PS: Talvez por ciúme e de não ter chegado aos calcanhares de Miguel Sousa Tavares (de quem era amigo) como romancista lhe tivesse tentado manchar o seu Equador; que é considerado internacionalmente um dos grandes romances mundiais. Segundo a profª. Fátima Bonifácio (in Público 23-2-20), Vasco Pulido Valente confessou-lhe ser um mentiroso. Às vezes borrava a pintura, vá-se lá saber se a culpa foi do Scotch...
domingo, 23 de fevereiro de 2020
VASCO O QUÍMICO DAS PALAVRAS VENENOSAS
terça-feira, 24 de dezembro de 2019
sábado, 10 de agosto de 2019
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
INDEMNIZAR OS DESCENDENTES DO ESCLAVAGISMO PORTUGUÊS PARA QUE SE FAÇA JUSTIÇA
O que se passou no Bairro Jamaica é só uma pequena amostra do que poderá seguir-se. Está na altura de Portugal limpar a sua má imagem indemnizando a comunidade africana que vive entre nós como deve ser e que ainda nos dias de hoje é vítima de racismo. Esta comunidade descende dos que foram vítimas do comércio de escravos por nós perpetuado. Das riquezas criadas pelos seus avós escravos herdam nos dias de hoje perseguições e misérias. Ficam confinados a bairros sociais que mais não são do que guetos de má memória. A maioria dos africanos não tem objetivos de futuro. Resta-lhes levar o Estado Português a tribunal. Têm direitos que lhes foram roubados. Têm de ser ressarcidos. Portugal podia dar início a um plano universal que abrangesse os vários países que os exploraram desumanamente. O programa da RTP1 que ontem vimos sobre a escravidão a que foram sujeitos milhões de famílias africanas é bem claro quanto ao comércio de seres humanos realizado por muitos países europeus e americanos. Os crimes já prescreveram é certo. O nosso Código Penal é disso uma certeza. Porém, o Código Civil pode permitir uma ação civel a favor deles. A nossa dívida não prescreve. Devíamos começar por uma política de apoio na formação dos africanos, permitindo-lhes o estudo gratuito e subsidiado pessoalmente desde os infantários até à universidade. Um programa habitacional familiar prioritário integrativo social e urgente. A partir destes primeiros passos, a cor negra vai tornar-se um dado positivo em vez do que se tem passado descaradamente à luz do dia. Basta pensar um pouco e fazer contas. Sai mais barato fazer o que aqui se propõe do que começarmos uma guerra que à partida nos vai sair muitíssimo mais cara. Protestos em crescendo podem tornar-se num tsunami. Podem alastrar como uma epidemia. Já repararam que a própria neta da Isabel II é africana. Imaginemos o que seria se um dia ela abrir a boca a favor dos seus. Isso não iria fazer com que puséssemos as barbas de molho. (1) Uma pequena romaria pode de um momento para o outro transformar-se numa catedral de acolhimento. O poder político e as suas polícias são muito fortes. Porém a história diz que, de repente, podem ser também tão fracos. Novos mundos ao mundo seus papalvos! É a nossa vez de sermos os modernos éticos.
(1) - A sua falecida sogra, princesa Diana, não travou com êxito uma luta contra as minas terrestres? Aquela gente é muito sensível quando se trata de justiça e de pobres... Uma boca dela pode fazer muitos estragos. Já leram o Equador do MST?
(1) - A sua falecida sogra, princesa Diana, não travou com êxito uma luta contra as minas terrestres? Aquela gente é muito sensível quando se trata de justiça e de pobres... Uma boca dela pode fazer muitos estragos. Já leram o Equador do MST?
domingo, 20 de janeiro de 2019
O QUE É QUE QUER MAIS ESTA DIREITA CRISTÃ PORTUGUESA? UM BISPO OU UMA SANTA?
A direita portuguesa e cristã, temente a Deus e defensora dos Mandamentos judaicos, mais tarde cristianizados, encontrou no CDS o seu representante político ideal. É preciso dizer que o CDS sempre foi um partido político com muita personalidade. Enfrentou com dignidade e destemor a violência física de alguns partidos marxistas que surgiram como moscas após o 25 de Abril de 74 . Altura em que a maioria dos portugueses endoidou afirmando-se e assumindo-se como esquerdista e extremista do mesmo lado. Boicotaram-lhe os comícios, perseguiram os seus militantes. O MRPP, por exemplo, foi um dos que mais fez por isso. Quando a festa da violência política terminou (muito contribuiu para esse fim a Carta dos Nove de Melo Antunes, Vasco Lourenço e outros que não lembro o nome) a direita de que estamos a falar apareceu muito sofrida nas urnas. Mas foi-se aguentando. Freitas do Amaral, Lucas Pires e outras celebridades enfeitaram a liderança de um partido que cresceu até onde podia. E pôde pouco. Coisa estranha num povo de peregrinos e de romeiros... Na década de oitenta quase se extinguiu com Adriano Moreira ao leme. Salvou-se com o aparecimento de gente nova como timoneira. Casos de Manuel Monteiro e Paulo Portas. Este último, homem inteligente e combativo, catapultou o partido - de inspiração cristã - para um patamar jamais atingido, tornando-o na terceira força política com assento parlamentar. Na prática, o CDS nunca foi um partido que se distinguisse muito a favor das classes desfavorecidas. Enquanto a esquerda tem o Diabo no corpo, a direita centrista tem Deus no corpo. Isto quer dizer o seguinte: para não irmos muito longe para explicar basta que recordemos a lei de sua iniciativa que despejou os pobres e desfavorecidos de suas (arrendadas) habitações, não dando hipóteses a que fossem ressarcidos na medida exata do prejuízo sofrido. Eh pá, mas beneficiou os pobres senhorios... Também se associou ao inferno social do desemprego que vitimou centenas de milhar de famílias empurrando-as para o estrangeiro. Ação dirigida por Passos Coelho. Calma que nem tudo é mau da parte do CDS. Hoje, este partido está numa de cair bem na alma nacional. Faz lembrar aquele espírito que surgiu no tempo do Estado Novo e que rezava assim: "é com certeza uma casa portuguesa, pão e vinho sobre a mesa..." Ora o CDS não teme o rótulo de ridículo quando os seus gurus se põem a defender teses de sobrelotação do planeta, por exemplo. Bem, mas vamos ao que interessa. O CDS apresenta-se ao eleitorado com uma liderança do género feminino. Assunção Cristas dá a cara por tudo que o partido foi e é. É uma mulher simpática e atenta ao politicamente correto. Assim que algum dos seus põe a pata na poça ela corre de imediato com ele. Na sua ação de captação de votos (não vai às feiras como o Paulinho por não ser ainda muito seguro) é vê-la vestida de bata branca a descascar frangos, a carregar blocos de cimento (de luvas), a apagar incêndios com a sua verve acutilante, a vestir calças de ganga e botas ao visitar bairros sociais, a beber água e não uísque como os homens, ao contrário de Marcelo Rebelo de Sousa não iria ao Brasil à tomada de posse de Bolsonaro... é vê-la de avental... calma que a coisa é séria. No Programa da Cristina (Ferreira), agora nas manhãs da SIC, vimo-la em a Sagrada Família CDS. A santa Assunção a cozinhar um atum depois de ter cortado cebola e alhos. A santa Assunção na mesa com o marido e a linda filha (esperta a miúda. Sai à mãe). O marido, o dr. Tiago, sentado à mesa à espera de ser servido. Tudo nos conforme. Cada um no seu lugar. Mulher, a fada do lar, ao fogão, marido sentado à espera da paparoca. Cristina que faz tudo para ganhar ao Goucha os mirones geriátricos anda a abrir a estação aos políticos. Com Marcelo chorou, com Cristas riu (mulheres!). Quem vai seguir-se? Diogo Feio, especialista no Cozido à Portuguesa? Pedro Mota Soares o maratonista cristão que está sempre a correr de um lado para o outro e que foi um bondoso ministro da Segurança Social no tempo do senhor Passos Coelho? Como as eleições estão aqui estão à porta, é de crer que vamos ter as manhãs da Cristina transformadas em sede de campanha política. Dizem que os políticos já fazem fila para irem cozinhar coisas em que são especialistas acompanhados pelos gritinhos e sorrisos da loira mais conhecida do país. Não se sabe quem é que deu o tiro na muche, se a Cristina ou se Assunção. O certo é que Assunção conquistou muitos corações, ah, mas Cristina alterou e muito os níveis de audiência. Todos a ganhar. Não é uma estação de raiz privada? É! Então, a direita tem todo o direito de lá se intrometer. Espero que a estação do Estado convide líderes de esquerda para apresentarem os seus cozinhados. Isto para equilibrar as coisas. Para que haja justiça na pantalha. António Costa: frango à nepalense; Carlos César: morcela com ananás; Jerónimo de Sousa: carapau a dividir; Catarina Martins: queques de bacalhau. A informação sobre estes pratos foi-nos cedidos pelos "serviços secretos" que voltaram em forma ao trabalho. Bem, e o CDS? Já me esquecia. É assim, acho que Assunção Cristas dentro da direita da direita (que não extrema-direita, que não à le Pen) está a recolocar a faixa ideológica centrista no papel de equalizador da direita não já como bengala de outrem mas com direitos adquiridos..., pela simpatia da senhora dona Assunção Cristas que Deus a guarde por bem e por muitos anos. Assim sendo, o CDS cristão não precisará de bispo para cativar os fiéis daquele bocadinho do Centro porque já tem uma santa no altar. E que rico petisco foi aquele atum desenrasca. Para quem o papou, está claro!