o nosso homem foi ele próprio como secretário de estado ao porto para assistir ao enforcamento in loco dos desgraçados. hoje, o nosso secretário de estado, designação que foi alterada para primeiro-ministro, também vai aqui e ali dizer que do futuro nacional não tem certezas mas que é preciso apertar. nós já sabemos o que isso significa. não dói tanto quanto um aperto nos tomates, mas que chateia lá isso chateia. ficamos sem dinheiro sempre que ele bota a boca no microfone. ao contrário do sebartião josé, que sempre que falava alguém ficava com o pescoço bem apertado. como é que um escroque e arruaceiro como sebastião josé de carvalho e melo que vivia num terceiro andar numa lisboa setecentista chegou a companheiro nos crimes de dom josé, rei absoluto? não sei, nem acredito no que contam. há uns anos atrás li "o marquês de pombal" de um tal mário domingues (afecto ao estado novo) e fiquei agradado com a figura do marquês. tinha 12 anos. o que é que se esperava. já com pentelhos e crescido fui-me apercebendo que a história é sempre escrita pelos que mandam. perdão pelos que a mandam escrever. é como hoje em dia. temos a informação em cima da hora, mas. há sempre um mas como dizia uma criada de quarto que me ajudou muito nas primeiras punhetas. vemos tudo em cima da hora e há quem  ainda distorça a história. volto ao marquês. este tipo era escorraçado de tudo que era social. não tinha entrada nos salões da fidalguia. não tinha estaleca. por isso criou um ódio feroz à nobreza festejante. criados da alta nobreza foram catapultados no posto de capitão, ao passo que sebastião - que queria fazer carreira de armas - nunca passou de cabo. o nosso homem às tantas é colocado numa embaixada e depois de ter morrido o secretário de estado foi nomeado como tal. eh pá, também não se constroem fortunas de um pé para a mão? dom josé I era rei mas tinha pouco poder e pouco dinheiro. precisava de um testa de ferro para poder arranjar mais algum. parece-me que dom luís da cunha intercedeu a favor de sebastião josé referenciando-o como um possível bom filho de puta. e foi assim. se não foi, passo a ser mais um mentiroso a querer dar uns toques de historiador de bancada. o sebastião centralizou toda a economia e como resultado obteve um estado rico (rei rico, queria dizer) enquanto o povo continuava pobre, o que aconteceu até ao 25 de abril passando sobre o cadáver do estado novo onde permaneceu pobrezito e incólume de riquezas. eu digo que o povo ficou rico pois  a partir da revolução dos cravos começou a haver casas de banho nas casas portuguesas. o povo habituado a defecar no mato passou a fazê-lo dentro de casa a qual  fora permitido apropriar-se , individando-se. foi sol de pouca dura como se pode verificar nos dias de hoje. a maior parte dos empreendimentos que realizou o marquês abriram falência. era uma economia feita à base dos monopólios. com o arrecadar de impostos o marquês passou a ser considerado um tal homem. depois foi favorecido pelo terramoto. reforçou o poder que tinha sobre a sociedade rural que era e é ainda portugal. com a matança dos távoras e companhia dom josé pôde finalmente governar sem obstáculos. claro que dom josé tal como o marquês foram  assassinos e cúmplices. quando dom josé morreu o marquês não foi incomodado tendo morrido aos 82 anos confortado com os melhores sacramentos da santa madre igreja que nunca o condenou. pudera, também ela mamou e do grande. ah, ele fez o favor de tratar a inquisição de modo a que esta não obstaculizasse o poder secular. acho que é assim que se diz. afinal, quem beneficiou com a criação da região demarcada do vinho do porto? os ingleses, está claro.  por que razão são sempre considerados grandes homens da história os grandes filhos de puta que representaram estados autocráticos? isto está mal! que venha o marquês outra vez! quem diz isto é o poveco, o mesmo a quem o marquês fodeu a vida. o poveco é estúpido? eu já o disse: é-o certamente. salazar ainda há pouco tempo foi eleito o português do século. porquê' isso pergunto eu? então o homem passou o tempo que geriu portugal a foder-nos. não admitia crítica à sua obra. mandava prender quem a fizesse. tornou os portugueses de cor das colónias seres humanos de segunda. para as colónias só se podia ir com carta de chamada. não havia colocação política que não fosse autorizada por ele e seus capangas. havia fome em toda a parte (menos nas mesas de uma certa classe) e ele impedia que se emigrasse para que a mão-de-obra  ficasse ao preço da uva mijona. quem pedisse mais uns trocos pelo trabalho prestado levava balázio da gnr da altura. os pobres que quisessem estudar tinham escolas de segunda categoria para os "treinar". obrigou a igreja a abençoar tropas coloniais que partiam para a guerra. quem viveu na altura sabe que isto é verdade (ou próximo, que eu não sou teimoso). eh pá, e votaram nele. quem? o poveco! viva salazar! viva o marquês! viva o passos! eh pá, esse ainda não cumpriu a sua missão. por isso os vivas ficarão suspensos aguardando o golpe final. a política salazarista e a política de pombal só beneficiaram os grandes grupos. a indústria estava na mão de duas dúzias de famílias e eram estas que dominavam toda a economia monopolista. o que faz passos e a sua política? segue o mesmo caminho. mas, verdade se diga. não tem mandado prender a oposição como o salazar nem mandado degolá-la como o marquês. ainda bem. passos entrega o ouro ao bandido mas deixa as vítimas vivas (a gemer). é um homem civilizado e moderno. sim senhor. está aqui está numa rotunda ao alto e em mámore. a nossa riqueza vai cair nas mãos dos agiotas internacionais que nos viciaram na pedincha. actuaram como os traficantes de droga. primeiro oferecem-na e depois de as vítimas ficarem agarradas começam a cobrar. ficámos viciados no fiado da casa, do carro, da roupa e finalmente na compra dos bens de primeira necessidade. o português de hoje entra na sua casa que é do banco, senta-se na mesa para fazer uma refeição que há-de pagar no mês seguinte. quando sai de casa no seu carro que ainda pertence ao stand  dirige-se para o café par tomar a bica não sem antes ter levantado dinheiro no multibanco que o empresta. não é só para a bica e bagaço. então a viatura move-se a quê? quer dizer, vivemos artificialmente. eh queridos, não desliguem as máquinas senão vamos desta para melhor. e quanto ao marquês é tudo pois não me pagam para escrever. porra, ainda me levavam o resto em impostos que só servem para alimentar os grandes filhos da causa pública.
manuelmelobento
(nascido na antiga colónia dos açores, hoje, região autónoma)

