manuelmelobento@gmail.com

quinta-feira, 22 de abril de 2010

DJ - DEPUTADOS JUDICIÁRIOS

Com um pouco de boa vontade os deputados que fazem parte das actuais comissões parlamentares enquadrar-se-iam nos artigos 268 e 269 do Código Processo Penal em termos de atriguições. Do pouco que consegui assistir fiquei com a impressão de que as inquirições feitas a determinados cidadãos assemelham-se às que a Polícia Judiciária faz aos que são suspeitos de qualquer crime ou, na melhor das hipóteses entram como testemunhas e depois são constituídos arguidos. É muito perigoso o que se passa na Assembleia da República. Esta telenovela pode dar para o torto. Nós não estamos ainda na área de influência da justiça americana. Um homem casado e candidato a um lugar político perde todo o respeito do eleitorado se for apanhado a dar um beijo numa programista paga à hora. Ainda não chegamos aí, mas pelo andar da carroça para lá vamos. Os nossos políticos ver-se-ão na obrigação de serem futuramente como os yankees. Puros, religiosos, moralistas, assexuados, antes de serem eleitos. Só depois de eleitos é que podem fazer sexo oral ou deixarem fazer...
mmb

terça-feira, 20 de abril de 2010


Boa dr. Mário Soares

O senhor dr. Soares não é de modo nenhum historiador. É um político português que se projectou internacionalmente devido a várias almofadas. Foi um combatente categorizado no tempo do Estado Novo e daí foi catapultado para o palco das nações livres. Como homem da tolerância presto-lhe a minha homenagem. Já agora, devo confessar que fui condenado em tribunal a pagar-lhe uma indemnização. Esqueci-me de a pagar e ele também não ma pediu. Gosto dele, sim senhor! Ninguém tem nada com isso.
Quando o dr. Mário Soares escreve, eu sempre que posso leio-o.
Aproximamo-nos do 25 de Abril que alguns sabem o que foi e outros tantos já nem tanto. Este golpe congeminado por uns tantos rapazes novos e sem experiência política deu no que deu. Abriu as portas à democracia mas esqueceu-se de impedir o assalto aos dinheiros públicos pelos grandes gangsters. E Portugal está neste momento a sofrer de uma enorme sangria que creio vir a terminar com uma acção viril e concertada de gente que se sente ainda português.
Ora escreveu o dr. Soares - pai da nossa democracia - o seguinte no DN de hoje: "A Revolução dos Cravos foi pacífica e tolerante. Não houve perseguições, nem discriminizações, nem violências."... Não posso estar mais em desacordo. No que diz respeito ao miolo do artigo tolerantemente se aceita.
Eu e tantos outros jovens tínhamos na altura (1974) uma visão de esquerda e bastante crítica em relação àqueles que se apropriaram do destino da Nação. Olhávamos para a oposição como se ela fosse composta por anjos bem formados e virgens. Tão depressa essa oposição tomou conta do aparelho do Estado tão depressa começaram as perseguições por motivos políticos como se prenderam pessoas sem sequer as acusar de algum crime. A minha ideia não é falar das prisões que se fizeram só numa noite e em que se prenderam 500 pessoas. Estudantes e professores formaram a maioria. Isto foi pouco tempo depois dos rapazes da tropa terem "libertado" o país. Também prenderam civis e militares. Estou lembrado e bem quando puseram o inocente senhor Artur Agostinho na cadeia. O general Kaúlza de Arriaga esteve 18 meses preso sem culpa formada. Este até se negou a ser libertado pelos novos algozes até que lhe dessem uma explicação. Que nunca veio, está claro. Em Portugal, também chamado de Continental, prendeu-se, matou-se inocentes. Lembro-me das imediações do Ralis... Um pobre casal assassinado pelos novos democratas seguia numa pequena viatura e zás, lá levou com uma rajada. Até um antigo Presidente do Benfica foi para atrás das grades. Imagine, doutor!
Eu sou açoriano e desde que prenderam um irmão meu pela calada da noite - uma da madrugada - a ideia de ser português esfumou-se como as nuvens do Vulcão dos Capelinhos. Sem qualquer razão prenderam dezenas de açorianos porque não pensavam como os novos conquistadores. Aproveitou-se uma manifestação pacífica para imporem o novo poder. Um novo poder assente no terror e no medo. Imagine senhor dr. Mário Soares que se prendeu um chefe de família juntamente com os seus três filhos. Razões? Eram altos e bonitos. Um outro com dois. Até parecia a nojenta polícia inglesa quando arrombava lares de família, prendia e maltratava os irlandeses que se queriam ver livres de uma Inglaterra ou lá o que é. Razões para tal? Ainda hoje as procuramos. Ah, não prenderam mulheres, obrigado. Imagine, doutor que se chegou a levar a tribunal pessoas que chamavam aos portugueses de portugueses. Aos poucos fui acalmando e percebendo que ser português é isso mesmo: basta que nos firam ou nos tirem algum pataco arranjamos logo em seguida uma nova nacionalidade. Veio-me à ideia os homens do Norte que colocaram bandeiras espanholas nas varandas das suas casas só porque lhes fecharam um centro de saúde da meia-noite às oito da manhã. Esse 25 de Abril deu cabo de mim. Hoje, para estar de bem com a minha consciência e porque gosto também de ser português resolvi que devia ter duas nacionalidades: português e açoriano. Não é para o gozo. Falo de verdade. Esquecia-me de contar aquela história acerca de um professor que na altura era meu colega num liceu e que foi expulso da função pública por pensar diferente. É o dr. José de Almeida meu muito querido amigo. O que lhe fizeram foi igualzinho, o mesmo, idêntico, parecido ao que o Salazar mandou fazer ao professor Bento de Jesus Caraça. Rua do emprego e depois prisão com ele. Se José de Almeida não foge teria ficado, também entre as grades . Por favor, senhor dr. Mário Soares, não escreva história. Quando o senhor era Primeiro Ministro do Portugal liofilizado um seu ministro levou umas bofetadas nas ruas de Ponta Delgada e V.Exª. permitiu que numa de retaliação à moda dos americanos que a tropa de choque portuguesa fosse castigar uma população indefesa e que se encontrava nas ruas a passear e alheia aos acontecimentos. Muita gente foi parar ao hospital com a cabeça rachada e a jorrar sangue. A velha bandeira dos Açores foi um dia hasteada num ilhéu. Para logo de seguida ser de lá retirada à força de baionetas comandada por um dos "heróis" do 25 de Abril. Se tivesse sido a bandeira espanhola talvez ainda lá estivesse. É o hábito!!!!!!!!!!!!!! dos continentais ditos portugueses só para chatear.
manuel melo bento