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
O PSD DE MONTENEGRO CHEIRA A PAPEL RASGADO (1)
Aquela família era tão unida tão unida que dava gosto em vê-los, mas mal morreu a rica também velha Dona Vanda (2), nunca mais houve sossego e harmonia entre os seus membros. Cunhadas e concunhadas , cunhados e concunhados que eram tão amigos e que até se davam como irmãos esgatanharam-se por causa de jóias, ações, terrenos urbanizados, sete contas bancárias, trinta e sete apartamentos urbanos e, finalmente, cento e setenta hectares de terreno à beira-mar. Para além de olhos negros e escoriações e de terem cortado relações a coisa passou para os advogados. Que à parte o seu regozijo são agora as barras dos tribunais quem lhes vai tratar da saúde financeira. O PSD depois de ter espoliado grande parte da classe média julgou que a coisa continuaria. Infelizmente para aquele partido surgiu a chamada Geringonça. A Geringonça é como a morte da rica Dona Vanda. O PSD olhou para si e viu-se com uma herança enorme. É preciso não esquecer que mesmo depois de ter esmifrado a pobre classe média recebeu fortes aplausos do eleitorado tendo sido votado como o partido mais votado. Não vou discutir aqui a questão de serem os pobres portugueses inteligentes ou não. Guardo esta questão para mim... O que vou aqui discutir é apenas como contribuinte. Gostar de um partido ou de dois ao mesmo tempo, isso é comigo. Até de três, também não me incomoda. Estou pagando obrigado a sua existência. Digo isto porque gosto mais de anarquistas do que militantes partidários. Uns fanáticos! Os partidos portugueses são sustentados indiretamente pelos contribuintes. Quer estes sejam monárquicos, comunistas, centristas, conservadores, catequistas, etc, têm é de pagar para aquele regabofe. De outra maneira chupamos com uma ditadura, o que a meu ver não é saudável. A má imagem dos partidos arrasta consigo a fotografia do País pelo mundo inteiro. Os partidos - que infelizmente foram vítimas do mau comportamento dos seus responsáveis, na medida em que abraçaram a causa da corrupção e do enriquecimento ilícito - deviam tornar transparentes os negócios do Estado, uma vez que são eles mesmo quem precisamente tem o poder para os regular com idoneidade. Não é isso que tem acontecido. O senhor Montenegro quer empurrar Rui Rio da liderança do PSD. Acho bem e mal. Estou-me nas tintas. Mas por favor apresentem um programa com propostas que relancem o Estado Português para um patamar onde nos possamos sentir seguros, honrados, validados, protegidos, o menos explorados possível. Viver aqui neste País é bom! Querem construir um Estado Democrático ou estão apenas a querer geri-lo? Será que a luta não é pelo bem do Estado e dos cidadãos mas sim pelo que o Estado lhes (os protegidos da democracia) possa conceder?
(1) - Ditos ouvidos lá para os lados da Caloura.
(2) - Nome fictício.
(1) - Ditos ouvidos lá para os lados da Caloura.
(2) - Nome fictício.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
DA GERINGONÇA À TRAQUITANA
Os artigos dirigidos a este blogue passarão a ser publicados em
www.maismeio.blogspot.com
www.pressportugal.blogspot.com vai entrar num período de reflexão... sugerido pelo filósofo de Arroios, um leitor desde a primeira hora e muito crítico antes disso...
Gente de direita, (portuguesa, coisa diferente das direitas europeias) inspirada pela pesporrência lexical do prof. Vasco Pulido Valente, começou a denominar de geringonça a aliança entre os três ex-grandes "inimigos políticos"; socialistas, comunistas e bloquistas: velhos experientes uns, frescos nas contendas outros, em lutas contra a direita. O advogado António Costa geriu a geringonça à semelhança de países mais "civilizados", cuja experiência colocava acima de tudo os legítimos e altos interesses da pátria (deles). Estou a pensar na Dinamarca, na Suécia, Noruega e mais recentemente a Alemanha. António Costa movimentou-se cá por casa de tal modo que se tornou num modelo de novel nacionalista. Procurou assentar a sua base de apoio numa maioria. A maioria dos "pobres" portugueses. Uma espécie rara na União Europeia, onde tudo o que possuem está endividado, penhorado ou em vias disso. Costa procurou mantê-los conscientes de que o seu modelo de distribuição de riqueza era o melhor tendo em conta o passado recente e as perspetivas do futuro. Deu-lhes essa ilusão. A ilusão que precisavam ao contrário da miséria de sonho da traquitana (1) onde viajavam em comunhão de adquiridos o PSD e o CDS. Todos ainda temos em memória fresca o gosto salivar do que foi a saída dos que ficaram sem emprego. Saíram com a mala de cartão. Dizem que foram para o estrangeiro cerca de 400.000. Quando eram governo, tanto Passos Coelho quanto Paulo Portas - por terem atrás de si a força monetária da Troika - estiveram sempre sólidos. Até pareciam verdadeiros governantes, não desfazendo, claro está. Costa, através de uma urdida e bem sucedida planificação parlamentar, foi desfazendo a boa imagem que a coligação de direita construiu perante o seu próprio eleitorado. Quanto mais CDS e PSD estejam unidos ou cada um por si o certo é que os ataques que fazem ao PS e a Costa se transformam em cimento armado que é atirado contra o muro meio esfarelado que dá pelo nome de geringonça. Costa - penso eu - já está a gostar muitíssimo de ser criticado. Parece que é um favor que lhe fazem. Veja-se, por exemplo, o que aconteceu com o roubo de armas em Tancos. Contado por miúdos, saem fortalecidos tanto o Governo quanto a Polícia Judiciária. É assim, sim senhor. Quanto mais lume a traquitana (PSD E CDS, juntos ou em separado) ateia contra Costa e Associados, mais simpáticos ficam vistos pela opinião pública. A PJ fica mais forte em todos os sentidos, o Ministério Público afastou a poderosa PJM e indiretamente o primeiro-ministro António Costa é hoje o mais impoluto político nacional pois tudo que pertence ao circulo da Justiça é com ela que deve ser tratado . Diz ele: nada de misturas. O que é da Justiça é do Carlos Alexandre, perdão é dos Tribunais. A traquitana está a rolar estrada fora mas a desfazer-se. Dentro dela Rui Rio e Assunção Cristas andam aos saltos mal as rodas da sua carroça passam por cima de um calhau. Cristas está afónica ou então fala para surdos. Entretanto, Rui Rio está a ficar muito pouco comunicativo. Então, desde que Bruno de Carvalho se tornou uma verdadeira star, Rio praticamente desapareceu ou foi ofuscado. Quem tem surgido, menos desengonçado, é o advogado Pedro Santana Lopes. Aquilo é que é, sim senhor, ainda não captou um único voto para o seu Aliança e já bota figura. Querem ver que ele vai arrumar com os laranjas e roubar votos aos inimigos dos inquilinos pobres?
Adeus meu povo! Vou saltar de blogue. Beijos e abraços àqueles que perderam o seu tempo com estas linhas ou outras do mesmo autor.