terça-feira, 26 de junho de 2012

o marquês de pombal não passou de um facínora


o ano passado, na feira da ladra, resolvi trazer 19 livros do camilo para ler nas férias permanentes que usufruo desde que me reformei da mais velha profissão do mundo (a mais velha profissão do mundo foi a de professor. então não estão lembrados da serpente dizer a eva para meter o bedelho na árvore da ciência? a serpente foi o primeiro mestre. só a seguir é que demos conta da prostituição. na altura não havia dinheiro em circulação. só matéria prima. a saber: trigo e couves e peças de caça. tudo para a troca. ora, adão e eva tiveram dois filhos. um que a igreja de roma trata como filho de puta e o outro de nome abel. este era - pelo contrário -  um rapaz bem intencionado. ora, para haver descendência era preciso que eva fornicasse para ter filhos com os próprios filhos. bem, encurtando linhas: prostituiu-se por dois alguidares de trigo e uma coderniz apanhada pelo caim. se não foi assim, então tiveram mais filhos fêmeas o que vem dar em incesto. os textos sagrados não falam em filhas. eu estou a dar um jeito. se não foi a primeira a vender o corpo foram as filhas que não tivera... depois deste preparo vamos ao que interessa: eh pá, fartei-me do camilo castelo-branco ao sexto romance. cansei-me, embora camilo seja sempre camilo. ia tentar acabar "a queda de um anjo", mas entretanto, o cientista joão magueijo deu para escrever o seu segundo livro (uma verdadeira obra-prima "o grande inquisidor" que manifestamente recomendo sem estar a querer roubar o lugar ao professor dos sábios domingos, isto considerando o neutrino  um tema interessante) e eu saltei para outra cabeça que aprecio muito. desculpem este tipo de trecho aqui colocado. é só para dar uma de pongídeo intelectualóide. e é nesta qualidade que quero ser considerado. o poveco e outras excrecências da comunidade humana estão sempre receptivos a dar crédito aos mentirosos, troca-tintas e quejandos, desde que estes usem fato e gravata e sejam políticos ou padrecas. nada a fazer. poveco é poveco! a porra toda é que é o poveco que alimenta todo o mundo. e é ao poveco que depois de alimentar tudo que mexe  ainda lhe sacam o sangue. dê sangue e seja patriótico. ah, depois certos quadrilheiros vendem-no para fora do país. tá? estou sempre a fugir ao tema. ah, já sei! vejamos: sabendo que grande parte da população trabalhadora (activa) ganha uma miséria, coloquemos este problema ao teórico que chefia as finanças. já nem vale a pena falar para passos. um homem que não demite um ministro envolvido num escândalo de espionagem. ( ah, estamos em portugal. porra, nunca aprendo!) não merece credibilidade. prof. vitor gaspar; vamos ao problema: 485 euros é quanto ganha a maioria atrás referida. se estes desgraçados depois de pagarem as despesas relativas a renda de casa, água, luz, gás, transportes para se deslocarem aos locais de trabalho ficarem com algum para os alimentos, acha que eles irão comprar produtos nacionais? se o fizessem só se poderiam alimentar durante 20 dias (apertados). claro que para sobreviver recorrem a coisas mais baratas, como sejam batatas da holanda, alhos da china, azeite espanhol, carne da argentina, trigo da américa. eh pá, comprando produtos estrangeiros não morrerão de fome, por que saem mais em conta! agora pergunto, em alternativa a esta desgraça que pretende o governo da nação -  legitimado pelo voto do poveco - fazer? recriar os impostos aduaneiros para proteger o produto nacional? investir num sector que nunca supriu as necessidades de portugal? o poveco quando compra roupa, trapos e talheres dirige-se aos chineses. faliu a agricultura, faliram as fábricas de tecelagem. talheres e louças chegam às toneladas obrigando ao fecho das respectivas fabriquetas nacionais. se o dr gaspar das finanças andar a pé pelas cidades vai