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Órgãos de Soberania... uma tristeza...



Em Portugal, os Órgãos de Soberania dão um exemplo bastante esquisito. Na Assembleia da República (Órgão de Soberania) de 15 em 15 dias o Primeiro-Ministro (Órgão de Soberania) é atacado e vilipendiado. O Presidente da República (Órgão de Soberania), no caso o seu responsável pelos contactos com a Comunicação Social, fez acusações gravíssimas acerca de escutas que teriam tido origem em sectores ligados ao Primeiro-Ministro. Dos Tribunais (Órgãos de Soberania) escutas ilegais ao Primeiro-Ministro foram tornadas públicas, desrespeitando a lei que as proibe e as directrizes do Supremo Tribunal de Justiça. Esta imagem afecta internamente a credibilidade do País. No exterior, porque Portugal é uma nação sem muita expressão, estes assuntos não saem nas primeiras páginas. Ainda bem! Estas deselegâncias levadas ao extremo fazem com que a maioria dos portugueses não atribua grande crédito aos seus maiores representantes. A liberdade de expressão foi um bem que recebemos com o fim da ditadura. Todos nós sabemos que se uma família transpuser para a praça pública os seus dissabores e as suas desventuras cai no ridículo e as boas famílias passam a evitá-la. Acho que devia haver uma certa contenção nos dislates de alguns dos seus membros. A Comunicação Social cumpre o seu dever de informar. É a Imprensa Livre! Parece que não percebem que quando se cospe para o ar o mais certo é levarmos com cuspo nas fuças. Diria mais, quem - como as coisas estão - quer ser visto na companhia de certos políticos? Políticos que representam esta II República! Que mais falta para a degradação completa? Safa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
mmb