(1) - Carro desconjuntado de quatro rodas para duas pessoas.
sexta-feira, 30 de novembro de 2018
A ESQUERDA EMBALSAMADA
Olhemos para o estado dos embalsamados que se encontram na sala dos "Passos Perdidos" da nossa Assembleia da República ou salão de espera. Em qualquer casa que se preze, quer seja de origem burguesa ou fidalga existe sempre uma sala ou salão de espera. Geralmente o novo-rico, o burguês de raiz e o fidalgo expõem o que de melhor na arte (pinturas valiosas, por exemplo) conseguiram, conforme os casos, comprar ou herdar . Façam um pequeno esforço mental e imaginem os passos perdidos da casa do senhor Joe Berardo. Embora tenha comprado obras de arte ao quilo, o facto é que teve dedo e sorte nas suas compras. Aquilo eram Picasso, Lichtenstein, etc. Quer dizer, que apesar de um certo desfazamento entre o intelecto do proprietário e a linguagem da arte, o que é certo é que o senhor Berardo contribuiu, em muito, para a reconstrução do Portugal cultural, nascido do 25 de Abril de 1974. Há males que vêm por bem, como dizia o outro. Com esta atual esquerda (herdeira da que nasceu com a restauração da democracia que sobreviveu entre 5 de outubro de 1910 até 28 de maio de 1926 em que parece que se votava livremente para se escolher os representantes do poveco) passa-se a mesma coisa. Karl Marx, Lenine e outros "pensadores humanistas" empestaram o mundo com receitas genocidas (as suas teorias implicavam a morte e destruição de uma classe social por outra. Isto é, não deixar ninguém vivo (proprietário, burguês, fidalgo). Bem, também há aqueles pensadores anticomunistas que alinham com diretrizes genocidas. Quer dizer, bombardeiam cidades matando aos milhares dos seus habitantes. Voltemos à sala dos Passos Perdidos. Se dermos uns poucos de passos acabamos por vislumbrar o hemiciclo onde se batem à língua os deputados. O que se passou com o este orçamento que foi aprovado tendo como apoiantes os sacerdotes atuais dos divinos Marx e Lenine? António Costa embalsamou-os. Não sei como o fez, mas o que é certo é que extrema-esquerda (BE) e esquerda-social (PCP) aprovaram todas as medidas que o governo de direita do PS propôs. Houve alguns desaguisados mas isso foi para atirar areia para os olhos. O orçamento passou! A embalsamada Catarina Martins (aspirante a um cargo governativo futuramente amigada ao PS de direita; o PS de esquerda é o tal que grita OLÉ) para manter o Bloco de Esquerda como uma corrente de pensamento português válido para as urnas teve que riscar tudo que na revolucionária e raivosa doutrina apregoou junto às massas. Entenda-se por massas uma certa juventude, um certo eleitorado politicamente consciente (valha a verdade) e saudosistas de uma linguagem à Che. Quer dizer, Catarina pertence já ao mundo mitológico da esquerda bem pensante. Mal comparando, às vezes em certas campanhas americanas surgem uns intelectuais - do tipo de professor milionário - que concorre levando atrás de si aquela juventude académica que tem horror ao trabalho e à guerra, que adora filmes de esquerda, umas passas e muita festa. Chegam aos 15% do eleitorado yankee. É obra! É o destino de Catarina. Ela que não deixou que o BE se transformasse num PRD do senhor Eanes (já proposto a marechal) pois o inócuo mentor Louçã foi pregar para outra freguesia. Ela sabe que para continuar a ter voz e vida em São Bento terá que se colar ao PS de Costa. De outro modo resta-lhe fazer parte dos embalsamados dos Passos Perdidos. Uma palavra para outro embalsamado do museu dos Passos Perdidos. Jerónimo de Sousa aguentar-se-á o tempo de vida dos velhos e velhas comunistas. Os jovens comunistas que aderem ao PCP fazem-no por hereditariedade, o que liofilizarará o partido muito depressa. O PCP não cresce. Os operários e as camponesas, que usam telemóveis e vão ao cabeleireiro, que se deslocam em viaturas como os seus inimigos burgueses a quem desejavam matar à Marx, já não sentem aquele ódio genocida de classe tão intensamente quanto aqueles funcionários do partido que passaram metade das suas vidas na prisão. O PS de António Costa, um PS tipicamente partido de direita higiénica europeia, embalsamou todos os seus adversários. Eh pá, e o CDS e o PSD? Não tem problema. Ambos estão, por enquanto, metidos num aquário. Ora bem. Voltemos para a entrada dos Passos Perdidos. O embalsamador Costa, qual guia turístico, apresenta-se como guarda diurno. Minhas senhoras e meus senhores: aqui à minha esquerda temos a embalsamada Catarina Martins. Por debaixo dela pode ver-se uma gaveta que contém uma disquete. Logo a seguir e também em tamanho natural temos o último pacifista e pregador estalinista, Jerónimo de Sousa. Por debaixo dele, em vez de disquete aparece-nos uma cassete. Por que razão nem Assunção Cristas nem Rui Rio já não estão embalsamados? Serão os últimos a ir para o laboratório, pois o nosso embalsamador anda à procura do Arménio Carlos e do Mário Nogueira que são os que estão à vez. Já tivemos um homem assim na nossa história recente. Só que ele usava o terror e a polícia política para embalsamar. Também se chamava António, por acaso. O que é que este António tem? Acho que tem muito dinheiro e o distribui cristãmente. Os portugueses estão mais contentes.
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
QUE MILAGRE FOI ESSE DE O EURO SE TER IMPOSTO NO MUNDO QUE PERTENCIA AO DÓLAR?
INVENTEMOS: O EUROMARCO
Passa pela cabeça de alguém que o euro poderia sobreviver sem a Alemanha o ter amparado perante o mundo das economias? Imaginemos o euro tendo à cabeça a França. Quem confiava aos gauleses mais do que meia coroa de milho torrado? A França a dirigir o mundo europeu??? Mesmo aliada à Espanha, à Itália, à Suécia, etc e tal, quem olharia direito para estes desgraçados como exemplos de uma qualquer economia que repousasse na confiança de uma moeda que veio a emparelhar com o poderoso dólar norte-americano? Sem a Alemanha no plantel esta Europa do euro não existe. Imaginemos o euro sob a orientação francesa: onde já estaria esta moeda forte que cobre transações por todo o planeta? Mas é preciso alguém perceber de economia para poder afirmar que o nosso euro não é mais do que um euromarco encapotado. A Alemanha mantém-se forte enquanto a França, a Itália e a Espanha estão a desagregar-se. A França, entra dia sai dia, depara-se com motins de rua, a sua Segurança Social deixou de funcionar em 40 por cento. Os impostos subiram de tal maneira que até os próprios franceses escolheram há muito investir fora do país. Se não fosse este novo apogeu germânico - que a tem suportado - a pátria de Napoleão já tinha entregue à Le Pen a solução da situação. É olhar para a sua história recente e desenterrar o De Gaulle... A Itália está à Le Pen. Isto é, o Norte puxa a corda e o Sul faz contabilidade à la Don Corleone. A Espanha já perdeu a vergonha. Isto é, mantém em prisão cidadãos da Catalunha por delito de opinião. E o tal Caudilho está mais que morto. Enterrado não está pois vai ser expulso da sua última morada. Não pagava renda à História. É uma espécie de nazi agora despejado. A França que também alinhou com os nazis (que o diga o nosso (por nós) escondido heróico e histórico cônsul de Bordéus, Aristides de Sousa Mendes) soube safar-se à custa de uns Sartres de trazer por casa. A França sempre foi puta em coisas de cultura. A Madame Bovary está-lhes no sangue. E Portugal? Não, não se pergunta ao Eça. Lembram-se do maior inimigo de Afonso Costa? Eram os grevistas! Enquanto não deram cabo da Primeira República não descansaram. Agora, temos um primeiro-ministro que também é Costa mas não Afonso. O nosso António chupa todas as semanas com uma greve cirúrgica. Imagine-se o que estão agora a fazer à Alemanha: impedindo que a produção de carros alemães saia das suas fábricas situadas no nosso país. É de doidos. Querem matar uma das galinhas dos ovos de oiro que têm mantido esta pedrada economia como um bom exemplo a seguir. António Costa têm de "falar" com os estivadores. É que para além de eles terem a razão pelo seu lado nas suas reivindicações eles representam um poder imenso que se cai nas mãos erradas não há governo que se segure por mais compagnons de route que se amem, unam ou se abracem em nome de uma muralha antidireita. Nós estamos para o euromarco como o Santuário de Fátima para as esmolas. O português está sempre a pedir fiado e milagres. De entre estes é assim: um dinheirinho querida Santa. E dirigem-se mais à Mãe do que ao Filho pois este é mais judeu para dar. A Mãe merece templos e santuáríos porque apesar de muito receber é ela que alimenta legiões de retalhistas, de sacerdotisas e ministros (de Deus).