notar a  morte destas. olhe os espaços que antes tinham vida. olhe para os restaurantes onde a plebe comia e assente no seu cardápio mais esta desgraça. o senhor e o seu governo não têm capacidade para pôr um fim a isto: a esta desgraça. o que acontece é que quem anda no terreno e sente a terra a esfarelar entre os dedos sabe que já não nos conseguiremos levantar. portugal está hoje para a europa assim como a antiga colónia dos açores tornada autónoma está para portugal continental. explico: os açores para se manterem como parte integrante de portugal abriram mão da sua independência, perdendo personalidade política. portugal criou uma economia fictícia para as ilhas, isto é, o estado passou a ser o patrão, o empregado e o fornecdor. os açores passaram a ser o exemplo de um regime socialista mantido pelo orçamento português. emprego público rondava os 80%. explico: criaram-se montanhas de miniministérios (secretarias), direcções regionais, departamentos de todo o tipo onde só as pulgas não conseguiram passar por funcionários públicos. uma universidade  estatal em cada ilha ( não foi bem assim, mas em três delas ainda rastejam por lá). hospitais, escolas, habitação, estradas e mais um fartar de dar. era só pedir por boca e já está. bem, a verdade é que nos açores nem um par de cuecas era lá produzido. estão a ver o mesmo por cá? claro! os açorianos tinham tudo. ah, até uma assembleia legislativa que só tinha direito para legislar  sobre o trânsito intestinal dos açorianos. nem mesmo isso era seguro, pois tinham de contar com a possibilidade do veto de belém. portugal está na mesma. as leis que o seu legítimo governo impõe para serem aprovadas na assembleia da república têm de estar de acordo com os novos patrões a quem o país se vendeu. senão não há pão, não há queijo, não há carne, não há gasolina, não há aquilo que faz cantar os cegos: pilim. e portugal implodiria sem dinheiro. não sei se estão a ver a malta dirigir-se às caixas do hipers e dizer assim: cartão não tem fundo, carteira não tem trocos. a menina dá fiado? pode pôr na conta? estão a ver o país parado e cheio de fome? nos açores dar-se-ia o mesmo se portugal fechasse a torneira da mama. lá iam os açorianos para a independência. não se quer! que assim está tão bom! e portugal? não  se quer independência!(*) onde iriamos  arranjar o dinheiro para pagar os funcionários públicos de todos os níveis? (desde o presidente da república, passando por aqueles que a malta sabe o que fizeram e ainda estão a fazer). as importações que fazemos para nos mantermos vivinhos e arranjadinhos; onde ir procurar o dinheirinho para calar a boca a quem nós o sacamos? nada de independências que isso nos obrigaria a trabalhar e a mandar para o olho da rua os grandes malandros que se infiltraram nos corredores do poder e do dinheiro do estado. eh pá, nunca mais chego ao marquês. tenho de adiar. sabem, é que li um texto (1903) de camilo sobre pombal no centenário deste facínora. realmente quantos mais crimes se comete mais alta é a estátua. fica para a próxima ou então procurem no camilo.
ps: que porra de texto escrevi. estou a perder a mão. o dedo, ainda não...
manuelmelobento
(nascido na antiga colónia portuguesa (açores) hoje região autónoma)
(*) - portugal perdeu a sua independência. basta ler o tratado de lisboa (eu disse ler) para concluirmos que um país que não tem moeda própria, não manda nas suas forças armadas (não pode meter-se em guerras sem autorização da comunidade), não tem política externa definida a não ser a que é cozinhada pela união europeia, não tem fronteiras, não pode expulsar bandidos que assaltam diariamente os bancos, as ouriversarias, as estações de serviço. ah, quando apanhados não vão presos. bem, mas ficam obrigados a visitar a esquadra da psp mais próxima da sua residência nos dias tais e tais... não posso mais