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A NOVA BURGUESIA CAGADA

Quando em 1415, as crias da inglesa que casou com o filho ilegítimo de Dom Pedro I, Dom João I - o democrata (foi eleito nas Cortes) - integraram as tropas mercenárias que foram ao serviço dos ingleses "arranjar novos mercados", o país estava na bancarrota. Estávamos tesos e lisos. Só nos restava fazer como os americanos: assaltar países mais fracos para os expoliar. Com uma pequena diferença, é que os yankees quando aplicam a sua política expansionista ficam com os lucros e mandam a factura aos seus aliados. Chegados a Ceuta, os também filhos de Dom João I, ficaram extasiados com a vitória. Alegria de pouca duração dado que os árabes mudaram o seu centro de comércio para outras bandas. Começaram os falsificadores da nossa História a denominar aquele saque de Expansão. Viver de expediente está no nosso ADN. A corte inglesa era na altura composta por assassinos e sanguinários. Era gente de baixo coturno. Ora matas tu ora mato eu. A Dona Filipa de Lencastre tinha no sangue essa "qualidade" e ainda estávamos longe de Henrique VIII, o mata-mulheres. Encurtando ideias, Dom João I usurpou o trono aos irmãos legítimos aliando-se aos burgueses. Estes eram uma espécie de esquerda da época. A velha nobreza fugiu para Castela tal qual os ricos do salazarismo o fizeram para o Brasil e outros pontos de acolhimento. O novo monarca depois de ter sido eleito pela ralé do tempo enobreceu os seus amigos e correligionários. Nomeou-os condes e outros "apelidos" aproximados. Porque foram feitos à pressa, ficaram conhecidos como a nobreza cagada. Até inventaram que houve um bispo que os abençoou com respingos de trampa humana, dando origem àquela designação. Quando os senhores do Estado Novo foram despojados das suas mordomias por via do 25 de Abril, apareceram como por ápice uma caterva de gente que se emburguesou de um momento para o outro. Os grandes chefes que tomaram conta dos dinheiros públicos, tal qual como Dom João I, começaram a distribuir não títulos de nobreza mas tachos. Para ser rigoroso, devo acrescentar que os novos burgueses - quase todos de esquerda ou a esta aparentados - ainda não foram abençoados, perdão polvilhados com merda porque ainda não houve bispo que o fizesse. Quem tenta abençoá-los é uma espécie de comunicação social que anda por aí. Acontece que esta tem tido pruridos com uns tantos que estão bem escudados. Até quando? Não sabemos. Vai lento, mas vai indo.
mmb
jornalista - cp2754

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O historiador e advogado açoriano foi galardoado com a medalha de honra da Ordem dos Advogados, noticia o mais antigo jornal português - Açoriano Oriental nas suas colunas de hoje, dia 12. Carlos Melo Bento é autor da História dos Açores, obra que já vai no seu quarto volume. Tem traduções em francês, inglês e alemão. Como advogado defendeu gratuitamente perseguidos políticos nos tempos conturbados aquando da implantação da democracia. Como político - e durante toda a sua vida pública - defendeu intransigentemente a terra que lhe serviu de berço. Nem sempre foi compreendido, o que acontece aos grandes homens. Mantém, há mais de cinquenta anos, colunas de opinião nos jornais regionais onde expressa o seu pensamento de humanista. Assumiu cargos políticos com distinção tendo-se revelado como arauto de uma constante melhoria de vida dos seus conterrâneos tanto no campo das carências como no da cultura, onde tem promovido a qualidade de artistas e escritores. As suas ideias para a ilha onde nasceu só hoje passados mais de trinta anos têm sido repescadas e materializadas pelas entidades oficiais. Para além destas actividades foi também director de uma publicação semanal "A Voz dos Açores" de interessante impacto político. Foi, também, responsável por um programa televisivo de grande impacto junto da população açoriana. Hoje, é considerado por muitos o maior e mais pertinente defensor de uns Açores preparados para enfrentarem o futuro com personalidade política e económica próprios.
A homenagem da entrega da Medalha de Honra tem lugar na cidade do Funchal e é presidida pelo Bastonário dr. Marinho Pinto que se desloca propositadamente àquela cidade para o efeito. Estará presente, também, o Presidente da Ordem dos Advogados dos Açores, dr. Eduardo Vieira.
por
Paulo Rehouve
jornalista

domingo, 11 de abril de 2010

PASSOS COELHO E A NOVA UNIÃO NACIONAL








O que escrevi ontem tem muito pouco a ver com a realidade. Confesso que às vezes meto a pata na poça.