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
O PAÍS ESTÁ SUSPENSO DA DECISÃO DO JUÍZ .DO BARREIRO
Um antigo colega meu, que é adepto do Sporting Clube de Futebol e a quem assuntos respeitantes a Aristóteles, kant e Estaline lubrificaram-lhe a torre de controlo, interveio no espaço dedicado à Opinião Pública; uma rubrica matutina da SICNotícias. Eu estava meio a dormir meio acordado e a coscuvilhar a vida de dom João V (num livrito que acompanha o semanário Expresso) quando lhe reconheci a voz. Tratava-se do assunto do dia, das semanas, dos meses e se o bom Deus portuguelizado dos judeus não nos acode temos coisa para um ano ou mais. É só a Press lusitana querer e depois é só chuparmos a sua alongada difusão. Eu amava o zapping, mas qual quê, mudar de canal para quê se é tudo futebol? Para quê irritar-me com dom João V, o esbanjador de ouro e diamantes que só catedrais e mosteiros de luxo mandou construir descurando estradas e portos, por exemplo, se eu vivo num lodaçal neuronal que nos arrasta dia após dia para um quadro social que julgávamos ter terminado em abril de 1974? E Afonso Gonçalves (o filósofo de Arroios e divinizador do estagirita) a falar em significado e significante, pois irritara-se com o conceito de terrorista malparado por quem de direito. E disse mais coisas que não entendi sobre terrorismo, mas que procurarei reavivar no nosso próximo encontro recheado de altas filosofias onde Vénus de alcova é visualizada e é onde melhor me adapto para repescar forças para fazer frente aos custos no futuro de um possível alzheimer e outros compagnons de route tais como os antibióticos. De repente, e enquanto escrevia este texto, as notícias saltam da pantalha e salvam a imagem da nação: Bruno de Carvalho sai em liberdade apesar de ser obrigado a apresentar-se diariamente numa esquadra de polícia e de ter de arrotar com 70.000 euros de caução (ai o que não faria eu com este cacau. Bem, eu e o filósofo de Arroios em puras e mitológicas encenações, claro está). Esta postura do Juiz do Barreiro tem peso histórico. Mais tarde havemos de a estudar em termos políticos. Chocou muita gente a acusação de terrorismo a uns tantos malucos da bola. Gerou-se de todo uma grande confusão nas tolas de muito boa gente. E muito boa gente amiga de arruaças passou a ter o rabinho apertado não lhe fossem bater com muito estardalhaço à porta e depois de vasculharem os trapos a levasse ao canil onde geralmente são enviados os prevaricadores. Bem, a não ser que Ana Leal - que prometeu que logo à noite vai tratar certos grupos violentos com o mesmo apetite com que abafou a IURD - venha ajudar e a enriquecer o conceito de terrorismo. Tivemos ainda recentemente entre nós grupos que praticaram atos de terror chegando a cometer homicídios e que foram tratados como associação criminosa. Foram julgados e pouco tempo depois amnistiados. A área é pertença da política!!! No caso recente e acerca de coisas do futebol, enfileirá-los em designação terrorista parecia demasiado e até certo ponto contraditório. O Juiz de Instrução do Barreiro, com a sua apreciação, veio contribuir em muito para dignificar a Justiça. Espero que faça escola. Este Juiz é um Juiz constitucional. Já podemos dormir descansados!
Nota: sou benfiquista!
Nota: sou benfiquista!
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
O PADRE MANUEL ANTUNES, O MITO E O LOGOS E OS PARECERES DE ALGUNS NACOS CEREBRAIS
Naturalmente, a convite do Jornal de Letras, dirigido pelo ex-antifascista José Carlos de Vasconcelos, alguns nacos cerebrais da nossa comunidade letrada e não só (1) puseram-se a debitar encómios para serem encaixados no conhecido quinzenário e relativos ao centenário do nascimento do padre Manuel Antunes. As baboseiras ronhosas foram tantas que mais pareciam discursos de parabentalização dos cem anos da avozinha do Capuchinho Vermelho muito antes de ser comida pelo Lobo Mau. Fui aluno do Padre da História da Cultura Clássica. O que ele dizia nas aulas repetidamente entra ano sai ano era sempre o mesmo, com algumas exceções relativos a acrescentos provenientes das suas investigações em períodos de férias. Comprar a sebenta com aquilo que ele debitava qual gravador audível em baixos decibéis era o mesmo que assistir às suas aulas cheio de sono que ele também fomentava inocentemente. O Homem sabia tudo e mais qualquer coisa. Era para mim uma autêntica pipa de saberes. Falava línguas mortas ou de antigos (re)vivos textualmente. Lia-as nos originais. Quase que apostava que ele sabia mais coisas sobre os Gregos do que eles sabiam de si próprios. Era um sábio enciclopedista. Hoje, seria comparado a uma wikipédia volante, mas muito mais rigorosa e científica. Ouvi-lo discernir sobre o Mito e o Logos era cá uma coisa tão intensa que se podia comparar com uma descida ao Hades logo seguida a uma subida ao Olimpo. A maioria não percebia nada do que o bom Padre narrava com palavras recheadas de bolor conventual. A sua Cadeira servia vários cursos. Derramava cultura sobre todos e todas aqueles que frequentavam as salas de aula e que certamente se autopropunham para serem mais tarde considerados a futura elite intelectual e nacional. Coisas do Estado Novo ao pretender formar o seu futuro escol representativo. O Padre colaborava com o censório Estado Novo como quem vai obrigado à missa de domingo para não ser visto como suspeito do pároco, das beatas e dos bufos. Quer dizer, para não ser mal visto. Era como todos nós, que embora não colaborando, permitíamos em consciência aquela pouca vergonha. Claro que houve exceções, mas estas cabiam a funcionários efetivos do Partido Comunista que vivia de remunerações e donativos provenientes do Kremlin. A aulas de Manuel Antunes eram chatas e peganhentas. As Aulas Práticas, dadas por uma assistente do tipo mnésico repetitivo, eram cá outra pegada de dinossauro: Ulisses e as suas rotas marítimas até que voltasse para a sua Penélope tornada virgem tantos foram os anos a seco que passou longe do aventureiro , seu homem, e dos seus excessos sexuais (digo eu que naquela altura dava lugar a "despejo" qualquer atitude depravada conotada com a área dos prazeres. Para terminar, pois quem quiser saber o que fora aquela pipa de saber mas não de sabores na boca de graxas intelectuais que leia os tais nacos cerebrais no JL. Dizia eu, que uma coisa era ler os Diálogos Platónicos e abrir a boca de espanto com tanta interação entre aprendiz e mestre, outra era ouvir falar de Filosofia por quem não tinha a elasticidade socrática. Talvez Manuel Antunes soubesse mais do que um Sócrates e um Platão juntos, mas que me fizesse vibrar como eles isso é já outra conversa.
(1) - Ramalho Eanes, G. Oliveira Martins, José Eduardo Franco, Lídia Jorge, Luís Machado de Abreu, Luísa Ribeiro Ferreira e o Miguel Real que na altura em que era aluno de Manuel Antunes utilizava outro nome.
domingo, 4 de novembro de 2018
O PRÓXIMO DILEMA DO PROFESSOR MARCELO: RECANDIDATURA
Alguns pisteiros já começaram a aventar a hipótese de o prof. Marcelo não se recandidatar à Presidência da República. O próprio dá a entender que sim e que não. O costume! O senhor Presidente da República é hoje prisioneiro de um edifício prisional que ele lucidamente construiu. Hoje, considerado o querido senhor Presidente, ninguém daquela oposição costumeira se atreve a combatê-lo porque isso poderá sair caro pois há um eleitorado que se lhe rendeu de norte a sul. Comunistas e bloquistas caladinhos. Ofender o senhor Presidente é quase equivalente a denegrir o Milagre de Fátima. Nos dias de hoje até os descrentes olham para o lado. Deixa passar! Que diferença entre Marcelo e Cavaco. A este ninguém o poupou nem o poupa. Há um ou outro jornalista mais afoito que insiste no mistério de Tancos. O Presidente, Comandante Supremo Nacional das Forças Militares, responde e bem. Com quê? Com a maior parada militar dos últimos 44 anos . Isto e o seu discurso fecham qualquer hipótese que coloque em causa as Forças Armadas. Foi uma resposta musculada e à antiga maneira portuguesa. Já não era sem tempo! Recuai maledicentes que nem tudo é para destruir! Marcelo vai a todas. E em todas é bem vindo. Ah, e todos aqueles que anseiam por boleia da sua "bela" imagem esticam-se a seu lado. Mais um pouco e Marcelo confundir-se-á com Portugal. Se Marcelo optar por não se recandidatar vai ter tanto ou mais peso público quanto a vidente Lúcia. Ele sabe-o. "Santificada" em vida era visitada por fieis de todo o mundo. Marcelo sabe que está a milímetros de atingir o maior estado de graça de um político jamais alcançado entre nós, exceção feita a Dom Sebastião. Salvo seja! Continuar, vai borrar a pintura! Esta é a prisão dourada com que o nosso querido Presidente convive e vive. Marcelo não é um político! Marcelo fez política, o que é diferente. E António Costa? Já aqui nestas colunas se disse tratar-se de um dos mais inteligentes senão o mais inteligente dos políticos portugueses. Por esta razão, enquanto governa olha para a circum-navegação de Marcelo. Quanto mais créditos arrecada Marcelo mais Costa o incensa. De tal maneira que se transformou num seu alter ego. Melhor dizendo: Costa não é de esquerda. Também não é de direita. Não é do centro. Também não é dos extremos. Ele é Marcelo. É o seu herdeiro. Não foi legitimado. Legitimou-se. E a nossa direita e extrema-direita? Lembram-se do comboio que levou Lenine à Rússia? Lacrado até à chegada, digo eu, até às próximas legislativas. Claro que tudo está dependente do que a economia ditará. Se ela engonhar não haverá ícones que se mantenham de pé. Se a informação sobre o futuro estiver ao alcance de Marcelo, certamente que ele não se recandidatará. Querem apostar?