segunda-feira, 25 de junho de 2012

apupo vencedor: vira o cu aos bois!

escrever sobre política à portuguesa e ao mesmo tempo ver televisão. não é difícil. não!


cavaco e passos estão ambos sujeitos a ser apupados onde quer que apareçam. gritos histéricos, compungidos, dolorosos, asfixiantes, tonitruantes e outros de estilo aguardam os representantes de dois órgãos de soberania. ah, o ministro das finanças (quando aparece) e o prof. álvaro (quando abre a boca) também (quando reconhecidos) sofrem deste tipo de manifestação popular. estes apupos premeiam - como não podia deixar de ser - o esforço de cada um para resolver a crise que tem origens profundas e históricas. estou a lembrar-me de quando dom afonso henriques (o primeiro caloteiro nacional) ficou de pagar quatro onças em ouro ao papa. nunca chegou a cumprir a promessa, estávamos no século XI depois de cristo... ninguém se atrevia a gritar e a proferir apupos ao rei da nacionalidade porque isso podia implicar ficar sem a cabeça. nestes tempos modernos - onde impera a democracia - vai tornando-se hábito amandar grandes bocas aos maus governantes. se eu questionar o cronista luis marques guedes do psd, ele afirmará que se trata de  bons governantes (escreveu no cm de hoje). se me puser a ouvir o comunista jerónimo certamente que a opinião dele não coincide com guedes. dirá que passos não passa de um opressor da classe operária e do povo em geral. já o be pela boca de louçã dirá de passos o que o vampiro diz das mamas da gina lollobrigida que se encontra no museu de madame tussauds. estamos, pois, perante uma visão clubista da política? para alguns, até posso aceitar que assim seja, mas para mim a coisa é muito mais séria. cavaco, passos e os seus dois acompanhantes não estão à altura de poder resolver os problemas nacionais. o ps encontra-se neste mesmo rol, mas na prateleira dos passivos. quanto aos dois restantes órgãos de soberania que dão pelo nome de assembleia da república e tribunais, escapam a este singular modo de manifestação (juizo posterior) por serem muitos e muito pouco conhecidos. eu, que até leio jornais, não sei quem são, à excepção daqueles que os ocs promovem. ah, gosto do juiz rui rangel. mas este é um caso à parte, pois trata-se de uma cabeça fina que se perde num imenso oceano. vaias e apupos estão na ordem do dia. o poveco ingénuo está a ficar esperto na torre de controlo. reage quando lhe tiram os postos de saúde. até vem para a rua com as ameaças do desaparecimento de tribunais feitas pela ministra loura do governo. façamos o seguinte raciocínio. no tempo do general eanes, de mário soares e até do irmão do professor daniel sampaio os presidentes da república eram respeitados e ovacionados pela população. bem, tirando os socos que soares levou na marinha grande, claro. mas estão justificados pois o pai desta democracia (não temos outra) andava a pedir votos e alguém confundiu votos com sopapos.. havia respeito ainda há pouco. os primeiros ministros até sócrates eram reverenciados como se tratassem de bispos católicos aquando de peditórios em prol dos pobres. hoje é vaias para aqui, apupos para ali. que falta de respeito pelos nossos maiores. bem, vamos ao que interessa que esta conversa está a ficar mole. tomemos por evangelho a boca de cavaco: não se deve exigir mais àqueles que estiveram sujeitos a tanta sacanagem (a interpretação é minha tanto quanto possível, pois cavaco mede as suas palavras como se estivesse a fazer uma declaração de amor na juventude e creio nunca ter dito um palavrão na sua vida de elegância burguesa). saltemos para as palavras do ministro das finanças: enganei-me na área da receita. e passos disse: talvez seja necessário atacar mais os desasjustamentos. isto significa mais impostos a caminho para os mesmos. isto é, os que trabalham. cavaco percebe que a corda não pode esticar mais e que o desemprego continuará e que o estado  pedirá mais dinheiro para poder pagar subsídios de desemprego. as empresas estão