Ouvi atentamente o último discurso do NOVO HOMEM PORTUGUÊS. Não foi populista, mas quase. Falou para o povo tendo em conta a destruição do ESTADO SOCIAL PORTUGUÊS. Falou para a burguesia e para os esfomeados por lugares de assento no novo pasto que se vai vislumbrando. Passos Coelho agradou a todos, pois a todos se dirigiu. Melhor dizendo, falou para a NAÇÃO. Falou bonito.

Vamos ao ponto fulcral da intervenção. Passos quer remexer na Constituição. Foi muito aplaudido nesta parte pois tal como um remédio que se dá a crianças envolveu-a com creme de açucar. Pareceu-me ver um cheirinho da Constituição de 1932 elaborado por António Salazar. Se Sócrates quis centralizar o poder com estratégias circulares , Passos foi de vez para o primeiro degrau. Colocar os representantes eleitos do povo em contacto/confronto com os eleitores vai mandar ao ar as direcções dos partidos. Numa democracia isso não é possível. Encurtando razões, a "Constituição Passos" a ser materializasda abriria caminho a uma ditdura. Não vou explicar. Não tenho aço para tal. Passos seria o leit motiv para uma "revolta" tipo tempos modernos se atingisse o poder. Neste momento ele é o número um a par de Sócrates no palco das intenções dos portugueses. Os portugueses sempre gostaram muito do teatro de revista. É neste que ele escolhe os seus líderes. Sócrates percebeu isso e tem sido um óptimo actor muito aplaudido. A partir de agora vai ter de repartir os aplausos. Como Sócrates não é parvo, aguarda-se, dentro em breve, a resposta. Melhor dizendo, vem aí nova revista. Até lá, os empresários do lado de fora estão muito contentes. Coitadinhos...................

Aconselho os leitores a procura dos dizeres dos comentadores oficiais. Não sendo possível, então aguardem.

mmb

jornalista

cp 2754

sábado, 10 de abril de 2010

PEDRO PASSOS COELHO E A REVIRAVOLTA POLÍTICA NACIONAL

A eleição de PPC veio em certa medida levantar os ânimos dos que estão à espera que Portugal se afunde. Estamos no intervalo de algo muito perigoso. O Partido Socialista que até agora teve mão no controlo quase total do "mundo do capital" interno está a perder terreno para o vazio. Vejamos, abriu a caça aos gestores das empresas públicas como escapatória ao descalabro do nosso atolamento. Melhor dizendo, depois dos vários processos escandalosos que não deram em nada havia que mandar para o palco algumas vítimas de reserva para continuar a desviar as atenções da malta ignara. No entrementes, surge um novo actor - já velho - na cena política. As intenções dos gabirus voltam-se para ele na esperança de que ele dê continuidade à sanha devastadora. O homem promete uma palavra de esperança. É verdade! Mas dirigida a quem? Ao povo? Não, certamente. Isso toda a gente o faz. O que ele vai fazer é deixar que se crie melhores condições para as empresas de cariz privado que estão fora da pia estatal. É aliás o que falta fazer. O PS já fez tudo - e até ao limite - para colocar o Estado português na senda de um capitalismo social. Este já deu o que tinha a dar. E a crise internacional contribuiu ainda mais para a falência técnica do Estado. Portugal é, hoje, uma espécie de satélite da URSS após o seu "regresso" ao capitalismo que se materializou com a queda do Muro de Berlim. Resta saber se a directriz neocapitalista-liberalizante que PPC quer implementar terá aceitação no país maior. Isto é, o povo, os sindicatos, as associações pró-públicas, a comunicação social - alguma - os desempregados-subsidiados, a Igreja colada ao erário público, os pensionistas-da-clientela-socilista, etc.
Só com o reforço da autoridade policial e judicial poderá ter êxito o novo líder social-democrata. Porém, para que isso se pudesse verificar era preciso uma vitória nas urnas e a institucionalização de imediato de uma espécie de ditadura.
Oh sim, oh sim, sim sim!
mmb
jornalista
Portugal continua dentro de momentos