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
CABRITA, EDUARDO: UM MINISTRO DOS TEMPOS MODERNOS
O senhor Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna - a quem as polícias devem obedecer politicamente (não sei o que isto quer dizer mas deve haver quem saiba) - condenou a publicação de fotografias de uns fugitivos, que tinham sido recapturados pelos agentes da PSP (cuja ação foi coadjuvada pela denúncia da namorada de um deles), a quem os juízes de instrução tinham aplicado a mais potente-gravosa medida de coação: prisão preventiva. Se, por um lado, a maioria da população esteve de acordo com a publicação das fotos, já outros portugueses comungaram com as palavras acusatórias de Sua Excelência. Os homens praticavam furtos. Num país de muitos corruptos e de muitos ladrões (se duvidam leiam, por favor, o Correio da Manhã), a verdade é que quando se assaltam bancos (organizações que uns tempos a esta parte roubam descaradamente os portugueses) certa malta fica contente. Pois o ditado que diz: ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão, não é desprezível. Eu próprio fico contente quando alguém consegue roubar um banco sem ferir nem matar ninguém. (o assalto no século passado ao BdP da Figueira da Foz foi tão giro). Posto esta asserção, passemos adiante. No caso dos fugitivos (que até eram gémeos) a ação deles é de pura malvadez para com idosos. Assaltavam-nos (porra eu sou um idoso) e não contentes com isso batiam-lhes sem dó nem piedade cristã. Tudo isto veio relatado pelos órgãos de comunicação social. Claro que este tipo de violência em quem não se pode defender faz crescer muita raiva. Estou em crer que se metessem numa sala meia dúzia de idosos, cada um com o seu varapau, a rodear os cativos bem amarrados que não lhes restaria pulmões para respirar nem ossos para se porem de pé. Digo eu que nunca vi cena como esta. É só uma experimentação... Pagava para estar lá... Em que é que ficamos: condena-se a publicação dos malfeitores "gerontofóbicos" (1) ou manda-se o ministro fazer as necessidades numa retrete massai, lá para os lados de Mombaça? Pessoalmente, acho que todos têm direitos adquiridos e que estão esparrachados na Constituição Portuguesa. Umas vezes a Constituição é Mãe, noutras deu para adoção... Bastava o senhor ministro ter escrito uma carta ao comandante da operação a explicar pedagogicamente que aquilo não se deve fazer por que dá má nota ao País lá fora e não borrava ainda mais a imagem da PSP. Não tem dois dias, quando as televisões publicaram fotos do aeroporto de Lisboa (general Delgado) com a notícia de que um agente policial teria ficado com 300 euros de uma carteira que fora achada por um turista e que lhe fora entregue. Fizeram um chinfrim dos demónios. Não vi ninguém levantar-se e dizer que o polícia também tinha direitos. E que não sendo condenado presumia-se inocente. Nem o ministro Cabrita veio a público para relembrar que somos um País Moderno Europeu. Mais a mais tratando-se de um seu subordinado, fica-lhe muito mal ter dois pesos e duas medidas. Defender um polícia (ainda que presumivelmente inocente) é pior do que defender os direitos de um trio de facínoras e algozes de velhos e velhas indefesos? Depois do mal estar feito que interesse há em recriminar sem aplicar uma pedagogia que modifique comportamentos desviantes. Não faz sentido proceder de outra maneira se de facto queremos apanhar o comboio dos "civilizados" europeus a quem nos entregámos para adoção e sem a ajuda da IURD.
(1) - Ódio aos velhos com intenção de os maltratar e roubar. É este o sentido da palavra.
terça-feira, 16 de outubro de 2018
"MOURAMOTO" OU A VOLTA DE MANUELA MOURA GUEDES
Manuela Moura Guedes, da TVI, não é a mesma que agora é entrevistada pelo Rodrigo Carvalho, que também deu em escritor, na SIC (às segundas-feiras logo após o telejornal das 20.00 horas). A "terrível" jornalista era senhora de um programa e tinha colaboradores que investigavam temas quentes. Abria o telejornal e ela avisava: sou a Manuela Moura Guedes. Mal ela abria a boca (que inspirou vários cartoonistas) muitos políticos e administradores-políticos estremeciam, sobretudo o então primeiro-ministro, eng. José Sócrates. A porrada era tanta (perdoem o plebeísmo, é que sou plebeu dos quatro costados) que até se diz que J. Sócrates tentou mandar na TVI através de espanholadas para correr com ela. Dizem, que eu não estava lá. O mundo mediático, invejoso e da má língua nacional aguardava inquieto o seu grito de guerra: EU SOU A MANUELA MOURA GUEDES. Os seus jornalistas e repórteres de imagem perseguiam as suas vítimas até ao bidé. Acredito que a muitos o trânsito intestinal tivesse ficado alterado para pior. Que me lembre, só uma personalidade lhe fez críticas diretas e que fora convidado para intervir no seu programa: o desbragado Marinho e Pinto, jornalista, advogado e agora deputado europeu. Foi uma cena! Marinho perdeu o controlo e alterou-se em defesa dos figurantes que eram alvo das investigações de MMG. Não vou trazer o passado da apresentadora para aqui. Mas o que é certo é que esse célebre programa foi abafado e MMG foi de férias. Moura Guedes é bem nascida e esteve sempre a marimbar-se para a cultura do politicamente correto ou mesmo para a parolice dos que por mais que não queiram não passam de pirosos e que de um momento para o outro - imaginem - mandam na gente. Vem-lhe daí muita força psicológica. Bem, ela está-se nas tintas para o modelo imposto pelos que dominam este "Portugal pós-25 de Abril". Bem, e agora, onde está o tal berro que ela dava na TVI? A partir daqui vou inventar: a SIC, em virtude de "baixo rendimento" resolveu ir ao mercado buscar artistas de primeiro plano para não ficar para trás nas audiências. Sousa Tavares já não rendia o necessário como comentador e até estava a ser ultrapassado por um empresário-comentador (J.Júdice) na TVI. Sai Miguel ST e entra quem para chamar espreitadores de telejornais? No panorama de comentadores não se encontra ninguém que não chateie a molécula ao parceiro. Rodrigo Guedes de Carvalho e Clara de Sousa já estão gastos de imagem. É sempre a mesma lenga-lenga. Venha a Manuela! Eh pá, vocês sabem onde se vão meter? É um risco! E foi! Os temas que ela comentou na passada segunda-feira já estavam mais que escoados. Só que ela, a MMG, apimentou tudo que Rodrigo lhe propôs comentar como PROCURADORA. Quer dizer, procura notícias para comentar. Bandalheira, disse ela do que se passou em Tancos e não só! Depois, "espancou" ministros que saíram. O sorumbático Rodrigo fez uma cara de quem está a assistir a uma missa e ao lado dele está um cristão a tentar apalpar as nádegas a uma beata nova e disse-lhe: o tempo esgotou Manuela. Agora só para a semana. E logo ela que tinha muito mais a dizer... A questão que se levanta é a seguinte: será Manuela Moura Guedes uma comentadora ao serviço da SIC? Se é arrasta a SIC para as suas posições. Compromete a estação tanto quanto comprometeu politicamente a TVI. Não representando nenhum partido político será ela uma comentadora independente? Pode dizer o que quiser e como quiser? Se é assim torna-se na mulher mais poderosa do nosso quintal. Está por sua conta! Estará a SIC desesperada no que diz respeito à tesouraria? Isto só o dom Francisco é que sabe! Bem, para terminar esta conversa de café: será que na próxima aparição de MMG ouviremos: sou A MANUELA MOURA GUEDES ou ela irá reformular o modo como chicoteia figurantes e temas com o seu léxico de traulitadas e fogosas palavras, já amansada pelo olhar reprovador do idoso (em tempo de serviço) apresentador?