a desaparecer porque não se aguentam. paulo portas disse que as que não singram devem ser pura e simplesmente apagadas. outro que enlouqueceu. este país é um país meio rural meio urbano. o país está dividido. na área rural a economia difere em muito da que se manifesta  nos grandes centros urbanos. o estado não controla a parte desertificada. e esta representa muitos milhões de portugueses. a maior parte está a sobreviver na base das pensões de velhice e do que retira do cultivo da terra para não morrer de fome. esta economia do tempo da maria da fonte só pesa na segurança social. a grande crise está à volta de lisboa e porto e mais algumas cidades do tipo guimarães, coimbra, setúbal e pouco mais. a cintura industrial das grandes cidades já era. o país endoidou na importação de bens de primeira necessidade como nos de segunda. sabe-se que grandes casas se mantêm na base de exportação dos seus produtos. e se vêm a público os seus êxitos são para enfeitar o plano de fundo. digo isto porque os números dos que diariamente ficam no desemprego é oficialmente assustador. este governo parece que permite a facilidade de despedir para oferecer aos "empresários" bons lucros mas por outro lado individa o estado com os subsídios dos que vão para fileira dos despedidos. se a economia não inverte esta tendência nós vamos enfrentar uma guerra entre civis (digo assim para não assustar com a terminologia técnica de guerra civil). não é com esta gente que vai haver retoma. podem escrever. ainda estamos  a tempo de voltar ao esudo antes da tal revolta que os mais "videntes" estão a perspectivar. temos de voltar a ter de consumir coisas necessárias, temos de ter vencimentos reais, os nossos ricos vão ter de ser menos ricos, os juros dos bancos terão de se adequar aos fracos vencimentos da malta. os bancos não podem pôr na rua milhares de famílias só porque não têm dinheiro para pagar os altos compromissos que subscreveram no tempo da conversa fiada. não há outra solução. isso de passos coelho incentivar a malta a emigrar não pega. todos nós sabemos que quando se emigra se vai fazer aquilo que os que nos recebem não querem sujeitar-se. limprar latrinas é uma das tarefas que calha. emigra tu ó sacana! quer dizer, que milhares de jovens que escolheram comunicação social e a leccionação como profissão de futuro (para não falar de outros) se transformariam em jornalistas e professores nas terras que os acolheriam. não me façam rir. temos é que resolver os nossos problemas e não esperar que outros (almas caridosas) nos venham dizer como nos devemos comportar. vivíamos num galinheiro e os nossos políticos fizeram-nos acreditar que estávamos instalados em hotéis de 4 ou 5 estrelas. havia que meter na cadeia quem tem mexido no erário público. eu queria ver a ministra a arregaçar as mangas e ordenar às polícias e procuradores do magistério público a ir à caça desses bandidos. é que esses bandidos transformaram portugal numa grande superfície comercial onde se fartam à grande. fora desses espaços temos os bandidos da violência física para os quais não há polícia que lhes pegue nem tribunais que os fechem o tempo correspondente ao mal que fazem. disseram alguns jornais que alguns dos bandidos das "grandes superfícies" (atrás referidas) enfiaram dinheiro nos partidos portugueses. será verdade. eu não acredito. diz o doutor medina que não há nenhum gatuno que vá parar à cadeia (tvi 24 horas em cima desta redacção). será?  bem, já não sei o que escrevi, porque estou com um olho no texto, outro na televisão e o outro na carteira onde tenho uns trocos e as fotos dos nossos maiores filhos da nação. acabo por aqui.
manuelmelobento
(nascido numa antiga colónia portuguesa, agora transformada em região autónoma)

brevemente: mais impostos. cavaco está contra o sentido dos mesmos


para quem se dirige passos coelho e paulo portas nos seus discursos de balancete sobre a sua governação? para dentro do país ou para os credores externos?
(texto a sair)