Nota: Será que Manuela Moura Guedes vem inaugurar uma nova maneira de fazer televisão que já se assiste pelo mundo ocidental e que terá a cumplicidade e cobertura total da SIC?Mais, que eu me enganei ao analisar o fácies de Rodrigo Carvalho sendo este apenas o rigoroso controlador do tempo de antena?
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
MOÇA DE ALTERNE, PROFISSIONAL DO SEXO E OPERADORA TÉCNICA DE APOIO SEXUAL
Alterne (consulta do dicionário Priberam):
substantivo masculino
Atividade realizada por mulher contratada por estabelecimento noturno para fazer companhia aos clientes e estimular as suas despesas de consumo (ex: casa de alterne); adj. f. s.f., diz-se de ou profissional do alterne.
Profissional do sexo:
Em Nova Yorque há - como em todo o mundo - empresários e empresárias que dirigem mulheres que oferecem o corpo a fim de praticar sexo com clientes. De graça não é!
Operadora técnica de apoio sexual:
Diz respeito a profissionais que para além de relações sexuais normais permitem o sexo anal. Pagando, claro!
As mulheres que prestam os serviços atrás referidos recebem à peça diariamente, ou noutras ocasiões e dependendo da entidade patronal podem vir a receber à semana ou ao mês.
O caso Cristiano Ronaldo é apenas aqui referido pelo que os meios de comunicação social transmitiram. Muitos deles difundem informações afirmando saber que as acusações constam do processo contra ele.
Por aquilo que se ouviu e viu parece que a americana - mais famosa do momento - pertencia ao primeiro grupo. Isto é, apenas incentivava ao consumo de bebidas não praticando a prostituição. Claro que há alternadeiras que acumulam duas ou mais tarefas. Não parece ser o caso.
Pelo que se viu, ela seduziu-o agarrando-se a ele Cristiano na boate onde trabalhava como alternadeira. O facto de ela sair do local de trabalho depois de se enrolar com ele e aceitar o seu convite para ir até ao seu quarto permite colocar em dúvida as suas declarações. Claro que o desmontar de todo o percurso que a leva até a uma esquadra e a participar muitas horas depois do que chamou de violação e que a Justiça Americana também insere no mesmo conceito, pertence à polícia de investigação criminal. Quando se é acusado de violação nos Estados Unidos pode-se encomendar a alma ao diabo. Ou fugir, como acontece a muitos que foram perseguidos e presos. Mesmo que fujam, os americanos vão buscá-los onde estiverem. Ou pedem a sua expatriação. Tudo isto se sabe através das notícias que os órgãos de comunicação social "apregoaram". Claro que não tem havido da parte dos comunicadores qualquer vontade de o defender minimamente. As polícias terão de medir o tamanho do pénis do futebolista. Penso que é importante para se inferir dos estragos. O maior jogador do mundo terá também o maior pénis do mundo? Caso é!!! Que raio! Teria a americana pensado que ele teria um pénis do tamanho dos seus conterrâneos? Dizem que é pequeno. Dizem que eu nunca provei! E depois, quando começou a senti-lo (na Madeira as bananas são famosas pelo tamanho), ai madrinha que me matas! E Ronaldo frente à baliza vai desistir de marcar golo? Está compenetrado a cem por cento. Não ouve a sua consciência. Aliás esta estará fora da cabeça. Penso eu. Ela disse bem claro que não queria. Ele não para, logo comete violação. Na América é assim. Nos países latinos, acho eu que é diferente. São culturas diferentes. Para os americanos só conta a vagina e as mamas. Para os latinos, tudo que é buraco é um amanho. Pobre moça! Pouca cultura, é o que é! Depois, as americanas quando conseguem recolher o sémen dos machos que as fornicam guardam-no para futuras ações. O Presidente Clinton não foi vítima da Mónica? Ah, parece que foi sexo oral! Passados uns tempos, ela passa de vitimária a vítima. A americana começou por ser a caçadora. O nosso banana ficou fascinado. Quem não ficaria? O Padre Cruz não ficaria. Ele era um santo, não jogava futebol e era um teso (pobretanas). Todos querem dar conselhos a Ronaldo. Eu não escaparei a esta sina. Ronaldo, por favor, vão chupar-te os milhões que ganhaste nos campos e na venda da tua imagem. Põe tudo o que tens no nome de tua mãe mas obriga-a a assinar um contrato em que ela te devolverá tudo, cobrando apenas uma percentagem de amiga. Se não te cuidas ficarás como um Galo da Madeira todo depenado. Olha bem para o que aconteceu àqueles que foram apanhados nas malhas da justiça. Vão aparecer dezenas de mulheres que te vão acusar disto e daquilo. Que lhes foste ao pacote mesmo em sonhos. Haverá sempre um advogado que vai fazer com que fiques sem uns milhões por isto e por aquilo. Por "sexo-pós-traumático". Eu sei lá o quê. Que alegrias nos destes na nossa seleção. O que fizeste no Manchester, no Real Madrid e agora na Juventus mesmo ainda sem jogares... Tu o melhor do mundo, o orgulho de todos até do nosso Presidente. Tinhas o mundo na mão e de um dia para o outro já te estão a tirar a tua imagem de tudo que te enchia os bolsos. Tens um aeroporto com o teu nome. Que irá acontecer? A americana quer dinheiro? Dá-lho! Me Too está à coca! Ninguém vai escapar à vingança das mulheres que foram escravizadas muito antes da Arca de Noé ter encalhado no Monte Ararat. Elas querem sangue! Seria bom dizer-lhes que fazer sexo com elas mete violência, força e cadência. Então um desgraçado está no ato e de repente, a mulher diz: para! para! Se um homem não se aguentar e já não tiver travões fica logo ao alcance de uma acusação de violação. Terá sido o caso Ronaldo? Um homem não é de pau! Dizem que há os que o têm! Pobres mulheres! Já estou a arrastar as botas, mas se pudesse eu corria para uma qualquer esquadra e denunciava o assédio a que fosse sujeito. E isto só para as ver algemadas a entrar no carro da polícia. Senhor guarda, olhe-me só para o estado do meu pénis! Tem ADN! Tem saliva, meu bom guarda! O que fazer daqui para a frente? Não foder! Fiquem a seco suas noviças de um raio!
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
UM PRIMEIRO-MINISTRO QUE È UM DIPLOMATA E UM DIPLOMATA QUE É PRIMEIRO-MISTRO
Tenho seguido António Costa desde que foi um forte Ministro da Justiça até hoje catapultado em PM. Aos poucos vou compondo o seu retrato psicológico, político, social, etc. Vejo-o como um calmo quebra-mar a receber a fúria das ondas que se formam constantemente. Diria, perante os factos, que há mais quebra-mar que ondas das marés. Isto é, fez Costa da sua atuação um ato de pura diplomacia. Só uma vez me pareceu "irritante". Foi quando foi abordado (ou quase assediado) por uma jornalista atrevidota que lhe surgiu pela frente vindo da parte detrás de uma viatura. Está neste momento a ser entrevistado por Judite de Sousa que usa uma cabeleira modelo Felícia Cabrita coadjuvada por um dos responsáveis pela antiga estação de televisão entregue à Igreja Católica. Não lhe sei o nome, mas parece-me mais um ricaço intelectual português do que um aguerrido noticiarista. A dupla "TVIsta" colocou ao PM toda a salgalhada que anda na boca dos comentadores. Todas as perguntas do casal levaram de AC respostas simplificadas. Isto é, não lançou farpas a ninguém. Não mandou recados a ninguém. Nem à quase elegante Cristas que não se farta de "falar mal e pelos cotovelos" dele à procura de lugares nos assentos parlamentares. Tenha calma o leitor! Não estou a blogar tendo tirado o som do televisor. Eu ouvi-o e bem. Gosto de pessoas educadas e inteligentes. Gosto de António Costa como pacificador desta poça de venenosos que se escaparam do escrutínio de qualidade e se escondem nos corredores ou cofres do Estado e que se transformaram em peçonhentas personagens. Até o poveco ignaro tem dificuldade em engoli-los. Receitas e despesas, incêndios, roubo de armas, estabilidade política, crescimento económico, coligação e parceiros, IRS, aumentos e outras picuinhices formaram um todo. Costa como pedagogo agiu como se tratasse de um plano para uma unidade letiva onde todos nós podemos participar. Tem a palavra a oposição. Espera, está o senhor deputado Montenegro a falar. Está a desvalorizar o discurso do PM. Eh pá, está a fazer o seu papel! Montenegro quer aumento da riqueza e crescimento económico. Ó senhor Montenegro!, então quando há mais riqueza ela em vez de ser distribuída pelos tesos vai sempre cair na bolsa dos ricos e dos que muito têm. Vou terminar. Quer o senhor Montenegro que o PM diga se está mais para a esquerda ou se está mais para a direita. Conhecendo Costa como eu o conheço (1) só me posso rir. Rir e muito. Bem, vou esperar mais um pouco para não estar a tomar partido coisa que me afeta a circulação do sangue. Ferreira Leite, Bernardino Soares, Fernando Medina estiveram respeitáveis. Paulo Pereira comentador da TVI esteve bem sobretudo quando referiu a ginástica de Costa sobre o IVA na eletricidade. E não é que fiquei influenciado com a lição diplomática de António Costa. Isto é, não falei mal de ninguém neste texto. Eu sou um cavalheiro, disse de mim para mim.
(1) - Conheço António Costa da televisão. Nem uma selfie sequer consegui.
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
SERÁ QUE O ENRIQUECIMENTO ILÍCITO NÃO FAZ PARTE DA TESOURARIA DOS PARTIDOS POLÍTICOS PORTUGUESES?
sábado, 22 de setembro de 2018
VITÓRIA SEXENAL DE ANTÓNIO COSTA SOBRE A PROCURADORA-GERAL?
Mal o senhor António Costa saboreava o fim da sexenal nomeação (1) da senhora dona Joana Vidal líder da Procuradoria-Geral da República, já o seu colega orgânico, (2) Marcelo Rebelo de Sousa, vinha a público - através do hoje mais forte meio de comunicação social - comer um pouco do impacto que a vitória política do Primeiro-Ministro fizera e que levou ao lamber dos beiços a muitos socialistas. E não só? Não, só! PC E BE estão fora da cidade. A senhora dona Joana Vidal tinha sido recebida pelo senhor Presidente havia dois dias antes de uma outra senhora ter sido proposta, aceite e nomeada Procuradora-Geral. Os jornalistas sequiosos questionaram-na após a "visita cordial", há dobragem sexenal?: nada para ninguém. Nas televisões, os comentadores, em especial um, acusaram o Presidente de estar a meter a foice em seara alheia. O Presidente responde via site oficial da Presidência. Que não, que fora mal entendido ou mal compreendido. Coisas de comentadores para comentadores... E a malta interessada? De boca fechada por causa das moscas Lucilia Sericata.
As várias Lucilias Sericatas que sem se fazerem convidadas se puseram a ouvir a conversa.
UM:
Manter aquela senhora irá demonstrar que não tenho uma palavra a dizer sobre a sexenal, coisa contrária à Lei Fundamental.
DOIS:
Vamos fazer o seguinte: eu nomeio mas você indica outro elemento do mesmo género.
UM:
Quem, por Deus?
DOIS:
Alguém do meio mas que seja bem vista em áreas domésticas e natalícias! Um ela...
UM:
Adjunta?
DOIS:
Como nos entendemos! Assim, você fica bem visto e eu passarei também por quem procura a união da Nação. Perdão, do país.
UM:
Só lhe indicarei um nome para a próxima sexenal temporada . De outro modo perderei força política , o que não me convém. Há um Rio calmo por aí e não convém que transborde.
DOIS em voz alta:
Chefe da Casa Militar, estamos com muitas moscas à volta. Faça favor de as expulsar.
CHEFE (de fuzil, despojo das Invasões Napoleónicas atirando a matar):
Ora tomai! (Pum! Pum! Infelizmente deixou escapar todas as Lucilias Sericatas)
Não me parece que seja tal e qual o que lá se passou. Mas, na falta de melhor, é de aceitar a boca das moscas. Tanto o Presidente quanto o Primeiro-Ministro querem colocar Portugal nas boas manchetes internacionais. Marcelo, por que é um apaziguador e um homem de bons sentimentos cristianizados, só lhe interessa estar em Belém como um santo rodeado de fieis. Estar em Portugal sem tirar uma selfie com ele é como ir a Roma e não ver o Papa. Neste caso, o querido Francisco I. António Costa sabe que governar Portugal implica governar para fora. É de fora que lhe virá o reforço do seu poder. Foi e é o melhor diplomata de que há memória. Ele papa tudo (menos a maioria; este povo é muito desconfiado) e todos. Meteu na algibeira o PCP, o BE, o PSD, o CDS. Rui Rio, que em princípio estava de acordo com a substituição de Joana Vidal, para não ser engolido pela estrela de Costa, acabou por se colocar ao lado das contundentes políticas do CDS e a adocicar a boca aos seus delatores que exasperam por um lugar ao sol e a vê-lo pelas costas.
Nota:
Só um Sá Carneiro´ ou tipo Sá Carneiro tinha a coragem para impor a um Presidente da República um nome que não pertencesse ao sistema. Alguém que de fora da corporação pudesse ajudar a Justiça no sentido de a despir de poderes que nos dias de hoje só se verificam em países semidemocráticos. A própria Constituição aponta para tal. Mas qual quê, os partidos não o querem. Preferem utilizar os seus joguinhos para dominar. E vão conseguindo. É óbvio que sem a recuperação do poder musculado da Polícia Judiciária, a Procuradoria-Geral da República seria uma espécie de Santa Casa de Lisboa e pouco mais em raspadinhas. Foi a PJ quem acabou com os excessos da bem armada extrema-esquerda. Meteu os revolucionários - que o 25 de Abril criou - na cadeia, por crimes de sangue. A PJ teve baixas. Houve mortos na sua instituição. Esse poder que ela criou foi entregue em primeiro lugar de mão beijada à democracia burguesa. De repente, saltou como quem não quer a coisa para as mãos dos magistrados do Ministério Público que não passavam de figuras de estilo até então. O poder, o verdadeiro Poder Nacional, passou para as suas mãos. Controlá-lo tem sido uma das mais sofisticadas manobras da classe política. Não tem sido fácil. Depois do que aconteceu com um ex-primeiro-ministro - que foi preso -, "caçados" outros ministros e secretários de Estado, da prisão de um procurador da República que tinha a seu cargo um dossier esquentado, da acusação de corrupção ativa a um alto e importante executivo estrangeiro e de outros casos onde impera o juízo da lei interpretado pelos magistrados do Ministério Público estamos perante algo assustador. Algo assustador para os que por hábitos atávicos se julgam acima da lei. A partir do momento que se retirar poderes à Polícia Judiciária esgota-se o que tem de impositivo o Ministério Público. Era norma no antigo regime que tanto o Ministério Público quanto os Juízes (principalmente dos Tribunais Plenários) e certa força policial fossem unha com carne. Nos dias de hoje há quem acuse de certos resquícios do antigamente certos comportamentos geminados. Por exemplo, o deputado europeu e advogado Marinho e Pinto sempre que pode descarna o que ele denomina de falta de espírito democrático. Não se cansa de dar exemplos, sobretudo quando fala para as câmaras. Competia aos partidos políticos tomarem a seu cargo a responsabilidade de iniciar a reforma que orienta os desígnios que fundamentam o Estado de Direito Democrático. Isto é, separar o Ministério Público dos Juízes que têm como tarefa julgar em nome do povo e não em nome de parcelas.
(1) - Traduzível: uma espécie de sexénio politizado onde se indica o proponente dr. Pedro Passos Coelho.
(2) - Órgãos de Soberania: Presidente, Parlamento, Executivo e Tribunais. Colegas nestes órgãos...
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
RUI RIO REVIGORADO
Passa, nos dias de hoje, pela ingenuidade mental de Assunção Cristas ser a cabeça de cartaz da direita portuguesa. As "conversas de café" e "as sondagens enrola banha-da-cobra" não correspondem às aspirações da líder centrista. Trata-se, como é óbvio, de um erudito trabalho de ficção político-literário que ela melhor do que ninguém arrasta consigo logo após o golpe Geringonça perpetuado por António Costa. Acontece que a piroseira dos novos ricos dos partidos ainda não se deu conta do que aí vem. Vejamos: Rui Rio foi de férias para a terrinha. A direita caiu de cu. Eh pá, que grande vazio se estendeu pelo "imenso" mundo da imprensa de afetações! Ficaram à nora. Onde está a direita? Os laranjas estão feitos! Já nem estão no mercado! O aparecimento do Aliança do comentador dr. Santana Lopes em vez de apontar presença veio ainda mais adensar o mistério , não da Estrada de Sintra, mas onde para (antiga grafia pára) a direita: direita de Sá Carneiro e pouco mais? É que a direita do Prof. Cavaco Silva (PSD sem o PPD) por pouco não recriava o slogan Clero, Nobreza e Povo. Salvou-o a nova burguesia à la Mestre de Avis que emergiu não da "reconstrução" do Mosteiro da Batalha mas que vaidosa e de casaca - à imitação dos grandes de Espanha - se mostra senhoril e entendida em classícismos de encomenda lá para os pátios do Centro Cultural de Belém. Nem Cavaco nem a Press lisboeta entenderam Santana Lopes como político. Infelizmente para ele só o desenharam como um homem de bom gosto, sensível ao eterno feminino, educado, com patine de aristocrata. Cavaco promoveu outros de menor importância. Em suma, foi o PSD/PPD que o arrumou. E fê-lo por inveja, obviamente. Quer dizer, e pesando as palavras o melhor que se pode e deve, Rio não tem pela frente nenhum obstáculo que lhe possa fazer frente. Os seus pequenos opositores intramuros nem sequer conseguem aliar-se e formarem um todo. Chegou de férias o chefe laranja e vendo-se rodeado de pesos mortos ala que se faz tarde. Quem estiver mal que se mude (interpretação minha). Ou servem o partido ou vão procurar emprego noutra freguesia. Resposta a esta provocação? Nenhuma! Estão todos à espera que ele caia antes das próximas eleições que é para ver se não ficam de fora da folha de pagamentos futuros. Esqueceu esta natureza morte criada por Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque - que por pouco não proponham a retirada da estátua de Sá Carneiro do Areeiro - que esse PSD morreu para grande parte do sentimento social-democrata do eleitorado. A partir de certa altura o PS de Mário Soares não teve outra alternativa senão transformar-se num partido social-democrata. O que veio até certa medida encarnar as intenções do povo português tão amigo do tempero médio. Só na vinhaça é que se exagera. Ah, e no bacalhau! Rui Rio já está a ocupar muito mais espaço no balcão das vendas dos políticos que são as estações de televisão. Costa já não vende nem rende como antigamente e os vorazes meios de comunicação televisivos têm de apresentar renovação senão as suas tesourarias berrarão como as cabras de Pedrogão. E o artista que se segue é? Rui Rio! Estão já a enquadrá-lo na perspetiva do Portugal inteiro. Perante propostas dos adversários políticos dá o seu parecer positivo se estivar em causa o futuro do país. Aqueles que pensavam que ele vinha em jeito de Intifada (Intefadah) enganaram-se. A Intifada dele é enfiar no cano de esgoto todos os social-democratas cúmplices deste estado de coisas. Vai ser-lhe difícil desmontar a carcaça de aceitação que se montou à volta da dupla António Costa-Marcelo Rebelo de Sousa. Mas quem estiver atento ao que dizem os "catedráticos" da economia, a coisa está aqui está a rebentar. Pode ser então que Rio volte a calçar o país com um regime social-democrata. Que aquilo que temos usufruído não é carne nem peixe. É uma espécie de escorpião.
sábado, 8 de setembro de 2018
A CAMA DE CASAL ESTÁ PARA UM HOMEM E UMA MULHER (1) COMO O PÁTIO DE PORCO PARA A MATANÇA DO MESMO
Há cada coisa que me passa pela cabeça..., será da idade? Nos primeiros tempos do acasalamento ainda se desculpa o facto de ambos os parceiros sexuais dormirem no mesmo local (cama) depois do esforço e dispêndio de energia que categoriza a cópula animal. No nosso caso: mamíferos. Eh pá, aquilo cansa quando se exagera! A chamada lua-de-mel passa-se na cama. E para quê? Boa pergunta. Vou consultar a internet... Para foder e procriar, está claro. Convenhamos, a malta recém-casada está-se nas tintas para os lençóis. Se ficam sujos de sémen ou de outras excrescências glandulares, isso até que é bom. O pior é quando se esgota o pendor inicial que provoca excitação, coisa energética ainda por explicar sobretudo porque não alinha com a interpretação bíblica. Passados uns tempos, se não for hoje, amanhã também dá. Ou para a semana. Muitos sacralizavam as sextas-feiras. Era nelas que repetiam o ritual. Quando o sexo se torna num ritual ou numa espécie de coisa desenxabida dizem que as mulheres deixam de ter prazer com o parceiro e daí a rejeitå-lo é uma questão de tempo. Depois, porque, por vezes, economicamente não dá para se separarem, elas passam a fingir. Ai, ai, ai que já me vim. Mentira! Nesta fase há já a hipótese do Mouro na Costa. Claro que há os que se separam quando morre "aquele sentimento"; os que tratam o sexo como uma refeição onde um "chef" orienta o ato com todos os requisitos e temperos e nas diversas posições trapezistas; os que utilizam a língua; o dedo nos orifícios inocentes colocados nos seus devidos lugares pelo Grande Criador dos vivos, etc, digo eu. Eu estou a escrever para bananas como eu, não para as gerações que depois da minha andam por aí a fazer sexo e a experimentarem fazê-lo antes de assinarem a sociedade carnal que os lixará reorganizando o seu mundo biológico (em certos casos para sempre). Este mundo biológico é para caramba. A gente não se pode fiar. De repente, vai-se o tesão para outro lado. Muda de casulo. E, pronto, lá vem a fogueira do Dante aquecer um lar cristão: o lar cristão, aquela fortaleza inexpugnável de amor. Do feliz papo cheio inicial, de repente, tudo passa a ser um pesadelo. Ter filhos é outra "desgraça" (para os que trabalham e cujos vencimentos mal dão para pagar a renda e o de comer). Os pobres estão programados para procriar como os coelhos. E têm a seu favor a tal cama de casal. Os pobres fazem sexo às escuras e utilizam muito o olfato. Diziam os velhos do meu tempo - tenho agora a mesma idade deles - que a cama que fizeres nela te hás de deitar. Na cama é que eles fazem os filhotes com a ajuda imprescindível das pernas abertas das companheiras. Os "ricos" de agora já não dormem na mesma cama não só porque já não têm aquele interesse inicial como compreenderam a falta de higiene que é dormir encostado a um mamífero com os seus necessários odores naturais expelidos consoante o seu regular relógio biológico. Chegou-se à conclusão que a maioria dos crimes de homicídio doméstico tem como uma das causas primordiais o facto de os elementos do casal terem de dormir junto centenas e centenas de horas (uma vida). Dá-se uma transferência química entre os dois seres, o que transtorna em muito a consciência do "título de propriedade". Saem de caçadeira com tanta disposição para matar quanto o rural a defender os limites da terra que ele julga pertencer-lhe e dela não abdica. Os animais superiores (o homem neste campo não o é efetivamente!) em vez de matarem as suas fêmeas viram-se contra os adversários que as querem roubar. Os agricultores sabem muito bem que numa canga de bois se um dos animais morre, o outro acaba por morrer também, mesmo se lhe substituírem o parceiro. Se entre dois corpos com massa existe gravidade, é muito natural que algo se passe entre dois corpos humanos quando muito juntos. Não sei nada sobre isso. É só um palpite. Será que os párocos de freguesias rurais e urbanas sabem o que se passa? É que quando eles dizem: "o que Deus uniu, o homem jamais desunirá " poderá querer dizer que a cama é que une com tal força que dói para caramba quando se quer desligar o efeito químico-biológico criado entre os dois companheiros de cama. Eh pá, eu não sei e já é muito tarde para mim vir a sabê-lo. O sexo é muito importante. É quase tão importante quanto o futebol... Se há um ministro para o desporto deveria haver também um ministro para sexo e cama. Talvez se pudesse prevenir tanto uxoricídio regulamentando o tempo que um casal tenha de passar junto na cama praticando ou não cópula. Eu agora é que percebo a razão de o coronel Coriolano (in Gabriela, Cravo e Canela) ter atirado a matar na sua Sinházinha e no dentista desta quando os apanhou em trajes menores. Cada um levou balázio e morreram, claro. No mesmo romance do Jorge Amado, quando Gabriela (aquela querida Sónia Braga) abriu as pernas (e que pernas) ao galã do Tonico Bastos, o seu dono, o senhor Nacib, não lhe mandou tiro de caçadeira nem nada parecido. Lembro-me de que Nacib quando a recebe pela primeira vez em casa manda a bela Sónia Braga para os fundos do quintal onde tinha um quartito. Esse facto pode ter salvado aquela beleza de uma morte certa? Talvez! Ela e Nacib tinham pouco tempo de cama de casal. Estavam casados há pouco. Pelo contrário, Coriolano já estava infetado pelo virus da cama de casal. Nacib não tinha ainda ficado refém da tal química de que vos falo. Mistérios da cama de casal? Na cama é um prazer! Sim, mas por pouco tempo. Mulheres, livrem-se da cama de casal! Escraviza-vos e pode matar.
(1) - abrange todo o tipo de casal.
(1) - abrange todo o tipo de casal.
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